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November 2018 - 8chan Transparency Report
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>Onyx chuveiro Lorenzetti confirma extinção do ministério do trabalho no governo Bostanazi

E aí coxinhas de merda, prontos para viver de bico sem direito a nada ano que vem, nem de reclamar?

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

E se dar um pio vai ser enquadrado como comunista e mofar no xadrez igual o cachaceiro do Lula! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Onyx delata Moro: falso juiz planejou prender Lula desde 2005

Onyx delata Moro: falso juiz planejou prender Lula desde 2005

Da Redação – O amigo Lorenzoni revelou, em entrevista a Roberto D’Ávila, na GloboNews, que Moro não se comporta como juiz faz tempo. Ele nunca julgou o Lula coisa nenhuma. Desde muito tempo ele tinha como meta prender o Lula e cumprir a “agenda” do imperialismo, conforme apregoou o oligarca Jorge Bornhausen (então presidente do PFL, hoje DEM): “a eliminação dessa raça (petistas) pelos próximos 30 anos”. Por isso, Moro nunca sequer prestou atenção em uma única peça da defesa do Lula. Não interessava. Lula estava condenado por antecipação, não importava o que dissesse ou apresentasse. Moro tinha sua missão, só precisava inventar um “crime”.

Lorenzoni, que confessou receber caixa 2 (“o pior dos crimes”, como declarou Moro, quando não se referia a nenhum amigo) da JBS e recebeu o perdão “divino” de Moro, dizendo ter “total confiança” no amigo de longa data, soltou as seguintes declarações bombástica na GloboNews, displicentemente, como se se gabasse de uma relação, e sem perceber o potencial acusatório. Ou não dar à mínima a qualquer existência de algum poder punitivo contra seu amigo que se fingiu de juiz, com o corpo fechado e as costas super largas:

A minha relação com Sérgio Moro vem de dezembro de 2005. Eu era sub-relator das Normas de Combate à Corrupção da CPI dos Correios, e convidei o Moro […] naquela época porque a 13ª Vara de Curitiba era – e continua sendo – a única que cuida de lavagem de dinheiro no Brasil”.

“Ele [Moro] trouxe 1 série de contribuições e 2 muito relevantes, que o pessoal de casa vai entender agora: a primeira que ele pediu, em 2005, foi a atualização da Lei de delação premiada, que levou 7 anos pra fazer. A outra [contribuição], a transformação do crime de lavagem de dinheiro de crime acessório para crime principal”.

Os 2 fatores – a lavagem de dinheiro como crime principal, e a revisão da lei de delação premiada – foram a diferença entre no ‘mensalão’ não ter chegado no Lula, e no ‘petrolão’ ter chegado no Lula [assistir entrevista aqui, a partir do minuto 6:50 (https://globosatplay.globo.com/globonews/v/7201286)].

Então o indicado para chefe da Casa Civil, sem cerimônias, deixou claro que o tal Moro e ele fazem parte de uma máfia, que fizeram a Dilma de boba para assinar modificações na legislação arquitetadas pelos conspiradores premeditadamente objetivando a caçada contra os dirigentes do Partido dos Trabalhadores.

O juiz e o deputado, juntos, a mando dos seus chefes golpistas, trabalharam pela subversão das leis do País para concretizar o plano de prender Lula. Só precisavam inventar um motivo que pudesse ser divulgado na imprensa golpista. Valia qualquer coisa, até grampear as ligações telefônicas pessoais entre a primeira-dama Marisa Letícia e seus próprios filhos, as ligações telefônicas de todo um escritório de advocacia entre 25 profissionais e seus 400 clientes e entre a chefe de Estado do País e um ex-presidente.

A lei do crime de lavagem de dinheiro foi alterada em 2012, no governo Dilma; e a Lei de Organização Criminosa, de 2013, que inclui a “colaboração premiada” teve, ironicamente, como autora a senadora petista Serys Slhessarenko e foi sancionada pela Presidente Dilma.

Entendeu por que Moro tem plena confiança em Onyx Lorenzoni e o perdoa por ser corrupto e receber R$ 200 mil da Odebrecht? Eles são parceiros no crime. Manobraram para prender Lula fraudulentamente e tirá-lo da disputa eleitoral. Agora ganharam cargos como prêmio. E tiveram apoio externo em todo o complô e conivência interna dos golpistas de sempre.

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Palocci ganhou prisão domiciliar por mentir em delação premiada

Palocci ganhou prisão domiciliar por mentir em delação premiada

Da redação – Dois dos três desembargadores da 8° turma do TRF-4 (Tribunal Regional Federal) sediado em Porto Alegre, decidiram que a pena de Antônio Palocci deverá ser reduzida e transformada em domiciliar. Esses benefícios foram concedidos graças à instituição da delação premiada. Palocci está preso preventivamente em Curitiba desde setembro de 2016. O tempo que o ex-ministro permaneceu na prisão será abatido do resto da pena. Caso a prisão domiciliar seja confirmada, Palocci não deverá deixar a carceragem da polícia federal de imediato. As partes deverão entrar com embargos de declaração que é um tipo de recurso que pede esclarecimento sobre uma decisão judicial. Palocci está sendo processado por interferir em licitação para encomenda de navios sonda em negócio que envolvia a Petrobrás e Odebrecht.

Esse é mais um episódio que demonstra o caráter golpista da operação Lava Jato. A Justiça prendeu arbitrariamente Palocci e depois chantageou o ex-ministro a delatar seus ex-colegas de partido. Diante do caráter dessa investigação devemos condená-la mais uma vez.

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Caiu?

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Algum anão tem os dois cursos de trading daquele Trading General Fio da /$/? Era um curso para iniciantes, ensinado Forex Agressivo, e outro curso para membros.

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Em breve no Netflix®.

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Oi.

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Cuba fez em cinco anos muito mais pelo Brasil do que a direita parasitária fez em 500

Cuba fez em cinco anos muito mais pelo Brasil do que a direita parasitária fez em 500

Os pobres do Brasil sempre foram tratados como animais pela direita. Em 500 anos, nunca tiveram um tratamento decente, especialmente em relação ao sistema de saúde.

Os médicos cubanos do programa Mais Médicos, criado pela ex-presidenta Dilma Rousseff em 2013, vieram fazer o trabalho que os médicos brasileiros sempre se recusaram a fazer: servir ao povo em suas necessidades mais elementares.

(cont.)

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Brasil, Um País Do Passado

Brasil, Um País Do Passado

Na foto acima, partidários de bostanazi comemoram vitória eleitoral no fim de outubro, Rio de Janeiro.

por Philipp Lichterbeck, Alemanha.

É sabido que viajar educa o indivíduo, fazendo com que alguém contemple algo de perspectivas diferentes. Quem deixa o Brasil nos dias de hoje deve se preocupar. O país está caminhando rumo ao passado.

No Brasil, pode ser que isso seja algo menos perceptível, porque as pessoas estão expostas ao moinho cotidiano de informações. Mas, de fora, estas formam um mosaico assustador. Atualmente, estou em viagem pelo Caribe – e o Brasil que se vê a partir daqui é de dar medo.

Na história, já houve momentos frequentes de regresso. Jared Diamond os descreve bem em seu livro Colapso: Como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso. Motivos que contribuem para o fracasso são, entre outros, destruição do meio ambiente, negação de fatos, fanatismo religioso. Assim como nos tempos da Inquisição, quando o conhecimento em si já era suficiente para tornar alguém suspeito de blasfêmia.

No Brasil atual, não se grita “herege!”, mas “comunismo!”. É a acusação com a qual se demoniza a ciência e o progresso social. A emancipação de minorias e grupos menos favorecidos: comunismo! A liberdade artística: comunismo! Direitos humanos: comunismo! Justiça social: comunismo! Educação sexual: comunismo! O pensamento crítico em si: comunismo!

Tudo isso são conquistas que não são questionadas em sociedades progressistas. O Brasil de hoje não as quer mais.

Porém, a própria acusação de comunismo é um anacronismo. Como se hoje houvesse um forte movimento comunista no Brasil. Mas não se trata disso. O novo brasileiro não deve mais questionar, ele precisa obedecer: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

Está na moda um anti-intelectualismo horrendo, “alimentado pela falsa noção de que a democracia significa que a minha ignorância é tão boa quanto o seu conhecimento”, segundo dizia o escritor Isaac Asimov. Ouvi uma anedota de um pai brasileiro que tirou o filho da escola porque não queria que ele aprendesse sobre o cubismo. O pai alegou que o filho não precisa saber nada sobre Cuba, que isso era doutrinação marxista. Não sei se a historia é verdade. O pior é que bem que poderia ser.

A essência da ciência é o discernimento. Mas os novos inquisidores amam vídeos com títulos como “Feliciano destrói argumentos e bancada LGBT”. Destruir, acabar, detonar, desmoralizar – são seus conceitos fundamentais. E, para que ninguém se engane, o ataque vale para o próprio esclarecimento.

Os inquisidores não querem mais Immanuel Kant, querem Silas Malafaia. Não querem mais Paulo Freire, querem Alexandre Frota. Não querem mais Jean-Jacques Rousseau, querem astrolavo de Carvalho. Não querem Chico Mendes, querem a “musa do veneno” (imagino que seja para ingerir ainda mais agrotóxicos).

Dá para imaginar para onde vai uma sociedade que tem esse tipo de fanático como exemplo: para o nada. Os sinais de alerta estão acesos em toda parte.

O desmatamento da Floresta Amazônica teve neste ano o seu maior aumento em uma década: 8 mil quilômetros quadrados foram destruídos entre 2017 e 2018. Mas consórcios de mineradoras e o agronegócio pressionam por uma maior abertura da floresta.

Jair bostanazi quer realizar seus desejos. O próximo presidente não acredita que a seca crescente no Sudeste do Brasil poderia ter algo a ver com a ausência de formação de nuvens sobre as áreas desmatadas. E ele não acredita nas mudanças climáticas. Para ele, ambientalistas são subversivos.

Existe um consenso entre os cientistas conhecedores do assunto no mundo inteiro: dizem que a Terra está se aquecendo drasticamente por causa das emissões de dióxido de carbono do ser humano e que isso terá consequências catastróficas. Mas bostanazi, igual a Trump, prefere não ouvi-los. Prefere ignorar o problema.

Para o próximo ministro brasileiro do Exterior, Ernesto Araújo, o aquecimento global é até um complô marxista internacional. Ele age como se tivesse alguma noção de pesquisas sobre o clima. É exatamente esse o problema: a ignorância no Brasil de hoje conta mais do que o conhecimento. O Brasil prefere acreditar num diplomata de terceira categoria do que no Instituto Potsdam de Pesquisa sobre o Impacto Climático, que estuda seriamente o tema há trinta anos.

Araújo, aliás, também diz que o sexo entre heterossexuais ou comer carne vermelha são comportamentos que estão sendo “criminalizados”. Ele fala sério. Ao mesmo tempo, o Tinder bomba no Brasil. E, segundo o IBGE, há 220 milhões de cabeças de gado nos pastos do país. Mas não importa. O extremista Araújo não se interessa por fatos, mas pela disseminação de crenças. Para Jared Diamond, isso é um comportamento caraterístico de sociedades que fracassam.

Obviamente, está claríssimo que a restrição do pensamento começa na escola. Por isso, os novos inquisidores se concentram especialmente nela. A “Escola Sem Partido” tenta fazer exatamente isso. Leandro Karnal, uma das cabeças mais inteligentes do Brasil, com razão descreve a ideia como “asneira sem tamanho”.

A Escola Sem Partido foi idealizada por pessoas sem noção de pedagogia, formação e educação. Eles querem reprimir o conhecimento e a discussão.

Karl Marx é ensinado em qualquer faculdade de economia séria do mundo, porque ele foi um dos primeiros a descrever o funcionamento do capitalismo. E o fez de uma forma genial. Mas os novos inquisidores do Brasil não querem Marx. Acham que o contato com a obra dele transformaria qualquer estudante em marxista convicto. Acreditam que o próprio saber é nocivo – igual aos inquisidores. E, como bons inquisidores, exortam à denúncia de mestres e professores. A obra 1984, de George Orwell, está se tornando realidade no Brasil em 2018.

É possível estender longamente a lista com exemplos do regresso do país: a influência cada vez maior das igrejas evangélicas, que fazem negócios com a credulidade e a esperança de pessoas pobres. A demonização das artes (exposições nunca abrem por medo dos extremistas, e artistas como Wagner Schwartz são ameaçados de morte por uma performance que foi um sucesso na Europa). Há uma negação paranoica de modelos alternativos de família. Existe a tentativa de reescrever a história e transformar torturadores em heróis. Há a tentativa de introduzir o criacionismo. Tomás de Torquemada em vez de Charles Darwin.

E, como se fosse uma sátira, no Brasil de 2018 há a homenagem a um pseudocientista na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que defende a teoria de que a Terra seria plana, ou “convexa”, e não redonda. A moção de congratulação concedida ao pesquisador foi proposta pelo presidente da AL e aprovada por unanimidade pelos parlamentares.

Brasil, um país do passado.

Nota sobre o autor: Philipp Lichterbeck queria abrir um novo capítulo em sua vida quando se mudou de Berlim para o Rio, em 2012. Desde então, ele colabora com reportagens sobre o Brasil e demais países da América Latina para os jornais Tagesspiegel (Berlim), Wochenzeitung (Zurique) e Wiener Zeitung. Siga-o no Twitter em @Lichterbeck_Rio. O texto acima foi escrito originalmente na revista Deutsche Welle, Alemanha, em 28/11/2018.

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Para liberais, fome, miséria e extermínio em massa humaniza o ser humano

Para liberais, fome, miséria e extermínio em massa humaniza o ser humano

Em texto publicado no site dos mais retrógradas neoliberais, Mises Brasil, em que a teologia ilusionista de Ludwing Von Mises, que nunca se comprovou no mundo concreto, é reproduzida, encontramos uma tese no mínimo curiosa, para não dizer completamente absurda: é o capitalismo quem “humaniza” a nossa sociedade.

Não causa espanto que nestes textos do chamado liberalismo econômico, estejam presentes verdadeiras pérolas de falsificação histórica e conceitual, produzidas em um esforço quase heróico para esconder o óbvio mundo de superexploração em que vivemos, na inglória tarefa de nos fazer acreditar que habitamos em um verdadeiro paraíso capitalista.

Defendem os autores que não foram os sindicatos que levaram ao que chamam de “humanização do capitalismo”, seja lá o que isto quer dizer, mas sim justamente a acumulação de capital que teria sido o protagonista desta maravilha da natureza econômica em que vivemos hoje, um mundo fantástico e incrível, talvez um pouco injustiçado por nós não termos a acuidade necessária em reconhecer sua grandeza.

Dizem, os autores, que quem acredita que os sindicatos e a luta do movimento operário em geral foram os reais autores de algumas melhorias observadas em nossa sociedade, como a limitação de jornadas de trabalho, proibição de trabalho infantil etc, teriam “invertido as relações de causa e efeito”.

Não! Não foram os sindicatos a causa, a causa real é surpreendente. Para os liberais imaginativos do texto em questão, a acumulação de capital – que é produzida pela exploração de uma classe pela outra – é justamente o que reduz a exploração de uma classe pela outra.

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Coisas em que Olavo de Carvalho acredita

Coisas em que Olavo de Carvalho acredita

A Pepsi usa células de fetos abortados como adoçante

E que, se você toma Pepsi, você é um “abortista terceirizado”.

A Teoria da Relatividade de Einstein trata da relatividade de referencial

E que a Relatividade de Einstein é uma relatividade “geométrica e perspectivista”. [comete o erro primário de confundir a relatividade de referencial de Newton (onde é possível se descrever um sistema físico a partir de qualquer referencial), com a idéia da relatividade de Einstein (onde as medidas de espaço e tempo são relativas a velocidade de um observador e a velocidade de luz é invariante, independente de referencial)].

Geocentrismo é ver as coisas do ponto de vista da Terra e, portanto, é tão valido quanto o Heliocentrismo

Também acha completamente errado o Heliocentrismo ter sido uma idéia revolucionária para a visão cosmológica, antropologica e teocêntrica da humanidade.

Além disso, acredita que “Geocentrismo” significa “do ponto de vista da Terra”. Como também não entende a Teoria da Relatividade de Einstein, conclui que o Geocentrismo não está errado: “pergunta pro Einstein se é errado. Não tem errado. Dentro do cosmos, qualquer ponto de partida que você toma pra descrever é certo”.

Niels Bohr é um charlatão

E introduziu na física a subjetividade, a idéia de que a física varia com a cabeça de cada pessoa, e inventou (como argumento legitimador) o relativismo cultural e o desconstrucionismo. As teorias de Bohr só são conhecidas por lobby.

Os EUA é o país onde os negros vivem melhor no mundo

Porque os negros dos EUA não fazem macumba.

Macumba é uma gozação satânica, e onde tem isso todo mundo se ferra

As tragédias no Haiti (terremoto), São Luiz do Paraitinga (enchente) e Louisiana (furacão) são sentenças divinas pois esses lugares são centros de macumba.

A legalização das drogas fará os traficantes serem a nova classe dominante na América Latina

Trará a criação de um comércio ilegal de drogas mais intenso, e como eles também terão o monopólio do comércio legal, serão a nova classe dominante.

30% da população da Holanda está inutilizada pelo consumo de drogas

As drogas também levaram ao crescimento do banditismo na Holanda.

A bebida só causa comportamento anti-social em casos patológicos

Ao contrário das drogas, que causam comportamento anti-social desde o primeiro consumo e sempre.

A ONU controla o governo de todos os países do mundo

Através de uma rede de ONGs bilionárias que pressionam governo federal, estadual, municipal e distrital. Através de ONGs pressionando, iludindo, mentindo, dando propina e as vezes intimidando, eles passam as leis que a querem para controlar o mundo.

Piadinha não é humilhação

Esse “pessoal homosexual” tem que entender que fazer piadinhas de gays não é perseguir. É sempre possível você cultivar nas pessoas uma sensibilidade artificial histérica — fazer a pessoa se sentir ofendida com qualquer coisinha.

A rejeição da conduta homosexual é universal

Em milênios de civilização, não há nenhuma sociedade onde o homossexualismo fosse aceito como normal. Casamento gays vão contra a ordem da realidade e o movimento foi criado para aumentar o poder de entidades revolucionárias que querem dominar a sociedade.

Quando o movimento gay adquirir autoridade, o passo seguinte é legalizar a pedofilia

E em menos de 10 anos vão existir leis que “se você fizer piadinha ou reclamar que um cara está comendo o seu filho de 8 anos, você vai preso”. Isso é fundamental para a Nova Ordem Mundial, que precisa substituir os valores humanos por valores artificialmente absurdos, para fins de controlar as pessoas.

Astrologia é um problema científico

Estudos estatísticos mostraram que existe correlação entre as posições planetárias e as escolhas de profissões.

O Foro de São Paulo não é uma ficção

É uma articulação dos movimentos de esquerda para restaurar o movimento comunista na América Latina. Essa organização foi escondida pela mídia brasileira para ajudar o Foro a crescer [apesar das atas de reunião serem publicadas na internet].

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5 processos contra Lula: entenda por que são uma farsa

5 processos contra Lula: entenda por que são uma farsa

O juiz Sérgio Moro, o Mazzaropi da Odebrecht, foi enviado para diversos treinamentos junto à Central Intelligence Agency (CIA) nos Estados Unidos, retornando com a missão de destruir os principais agentes da economia nacional e de perseguir as organizações populares e suas lideranças, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Moro, o Mussolini de Maringá, um mero juiz provinciano que sequer aprendeu inglês em sua estadia na América do Norte, acabou por atingir seus objetivos com a ajuda do imperialismo e da imprensa golpista. Como recompensa, foi investido de mais poder, não pela ascensão na carreira de magistrado, mas pela nomeação ao Ministério da Justiça dentro de um eventual governo de Jair bostanazi (PSL).

Somente a brutal manipulação dos fatos e o arbítrio no julgamento, porém, explicam tal sucesso. Moro encarcerou Lula até aqui, mas não logrou produzir credibilidade no conjunto de suas ações. Com diversas obras paradas e empresas interditadas, operação Lava-Jato e suas congêneres geraram prejuízos multibilionários à economia nacional, sobretudo no ramo da exploração petrolífera e da construção civil pesada. Eram justamente os setores em que o Brasil vinha crescendo no mercado internacional.

Moro sempre agiu como advogado de acusação, e não como juiz. Associou-se a outros agentes de interesses externos como alguns promotores do Ministério Público e agentes da Polícia Federal para promover a perseguição e a criminalização das organizações populares. Mais especificamente, Moro travou uma verdadeira guerra contra o Partido dos Trabalhadores e contra Lula. Quando da nomeação do ex-presidente por Dilma Rousseff à Casa Civil, em março de 2016, o Mazzaropi da Odebrecht deu ordem de condução coercitiva de Lula para depor no aeroporto de Congonhas.

Duas semanas depois o Mussolini de Maringá divulgaria o áudio de conversas telefônicas da presidente da República com Lula, por ocasião de sua nomeação à Casa Civil. Tanto a gravação fora feita sem autorização judicial quanto sua publicização foi, evidentemente, crime contra a segurança nacional. Moro porém já fora blindado pelo imperialismo e seguiria praticando arbitrariedades.

Suas ações culminariam no encarceramento ilegal de Lula em março de 2018, e no seu impedimento de concorrer à Presidência da República. Terminado o pleito, Moro seria recompensado com a nomeação ao Ministério da Justiça. Todas as cartas foram colocadas na mesa. Ficou clara a parcialidade política de Moro e a ilegalidade flagrante de sua ação como advogado de acusação. Em nenhum dos casos em que Lula é réu, são apresentadas provas materiais de sua culpa. Todas as acusações são baseadas em delações premiadas obtidas junto a réus encarcerados. Recorrentemente, perícias e provas de inocência são rejeitadas por Moro (http://www.justificando.com/2018/01/20/o-espectro-das-ilegalidades-de-moro-do-cerceamento-de-defesa-aos-acordos-de-delacao/). Em todos, porém, Lula é culpado a priori, condenado pelo juiz, pela imprensa golpista, pela imprensa em geral. Em praticamente todos os casos, mesmo que fosse culpado, Lula teria tido benefícios ridículos para a posição de chefe de Estado que ocupou. Vejamos cinco deles.

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Nova equipe econômica: Bolsonaro cria esquadrão para destruir bancos públicos

Nova equipe econômica: bostanazi cria esquadrão para destruir bancos públicos

A equipe econômica do próximo governo, eleito por uma das maiores fraudes da história do nosso país após retirarem o ex-presidente Lula do pleito, candidato com o qual a classe trabalhadora mais se identifica, é o indicativo da prevista política entreguista que será imposta ao Brasil.

O notoriamente incompetente e despreparado para o cargo de ministro da Fazenda do governo ilegítimo, o banqueiro Paulo Guedes, que há poucos dias demonstrou desconhecer os processos de elaboração e aprovação do orçamento do governo, indicou os nomes para as presidências do Banco do Brasil (BB), da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Trata-se de três economistas que farão papel de lacaios do sistema financeiro internacional e nacional cuja função no governo será “privatizar tudo que for possível”, segundo afirmou em entrevista o futuro presidente do BB, economista Rubem de Freitas Novaes.

Para a presidência da CEF, Paulo Guedes indicou um “especialista” em privatizações, Pedro Guimarães, com passagens por instituições do mercado financeiro e que terá a “nobre” função de transferir para seus verdadeiros patrões, banqueiros nacionais e internacionais, todas as cartelas de investimentos mais lucrativas da instituição.

Para fechar o time neoliberal do futuro governo bostanazi, foi escolhido para presidir o IPEA, Carlos Von Doellinger, ex-secretário do tesouro nacional durante a ditadura militar brasileira.

É a retomada dos planos de privatizações do ex presidente FHC, que deram origem ao maior escândalo de corrupção da nossa história, a “Privataria Tucana”, responsável pela transferência, entre outras empresas nacionais, do BANERJ (Banco do Estado do Rio de Janeiro) para o ITAÚ por um valor muito inferior ao valor de mercado do banco e com prejuízo para centenas de milhares de trabalhadores.

Os nomes escolhidos estão relacionados com as teorias privatistas da “Escola de Chicago”, aplicadas ao Chile durante a ditadura de Pinochet e que atualmente tem levado sua população mais velha aos maiores índices de suicídio do mundo devido à precariedade das condições materiais impostas à população.

A extrema direita fascista está posta no governo do Brasil com a intenção de esmagar a classe trabalhadora e transferir para os grandes capitalistas mundiais todas as nossas riquezas naturais e estratégicas.

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Como funciona a ecologia do imperialismo: noruegueses tinham duto para jogar dejetos na Amazônia

Esse é o programa do Temer, do Bostanazi, dos milicos, dos capitalistas e da direita em geral para o Meio Ambiente:

Como funciona a ecologia do imperialismo: noruegueses tinham duto para jogar dejetos na Amazônia

DA REDAÇÃO – ALÉM DE UM VAZAMENTO DE RESTOS TÓXICOS DE MINERAÇÃO, QUE CONTAMINOU DIVERSAS COMUNIDADES DE BARCARENA, NO PARÁ, A MINERADORA NORUEGUESA HYDRO USOU UMA “TUBULAÇÃO CLANDESTINA DE LANÇAMENTO DE EFLUENTES NÃO TRATADOS” EM UM CONJUNTO DE NASCENTES DO RIO MURIPI.

Após negar irregularidades, a Hydro admitiu, em nota, a existência do canal encontrado por pesquisadores.

A multinacional produtora de alumínio, cujo acionista majoritário e controlador é o governo da Noruega, confirmou o vazamento de uma barragem que continha soda cáustica e metais tóxicos, após chuvas fortes na região.

Após denúncias feitas por moradores de comunidades próximas sobre o vazamento, a Hydro divulgou a seus clientes uma nota em que classificava o episódio como “boato”, afirmando que “não houve vazamentos ou rompimentos” nos depósitos. Depois, voltou atrás e admitiu, depois de flagrados.

Essa situação é parte dos planos do imperialismo para usar a Amazônia brasileira como se fosse um lixão do mundo e nos tomar o nosso território. É preciso denunciar e se opor a esse crime ecológico e desnacionalização de partes do território brasileiro.

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Fora Bolsonaro: golpista exige auditoria para colocar o povo na miséria

BostaNazi mais uma vez fazendo jus ao apelido...

Fora bostanazi: golpista exige auditoria para colocar o povo na miséria

Após participar do aniversário da Brigada Infantaria Paraquedista, bostanazi marchou com os militares no Rio de Janeiro. Depois, em entrevista declarou que não pretende acabar com os projetos sociais e sim passar por auditorias. “Logicamente, ninguém será irresponsável a ponto de acabar com qualquer programa social, mas todos serão submetidos a auditoria para que aqueles que podem trabalhar entrem no mercado de trabalho e não fiquem dependendo do Estado a vida toda”, disse bostanazi.

Esta é mais uma forma mascarada que Jair encontrou para acabar os programas sociais, usando declarações demagógicas para aparentar uma competência. A bandeira que Jair levantou todo esse tempo foi a da anti-corrupção mas bastou ele “vencer” as eleições para indicar ministros envolvidos em investigações por corrupção. Como no caso da indicação do futuro ministro da Saúde Luiz Mandetta que está sendo investigado por tráfico de influência e caixa 2.

Jair bostanazi nada mais é do que a continuação do governo golpista de conde drácula. E a política do futuro governo será a de fazer com que o Brasil entre novamente no mapa da fome. As pessoas já estão sem dinheiro para comprar, a inflação sobe e o desemprego é cada vez maior.

bostanazi é a expressão viva da fraude e sua política comandada pelo imperialismo fará com que o Brasil volte ao mapa da fome. Com o argumento de que não “queremos nenhum brasileiro dependendo do estado”, os golpistas vão acabar com os programas sociais criados no governo Lula (PT). Esses projetos foi o que até agora trouxeram um minimo de dignidade para o povo mais pobre.

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A Apple (e seu iPhone) no olho do furacão

A Apple (e seu iPhone) no olho do furacão

por José Martins, da redação.

Há um crescente mal estar no mercado mundial. Ninguém mais entre os capitalistas e economistas em geral procura esconder a preocupação com a aproximação de uma forte desaceleração da economia mundial.

Quando ela deve ocorrer? As opiniões variam muito. A maioria, entretanto, aposta que a brecada deve ocorrer em 2019 ou, no mais tardar, em 2020 (https://www.cnbc.com/2018/11/21/trump-economy-expected-to-slow-down-in-2019-before-possible-recession-in-2020.html). A maioria também não dá nenhuma justificativa para essa datação.

E qual será o tamanho da mais anunciada crise em todos os tempos? Aqui, os economistas do mercado convergem incrivelmente na avaliação de que não será mais do que uma nova “recessão”. Nada mais do que o estouro de mais uma “bolha”. Talvez uma “grande recessão”, para os mais preocupados com a situação.

Essa crença no automatismo natural e de eternas sucessões dos ciclos econômicos – e, não menos importante, no caráter divino do Estado regulador e salvador do capital em momentos de crise – está presente na quase totalidade dos economistas e no espírito dos capitalistas de várias plumagens.

Mas impactantes fatos reais já se apresentam para desfazer essas veleidades dos economistas. Uma crise totalmente nova já mostra sua cara (sinais prodrômicos) nas principais praças financeiras do mundo. Por isso cresce o mal estar no mercado mundial. Nos EUA, em particular.

Depois das ações caírem acentuadamente no mês passado, em meio a preocupações crescentes com o aumento das taxas de juros, a desaceleração do crescimento econômico e as tensões comerciais globais, os mercados em Wall Street continuam caindo perigosamente neste mês de Novembro.

O Dow Jones Industrial Average e o S & P 500 caíram acentuadamente na terça-feira (20) e ficaram negativos no ano. Ou seja, na média, quem comprou ações em 1º de Janeiro deste ano já está no prejuízo.

Destaque para a queda das ações da gigante rede varejista Target pressionando as demais ações do setor comercial, enquanto algumas das mais populares ações de tecnologia caíram novamente, como veremos com mais detalhe mais abaixo. A queda de terça-feira vem depois que o Dow já havia caído 395 pontos na segunda-feira.

A Target caiu 10,5% depois de divulgar lucros mais fracos que o esperado no trimestre anterior. A empresa também divulgou vendas de suas lojas mais fracas do que as previstas.

Essa anemia das vendas não é um problema isolado da Target. Trata-se de forte declínio do varejo nos EUA. Acompanhado por uma redução geral das encomendas no atacado na maior economia do mundo. Isso pode ser comprovado pelo relatório mensal do US Census Bureau, publicado nesta quarta-feira (21), sobre as novas encomendas aos fabricantes de bens duráveis nos EUA no mês de Outubro (https://www.census.gov/manufacturing/m3/adv/pdf/durgd.pdf).

Os novos pedidos de bens duráveis apresentaram surpreendente queda de 4.4% no último mês. Houve queda em três dos últimos quatro meses, depois de queda de 0.1% em Setembro. Os embarques também estão em queda. As encomendas para bens de capital das indústrias também caíram fortemente (4,2%) no último mês.

Os fortes sinais de uma demanda anêmica para os bens de consumo duráveis aparecem de maneira alarmante para as mercadorias “computadores e produtos correlatos”. De acordo com o relatório do US Bureau apresentam uma fulminante queda anual (sobre o mesmo mês de 2017) de 8,7%.

É neste subsetor da indústria de bens duráveis que se localizam grandes empresas tecnológicas, como a Aple, com negócios das chamadas ações tecnológicas registrados com o índice Nasdaq, na Bolsa de Nova York.

Veja no gráfico abaixo essa evolução das encomendas de bens duráveis nos últimos ciclos econômicos.

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Está mais caro andar de ônibus depois do golpe

Está mais caro andar de ônibus depois do golpe

Após o golpe de 2016, os empresários do ramo de transportes conseguiram condições mais favoráveis para aumentar a intensidade da exploração sobre a população brasileira. Em todas as capitais e grandes cidades, a única forma de os trabalhadores conseguirem se deslocar é através de ônibus e metrôs controlados por grupos mafiosos, que impõem tarifas altíssimas e frotas capengas.

As condições terríveis do transporte público são justificadas pelos patrões com as mais frágeis desculpas. O preço da tarifa, por exemplo, é muitas vezes justificado pela necessidade de pagar os funcionários – motorista, cobrador etc. No entanto, isso não condiz com a realidade: motoristas e cobradores recebem uma miséria em comparação as bolsas de dinheiro que vão diariamente para os cofres dos empresários.

Uma suposta preocupação com a “Segurança” também é repetidamente utilizada como justificativa pelos empresários. Por meio de campanhas moralistas e sensacionalistas, a burguesia vem adotando uma série de medidas para ampliar o massacre sobre os trabalhadores. Milhares de catracas, biometria e utilização de câmeras, entre tantas outras coisas, constituem o repertório de equipamentos para vigiar e reprimir a população.

No plano dos empresários, está um aumento gigantesco da tarifa dos ônibus e metrôs. Afinal, o transporte público é essencial para largas camadas da população, de modo que, mesmo se o preço da tarifa for abusivo, ainda haverá demanda. Com o golpe de 2016, a tendência é ficar cada dia mais difícil de andar de ônibus ou metrô no Brasil.

Recentemente, uma juíza em Minas Gerais exigiu que os aumentos nos metrôs e VLTs de algumas cidadeas fossem suspensos. No entanto, não se deve ter nenhuma ilusão de que isso bastará para barrar a ofensiva dos empresários. É preciso ir para as ruas, lutar contra o golpe e, por meio da mobilização revolucionária dos trabalhadores, colocar a burguesia contra a parede.

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Bolsonaro mente sobre o Mais Médicos e já provocou um desastre na Saúde

bostanazi mente sobre o Mais Médicos e já provocou um desastre na Saúde

Da redação – Ontem (14), o golpista apresentado como vencedor da fraude eleitoral, Jair bostanazi, tornou impossível a permanência no Brasil dos médicos cubanos contratados pelo programa Mais Médicos, implantado por Dilma Rousseff em 2013. O governo anunciou em uma nota que teria que deixar o programa: “O presidente eleito do Brasil, Jair bostanazi, com referências diretas, depreciativas e ameaçando a presença de nossos médicos, disse e reiterou que vai modificar os termos e condições do Programa Mais Médicos, com desrespeito para a Organização Pan-Americana da Saúde e o que foi acordado por ela com Cuba, ao questionar a preparação de nossos médicos e condicionar sua permanência no programa à revalidação do título e como única forma a contratação individual.”

A nota lembrava também, em números, alguns feitos do programa: “Nestes cinco anos de trabalho, cerca de 20 mil colaboradores cubanos atenderam 113,3 milhões de pacientes (113.359.000) em mais de 3.600 municípios, chegando a ser atingidos por eles um universo de 60 milhões de brasileiros, constituindo 80% de todos os médicos participantes do programa. Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história.”

Para tentar justificar a situação caótica que vai criar, deixando milhões de pessoas sem médicos nas regiões mais pobres do país, bostanazi foi para uma rede social justificar o desastre fabricado por ele contra o povo brasileiro. Segundo o político de extrema-direita, Cuba não teria aceitado que seus médicos recebessem o próprio salário.

O argumento, que em qualquer caso não vai trazer médicos de volta para os locais que voltarão a ficar desassistidos, é mentiroso. Como mostrou em sua conta no Twitter o médico Thiago Silva, em um texto que reproduzimos abaixo:

“Cuba faz cooperação com 66 países em todo o globo, inclusive europeus. Sabe como isso começou?

Com a brigada Henry Reeve, criada em 2005, como forma de ajuda humanitária pra atender as vítimas do Furacão Katrina nos EUA.

Fidel chamou centenas de médicos e pediu que se organizasse a brigada. EUA negaram a ajuda.

A brigada permaneceu mobilizada pois em pouco tempo haveria a crise em Angola e terremoto no Paquistão.

Na maioria dos países que faz parceria, Cuba envia médicos e medicamentos de graça, sem cobrar dos países.

Isso aconteceu em Angola, no Nepal, Haiti, Congo, e tantos outros países pobres do mundo.

Quem arcava com os custos? O próprio governo cubano.

E como o governo cubano fazia, já que é vítima de um bloqueio econômico há décadas, uma ilha pequena do Caribe que não consegue nem produzir a própria energia, pelas características de seu território?

Alguns países começaram a oferecer trocas pela Força de Médicos. A Venezuela ofereceu petróleo.

Alguns países europeus começaram a pagar mesmo diretamente pro governo Cubano. E essa parceria virou uma fonte de renda pra ilha, com impacto em suas contas públicas, dado o volume de médicos atuando no mundo todo.

E como funciona o pagamento?

Cuba abre edital via uma empresa estatal para contratar os médicos. Eles podem se oferecer ou não.

As condições salariais e os países são conhecidos previamente por todos antes de assinarem contrato. Contrato, conhecem? Pois é.

A maior parte do “salário” pago fica com o governo cubano? Sim e não.

Sim porque se você pegar o total de recurso destinado ao programa e dividir pelo número de médicos vai ser menor. Mas não porque não são os governos contratantes os responsáveis pelo salário dos cubanos.

Quem é responsável pelo salário dos cubanos é a estatal com a qual eles assinaram contrato! Simples!

Ela é responsável por lesão corporal, por invalidez , por seguro, por assistência a família em caso de morte, etc .

Cubanos morreram aqui, sabiam? E sabe o que fez o governo brasileiro? Nada. Pois é.

Quem cuida das familias e repassa dinheiro para famílias é a estatal.

Além disso, a “diferença salarial” não vai pra financiar outra coisa que não a Saúde e Educação de todo povo cubano.

Detalhe, eles tem isso DE QUALIDADE e de GRAÇA pra todos lá ,viu?

Ou seja, o “salário” dos médicos fora de Cuba (quando estão em países que pagam, que não são a maioria) sustenta os direitos sociais de todos os moradores da ilha.

É uma fonte de renda pro povo. Impacta o PIB. Como vender nióbio a preço de banana pra canadense, saca?

Sabe quantos médicos Cubanos saíram do programa revoltados com o que é feito com o salário? Um total de …. 1!

Isso mesmo. Uma cubana que foi comprada e sustentada pela AMB [Associação Médica Brasileira] numa certa época pra criar uma campanha vergonhosa contra o mais médicos.

Houve algumas deserções, como sempre há, já que tem médicos cubanos que acham que vão enriquecer de medicina nos EUA. Claro que tem.

Em todo canto do mundo tem gente que não se importa em pensar apenas no próprio umbigo. Mas foram uma minoria irrisória.

Revalidação de diplomas: Essa é uma piada.

Cuba manda médicos pra 66 países, sabe o único que teve gente cobrando isso? Pois é, o Brasil.

Ainda tem o disparate de dizer que eles não são médicos, quando tem norte-americano pegando lancha e indo pra Cuba se tratar.

Mesmo assim, por conta dessa pressão, os Cubanos foram avaliados quando chegaram aqui, com a aprovação da lei.

Avaliados pela fluência no Português e questões de Medicina.

Foram avaliados por professores e preceptores de medicina brasileiros, a maioria de universidades federais

É claro que teve gente reprovada. É claro que vieram no meio dos 14 mil médicos, tipos ruins, medianos, bons e excelentes.

Mas você acha que entre 14 mil brasileiros viriam apenas médicos bons? Anham…

*Sou Chefe de um pronto socorro do SUS onde só tem brasileiro, e vejo isso todo dia …

Impacto do término do programa: 700 municípios brasileiros não tinham uma alma de lençol branco nem pra confundir com médicos.

Os números do Mais Médicos são acachapantes: 63 milhões de pessoas cobertas. 4 mil municípios

Hoje em mais de 1.500 municípios só tem cubano.

Lembram do escândalo das digitais de ponto, em que médicos falsificavam a entrada nos serviços de Saúde?

Muitos pequenos municípios no interior vão voltar a depender deste tipo de colega, infelizmente.

Parabéns aos envolvidos.”

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Quem são os apoiadores de Bolsonaro: Onyx “Caixa 2” Lorenzoni

Quem são os apoiadores de bostanazi: Onyx “Caixa 2” Lorenzoni

Toda campanha da direita para dar o golpe de estado no Brasil, através do impeachment de Dilma Rousseff do PT em 2016, teve como base a denúncia cínica de corrupção, com o argumento de que o povo não aguenta mais a corrupção do governo do PT.

Os “guerreiros” contra a corrupção propunham um governo “limpinho”, no entanto o resultado que apresentaram com o golpe foi a constituição de um dos governos mais corruptos da história sob a liderança do golpista e corrupto conde drácula.

O governo golpista de conde drácula se desmoralizou completamente, nomeou vários corruptos, como o ministro José Serra do PSDB conhecido por ter milhões de dólares em paraísos fiscais, além de outros vários políticos que saqueiam os cofres públicos, a exemplo de Geddel Vieira da Bahia, o homem das malas de dinheiro em seu apartamento.

Mesmo com essa desmoralização pública, os golpistas, como bostanazi, continuaram apoiando o governo golpista de conde drácula sem tratar o presidente golpista como criminoso.

Com o início das eleições de 2018, o candidato Jair bostanazi voltou a carga com a campanha demagógica de luta contra a corrupção, apresentando inclusive a luta contra a corrupção como um dos seus principais programas presidenciais.

Mas o discurso hipócrita de bostanazi na campanha eleitoral não sustentou a primeira indicação política do seu governo golpista, eleito através de uma eleição fraudulenta.

Ao principal cargo de seu governo golpista, que é o cargo para chefiar a Casa Civil, bostanazi indicou Onyx Lorenzoni, deputado do DEM/RS, um político golpista que frequenta a lista de deputados que usaram o “Caixa 2” de campanha para se eleger em 2014.

Segundo a lista que está sob o controle da PGR (Procuradoria Geral da República), Onyx Lorenzoni teria recebido 200 mil reais de empresários para sua campanha e esse dinheiro foi sonegado, não entrou na prestação de contas de sua campanha eleitoral. Crime eleitoral.

Diante dos fatos, Onyx Lorenzoni confessou ser culpado, ou seja, criminoso, e pediu desculpas, o que foi atendido prontamente pelos juízes golpistas da Operação Lava Jato.

Porém, quando os golpistas já achavam que haviam “passado um pano” no caso Onyx Lorenzoni, eis que surge mais uma denúncia de “caixa dois” contra ele.

Agora a denúncia é de que Onyx teria realizado “caixa dois” também nas eleições de 2012.

Apareceu nova delação, afirmando que Onyx não praticou “caixa dois” somente em 2014, mas também em 2012, quando sequer era candidato, mas mesmo assim recebeu 100 mil reais da Odebrecht naquela campanha, e esse dinheiro nunca foi declarado.

Os paladinos “contra a corrupção” são corruptos profissionais, mostrando que bostanazi e sua campanha contra a corrupção não passa de mais uma forma de enganar o povo para poderem roubar mais os trabalhadores e o país a serviço dos interesses capitalistas internacionais.

É por isso, que os trabalhadores não devem acreditar nas instituições do regime burguês, mas na sua própria mobilização, a única maneira capaz de derrotar o golpe e os golpistas.

Pelo fora bostanazi e todos os golpistas!

Pela imediata liberdade de Lula!

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Com o “Plano Real” dos golpistas, a estabilidade da economia é promessa; mas a fome é real

Com o “Plano Real” dos golpistas, a estabilidade da economia é promessa; mas a fome é real

Após a vitória fraudulenta do candidato do golpe Jair bostanazi, a imprensa golpista se esforça para convencer a classe trabalhadora que o crescimento do PIB valeria o sacrifício dos seus direitos sociais.

Economistas de nome difícil, como o ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartzman, defensor inconteste da burguesia, criam uma narrativa na qual as reformas, extremamente prejudiciais ao conjunto da classe trabalhadora, seriam necessárias para promover o desenvolvimento econômico do país.

A política de estado mínimo para classe trabalhadora, já desprovida de direitos básicos mínimos como saúde, educação, segurança, saneamento, moradia, etc., e estado máximo para os ricos, está sendo levada a frente de maneira brutal e impiedosa pela equipe de transição do próximo governo.

O aprofundamento da reforma trabalhista, que inclui, dentre outras aberrações, o aumento da jornada de trabalho configurando hora extra apenas o que exceder às 10 horas diárias e a aprovação da reforma da Previdência, que aumenta o tempo de contribuição e a idade mínima para aposentadoria, são apontados pelos economistas representantes da classe burguesa como a solução para os problemas econômicos do país.

A relação lógica determina que quanto mais tempo um trabalhador trabalhe, menos trabalhadores as empresas precisarão contratar. Também é lógico que quanto mais demorar para um trabalhador se aposentar, menos vagas de trabalho se abrirão. A primeira medida provocará desemprego imediato, enquanto a segunda, desemprego em longo prazo.

O aumento do desemprego provocado por essas medidas reduzirá o valor do salário e consequentemente seu poder de compra.

Deve ficar claro para a classe trabalhadora que o incremento na economia ao qual os economistas estão se referindo, significa fundamentalmente uma redução nas condições materiais das classes sociais mais pobres, incluindo amplos setores da classe média.

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A Infeliz Causa De Fraqueza Da Economia Chinesa

A Infeliz Causa De Fraqueza Da Economia Chinesa

por José Martins, da redação.

O Dow Jones Industrial, principal índice da bolsa de Nova York desabava mais de 250 pontos no meio da tarde de sexta-feira (09) devido a preocupações sobre desaceleração do crescimento econômico global. Da China, em primeiro lugar.

Novos dados decepcionantes da produção de automóveis na China revelados durante o dia esfriaram o ânimo dos capitalistas em Wall Street. O Shanghai Composite caiu 1,4 por cento. As ações da Caterpillar caíram 4,2% nos EUA, enquanto as da General Motors caíram 3,2%.

A Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM) a principal associação da indústria automobilística da China, informou ao mercado que as vendas de automóveis no país caíram 11,7 por cento em outubro, marcando a quarta queda mensal consecutiva e a maior desde o início de 2012.

As quedas das vendas de automóveis da China (https://uk.reuters.com/article/uk-china-autos/china-car-sales-fall-11-7-percent-in-october-down-fourth-straight) estão levando o maior mercado de carros do mundo para perto de uma contração anual não vista desde pelo menos 1990. A CAAM destaca que a queda está ligada à fraca demanda do consumidor e ao impacto de uma economia em desaceleração.

Nos meses anteriores, a CAAM também disse que a guerra comercial estava afetando as vendas. Os preocupantes indicadores da economia real da China são potencializados pela disputa comercial com os Estados Unidos que se arrasta desde o ano passado.

Os dois países impuseram tarifas sobre bilhões de dólares em bens uns dos outros enquanto os EUA buscam um acordo comercial totalmente a seu favor com a China. “Se houver um acordo… será sobre os termos do presidente Donald J. Trump. Não os termos de Wall Street “, disse o assessor comercial da Casa Branca, Peter Navarro, na mesma sexta-feira.

Mas o entrevero comercial de Washington e Pequim é apenas uma das manifestações mais recentes de um longo processo de enfraquecimento produtivo. Não é o fundamento da doença chinesa. Nem será da crise que se aproxima. Logo no início do atual período de expansão cíclica global, meados de 2009 – bem antes, portanto, de Donald Trump se eleger presidente dos EUA – a totalidade da produção chinesa já estava derrapando para fora da pista.

A fraqueza atual da produção de capital na China está relacionada à mais-valia absoluta – aquela forma mais grosseira de valorização do capital caracterizada pelo prolongamento sistemático da jornada de trabalho e de pagamento do salário abaixo do valor da força de trabalho.

A rigidez do aumento da exploração (produtividade) nas economias dominadas deve ser compensada pelo aumento desmesurado da miséria do seu exército industrial de reserva. Não se trata de “superexploração”. Trata-se apenas de exploração relativamente baixa e miséria assombrosamente elevada na periferia do sistema.

A infeliz causa de fraqueza da economia chinesa encontra-se nesta necessidade de seus capitalistas de contínuo aprofundamento da miséria da sua classe operária para a economia nacional continuar circulando pelo mercado mundial.

O aumento da exploração através de “reformas” e desregulamentações do mercado em economias dominadas como China, Brasil, Argentina, México, Turquia, etc., para compensar sua produtividade relativamente inferior à média do mercado mundial implica, necessariamente, em desproporcional aprofundamento da miséria da sua população trabalhadora.

Sabemos desde Smith, pelo menos, que sem salário real justo não pode haver justiça, em seu sentido mais amplo de um aparato jurídico estável de coesão social. A ingovernabilidade aumenta. A superestrutura política balança. A democracia assume formas institucionais mais grosseiras (ou mais reais) que no Estado de direito.

Devido a essas pressões de ingovernabilidade da luta de classes internas – e a consequente dificuldade política de elevar adequadamente a miséria da classe operária – a produção chinesa patina no decorrer do atual período de expansão cíclica global. Observemos este mórbido processo no gráfico abaixo.

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Urnas fraudadas! Hackers invadiram sistema da urna eletrônica durante as eleições

Urnas fraudadas! Hackers invadiram sistema da urna eletrônica durante as eleições

Da redação – Nesta quinta-feira (08), foi divulgada uma denúncia gravíssima: segundo informações, a Justiça Eleitoral sofreu uma invasão de hackers ao sistema GEDAI-UE das urnas eletrônicas e teve o código do sistema de carga do software vazado durante a semana anterior ao segundo turno das eleições presidenciais, que o Partido da Causa Operária (PCO) alertou serem completamente fraudadas por diversos motivos.

A notícia é do site TecMundo, que recebeu os documentos por meio de duas fontes anônimas e os enviou ao TSE, que está investigando o caso. A presidência, juntamente com a área técnica, ficaram até tarde da noite de terça tratando desse assunto.

Segundo a investigação, os invasores teriam entrado remotamente em equipamentos ligados à rede do TSE e tido acesso, entre outras coisas, a documentos sigilosos e ao login do ministro substituto Sérgio Banhos e do chefe de TI do TSE, Giuseppe Janino.

O sistema Gedai-EU, é, segundo o site do TSE, o “gerenciador de dados, aplicativos e interface com a urna, que fornece às equipes dos cartórios eleitorais e dos tribunais Regionais Eleitorais (TREs)”. Foi esse sistema que foi invadido pelos hackers.

Conforme informação relatada por um dos hackers ao site TecMundo, a invasão ocorreu devido à vulnerabilidades nas aplicações desenvolvidas pelo próprio Tribunal. Segue abaixo a conversa do hacker com o site:

“Tive acesso à rede interna (intranet) e, por vários meses, fiquei explorando a rede, inclusive entrando em diversas máquinas diferentes do TSE, em busca de compreender o funcionamento dos sistemas de votação”, escreveu a fonte. “Com isso, obtive milhares de códigos-fontes, documentos sigilosos e até mesmo credenciais, sendo login de um ministro substituto do TSE (Sérgio Banhos) e diversos técnicos, alguns sendo ligados à alta cúpula de TI do TSE, ligado ao pai das urnas.”

Segue abaixo descrição do Hacker em relatório ao TecMundo:

“Passadas algumas semanas em que estive utilizando os equipamentos de rede do TSE, notei via emails dos técnicos da STI que os mesmos notaram tráfego suspeito (porque utilizei programas de scan na rede)”. E mais: “Fizeram uma perícia para detalhar como o invasor conseguiu obter acesso ilegal à rede, mas mesmo com todos estes procedimentos de segurança que dotaram, incluindo a alteração de senhas de todas as contas, acabou não sendo suficiente para interromper meu acesso aos emails e também para a rede interna”.

Esse caso gravíssimo mostra que as urnas eletrônicas são muito frágeis à manipulação. O TSE fez uma ampla campanha durante as eleições garantindo que as urnas seriam invioláveis. Isso já está provado que não passa de uma mentira. A invasão de hackers mostra que elas são perfeitamente fraudáveis e foram fraudadas.

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Pagamento pelo golpe: senadores golpistas aumentam salário de juizes golpistas

Pagamento pelo golpe: senadores golpistas aumentam salário de juizes golpistas

Não é só Moro que está recebendo o pagamento pelos serviços prestados ao golpe.

O Senado aprovou nesta quarta-feira (7) um aumento de 16% para os salários de juízes e promotores de justiça, que passarão a receber algo em torno de quarenta mil reais, ou seja, aproximadamente 42 vezes mais que o salário mínimo, que é o valor recebido pela grande maioria dos trabalhadores brasileiros.

O aumento dos juízes também resultará no aumento dos vencimentos dos parlamentares e dos chefes do poder executivo.

São mais R$ 4 bilhões gastos com esta classe de golpistas, cuja imensa maioria, se sentem muito mais próximos aos anseios da burguesia do que do povo, e julgam com muito mais rigor os pobres do que os ricos.

Não é para menos. O nível de vida de um juiz proporcionado pelos seus R$ 40 mil mensais, não é algo casual. Pelo contrário, a burguesia calcula, e o faz com muito acerto, que a vida luxuosa e privilegiada de magistrados e promotores os levarão a identificarem-se com a vida da alta burguesia, e, com isto, naturalmente serão muito mais simpáticos às suas demandas e à sua ideologia, passando a ver com grande antipatia tudo o que representa a luta da classe operária e de todos os explorados.

A casta de juízes e promotores servirão como uma verdadeira muralha a proteger a burguesia contra a luta de classes, transformando-se em um exército jurídico sem o qual o regime de superexploração em que vivemos seria inviável ou até mesmo impossível de existir e se manter.

Com o golpe, ficou claro de que lado está o judiciário brasileiro, julgando contra todas as pautas favoráveis ao povo e blindando os golpistas, mesmo que isto signifique passar por cima de todas as leis, princípios jurídicos ou normas constitucionais, rasgando o Estado de Direito que deveria haver no Brasil.

E agora chegou a hora do pagamento: para o golpe, não há dinheiro para Minha Casa Minha Vida ou Luz Para Todos. O dinheiro vai mesmo é para os juízes e as máfias políticas que controlam o Estado, à serviço dos grandes capitalistas. E o povo, que viva nas ruas.

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Eles faliram o país: golpistas geram maior inflação dos últimos três anos

Eles faliram o país: golpistas geram maior inflação dos últimos três anos

Uma das maiores preocupações da burguesia é o aumento da inflação. Como disse Lenin, principal líder da primeira revolução proletária da história, a inflação é o fator mais revolucionário da situação política. Isso porque a inflação é responsável pela diminuição exponencial da qualidade de vida dos trabalhadores.

O problema, para o golpe, sempre foi esse. Entregavam o país, destruíam os direitos, atacavam as organizações populares, mas o problema sempre era de segurar a inflação. Isso porque sabem que com seu aumento, a situação pode desandar. Mas mesmo assim, apesar de todos os artifícios, não conseguiram controlar.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (INPCA), que é considerado inflação oficial do país ficou em 0,45%, no mês de Outubro, tendo registrado 0,48% no mês de Setembro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se do maior índice para o mês desde 2015, quando o governo Dilma por conta da sabotagem política e econômica da burguesia golpista, estava sendo impedida de governar. Com isso, fica claro a idiotice dos setores de classe média que apoiaram o golpe para resolver as contas do país. Os golpistas faliram o país. Não só a inflação está aumentando, como também o desemprego, tudo isso enquanto os trabalhadores empregados têm seus salários estagnados. Ou seja, estão criando uma situação de miséria no país, e não é por nada que o país está voltando para o Mapa da Fome da ONU. Além disso está aumentando os trabalhadores ambulantes, os moradores de rua, os trabalhos informais, os empregos paralelos, e assim por diante.

Foi pra isso que deram o golpe.

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boceta fede!

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Golpe tirou 327 mil vagas com carteira assinada dos trabalhadores em um ano

O que o Tiririca falou não é verdade: a verdade é que pior do que tá pode ficar, sim.

Golpe tirou 327 mil vagas com carteira assinada dos trabalhadores em um ano

Da redação – A economia brasileira perdeu 327 mil vagas com carteira assinada nos últimos doze meses. O total de postos de trabalho formais encolheu 1,0% no trimestre encerrado em setembro em relação ao mesmo trimestre de 2017, segundo dados da pesquisa nacional por amostra de domicílio contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O emprego sem carteira assinada no setor privado teve um aumento de 5,5% em um ano com 601 mil empregados a mais. O total de empregadores cresceu 4,3% ante o trimestre com encerramento em setembro com 184 mil pessoas a mais. O trabalho por conta própria cresceu 2,6% no mesmo período com o aumento de 586 mil pessoas.

Essa é exatamente a política dos golpistas neoliberais que estão no governo. Diminuir os empregos com proteção social e fazer com que a população “se vire”, para salvar e aumentar os lucros dos patrões. Diante da crise capitalista temos de denunciar esse política econômica neoliberal nefasta que tem um verniz de libertação mas que no fundo é a precarização do trabalho e da vida do trabalhador.

Lembramos que o governo bostanazi, eleito pela direita e pelo imperialismo para massacrar o povo, será um aprofundamento dessa política e é preciso combatê-lo desde já, criando comitês de luta contra o golpe nos locais de trabalho, fábricas, sindicatos, etc.

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“Presidente super popular”: Bolsonaro terá mais de 800 seguranças

Toma aí o seu presidente machão...

“Presidente super popular”: bostanazi terá mais de 800 seguranças

A matéria de capa divulgada pelo site “O Tempo” nesta segunda-feira, dia 5 de novembro, aponta que o novo presidente da República, Jair bostanazi, fará uma cerimônia de posse inédita, diferente do procedimento realizado pelos presidentes anteriores. Trata-se da possibilidade de cancelamento do tradicional desfile aberto na cerimônia de posse.

O rumor mencionado acima partiu de Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do recém-instalado Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que encomendou um estudo para reforçar as medidas de segurança para bostanazi e sua família a partir de 1º de janeiro. Segundo Etchegoyen, diversas ameaças têm sido identificadas, inclusive partindo de facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) e, por esse motivo, o esquema de segurança “será muito mais severo do que qualquer outro titular do Planalto já viu ou teve”. Lembrando que bostanazi sofreu um suposto atentado (facada) no dia 6 de de setembro em Juiz de Fora (MG), enquanto realizava sua campanha de rua durante o 1º turno das Eleições.

Ainda de acordo com “O Tempo”, além da possibilidade de se extinguir o desfile de posse em carro aberto, estuda-se também a adoção de medidas utilizadas para protegerem os presidentes norteamericanos, como o fim das entrevistas nas quais o presidente fica rodeado por repórteres (o “quebra-queixo”, no jargão jornalístico), e reformulação e viagens e contatos com o público. A equipe do GSI, formada por soldados do Exército, passarão a tomar conta de bostanazi na virada de ano. Caso seja solicitado, há possibilidade de serem convocados mais de 800 seguranças para fazer o reforço durante o processo de tomada de posse do cargo à presidência.

Só esse fato demonstra o quanto esse governo já é impopular antes mesmo de ele ter se iniciado. Um presidente que foi “eleito” por meio de um processo totalmente fraudado pela burguesia, que retirou o líder em todas as pesquisas, Luís Inácio Lula da Silva, prendendo-o injustamente e retirando-o da corrida eleitoral, fazendo com que houvesse o maior número de brancos, nulos e abstenções desde 1989 e fazendo com que bostanazi fosse “escolhido” pela “maioria” de forma artificial.

bostanazi é o mesmo que têm ameaçado amplos setores da classe trabalhadora (homossexuais, negros, mulheres, moradores de periferia, quilombolas, indígenas, etc.), prometeu retirar uma série de direitos sociais e dos trabalhadores, conquistas essas obtidas com muita luta e sacrifício do povo. Agora, está reforçando a sua segurança com medo de retaliações desses mesmos setores que ameaça e ataca.

Por isso, não é possível acreditar nas Eleições super fraudadas. É necessário rejeitar esse futuro governo e fortalecer a luta contra os golpistas e exigir a liberdade para Lula urgentemente.

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Fraude: até a imprensa internacional destaca a podridão do governo Bolsonaro

Fraude: até a imprensa internacional destaca a podridão do governo bostanazi

O político colocado no poder por meio da fraude eleitoral, Jair bostanazi, anunciou Sérgio Moro, como ministro da justiça e futuramente como ministro do Supremo Tribunal Federal.

Sérgio Moro ficou conhecido politicamente por ter sido o juiz que colocou Lula, por meio de um processo totalmente anti-democrático e fraudulento, na prisão, onde ele se encontra até os dias atuais, na superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

A prisão de Lula e sua retirada das eleições, através da capitulação absurda de seu partido (PT) diante das ameaças dos generais do exército e das manobras da justiça eleitoral, foi o ponto central da fraude eleitoral, já que a candidatura de Lula, por conta de sua alta popularidade e apoio na população brasileira, dificultaria o jogo dos golpistas de colocarem um candidato impopular do bloco golpista no poder.

Então, fica claro que o juiz Sérgio Moro foi um elemento decisivo do golpe de estado e da fraude eleitoral. Tanto é que a própria burguesia teve de anunciar a podridão de jogada, de forma simulada e confusa como sempre.

O jornal inglês, The Times, anunciou que “Jair bostanazi promete função primordial para juiz que prendeu seu rival”. Isso demonstra que nem mesmo a burguesia está sendo capaz de esconder o absurdo que é a participação de Moro no futuro governo, pois vale lembrar mais uma vez que bostanazi só está no poder porque tiraram Lula das eleições.

O fato é que tudo isso esclarece ainda mais o fato que já era óbvio: tirar Lula das eleições e prendê-lo era um ponto central do golpe. E por isso, a campanha de que as eleições sem o Lula são uma fraude total continua sendo atual.

As eleições foram fraudadas, e colocaram bostanazi em um lugar que pertence, legitimamente, a Lula. E por isso, é preciso fazer uma intensa mobilização contra bostanazi, inclusive contra sua posse no governo, em 2019. E se chegar a governar, a esquerda precisa lutar intensamente contra o governo ilegítimo de bostanazi até derrubá-lo, e forem chamadas novas eleições, com Lula em liberdade e podendo concorrer.

É preciso continuar com as mobilizações contra o golpe, e realizar grandes atos nacionais contra bostanazi e pela liberdade de Lula. Ir às fábricas, colocando em pauta a Greve Geral para derrubar o regime golpista, pois só a força da classe operária e do povo organizado com seus tradicionais instrumentos de luta podem colocar em xeque o regime golpista.

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Vitória da Fraude e do golpe

Vitória da Fraude e do golpe

Não foi bostanazi que venceu esta eleição, e nem foi esta eleição uma eleição normal. Venceu nesta eleições os poderosos interesses imperialistas, os bancos, empresários, a burguesia em geral, venceu a Globo, venceram os golpistas. Mas não venceram pois eram eles a escolha do povo brasileiro, povo este que nunca é perguntado o que quer, eles não foram a escolha.

O que ocorreu nestas eleições foi a vitória da fraude, dos que cancelaram mais de 3 milhões de títulos de eleitores, é a vitória campanha relâmpago, do TSE que acabou com a campanha de rua. Esta eleição mostra que, no Brasil, a urna eletrônica fala mais alto que o eleitor, é preciso denunciar, no Brasil existe voto de cabresto e existe fraude no sentido mais literal da palavra.

A imprensa controlou cada movimento dos candidatos, não fosse pela isenta rede Globo e seus asseclas, como a Folha e o Estado de S. Paulo, nem saberíamos que estava havendo campanha.

O tempo de televisão foi reduzido a meros 12 minutos a meio, a maior parte do povo foi negado mesmo o desprazer de ver os candidatos da direita mentir ao povo.

O PT, erroneamente, está reconhecido derrota onde deveria estar reconhecido jogo sujo e desonestidade e conspiração.

Tudo isso fica cristalino quando a imprensa golpista, mesmo odiando o PT, reconhece que Lula venceria qualquer candidato nesta eleição, sua cassação foi o maior golpe na tal “festa da democracia”, bem pode ter tornado-a seu velório.

É preciso dizer neste momento, e para que todos ouçam, bostanazi é um presidente ilegítimo, surgido de uma eleição fraudulenta, e precisa ser contestando nas ruas pelo povo!

Fora bostanazi e todos os golpistas!

Abaixo a fraude eleitoral!

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Fraudaram e não conseguiram a maioria: apenas 39% votaram em Bolsonaro

Fraudaram e não conseguiram a maioria: apenas 39% votaram em bostanazi

Do total do eleitorado, Jair bostanazi conquistou apenas 39% dos votos. Fernando Haddad ganhou 32%. Votos nulos, brancos e abstenções chegaram a 29%. Somando-se os votos do candidato petista com os nulos, brancos e abstenções, resulta que 61% do eleitorado não votou em bostanazi.

E isso, segundo os dados oficiais divulgados pela própria Justiça Eleitoral golpista, controlada totalmente pela direita e pela burguesia, que fraudou as eleições para derrotar o PT e levar bostanazi à presidência da República.

A imprensa burguesa, que apoiou bostanazi, faz a propaganda de que ele foi escolhido pelo povo, tentando, como sempre, esconder a fraude e legitimar as eleições mais fraudulentas da história da República.

No entanto, como demonstram os próprios números da burguesia, bostanazi não foi legitimado em hipótese alguma pelo povo. A maioria da população não votou em bostanazi, mas, pelo contrário, rechaçou, repudiou, condenou o candidato golpista.

O povo não quer bostanazi. Seu apoio vem da burguesia, que, após um período de discordância, finalmente entrou em acordo para elegê-lo, a fim de derrotar o PT. O imperialismo, vendo que seu principal candidato – Geraldo picolé de chuchu – não conseguiria emplacar, apostou em bostanazi para dar continuidade ao golpe e aprofundar os ataques aos trabalhadores e ao saque às riquezas nacionais.

bostanazi é impopular. O povo não se sente representado por ele. Sente, ao contrário, que bostanazi é um perigo às conquistas democráticas mais elementares. Entretanto, esse repúdio à extrema-direita ainda não se transformou em um amplo movimento de massas que busque enfrentá-lo e derrotá-lo.

Para que isso se concretize, a esquerda e os movimentos populares, como a CUT e o MST, devem organizar os trabalhadores para derrubar bostanazi. O PCO, muito antes da oficialização da vitória fraudulenta nas eleições, já vem fazendo uma campanha para enfrentá-lo. “Fora bostanazi e todos os golpistas!” é o nosso lema. Unida de maneira independente da burguesia, a esquerda deve entrar em um debate imediato, democrática, para conceber um plano de luta e organização dos trabalhadores a fim de levar adiante essa campanha. O PCO chama à convocação de um Congresso do Povo para discutir essa questão. Além disso, nos dias 8 e 9 de dezembro, será realizada em São Paulo a 2ª Conferência Nacional Aberta de Luta Contra o Golpe.

A hora é de transformar o repúdio popular a bostanazi em ações concretas no sentido da organização das massas populares para derrotar o golpe e a extrema-direita.

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Presidente dos bancos, não do povo: Bradesco comemora vitória fraudulenta de Bolsonaro

Bostanazi e Boiolão, nada mais que putinhas dos banqueiros, do grande empresariado e das multinacionais.

Presidente dos bancos, não do povo: Bradesco comemora vitória fraudulenta de bostanazi

Da redação – Nessa segunda-feira (29) um dia após a eleição presidencial mais fraudada da história do Brasil que elegeu o golpista Jair bostanazi, o atual presidente do Bradesco lançou nota em que se diz otimista com a vitória da extrema-direita. Octavio Lazari Junior veio a público através de uma nota que deixa claro que quem agiu para eleger bostanazi não foi o povo brasileiro, mas sim os banqueiros que são os maiores representantes do imperialismo no Brasil.

Octavio Lazari afirma, em nome dos banqueiros, que “a partir deste cenário, nos sentimos revigorados para dar início a um novo ciclo de reformas estruturais no sentido de modernização do Brasil”. A verdade é que os próprios banqueiros financiaram a campanha de bostanazi e a fraude nas eleições para que pudessem levar adiante o programa neoliberal de ataques aos direitos da população brasileira, como é o caso da reforma da previdência que já vem sendo anunciada como a primeira medida do governo de bostanazi.

O pronunciamento deixa muito clara a posição da burguesia e do imperialismo que se sente a vontade com um regime que assume contornos cada vez mais ditatoriais, ou seja, a burguesia fará de tudo para levar seus interesses adiante mesmo que isso exija um fechamento do regime político. Em outro ponto, Lazari afirma que a vitória do candidato de extrema-direita “ampliou bastante a carga de expectativas em relação à ampliação dos investimentos e criação de novos empregos”, ou seja, os banqueiros escolheram bostanazi como seu candidato para poder atacar cada vez mais as condições de vida da população.

Outro representante do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi (presidente do Conselho de Administração do banco), afirmou ainda que a eleição teria sido a mais democrática do Brasil e que o país estaria agora na posição ideal para aprovar as reformas que os banqueiros e a burguesia querem. Na eleição mais fraudada da história do país os banqueiros financiaram a fraude eleitoral e elegeram uma das suas marionetes que irá atacar todos os direitos da classe trabalhadora para encher os bolsos dos patrões.

Não devemos reconhecer as eleições fraudadas, seu resultado é totalmente ilegítimo e o governo que tem origem da fraude é um governo golpista. É preciso dizer desde já: Fora bostanazi e todos os golpistas!

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Os Ratos Que Saem Dos Porões Da Civilização

Excelente boletim do Crítica da Economia pós-eleição.

Os Ratos Que Saem Dos Porões Da Civilização

por José Martins, da redação.

As classes dominantes brasileiras e imperialistas estão em festa. Mandaram muito bem no espetáculo da democracia e da eleição encerrada na data de ontem.

Mais do que eleger o candidato com a sua cara, seu nível mental e cultural, elas conseguiram outras importantes vitórias. Efêmeras, é verdade. Mas pouco importa. Na política, muito mais que na economia, é o imediato que conta.

E exatamente neste imediato do processo que os parasitas conseguiram a grande vitória política de transformar uma eleição totalmente irrelevante para a solução dos problemas nacionais em um alucinante espetáculo de alienação da sociedade civil. Com cenas chocantes para os espíritos menos preparados para a realidade democrática.

A burguesia impôs sua agenda política a todos os partidos democráticos e demais organizações burocráticas da sociedade civil. Inclusive seus notórios colaboracionistas da esquerda, que sempre legitimam bovinamente a agenda burguesa.

Por mais de seis meses, desde a grande greve dos caminhoneiros, em Maio, a luta de classes ficou abafada por imunda e inócua disputa eleitoral.

Mas, no final da trama, que prometia à família burguesa pelo menos a esperança de recuperação de sua dilacerada governabilidade, a montanha pariu um rato.

O espetáculo da eleição do novo presidente da República foi na verdade uma armadilha para controlar os movimentos da classe trabalhadora, mas que ainda dará incontornáveis contrariedades para as próprias classes que a montaram.

O custo será alto para a burguesia. Seus próprios ideólogos melhor preparados confessam que o folclórico candidato vencedor das eleição para presidente da República foi uma surpresa altamente indesejável.

Um salto no escuro. Esse foi o título do editorial, no dia seguinte à eleição, de O Estado de São Paulo, o mais tradicional e mais programático jornal brasileiro das classes dominantes imperialistas e nacionais.

Veja uma ilustrativa passagem de má consciência burguesa frente ao nascimento desse mais novo filho bastardo da democracia:

“Se há um ano alguém dissesse que Jair bostanazi tinha alguma chance de se eleger presidente da República, provavelmente seria ridicularizado. Até pouco tempo atrás, o ex-capitão do Exército era apenas um candidato folclórico, desses que de tempos em tempos aparecem para causar constrangimentos nas campanhas – papel cumprido mais recentemente pelo palhaço Tiririca, aquele que se elegeu dizendo que “pior do que está não fica”. Pois a “tiriricarização” da política atingiu seu ápice, com a escolha de um presidente da República que muitos de seus próprios eleitores consideram completamente despreparado para chefiar o governo e o Estado. O eleitor escolheu bostanazi sem ter a mais remota ideia do que ele fará quando estiver na cadeira presidencial. Não é um bom augúrio, justamente no momento em que o País mais precisa de clareza, competência e liderança.” (editorial de O Estado de São Paulo, 29/10/2018)

Defrontamo-nos aqui com um problema de ponto de vista de classe. Embora os ideólogos do jornal procurem esconder em seu editorial, a verdade é que o rebento Jairzinho nasceu com a cara da burguesia brasileira, seu mesmo nível mental e cultural.

De Macunaíma a Tiririca, a alma burguesa brasileira sempre será representada com muita distinção. Principalmente a sua incontrolável índole autoritária entranhada geneticamente em todas as elites cucarachas (e brancas, por supuesto) da América Latina.

Entretanto, o problema dos poucos analistas políticos sérios da burguesia, como os que escreveram o editorial do Estadão acima, é saber, neste momento, as possibilidades de sobrevivência do governo desse novo Tiririca com cara de miliciano fascistóide.

Melhor dizendo, o escroto grupo de milicianos eleito democraticamente no último domingo e que ocupará o Palácio do Planalto poderá se manter na nova residência por muito tempo? Esse é o problema central da situação política.

Se o problema fosse apenas político, ideológico, etc., a resposta seria sim. Imaginando – como fazem os “analistas políticos” e seus fantasiosos cenários para o novo governo – que o processo político atual fosse mera sucessão de governos, como ocorria desde 1988, esse “novo governo” poderia curtir o palácio real pelo menos até o fim do seu mandato, sem grandes rupturas institucionais.

Acontece que a realização dessa possibilidade absolutamente irreal de normalidade politica depende de duas coisas solidamente materiais. A primeira é o que fará (ou não fará) esse indivíduo “completamente despreparado para chefiar o governo e o Estado”, para usar a mesma avaliação do Estadão, para tirar a economia do buraco.

O fato determinante para quem vê criteriosamente a economia brasileira é que o ministro da Economia do novo governo aplicará exatamente a mesma política econômica de austeridade dos governos Dilma/Levy e Temer/Meirelles. Uma mera e trágica continuidade.

Sem tirar nem por. Apenas, talvez, com algumas pitadas a mais de requintes de crueldade. No resto, apenas o conhecido saco de maldades já conhecido de todo mundo.

Reforma da Previdência; reforma tributária para aumentar a taxação sobre os assalariados pobres e para diminuir sobre a alta classe média e grandes fortunas; manutenção do teto de gastos correntes da União; mais cortes de gastos sociais e de infraestrutura; mais arrocho salarial no setor público e privado; mais privatizações (na verdade doações) do que ainda restam de empresas estatais como Petrobras, Caixa, Banco do Brasil, etc. Esse saco de maldades não tem fim…

Entretanto, até os próprios generais que já tutelam o novo governo – começando pelo seu vice-presidente eleito pelo voto democrático e popular – já afirmaram que sua governabilidade dependerá dramaticamente da solução do problema econômico.

Concretamente falando: a economia precisa voltar a crescer bastante e o desemprego diminuir muito mais. Senão a ingovernabilidade política aumentará celeremente. E a impopularidade do novo presidente cairá em menos de doze meses para os mesmos níveis do simpático, elegante e admirado Sr. conde drácula.

É exatamente por isso que os meios de comunicação (imprensa, comentaristas econômicos, instituições econômicas imperialistas, sindicatos patronais, grandes consultorias, bancos, financeiras, etc.) já aumentaram o volume de suas desafinadas bandas, da sua barulhenta torcida organizada pela recuperação da economia.

A partir dos resultados da eleição recomeça a batalha midiática para propagandear que “a economia já apresenta sinais de recuperação”, que “a confiança dos investidores externos está voltando” e toda aquela ladainha de bobagens que todo mundo já conhece de outros carnavais.

Tudo exatamente igual ao sangrento carnaval que fizeram no atual governo dos falastrões Temer e Meirelles. De novo teremos que travar a mesma batalha teórica e prática para demonstrar que não conseguirão tirar a economia do buraco que essa tenebrosa dupla meteu.

A Crítica da Economia, com o claro, preciso e invariante ponto de vista da classe operária, já venceu essas batalhas teóricas nos dois últimos governos. Vencerá também agora.

Comprovaremos mais uma vez que os economistas dos parasitas do sistema são incapazes teórica e praticamente de recuperar a economia brasileira. Que eles vão continuar quebrando a cara ao aplicar as mesmas diretivas econômicas dos dois últimos governos. E que a economia continuará estagnada, aguardando outros acontecimentos externos para então desabar profundamente.

Não há nenhuma possibilidade que qualquer governo garanta a governabilidade do Estado brasileiro aplicando essa inevitável e parasitária política econômica. Uma política de muita simplicidade: arrocho sobre a população trabalhadora e de “austeridade fiscal” para salvar o pagamento dos juros da dívida pública aos trinta milhões de parasitas (menos de 15% da população do país) que compõem as famílias das classes dominantes brasileiras.

Como se essa barreira material à ingovernabilidade ainda fosse insuficiente, a segunda coisa também solidamente material que impedirá a hospedagem do grupo de milicianos no Palácio do Planalto por muito tempo é que a explosão dos mercados externos está mais madura do que nunca.

É aquele acontecimento externo que mencionamos acima. É por isso que, não por acaso, portanto, analisamos continuamente em nossos boletins essa situação do mercado mundial. Nos dois últimos, por exemplo.

A aproximação deste robusto choque global do capital, que deve ser o mais devastador dos últimos setenta anos, fechará a tampa do caixão do podre Estado brasileiro.

E interromperá crucialmente o esporte favorito da burguesia brasileira de continuar matando a classe operária que é empregada nas fábricas, minas e plantações, que é desempregada na noites e noites do trágico vazio da civilização, que passa fome com seus filhos, que morrem de “balas perdidas” dos guardiões da ordem e do progresso.

A impotência das classes dominantes brasileiras escapar à vingança da sua própria economia – exatamente neste momento em que a “tiriricarização” da política brasileira atingiu seu ápice, para repetir o conceito perfeitamente elaborado no editorial do Estadão – abrirá reais e promissoras possibilidades de que os verdadeiros revolucionários possam abandonar para sempre as ilusões democráticas burguesas, e cerrar fileira em pelotões de proletários unidos no caminho da revolução.

Resumindo o que foi escrito, transcrevemos abaixo mensagem recebida de uma jovem revolucionária, na noite de ontem, que, evidentemente, nos inspirou bastante para escrever este boletim:

“Os ratos hoje estão em festa por terem armado a ratoeira…

…só aguardando esses risos na hora em que eles caírem na própria armadilha.” (Caroline Franco)

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Livro Chutando a Escada: Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço

Livro bastante interessante que ajuda a combater as falácias e argumentos furados de gente como MBL, mamãecaguei, o mágico do ideias abissais, o mimimises.org e toda a escória neoliberaloide.

Livro Chutando a Escada: Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço

Da redação – Chutando a Escada, do escritor Ha-Joon Chang, é um livro bem interessante para rebater a falácia do neoliberalismo, política econômica defendida pelos golpistas que vão de Temer, FHC, MBL até bostanazi.

O livro mostra, ao contrário do que é divulgado, como os países desenvolvidos enriqueceram, através da proteção de seus mercados (protecionismo) até serem poderosos o suficiente para adotarem o liberalismo (laissez-faire).

Esses países imperialistas assim que alcançaram seu amadurecimento industrial, começaram a impedir que países subdesenvolvidos como o Brasil entre outros adotassem as mesmas medidas de proteção estatal de sua indústria, impedindo o desenvolvimento da economia.

“Atualmente, os países em desenvolvimento estão sofrendo uma enorme pressão, por parte das nações desenvolvidas e das políticas internacionais de desenvolvimento controladas pelo establishment, para adotar uma série de “boas políticas” e “boas instituições” destinadas a promover o desenvolvimento econômico. Segundo essa agenda, “boas” são as políticas prescritas pelo chamado Consenso de Washington em geral. Entre elas figuram políticas macroeconômicas restritivas, a liberalização do comércio internacional e dos investimentos, a privatização e a desregulamentação.”

Desta forma esses países simplesmente impedem, através da pressão política ou da força, que haja um desenvolvimento industrial robusto que ameasse os países desenvolvidos. Os países subdesenvolvidos são obrigado a adotarem uma política econômica neoliberal, que acaba por enfraquecer ou mesmo a arruinar a indústria local, como podemos ver hoje em dia com os países da América Latina como exemplo da Argentina e do Brasil.

Chang usa como exemplo a Grã-Bretanha, um dos países centrais e mais importantes do liberalismo econômico, para mostrar que no começo da sua indústria as barreiras protecionistas foram decisivas para o fortalecimento da sua indústria.

“Em 1700, impôs-se uma barreira a importação dos produtos de algodão da índia (o morim), também de qualidade superior, debilitando aquele que, na época, era considerado o setor manufatureiro de algodão mais eficaz do mundo. Subsequentemente, em 1813, a indústria indiana de algodão acabou sendo destruída, com o fim do monopólio comercial da Companhia das índias Orientais, quando a Grã-Bretanha passou a ser uma produtora mais eficiente do que a índia.”

Sendo assim Chang mostra que:

“Qualquer nação que, valendo-se de taxas protecionistas e restrições à navegação, tiver levado sua capacidade industrial e sua navegação a um grau de desenvolvimento que impeça as outras de concorrerem livremente com ela não pode fazer coisa mais sábia do que chutar a escada pela qual ascendeu à grandeza, pregar os benefícios do livre-comércio e declarar, em tom penitente, que até recentemente vinha trilhando o caminho errado, mas acaba de descobrir a grande verdade.”

O livro é pequeno, pouco mais de duzentas páginas, que com uma abordagem histórica mostra claramente a sabotagem dos países imperialistas em impedirem o desenvolvimento capitalista completo das nações subdesenvolvidas o que explica, em parte, as crises políticas e econômicas e o domínio imperialista em países como o Brasil.

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As pesquisas comprovam: golpistas organizam a fraude eleitoral para colocar Bolsonaro no poder

As pesquisas comprovam: golpistas organizam a fraude eleitoral para colocar bostanazi no poder

As eleições brasileiras de 2018 estão se revelando como uma das mais fraudadas da história. A burguesia utilizou-se da censura, da repressão, da mentira e da alteração das urnas para conseguir os resultados mais desfavoráveis para esquerda, em eleições, desde o fim da ditadura militar.

As pesquisas são uma das principais maneiras de justificar a fraude eleitoral. A burguesia, por meio de seus institutos de pesquisa, comprados pelos capitalistas para favorecer seus interesses, “cria” uma realidade de mentira para não gerar surpresas na hora do resultado final.

Isso ficou revelado nas diversas pesquisas que saíram ontem (27/10), no dia antes das eleições, em que ficou claro a farsa preparada pelos golpistas para colocar o candidato de extrema-direita Jair Messias bostanazi na presidência da república.

O instituto de pesquisa da Folha de São Paulo, um dos principais jornais que defendem o interesse dos golpistas, o DataFolha, revelou uma pesquisa onde bostanazi ganha do candidato do PT, Fernando Haddad, de 55% a 45% – 10% de diferença. Um resultado claramente mentiroso, tendo em vista a grande rejeição que a população tem pelo candidato do golpe; fato que ficou demonstrado pelas declarações das torcidas organizadas, que refletem a opinião de uma grande parte da classe operária e dos setores populares.

Sem falar também nos atos esvaziados a favor de bostanazi e no fato de que ficou comprovado que o “grande apoio” do candidato direitista nas redes sociais (que a burguesia apresenta como sendo definitivo) é, em sua maioria, um apoio artificial, feito por robôs e com uma grande estrutura financiada pelos capitalistas, ao estilo da campanha de Donald Trump nos Estados Unidos.

Já no instituto de pesquisa do 247, da esquerda, aponta um empate de 50% entre os dois candidatos. Mesmo assim, é preciso dizer que a pesquisa do Vox 247 também é distorcida, pois diversos fatores definidos como padrão, pela burguesia, para fazer uma pesquisa distorcem a realidade de fato. Porém, de qualquer forma, são pesquisas muito mais confiáveis que as feitas pelo imperialismo.

De qualquer forma, todas as pesquisas dos golpistas estão apontando uma vitória, apertada de bostanazi. Resultado este que favorece a vitória do golpe nas eleições, ao mesmo tempo em que criam um clima para enfraquecer o futuro governo federal do político do PSL, no momento em que o imperialismo (como revelou o The Economist, jornal dos banqueiros especuladores) já está fazendo campanha para uma união “democrática” contra bostanazi, como um forma de unir a esquerda e os golpistas “democráticos” e acabar com a luta contra o golpe polarizada.

As eleições fraudadas pelos golpistas, em que o principal candidato da população, Luiz Inácio Lula da Silva, foi retirado das eleições, irão favorecer os interesses daqueles que colocaram Temer na presidência para atacar os direitos da população e aumentar a repressão e a censura contra todos os trabalhadores e suas organizações.

Por isso, não se deve apresentar o futuro governo como legítimo, e é preciso começar a campanha contra ele desde já, através das palavras de ordem “Fora bostanazi e todos os golpistas” e “Liberdade para Lula e todos os presos políticos˜. Abaixo o Golpe!

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11 motivos que mostram que essa eleição é uma fraude total

11 motivos que mostram que essa eleição é uma fraude total

A desconfiança do povo sobre as eleições tem base no real, na experiência. E não é um problema brasileiro apenas, a democracia como ideia não é boa para o capitalismo em decadência, o imperialismo dos tempos modernos, por isso ela é controlada, tutelada, pela burguesia, seja por meio da legislação, do judiciário, da imprensa, por meio da polícia, que adquire uma função política muito clara, inclusive nos momentos de eleição.

Não podia ser diferente com essas eleições no Brasil, aliás muito menos agora, em que vivemos num Estado de Exceção mal disfarçado, resultado do golpe de 2016. Na ânsia por querer vencer o golpe, grande parte da esquerda entrou de cabeça nas eleições, com uma fé sem sentido na sua lisura e na sua capacidade de derrotar o golpe ou de deter a direita.

Não precisamos entrar no mérito dos erros de tal avaliação, coisa que já foi feita de forma incansável pelo Partido da Causa Operária, vamos apenas listar 11 dos motivos pelos quais podemos afirmar categoricamente que essa eleição é uma fraude total:

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Bolsonaro é mais entreguista que Temer: vai doar todas as estatais para o imperialismo

Só falta o Bostanazi e o Boiolão se fantasiarem de Tio Sam e gritarem em rede nacional: "USA! USA!"

bostanazi é mais entreguista que Temer: vai doar todas as estatais para o imperialismo

Dia após dia a burguesia golpista, vestida de patriota, aprofunda a política de terra arrasada sobre o Brasil. O anseio do grande capital para os próximos meses é dar continuidade ao pacote de maldades iniciados por conde drácula. E os bolsonaristas são os delinquentes que, hoje, se prontificam para este trabalho sujo.

Seu economista, Paulo Guedes, cotado para o Ministério da Fazenda, já anunciou que pretende agudizar as privatizações (https://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/7702646/guedes-diz-que-proposta-e-focar-privatizacao-das-distribuidoras-da-eletrobras), a começar pelo sistema Eletrobrás. Os golpistas, que contam com o avanço repressivo policial-militar e a investida imperialista sobre a América Latina, querem um governo ainda menos nacionalista do que Temer tem sido. A imprensa golpista dá o recado, pressionando pela venda das estatais e aplicação de reformas “mais radicais” (https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/02/politica/1538508720_526769.html), tarefa que confia a Guedes.

O economista tem, no currículo, formação pela Universidade de Chicago, berço do neoliberalismo, fundação do Instituto Millenium, do Banco Pactual, entre outros. É um agente do mercado financeiro, sem elos com o setor produtivo nacional. Foi convidado para lecionar na Universidade do Chile em plena ditadura de Pinochet. Que não se espere dele posições minimamente nacionalistas.

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Economista de Bolsonaro está envolvido no rombo do Postalis

Economista de bostanazi está envolvido no rombo do Postalis

Com o acirramento ideológico em torno das eleições presidenciais de 2018, o assessor econômico do candidato golpista Jair bostanazi, Paulo Guedes, foi denunciado como um dos responsáveis pelos investimentos “furados” que os fundos de pensão no Brasil fizeram nos últimos anos.

Os rombos dos fundos de pensão, como o da Funcep (Caixa Econômica Federal), Postalis (dos Correios) entre outros têm as digitais de Paulo Guedes.

Segundo denúncia, mais de 50 milhões dos investimentos foram parar nas mãos de Guedes, enquanto que ações compradas pelos fundos deram prejuízos astronômicos.

Nos Correios, o Postalis teve prejuízo de 8 bilhões de reais, e está sob intervenção federal do governo golpista a mais de um ano, e nem cogita em indiciar Paulo Guedes.

Enquanto Lula foi preso injustamente, em um processo farsesco, sem nenhuma prova, impedido de ser candidato, os golpistas que derrubaram o governo do PT estão envolvidos em roubos bilionários do dinheiro dos trabalhadores, e mesmo assim se preparam para assumir o controle geral da economia no país.

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Assassinos de negros norte-americanos, Ku Klux Klan apoia Bolsonaro: “Eles soa como nós”

Lixo humano se identifica com lixo humano. É incrível.

Assassinos de negros norte-americanos, Ku Klux Klan apoia bostanazi: “Eles soa como nós”

Como tem se visto na prática o fascismo tem ascendido no cenário político e isso se deve preferencialmente pelo estímulo da candidatura do representante da extrema-direita, Jair bostanazi. Nos últimos dias, isso se demonstrou pelo apoio de setores tão pérfidos quanto o candidato, em defesa de sua campanha.

Por mais que o presidenciável tente amenizar seu discurso e fazer a boa e velha demagogia, o discurso cai por terra quando se aparece desde a assassino de mulheres o apoiando e até mesmo organizações fascistas e racistas como o Ku Klux Klan. Esta é uma das mais recentes declarações a favor de bostanazi. Uma das principais figuras que compôs o grupo racista, David Duke, declarou seu fiel apoio ao candidato da direita fascista.

Em sua fala, o defensor da supremacia branca afirmou “ele soa como nós”, quer dizer, o ex-membro deixa muito claro o que representa o boneco de ventrículo da extrema-direita. É um verdadeiro defensor do massacre da população negra e que não mede esforços para espalhar sua política totalmente antipopular que vai de encontro diretamente com a população mais pobre que é composta majoritariamente por negros.

Portanto, receber este tipo de apoio não seria mera coincidência. A todo momento Duke, afirma que o candidato está aliado àquilo que o mesmo compartilha, que é um nacionalista e se assemelha com o homem branco americano e europeu. Ou seja, o antigo líder do grupo racista derrama elogios a Jair bostanazi.

O ex-membro do Ku Klux Kan, também foi um dos articuladores das manifestações supremacistas e nazingas que aconteceram em Charlottesville, onde houve concentração da extrema-direita fascista que promoveu um cruel massacre na região.

Nesse sentido, é preciso ter uma pronta reação ao candidato da direita fascista, impedir o avanço de setores que vêm sendo estimulados por sua campanha. É com o povo nas ruas que se combate o fascismo e impede a ascensão de grupos como os que declaram seu apoio a bostanazi.

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O que os Bolsonaristas estavam fazendo no show de Roger Waters?

O que os Bolsonaristas estavam fazendo no show de Roger Waters?

O dia de hoje foi recheado de notícias sobre o show do ex Pink Floyd Roger Waters, um ícone do rock nos anos 1970 e 1980, cujas músicas contém inúmeras criticas à sociedade de consumo.

Waters é conhecido por suas posições antissistema e preocupações com questões geopolíticas, além da ascensão do neofascismo no mundo todo. Sendo assim, é pertinente perguntar: o que os Bolsonaristas estavam fazendo em seu show?

Muitos desses bolsonaristas são endinheirados e pagaram até R$700,00 para assistir ao Show do eterno líder do Pink Floyd em São Paulo, não parece razoável que tivessem ido a um mega show para tentar vaiar ou conturbar um evento com uma celebridade de peso como Roger Waters. Que foram fazer lá então? não leram nada sobre o show antes? não conheciam o artista e sua trajetória?

Provavelmente são exemplos típicos da sociedade do espetáculo, que vivem de aparências e do que é raso, não porque necessariamente sejam fãs nem dominem a língua inglesa, apenas porque podem pagar e depois postar em suas redes sociais dezenas de fotos para comprovar que participaram do evento. São limitados sim, apesar da classe social, da conta bancária recheada.

Ao se depararem com as projeções antifascistas, os bolsominions ficaram atordoados, e quando perceberam que bostanazi era citado como o exemplo neofascista no Brasil, ficaram enlouquecidos. Quem participou do show ou pode ver filmagens do momento em que os seguidores do Capitão reagirem à denuncia de Waters, pode ver claramente que havia uma divisão entre os manifestantes, pois houve reação favorável a Roger Waters: na pista Premium, bolsonaristas gritavam Fora, PT; nas arquibancadas, ouvia-se Ele Não.

Houve abandono do show, mais gritos, revolta. A pergunta permanece: que estavam fazendo ali?

Nas redes sociais, seguiu-se uma onda de ataques ao artista, coisas patéticas e infantis, chavões, e a mostra de uma ignorância profunda sobre tudo: sobre quem é Roger Waters, sobre sua trajetória, sobre o sentido de suas críticas, sobre geopolítica, sobre política, sobre história, sobre os perigos pelos quais o país passa, sobre o golpe que sofremos e que continua produzindo desgraças para os trabalhadores, para as mulheres, para as minorias, para todos que se coloquem contra os golpistas.

A conclusão é que os bolsonaristas não sabem o que estavam fazendo no show de Roger Waters, mas pelo visto não sabem de muita coisa e nem querem saber. Para eles, como para qualquer fascista, basta o uso da força para impor sua vontade e sua (falta de) ideia. Essa é a cara de nossas elites, da burguesia tupiniquim? ignorante, violenta, ressentida, cheia de ódio e com profunda aversão à verdade e ao povo.

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Capitalistas disseminam propaganda milionária ilegal contra o PT e pró-Bolsonaro

Recebeu uma mensagem no grupo de zapzap que o PT manipulou as eleições (sendo que ele nem está mais no governo há tempo) e que o partido vai dar um "golpe comunista" ano que vem? Olha só quem está inventando, financiando e espalhando essas baboseiras:

Capitalistas disseminam propaganda milionária ilegal contra o PT e pró-bostanazi

Da redação – Empresas como a Havan, cujo dono é bolsonarista declarado e coage seus empregados a votarem em bostanazi, estão em uma campanha milionária no WhatsApp disseminando centenas de milhões de mensagens manipuladas a favor de seu candidato de extrema-direita e contra Fernando Haddad, candidato do PT.

Cada contrato de serviço de disparo em massa de mensagens chega a custar 12 milhões de reais, segundo o jornal golpista Folha de S. Paulo. Os capitalistas envolvidos, e, como já foi noticiado, muitos deles sendo estrangeiros e estando fora do País (imperialistas), compram serviços de outras empresas. Segundo a legislação eleitoral aprovada há cerca de dois anos, é proibido doação de empresas a campanhas de candidatos, e essas, além disso, não são declaradas.

Outra violação, da privacidade de dados de usuários da rede, é que as empresas vendem ilegalmente contatos de milhões de usuários sem sua autorização.

Fica claro que quem está por trás de bostanazi são os capitalistas, a burguesia e o próprio imperialismo, que bancam a campanha do candidato de extrema-direita para que este chegue ao poder e implemente uma política de ataques brutais aos trabalhadores, entregando os recursos públicos e nacionais aos tubarões capitalistas e ao imperialismo.

Além disso, a legislação que impede doações de empresas privadas a candidatos se mostra também muito débil, uma vez que os candidatos da burguesia encontram diversos meios diferentes de receberem dinheiro dos capitalistas para atacar o povo.

Também, as ações judiciais contra as chamadas “fake news” não adiantam de nada para barrar a disseminação de mentiras por parte da direita. Ela tem carta branca para manipular e divulgar informações, tanto nas redes sociais como no monopólio da imprensa burguesa. O suposto combate às notícias falsas serve apenas para censurar a esquerda, como a direita já vem fazendo de maneira mais profunda nos últimos meses.

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Gaviões da Fiel diz que associados eleitores do Bolsonaro 'podem se retirar' da torcida

Um exemplo para o resto dos outros times.

Gaviões da Fiel diz que associados eleitores do bostanazi 'podem se retirar' da torcida

Presidente da organizada do Corinthians, que conta com 112 mil sócios, diz que apoio ao candidato de extrema-direita vai contra a luta por democracia que marca o passado da torcida

São Paulo – Em nota assinada pelo presidente Rodrigo Gonzalez Tapia, o Digão, a Gaviões da Fiel – maior torcida organizada do Corinthians – se posicionou contra o candidato Jair bostanazi (PSL), afirmando que os associados que sejam apoiadores do presidenciável de extrema-direita vão contra a ideologia e história da própria agremiação. Digão lembra que a torcida foi criada em 1969, durante a ditadura civil-militar. "Você sabe que no período da nossa fundação tínhamos como principal objetivo derrubar um ditador dentro do nosso clube? Você sabe que os nossos fundadores sofreram muita opressão por levantar a bandeira em favor da democracia e dos direitos do povo?", questiona.

Atualmente, a Gaviões conta com 112 mil associados. De acordo com o presidente, apesar de a entidade abrigar associados "de diversas classes sociais", a luta continua. "Somos uma torcida que defende os direitos do nosso povo. Não podemos deixar que o nosso maior representante seja contra nós e tudo aquilo que lutamos", acrescenta.

O presidente da torcida sugere até que os associados apoiadores de bostanazi saiam da torcida. "Vocês que apoiam um cara que vai contra todas as nossas ideias e jogam no lixo o nosso passado de muitas lutas, por favor, repensem sobre sua caminhada dentro da torcida. Se está na Gaviões por interesse pessoal, se retire. Pode passar lá no vip e assinar a carta de saída", diz.

A Gaviões da Fiel participou ativamente de mobilizações sociais ligadas à democracia, como pelo direito de votar para presidente (Diretas Já), pela anistia de presos e exilados políticos da ditadura civil-militar, por uma gestão democrática dos clubes de futebol e contra o monopólio das coberturas esportiva em TV aberta pela Rede Globo. Mais recentemente, a organizada corintiana ergueu faixas no estádio que cobravam apuração e punição para os responsáveis por desvios relacionados ao chamado "escândalo da merenda escolar". O caso envolve o candidato à Presidência Geraldo picolé de chuchu (PSDB),

Leia a íntegra da nota da Gaviões:

GAVIÃO NÃO VOTA EM bostanazi

Rapaziada é o seguinte... não queria entrar no debate de política, mas o que estou acompanhando nas nossas redes sociais, de Gavião apoiar bostanazi - fez eu vir aqui pra passar um papo reto pra vocês... vocês aceitando ou não, eu como presidente dos Gaviões, tenho que passar o que a gente carrega na nossa ideologia dentro desses quase 50 anos de história.

Você que é associado dos Gaviões, sabe da história da sua Torcida? Você sabe que na nossa fundação, em 1969, vivíamos em plena Ditadura Militar? Você sabe que no período da nossa fundação tínhamos como principal objetivo derrubar um ditador dentro do nosso clube? Você sabe que os nossos fundadores sofreram muita opressão por levantar a bandeira em favor da democracia e dos direitos do povo?

Sei que hoje nos Gaviões da Fiel, uma torcida com mais de 112 mil sócios, tem sócios de diversas classes sociais, da hora, cada um fez por onde pra chegar onde está... só que é o seguinte rapaziada, vocês que apoiam um cara que vai contra todas as nossas ideias e joga no lixo o nosso passado de muitas lutas, por favor, se forem seguir apoiando esse cara, repense sobre sua caminhada dentro da Torcida. Ou seja, se está no Gaviões por interesses pessoais, status, para ostentar apenas uma camisa ou se beneficiar atrás de ingresso e pagar nas redes sociais que faz parte da maior torcida do Brasil, por favor, se retirem. Pode passar lá no Vip e assinar a carta de saída.

Somos uma torcida que defende os direitos do nosso povo e não podemos deixar que o nosso maior representante seja contra nós e contra tudo aquilo que lutamos.

Digão – Presidente

GAVIÕES DA FIEL TORCIDA

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Lava Jato entregou 70% dos investimentos privados em infraestrutura ao imperialismo

Pra quem ainda não sabe para o que a Operação Lava Jato realmente serve:

Lava Jato entregou 70% dos investimentos privados em infraestrutura ao imperialismo

Da redação – A Operação Lava Jato, criada pelo imperialismo como um dos mecanismos fundamentais do golpe de Estado, tem como um dos principais objetivos entregar os recursos nacionais aos monopólios estrangeiros.

Segundo um estudo da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), em 2010 a percentagem dos investimentos privados em infraestrutura no País era de 27%. Com o início do golpe, em 2012, e o começo oficial da Operação Lava Jato, em 2014, as empresas brasileiras foram sendo perseguidas e sucateadas até que, atualmente, os monopólios estrangeiros já controlam 70% dos investimentos privados nesse setor.

O crescente domínio imperialista, alimentado pela Lava Jato, é visto especialmente nos setores de petróleo e gás, eletricidade, água, transporte e comunicações.

A própria imprensa golpista reconhece que foi o golpe de Estado, com a Lava Jato e a destruição da economia nacional, que levaram ao cenário de profunda espoliação das riquezas brasileiras.

Empresas nacionais, como as construtoras, principalmente a Odebrecht, foram destruídas a mando do imperialismo, que não quer nenhum tipo de concorrência. Em 2010, os investimentos nacionais em infraestrutura eram de US$ 142 bilhões, e hoje eles não passam de 49,3%.

Em um provável governo de Jair bostanazi a tendência é que a espoliação dos recursos nacionais aumente de maneira dramática, com a entrega total das riquezas aos seus patrões imperialistas. O movimento popular, principal prejudicado pelo saque imperialista, deve se mobilizar imediatamente com a palavra de ordem “Fora bostanazi e todos os golpistas”, já que seu governo será o aprofundamento do golpe e da dominação imperialista.

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OEA volta ao Brasil para validar a fraude no 2º turno das eleições

OEA volta ao Brasil para validar a fraude no 2º turno das eleições

Da redação – A missão de acompanhamento eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) voltou ao Brasil para legitimar a fraude no 2º turno das eleições mais farsescas da história do País.

O órgão confirmou ontem (21) sua participação na segunda volta dos comícios, que ocorrerá no próximo domingo (28).

No 1º turno a OEA acompanhou o processo pela primeira vez na história do Brasil, convidada pelo governo golpista, com o claro objetivo de validar a fraude nestas eleições, legitimando assim o golpe de Estado e seu aprofundamento.

Naquela ocasião, a instituição afirmou que as eleições foram limpas e que não é possível questionar a urna eletrônica. Nada foi dito da prisão e impedimento do ex-presidente Lula, principal candidato do povo à presidência. Nada foi dito das inúmeras ocorrências de manipulação das urnas eletrônicas por todo o País. Nada foi dito da impossibilidade de 3,5 milhões de brasileiros votarem, entre muitas outras irregularidades já listadas por este diário.

É preciso lembrar que a OEA é um órgão criado pelo imperialismo norte-americano para que este controle política e diplomaticamente os países da América Latina. A mando dos EUA, Cuba foi expulsa da organização logo após a Revolução de 1959, por, supostamente, violar os princípios democráticos da Carta.

Antes disso, a OEA havia apoiado o golpe de Estado na Guatemala, em 1954, que derrubou o presidente nacionalista Jacobo Arbenz, e depois apoiou todas as ditaduras do continente. Mais recentemente, a OEA é um dos mecanismos mais utilizados pelo imperialismo para pressionar e, possivelmente, intervir militarmente na Venezuela, justamente com a desculpa de que as eleições naquele país seriam farsescas.

Percebe-se a quem a OEA serve, e sua hipocrisia. Trata-se, em última instância, de uma evidente intervenção imperialista no processo eleitoral brasileiro. Ou seja, a presença da OEA para validar a fraude das eleições em meio a um golpe de Estado, em si só já é um novo episódio de fraude.

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EUA: Produção Industrial Avança Tão Celeremente Quanto Um Poderoso Titanic

EUA: Produção Industrial Avança Tão Celeremente Quanto Um Poderoso Titanic

José Martins, da redação

O que seria da crítica da economia (e da poesia que necessariamente a acompanha) se as relações sociais de produção não se assentassem em um preciso sistema de contradições?

A comprovação deste fato pode ser presenciada diariamente no movimento prático das diversas esferas deste regime social de produção. Observemos as duas principais.

O que acontece, por exemplo, neste momento, na esfera improdutiva dos mercados financeiros e de capitais, de um lado e, de outro, na esfera da produção industrial?

Exatamente uma contraditória unidade de duas diferentes esferas de valorização do capital.

De um lado, a esfera do capital produtor de juros, dividendos e de outras incontáveis formas de capital fictício, os populares “ativos financeiros”, etc.

De outro lado, no chão duro das fábricas, minas e plantações, a esfera do capital produtor de lucro (mais-valia). A primeira improdutiva, a segunda produtiva.

Nesta quinta-feira (19) essa unidade desdobrou-se em uma persistente continuidade daquelas turbulências no mercado de capitais que tratamos no boletim anterior (http://criticadaeconomia.com.br/alerta-wall-street-apertem-o-cinto-o-federal-reserve-enlouqueceu/).

As ações voltaram a cair drasticamente. O índice Dow Jones Industrial caiu 314 pontos, liderada por quedas na Caterpillar e na Apple. O S & P 500 caiu 1,4%. O Nasdaq Composite recuou 1,9 por cento.

Os declínios de quinta-feira aumentaram as perdas acentuadas do mercado no mês. O Dow e o S & P 500 caíram mais de 4% cada, enquanto o Nasdaq caiu mais de 6,5% em outubro.

No exterior, o Shanghai Composite da China também caiu fortemente. O índice caiu 2,9 por cento na quinta-feira, em meio a preocupações com os níveis de empréstimos no mercado de ações e, de maneira mais ampla, sobre a desaceleração do crescimento da maior economia dominada do sistema.

As ações na bolsa de Xangai estenderam suas quedas no início do pregão na sexta-feira (19), atingindo o nível mais baixo desde novembro de 2014.

Na segunda parte do dia o governo entrou pesadamente no mercado comprando tudo que via pela frente. Conseguiu abaixar um pouco a febre do paciente.

A preocupação do mercado de que a economia chinesa está à beira do abismo aumentou mais, na quinta-feira, depois que Pequim anunciou a desaceleração do PIB no terceiro trimestre/2018 para 6,5% ano a ano. Todo mundo sabe que o governo falsifica esses dados, mas mesmo fraudada, a taxa é preocupante.

Acontece que esse é o ritmo mais fraco desde o primeiro trimestre de 2009, exatamente quando a economia mundial ainda se debatia com no ponto mais baixo da maior crise periódica global dos últimos setenta anos. Estamos preparando boletim especial sobre a vulnerável situação da esfera da produção industrial na China.

Enquanto na China a produção cai e arrasta para baixo os preços das ações, nos Estados Unidos a esfera produtiva de valor e de mais valia continua subindo fortemente. Como um sólido e inexpugnável Titanic.

De acordo com o mais recente relatório do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) (https://www.federalreserve.gov/releases/g17/current/), divulgado nesta terça-feira (16), a produção das manufaturas de bens de consumo duráveis da maior economia do planeta subiu robusto 5% ao ano no terceiro trimestre deste ano.

No primeiro e segundo trimestres anteriores já tinha subido 4% e 2%, respectivamente. Para se ter uma ideia melhor, veja a evolução de dois ramos altamente cíclicos da economia. Exprimem de maneira perfeita a elevada temperatura do ciclo e da superprodução.

No mesmo terceiro trimestre/2018 a produção de máquinas cresceu o absurdo de 8,5% ao ano.

A produção de veículos automotores registrou um absurdo maior ainda, registrando expansão de 10,4%.

Nunca se produziu tantas máquinas e tantos automóveis na história do universo. Lembrando que a totalidade da indústria dos EUA produz anualmente mais de três trilhões e setecentos bilhões de dólares.

Esse valor da produção é medido em termos de valor agregado (massa de valor e de mais-valia). É disparadamente a maior produção industrial do mundo.

A brasileira, que é a décima do mundo, ou algo próximo, não chega a um décimo dessa imensa máquina estadunidense.

Como, ou onde a contradição se manifesta nesta exuberância produtiva de mais-valia? Exatamente na fonte do valor agregado produzido pela indústria. Na dependência do capital ao emprego da classe operária assalariada.

Na composição orgânica do capital o trabalho e as máquinas produzem no processo de trabalho o produto (massa de utilidades ou riqueza), mas só o trabalho produz no processo de valorização o valor e mais-valia (massa de capital).

Pois é exatamente o mercado dessa fonte do valor que está cada vez mais comprador e menos vendedor nos EUA.

Cada vez menos operários assalariados ofertando força de trabalho para ser consumida pelos “empresários” (privados ou estatais, tanto faz) no processo de valorização do capital.

A taxa de desemprego da classe operária na economia de ponta do sistema já está abaixo de 4%. Na prática isso é quase pleno-emprego do estoque disponível de força de trabalho.

O exército industrial de reserva está perigosamente (para o capital, off course) esvaziado. A lei geral da acumulação mostra sua cara e complica a seriamente a situação.

Soa então o sinal de alerta para os capitalistas. Sem trabalho, nada de lucro!

Quando, no ciclo econômico, a máquina capitalista se aproxima do pleno emprego da classe operária pode-se aumentar à vontade a produção de mercadorias simples (produto).

Pode-se produzir muitos automóveis, máquinas, smartphones, eletrodomésticos, aviões, etc., aumentando a quantidade de moeda e de crédito, mas quase nada de capital será produzido.

Não basta produzir coisas úteis para serem consumidas, há que se produzir capital, essa coisa absolutamente inútil (e altamente hostil) para a população.

Há que se conhecer corretamente a natureza da lei do valor-trabalho (e, não esqueça, do duplo caráter do trabalho contido na mercadoria) para entender essa contradição especificamente capitalista.

Foi justamente essa contraditória relação social de produção do capital que andou preocupando, nesta semana, até os mais prestigiados oráculos do sistema.

Como nosso velho conhecido Allan Greenspan, ex-presidente do Fed por quase vinte anos, que, em entrevista nesta quinta-feira (18), ao Squawk Box (https://www.cnbc.com/video/2018/10/18/alan-greenspan-tightest-labor-market-ive-ever-seen.html), declara solenemente que “este é o mercado de trabalho mais apertado que já vi”.

Greenspan, de 92 anos, afirma que a taxa de desemprego mais baixa em 50 anos, justamente quando as empresas clamam por mais e mais trabalhadores, forçará a elevação dos salários e, “naturalmente”, a inflação.

Diz também que “ a economia dos EUA está experimentando algo que ele nunca viu antes. Em última análise, os preços tomarão conta da economia”.

É essa fatalidade da Curva de Philips, essa bobagem ideológica criada pela economia vulgar, que serve de justificativa para o presidente do Fed, Jerome Powell – aquele que anda fugindo de Trump nos últimos dias como o diabo foge da cruz – anunciar que a taxa básica de juros do universo, quer dizer, dos EUA, vai continuar subindo.

De acordo com as minutas divulgadas na mais recente reunião de política monetária do Fed, os dirigentes do banco central do planeta continuam convencidos de que “continuar aumentando gradualmente as taxas de juros é a melhor fórmula para preservar uma economia estável”.

Essa trajetória é suicida. Fará explodir a economia. É por isso que o presidente Donald Trump tem repetidamente criticado o presidente do Fed, Jerome Powell, nas últimas semanas, dizendo que o Fed está aumentando as taxas muito rapidamente e que um crescimento econômico mais forte não levará a uma inflação problemática.

O espalhafatoso presidente dos EUA está tecnicamente correto. Ele poderia acrescentar aos seus economistas, incluindo o venerando Greenspan, que o problema da economia estadunidense não é inflação, é deflação.

O problema não é uma simples inversão de fenômenos. Acontece que a deflação é uma doença muito mais fatal que os surtos inflacionários que ainda ocorriam sem maiores consequências até o grande choque parcial de 2000/2002.

Bastava praticar o catecismo keynesiano para resolver o problema.

Agora não mais.

Nas condições de uma fulminante tendência à deflação dos preços, aumentar as taxas reais de juro só vai agravar a verdadeira doença que ataca os preços (e a taxa geral de lucro neles embutida) em todo o mundo civilizado.

Na entrevista à Squawk Box, Greenspan deu a Powell um voto de confiança, dizendo que ele não está preocupado para onde o Fed liderado por Powell está se dirigindo com a política monetária.

O esclerosado economista, que já viveu momentos de mais lucidez, acrescentou que a melhor maneira de os banqueiros centrais lidarem com as lamúrias presidenciais, que, para ele, acontece durante todas as administrações, é colocar “protetores de ouvido”.

A contradição básica do regime capitalista explode no salão oval da Casa Branca. Trump disse em nova entrevista, nesta quinta-feira, que “o Fed e sua política de elevação dos juros é meu maior problema”.

Na verdade, seu maior problema é como evitar o choque do invencível Titanic econômico com o iceberg mais à frente.

Acontece que este ser corroído até à medula pelas suas próprias contradições e, portanto, absolutamente incontrolável, acelera cada vez mais na direção do seu inescapável destino.

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Na Argentina do desarmamento, empresário tem até granada, e o povo está desarmado

Convém esclarecer aqui que a direita nunca foi a favor do armamento do povão: apenas da classe média, da burguesia e do aparato repressivo estatal que serve aos interesses da burguesia. A maior parte da esquerda se esquece disso, ou simplesmente não sabe.

Na Argentina do desarmamento, empresário tem até granada, e o povo está desarmado

Na argentina, o empresário Alfredo Coto, dono de uma famosa cadeia de supermercados foi indiciado, juntamente com seu filho Alemão, por ser proprietário nada menos do que um legítimo arsenal de guerra. Dentre as acusações, contam: “posse ilegal de materiais explosivos”, “coleção de armas de fogo, partes e munições” e adulteração ou supressão de registro de arma.

O empresário foi responsabilizado penalmente por cometer graves delitos, tendo por consequência perdido o direito ao uso de armas, assim como sua empresa (que pode não tem permissão para uso coletivo). Ao que tudo indica, o empresário estava se preparando para uma verdadeira guerra, visto que: mais de 200 granadas, 41 projéteis de gás lacrimogêneo, 27 armas de fogo, sprays de pimenta, 3800 munições, silenciador, 14 coletes à prova de balas, 22 capacetes, entre outras coisas foram encontradas. Dentro da profusa armaria, havia inclusive armamento de uso exclusivo das forças de segurança – cujo uso é proibido para qualquer cidadão que não os integre. Diversas armas raspadas e com licenças expiradas também foram encontradas. Dentre as várias explicações dadas por Coto em suas apresentações judiciais, ele afirmou que não tinha como controlar tudo em sua empresa, que poderia haver um “excesso de confiança” nas “agências de segurança” e que, de qualquer forma, ele havia sofrido violência o que o levou a se armar.

De acordo com a resolução assinada pelo juiz federal Sebastián Ramos, Coto terá que desembolsar três milhões de pesos, além do fato de que seus crimes podem colocá-lo anos encarcerado. Na questão do arsenal bélico, por exemplo, a previsão da pena é de 4 a 10 anos de reclusão, e a adulteração da numeração, pode leva-lo ao cárcere por 3 a 8 anos. Num ensaio oral, eles poderiam implicar sentenças de conformidade efetiva. Embora tenha provas cabais, o juiz não encontrou “perigo processual para justificar suas prisões”. O magistrado apenas ordenou que notificassem a Agência Nacional de Materiais Controlados (Anmac) sobre a desqualificação de ambos para ter armas individualmente, e como um “usuário coletivo” através da empresa. Um agente da Prefeitura, Cristian Javier Oscar González, também foi processado porque parte do armamento que apareceu em Coto estava próximo dele. A inspetora, Estelita Eufrasia Herrera, será a responsável por investigar o porquê de as armas encontradas no mercado fazerem parte de uma série que vinham de um concurso na província de Buenos Aires. Vale aqui, salientar, que boa parte do armamento encontrado pertencia à Polícia Federal e à Prefeitura.

Diante dos fatos, Alfredo Coto deu distintas explicações. Uma delas foi, um “excesso de confiança” da empresa que forneceu a segurança, embora Coto possua sua própria segurança pessoal. Ao mesmo tempo, dissera que não poderia ter cometido nenhum crime, pois devido a estrutura de sua empresa, seria impossível conhecer todos os movimentos. De qualquer forma, havia armas tanto em seu nome quanto no de seu filho Alemão. Todavia, disse que certamente agentes da Prefeitura, da Polícia Federal e da Gendarmaria haviam deixado suas armas lá. Por fim argumentou que algumas armas estavam lá há pelo menos três anos por causa de “atos sérios e repetidos de violência que foram gerados contra as premissas e dependências da empresa”. Ele estava se referindo, às últimas duas décadas e às organizações sociais e aos desempregados.

Diante da crise causada pelo golpista Macri, a Argentina vem passando por um caos social que tem levado a população à exasperação máxima. Para contornar as mobilizações contra – a entrega da nação, subjugando o país ao FMI (Fundo Monetário Internacional), o lacaio presidente, tem colocado seus cães de guarda armados até os dentes para acossar a população; sobretudo a classe trabalhadora, que tem feito diversas greves. Nesse sentido, fica claro que a política do desarmamento serve apenas aos interesses da direita, que não mede esforços para esmagar a população em virtude de seus espúrios interesses de classe. Sem o direito à posse de armas – a população pode ser facilmente aniquilada pelas forças de repressão do Estado, que por sua vez – prestam serviço aos capitalistas. A política do desarmamento serve para evitar a reação popular aos ataques da direita.

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O “ídolo popular” que não sai de casa

O “ídolo popular” que não sai de casa

As fraudes nas eleições no segundo turno também estão se completando. O candidato mais votado ou que mais apareceu nas urnas eletrônicas, Jair bostanazi, registrou mais de 40 milhões de votos.

Este resultado, fictício, fez com que ele aparecesse como o candidato mais popular do país. É uma fraude, uma manipulação que não é corroborada de maneira prática pela própria campanha dele.

bostanazi, o popular, não faz campanha de rua, não vai ao encontro “das enormes massas populares” que o apoia. Já declarou que não vai aos debates.

Sua campanha eleitoral se resume a publicar frases no Twitter e aparecer em vídeos gravados em sua residência no Rio de Janeiro.

Em suma é uma campanha artificial, é um “ídolo” popular artificial, fabricado pela máquina de manipulação das eleições que começa com a imprensa golpista e é justificada pelos votos que aparecem na urna eletrônica, manipulados direta ou indiretamente.

O frenesi que é provocado pelas eleições cegou boa parte do eleitorado, em especial a esquerda pequeno burguesa. O principal candidato das eleições, este sim, o mais popular, o candidato que de fato ganharia as eleições, não está participando.

Lula sim, levava multidões por onde passava e de fato tem dezenas de milhões de votos. bostanazi não passa de um fantoche da burguesia que está sendo utilizado de última hora porque o candidato do golpe não deu conta do serviço.

O que vale é a mobilização popular. O voto é uma formalidade que para ter validade precisa ter o respaldo popular. A popularidade de Lula não acabou porque ele não está participando das eleições. Voto em si, não garante popularidade.

O frenesi eleitoral acaba logo após o voto digitado na urna.

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Bolsonaro não tem apoio popular: maioria de menções sobre ele no Twitter é feita por robôs

bostanazi não tem apoio popular: maioria de menções sobre ele no Twitter é feita por robôs

As eleições foram totalmente fraudadas. O candidato que possivelmente irá ganhar as eleições, Jair Messias bostanazi, não tem apoio popular real, ao contrário de Lula por exemplo.

Grande parte do “apoio” à bostanazi nas redes sociais é realizada por robôs. Segundo a Diretoria de Análise de Políticas Públicas (DAPP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), na semana entre o dia 10 e 16 deste mês, foram avaliadas mais de 850 mil publicações de robôs.

Foi o mesmo esquema utilizado por Donald Trump nos Estados Unidos, mas também pela grande maioria dos políticos burgueses. A força dele está no dinheiro, então elaboram esquemas do tipo para fingir uma “popularidade”.

Isso só comprova: as eleições são uma farsa, e foram fraudadas. Os políticos que ai estão não foram colocados pelo voto, nem muito menos por apoio popular, mas por conta de todas as manobras elaboradas nas eleições do golpe.

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Com golpe, patrões estão mais a vontade para coagir trabalhadores

Seguro-desemprego? Vai acabar. Demissão por justa causa? Vai acabar também. Seu chefe poderá te demitir sem razão nenhuma. Não tem dinheiro guardado? Você que se foda passando fome. Ministério do Trabalho? Já era, agora será Ministério do Patronato. Você passa fome e fica quietinho sem poder recorrer. E se reclamar, tem ainda a polícia e os milicos pra te espancar (ou até mesmo te matar) por ser "comunista".

Thanks bozonaristas!

Com golpe, patrões estão mais a vontade para coagir trabalhadores

Da redação – A vida dos trabalhadores brasileiros já não era fácil, pelo contrário, estão sempre sujeitos aos mais diversos tipos de abuso e opressão.

Advertências, descontos indevidos do salário, sobrecarga de trabalho, jornadas de trabalho exaustivas, ambientes insalubres, assédio moral e sexual, até agressões físicas, isso era regra antes do golpe de 2016 contra a presidenta eleita Dilma Roussef.

Mas agora com o avanço do golpe o que era terrível esta ficando pior, pode ficar pior? Infelizmente pode.

As denuncias de abuso por parte de empresários contra seus empregados aumentou 1.500%, eles agora se sentem mais a vontade para arrancar o couro de seus empregados, pois Ministério do Trabalho, Polícia e Judiciário estão dominados por agentes de seu interesse.

O descaramento é tão grande que eles inclusive fazem vídeos do abuso, tentando passar a impressão de que os próprios trabalhadores estão apoiando o interesse que é exclusivo do empresário, veja o caso do dono das lojas Havan, conhecido sonegador de impostos e carrasco de seus empregados.

A única forma de deter esses abusos é através da união dos trabalhadores em uma frente operária para derrotar os golpistas, nas ruas, nas fábricas, em todo lugar, eles só iram parar quando sentirem o peso da mão do trabalhador sobre suas cabeças.

Vamos a luta!

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Se tem uma imagem que resume a direita brasileira, é essa aqui.

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Alerta Wall Street: Apertem O Cinto, O Federal Reserve “Enlouqueceu”

Novo boletim da Crítica da Economia.

Alerta Wall Street: Apertem O Cinto, O Federal Reserve “Enlouqueceu”

por José Martins, da redação

As bolsas de valores em todo o mundo começaram a semana dando voltas, sem direção. Isso levou o experiente Art Cashin, diretor de operações do União de Bancos Suíços (UBS) na Bolsa de Valores de Nova York, a observar que “nesta semana as ações estão como um homem em um quarto escuro. Apenas procurando descobrir de que maneira ele pode andar e não tropeçar.”

O mercado de ações em todo o mundo tenta cegamente recuperar alguma valorização depois de um desempenho devastador na semana passada. As maiores quedas em uma semana para os três principais índices de Nova York desde as fortes turbulências no mês de março deste ano.

Agora, no fechamento do primeiro dia de negócios na semana, as cotações do S&P 500 e Nasdaq continuavam no vermelho com ações de tecnologia como Apple e Netflix puxando o índice Nasdaq para baixo. Down Jones e S&P 500 também fecharam com tendência de queda.

Fato importante: as ações em Nova York estão caminhando de lado há mais de trinta dias. Isso é muito importante. Sintomas de esclerose múltipla remitente-recorrente. Veja como isso acontece observando a evolução do Dow Jones Industrial nos dois últimos ciclos econômicos.

(cont.)

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Mesmo programa golpista: Alckmin e Temer estão no segundo turno e se chamam Bolsonaro

Acha o governo do Temer ruim? Segura a onda que vem coisa pior por aí:

Mesmo programa golpista: picolé de chuchu e Temer estão no segundo turno e se chamam bostanazi

O programa econômico de Jair bostanazi torna claro a que vem sua candidatura: fazer do Brasil uma terra arrasada, com um povo miserável e completamente desassistido, fornecedor de matéria-prima e mão-de-obra barata. Desde que foi devidamente “centralizado” pelos norte-americanos no final de 2017, o ex-capitão do exército trouxe a tiracolo o Chicago Boy Paulo Guedes: um banqueiro discípulo direto de pais do neoliberalismo, como Milton Friedman.

Há décadas o imperialismo tem uma cartilha bastante bem definida, destinada a combater os Estados de bem-estar social formados no pós-guerra: privatização irrestrita, redução do estado, fim da saúde e educação públicas, fim da previdência, fim dos direitos trabalhistas, entrega do patrimônio nacional ao estrangeiro. Tais princípios foram firmados institucionalmente no chamado Consenso de Washington, adotado pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional desde 1989, traduzidos nos seguintes eufemismos: disciplina fiscal; redução dos gastos públicos; reforma tributária; juros de mercado; câmbio de mercado; abertura comercial; investimento estrangeiro direto, com eliminação de restrições; privatização das estatais; desregulamentação (afrouxamento das leis econômicas e trabalhistas); direito à propriedade intelectual.

Tal receituário já foi em grande medida implementado nos governos brasileiros da década de 1990: Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso. Com os governos do Partido dos Trabalhadores, foram mantidos em larga medida apenas os aspectos financeiros no neoliberalismo. Na via inversa, a crise econômica global de 2008 levou a uma pressão do imperialismo por implementar ainda com mais radicalismo sua política – sobretudo nos países periféricos, como os da América Latina. Embora o segundo governo Dilma Rousseff já apresentasse uma certa dose de concessão a essa pressão, ela não se mostrou suficiente.

Por meio do PMDB, os golpistas apresentaram a cartilha neoliberal em outubro de 2015, num programa (https://www.fundacaoulysses.org.br/wp-content/uploads/2016/11/UMA-PONTE-PARA-O-FUTURO.pdf) chamado Ponte para o futuro. Nas palavras (https://theintercept.com/2016/09/22/michel-temer-diz-que-impeachment-aconteceu-porque-dilma-rejeitou-ponte-para-o-futuro/) do próprio Temer, a recusa de Dilma em assumir a proposta levou ao seu impeachment fraudulento.

O governo de Temer buscou seguir à risca o Ponte para o futuro – e portanto o Consenso de Washington: implementou um novo regime fiscal, destruiu a legislação trabalhista, desmantelou vários setores da Administração Pública Federal, quer acabar com a previdência pública, com a educação e a saúde públicas e gratuitas, quer vender a preço de banana a Petrobras e a Eletrobrás a investidores estrangeiros.

Nesse sentido, a equipe econômica agrupada pelo imperialismo em torno à candidatura de Jair bostanazi promete aprofundar ainda mais os ataques à população. O militar teria a seu lado alguns dos brucutus parlamentares que ajudaram a empurrar as reformas de Temer no Congresso, como Onyx Lorenzoni (DEM) e o próprio Carlos Marun (MDB) – atual ministro da Secretaria de Governo de Temer – que declarou ver “similaridades entre a agenda e bostanazi e o governo Temer”. Para o desenvolvimento dessa agenda, o imperialismo teria destacado o ex-presidente do Banco Central no governo de Fernando Henrique Cardoso, Armínio Fraga.

O desenvolvimento imediato (https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/10/paulo-guedes-trabalha-na-criacao-de-uma-reforma-fiscal-mais-abrangente.shtml) do programa de governo não poderia ser mais sombrio. Segundo divulgado nos últimos dias, Guedes e Fraga pretendem cortar completamente os investimentos em saúde e educação, desvinculando as receitas para esse fim dos orçamentos municipais, estaduais e federais. Pretendem ainda aumentar a carga tributária do consumidor, desonerando o grande empresariado. Pretendem extinguir a previdência pública quase que completamente, adotando um “sistema de capitalização” provavelmente privado.

Esse feroz ataque à população não pode ser detido na esfera institucional, completamente dominada pelos golpistas. Sabedores de que a reação popular tende a intensificar-se, eles apressam-se em apontar para o endurecimento do regime em curto prazo, rumo a uma ditadura militar – quer seja pelo governo de bostanazi, quer seja por um novo golpe. Somente com mão de ferro será possível ao imperialismo levar a cabo sua agenda. Por isso, é dever de todas as lideranças da classe trabalhadora organizar imediatamente a população para reagir nas ruas ao golpe com seus instrumentos tradicionais de luta: a agitação popular, a realização de atos, os “trancaços”, os piquetes, as greves etc. Todo local de trabalho, toda comunidade, deve constituir um comitê de luta e mobilizar-se, independentemente da campanha ou do resultado eleitoral. É preciso ter claro que essas eleições são completamente fraudadas, e que só um candidato aprovado pelos golpistas pode vencê-las. É preciso ter claro que a necessidade de mobilização popular é imediata.

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Venezuela anuncia exclusão do dólar de transações cambiais oficiais

Venezuela faz mais do que certo. Que eu me lembre a Turquia fez algo parecido a não muito tempo atrás. Uma pena que os nossos milicos capachos dos EUA nunca iriam fazer, pois servem aos norteamericanos e não ao Brasil.

Venezuela anuncia exclusão do dólar de transações cambiais oficiais

Da redação – O vice-presidente setorial da Economia da Venezuela, Tareck El Aissami, anunciou na terça-feira que todas as transações no mercado de câmbio venezuelano serão referenciadas no euro e não no dólar, como foi feito até agora.

O funcionário explicou que as sanções mais recentes feitas pelo governo dos EUA contra o país sul-americano “bloqueiam a possibilidade de continuar a negociar no mercado cambial venezuelano com o dólar”. É uma “proibição ilegal, arbitrária, contrária ao direito internacional”, advertiu ele.

O vice-presidente da área econômica informou que nos 57 dias do programa de recuperação econômica promovido pelo governo venezuelano para aliviar a crise econômica foram realizadas transações de 60 milhões de dólares através do sistema de leilões Dicom para pessoas físicas e jurídicas.

No entanto, os setores agroindustrial e farmacêutico afirmaram que, quando os pagamentos em moeda estrangeira são emitidos do país sul-americano, as transações são imediatamente bloqueadas. Por esse motivo, a partir de agora as transações serão em euros e outras moedas internacionais.

Aissami disse que “o bloqueio financeiro imposto pelos EUA” afeta o setor público e privado venezuelano. “Isso é para ver até onde a loucura do imperialismo vem”, disse ele.

Na conferência de imprensa que ele deu com o presidente do Banco Central da Venezuela, Calixto Ortega, e o ministro da Economia e Finanças, Simon Zerpa, o vice-presidente econômico disse que “continuam a tentar impor taxas de câmbio que não correspondem a fórmulas econômicas racionais”. ”

El Aissami também informou que todo o sistema bancário nacional será incorporado ao sistema de mercado de câmbio Dicom. Anteriormente, apenas bancos estatais e um grupo privado podiam transacionar.

Ele também anunciou que uma resolução foi emitida para elevar a reserva legal de 31% para 40%, “para evitar que o soberano bolívar acabe no mercado especulativo”. A reserva legal é a porcentagem de recursos que os intermediários financeiros devem manter congelados.

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The CIA Has Its Fingerprints on Brazil's Election

É uma pena que está em inglês, mas esclarece muito da campanha do bostanazi e dessa direitalha nas eleições. Inclusive mostra por A + B que existe o dedo de agentes dos EUA na eleição, como sempre houve. 1964 que o diga.

The CIA Has Its Fingerprints on Brazil's Election

Editor’s note: Far-right candidate Jair bostanazi won the first round of Brazil’s presidential election with 46 percent of the vote. A runoff will be held Oct. 28.

The growth of Bolsonarian fascism in the final stretch of the election campaign, turbo charged by an avalanche of fake news disseminated on the internet, is not surprising. It is an old tactic developed by American and British intelligence agencies, with the goal of manipulating public opinion and influencing political processes and elections. It was used in the Ukraine, in the Arab Spring and in Brazil during 2013.

There is science behind this manipulation.

Some people think that elections are won or lost only in rigorously rational debates about policies and proposals. But things don’t really work that way. In reality, as Emory University Psychology Professor Drew Weston says in his book “The Political Brain: The Role of Emotion in Deciding the Fate of the Nation”, feelings are commonly more decisive in defining the vote.

Weston says that, based on recent studies in neuroscience on the theme, contrary to what is commonly understood, the human brain makes decisions mainly based on emotions. The voters strongly base their choices on emotional perceptions about parties and candidates. Rational analysis and empirical data normally plays a secondary role in this process.

This is why there is great manipulative power in the production of information with strong emotional content and fake news.

The documents revealed by Edward Snowden prove that the US and UK intelligence services have specialized and sophisticated departments that are dedicated to manipulating information that circulates on the internet to change the direction of public opinion. For example, the Joint Threat Research Intelligence Group of the Government Communications Headquarters (GCHQ), a British intelligence agency, has a mission and scope that includes the use of “dirty tricks” to destroy, negate, degrade and run over its enemies.

The tactics are, in short: 1) To disseminate all kinds of false information on the internet to destroy the reputation of its targets; and 2) Use social sciences and other psycho-social techniques to manipulate the online discourse and activism, with the goal of generating desirable results.

But this isn’t just any type of information. The information is chosen to cause great emotional impact, not to promote debate or rebut concrete information. One of the most common techniques is the manipulation of photos and videos, which has a strong and immediate emotional effect and tends to quickly go viral. Vice Presidential candidate Manuela D’Àvila, for example, has been the constant target of these manipulations. Fernando Haddad has also been a constant victim of absolutely false declarations and manipulated images and discourse.

The abject manipulation of images of “erotic baby bottles” that were supposedly distributed to toddlers in the São Paulo public pre-school system by the PT, is an example of how low a campaign of the kind of dirty tricks recommended by the North American and British intelligence agencies can sink.

Although this manipulation can seem very low and, to the eyes of a rational person, unbelievable, its has a great and strong penetration of the emotional political brain of vast segments of the population.

Nothing is done by accident. Before they are produced and disseminated, these crude manipulations are studied in order to provoke the greatest damage possible. They are specifically directed to internet groups which, in having little or no fact checking apparatus and strong conservatism, tend to be shocked by and believe in these grotesque manipulations.

The truth is that what is happening in Brazil today reveals a sophisticated level of manipulation, which requires training and larges sums of money. Where did all of this come from? National capital? Or could there be financial, technical and logistical resources also coming from abroad?

It is obvious that this issue requires a serious investigation that will, apparently, not happen.

National and international financial capital, as well as sectors of the productive business class, have already sided with bostanazi in the second round. A large part of the media oligarchies have backed him as well. The poorly denominated “center”, which is, in truth, a group of angry, coup-mongering conservatives faced with the threat of political disappearance have also started to partially adhere to Brazilian fascism, trying to survive from the political crumbs it can obtain if bostanazi, or “the Thing” as he is known, and boiolão, the “Aryan”, win the election.

This can be viewed as the definitive suicide of Brazilian democracy and a bet on conflict, confrontation, authoritarianism and fascism, which will cause a profound deepening of the Brazilian political and economic crises.

However, the aggravation of the political-institutional and economic crisis, which will inevitably be brought about by the victory of the proto-fascist bostanazi, could be useful for those who want to take over Brazil’s strategic resources and companies.

Chaos and insurgency can be useful, mainly to those who are from the outside. We see this frequently in the Middle East. Taken to its farthest extension the coup can be deepened to a “solution of power”, supported by the military and the judiciary. In this manner the door will be opened for much greater rollbacks than those achieved by conde drácula, mainly from the point of view of national sovereignty.

From the point of view of geopolitical strategy, the promoted automatic alignment between bostanazi and Trump would be of great interest to the USA in the region. As we know, one current strategic priority of the USA is a great power game against China and Russia. bostanazi, who has already promised to donate the Alacantara rocket launching base to the Americans and to privatize everything, could serve as a focal point of US interests in the region, intervening in Venezuela and countering Russian and Chinese interests in South America.

For this reason, it seems obvious that there is a finger – or an entire hand – of foreign intelligence agencies at work, mainly North American, in the Brazilian elections. The modus operandi shown in this final stretch is identical to that used in other countries and requires technical and financial resources and a level of manipulative sophistication that the bostanazi campaign does not seem to have on its own.

The CIA and other agencies are here, acting in an extensive manner.

The progressive forces have to now coordinate to counter this manipulative process. The response cannot merely be to use rational argument to counter manipulative hatred. The response in the dispute for the political brain has to also be emotional.

The anti-PT, anti-left, anti-democratic, anti-human rights, and anti-equality that drives bostanazi and was created by coup agents and their fake media, has to be fought through a project of antagonistic feelings like hope, love, solidarity and happiness.

They are projecting a past of exclusion, violence and suffering. We have to project a future of security and realization.

Faced with a sordid campaign of defamation and manipulation, guided from abroad, our strategy should be the same as Adlai Stevenson, the great Democratic politician of the US, who said to the Republicans, “you stop lying about the Democrats and I’ll stop telling the truth about you.”

bostanazi, his running mate and his followers communicate through shocking statements and hate speech. This is not fake news, its easy to confirm. Therefore, all we have to do is expose them for what they are and they will melt like vampires in sunlight.

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Fantoche do imperialismo: Bolsonaro diz que vai privatizar estatais criadas por Lula

Fantoche do imperialismo: bostanazi diz que vai privatizar estatais criadas por Lula

Em vídeos postados nas redes sociais de Jair bostanazi, o candidato de extrema-direita afirma que fará uma reforma administrativa para cortar “gastos desnecessários” e que as estatais criadas pelos governos de Lula e Dilma serão os primeiros e principais alvos.

Em seu programa eleitoral, divulgado nas redes de televisão e na imprensa burguesa, nesta sexta-feira (12), o direitista falou também que “o vermelho é um sinal de alerta para o que não queremos no país. A nossa bandeira é verde e amarela e nosso partido é o Brasil”, demonstrando um falso nacionalismo enquanto pretende vender o Brasil aos países imperialistas.

É preciso deixar claro que bostanazi é um capacho da burguesia e, como já demonstrou em seus discursos antes e durante a campanha à presidência da república, entregará nosso patrimônio público aos capitalistas, com uma política de ataque brutal ao povo.

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General ameaça caso haja “fraude” nas urnas, mas são os militares controlam as urnas

Como diz o Quico, "Que coisa, não?".

General ameaça caso haja “fraude” nas urnas... mas são os militares que controlam as urnas

Da redação – Os militares que organizaram o golpe no Brasil contra Dilma Rousseff (PT) e ameaçaram o povo e as instituições no caso de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguir um habeas corpus no STF, seguindo as ordens do imperialismo norte-americano com a finalidade de roubar as empresas nacionais, vem à público, na pessoa do general da reserva Paulo Chagas, candidato ao governo do Distrito Federal pelo PRP, da posição dos que declararam que controlariam as urnas, para afirmar que talvez haja uma fraude no processo eleitoral.

O general golpista fez uma postagem no Twitter em tom de ameaça neste sábado (13), dizendo: “Se, nos próximos dias, houver mudança nas pesquisas, teremos que por as barbas de molho. Será o prenúncio da fraude. A opinião pública não muda de uma hora para outra, assim como um ateu não se converte ao Catolicismo e, num átimo, se transforma em um papa-hóstias!”.

Como se pode ver por todo o Twitter do general, a campanha de mentiras contra o PT é constante, com acusações sem fundamento algum, chamando de organização criminosa e mantendo ataques constantes de todas as formas possíveis.

''General Paulo Chagas

@GenPauloChagas

Se, nos próximos dias, houver mudança nas pesquisas, teremos que por as barbas de molho. Será o prenúncio da fraude. A opinião pública não muda de uma hora para outra, assim como um ateu não se converte ao Catolicismo e, num átimo, se transforma em um papa-hóstias!

19:41 - 13 de out de 2018

19,3 mil

7.913 pessoas estão falando sobre isso''

É preciso uma denúncia ampla contra esses generais que estão ameaçando os trabalhadores e suas organizações, pois, nenhum golpe de Estado é organizado sem a participação do Alto Comanda do Exército do país e no Brasil não é diferente. Os militares já disseram, na pessoa de Hamilton boiolão, que controlariam as urnas, colocando um grande contigente em diversas cidades e ameaçando na televisão os partidos de esquerda. O Partido dos Trabalhadores deve denunciar essa situação, pois a campanha desses generais é aberta nas redes, mantendo uma campanha gigantesca de calúnias e ataques para destruir um partido de tem imensa base operária e camponesa.

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Guilherme de Pádua, assassino de mulheres, é exemplo de “cidadão de bem” apoiador de Bolsonaro

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Guilherme de Pádua, assassino de mulheres, é exemplo de “cidadão de bem” apoiador de bostanazi

Da redação – De acordo com a matéria divulgada hoje, dia 15 de outubro, no site “Catraca Livre”, o ator Guilherme de Pádua declarou ontem, dia 14, o seu apoio à bostanazi, candidato à presidência pelo PSL.

Vale lembrar que, em 1992, ele assassinou Daniella Perez, filha da conhecida dramaturga Glória Perez. Na época, Daniella fazia parte do elenco da novela “De Corpo e Alma”, exibida pela Rede Globo, e interpretava a personagem “Yasmin”. Guilherme também era do elenco e fazia um par romântico com ela. Ele queria se aproveitar da proximidade que tinha com a filha da autora da novela para ter certo destaque na trama. Como a atuação dele junto ao seu par não teria a relevância que ele queria, assediou e assassinou Daniella à punhaladas. A notícia da morte dela gerou forte comoção e grande repercussão em todos os principais meios de imprensa à nível nacional, tendo a notícia sido divulgada inclusive no exterior, dada a brutalidade com a qual o crime ocorreu.

Agora, Guilherme de Pádua se apresenta como um eleitor com uma linha ideológica “centrista” e “moderada”, e segundo ele, quem decidirá as eleições não serão “os radicais, nem de direita, nem de esquerda”. Serão os “moderados” é que “farão um país melhor e pacificado”. Ele ainda alega que bostanazi não irá perseguir os grupos mais explorados e oprimidos da classe trabalhadora, como os homossexuais e os negros, e que são os ditos “radicais” é que estão colocando essas “loucuras” na cabeça das pessoas.

É preciso se atentar para o cinismo da Direita de um modo geral, como também dos bolsonaristas, que se dizem defensores da “moral” e dos “bons costumes”, quando, na verdade, muitos dos apoiadores de bostanazi estão envolvidos em casos de estupro, agressão de mulheres, envolvimento com o crime organizado, etc.

Tudo isso precisa ser denunciado e combatido, sem cair no discurso vazio do “combate à corrupção”, como fizeram alguns setores da esquerda pequeno-burguesa. É necessário denunciar a farsa das Eleições, com a compreensão de que elas não são, de modo nenhum, um meio de derrotar o Golpe de Estado e garantir as conquistas dos trabalhadores e de todo o povo. O caminho é a ampla mobilização contra o Golpe, formar comitês de auto-defesa, para combater de forma efetiva o Golpe e o avanço do fascismo.

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Bolsonaro, entreguista capacho dos EUA, quer privatizar empresas nacionais

bostanazi, entreguista capacho dos EUA, quer privatizar empresas nacionais

Da redação – Enquanto engana parte da população com discurso nacionalista, bostanazi sinaliza claramente para investidores e capitalistas internacionais que será verdadeiramente seu capacho, caso assuma a presidência da República.

Recentemente, em entrevista a um músico, bostanazi declarou que “a Amazônia não é mais nossa” (https://www.youtube.com/watch?v=4cxe2wks3e8) e em discurso para moradores brasileiros de um bairro nobre de Miami, prestou continência a bandeira dos EUA em sinal de subserviência ao seus patrões (https://www.youtube.com/watch?v=bI-_P6K8YXU).

Em entrevista nessa terça-feira (09) ao Jornal Nacional, o deputado fascista afirmou que pretende privatizar as empresas nacionais, incluindo a continuidade da entrega da Petrobras aos tubarões capitalistas internacionais, fazendo de tudo para que o imperialismo e a burguesia o aceitem como seu vassalo. Contra o PT, embora bostanazi não fosse seu candidato predileto, a burguesia apoiará o capitão reformado, apesar de haver a possibilidade de que, tão logo assuma a presidência, ele seja descartado pelos donos do golpe para que implementem uma política estável de ataque ao povo.

Para nos defendermos do entreguismo da direita brasileira, que visa a transferência total das nossas riquezas para as potências capitalistas, submetendo nossa classe trabalhadora a péssimas condições materiais, precisamos nos organizar em comitês de auto defesa, em nossos sindicatos, organizações sociais e sobretudo no PCO.

Não iremos alterar as relações de exploração da burguesia sobre a classe operária por meio das eleições burguesas, fraudadas desde o princípio quando foi imposto ao povo que não teria direito de votar em Lula, que era o candidato favorito para ganhar o pleito eleitoral.

Só a mobilização revolucionária dos trabalhadores pode derrotar o golpe, os fascistas, a política neoliberal de entrega do Brasil ao imperialismo, libertar Lula e impor um governo da classe trabalhadora.

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JUDICIÁRIO E MENTIRAS FORTALECERAM BOLSONARO NA RETA FINAL DA ELEIÇÃO

JUDICIÁRIO E MENTIRAS FORTALECERAM bostanazi NA RETA FINAL DA ELEIÇÃO

João Filho

7 de Outubro de 2018, 21h27

APÓS ANOS penando com uma grave crise econômica e política, o país chega ao fim do primeiro turno da eleição presidencial mais violenta da história da nova república. Facada, tiros, mentiras em proporções inimagináveis e um completo desrespeito às leis marcaram o período de campanha eleitoral. O Brasil virou um faroeste.

As urnas confirmaram as pesquisas que colocavam bostanazi e Haddad no segundo turno. Qualquer que seja o resultado final, a certeza é de que tempos ainda mais sombrios estão por vir. bostanazi passou a campanha inteira avisando que não aceitaria qualquer resultado que não fosse a sua vitória. Aceitar a derrota nas urnas é um pressuposto elementar da democracia, algo que bostanazi sempre fez questão de desprezar. Caso seja vitorioso, bem, não precisa ser vidente para saber como serão as coisas. As pistas foram dadas por sua campanha. Será um governo trágico sob qualquer ponto de vista de qualquer democrata.

Parte relevante do judiciário brasileiro e integrantes do Ministério Público abandonaram os preceitos básicos de suas funções e entraram de sola no jogo eleitoral. Há uma infinidade de casos que atestam esse disparate. A começar pelo descaramento com que Lula foi alijado da disputa. Ele era o candidato preferido dos brasileiros, com chances de ganhar no primeiro turno. O TRF-4 trabalhou com a agenda eleitoral debaixo do braço, atropelando (https://theintercept.com/2018/04/07/a-prisao-de-lula-e-politica/) todos os ritos jurídicos possíveis e imagináveis com o intuito claro de impedir sua candidatura. E não se trata de opinião dizer que o Judiciário atuou para influenciar as eleições, mas da realidade dos fatos. Enquanto outras oito determinações de prisão de réus da Lava Jato do Paraná levaram entre 18 e 30 meses (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/04/ordem-de-prisao-de-lula-e-a-mais-rapida-entre-reus-soltos-da-lava-jato.shtml) para serem expedidas, a de Lula levou apenas nove.

O judiciário influenciou esta eleição especialmente na reta final. Toffoli e Fux driblaram as regras internas do STF e rasgaram a Constituição para impedir que a Folha entrevistasse Lula na prisão, em um caso evidente de censura (https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/10/proibir-entrevista-de-lula-a-folha-e-censura-previa-diz-relator-da-oea.shtml) prévia à imprensa. Na mesma semana, Toffoli aproveitou (https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2018/10/03/golpe-militar-de-64-nao-e-simples-movimento-dizem-juizes.htm) também para chamar o golpe militar de “Movimento de 64″ — um rebatismo que envergonha qualquer democrata e enche de orgulho qualquer cabo eleitoral de bostanazi.

Faltando poucos dias para a eleição, às vésperas do debate da Globo, Sérgio Moro resolveu quebrar o sigilo da delação de Antonio Palocci — aquela que havia sido rejeitada pelo MP por falta de provas. As sucessivas ações estratégicas de Sérgio Moro, com evidente intenção política, não espantam mais ninguém. Quem ousará contestar o juiz de primeira instância que, assim como bostanazi, se tornou um dos heróis dos nossos tempos?

Integrantes do Ministério Público também militaram firme nessa eleição. A três dias da eleição, na boca da urna, o MPF pediu a condenação de Lula na ação penal envolvendo o Instituto Lula. O procurador do Power Point Deltan Dallagnol não viu problema em divulgar nas suas redes o site Ranking dos Políticos, uma plataforma que supostamente ajuda a escolher candidatos que não estão envolvidos em corrupção, mas que, como já contei aqui (https://theintercept.com/2018/08/05/atencao-eleitor-nao-caia-no-engodo-chamado-ranking-dos-politicos/) nesta coluna, usa critérios que colocam apenas políticos de direita nas primeiras posições do ranking. A TV Band chegou a veicular uma propaganda do ranking nas vésperas da eleição.

Tudo isso seria tratado como escândalo em qualquer democracia séria, mas nós já estamos acostumados com esse faroeste tropical. Boa parte da mídia, inclusive, trata com naturalidade esse ativismo judicial. O fato inegável é que esse conjunto de ações por parte do Judiciário e do MP na reta final favoreceram de algum modo a candidatura bostanazi. Parece que a Lava Jato tem um candidato para chamar de seu. Não deve ser à toa que Marcelo Bretas curte os posts de bostanazi (https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,marcelo-bretas-curte-publicacoes-de-bostanazi-nas-redes-sociais,70002425863), enquanto a esposa de Moro faz uma militância bolsonarista velada (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/10/mulher-de-moro-faz-campanha-nas-redes-pelo-voto-consciente.shtml), que não engana nem os mais bobinhos.

Major Olímpio, braço direito de bostanazi, deputado federal e candidato ao Senado pelo PSL, estava preparando um golpe (https://oglobo.globo.com/brasil/comando-do-exercito-informou-agu-sobre-plano-de-juiz-de-recolher-urnas-na-vespera-das-eleicoes-23117106) em conluio com um juiz federal para que as urnas eletrônicas fossem recolhidas na véspera da eleição. O secretário popular de Olímpio propôs uma ação popular questionando a segurança das urnas e pedindo que “seja declarado inválido o atual sistema de votação”. O juiz que participou da armação chegou a ir ao Quartel General do Exército em Brasília para explicar como seria o plano aos militares. O golpe foi descoberto, e o juiz afastado pelo Conselho Nacional de Justiça. O caso era para ter sido tratado como um gravíssimo atentado contra a democracia, mas passou apenas lateralmente na grande imprensa. Em nome de uma suposta neutralidade, boa parte do jornalismo se omitiu diante de tantos absurdos e deixou de defender a democracia. Nós estamos mesmo nos acostumando com isso.

Empresários não pensaram duas vezes antes de descumprir a lei para conseguir votos para o candidato do PSL. Além do caso explícito do dono da Havan (https://theintercept.com/2018/10/02/havan-voto-cabresto/), que constrangeu seus funcionários e praticamente os obrigou a votar em bostanazi, há diversos outros relatos de prática de voto de cabresto por parte de empregadores em todo o país. Parece que a lei no Brasil existe para ser descumprida. É admirável que o principal argumento desses empresários para apoiar bostanazi seja o combate à corrupção.

Depois de ficar um tempo estagnado nas pesquisas, bostanazi voltou a crescer a partir do último fim de semana. Ao que parece, essa retomada de crescimento das intenções de voto se deve à intensificação das fake news (https://blogs.oglobo.globo.com/bernardo-mello-franco/post/mentirada-que-influencia-urna.html) no WhatsApp — que virou uma espécie de deep web brasileira — e também ao apoio de Edir Macedo, que colocou as igrejas para pedir voto para bostanazi e mobilizou a TV Record em seu favor.

Boatos sempre existiram em tempos de eleição, mas a forma com que a candidatura de bostanazi se dedicou a isso difere de qualquer outra coisa que já vimos no Brasil. Tendo a campanha de Donald Trump como referência, a campanha bolsonarista não apenas alimentou indiretamente a indústria de fake news (https://blogs.oglobo.globo.com/bernardo-mello-franco/post/mentirada-que-influencia-urna.html) contra os adversários, mas os próprios integrantes da campanha foram porta-vozes das notícias falsas, sem nenhum constrangimento de mentir publicamente.

Carlos bostanazi publicou em suas redes sociais uma notícia falsa que dizia que o TSE enviou os códigos de segurança das urnas eletrônicas para a Venezuela, colocando uma nuvem de dúvida na cabeça do eleitor sobre a lisura da votação. O filho de bostanazi teve tanta certeza da impunidade que nem apagou a mentira. No dia da votação, Flávio bostanazi publicou (https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/eleicoes/2018/10/07/tse-esta-apurando-denuncia-de-filho-de-bostanazi-sobre-fraude-em-urna.htm) um vídeo que mostrava uma urna votando automaticamente em Haddad. No debate da Rede TV, o senador Magno Malta falou (https://www.youtube.com/watch?v=wTaG8AGQbHY) em rede nacional que o filho de Lula é proprietário de uma lancha R$ 32 milhões enquanto falava sobre corrupção. Não estamos falando apenas de robôs virtuais contratados para espalhar mentiras, mas da própria campanha do bostanazi que faz isso de forma pública, sem disfarces. São políticos com mandato, candidatos à reeleição, que mentem com a intenção de prejudicar adversários e desestabilizar a democracia.

Um levantamento da Agência Lupa (https://epoca.globo.com/cristina-tardaguila/dez-noticias-falsas-com-865-mil-compartilhamentos-lixo-digital-do-1-turno-23129808) aponta que as 10 notícias falsas mais populares tiveram juntas 865 mil compartilhamentos no Facebook desde agosto. Todas elas são a favor de bostanazi ou contra seus concorrentes. Portanto, parece que não houve uma guerra de disseminação de boatos entre as candidaturas, mas um massacre por parte da campanha do candidato do PSL.

O TSE, que devia zelar pela credibilidade do processo eleitoral, se calou diante de todos esses absurdos. Em junho deste ano, o presidente do tribunal Luiz Fux anunciou (http://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2018-06/fux-defende-combate-noticias-falsas-e-diz-que-podem-anular-eleicoes) que seria implacável com os boatos durante a campanha: “Por que fiscais podem tirar propagandas infamantes do meio da rua e nós não vamos combater as fake news? Ninguém tem liberdade de expressão para publicar notícia falsa que cause dano irreparável a uma candidatura”. Ao que parece, o próprio anúncio se trata de uma fake news (https://theintercept.com/2018/10/05/fake-news-tse/), já que pouco ou quase nada foi feito para impedir a pororoca de mentiras desta eleição. À época, Fux disse ainda que a eleição poderia ser anulada se ficasse comprovado que “ela foi objeto de massificação de fake news”. Não há dúvidas que ela foi, mas é mais fácil acreditar na declaração de bens de bostanazi para a justiça eleitoral do que na anulação do pleito.

Fux foi um leão para impedir a entrevista de Lula, mas dificilmente repetirá a postura quando for tratar da indústria de mentiras que influenciaram o processo eleitoral. É que, ao que parece, nossos togados interpretam a Constituição “em sintonia com o sentimento social”, como diria Barroso. E nós sabemos qual é o espírito dos nossos tempos.

bostanazi começou a campanha isolado politicamente, mas terminou o primeiro turno agregando forças importantes da sociedade. A possibilidade cada vez mais real de uma vitória trouxe muita gente para o seu barco. bostanazi não é mais o bufão solitário que conta apenas com apelo popular e de meia dúzia de militares. As forças conservadoras que gravitavam em torno do PSDB migraram para ele.

O establishment aos poucos foi abraçando o candidato do antiestablishment. Basicamente as mesmas forças que se uniram para apoiar o golpe de 1964 estão hoje ao lado de bostanazi. Fiesp (https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,skaf-declara-apoio-a-bostanazi-no-segundo-turno-contra-o-pt,70002532747), mercado financeiro (https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/02/politica/1538432558_436000.html), igrejas (https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,bostanazi-recebe-apoio-de-lideres-evangelicos,70002527014), Forças Armadas (https://gauchazh.clicrbs.com.br/politica/noticia/2018/10/apoio-a-bostanazi-nas-forcas-armadas-cresce-mas-com-ressalvas-cjmtkle8201uz01pi6xcg0h17.html) e setores da mídia (https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/05/politica/1538709789_434443.html) estão apoiando a candidatura que se vendia como a única com condições morais de lutar contra tudo-o-que-está-aí. É mais uma fake news. bostanazi é, entre todos os candidatos, o que tem a carreira política mais marcada pelo fisiologismo. O cara que se apresenta hoje como o messias que nos livrará do fantasma do comunismo já defendeu Hugo Chávez, apoiou um comunista no comando das Forças Armadas e já pediu voto para Ciro e Lula. Tudo em nome de interesses partidários. Trata-se de uma farsa com alto potencial para destruir o que resta da nossa já combalida democracia.

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Receita para fraudar uma eleição

Vai uma receita de bolo aí?

Receita para fraudar uma eleição

As eleições brasileiras são um jogo de cartas marcadas, onde os interesses da burguesia sempre prevalecem. Mas as eleições 2018 são um caso a parte que merecem um destaque.pelo requinte da fraude. Foram várias as medidas aplicadas pelos golpistas para legitimar a fraude. Aqui vai a receita para os interessados.

Passo a passo:

Primeiro você retira da disputa eleitoral o principal candidato, o mais votado, o mais popular, aquele que ganharia a eleição, mas que não é o “seu” candidato. A ausência dos votos dele facilitará e muito a manipulação de transferência dos votos no candidato do “seu” interesse.

É importante que para isso você contrate uma série de profissionais de diversas áreas como policiais, juízes, promotores, jornalistas, deputados e senadores para ajudarem na operação de maneira que tudo parece que foi feito dentro da lei.

Cancele o título eleitoral de alguns milhões de pessoas por motivos quaisquer com o objetivo de impedir que votos indesejados sejam transferidos para outros candidatos.

Convide para a “festa da democracia” uma instituição internacional para que ela ratifique a aparência de legalidade, pois quando a fraude for aplicada opiniões desse tipo são importantes. Não deixe de utilizar em seu favor os mesmos juízes e jornalistas que foram extremamente importantes para a operação de afastar o principal candidato.

Para garantir que nada saia do controle é extremamente importante a presença de uma força bruta que coloque ordem na operação fraudulenta. Para isso a presença de militares é indispensável. Caso alguma parte da operação saia do controle eles garantem a “lei e a ordem” da maneira que for necessária.

E para finalizar utilize um método de contagem de votos que seja facilmente manipulável, neste caso, indicamos um método eletrônico que pode ser fraudado sem que ninguém possa fiscalizar e controlar.

Boa fraude!

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Banqueiro, empresário e latifundiário: ministério de Bolsonaro é golpista e corrupto como o de Temer

Bostanazi = Temer piorado + Picolé de Chuchu 2.0

Banqueiro, empresário e latifundiário: ministério de bostanazi é golpista e corrupto como o de Temer

As críticas a Jair bostanazi, do PSL, não param. Contudo, a equipe de governo dele parece ser bem pior do que qualquer pessoa muito pessimista poderia imaginar. A composição é de banqueiros, empresários e latifundiários para “tocar” a gestão bostanazi.

Não se trata de gerir o País, mas de vendê-lo a preço de banana, como sonham alguns direitistas. Para isso foram escalados Alexandre Bettamio, que é presidente do Bank Of America como executivo da América Latina, João Cox (os sobrenomes entregam o objetivo) que é presidente do conselho de administração da empresa de telefonia TIM, além de Sérgio Eraldo de Salles Pinto, que faz parte da Bozanno Investimentos.

Por outro lado, Paulo Guedes será o responsável para tocar os planos econômicos dos golpistas que assumirão o Poder Executivo, caso bostanazi vença. Guedes deve colocar em prática o fim dos direitos trabalhistas, como vem sendo anunciado por políticos golpistas e por empresários interessados na volta da escravidão.

A equipe de bostanazi parece vinda de algum filme de horror, onde a cada passo alguém se depara com um monstro. Também por isso é preciso lutar contra o golpe de Estado, antes e depois das eleições, contra as medidas dos golpistas, pela liberdade imediata de Lula.

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Pra que eleição? FMI já tem seu próprio programa de governo para o Brasil

Pra que eleição? FMI já tem seu próprio programa de governo para o Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) já tem o seu programa para os brasileiros. O imperialismo; os bancos internacionais que deram o golpe no Brasil ainda estão descontentes com o governo Temer pois este falhou em implementar a reforma da Previdência, no entanto, já deixaram claro que realizar essa reforma não será uma escolha para o próximo governo, mas uma obrigação.

A crise econômica que vêm sofrendo os países desenvolvidos está cada vez mais crítica, por isso as medidas impostas para os países atrasados estão cada vez mais duras, e sua política cada vez mais golpeada pela burguesia internacional. Para firmar ainda mais a necessidade de acelerar a política de drenagem dos recursos brasileiros, o FMI lançou ontem o Panorama Econômico Mundial. O documento põe uma enorme ênfase na reforma da Previdência. Embora o monopólio da imprensa capitalista tente mascarar o óbvio – que o FMI está impondo as regras para o próximo governo – fica claro o aviso que o Fundo Monetário deixou. Devemos lembrar que os militares estão em cargos estratégicos do governo para entrar em ação caso o programa imperialista não entre em vigor imediatamente no Brasil.

Já ficou claro, por A mais B, que essas eleições não têm nada de democráticas, isso já era um fato quando Lula foi preso, porém continuamos com mais evidências de que o Brasil já não pode se dar o luxo de mascarar as ambições da burguesia com ares democráticos: perseguição e agressão de candidatos petistas, fechamento de sedes do PT e do PCdoB, apreensão de material de campanha, chantagens com o Fundo Eleitoral, restrição de campanha de rua, diminuição do tempo de televisão e duração da campanha eleitoral, cassação do Título de Eleitor de 3,4 milhões de Brasileiros, e agora uma imposição direta de qual deverá ser o programa para o próximo governo.

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Efeitos do golpe: extrema pobreza é recorde em 9 estados

Efeitos do golpe: extrema pobreza é recorde em 9 estados

Com o aprofundamento do golpe, ficam cada vez mais perceptíveis as mazelas que afetam a classe trabalhadora, oriundas de um governo golpista, controlado pela direita. Um exemplo é o avanço da condição de extrema pobreza em pelo menos nove estados do país, entre 2014 e 2017.

Segundo dados levantados pela empresa de consultoria Tendências, houve um aumento de 3,2 para 4,8% nos índices de pobreza. O embasamento de valores foi retirado do Plano Brasil Sem Miséria, que é referência do Programa Bolsa Família. O Nordeste é a região com maior número de famílias vivendo em situação de extrema pobreza, sendo os piores casos registrados no Maranhão. Os números são assustadores: mais de 12% da população local vive com renda domiciliar per capita inferior a R$85,00.

O crescimento mais rápido deste índice foi na Bahia. A região passou de 12ª no ranking para 3ª colocada. Percentualmente, o número de famílias que vivem em condições de extrema pobreza passou de 4,8 para 9,8%. Em Sergipe os valores também dobraram, passando de 4,1 para 8,9%.

De 2004 a 2013 os resultados eram consideravelmente mais positivos. Uma das razões era o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que aumentava, em média, 4% ao ano. Já com a consolidação do golpe, a piora a condição de vida da população foi notável. De 2014 a 2017 os índices e extrema pobreza alavancaram de 5,3 para 10,9%.

Outra situação alarmante também foi perceptível no Rio de Janeiro. Em 2014 as famílias em situação de extrema pobreza representavam 1,4% da população local. Depois do golpe, em 2017, o número passou para 3,5%. É importante lembrar que o inferno vivido pelos cariocas só aumenta, principalmente com a intervenção militar, que massacra a classe trabalhadora.

Os índices apresentados são apenas um reflexo do quanto o golpe afeta a classe trabalhadora, favorecendo apenas a burguesia. Nesse sentido a mobilização popular se faz fundamental para que a atuação dos golpistas seja barrada definitivamente.

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A próxima depressão

Importante artigo sobre a próxima crise mundial que está por vir.

A próxima depressão

10 de Outubro de 2018, por Chris Hedges

Durante a crise financeira de 2008, os bancos centrais do mundo inteiro, incluindo o Federal Reserve dos EUA, injetaram milhares de milhões de dólares no sistema financeiro mundial. Este dinheiro falsificado criou uma dívida mundial de 325 mil milhões de dólares, ou seja, mais do triplo do PIB mundial. Este dinheiro falsificado foi entesourado pelos bancos e pelas grandes empresas, emprestado por esses bancos a taxas de juro usurárias, utilizado para o serviço de dívidas insustentáveis ou para resgatar ações, para grande benefício das elites que arrecadaram milhões. O dinheiro assim falsificado não foi investido na economia real. Não foram fabricados nem vendidos quaisquer produto. Os trabalhadores não acederam à classe média com receitas, assistência social e reformas vitalícias. Não foi lançado nenhum projeto de infraestruturas. O dinheiro assim fabricado alimentou novas bolhas financeiras colossais, criadas sobre a dívida e cobertas por um sistema financeiro em ruínas e condenado ao fracasso.

O que é que desencadeará o próximo colapso? Os 13,2 mil milhões de dólares de dívidas insustentáveis das famílias americanas? A dívida insustentável de 1,5 mil milhões de dólares dos estudantes? Os milhares de milhões que Wall Street investiu na fracturação hidráulica, setor que gastou mais 280 mil milhões de dólares do que o gerado nas suas operações? Quem sabe. O que é certo é que é inevitável uma derrocada financeira mundial, que eclipsará o colapso de 2008. Desta vez, com taxas de juro próximas do zero, as elites não têm nenhum plano de salvação. A estrutura financeira vai desintegrar-se. A economia mundial vai entrar numa espiral mortífera. Receio que o furor duma população traída e empobrecida vá reforçar os demagogos de direita que prometem a vingança contra as elites mundiais, a renovação da moral, o regresso às raízes duma época mítica em que os imigrantes, as mulheres e as pessoas de cor sabiam o seu lugar e, por fim, um fascismo cristão.

A crise financeira de 2008, como sublinha Nomi Prins, economista e colaboradora de Truthdig , "transformou os bancos centrais numa nova classe de mandatários do poder". Pilharam as riquezas nacionais e amontoaram biliões para se tornarem política e economicamente imprescindíveis. No seu livro – Collusion: How Central Bankers Rigged the World [ Conluio: Como os banqueiros centrais defraudaram o mundo , NT] – ela escreve que os banqueiros centrais e as maiores instituições financeiras do planeta se dedicam a manipulações fraudulentas nos mercados mundiais e fabricam o que ela chama "moeda falsa", para encher bolhas especulativas e delas retirar um lucro a curto prazo, empurrando-nos para um "perigoso precipício financeiro".

"Antes da crise, andavam 'em piloto automático', em especial o Federal Reserve, que, supostamente, é o principal regulador dos grandes bancos nos Estados Unidos", declarou Nomi Prins aquando do nosso encontro em Nova Iorque. "Com este comportamento, o Federal Reserve tem a terrível responsabilidade da crise financeira. Passou a ser desreguladora em vez de reguladora. No rescaldo da crise financeira, a solução que foi proposta para salvar a economia de uma grande depressão ou de uma recessão, qualquer que fosse a terminologia do momento, foi fabricar dólares virtuais aos biliões".

De acordo com investigadores da Universidade do Missouri , o Federal Reserve confiou cerca de 29 bilhões de dólares desse dinheiro falsificado a bancos americanos. Vinte e nove bilhões de dólares ! Teríamos podido oferecer escolaridade gratuita a todos os estudantes ou serviços de saúde gratuitos universais, restaurar as nossas infraestruturas em ruínas, fazer a transição para uma energia limpa, anular a dívida dos estudantes, aumentar os salários, salvar proprietários super endividados, criar bancos públicos para investir com juros baixos nas nossas coletividades, garantir um rendimento mínimo para toda a gente, criar um vasto programa de criação de empregos para os desempregados e para as pessoas com subempregos. Dezasseis milhões de crianças deixariam de ir para a cama de barriga vazia. Os doentes mentais e os sem-abrigo – calcula-se que há 553 742 norte-americanos sem abrigo , todas as noites – não ficariam na rua ou fechados nas prisões. A economia recuperaria. Em vez disso, 29 bilhões de dólares de dinheiro fabricado foram entregues a escroques da finança que estão em vias de os fazer desaparecer na quase-totalidade e de nos mergulhar numa depressão comparável à do colapso mundial de 1929 .

Kevin Zeese e Margaret Flowers escrevem no sítio da Internet Popular Resistance: "Um sexto deste montante podia oferecer um rendimento de 1000 dólares por mês, o que custaria 3,8 bilhões de dólares por ano, duplicar as prestações da segurança social para as elevar a 22 000 dólares por ano, o que custaria 662 bilhões, oferecer 10 000 dólares de prémio aos professores do ensino público americano – 11 bilhões – instituições de ensino superior gratuitos para todos os diplomados do secundário – 318 bilhões – assim como jardins de infância para todos – 28 bilhões. A melhoria da segurança na doença e a sua abertura a toda a gente permitiria à nação economizar milhares de milhões de dólares em 10 anos".

Uma cláusula de emergência da Lei do Federal Reserve, de 1913, permite que o Federal Reserve (FED) forneça liquidez a um sistema bancário em dificuldade. Mas a Reserva Federal não se limitou à criação de algumas centenas de milhares de milhões de dólares. Inundou os mercados financeiros por uma criação monetária insensata. Teve como efeito dar a impressão de que a economia havia sido relançada. Foi o caso para os oligarcas, que, ao contrário de nós, tiveram acesso a esse dinheiro.

O FED pôs as taxas de juro quase a zero. Certos bancos centrais europeus instauraram taxas de juro negativas , ou seja, pagavam aos emprestadores para que estes aceitassem endividar-se. A Reserva Federal, com um hábil jogo de contabilidade, até permitiu aos bancos em dificuldade que contraíssem empréstimos a juros zero, para comprar Títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Depois, os bancos restituíam esses títulos ao FED que lhes pagava 0,25% de juros. Em resumo, o FED emprestou dinheiro aos bancos a uma taxa de juro praticamente nula, e depois o FED pagou-lhes juros sobre o dinheiro que lhes tinha emprestado. O FED também resgatou ativos hipotecários sem valor e outros ativos tóxicos aos bancos. Como as autoridades do FED podiam fabricar todo o dinheiro que quisessem, pouco importava como é que o gastavam.

"É como ir a uma venda de garagem e dizer: "Quero aquela bicicleta sem rodas. Pago 100 000 por isso. Porquê? Porque o dinheiro não é meu", disse Prins.

"Esta gente viciou o sistema", disse ela, em relação aos banqueiros. "Há dinheiro fabricado no topo. É utilizado para inflacionar os ativos financeiros, incluindo as ações. Isso deve vir de qualquer parte. Como o dinheiro é barato, há mais empréstimos para as empresas e pelo governo".

"Onde vão buscar dinheiro para o reembolso?" perguntou ela. "À nação, à economia. São vocês que captam o dinheiro da economia real e dos programas sociais. São vocês que impõem a austeridade".

Dado o montante estarrecedor da criação monetária que terão de reembolsar um dia, os bancos não têm outra hipótese senão emprestar de qualquer modo. É por isso que, quando estamos a descoberto no nosso cartão de crédito, a taxa de juro salta para 28%. É por isso que, se declaramos falência pessoal, ficamos responsáveis pelo empréstimo a estudantes, isto enquanto um milhão de pessoas por ano deixam de pagar os seus empréstimos a estudantes, e a taxa de incumprimento destes empréstimos deverá atingir 40% daqui a 2023. É por isso que os salários estagnam, ou mesmo baixam, enquanto os preços, quer se trate de cuidados de saúde, de produtos farmacêuticos, de despesas bancárias ou de serviços públicos de base, sobem em flecha. A dívida imposta cresce para alimentar a besta até que, como no caso da crise hipotecária dos subprimes , o sistema predador sucumba devido a falências de grande dimensão. Por exemplo, como para todas as bolhas financeiras, um dia as previsões extremamente otimistas dos benefícios de indústrias como a da fracturação hidráulica, deixarão de ser uma justificação aceite para continuar a injetar fundos nas empresas em dificuldade, oprimidas por dívidas que nunca poderão reembolsar.

"As 60 maiores sociedades de prospeção e de produção não geram receitas de vendas suficientes para cobrir as suas despesas de exploração e de investimento", escreve Bethany McLean no artigo intitulado The Next Financial Crisis Lurks Underground [A próxima crise financeira espreita debaixo do chão, NT] publicado no New York Times, a propósito desta indústria em declínio. "Em média, entre meados de 2012 e meados de 2017, registaram em conjunto um défice trimestral de 9000 milhões de dólares".

O sistema financeiro mundial é uma bomba-relógio. A questão não é saber se ela vai explodir, mas quando é que vai explodir. Quando isso acontecer, os especuladores mundiais já não poderão utilizar a criação monetária para fazer face ao cataclismo, o que provocará um desemprego generalizado, preços caros para os produtos importados e para os serviços mais essenciais, assim como uma desvalorização que fará com que o dólar não sirva para quase nada, porque será abandonado enquanto divisa de reserva mundial. Esse tsunami financeiro transformará os Estados Unidos, que são já uma democracia em bancarrota, num estado policial autoritário. A vida não valerá grande coisa, sobretudo a dos mais vulneráveis – trabalhadores sem documentos, muçulmanos, pobres de diversas etnias, raparigas e mulheres, anticapitalistas e anti-imperialistas que serão catalogados como agentes de potências estrangeiras – que vão ser diabolizados e perseguidos enquanto responsáveis pelo colapso. As elites, numa tentativa desesperada de se agarrar ao seu poder sem freios e à sua riqueza obscena, desmantelarão o que restar dos Estados Unidos.

[*] Chris Hedges é jornalista, vencedor do Prémio Pulitzer.

O original encontra-se em www.truthdig.com/articles/conjuring-up-the-next-depression/ .

Tradução de Margarida Ferreira.

Este artigo encontra-se em https://resistir.info/ .

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Urnas eletrônicas colocam bolsonarista desconhecido no Senado para atacar o patrimônio nacional

Urnas eletrônicas colocam bolsonarista desconhecido no Senado para atacar o patrimônio nacional

As eleições se demonstraram claramente fraudulentas. A burguesia conseguiu, por meio das manobras mais mafiosas, por meio do controle totalmente arbitrário da burguesia sobre o processo, que teve o judiciário, a polícia e a extrema-direita como setores mais atuantes para reprimir todo tipo de crescimento eleitoral da esquerda durante todo esse processo. Além disso, houveram várias denúncias de pessoas impedidas de votar, de urnas que não haviam determinados candidatos, urnas que não funcionavam de forma normal e assim por diante – tudo isso indicando uma gigantesca fraude orquestrada pela burguesia.

Em São Paulo, essa manobra ficou muito clara quando a direita tirou do senado o candidato petistas Eduardo Suplicy, um político altamente conhecido em São Paulo que agrada tanto os setores mais pobres da população quanto a classe média alta, inclusive de direita. O candidato petista que estava em primeiro colocado nas pesquisas eleitorais da própria burguesia conseguiram colocá-lo atrás de dois políticos golpistas, da direita tradicional do PSDB e o Major Olímpio, do partido do bostanazi (PSL).

O tal Major Olímpio, colocado no Senado – e é preciso bater na tecla – por meio de uma gigantesca fraude nacional, que inclusive colocou-o como senador mais votado de São Paulo, já deu declarações típicas de um bolsonarista – um fascista totalmente vendido ao imperialismo e aos interesses da grande burguesia estrangeira. O futuro senador bolsonarista disse que a prioridade de seu mandato no congresso serão: a redução da maioridade penal, a venda de reservas indígenas e a retomada de um projeto para extinguir as torcidas organizadas.

Quer dizer, no quesito das terras indígenas, o projeto dele é vender as terras do território brasileiro para setores da burguesia estrangeira que explora o país de forma parasitária, no sentido de esfolar as terras e a economia brasileira, entregando-a para setores cujo próprio lucro no ajuda em nada o desenvolvimento brasileiro pois o lucro será investido nos países de onde pertencem essa própria burguesia, isto é, os Estados Unidos, a Alemanha, a Itália, a França e assim por diante, os principais exploradores dos povos e países oprimidos.

Os outros pontos comentados pelo Major, a redução da maioridade penal e das torcidas organizadas, também são profundamente reacionários e contrários aos interesses da população brasileira. Primeiro, pois tratam-se de maneiras de atacar profundamente a população brasileira, aumentando a repressão contra a população pobre, trabalhadora e negra, ou seja, a maior parte da sociedade. O programa dele, abaixando a idade para a pessoa ser presa, é uma forma de prender ainda mais gente, em um país onde mais da metade da população é presa sem nenhum tipo de provas, de forma totalmente arbitrária e ilegal.

Já na questão do futebol, um dos maiores patrimônios culturais da população brasileira. A ideia do Major vai em total convergência com a política do imperialismo de destruição do futebol brasileiro, em defesa dos interesses da máfia européia sobre o futebol. Justamente nesse momento, existe uma unificação do imperialismo para atacar o futebol brasileiro, como foi visto na copa do mundo, com as manobras para impedir a melhor seleção da copa de ganhar a taça, as campanhas na imprensa burguesa contra Neymar e Tite e assim por diante. No cenário nacional, estes ataques se dão justamente pelos políticos da direita que atacam as organizações no estádios de futebol, de forma a impedir as manifestações políticas, a festa das torcidas e esvaziando os estádios, por meio não só de repressão, como também aumentando o preço dos ingressos e etc.

Portanto, vê-se bem de qual forma os “patriotas” da extrema-direita e dos fascistas que se vendem totalmente aos interesses daqueles que mais querem a exploração e destruição do patrimônio brasileiro: o imperialismo. Não é de se espantar já que o próprio bostanazi e os bolsonaristas batem continência à bandeira norte-americana, apoiam o golpe no Brasil de 1964, financiado pelos imperialistas, além também de todas essas destruições e o atual golpe que também é financiado pelo imperialismo. Estes são os “patriotas” brasileiros, que usam as cores da bandeira do país que eles tanto odeiam.

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Especialista da ONU: campanha enganosa sobre direitos humanos é pretexto para derrubar Maduro

Especialista da ONU: campanha enganosa sobre direitos humanos é pretexto para derrubar Maduro

Da redação – Alfred-Maurice de Zayas, especialista independente da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgou análise da situação social, política e econômica da Venezuela em entrevista à jornalista Madelein García (Telesur), publicada no Twitter nessa segunda-feira (9).

Ele deixa bem claro que o alarde criado contra o governo venezuelano e uma suposta “crise humanitária” é, na verdade, um pretexto para a destruição do governo Nicolas Maduro por parte do imperialismo representado pela posição oficial da ONU, por ONGs associadas ao governo dos EUA, pelo próprio governo norte-americano e pela imprensa internacional.

“Aqui vemos uma situação de um assédio incrível (…) quer dizer, usam o pretexto dos direitos humanos para derrubar o senhor Maduro, sem perceber que esse uso dos direitos humanos como uma arma, implica a destruição da dignidade humana, implica a destruição do mesmo conceito dos direitos humanos” denuncia Zayas após passar catorze dias em solo venezuelano, no final de 2017.

(cont.)

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São Paulo não é de direita, isso é uma mentira para justificar a fraude

São Paulo não é de direita, isso é uma mentira para justificar a fraude

Após o balanço das eleições, a imprensa burguesa vem tentando disseminar a ideia de que o Estado de São Paulo é de direita e que seus eleitores têm uma certa adoração aos governos espoliadores do povo. Diante desse propósito, vale aqui, expor as verdadeiras contradições acerca dos resultados eleitorais, da subsequente ramificação da direita no aparato eleitoral e na superestrutura do Estado.

Na década de 1970, São Paulo foi o palco do movimento sindical operário que surgira de intensas lutas no seio da luta de classes, culminando no chamado Novo Sindicalismo; – tentativa essa de pôr a cabo o sindicalismo amarelo da Era Vargas, e, buscando desta forma, romper com a burocracia do Estado e elevar a luta de classes sob uma perspectiva independente.

Nos anos subsequentes, os resultados da intensificação da luta de classes tiveram como fruto a criação do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em 1983, e a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), em 1986.

Em 1978, foi deflagrada em São Bernardo do Campo – SP a primeira greve deste período, quando 100 operários de uma fábrica de ônibus e caminhões, cruzaram os braços em frente às máquinas. Uma semana depois, todos os 1800 operários da Saab-Scania já haviam aderido à greve, além de outros operários de 23 outras empresas.

No decurso das mobilizações impulsionadas pela classe operária, o governo militar foi dando sinais de enfraquecimento, e – mostrando-se incapaz de conter o avanço da mobilização popular; caído em 1985. Neste ínterim, justamente no ABC paulista, surge a figura mais popular do movimento sindical brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, o líder mais carismático da esquerda brasileira, – que por consequência de seu próprio poder de mobilização –, está encarcerado em Curitiba; tudo para garantir os abjetos planos da direita que desde sempre apoiou a ditadura militar, aliando-se ao imperialismo no intuito de colocar em marcha todos os projetos de entrega das riquezas da nação em troca de migalhas perante suas pretéritas condições de vassalagem.

Por consequência dos resultados eleitorais, a direita vem afirmando copiosamente que São Paulo tem um caráter direitista, justamente para encobrir toda a panaceia articulada nos bastidores da corrida pela posse do trono burguês, a fraude.

Além do conluio com os principais meios de comunicação – que não escondem o seu espúrio proselitismo, e com os grandes capitalistas – que transferem enormes somas de capital para os partidos direitistas, a intelligentsia burguesa goza de pleno apoio do Estado (TSE, STF, TRE) – onde através de chicanas jurídicas, impedem os setores mais combatentes de denunciarem as eleições mais fraudulentas da história.

O plano engendrado pelos golpistas, visa apenas, a superexploração da força de trabalho e a imposição da carestia aos mais oprimidos. Não obstante, mesmo com a gigantesca máquina burocrática na mão, a burguesia tem tido muita dificuldade em consolidar seus representantes, como é o caso de Geraldo picolé de chuchu (PSDB), que em São Paulo atingiu míseros 9,53%, perdendo mesmo para Fernando Haddad (PT), que angariou 16,39% dos votos.

Considerando a projeção do plano golpista e a intensificação da propaganda anti-petista, o saldo para os algozes tucanos não têm sido nada positivo. Segundo pesquisa realizada pelo Datafolha (6/10), quase metade do eleitorado do tucano diz que apoiará Haddad no 2º turno contra o filisteu Jair bostanazi (PSL).

Devido ao fato do eleitorado de São Paulo ser muito grande, a tentativa de dissimular a realidade – que consiste na fraude eleitoral –, representa para a direita uma possibilidade de recrudescer a política à direita, uma vez que o centro financeiro do país pode desequilibrar as eleições.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), frente ao total de 147.302.354 eleitores brasileiros, o Estado de São Paulo se configura como o maior colégio eleitoral do país, concentrando cerca de 33.040.411 de eleitores, ou seja, 22,4% do total nacional, sendo a maior parte formada por mulheres. Liderando a concentração de eleitores, destaca-se a capital, responsável por mais de 9 milhões de eleitores; em seguida vem Campinas, com quase 850 mil.

Com a criação do meme de que São Paulo seria “de direita”, esconde-se o verdadeiro caráter do movimento político – encabeçado pelos golpistas. Uma vez que a base material de sustentação do golpe demonstra sua clara debilidade e profunda contradição, sua expressão ideológica repete as mesmas condições.

Nesse sentido, a mobilização popular, denunciando toda a fraude eleitoral, consiste – para a classe trabalhadora –, na ferramenta mais imprescindível para a derrubada do golpe. Enquanto os golpistas se esmeram em aprofundar os ataques ao povo – colocando em primeiro plano as exigências do capital internacional, a classe trabalhadora tem sido covardemente acossada pelas instituições burguesas e pelo aparato repressivo do Estado. Sendo assim, resta a classe trabalhadora a utilização da arma mais eficiente contra a burguesia, a organização.

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Fraude a jato no RJ: candidato de Moro e Bolsonaro salta 30 pontos em 24 horas

Fraude a jato no RJ: candidato de Moro e bostanazi salta 30 pontos em 24 horas

Os resultados das eleições para governador no Rio de Janeiro confirmam que as eleições burguesas não são confiáveis, para dizer o mínimo.

O candidato que passou para o segundo turno em primeiro lugar, Wilson Witzel (PSC) esteve apagado nas pesquisas e longe dos holofotes da imprensa e da opinião pública durante toda a campanha. Embora essas pesquisas também não sejam confiáveis, são utilizadas pela direita para nortear suas estratégias de ação na tentativa de manipular as pessoas e canalizar os votos de acordo com seus interesses.

Na última semana antes das eleições, o candidato do PSC, ex-juiz Witzel, reafirmou seu apoio à candidatura de bostanazi, participando dos atos pró bostanazi, posando para fotos ao lado de fascistas e candidatos ao congresso federal pelo PSL que quebraram a placa com o nome da Rua Marielle Franco (https://www.terra.com.br/noticias/eleicoes/witzel-estava-ao-lado-de-politicos-do-psl-que-rasgaram-homenagem-a-marielle,cc18937597ba07f0eaff279d307850111pdyx630.html) e recebeu um imenso apoio dos candidatos do PSL e fundamentalmente dos filhos do candidato Jair bostanazi.

Além desse apoio de “última hora”, Wilson Witzel também teve seu nome veiculado nos meios evangélicos, e em diversas igrejas os pastores passaram orientação explícita para que o voto fosse feito no que apelidaram de “W20” e “B17” em nome da família e dos bons costumes.

Todas essas manobras criam junto aos eleitores uma tentativa de explicar o crescimento exponencial do candidato, que viu as intenções de votos em sua candidatura passar de 4% no dia 20/09 segundo o instituto data folha, para 42% dos votos válidos após a apuração dos votos.

O fato que precisamos denunciar é que essa virada no cenário eleitoral em tão pouco tempo, desnuda uma enorme fraude, deixando claro o papel decisivo do judiciário no processo das eleições no Rio de Janeiro.

O ex-juiz Witzel é amigo pessoal do braço forte da lava jato no Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, e do juiz Sérgio Moro, responsável pela condenação arbitrária e injusta do companheiro Lula no caso do triplex.

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Análise: “surpresas” na eleição sempre tiram votos da esquerda e dão votos para a direita

Análise: “surpresas” na eleição sempre tiram votos da esquerda e dão votos para a direita

Os “analistas” contratados pela imprensa golpista estão até agora tentando explicar as “surpresas” direitistas que as urnas eletrônicas indicaram como vencedores nas eleições de 2018.

Em Minas Gerais, o candidato do partido Novo, Romeu Zema, que um dia antes da eleição estava em terceiro lugar nas pesquisas, terminou em primeiro, aumentando em mais de 20% a quantidade de votos, em relação a pesquisa de intenção de votos.

Dilma Rousseff do PT, que liderou as pesquisas de intenção de votos para o Senado em Minas Gerais desde o dia que anunciou sua candidatura, perdeu mais de 20% de votos na boca de urna, ficando em quarto lugar nas eleições, sendo que não existiu campanha de boca de urna nas eleições desse ano.

No Rio de Janeiro, outra “surpresa” foi o desconhecido direitista Wilson Witzel do PSC (Partido Social Cristão) que quase ganha a eleição ao governo do Estado carioca no primeiro turno, com 41,28% dos votos, sendo que até o dia da eleição, o candidato “surpresa” nunca foi apontado pelas pesquisas eleitorais como um possível vencedor do pleito, sempre atrás de outros candidatos mais conhecidos, como Garotinho e Romário, outro “fenômeno” eleitoral que vence 24 horas antes das urnas eletrônicas serem abertas.

Em São Paulo, que já é tradicional os candidatos da direita ganhar as eleições no dia da eleição, tendo desafiando até as pesquisas eleitorais mais favoráreis as suas candidaturas, a fraude eleitoral aprontou novamente contra o PT e o conhecidíssimo ex-senador Eduardo Suplicy, em favor da direita.

Eduardo Suplicy do PT, que liderou as pesquisas de intenção de votos desde o primeiro dia de sua candidatura, perdeu a eleição no Senado, no dia da eleição, para dois desconhecidos direitistas, Mara Gabrilli do PSDB e Major Olimpio do PSL, um resultado impossível de até os “analistas” golpistas da imprensa venal brasileira conseguir apresentar qualquer tipo de explicação.

Em 2014, as urnas eletrônicas desafiando as pesquisas eleitorais, conseguiram derrotar Eduardo Suplicy, colocando-o atrás do odiado José Serra do PSDB, mas nesse caso, ainda poderia se confundir, pois era apenas uma vaga e apresentar a vitória de José Serra como expressão da máguina eleitoral do PSDB, no entanto em 2018, com duas vagas em disputa, o resultado “surpresa” que tirou o petista Eduardo Suplicy do Senado, não dá para engolir.

É obvio que os “analistas” golpistas apresentaram uma explicação para a fraude, que vai desde a vontade do povo votar no político novo, que não está “envolvido” com corrupção, apesar de seus partidos serem os partidos da corrupção, do golpe, da venda do país.

Também tem explicações para desmoralizar a esquerda nacional como a de que o eleitor brasileiro é direitista, e de que em São Paulo, os trabalhadores são os mais direitistas do país, ou seja, gostam de privatização, apoiam a retirada de seus direitos etc. O que é um verdadeiro absurdo.

No final, analisando as “surpresas” eleitorais que desafiaram até os institutos de pesquisas que são controlados pelos próprios capitalistas, somente promoveram surpresas à favor dos candidatos de direita, e que sempre são os votos da esquerda que desaparecem, um fenômeno que se aprofundou com o aparecimento das urnas eletrônicas.

Para quem já participou de qualquer tipo de eleição, seja no movimento estudantil, sindical ou popular, sabe que não se muda a tendência de voto da esquerda para direita de um dia para o outro, na véspera de uma eleição, e que a variação é bem pequena, portanto a única explicação racional é que os votos da esquerda foram transferidos para direita através da fraude, do roubo e nada mais.

As eleições de 2018, que apresentaram os resultados mais absurdos de toda história, elegendo candidaturas desconhecidas, aberrantes, como Alexandre Frota, Janaína Paschoal, Major Olimpio, Romeu Zema etc, é a comprovação de que houve fraude eleitoral em todo país, a começar pela votação do fascista Jair bostanazi, que mesmo possuindo o maior índice de rejeição de todos os candidatos, cerca de 50% de rejeição, quase se elege no primeiro turno das eleições.

Diante disso, o população trabalhadora no Brasil não pode dar autoridade para esses verdadeiros inimigos do povo se apresentarem como representantes de seus interesses nas instituições do país, é necessário continuar a luta contra o golpe, pois o golpe continua acelerado e com a finalização dessa eleição fraudada, os ataques aos trabalhadores serão muito agressivos.

Lembrar sempre que o principal líder político do Brasil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi preso e proibido, de forma arbitrária, de ser candidato a presidência da República, pois tinha mais de 40% de intenções de voto em todos os Institutos de pesquisas, e por isso, a luta pela Liberdade de Lula faz parte da luta geral contra os golpistas.

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Não existe “onda bolsonarista”, existe onda de abstenções, nulos e brancos: 40 milhões não votaram

Não existe “onda bolsonarista”, existe onda de abstenções, nulos e brancos: 40 milhões não votaram

Depois do resultado do primeiro turno eleitoral, muitos têm afirmado acerca de uma suposta “onda bolsonarista” que teria contaminado a população, mas a verdade é que não existe tal onda no mundo real. bostanazi obteve 49 milhões de votos ao passo que as abstenções, votos nulos e votos em branco atingiram o patamar de 40 milhões de eleitores. Verificamos, pois, que se trata de mais uma falácia criada pela imprensa burguesa.

Em outras palavras, a maioria da população não votou em bostanazi ou não viu nele um candidato atrativo. Em verdade, nenhum dos candidatos foi capaz de atrair a maioria dos eleitores, posto que o único candidato que tem essa envergadura foi arbitrariamente excluído por um conjunto de medidas ilegais. Lula despontava com quase metade das intenções de voto quando foi preso antes do trânsito em julgado processual. Tinha enormes condições de ganhar no primeiro turno com o transcorrer da campanha.

Lula defendia um nacionalismo, tornando-o intragável aos golpistas, porém com amplo respaldo popular. Não à toa que as abstenções, votos nulos e votos em branco quase venceram o primeiro turno do certame eleitoral. Destarte, a denuncia da fraude eleitoral se torna cada vez mais imperiosa nesse vácuo eleitoral.

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Fraude: Aécio, odiado, é eleito; Dilma, com enormes comícios, não é

Fraude: cheirécio, odiado, é eleito; Dilma, com enormes comícios, não é

As eleições deste ano reforçaram aquilo que já se sabe: a fraude dos processos eleitorais, controlados pela burguesia.

Um dos exemplos desta fraude pode ser visto em Minas Gerais. A líder das pesquisas e ex-presidenta, democraticamente eleita por mais de 54 milhões de votos, Dilma Rousseff, perdeu a disputa ao senado, ficando em 4° lugar. Ela, que era cotada com 27,9% das intenções de voto, recebeu, supostamente, 2.658.852 votos.

Os vencedores foram Rodrigo Pacheco (DEM), com 20,54% dos votos e Carlos Viana (PHS), com 20,28%.

A burguesia elegeu, porém, o impopular cheirécio Neves a deputado federal na mesma região. Ele foi, supostamente, o 18° candidato mais votado no pleito, com, mais ou menos, 106 mil votos. O golpista, que visivelmente não foi escolhido pelo povo, foi inclusive hostilizado pela população quando foi votar, na tarde deste domingo, no Bairro de Lourdes, em Belo Horizonte.

Quando questionado sobre quem apoiaria no 2° turno das eleições, entre Fernando Haddad (PT) e Jair bostanazi (PSL), cheirécio disse que não iria se pronunciar, mas que jamais apoiaria o Partido dos Trabalhadores.

É importante ressaltar, mais uma vez, a fraude que é o processo eleitoral. Os resultados deste domingo demonstram o avanço da direita golpista no país, que só poderá ser derrubada através de amplas mobilizações populares, que são a única forma de garantir a conquista e o mantimento de direitos da classe trabalhadora.

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Fraude: não foi a vontade dos eleitores que prevaleceu, mas a “vontade” das urnas

Fraude: não foi a vontade dos eleitores que prevaleceu, mas a “vontade” das urnas

O resultado apresentado pela justiça eleitoral para as eleições do último domingo, se contrapuseram, e muito, até mesmo às pesquisas fraudulentas apresentadas poucas horas antes do pleito que, mesmo com toda a manipulação costumeira do processo eleitoral, chegar a mostrar variações de até 70% de diferença em relação ao que foi divulgado nas pesquisas apresentadas na véspera, pelos órgão que são vinculados aos principais monopólios da imprensa golpista como o Ibope/Globo-Estadão e o Datafolha/Folha de S. Paulo.

Com mil piruetas os “analistas”procuram explicar na TV tamanha “margem de erro”, alegando mudanças bruscas no estado de ânimo do eleitor, diante de uma campanha que – praticamente – não existia ou ainda atribuindo o resultado a um suposto apoio do candidato direitista Jair bostanazi, que praticamente não fez campanha nem para si mesmo, mas teria sido decisivo na eleição de supostos aliados.

Como mágica, elementos sem qualquer popularidade, sem campanha colossais, sem nada, saltaram da quarta ou quinta colocação para a liderança nas urnas.

Assim, elementos reacionários e que tinha dificuldade até para se elegerem deputados em eleições anteriores (não eram portanto “novos”ou elementos “de fora da politica” etc.) tornaram-se recordistas de votos como o ultra reacionário major Olímpio, senador eleito com mais de 9 milhões de votos, em São Paulo.

Não faltaram a ultrapassagem, sem qualquer motivação excepcional, de candidatos da esquerda que haviam se oposto ao golpe de estado, como a presidenta Dilma Rousseff, em Minas Gerais, do vereador Eduardo Suplicy, em São Paulo, e do senador Roberto Requião, no Paraná, todos com derrotas acachapante e na reta final, nas eleições para o Senado.

No Rio de Janeiro, mesmo com o apoio do ex-governador que figurou no segundo lugar das pesquisas, por mais tempo, e que se encontrava 48 h antes do pleito na segunda colocação na disputa para o governo, o senador Romário (Pode), foi ultrapassado por dois candidatos que ocupavam a terceira e quarta colocações, sendo que um deles, Wilson Witzel, de forma inesperada, assumiu a dianteira no dia da eleição, obtendo mais de 40% das eleições; o dobro do percentual de votos do segundo colocado, Eduardo Paes (DEM), que liderou as pesquisas até a noite anterior.

Fenômeno semelhante se deus em Minas Gerais, onde o candidato do Novo, Romeu Zema, ultrapassou o governador petista, Fernando Pimentel e, até mesmo o tucano Anastasia, chegando na frente com cerca de 43%. Um crescimento mágico de cerca de 30 pontos percentuais, em pouco mais de 24 horas. Uma “mágica” sem igual.

Nesses e muitos outras casos, a “vontade das urnas”, se impôs à suposta vontade das ruas expressa pelas pesquisas e a tudo que se poderia supor. Sem explicações reais, que nua sejam a mais deslavada fraude.

O silêncio da esquerda diante desse processo fraudulento evidencia a enorme capitulação política que se teve como ato principal a aceitação da cassação de Lula, aprovada pelo TSE golpista e clamada pelos militares, contra a qual a direção do PT não se insurgiu, aceitando a politica dos setores mais direitistas que defenderam por meses a fio – contra a vontade das bases do partido e da militância das organizações de luta dos explorados – a substituição de Lula por um “plano B”.

A crença cega no regime democrático, que nunca existiu de fato no País, e cujo arremedo existente desde o fim do regime militar, virou pó com o golpe de Estado de 2016, fez a esquerda fica calada e, ainda agora, manter a ilusão que é possível derrotar os golpistas nesse campo minado, em que a “vontade das urnas” reflete os interesses – ainda que conflitantes – das principais alas da burguesia golpista.

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Após a farsa eleitoral, mercado apresenta alta

Após a farsa eleitoral, mercado apresenta alta

Da redação – Nesta segunda-feira, dia 08 de outubro, um dia após as eleições fraudulentas do último domingo, a Bolsa de valores operou em forte alta, acima dos 85 mil pontos. Segundo a imprensa burguesa, porta voz oficial dos interesses do imperialismo no Brasil, a alta estaria associada a divulgação do resultado eleitoral que colocou o candidato fascista Jair bostanazi no segundo turno na frente do candidato petista Fernando Haddad.

A alta da Bolsa de valores também foi acompanhada de uma leve queda no valor do Dólar americano em relação à moeda brasileira, aproximadamente 10 centavos abaixo do fechamento da última sexta-feira, dia 05 de outubro. De acordo com representantes da burguesia e do imperialismo, não apenas a potencial eleição de bostanazi para o segundo turno, mas também a expressiva bancada que a direita obteve no Congresso e no Senado promoveriam um ambiente propício para que os golpistas aprovem as reformas que retiram os direitos da população, como por exemplo a reforma da previdência que o governo golpista de Temer foi incapaz de levar adiante. A agência Moody’s por exemplo, declarou que “Independentemente de quem vença, o novo presidente terá que formar alianças no Congresso que permitam a aprovação de reformas fiscais —especialmente a da Previdência— para que se encaminhe uma fragilidade fundamental no perfil de crédito do Brasil”.

Outro representante do mercado e, sobretudo dos banqueiros, Alejandro Hardziej, “O primeiro turno da eleição presidencial deixou bostanazi em uma surpreendente boa posição para se tornar o próximo presidente brasileiro. bostanazi é o candidato mais pró-mercado, defendendo reformas necessárias e privatizações no país. Enquanto continuamos acreditando que a economia brasileira seguirá em recuperação lenta apesar do resultado da eleição, o resultado do primeiro turno será positivo para a dívida brasileira”.

O que fica claro é que a ausência do candidato preferencial da burguesia e do imperialismo no segundo turno das eleições, coloca bostanazi como uma opção possível aos olhos dos golpistas. Para o Golpe de Estado, independentemente de qual candidato, o mais importante é a destruição dos direitos do povo trabalhador e a entrega do patrimônio nacional para os capitalistas estrangeiros.

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Ataque a urna é revolta contra a fraude eleitoral

Ataque a urna é revolta contra a fraude eleitoral

Que as eleições fraudadas estão gerando uma grande insatisfação não é algo novo, mas a cada etapa do aprofundamento do golpe, novos fatos são produzidos, e um deles foi em Santa Catarina.

Eleitor levou uma marreta para a votação e destruiu uma urna eletrônica. O fato que é apresentado como algo isolado, sustentado pela tese de que o rapaz fez isso por possuir problemas psicológicos, é apenas uma tentativa de camuflar um sentimento mais amplos das massas com o processo fraudulento.

Não é conhecido se o eleitor possui alguma preferência política, mas definitivamente, o ataque a urna representa a decadência do sistema político para grande parte da população, que até a renuncia sob pressão dos militares do ex-presidente Lula, estavam esperançosos com sua candidatura.

É importante compreender que ações como esta demonstram um sintoma, mas que o problema somente será resolvido mediante uma luta organizada dos trabalhadores nas ruas, pois as eleições são uma ferramenta da burguesia para garantir o poder e não será por intervenções individuais que conseguiremos derrubar o regime golpista que massacra o país.

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Abstenção nas urnas demonstra reação do povo contra o golpe de Estado

Abstenção nas urnas demonstra reação do povo contra o golpe de Estado

Da redação – Apesar de todas as fraudes que ocorreram nas urnas e das manobras para impedir a população mais pobre de votar, ao final das apurações em todo o país, o número de abstenções indicava mais de 20%, isto é, a cada cinco eleitor brasileiro, um decidiu não votar. No total, mais de 30 milhões de eleitores nem compareceram nas urnas. É o maior número desde 1998, quando 21,5% do eleitorado não foi votar.

Em estados como Mato Grosso do Sul, quase 1/4 da população não foi votar. Mas o que vale ressaltar é que em todos os estados, tirando Roraima, a abstenção foi maior que 15%. Os dados demonstram que a população está reagindo ao golpe de estado, desacreditados com as eleições fraudadas pelos golpistas.

O início desse descrédito ocorreu quando impediram o principal candidato do povo de se candidatar, Luiz Inácio Lula da Silva, que na pesquisa aparecia com quase 60% dos votos válidos. Depois, a ofensiva da direita ficou ainda mais fácil. Centenas de candidatos foram impugnados, outros milhares não puderam fazer campanha política e assim se arrastaram as eleições do golpe, fazendo com que a população, que supostamente deveria participar da “festa da democracia”, ficou totalmente à parte do processo eleitoral.

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Queima tudo e vende o que sobrar: golpistas criam “agência reguladora” para vender os museus do país

Queima tudo e vende o que sobrar: golpistas criam “agência reguladora” para vender os museus do país

A politica do golpe de estado é a política de choque, ou seja, de venda de todo patrimônio público e cultural brasileiro, nem que para isso os golpistas tenham que se utilizar de uma tragédia para concretizar seus interesses. Menos de dez dias após uma dos maiores atentados contra a cultura nacional brasileira, o incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro, o governo golpista já anuncia, por meio de uma medida provisória, a criação de uma nova agencia reguladora dos museus nacionais, vinculada diretamente com as empresas, a chamada iniciativa privada.

O governo golpista extinguiu o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAN), vinculado diretamente ao Ministério da Cultura, ao Estado, para criar a ABRAM, Agência Brasileira de Museus, gerida pelas empresas privadas, a qual será responsável por administrar s museus nacionais. A Abram ficará responsável pela reconstrução do museus nacional, além da sua administração. Desse modo, a Universidade federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, que antes era responsável pela administração do Museus, perderá espaço na gerencia da entidade. A proposta do governo é repassar o controle integral do Museu a Abram.

A ABRAM será organizada como um Sistema Social Autônomo, o Sistema S. A Agência contará com R$200 milhões repassados pelo Sebrae, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e pequenas empresas. Ligada diretamente ao empresariado, portanto, a Abram gerenciará os museus do país atendendo os interesses do capital privado, ou seja, o lucro, um passo decisivo para a privatização do setor.

É necessário denunciar mais esse ataque à cultura nacional promovido pelo golpe. Para os golpistas, tudo é um pretexto para impor a política de terra arrasada do neoliberalismo, mesmo que seja utilizando uma tragédia como a ocorrida no Museu nacional.

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Eleições Brasileiras: De Susto, De Bala Ou Vício

Eleições Brasileiras: De Susto, De Bala Ou Vício

por Dóris Castro e Ana Araújo, da redação.

Pouca gente imaginava que a manifestação das mulheres brasileiras no sábado passado fosse tão avassaladora. Meio milhão de pessoas (ou bem mais?) inundaram ruas e cidades de norte a sul do país. Nenhuma cidade importante ficou fora. Por algumas horas o Brasil ficou bonito. Alegre, colorido, inteligente.

Com seu incisivo #EleNao as mulheres balançaram a roseira da abjeta sociedade civil brasileira. Devolveram a política para as ruas. Tencionaram os limites do Estado democrático brasileiro. Os efeitos foram imediatos.

A crise voltou para as ruas. O #EleNao que contagiou a sociedade civil foi um contundente recado político jogado na cara da protoburguesia brasileira: não adianta ficar fazendo de conta que um novo presidente poderá restabelecer a governabilidade deste país irremediavelmente falido.

Depois de terem aparentado, dias antes, certo desprendimento de soluções políticas suicidas, como observado em nosso último boletim (http://criticadaeconomia.com.br/situacao-politica-brasileira/), as volúveis convicções da protoburguesia de Fernando Henrique et caterva sofreram um giro de 180 graus. Resolveram eleger o candidato que a revista The Economist definira ela mesma como a “a mais recente ameaça para a América Latina”.

Com ações incrivelmente articuladas, como uma verdadeira quartelada, a burguesia e proprietários fundiários em peso jogaram todas suas fichas de apoio ao #EleSim. E decidiram eleger a estranha criatura para comandar os destinos da nação.

Acionaram propaganda super concentrada para a criatura na grande mídia, agiram na descarada manipulação das pesquisas eleitorais Data Folha e Ibope, renovaram emergencialmente novos ataques da ditadura do Judiciário – Aldo Moro, Supremo Tribunal Federal, etc.

O espectro da rebelião popular assustou os parasitas. Em dois dias a franco-maçonaria burguesa mudou totalmente seus planos eleitorais. Nada de um “Macri brasileiro”. Nada de picolé de chuchu, de Ciro, de Haddad ou qualquer outro genérico.

Os dados de uma perigoso processo foram lançados. Trata-se agora de eleger presidente da República alguém da própria milícia de torturadores profissionais da ordem política e social para organizar a reação policial sobre a indefesa sociedade civil em geral, de maneira reforçada e ideologizada ao máximo. Tudo dentro da lei, é claro. Democraticamente. Constituição existe para isso.

No decorrer desta última semana, com medo de mínimos sinais de rebelião popular nas ruas, a democracia brasileira não só definiu antecipadamente o resultado das eleições de Outubro como mostrou melhor sua verdadeira face para sua distinta plateia de cidadãos. Mais feia do que de costume. Com cara de “fascismo”, como caracteriza apressadamente grande parte da esquerda democrática do país.

Mas então seria uma espécie de fascismo transgênico. Ao contrário do fascismo natural dos integralistas “galinhas verdes” de antigamente, seria um fascismo neoliberal, antinacional, antiprotecionista, antissindicalista, etc. Com a cara “d’Ele”, um guardinha de esquina que está sendo promovido a presidente da República e comandante das forças armadas nacionais.

Essa aplicação de uma cara supostamente fascistóide para a democracia brasileira se apresenta à luz do dia no corpo de duas impiedosas irmãs siamesas que já reinam há alguns anos na ordem burguesa nacional– violência policial na política e “responsabilidade fiscal” na economia.

O que causa grande desconforto a essa desforme criatura é que enquanto a burguesia faz de tudo para que as eleições de Outubro ainda pareçam uma coisa séria, a economia nacional exaure. Enferruja. Cronicamente inviável. E o pior, seu candidato antecipadamente eleito pelas fajutas pesquisas eleitorais do Ibope e Datafolha diz que não entende nada de economia!

Todas as pessoas bem informadas sabem que sem economia funcionando não pode haver governabilidade. E os dados econômicos mais recentes são muito elucidativos a respeito. Dados cada vez mais frágeis para sustentar a nova ordem política que virá depois das eleições.

Veja, por exemplo, o relatório da produção industrial (https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/22688-em-agosto-producao-industrial-varia-0-3) que o IBGE publicou nesta terça (02/outubro). Queda da base produtiva nacional pelo segundo mês seguido. Essa sequência não acontecia desde o final de 2015. Passados oito meses de 2018, a indústria está 1,1% abaixo do patamar de dezembro do ano passado.

Tem que crescer bastante neste último quadrimestre do ano para recuperar aquele patamar do ano passado, quer dizer, apenas para ficar patinando no mesmo lugar. O pior, mais uma vez, é que não há nenhum indício para apostar que isso será conseguido.

É bom lembrar que no Brasil os capitalistas não têm a mínima autonomia para fazer política econômica anticíclica. Isso é só para economia dominante. Por isso a economia patina. Por enquanto. Quando estourar o próximo choque global, o mergulho será profundo. Mas nem estamos considerando esse choque global nas observações deste boletim. Já temos material abundante.

Aliás, enquanto burguesia dominada na ordem imperialista, os economistas da “responsabilidade fiscal” são convictamente contra qualquer política anticíclica, qualquer política econômica de defesa da economia nacional frente as turbulências do mercado mundial.

Limitam-se a seguir a cartilha do FMI. Bovinamente. Contentam-se, como comportados cucarachas da economia do imperialismo, com um regime capitalista produtor predominantemente de juros e renda fundiária, incapaz de produzir lucro, como nas economias dominantes do sistema.

Entretanto, com essa passividade política, nos próximos anos os problemas sociais só tenderão a acumular. A níveis insuportáveis para a governabilidade política. Neste sentido, em outro relatório recente do IBGE (https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/22665-pnad-continua-taxa-de-desocupacao-e-de-12-1-e-taxa-de-subutilizacao-e-de-24-4-no-trimestre-encerrado-em-agosto) é relatado que no trimestre de junho a agosto de 2018, havia aproximadamente 27,5 milhões de pessoas desempregadas ou subutilizadas no Brasil.

Dados oficiais. Tratando-se de governo Temer essas estatísticas podem estar falseadas. Esses números podem ser muito mais elevados. De todo modo, já são números suficientemente assombrosos para qualquer análise política da situação.

A miséria aumenta. A fome absoluta e imediata é uma ameaça concreta para grandes contingentes do exército industrial de reserva brasileiro. Os capitalistas negam à população trabalhadora o direito de participar do mercado e trocar sua força de trabalho por um salário, por menor que seja. A fome absoluta ameaça imediatamente quase trinta milhões de pessoas. Repita-se, são estatísticas oficiais.

O desespero aumenta. O desemprego dos mais pobres sobe e seus salários reais caem. A vida nas favelas, onde se amontoam multidões de proletários é o próprio inferno na terra.

Os jovens proletários amontoados nas favelas brasileiras procuram sobreviver do jeito que der. Fugir da polícia militar. E dos tanques do exército. De alguma “bala perdida”. Caso contrário vira mais um número dos recordes brasileiros estampados nas estatísticas mundiais de homicídios.

Estou aqui de passagem, sei que adiante, um dia vou morrer de susto, de bala ou vício.

Se a fome, as doenças de todas as formas e a violência policial é o maior problema dos trabalhadores que habitam guetos urbanos como o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, Capão Redondo, em São Paulo, etc. – a segurança dos bairros capitalistas e o “combate ao banditismo” por todos os cantos das cidades tornou-se a grande cruzada da burguesia e demais parasitas do regime.

As cidades mais violentas do mundo estão no Brasil. Dentre as vinte mais violentas do mundo, sete (35% do total) são brasileiras. Ganha disparado de países vizinhos como Venezuela, Colômbia, Argentina, etc.

O número de pessoas mortas de forma violenta no Brasil é semelhante ao de países em guerra. É o que revelam os números do Atlas da Violência 2018 (http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=33410&Itemid=432), publicação do Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em junho/2018.

Segundo o documento, 553 mil pessoas foram assassinadas no país nos últimos 11 anos. O total de mortos é um pouco maior que o ocorrido na Síria, país árabe que enfrenta sete anos de conflito armado (inclusive com armas químicas de destruição em massa, utilizadas principalmente pelos aliados de Washington e Tel Aviv) e já contabiliza um saldo de 500 mil mortos, de acordo com estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU).

Outra comparação dimensiona a explosão da repressão armada em território nacional. Os poucos mais de 553 mil mortos são mais da metade do número de soldados ingleses, franceses e italianos que perderam a vida na 2ª Guerra Mundial (1945-1949).

O relatório do Atlas da Violência confirma que no ano de 2016 o país bateu novo recorde de homicídios, com 62.517 mortes, o que traduz em uma taxa também recorde de 30,3 mortes para cada 100 mil habitantes –30 vezes a taxa de homicídios da Europa.

Em 2007 essa taxa nacional era de 25,5.

Em 2013 pulou para 28,6.

Em 2016 já alcançava 30,3.

Mas isso não é tudo. O que mais comprova atualmente a enorme fratura política e social no Brasil é que as vítimas mais afetadas pelos homicídios no país é a juventude perdida no turbilhão desta ordem estatal de repressão armada.

Segundo o Atlas da Violência, entre as vítimas, os mais afetados são os jovens entre 15 e 29 anos. De 2006 a 2016, aproximadamente 324.967 pessoas dessa faixa etária morreram de forma violenta.

Fazendo outra pertinente comparação com outros históricos conflitos armados, o número é quase sete vezes o total de 47.434 soldados estadunidenses mortos em ação em 20 anos da Guerra do Vietnã (1955-1975).

A inimaginável taxa de homicídios da população jovem (65,5 mortos por 100 mil habitantes) também é o dobro da média nacional e mais de seis vezes a taxa média mundial de homicídios de jovens (10,4), segundo a Organização Mundial da Saúde.

Estou aqui de passagem, sei que adiante, um dia vou morrer de susto, de bala ou vício.

As taxas dessa carnificina capitalista no Brasil não param de crescer. De maneira inversamente proporcional àquela queda da produção da economia nacional e aumento do desemprego e subutilização da classe trabalhadora, como observado pelos números dos relatórios do IBGE acima destacados.

Discorremos longamente sobre essas tenebrosas relações porque isso tem que necessariamente ser levado em conta em qualquer avaliação política do que vem pela frente na luta de classes no Brasil. Quer dizer,0 o problema político insuperável da burguesia brasileira é que ela não é capaz de resolver esse grave encadeamento de estagnação da economia, de um lado, explosão do desemprego dos trabalhadores, de outro, e, fechando o triangulo da morte, a matança generalizada executada pelas forças armadas do capital sobre a classe proletária espalhada por todo o território nacional.

Essa é a base material que comanda os acontecimentos políticos nacionais, incluindo as eleições gerais marcadas para este domingo (7).

A governabilidade no fio da navalha. Qualquer movimento de rebeldia mais incisivo da sociedade civil brasileira sobre esta base material putrefata do Estado nacional, que ilustramos com alguns poucos dados, causa grandes e incontornáveis transtornos para as classes proprietárias.

A democracia brasileira não tem mais suficiente elasticidade para suportar qualquer manifestação de rua da sociedade civil. Foi o que ficou demonstrado uma semana antes das eleições deste mês de outubro com a poderosa manifestação das mulheres brasileiras. Um criativo abalo na fragilíssima paz dos cemitérios da política nacional. Uma ameaça à segurança nacional!

A burguesia foi obrigada a se mexer. E o fez tirando em definitivo sua máscara de abstrata imparcialidade democrática e mostrando sua verdadeira cara policial. Os dados foram lançados. Abriu-se (ou consolidou-se) uma nova etapa na luta de classes no país, com características institucionais absolutamente novas.

A decisão do conjunto das classes parasitas brasileiras de eleger Boçalnaro presidente da República e torná-lo seu novo dirigente com a missão precípua de aprofundar a violência policial na política e a “responsabilidade fiscal” na economia vai intensificar simultaneamente a luta de classes e a ingovernabilidade dessas mesmas classes proprietárias e de grandes fortunas.

Esta reveladora decisão dos parasitas da ordem e do progresso de aumentar a militarização da violência política (estatal) e aprofundar a carnificina social, os homicídios sobre o proletariado, é antes de tudo a demonstração da sua enorme fragilidade política atual.

Os parasitas de todas as plumagens infringiram inadvertidamente uma antiga regra de poder político teorizada brilhantemente pelo Grand Empereur e que ficou definitiva na ciência politica em geral: nenhum soberano pode se manter em equilíbrio por muito tempo sentando-se só na ponta do fuzil. Hic Rhodus, hic salta.

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Nova pesquisa do Datafolha comprova manobra eleitoral

Quem acredita em "pesquisa" eleitoral é TROUXA, com todas as letras.

Nova pesquisa do Datafolha comprova manobra eleitoral

Da redação - Ontem a noite (04/10) saiu a mais nova pesquisa do Datafolha, o instituto da “pesquisa” da Folha de São Paulo. Nela, Jair bostanazi e Fernando Haddad se mantêm na liderança. O primeiro, do PSL, sobe para 35% e o segundo, do PT, se mantém estável em 22%. Além disso, os outros candidatos continuam com mais ou menos o mesmo resultado.

- Jair bostanazi: 35%

- Fernando Haddad: 22%

- Ciro Gomes: 11%

- Geraldo picolé de chuchu: 8%

- Marina Silva: 4%

Ou seja, percebe-se que os espantalhos do imperialismo continuam sendo inflados. Haddad se mantendo estável a muito tempo, o que indica que ele será desinflado e cairá nas pesquisas, para legitimar a manobra eleitoral orquestrada pela direita.

No segundo turno entre Haddad e bostanazi, Haddad não ganharia de bostanazi, o que foi apresentado de forma diferente nas outras pesquisas da burguesia. Essa confusão é para gerar um conflito nos setores que apoiam os chamados “extremos”; para que alguns setores de esquerda, com medo de bostanazi, não votem no Haddad, que ao contrário de Ciro Gomes, não ganha em do espantalho direitista do PSL em todas as pesquisa.

Da mesma forma, bostanazi não ganha de PT, espantalho usado para amedrontar a direita, em todas os cenários das pesquisas. E por isso seria preciso votar em um outro candidato de direita para barrar o PT.

Ou seja, a “pesquisa” da burguesia cai perfeitamente para manipular os votos da forma que convém aos golpistas. Juntando os candidatos nanicos da direita (Amoedo, Meireles e Marina) com Geraldo picolé de chuchu, o tucano chegaria a 18%, chegando perto de Haddad, cujos ataques contra ele e a estagnação dele indicam que ele irá cair, e picolé de chuchu poderia facilmente ir pro segundo turno. Lembrando que Ciro Gomes também pode ser uma alternativa para os golpistas.

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Representar ideias viola os “Termos” do Facebook

Ainda bem que eu nem tenho mais esse troço de facemerda. Nem sinto a mínima falta.

Representar ideias viola os “Termos” do Facebook

Da redação – O Facebook está em campanha para interferir nas eleições brasileiras. As redes sociais na Internet acabaram servindo para que as pessoas comuns pudessem fazer um contraponto, ainda que modesto, aos monopólios capitalistas das comunicações. Agora as próprias empresas privadas responsáveis por essas redes estão tratando de bloquear esse efeito de servir para vozes dissonantes se expressarem. É o caso do Facebook, que nos últimos dias vem bloqueando em massa perfis de militantes de esquerda e simpatizantes de partidos de esquerda.

Ao tentar fazer login em suas contas, os usuários são informados de que tiveram a conta bloqueada. Ao clicar em um link para ter mais informações sobre o motivo, o usuário se depara com um texto informando os “Termos” do Facebook. Entre outras regras, o Facebook apresenta o seguinte: “As contas do Facebook são apenas para uso individual. Usar um perfil pessoal para representar qualquer coisa além de si mesmo é uma violação de nossas políticas (por exemplo, celebridades, animais, ideias, objetos etc.).”

Ou seja, segundo o próprio Facebook, a rede social não pode ser usada para expressar ideias. Geralmente a empresa ignora essa “condição”, pois grande parte de seus usuários violam esse termo. Agora essa regra está sendo aplicada em massa. O Facebook, uma empresa estrangeira, está buscando interferir no processo eleitoral brasileiro. O eleitor brasileiro já é obrigado a ver uma eleição dominada pela Globo. Agora não pode sequer expressar determinadas ideias (de esquerda) na rede social. Enquanto os EUA acusam a Rússia de interferir em suas eleições, o que é uma acusação ridícula, empresas e ONGs norte-americanas interferem nas eleições nacionais e fomentam campanhas golpistas no país.

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Campanha contra o PT: donos do golpe manobram para tirar Haddad do segundo turno

Campanha contra o PT: donos do golpe manobram para tirar Haddad do segundo turno

Os últimos dias da campanha eleitoral estão sendo marcados por uma grande ofensiva dos “donos do golpe” contra o Partido dos Trabalhadores e o seu candidato à presidência, Fernando Haddad, com o objetivo de tirá-lo do 2º turno.

Os principais meios de comunicação da imprensa golpista estão impulsionando uma série de denúncias forjadas nos porões da Lava-jato. Por um lado, Sérgio Moro, o Mussolini de Maringá, vazou para a rede Globo parte do depoimento do ex-ministro Antônio Palocci, onde este denuncia um suposto esquema de caixa-dois nas duas campanhas eleitorais que levaram à vitória de Dilma Roussef. Como tem sido a marca registrada da operação, são depoimentos absolutamente desprovidos de qualquer materialidade.

Em outra frente de atuação, o Ministério Público apresentou novo requerimento a Moro solicitando nova condenação de Lula por “corrupção passiva e lavagem de dinheiro”, por recebimento da Odebrecht de vantagens indevidas de um terreno em São Paulo, que serviria como sede para o Instituto Lula.

Já contra Haddad estão sendo requentadas denúncias de recebimento de caixa-dois, também da Odebrecht, nas eleições de 2012, ano em que foi eleito prefeito de São Paulo, e de superfaturamento nas obras de trechos da ciclovia na capital paulista.

Para coroar o caminho da fraude eleitoral, além de apresentar Haddad como um elemento radical, que não pode ser eleito de nenhuma forma, os principais jornais da imprensa golpista apontam a estagnação do candidato petista nas pesquisas e o crescimento da sua rejeição.

“Os donos do golpe” têm uma meta: retirar a possibilidade de Haddad chegar ao 2º turno. Isso não quer dizer que conseguirão. Mas temos que ter presente que foram bem sucedidos na exclusão de Lula das eleições e que a chegada do candidato petista ao segundo turno nunca esteve garantida. Até domingo a burguesia golpista não medirá esforços para ter dois candidatos de sua confiança com o claro propósito de legitimar o golpe com a empulhação do “respaldo popular” pelas urnas.

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Braço do imperialismo: OEA vem ao Brasil para legitimar a fraude eleitoral

Braço do imperialismo: OEA vem ao Brasil para legitimar a fraude eleitoral

Para os que ainda tinham dúvidas quanto a ingerência norte-americana mundo afora, uma missão de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) pode ser considerada a demonstração mais acabada do intervencionismo imperialista no Brasil. O grupo – a serviço do imperialismo norte-americano – será composto por 48 observadores e chefiado pela ex-presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla. O comitê de espionagem e ingerência acompanhará a votação em 15 estados brasileiros, enquanto outros seis integrantes irão monitorar o processo em outros países. Ademais, os serviçais foram convidados pelas autoridades golpistas brasileiras e montarão acampamento até o segundo turno.

Em entrevista ao canal de notícias DW, a chefe da comissão confirmou o caráter legitimador do golpe por parte da OEA. “Confiamos que o processo ocorra dentro da maior solidez, respeitando a legitimidade das instituições eleitorais, sem descartar a possibilidade, sempre, de implementar melhorias.”, disse. Quando perguntada quais foram os motivos do convite feito pelas autoridades golpistas brasileiras, a ex-presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, respondeu: “elaborar um conjunto de reflexões a partir de uma observação rigorosa que realizamos, para passar às autoridades eleitorais do país. Assim elas podem fortalecer, melhorar, aprofundar os processos de democracia eleitoral”.

Vale ressaltar, que será a primeira vez que a OEA acompanhará as eleições no Brasil. Essa mesma organização que se posicionou contra as eleições venezuelanas e nicaraguenses, dará todo o suporte aos lacaios que perpetraram a derrubada da presidenta Dilma e através de um estratagema jurídico, mantém o ex-presidente Lula, encarcerado – sem quaisquer provas. Enquanto o candidato preferido do povo está preso – sob a alegação de provas indeterminadas, a direita se contorce para extrair do caldo do golpe, todas as intrujices das quais gozam de pleno suporte; para tal feito, necessitam de um aparato burocrático a nível internacional que, como já denunciamos nesse diário, é oferecido pelos Estados Unidos da América (EUA).

Diante da escalada golpista e do completo controle das instituições pela burguesia, as eleições mais fraudulentas da história do Brasil passarão por um processo de legitimação, e, deveras, pois todo o processo eleitoral golpista necessita do carimbo “democrático” dos donos do golpe. Está mais do que claro que a direita precisa dar uma – aparência “democrática” às eleições – e para isso sempre poderão contar com o apoio dos imperialistas; tudo para assegurar as condições de vassalagem da burguesia nativa perante o capital internacional. No cabedal de patifarias da direita golpista, – as manipulações e propagandas enganosas tem buscado ludibriar a população, dizendo que as urnas são invioláveis e fazendo campanha massiva contra o voto nulo. Nesse sentido, cabe aos que lutam contra o golpe, denunciar mais essa investida imperialista, colocando para a classe trabalhadora, de forma clara, quais são os reais interesses dos missionários do golpe.

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Não, pera, só mais um pouquinho...

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Mais de 100 mil demitidos: a CLT não foi “modernizada”, ela foi destruída!

Vai lá ser empregado e direitista ao mesmo tempo...

Mais de 100 mil demitidos: a CLT não foi “modernizada”, ela foi destruída!

Da redação – O fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), perpetuada pelos golpistas em novembro do ano passado, mesmo com pouco tempo de práticas contra os trabalhadores e suas organizações, nos mostra sua verdadeira face através dos números atuais de demissões por “acordo”: 109.508 mil demitidos pela “modernização” escravocrata, segundo o Ministério do Trabalho.

A imprensa burguesa, venal como sempre, trata do número assustador, e que na verdade revela a falta de estabilidade para a classe trabalhadora, como algo positivo. A “beleza” da situação toda, está no fato de que na “nova CLT”, o trabalhador que pede a demissão “nesses termos”, recebe metade das verbas trabalhistas apenas, além de seguir os ritos do contrato individual.

Como o PCO alertou amplamente, está sendo extinto, por exemplo, o seguro-desemprego (https://www.causaoperaria.org.br/acervo/blog/2017/07/21/reforma-trabalhista-e-o-refluxo-da-classe-operaria/), pois agora tudo é feito pela pressão econômica do patrão, como anteriormente aos sindicatos serem organizados para usar a força contra a situação de escravidão que havia. Os casos onde os patrões oferecem salários miseráveis, condições de trabalhos absurdas, horários reduzidos para aumentar o lucro, e assim, o trabalhador tem que ter mais de dois ou três empregos, aumentam a cada dia. Sem contar que a mesma não serve ao “grande escalão” da sociedade, os juízes e tantos outros (https://www.causaoperaria.org.br/reforma-trabalhista-nao-vale-a-maioria-dos-trabalhadores-dizem-700-juizes/).

A campanha do PCO denunciou desde antes do golpe contra Dilma que essa situação aconteceria:

Afinal, os chamados “acordos”, são muito bons para a burguesia, para os patrões, que não precisam mais negociar com as organizações operárias, os sindicatos, pagando as taxas mais básicas para manter uma dignidade mínima aos trabalhadores. Agora, os patrões que detém o controle econômico da sociedade, dominando os meios de produção, criando monopólios para destruir os pequenos negócio, além de pagar salários de fome – como já noticiado neste diário -, não precisam mais pagar todas as antigas conquistas dos trabalhadores, estando livres para contratar funcionários por algumas poucas horas, sem 13º salário, sem férias remuneradas, sem todos os direitos conquistados com muito suor e sangue no último século e que eles destruíram com o golpe.

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Vice da onça: Mourão orienta esquerda a votar no PSDB para derrotar sua própria chapa

É sério isso?

Quer dizer, eu sei a resposta. Essa eleição obviamente é de mentirinha. Ninguém leva a sério.

Vice da onça: boiolão orienta esquerda a votar no PSDB para derrotar sua própria chapa

O candidato a vice na chapa de Jair bostanazi, general Hamilton boiolão disse na segunda-feira, que o candidato do PT, Fernando Haddad, é o concorrente “mais fácil” de derrotar no segundo turno. “Eu acho que não tem mais fuga. Se o bostanazi não vencer no primeiro turno, o segundo será disputado com Haddad”, disse.

Ao desembarcar em Brasília, o general declarou a jornalistas: “é bom porque vamos capitalizar o sentimento que existe no País, que não quer a volta desse grupo à Presidência da República.” Dessa forma, como é amplamente rejeitado, bostanazi aparece para a população como um candidato mais forte do que realmente é e, assim, torna-se um espantalho nessas eleições.

A manipulação, com o auxílio das pesquisas eleitorais encomendadas pelas grandes empresas da imprensa golpista, leva o eleitor a crer que é preciso votar qualquer candidato que hipoteticamente vença bostanazi no segundo turno.

Para o eleitor comum, se o general diz que se sente tranquilo supondo que Haddad perderia fácil para o bostanazi, seria preciso uma outra pessoa para derrotar o fascista do PSL.

Ao mesmo tempo, boiolão sabota a própria chapa ao fazer declarações impopulares sobre as mulheres, os negros, o décimo terceiro salário e as férias remuneradas

O próprio bostanazi mandou o vice ficar quieto. Num encontro nesse domingo, 30, no Rio de Janeiro, bostanazi pediu para que o ele evitasse declarações polêmicas.

A figura de bostanazi é muito rejeitada. Há uma eminente resistência popular a ele que o incapacita a assumir o governo na situação atual, no sentido de aplicar o programa dos golpistas. Por esse motivo, há uma manipulação no sentido de transferir seus votos para um candidato que ao mesmo tempo é mais comprometido com a política imperialista e aparece nesse quadro como um “mal menor”.

O bombardeio midiático contra bostanazi às vésperas do dia da votação canaliza a natural repulsa que a população sente pela direita não para enfrentar o fascismo e a ameaça de golpe militar, mas para uma solução eleitoral onde até o governador fascista Geraldo picolé de chuchu, do PSDB, aparece como uma alternativa a ser apoiada.

O fascismo e a ameaça de golpe militar continuam após as eleições, mas os investidores preferem que ela ainda seja disfarçada na figura de um presidente menos confesso. Ao contrário de combater o fascismo, isso prepara ainda mais o terreno para um golpe militar mais profundo.

Quando o general boiolão age no sentido de sabotar a candidatura de bostanazi com suas declarações e ao mesmo tempo empurra a esquerda a votar em qualquer candidato que não seja o PT, está contribuindo para uma transferência de votos tanto da direita quanto da esquerda para o candidato do PSDB. Significa também que as aproximações sucessivas para o golpe militar continuam a todo vapor.

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No “democrático” EUA, governo continua campanha de censura à imprensa russa

Vai lá achar que os USA é "the land of freedom". Só coxinha pra acreditar nessa balela.

No “democrático” EUA, governo continua campanha de censura à imprensa russa

Da redação – A Secretaria de Segurança Interna do Governo dos Estados Unidos emitiu um comunicado nessa terça-feira (02) exigindo que a população norte-americana não leia ou assista a imprensa russa em inglês.

“Encorajo a todos, se vocês estão lendo alguma coisa […] e de repente passam para a RT ou a Sputnik, que estejam cientes. Quero dizer que esses são canais de notícias patrocinados pelo governo. Não são independentes”, disse a secretária da pasta, Kirstjen Nielsen.

Nos Estados Unidos, desde as eleições presidenciais de 2016 em que Donald Trump foi eleito (contra a vontade do imperialismo), há uma campanha feroz de acusações contra o governo russo, de todos os tipos, sobre alegada interferência no pleito, a fim de socavar o regime político norte-americano.

Uma das diversas acusações recai sobre a RT e a agência Sputnik, considerados pelo imperialismo, de maneira cínica, como instrumentos de propaganda controlados pelo presidente russo, Vladimir Putin.

Há mais de um ano esses veículos têm sido censurados por diferentes meios, desde a imposição de barreiras burocráticas para o trabalho de seus jornalistas até a censura crua e fria de suas contas em redes sociais.

Os Estados Unidos são considerados uma democracia vibrante há pelo menos um século, mas fatos como este demonstram que isso não passa de pura propaganda enganosa. E, dentre os meios pelos quais essa propaganda enganosa sempre foi disseminada pelo mundo, está a própria imprensa norte-americana.

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Merkel reconhece que a vida dos alemães piorou com a unificação capitalista

A República Democrática Alemã (RDA) com certeza era melhor do que muito país capitalista hoje em dia.

Merkel reconhece que a vida dos alemães piorou com a unificação capitalista

Da redação – Às vésperas do Dia da Unidade Alemã, Angela Merkel, chanceler federal alemã, pediu compreensão, quase se desculpando, para a grande quantidade dos alemães do leste que estão insatisfeitos com a unificação. A grande insatisfação dos alemães no leste do país, se dá por conta da decadência que ocorreu no vida dos alemães desta área por conta da mudança do regime político.

Até a crise final da União Soviética,em 1990, a Alemanha era divida em dois países: a República Democrática Alemã (RDA), a Alemanha Oriental, e a República Federal da Alemanha (RFA), a Alemanha Ocidental. A Alemanha Oriental era a parte do Leste onde havia um regime de esquerda, um Estado Operário burocratizado, aos moldes da própria URSS. Na época, existia diversos serviços públicos para o bem comum, que melhoravam a qualidade de vida da população.

Com a crise dos anos 80, os capitalistas se utilizaram da ofensiva neo-liberal e da crise política para derrubar o muro que separava as duas Alemanhas e assim iniciar o processo de reunificação capitalista, que piorou consideravelmente o bem estar da população, como afirmou a própria líder conservadora da Alemanha: “Muitas pessoas perderam seus empregos, tiveram que começar de novo. O sistema de saúde, o sistema de aposentadorias – tudo mudou”.

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Manobra eleitoral: contra Bolsonaro, imprensa tira da cartola um “escândalo” de 2011

Quando o bozonazi é útil para a burguesia, dizem que ele é "ilibado" e "honesto".

Quando ele atrapalha os interesses deles, dizem que ele é um "monstro" e uma parte da esquerda repete que nem papagaio.

Manobra eleitoral: contra bostanazi, imprensa tira da cartola um “escândalo” de 2011

Na reta final das eleições, mais uma notícia escandalosa assombra a campanha de bostanazi. Nesta terça-feira (25), a Folha de S. Paulo revelou que Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair bostanazi (PSL), teria ido morar na Noruega em função de ter sofrido ameaças de morte. De acordo com a imprensa, o caso foi relatado em 2011 através de um telegrama reservado e subsequentemente arquivado no Itamaraty – ao qual somente a Folha teve acesso.

Já na quarta-feira (26), o mesmo jornal publicara que Ana Cristina Valle havia utilizado as redes sociais para negar o fato. A ex-mulher de bostanazi afirmou não ter sofrido qualquer tipo de ameaça, respondeu à imprensa, e defendeu a candidatura do troglodita.

O jornal divulgou o depoimento de cinco pessoas, todas próximas de Ana Cristina. Dentre elas somente uma decidiu se identificar; enquanto as outras quatro disseram que só falariam sob anonimato. Os depoimentos de Ana Cristina e das pessoas que falaram sobre o caso são contrastantes. Por parte das pessoas que deram entrevista, ouviu-se:

“Ela tentou asilo político aqui, o que foi negado pelo departamento de imigração local. Dizia que estava sendo ameaçada pelo ex-marido, o Jair bostanazi, que ele havia tirado a guarda do filho dela”.

“Todo mundo aqui em Oslo sabe que o discurso dela era: estou aqui por medo do meu ex-marido e, se você quiser, a gente pode fazer uma lista de pessoas daqui que sabem dessa história”.

Todavia, em um vídeo publicado para rebater a reportagem da Folha, Ana Cristina diz: “Venho aqui muito indignada desmentir a suja Folha de S. Paulo, que publica que o Jair me ameaçou de morte. Nunca.”

O que nos estranha é: a direita mais tradicional e a imprensa burguesa estavam guardando essa denúncia até agora? Num consórcio liderado pela direita golpista – cujo objetivo final é transferir votos “antipetistas” para Geraldo picolé de chuchu (PSDB) –, todos os esforços estão concentrados para alavancar a campanha #EleNão. Embora picolé de chuchu apareça muito atrás nas pesquisas, a burguesia mantém firme o curso dessa política. Com efeito, todas as manobras serão executadas para levar para o segundo turno picolé de chuchu contra bostanazi.

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Temer entrega parte da Eletrobrás por menos da metade do valor

E a privataria e o entreguismo comem solto...

E como seria diferente? Esse foi justamente um dos motivos pelos quais tiraram a Dilma. Não foi por causa das "pedaladas fiscais" não, coxinhada.

Temer entrega parte da Eletrobrás por menos da metade do valor

Para ser constituída, a empresa brasileira Eletrobras contou com o investimento maciço do dinheiro público pertencente ao povo brasileiro, com vistas de obter energia e se desenvolver econômica e tecnologicamente, mas agora os golpistas querem entregar todo este patrimônio público ao capital estrangeiro por menos da metade do valor.

Nesta quinta-feira, dia 27, 18 lotes do sistema elétrico da Eletrobras, localizado por todo o país, foram postos em leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), e as ofertas renderam apenas 42% do valor anteriormente “avaliado” pelo governo entreguista. Sete lotes não foram vendidos por ausência de compradores, em função de questões burocráticas e trabalhistas.

Para se ter ideia, conde drácula, com a anuência dos militares, está pretendendo vender por R$ 118 milhões um dos três lotes da Eletrosul, o Hermenegildo, de geração eólica, que custou mais de R$ 500 milhões dos cofres públicos para ser criado.

Fabiola Latino, secretária de Energia da Confederação dos Urbanitários e diretora-executiva da entidade no Distrito Federal, alerta que os leilões representam uma verdadeira “entrega do patrimônio público” e pondera que “Ainda bem que não teve comprador. Mas não sabemos ainda se os lotes não foram vendidos porque os compradores não tiveram tempo de organizar a documentação (o leilão foi marcado com prazo de apenas um mês entre o anúncio e sua efetivação), ou eles estão preocupados com as ações que os trabalhadores entraram junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e que ainda aguardam posicionamento dos ministros”.

Fabiola informa também que “Eles pegam empreendimentos rentáveis e entregam ao setor privado. A grande maioria dos lotes colocados à venda é de empreendimentos já praticamente pagos, e se forem vendidos quem comprar vai ter somente lucros que deveriam ser revertidos para o povo brasileiro”.

Os funcionários do sistema Eletrobras confirmam o fato de que quem mais perde com o leilão é o povo brasileiro, porque os milhões investidos estão sendo entregues ao capital especulador financeiro e porque, futuramente, as contas de luz ficarão cada vez mais caras na mão da iniciativa privada.

Tudo isto corresponde à verdadeira intenção do golpe que derrubou Dilma Rousseff da Presidência da República em abril de 2016. Sob as ordens do imperialismo, os entreguistas do Brasil tomaram conta do poder para poder dilapidar o patrimônio público nacional e destruir os direitos trabalhistas do povo brasileiro, buscando proporcionar cada vez mais lucro ao sistema financeiro internacional.

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A “união nacional” com a direita é justamente o que o golpe quer

A esquerda pequeno-burguesa desorientada e a reboque da direita: a menina dos olhos da mídia e da burguesia.

A “união nacional” com a direita é justamente o que o golpe quer

Estamos na reta final das eleições, momento oportuno para a burguesia concretizar o golpe e fechar o pacote com aparências democráticas. Estamos diante de um cenário que para muitos pode parecer promissor, um candidato de esquerda no segundo turno, e um de direita que, apesar de liderar no primeiro turno, no segundo tem que enfrentar uma forte rejeição. Também pode ser curioso, para aqueles que vêm tentando acompanhar ao panorama da política nacional, a calmaria entre os setores burgueses que deram o golpe. Porém não devemos nos ludibriar com o atual cenário, há muitas manobras sendo dissimuladas. Não seria nesse momento crucial para concretizar o golpe que a direita se retrairia.

O panorama se pinta com bostanazi liderando, Haddad em segundo, Ciro Gomes em terceiro, picolé de chuchu, o candidato escolhido pelo capital internacional, logo atrás, e em quinto, sexto, sétimo e oitavo temos respectivamente Marina Silva, João Amoedo, Alvaro Dias e Henrique Meirelles. bostanazi, que depois da retirada de Lula das eleições virou o candidato com mais intenções de voto, nas duas últimas semanas vem sofrido fortes ataques midiáticos e da sua própria retaguarda, com tentativas de golpes e divergências no discurso de seu candidato a vice e seu patrono político, General boiolão e Paulo Guedes. Esses ataques, sobretudo vindo da mídia, tem por objetivo específico de abater o novo líder nas pesquisas. Não devemos ficar surpresos se após o ato do dia 29 ele aparecer com uma porcentagem muito menor. Esses votos tendem a ir para o candidato que também tem em seu discurso ser contra o petismo, Geraldo picolé de chuchu, que juntando os votos dos demais candidatos da direita, poderia facilmente ir por segundo turno contra o fascistoide.

O maior esforço da direita nesse momento e apresentar o candidato do PSDB como o candidato contra os “extremismos” e candidato do voto útil, basta ler os editorais e as principais colunas do G1, Folha de São Paulo e Estadão. Não é atoa que o ato está sendo inflado pelos setores golpistas como Globo, Miguel Reale, Fernando Henrique Cardoso, por figuras fascistas como Ana Amélia do PP, partido oriundo da Ditadura, Raquel Sheherazade e MBL, e pelos principais financiadores do fascismo no mundo, a burguesia imperialista, como a revista The Economist, a revista dos banqueiros ingleses, que tirou uma capa para atacar Jair.

Essa união em torno do ato do dia 29 que a burguesia quer criar nada mais é do que uma falsa luta contra o fascismo e uma maneira de ofuscar a luta contra o golpe, pois esquerda e golpistas estariam lutando em conjunto por uma causa em comum, a democracia. Uma maneira rasa de apresentar a situação nacional, fascismo contra democracia, sendo que a verdadeira ameaça vem daqueles que querem propor essa união.

É importante entender que a direita golpista não tem real interesse em acabar com fascismo, ele lhe é muito útil na hora de caçar e amedrontar a esquerda, mas sim manobrar para poder crescer nas eleições e preterir a luta contra o golpe.

O fenômeno do fascismo se manifesta em setores da classe média e da classe trabalhadora marginalizados pelas crises econômicas, e menos mobilizados politicamente, ou seja, setores desempregados ou com uma menor organização sindical. Essas parcelas da população são enganchadas pelo discurso radicalizador, moralista e antissemítico, e são aproveitadas pela burguesia para atacar a esquerda. Essa é mais uma das razões pela qual a esquerda nunca deve se alinhar e ser vista fazendo frente ou união com a burguesia, impossibilitando-se de politizar esse setor da população atingido diretamente pelo sistema capitalista.

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Preparando a fraude: imprensa golpista já coloca Alckmin em 3º em pesquisa

Sem querer estragar a surpresa de ninguém, mas...

Esperem ver isso na TV e na net nos próximos dias:

Preparando a fraude: imprensa golpista já coloca picolé de chuchu em 3º em pesquisa

As engrenagens da fraude eleitoral por parte dos golpistas estão a todo vapor. Pesquisa do instituto Brasilis divulgada nessa quarta (27) pela agência de notícias InfoMoney, vinculada ao Banco Itaú, apontam que o candidato dos “donos do golpe”, Geraldo picolé de chuchu, já se encontra em 3º lugar, com 10% nas intenções de voto. O candidato do PT, Fernando Haddad, está em 2º, com 22% e bostanazi em 1º, com 27%.

Aparentemente, os dois primeiros colocados estariam em uma situação confortável a apenas 10 dias do primeiro turno, mas é justamente aí que está embutida a grande manipulação eleitoral a ser sacramentada nos próximos dias.

Os donos do golpe atacam em duas frentes. Contra Haddad, o STF acaba de cancelar 3,3 milhões de títulos de potenciais eleitores do então candidato Lula. Além disso, acentuou-se os ataques de Ciro Gomes contra Haddad, um tradicional candidato da burguesia sempre pronto a prestar serviço contra o PT, na perspectiva de dividir o eleitorado de Lula. Tem ainda que se considerar a possibilidade de uma denúncia bomba contra o PT e seu candidato.

Em outra frente, os golpistas manobram com a profunda rejeição popular a bostanazi. Para impulsionar a queda do candidato espantalho e possibilitar uma transferência de votos para o o verdadeiro candidato do golpe, a Rede Globo impulsiona o ato do próximo dia 28, “Mulheres unidas contra bostanazi”, colocando em ação seus artistas globais e todo uma plêiade de golpistas na campanha para reforçar a demonização do candidato cão raivoso. Há ainda as declarações absolutamente impopulares do vice de bostanazi, o general boiolão, um “fogo amigo” sempre disposto a acentuar o caráter direitista de um eventual governo do capitão.

Os próximos dias serão de definição. A burguesia, desde antes das eleições, já preconizava o que seria uma disputa ideal, uma disputa no centro, entre picolé de chuchu e Ciro Gomes, mas o fator Lula “melou” seus objetivos.

Os tribunais e o Exército entraram em cena e fizeram cada um a sua parte para excluir o candidato do povo das eleições. Sem Lula as manobras foram facilitadas. As eleições foram transformadas em um verdadeiro circo mambembe, chegando ao ponto da própria esquerda entrar de cabeça no alçapão do dia 29. O dia em que “mortadelas” e “coxinhas” se unirão contra o mal maior, “contra o monstro que ameaça o país com o nazinguismo”.

E assim, os donos do golpe que não conseguiram emplacar o seu candidato contra o cordato Ciro, terão agora uma oportunidade muito mais vantajosa de “unificar” o país em torno do seu candidato contra o diabo em forma de gente.

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#EuSim: Alckmin “adere” a si mesmo, em campanha contra Bolsonaro

Picolé de chuchu se supera em pilantragem a cada dia...

#EuSim: picolé de chuchu “adere” a si mesmo, em campanha contra bostanazi

Recentemente a imprensa anunciou que picolé de chuchu tinha “aderido” à campanha do #EleNão. Uma coisa realmente muito inusitada, pois a campanha foi criada pelo próprio PSDB, e inflada pela imprensa burguesa que é aliada ao mesmo setor político que controla o PSDB. Supostamente, picolé de chuchu teria se juntado à campanha de forma “espontânea”, junto com o “movimento democrático das mulheres”. De forma que picolé de chuchu seria um grande democrata ao estar defendendo este “grande movimento popular das mulheres contra o fascismo”, que é justamente a campanha que a imprensa está procurando orquestrar para colocar picolé de chuchu no segundo turno.

O objetivo desta mobilização obviamente que é de transferir os votos contra o PT, isto é, os votos da direita, de bostanazi para picolé de chuchu. Mesmo que não aparece sob a forma de um movimento liderado pelo PSDB, o #EleNão já foi usado pela imprensa burguesa de diversas formas, através de seus artistas, seus porta-vozes (como a ultra-direitista Rachel Sheherazade) e seus políticos, como os dois da chapa presidencial do imperialismo, Geraldo picolé de chuchu e Ana Amélia, que não enganam ninguém em sua demagogia em defesa das mulheres.

Para levar picolé de chuchu para o segundo turno, estão fazendo uma série de manobras, como a divulgação de pesquisas fraudulentas, que aos poucos vêm apresentando um crescimento de picolé de chuchu, que já aparece em terceiro lugar, atrás dos “dois extremos” contra quem a burguesia faz uma intensa campanha, o PT e bostanazi, apresentando picolé de chuchu como o indivíduo racional e democrático que poderia vencer estes dois elementos “golpistas” contra a democracia.

O uso do ato do dia 29 contra bostanazi, o possível resultado do inquérito da facada de bostanazi e os indícios (muito provavelmente, falsos) de que 41% das mulheres não sabem em quem votar são as cartas que a burguesia está usando para justificar uma inflação da votação picolé de chuchu, nas pesquisas e nas eleições. Não se encontra eleitor de picolé de chuchu em lugar nenhum, só o esforço da direita golpista para fazer acreditar que realmente este é um candidato popular e necessário para combater o fascismo de bostanazi. Logo ele, o tucano que bate em professores e estudantes…

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Primeiro-ministro de Israel acusa Irã de ter depósito nuclear usando power point de Dallagnol

Esse Netanyahu é uma piada, igual ao Dallagnol. HUE.

Primeiro-ministro de Israel acusa Irã de ter depósito nuclear usando power point de Dallagnol

Da redação – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, como bom capacho do imperialismo norte-americano, se alinhou aos ataques dos patrões na Assembleia Geral da Organização das nações Unidas (ONU), atacando o Irã com a denuncia de que os mesmos teriam um “depósito atômico” secreto, em Teerã, com 300 toneladas de “material nuclear”.

Netanyahu levou um documento com fotos, revelando “uma nova informação”, que na verdade, não diz nada, tudo ao estilo dos agentes serviçais da CIA, como vimos no caso de Lula, onde o procurador da República brasileira, Deltan Dallagnol apresentou como “provas” um power point vergonhoso.

“O que estou prestes a dizer não foi compartilhado publicamente antes.[…] Estou divulgando pela primeira vez que o Irã tem outra instalação secreta em Teerã” , apresentando uma foto do “complexo de aparência inocente”.

Aproveitou ainda para criticar a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que, após relatórios de Israel sobre o “arquivo secreto” não teria tomado nenhuma ação. Por que, finalmente, apenas os governos assassinos podem ter bombas nucleares. Já a classe operária deve se ajoelhar e aceitar todo o genocídio de seus povos, calados.

As acusações do serviçal, reafirmam mais uma vez o imenso cinismo desses países, pois, como se sabe, são esses que detém um grande poderio nuclear enquanto acusam os países explorados com a finalidade de invadi-los, organizando golpes e infiltrando agentes para criar a situação.

Como este diário alertou (https://www.causaoperaria.org.br/eua-e-israel-conspiracao-imperialista-contra-o-ira/), a saída dos EUA do acordo nuclear (entre o Irã e o Grupo 5+1), estava levando a cabo uma política de criar pressão sobre o Irã através do estado genocida de Israel. O rompimento do acordo, somado à guerra econômica, em que Trump ameaçou investidores para boicotarem o país, explicitam que a ofensiva dos EUA são para roubar as riquezas do Irã.

A cúpula da ONU aparenta estar abrindo ainda mais a grande crise do imperialismo (https://www.causaoperaria.org.br/assembleia-da-onu-imperialismo-ataca-o-ira-que-reage-a-altura/), esclarecendo os planos de dominação contra os governos nacionalistas, organizando a invasão da Venezuela, guerras no Oriente Médio, e, com ataques de Trump e seu “cão de guarda” no Oriente Médio, os trabalhadores devem acompanhar os próximos passos de ofensivas.

Veja a Análise Internacional sobre o tema:

https://www.facebook.com/causaoperariatv/videos/an%C3%A1lise-internacional-n%C2%BA9-ir%C3%A3-no-centro-dos-acontecimentos-mundiais/1910357925675133/

https://www.youtube.com/watch?v=KmEc2tOJ_F0

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“Antibolsonarismo” não é antigolpismo, é campanha para os tucanos

O antibolsonarismo aqui é mais humorístico que político. picolé de chuchu e bostanazi, no final das contas, são igualmente desprezíveis.

“Antibolsonarismo” não é antigolpismo, é campanha para os tucanos

Assim como em junho de 2013, proliferam nas redes sociais as adesões à campanha antibolsonarista do #EleNão / #EleNunca. Mas, afinal, em quem votariam os eleitores do nazinga Jair bostanazi (PSL) e seu vice, o general golpista Hamilton boiolão (PRTB), senão neles? Certamente, não em algum candidato que se apresenta como esquerda. Não em Fernando Haddad (PT), nem em Guilherme Boulos (Psol), nem em Vera (PSTU). A campanha, portanto, se destina a converter os votos bolsonaristas em votos de outros candidatos da direita. A depender das diretrizes do imperialismo, os votos bolsonaristas do primeiro turno devem ser transferidos para Geraldo picolé de chuchu (PSDB), a partir da campanha do #EleNão.

Há outros fortes indícios de que se trata de uma campanha de direita. O grupo no Facebook que originou o movimento, Mulheres Unidas contra bostanazi, foi fortemente alavancado pela imprensa golpista, tendo atingido 2 milhões de membros há dez dias. Aderiram à campanha alguns dos porta-vozes da direita, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a apresentadora direitista Raquel Sheherazade e até mesmo o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton. A pauta foi devidamente amplificada pela imprensa internacional, tendo sido capa da principal revista neoliberal do mundo, a inglesa The Economist. A campanha antibolsonarista vem vestida com o manto do “antiextremismo”, em que se pede o voto em candidatos “de centro”. Nessa visão distorcida do cenário político, o PT de Haddad estaria na extrema esquerda, do mesmo modo que bostanazi estaria na extrema direita.

Para acrescentar um elemento de confusão a mais, os fascistas do Movimento Brasil Livre (MBL) passaram a adotar na quarta (19) a hashtag #EleNão em referência a Luiz Inácio Lula da Silva, e não a bostanazi.

Na linha auxiliar a esse movimento, a revista Época se juntou ao blog Cafezinho e à Carta Capital na campanha pela candidatura de Ciro Gomes (PDT) – destinada a dividir os votos da esquerda. O apoio ao pedetista seria o complemento da campanha da direita pela alavancagem de picolé de chuchu, e ainda uma espécie de “Plano B” para os golpistas, caso o Picolé de Chuchu não seja capaz de granjear votos suficientes.

picolé de chuchu é o candidato preferencial do imperialismo. É a ele que a imprensa e os golpistas se referem ao mencionar uma saída “de centro”, que seria capaz de conseguir apoio ainda no primeiro turno de Amoedo (Novo), Álvaro Dias (Podemos) ou Henrique Meirelles (MDB). Uma coligação prematura com os três poderia elevar picolé de chuchu à casa dos 20% de intenções de voto, o que pode colocá-lo no segundo turno com bostanazi.

É evidente que o ex-governador de São Paulo nada tem de centrista. Ao contrário: picolé de chuchu – membro da organização religiosa franquista Opus Dei – é o candidato preferencial da direita. No campo do fascismo, as ações dos tucanos no poder em muito superam a verborragia de bostanazi. O capitão fala em equipar a Polícia Militar para exterminar a população pobre: o PSDB de fato equipou as forças de repressão para a violência contra a população. Foi picolé de chuchu, por exemplo, quem ordenou à PM a repressão brutal aos movimentos da esquerda pequeno-burguesa em 2013. Foi João Dória (PSDB), como prefeito de São Paulo, que mandou demolir prédios com gente dentro e desalojar moradores de rua com jatos de água gelada. Foi a PM de Beto Richa (PSDB-PR) que espancou professores num ato em Curitiba. Foi a PM de Marconi Perillo (PSDB-GO) que rachou os crânios dos estudantes em 2016. O que bostanazi bravateia no campo da teoria e no teatro parlamentar, picolé de chuchu e o PSDB já praticam há anos em suas administrações.

Frente à ação fascista, mais que discursos de repúdio e hashtags, cabe a ação de autodefesa resoluta dos trabalhadores. Membros do MBL que invadem atividades de esquerda e escolas devem ser repelidos à base da força. Só assim é possível fazer o fascismo retroceder. Frente ao golpismo que visa a usar as eleições para legitimar um recrudescimento do regime ditatorial em que o Brasil entrou após o impeachment de 2016, é preciso mobilizar e organizar os trabalhadores, de modo a propiciar uma real mudança na relação de forças políticas em jogo. Nenhuma ilusão nas eleições golpistas. Nenhuma unidade com a direita. Eleição sem Lula é fraude.

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#AlckminSim: Manifesto contra Bolsonaro faz parte da fraude eleitoral

Nesses tempos de eleição tem-se que tomar muito cuidado com as ratoeiras colocadas pela equipe de marqueteiros contratados e muito bem pagos pelo PSDB.

#picolé de chuchuSim: Manifesto contra bostanazi faz parte da fraude eleitoral

No último domingo (23) foi lançado um manifesto intitulado Pela Democracia, pelo Brasil – ou DemocraciaSim, assinado por “artistas, advogados, ativistas e empresários”, contra a candidatura à Presidência da República de Jair bostanazi (PSL) e Hamilton boiolão (PRTB). O movimento surgiu na esteira daquele iniciado pelas Mulheres unidas contra bostanazi no Facebook, com 2 milhões de participantes e as hashtag #EleNão / #EleNunca, e alavancado pela imprensa golpista brasileira e internacional. Principal órgão de divulgação do pensamento neoliberal, a revista inglesa The Economist chegou a lançar uma edição em que estampava em sua capa uma foto de bostanazi com a manchete: bostanazi presidente: a última ameaça da América Latina. Personalidades como a apresentadora direitista Raquel Sheherazade, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton também se manifestaram contra a candidatura dos militares.

A defesa é da “democracia”, como se esta fosse um valor abstrato, como se não fosse fruto de uma contínua luta dos trabalhadores direitos mínimos frente ao poder do imperialismo e das burguesias nacionais. Tais valores, cultivados tanto pela classe dominante quanto por amplos campos da própria esquerda, nada mais fazem que escamotear a luta diária de vida ou morte entre as classes sociais pelo poder. Numa fantasia idealista, acreditam que as eleições burguesas seriam o ideal de participação popular. O voto na urna, forjado por campanhas publicitárias milionárias e por currais eleitorais que concedem favores paroquiais, se sobreporia como valor à organização da classe trabalhadora e à elevação de sua consciência.

Cinicamente, apoiadores do golpe de Estado que financiaram e promoveram o impeachment ilegal de Dilma Rousseff em 2016 e a prisão de Lula em 2018 se dizem a favor da suposta “democracia”. Não é diferente no caso do movimento DemocraciaSim.

Seus organizadores são justamente os barões do rentismo, os financiadores do golpe em curso no Brasil, como a banqueira Neca Setúbal – da família dona do Banco Itaú – ou José Marcelo Zacchi, Secretário-Geral do Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife), e parceiro da Fundação Lemann (do banqueiro Jorge Paulo Lemann). Após afundarem o país no governo de conde drácula (MDB), após alimentarem o crescimento do fascismo no Brasil por meio de grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL) e congêneres, agora se voltam contra uma de seus cães de guarda afirmando prezar “a democracia. A democracia que provê abertura, inclusão e prosperidade aos povos que a cultivam com solidez no mundo. Que nos trouxe nos últimos 30 anos a estabilidade econômica, o início da superação de desigualdades históricas e a expansão sem precedentes da cidadania entre nós”.

(cont.)

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Ciro mostra bico de tucano e acusa Lula de ser corrupto

O Ciro "Dá bilhão?" Gomes às vezes deixa escapar a sua verdadeira face.

Ciro mostra bico de tucano e acusa Lula de ser corrupto

O vale tudo na reta final das eleições mais fraudulentas de todos os tempos vem se intensificando dramaticamente. A direita e seus representantes, totalmente desmoralizados e com altas taxas de rejeição da população, protagonizam cenas do mais completo desespero, buscando algum bote salva-vidas que lhes garanta um oxigênio adicional diante do iminente naufrágio de suas candidaturas.

Uma das retóricas mais agressivas no espetáculo circense eleitoral vem sendo verbalizada pelo candidato do PDT, o camaleão Ciro Gomes, que, sabe-se lá porque – ou por razões que só ele mesmo poderia explicar – se apresenta ao pleito como candidato de “centro-esquerda”. Se houvesse um mínimo de seriedade e rigor nesta verdadeira torre de babel em que as eleições foram transformadas pelas instituições golpistas, Ciro Gomes deveria ser processado por estelionato político-ideológico, pois seu programa e seu plano de governo estão há anos luz de distância de um governo que se pretenda de centro-esquerda. A candidatura de Ciro Gomes é, neste sentido, mais uma farsa grotesca, somando-se ao conjunto das outras que buscam se legitimar diante das ilegalidades, abusos e arbitrariedades impostas pelo judiciário golpista aos partidos e candidatos.

Com a aproximação do momento mais crucial e decisivo do pleito, Ciro Gomes vem intensificando seus ataques contra o candidato que julga ser o seu principal concorrente, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad, candidato substituto do ex-presidente Lula. Haddad, por ter sido homologado como o substituto do ex-presidente vem colhendo os benefícios da transferência de parte dos votos de Lula, o que levou a que – em algumas pesquisas – apareça na frente do candidato “falastrão de centro-esquerda”, assumindo a segunda posição.

Isso parece ter despertado a ira do “nordestino cabra macho” do PDT, que decidiu partir para o tudo ou nada e passou a atacar também o governo do ex-presidente Lula, com acusações ao melhor estilo dos tucanos e da famigerada e persecutória ‘Lava Jato”, operação inquisitorial de perseguição à esquerda, que Ciro Gomes – não nos esqueçamos – nunca perde a oportunidade de elogiar.

Na segunda-feira, dia 17, participando de um programa de entrevista na mais golpista das emissoras nacionais, a Rede Globo, Ciro Gomes foi entrevistado pela âncora do Jornal da Globo, a pérfida Renata Lo Prete sobre a relação dele (Ciro) com o ex-presidente Lula. Declarando-se “amigo” do ex-presidente, o candidato do PDT não poupou o “amigo” das mesmas acusações que vêm sendo dirigidas a Lula por todos os seus inimigos e que serviram de esteio para a maior campanha de calúnias a que um ex-chefe de Estado já esteve submetido no País. Ciro afirmou durante a entrevista que Lula tinha pleno conhecimento do “esquema de corrupção na Petrobrás”, atacando frontalmente o ex-presidente, para delírio da entrevistadora golpista.

“No mensalão, eu estava lá [no governo, como ministro]. De fato, ele não sabia. Eu tenho razões genuínas para acreditar que, de fato, ele falou a verdade quando disse que não sabia. No ‘petrolão’, não dá. No ‘petrolão’, simplesmente não dá porque não é que ele sabia que as pessoas estavam roubando, mas ele sabia que as pessoas estavam procurando as indicações para roubar. Isso aí, infelizmente, eu por exemplo falei pra ele várias vezes do Sérgio Machado [ex-presidente da Transpetro]” (G1, 18/09), disparou o muy “amigo” Ciro sobre o ex-presidente.

A verdade que precisa ser dita, sem tergiversações e sem meias palavras é que candidatura e a campanha de Ciro Gomes está alinhada às demais candidaturas golpistas, embora em sua retórica o camaleão Ciro ensaie críticas (sempre muito vagas) ao golpe de 2016 que derrubou a presidente Dilma Rousseff. Setores de esquerda, inclusive do próprio PT, o enxergam como um aliado, um representante das “forças progressistas”, que poderia compor no “campo da esquerda”. O que se opõe ao que foi dito pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, quando alguns setores da esquerda “namoravam” Ciro como um possível “plano B” para substituir Lula: ö Partido não apoiará Ciro Gomes nem com reza brava”.

Segundo Ciro, ele e Lula são amigos “há mais de 30 anos” e o ex-presidente, que está preso em Curitiba após ser condenado, sem provas, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, “nem é satanás, como os coxinhas e os radicais de direita no Brasil, querem fazer [parecer], e nem é esse deus que certa fração religiosa radicalizada do PT quer, também, transformar”.

Cinicamente Ciro também afirmou que “Lula escolheu o [Antonio] Palocci, que está preso, para comandar a economia brasileira por oito anos. Será que ele mesmo, Lula, acha que foi uma escolha acertada? O Lula escolheu a Dilma [Rousseff], que é uma pessoa honrada, mas desastrou o país. O Lula escolheu conde drácula. Com a popularidade farta e generosa, merecida, escolheu conde drácula e cravou conde drácula na linha de sucessão do Brasil. E tudo isso eu protestei na hora. O Lula escolheu o Haddad recentemente. Eu não falo mal do Haddad. O Haddad é um amigo meu. Estou discutindo porque estamos num debate. […] É razoável que a gente exponha o Brasil a esse risco?”, explicou.

Logo depois, Ciro Gomes foi questionado sobre as responsabilidades que, para ele, Lula teve nos escândalos do mensalão do PT e na Petrobras. Segundo o candidato do PDT, o ex-presidente “não sabia” do esquema de compras de voto em seu governo, mas sabia que os partidos políticos buscavam indicações na Petrobras “para roubar”.

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Greve geral na Argentina: trabalhadores param o país contra Macri

It's happening!

Espero que tenha uma aqui no brbr também, pois está mais que precisando.

Greve geral na Argentina: trabalhadores param o país contra Macri

O segundo país mais importante da América do Sul, literalmente parou nesta terça-feira, dia 25 de setembro. A Argentina amanheceu com uma vigorosa greve geral onde a quase totalidade de seus serviços, bancos, repartições públicas, comércios, postos de gasolina, escolas, universidades, trens, metrôs, portos e aeroportos não funcionaram. É a quarta greve geral contra a política econômica do governo burguês-neoliberal e entreguista do presidente Mauricio Macri, convocada pela principal central sindical do país, a CGT.

A greve geral desta terça-feira e todos os grandes protestos anteriores levados adiante pelos trabalhadores é o resultado da reação dos explorados portenhos ao profundo ataque do grande capital e do imperialismo às condições de vida das massas, que praticamente recolonizou a Argentina depois do golpe “democrático-eleitoral” que derrotou o governo da ex-presidente Cristina Kirchner, neste momento acusada e perseguida pelos tribunais golpistas do país vizinho.

O receituário neoliberal imposto ao pais pela banca internacional esfacelou a economia do país, impondo um enorme retrocesso na produção, com aumento da inflação e disparada do dólar. As medidas de destruição da economia argentina afetaram não só a produção do país, mas atingiram em cheio quase todos os segmentos sociais da nação, particularmente os setores mais vulneráveis, as massas exploradas e pauperizadas do país vizinho.

Vale recordar que no início do século, entre os anos 2000 e 2001, a Argentina foi sacudida por violentos protestos contra as mesmas medidas que neste momento estão sendo implementadas pelo governo Macri. Naquela ocasião – também a soldo do Fundo Monetário Internacional (FMI) – o governo de Fernando de la Rúa impôs um conjunto de medidas que atacavam frontalmente os trabalhadores. A reação das massas foi imediata e enérgica e os gigantescos protestos acabaram precipitando a queda do presidente, que renunciou em dezembro de 2001.

A burguesia continental e o imperialismo têm perfeita consciência que as duras medidas de ataque à economia dos países sul-americanos e às condições de vida das massas irá desencadear uma forte reação dos explorados. É inevitável que isso ocorra, daí a movimentação da burguesia no sentido de impedir a luta dos explorados. Os golpistas em, todo o continente, trabalham para destruir e esmagar as organizações de luta das massas, perseguindo sindicatos, centrais de luta dos trabalhadores, partidos de esquerda e movimentos populares.

O imperialismo, a direita e os golpistas somente poderão ser derrotados através de grandes mobilizações e da ação direta das massas em defesa das suas condições de vida.

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Mourão, o espantalho 2.0?

boiolão, o espantalho 2.0?

No começo desta semana foi publicada uma pesquisa eleitoral da CNT/MDA, na qual o candidato fascista Jair bostanazi (PSL) apareceu em primeiro lugar, com 28,2% das intenções de voto. Em segundo, Fernando Haddad (PT) chegou a 17,6% e o candidato abutre Ciro Gomes (PDT) ficou com 10,8%, na terceira posição.

A imprensa golpista, ao contrário do que em outras ocasiões, parece estar muito tranquila, mesmo com um candidato do PT chegando agora na vice-liderança da pesquisa. Os comentaristas da imprensa burguesa sinalizam a importância do chamado “voto útil”, ainda mais em um cenário que pode ser de polarização entre a esquerda, representada por Haddad, e a extrema-direita, representada por bostanazi.

Neste caso, ainda que as pesquisas sejam em certa medida manipuladas e não representem a realidade, teríamos um segundo turno entre o PT, cuja direita histérica e a burguesia não querem de jeito nenhum, e o fascista bostanazi – ou pior, o general boiolão –, cuja maioria da população despreza completamente.

Como foi discutido em artigo recente deste diário (>>2146), o que teríamos seriam dois espantalhos: um da esquerda, em que parte da esquerda votará mas não tem apoio das ordas de direita e da burguesia, e outro da extrema-direita, em que tanto a população como as organizações de esquerda não votariam de forma alguma, especialmente no segundo turno.

Percebe-se, pela análise da imprensa burguesa, que bostanazi/boiolão não é o candidato da burguesia e do imperialismo – embora estes dois personagens façam de tudo para tentar ganhar a confiança dos burgueses e imperialistas, incluindo a venda do País. Um exemplo disso são as declarações de boiolão, que não esconde (pelo contrário, propagada por todos os cantos) seu ponto de vista reacionário, o que não seria de agrado da burguesia, cuja imprensa trata de demonstrar o caráter tresloucado de suas palavras.

boiolão, muito pior do que bostanazi – um troglodita completamente solto, atirando com balas de canhão contra todos os consensos impostos pela burguesia, atacando brutalmente as mulheres, negros, homossexuais, indígenas, pobres, brasileiros como um todo, afirmando que invadirá a Venezuela e causará uma guerra – serve diretamente ao jogo da burguesia.

“Não podemos votar neste monstro! Será um caos um segundo turno entre ele e o PT!”. Eis a cartada da burguesia para eleger justamente alguém de “centro”, fora da polarização e do extremismo. E quem aparece como o candidato desse “centro” é justamente o principal representante burguês, Geraldo picolé de chuchu.

Nesse sentido, a subida de Haddad nas pesquisas e a liderança de boiolão (que tomou de assalto a cabeça da chapa) favorece picolé de chuchu, que corre por fora. O político do PSDB sempre foi o favorito da burguesia e do imperialismo para governar o Brasil e entregá-lo completamente para os tubarões imperialistas.

picolé de chuchu, visto a polarização entre “extremos” – de esquerda e direita –, está sendo apresentado como o “centro” no cenário eleitoral. Com medo de bostanazi e Haddad, os setores menos convencidos ideologicamente por suas candidaduras – ou, supostamente, mais moderados – estão sendo pressionados a votar em outro candidato, fora de tal polarização.

picolé de chuchu, com todo o apoio da imprensa burguesa e de candidaturas artificiais da direita (Meirelles, Alvaro Dias e Amoêdo), favorecido pelo suposto cenário de caos com a polarização no segundo turno que, inevitavelmente, levaria a esquerda ou a extrema-direita ao governo, se beneficiaria dessa campanha.

A burguesia tem diversos mecanismos para fraudar as eleições (o mais importante deles, a prisão e impedimento da candidatura do líder mais popular do Brasil, Lula). Ela fará de tudo para colocar seu candidato no segundo turno. E este segundo turno poderá ser entre picolé de chuchu e bostanazi/boiolão, pois o PT não pode ter a menor chance de vencer a eleições, para a burguesia. E boiolão não se pode suportar. Essa é a grande oportunidade da burguesia para emplacar seu candidato “puro sangue”, Geraldo picolé de chuchu.

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Moro confessa: “não há prova” contra Lula

Juizeco de 2ª instância da cidade da puta que pariu admite o que todo mundo já sabe (menos os coxinhas reaças que só assistem a Globosta):

Moro confessa: “não há prova” contra Lula

Da Redação – O juiz da 13º Vara da Justiça Federal de Curitiba, Sérgio Moro, também conhecido popularmente como “Mussolini de Maringá”, reafirmou novamente em despacho emitido nesta terça-feira (19), que mantém o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encarcerado na Superintendência da Polícia Federal, desde 7 de abril, na capital paranaense, por conta do processo pelo “Triplex do Guarujá”, mesmo sem provas.

No despacho, Moro diz não haver provas, embora insista na tese de que a suposta vantagem indevida teria sido resultado de corrupção. Moro diz: “Não há prova de que os recursos obtidos pela OAS com o contrato com a Petrobrás foram especificamente utilizados para pagamento ao Presidente. Mas isso não altera o fato provado naqueles autos de que a vantagem indevida foi resultado de acerto de corrupção em contratos da Petrobrás”.

Na verdade, não há provas que sustentem nenhuma condenação e processo contra Lula. Os golpistas sabem disso. A função de Moro é justamente esta: treinado pelo imperialismo, como mostrado em documentos vazados pela Wikileaks, o juiz foi colocado como um dos principais agentes do golpismo com a grande missão de prender Lula, custe o que custar.

A manifestação do juiz paranaense vem para reforçar o caráter político da prisão de Lula, preso há 166 dias em Curitiba. Não há lei e nem instituição capaz de reverter o processo de perseguição implacável promovido pela Justiça contra os direitos de Lula e de milhões de brasileiros que gostariam de votar no ex-presidente. Apenas uma mobilização das massas, com trabalhadores, estudantes e movimentos operários e sociais pode derrotar o golpe, que instituiu um regime inconstitucional e prendeu Lula para que este não concorra nas eleições e para entregar todos os recursos do País ao imperialismo, reprimindo todas as classes populares e organizações de esquerda.

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Situação Política Brasileira

Esses boletins da Crítica da Economia são muito bons.

Tive que dividir em várias partes porque o boletim é extenso.

Situação Política Brasileira

por Jorge Arnaldo e José Martins, da redação.

Afinal, o que pensam os capitalistas e demais classes proprietárias da atual situação política do maior país ao sul do equador e o que planejam para o seu futuro? Nesta última semana, eles abriram um pouco mais o jogo e deram algumas pistas a respeito. Analisando-as mais de perto, todos os sensatos cidadãos brasileiros poderão agora votar com mais fundamentos nas próximas eleições de outubro

Do exterior, uma didática matéria de capa da revista inglesa The Economist. Do interior, direto da Avenida Paulista, uma bombástica entrevista do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (FHC), principal ideólogo da protoburguesia nacional. Além de outras figurinhas carimbadas do mercado.

Houve inúmeras manifestações sobre o futuro da democracia no Brasil, mas sem grandes diferenças. Primeira constatação: essas avaliações políticas dos capitalistas de fora e de dentro coincidem milimetricamente. Na forma e no conteúdo. Uma verdadeira internacional do capital sem fronteiras. Se o Estado sempre é nacional, o capital é crescentemente internacional.

A The Economist trata Jair Messias Boçalnaro – forte candidato da rica classe média branca e da lumpen-burguesia a presidente da República nas próximas eleições gerais de Outubro – como a mais recente ameaça para a América Latina.

Considera que um eventual governo Boçalnaro seria “desastroso” para o Brasil e toda a região. Acabou a semana sendo chamada pelos fervorosos adeptos da velha ditadura militar de “The Comunist”.

Para a “The Comunist”, alias, The Economist, o pano de fundo dos perigosos descaminhos da política no Brasil é a desastrosa situação econômica e social do país. As condições materiais na frente do processo. É um método correto de se analisar a política. O problema é que o método não resolve tudo. Veja pequenos trechos da matéria:

“A economia é um desastre, as contas públicas estão sob pressão e a política está bastante apodrecida. A violência urbana também tem crescido. Entre as 20 cidades mais violentas do mundo, 7 são brasileiras. As eleições presidenciais do mês que vem dão ao Brasil a chance de um recomeço. Apesar disso, se a vitória for de Jair bostanazi, um populista de direita, os brasileiros correm o risco de tornar tudo pior. O senhor bostanazi, cujo nome do meio é Messias, promete a salvação; na verdade, ele é uma ameaça para o Brasil e para a América Latina… Caso seja eleito, ele poderá colocar a própria sobrevivência da maior democracia da América Latina em risco… Além de suas visões não liberais no campo do comportamento, bostanazi tem uma admiração preocupante por ditaduras. Ele dedicou seu voto pelo impeachment de Dilma Rousseff ao comandante de uma unidade responsável por 500 casos de tortura e 40 assassinatos durante o regime militar, que governou o Brasil entre 1964 e 1985. O vice de bostanazi é Hamilton boiolão, um general reformado, que no ano passado sugeriu uma intervenção militar para solucionar os problemas do país. A resposta de bostanazi à criminalidade é, com efeito, matar mais criminosos, apesar de, em 2016, a polícia no Brasil ter matado mais de 4 mil pessoas.”

Se fosse nos anos sessenta do século passado, a implantação de uma ditadura militar estrito senso seria certamente a solução imperialista para essas áreas dominadas. O golpe de 1964, e todos os demais na America Latina, na época, foram comandados por Washington. E executados por boçais como Jair e Hamilton.

Os atuais dirigentes do Estado terrorista estadunidense até gostariam que isso fosse possível novamente. Mas as coisas materiais mudaram. E as velhas ditaduras e seus antigos gorilas tornaram-se totalmente insuficientes para as novas tarefas. Muito mais complexas.

É por isso que nestes últimos momentos dos anos 2010 a mensagem do império é muito clara a seus vassalos brasileiros: nada de Médici e Pinochet novamente! Essa inócua solução deve ser descartada por certas frações da protoburguesia brasileira que ainda engordam as projeções de voto no capitão Boçalnaro nas pesquisas eleitorais.

(cont.)

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Cartas na mesa: burguesia revela seu plano para as eleições

Por mais que o Bostanazi seja uma figura desprezível, o pior no final das contas é, ironicamente, o Picolé de chuchu, justamente porque ele é o candidato preferido da elite burguesa; isto é, ele teria mais facilidade em executar os ataques contra os trabalhadores e reprimir a população. Boa parte da esquerda se esquece disso.

Cartas na mesa: burguesia revela seu plano para as eleições

Nesses últimos dias de campanha presidencial, estabeleceu-se uma espécie de consenso suprapartidário anti-bostanazi. Na convergência das mais diversas forças políticas, de Fernando Henrique Cardoso a Guilherme Boulos, todas as vozes parecem se erguer contra o “monstro”. Manchetes de jornais estrangeiros, porta vozes dos interesses do “mercado”, como The Economist, afirmam que o candidato de extrema-direita representa uma grande ameaça à América latina. Um movimento de mulheres contra bostanazi cresceu quase instantaneamente, de forma exponencial, e através das redes sociais, todo mundo passou a enxergar no candidato do PSL a “grande ameaça” à estabilidade política e social do país. De uma hora para outra, o grosseiro ex-capitão do exército, que convalesce no hospital de uma facada, surgiu como um perigo a ser debelado a todo custo. Movimentos como o “Ele-não”, impulsionados pela esquerda psolista e petista, roga-se evitar sequer pronunciar o nome do “Coiso”.

Mas algo de malicioso talvez se esconda por detrás de toda essa construção fantasmagórica de uma personagem hedionda, um “ser supremo em maldade”, de estupidez inomeável: a legitimação do voto no candidato da direita, e na verdade muito mais perigoso: Geraldo picolé de chuchu.

Antes de mais nada, é preciso estar ciente de que a direita não costuma expor suas intenções abertamente. Ela solta aqui e ali indícios, insinuações, para que o eleitor infira “por si mesmo”, como se fosse uma conclusão sua, aquilo que ela quer que ele pense. Aconteceu assim durante o golpe de estado que retirou Dilma do poder. O mesmo se passa com a campanha direitista contra bostanazi. Estão fazendo de B um espantalho, uma figura horrível, um facínora, a fim de se justificar qualquer voto contrário a ele.

As pesquisas indicam que 40% dos eleitores ainda não decidiram em quem votar. Nesse sentido, o “Coiso” teria apenas 30% de 60 %. Diante dessa indeterminação, o PSDB, partido com mais tempo de televisão, apoiado por um conjunto de partidos golpistas, ainda teria condições de apresentar seu candidato, picolé de chuchu, como a solução intermediária, um ponto de equilíbrio entre o fascismo extremista arrasa quarteirão e o PT como esquerda “corrupta”.

Na verdade, picolé de chuchu é o verdadeiro candidato do Temer, o candidato da continuidade, elemento que apoia e aprofundaria todas as reformas implementadas pelo governo golpista. Em sua trajetória como governador de São Paulo, ele já deu mostras contundentes de ser um candidato direitista, capaz de privatizar a rodo, fechar hospitais e escolas, reprimindo violentamente funcionários públicos a golpes de cassetete. Trata-se de um legítimo representante dos banqueiros, do grande capital, que atua de modo contumaz à revelia dos anseios e necessidades da população, principalmente da mais pobre e habitante das periferias.

A direita manobra hoje para converter o voto de protesto que elevou o extremista bostanazi nas pesquisas, num voto de continuidade das reformas que hoje esmagam, e esmagarão muito mais ainda, os direitos dos trabalhadores. A própria crise com seu vice e os problemas que tem enfrentado como a facada, etc, parecem revelar a presença de inimigos internos em sua campanha, que visam prejudicá-lo, abrindo espaço para um outro candidato.

A conclusão é que enquanto todos parecem tomar como fato consumado a eliminação de picolé de chuchu, o “picolé de chuchu”, para fora da disputa eleitoral, um chamado à esquerda anti-fascista se faz urgente: abram o olho, pois por detrás do “monstro” bostanazi, pode se esconder algo muito pior.

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Sabotagem interna? Bolsonaro manda Mourão e economista pararem de fazer campanha

Será que eles vão mesmo parar de fazer? HUE.

Sabotagem interna? bostanazi manda boiolão e economista pararem de fazer campanha

Logo após a facada dada em bostanazi, o general boiolão queimou a largada e praticamente deu um golpe na candidatura do capitão, assumindo a dianteira e pleiteando a participação nos debates eleitorais. A intervenção militar do general boiolão causou uma crise essa semana na campanha do candidato do PSL. O capitão fascista mandou, quebrando a hierarquia militar, o general parar de fazer campanha em seu lugar.

Ao mesmo tempo a imprensa imperialista internacional lançou um ataque contra bostanazi. A capa da revista The Economist dessa semana, ligada aos grandes bancos e aos monopólios empresarias que comandam a economia capitalista e organizaram o golpe no Brasil, apresentou o retrato de bostanazi e logo embaixo uma caracterização da candidatura da extrema-direita, como sendo desastrosa e uma ameaça para o Brasil e a América Latina.

A campanha impulsionada nas redes sociais, de caráter apartidário e com colaboração da esquerda-pequeno Burguesa, com a palavra de ordem “Ele não”, também evidencia a operação do imperialismo contra bostanazi para favorecer o seu candidato de preferência, Geraldo Alckimin. O que mostra a farsa da campanha é a participação de elementos da direita, inclusive de setores da extrema-direita contra bostanazi, como é o caso da apresentadora Rachel Scherazade.

Conforme se aproxima a data do primeiro turno, as manobras do imperialismo vão ficando cada vez mais claras no que diz respeito aos seus verdadeiros interesses políticos. Com a impugnação arbitrária da candidatura da principal liderança popular do país, o ex-presidente Lula, o imperialismo aprofunda a sua operação para garantir que o seu candidato vença as eleições.

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Dilma era impopular? Presidenta eleita lidera isolada eleição em MG

Essa é para os reaciotários que acreditaram na conversa do impítiman de bunda ardendo:

Dilma era impopular? Presidenta eleita lidera isolada eleição em MG

Um dos argumentos usados pelo monopólio da imprensa burguesa para justificar o golpe que levou ao impeachment da presidenta, democraticamente eleita, Dilma Rousseff, seria uma suposta impopularidade. Como “embasamento”, mostravam imagens das manifestações realizadas por coxinhas, onde os direitistas levavam cartazes e faixas pedindo a saída da governante. Essas manifestações eram totalmente artificiais, convocada pela imprensa e por grupos criados com dinheiro do imperialismo.

Dilma, todavia, não era, e não é, impopular. Quando reeleita, a presidenta recebeu 54 milhões de votos. Após sua retirada, realizada pela direita, as mobilizações populares pela luta contra o golpe demonstraram isso. Atualmente ela concorre ao senado pelo Partido dos Trabalhadores, em Minas Gerais. A petista lidera as intenções de votos entre os mineiros. Na última pesquisa, realizada pela DataTempo, a candidata aparece em primeiro lugar, com 27,9% dos votos. Comparada com agosto, o crescimento foi de 1,1 ponto percentual.

Dilma foi retirada pelos golpistas e, atualmente, está no poder conde drácula, o presidente fantoche. O seu governo é, na verdade, controlado pelos militares, que ditam os rumos do país, atendendo aos interesses burgueses, que vão de oposto aos da classe trabalhadora. E não tem absolutamente nenhum apoio popular.

Assim como o golpe se expressou na retirada da presidenta democraticamente eleita, por 54 milhões de brasileiros, hoje se expressa na prisão política de Lula e em sua retirada das eleições. Ele, que é o maior líder de massas da América Latina, é o escolhido do povo para assumir a presidência. Todavia seu direito foi vetado e ele não apenas não pode concorrer, como sua figura também não pode ser utilizada nas propagandas eleitorais gratuitas, expostas nas emissoras de TV e rádio.

Nesse sentido lutar contra o golpe é fundamental. Todavia é importante ter a clareza de que a luta não deve ser nas urnas. Apostar nas eleições burguesas é um caminho trágico para a derrota. Apenas a mobilização popular, nas ruas, será capaz de barrar aos retrocessos impostos pela direita, bem como acabar com todas as medidas do governo fantoche, que atacam diretamente os interesses da classe trabalhadora.

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Voto útil é parte da fraude eleitoral

Vale sempre a pena recordar os erros do passado para não repetir os mesmos erros no presente.

Voto útil é parte da fraude eleitoral

As últimas pesquisas sinalizam claramente que a direita golpista que derrubou a presidenta Dilma Rousseff e condenou, sem provas, e mantém preso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está preparando um novo golpe nas eleições, depois de ter cassado a candidatura do candidato que o povo queria na presidência, violando para isso a Constituição Federal, mais uma vez.

Trata-se da velha e conhecida tática do “voto útil”, que consiste em induzir, principalmente por meio da divulgação de pesquisas manipuladas, parte do eleitorado a votar em um candidato sem apoio popular real, para – supostamente – evitar a vitória de um candidato apresentado como o “mal maior”, ou até mesmo como a encarnação do capeta.

Esse truque já foi usado um sem número de vezes em eleições nacionais e regionais, nas últimas décadas. No final da ditadura militar, por exemplo, depois de derrotar a mobilização popular em favor das eleições diretas, a direita lançou a campanha que era preciso apoiar a eleição de Tancredo Neves e José Sarney, no Colégio Eleitoral, para impedir a vitória eleitoral de Paulo Maluf, do PDS, partido oficial da ditadura militar. O resultado é conhecido: a derrota de Maluf com o apoio de certos setores da esquerda, resultou concretamente no governo do ex-presidente do partido da ditadura, isso mesmo do PDS, José Sarney, dando sequência e aprofundando uma série de ataques do regime militar contra o povo brasileiro.

Em várias outras oportunidades, a tática do “voto útil” foi usada para dar a vitória a um candidato do grande capital, capacho do imperialismo e defensor da política “neoliberal” contra o povo, supostamente, para impedir a vitoria de um candidato conservador e direitista, mas que – de fato – representava um perigo menor para o povo. Foi assim, por exemplo, que o PSDB conquistou vários mandatos em São Paulo; lançando mão dessa tática para derrotar o PT. Em algumas oportunidades, inclusive, conquistando o apoio do partido ou de algumas alas de sua direção, em favor de verdadeiros carrascos do povo.

Agora, o “espantalho” principal da vez, aquele contra quem, supostamente, deveria ser usado o “voto útil” é o candidato reacionário e defensor da ditadura e do golpe militar, Jair bostanazi (PSL). Em torno dele, se montou toda uma operação para aprofundar a fraude da vontade popular, em eleições já comprometidas pelo golpe da retirada da candidatura de Lula. A unidade em torno da campanha contra bostanazi (“ele não!”), evolve desde setores da esquerda “radical”(a mesma que apoiou o golpe de estado) como o PSTU e setores do PSOL, até o PSDB, passando pelo PT e o PP de Maluf.

A manobra consiste, em primeiro lugar, em convencer uma parte do eleitorado de esquerda a apoiar Ciro Gomes, que teria – supostamente – melhores condições de derrotar o candidato petista, de acordo com vários pesquisas. Isso permitiria que parte dos votos que iriam para Lula, que representava nas eleições a rejeição da imensa maioria do povo brasileiro ao golpe de Estado e à sua ofensiva contra o povo trabalhador, fosse desviada para um candidato apoiado por importantes setores do regime golpista e que até poucas semanas antes do golpe de estado, atuava como executivo do vice-presidente golpista da FIESP e presidente da CSN, Benjamin Steinbruch. Assim, Ciro Gomes, o candidato-abutre que buscou desde o primeiro momento tirar proveito da perseguição e prisão de Lula e defendeu que o Brasil não aguentaria um outro governo de esquerda, ajudaria os golpistas a evitar essa “tragédia”.

Essa operação, não teria como objetivo final dar a vitoria ao próprio Ciro, mas fazer com que Geraldo picolé de chuchu, candidato ainda mais identificado com o regime golpista, presidente do golpe de estado por excelência, 100% à serviço dos interesses do grande capital norte-americano que patrocinou o golpe de estado e dá as ordens – de fato – no regime que está levando a economia nacional à falência e promovendo o maior retrocesso nas condições de vida do povo brasileiro de todos os tempos.

Enquanto os votos da esquerda, que se concentrariam em Lula, seriam divididos entre Haddad, Ciro e uma grande leva de votos nulos e abstenções, os votos da minoria conservadora se deslocariam para o candidato capaz de evitar a vitoria do “mal maior”, bostanazi, criando-se condições para uma possível vitória do candidato com experiência em privatizações, cortes nos gastos públicos, repressão à luta dos trabalhadores etc. e tudo mais que interessa aos “donos do golpe”, efetivando-se uma fraude eleitoral na qual possa ganhar as eleições um candidato amplamente rejeitado pela maioria da população e apoiado por uma minoria do eleitorado, tal como se deu com João Dória e outros prefeitos, nas eleições passadas.

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Pela 1ª vez desde 1989, líder na pesquisa Datafolha tem menos de 30%

Os bolsominions piram.

Also, todo o mundo sabe onde estão o resto dos 26%, os outros 74%: pelo menos a metade (37%) vota em Lula (que é censurado pela mídia e pela "justiça") e a outra metade (37%) são brancos e nulos.

Sem Lula a eleição é uma farsa.

Pela 1ª vez desde 1989, líder na pesquisa Datafolha tem menos de 30%

Faltando 19 dias para o primeiro turno das eleições, a última pesquisa Datafolha de intenção de votos para presidente, divulgada nesta sexta-feira (14), aponta que o cenário atual é um dos mais disputados desde a redemocratização do país.

O UOL analisou os levantamentos feitos pelo Datafolha faltando entre três e quatro semanas para o primeiro turno das últimas sete eleições. Este ano, a eleição será no dia 7 de outubro.

Pela primeira vez desde a eleição em 1989, a primeira pelo voto direto desde o fim da ditadura, o líder das pesquisas tem menos de 30% das intenções de votos. A última pesquisa Datafolha mostra o candidato Jair bostanazi (PSL) na liderança com 26%.

Em 1989, Collor tinha 26%. Naquele ano, as eleições foram realizadas em novembro e, portanto, a pesquisa considerada para a comparação foi a do mês de outubro.

Nunca um candidato que esteve no topo das pesquisas a menos de um mês da votação deixou de ser eleito.

Apesar das diferenças históricas, a relação entre o pleito deste ano e o de 1989 é a mais próxima, segundo o cientista político Rafael Cortez, doutor em ciência política pela USP (Universidade de São Paulo).

Entre as semelhanças, Cortez destaca a avaliação dos governos – do presidente conde drácula (MDB) agora e de José Sarney (MDB), em 1989.

"Essa é uma eleição com um governo mal avaliado e que, de alguma maneira, gera impacto no eleitorado. Não tem sentimento de continuidade, uma espécie de 'sarneyzação', ou seja, contamina negativamente campanhas associadas. Foi assim com Ulysses Guimarães (MDB) e Mário Covas (PSDB), que eram ligados ao Sarney e ficaram fora da disputa. Temer representa isso para [Henrique] Meirelles [MDB] e [Geraldo] picolé de chuchu [PSDB]", diz.

Apesar de concordar com a afirmação de que a disputa deste ano está mais acirrada, o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, diz não acreditar que ela possa ser comparada com qualquer outra. Para ele, as características são diferentes.

"Em 1989, era a primeira eleição após a ditadura, uma festa, todos queriam votar. Nesta eleição o nível de repúdio aos políticos é inédito, o ambiente de insatisfação e desesperança é maior, com características diferentes e tempo curto de campanha. Houve a indefinição da candidatura do [ex-presidente] Lula [PT]. [A eleição] começa de fato agora", afirma.

Desde 2002 não se viam tantos candidatos na briga pelo 2º turno

Outro fator importante na eleição deste ano é a maior divisão das intenções de votos entre os candidatos. Nas últimas disputas, no máximo três candidatos apareciam com 10% ou mais a menos de um mês da votação.

Hoje, o cenário se repete com três candidatos com 10% ou mais das intenções de votos, mas o número pode chegar a cinco se considerarmos a margem de erro. Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT) têm 13% cada. Geraldo picolé de chuchu (PSDB) está com 9% e Marina Silva (Rede), 8%, mas na margem de erro (dois pontos percentuais para mais ou para menos), eles podem estar até com 11% e 10%, respectivamente.

A última vez que isso aconteceu foi em 2002. Na ocasião, Lula (40%), José Serra (21%), Ciro Gomes (15%) e Anthony Garotinho (14%) dividiam a preferência dos eleitores. Em 1989, o cenário era semelhante ao atual, com Collor (26%), Brizola (15%), Lula (14%), Maluf (9%) e Covas (8%).

"É bastante provável que esse cenário continue até o final, a disputa acirrada por vaga no segundo turno significa uma campanha mais quente, veremos tentativas de desconstrução de candidaturas, não só do primeiro colocado, mas nos embates pelo segundo lugar", analisa Paulino.

"O picolé de chuchu precisa tirar votos do bostanazi, que 'roubou' votos tradicionais do PSDB. Ele [picolé de chuchu] tem mais tempo de TV e a possibilidade de pegar votos do bostanazi. Ciro, Haddad e, talvez, Marina [Silva] brigam por um mesmo tipo de eleitorado, especialmente Ciro e Haddad, vai ser interessante ver como as campanhas vão se portar", afirma.

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O corte de gastos dos golpistas vai destruir a educação

Ei, você, foi lá na praça da sua cidade vestido de verde-amarelo pra servir de massa de manobra e pedir pra tirar a Dilma, o PT e os corruptos e pensando que iria ter mais saúde, educação e emprego? Toma essa, coxinha:

O corte de gastos dos golpistas vai destruir a educação

A política de austeridade institucionalizada no Brasil pelo governo golpista, seguindo os princípios econômicos do neoliberalismo, definidos por organizações imperialistas como o FMI; Banco Mundial, tem desde já causado profundo impacto negativo à vida social brasileira. A enorme taxa desemprego, a volta da miséria, o rebaixamento das condições de vida do brasileiro etc., já atestadas por estudos e pesquisas, podem ser colocadas na conta da chamada política de austeridade. Um de seus resultados é a destruição total de ensino básico público que se processa.

A principal política de austeridade que os golpistas impuseram ao país é a emenda 95, conhecida como PEC da morte, que congela os investimentos estatais por 20 anos. De todas as áreas da vida nacional profundamente afetadas por esta a monstruosidade, a educação, talvez, esteja na situação mais dramática.

Pouco mais da metade (52%) da população brasileira adulta, de 25 a 64 anos, não concluiu o ensino básico, ou seja, não terminou ou mesmo chegou a cursar o ensino médio. No ensino superior apenas 17% dos jovens entre 24 e 34 anos atingem o ensino superior. Os dados desalentadores constam em uma pesquisa divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Somando se a esses resultados as pesquisas que apontam que há no país cerca de 38 milhões de analfabetos funcionais dentre outros enormes problemas, pode-se concluir que para avançar na educação formal do povo será necessário enorme esforço e investimento.

A depender dos golpistas, não só não haverá nenhum esforço e investimento, como as parcas conquistas na área irão retroceder. O Plano Nacional de Educação, por exemplo, aprovado em 2014, cujo objetivo é de dar uma resposta, ainda que tímida, aos imensos problemas educacionais do país, e que determina diretrizes, metas e estratégias para a política educacional para os próximos 10 anos, está, na prática, totalmente anulado.

Com a chamada política de austeridade o Plano esvaziou-se por completo, dois dos elementos fundamentais para sua aplicação eram o aumento do PIB nacional destinado à educação, de 5% para 10%, e o custo aluno/qualidade, que visava investir por aluno um valor que possibilite que se cumpra o previsto em lei. A emenda 95 eliminou a base material que possibilitaria uma avanço educacional , tornando o PNE uma mera carta de intenções.

Os princípios democráticos e republicanos, onde se assentam as bases do Plano, vem sendo atacados sistematicamente pela direita golpistas, a perseguição a professores, a escola sem partido, tentam eliminar a discussão política e democrática do âmbito escolar.

Os cortes de gastos nas esferas municipais e estaduais vem fechando salas de aula, inviabilizando o acesso ao ensino. O caso do EJA é um exemplo, muitas salas de Educação de Jovens e adultos já foram fechadas em todo o país, com a cínica alegação de falta de procura. A situação econômica nacional é também o ingrediente importante para esta sopa amarga, na medida em que a população empobrece, menos condições têm de se dedicar à educação formal.

O país sob os golpista ficará sem nenhum plano educacional, sem nenhuma perspectiva de desenvolvimento da educação pública, elemento importante para o desenvolvimento econômico. A educação do povo para os golpistas é gasto, que deve ser eliminado e os recursos destinado aos banqueiros e grandes capitalistas internacionais, deixando para o povo apenas a ignorância e a miséria.

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Burguesia tenta explicar que não é possível haver fraude nas eleições

Querer achar que essas eleições são normais e que o Brasil continua sendo democrático é fazer papel de trouxa, seriosamente.

Burguesia tenta explicar que não é possível haver fraude nas eleições

Da redação – Nessa terça-feira (18), a Folha de S. Paulo lança um podcast no programa “Eleição na Chapa”, veiculado pelo spotify, sobre a suposta “impossibilidade de fraudar as eleições”. A série de argumentos da imprensa burguesa objetiva, exatamente, encobrir a fraude aberta que são as eleições de 2018, cujo maior candidato foi impedido de concorrer.

Para isso, faz explicações difíceis e vazias sobre a suposta “impossibilidade técnica” de fraudar os dados das urnas eletrônicas, de fraudar sua criptografia e o algoritmo que associa os votos à contagem registrada para cada candidato. Esse argumento vazio, que acaba por se autocontrariar, desconsidera que as eleições são um evento político com muito mais fatores determinantes além da própria urna. O acesso à imprensa monopolizada pela burguesia golpista, a campanha da imprensa contrária ao ex-presidente Lula e ao PT, a perseguição judicial que levou à retirada de Lula do pleito e a série de ameaças de intervenção militar pelas Forças Armadas são todos fatores fundamentais para o entendimento que as eleições de 2018 não só já são fraudadas, como são um novo golpe sobre o povo brasileiro. As eleições desse ano estão sob jugo das Forças Armadas, que já tomaram o poder do Supremo Tribunal Federal e do Governo Federal, com figuras como o general Etchegoyen.

Falando sobre a acusação de Jair bostanazi para quem o Partido dos Trabalhadores, supostamente, estaria querendo fraudar a votação de 2018, o jornalista acabou se contradizendo e expressando no podcast a fragilidade técnica das urnas: se o ente político tiver poder o suficiente para agrupar todo o conjunto de técnicos responsáveis pela urna sob seus interesses, ele tem sim poder de fraudar as eleições. No caso do PT, já perseguido, é absurdo acreditar numa fraude a ele favorável. Contudo, pelo lado oposto, o mesmo governo que já persegue o Partido dos Trabalhadores e o ex-presidente Lula, tem nas mãos o controle de toda a máquina estatal responsável pela formação das urnas: isso prova que as eleições podem ser fraudadas, também, pelo meio técnico.

Por isso, é claro o entendimento de que Eleição Sem Lula é Golpe, de que não podemos confiar nas eleições como uma forma efetiva de travar a luta Contra o Golpe, nem um meio de lutar Pela Liberdade de Lula. O meio de luta do povo é as ruas. Por isso, devemos nos mobilizar e tomar as ruas em nosso favor, contra o Golpe imperialista no Brasil.

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Temperatura Máxima Em Wall Street

Boletim da Crítica da Economia sobre a situação da economia mundial.

Temperatura Máxima Em Wall Street

por Fernando Grossman, da redação.

Depois de bater todos os recordes históricos, nos últimos nove anos, e não haver nenhum sinal evidente que esses recordes possam parar, ainda tem gente mais inteligente que os chamados homens do mercado e que aparece, de repente, para alertar a esses indivíduos práticos que as coisas da vida econômica não são tão simples quanto eles imaginam.

É o caso, por exemplo, de Robert Shiller – professor na Yale University e que, apesar de ser um ganhador do prêmio Nobel de Economia, é um economista inteligente. Em palestra nesta sexta-feira (14) em Nova York, disse para uma plateia de acelerados especuladores que vê “tempos ruins no mercado de ações” à frente. Uma sensação de que alguma coisa muito ruim está para acontecer brevemente.

Em entrevista à CNBC TV, em 22 de Agosto, ele já tinha afirmado que o nível exagerado da recente disparada touro do mercado indica que é hora de vender. O “mercado touro” pode reverter para o “mercado urso”. Uma nova correção no mercado de ações.

Na palestra de sexta-feira reforçou essa recomendação, explicando que os capitalistas (“investidores”) devem ignorar a recente explosão nos lucros das empresas estadunidenses e focar na valorização de longo-prazo, a qual, segundo ele, “carrega notícias muito ruins (foreboding news, no original) para o mercado de ações”.

Shiller é muito conhecido por uma série de formulações e teorias a respeito do mercado de ações. Mas seu grande prestígio se deve a um interessante indicador que ele formulou e utiliza para medir a valorização no mercado de ações.

Trata-se da Cyclically Adjusted Price to Earnings ratio [relação Preço/Lucro Ciclicamente Ajustada], um indicador correntemente conhecido como “Shiller CAPE” or “Shiller PE”.

Permite analisar a valorização das ações ao longo de um período de dez anos para suavizar as flutuações no ciclo econômico (business cycle). Atualmente, o “Shiller CAPE” está em 33,3, seu nível mais elevado desde junho de 2001.

É claro que é difícil detalhar o roteiro completo do próximo choque global. Mas, indo além das corretas intuições de Shiller, pelo menos algumas coisas a respeito já podem ser antecipadas com segurança. Uma delas é que essa planetária queima de capitais será inaugurada com uma monumental desvalorização das ações da bolsa de valores de Nova York, em Wall Street.

Outra coisa, mais segura ainda, é que a explosão será a maior de todas ocorridas nos últimos setenta anos. A evolução do índice S&P 500 que mede a da valorização das 500 maiores empresas dos EUA, mostra com clareza a cena em que essas coisas ocorrerão. Veja a curva de longo prazo atualizada dessa odisseia capitalista.

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Bostavômito 2018!

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Burguesia criou dois espantalhos na eleição: Bolsonaro e Haddad

A elite está trabalhando ativamente para colocar o bozonazi e o picolé de chuchu no segundo turno. Conseguiram tirar o Lula (que ganharia no 1º turno de lavada) pra forçar o PT a colocar um professorzinho universitário que quase ninguém conhece. Só sendo cego pra não ver tudo isto.

Burguesia criou dois espantalhos na eleição: bostanazi e Haddad

Para criar uma situação artificial que permita classificar seu (s) candidato (s) para o segundo turno das eleições, consumando a fraude do processo realizado sem a presença do candidato preferido pela maioria do eleitorado, o regime golpista, além de manter Lula na cadeia, cassar sua candidatura e impedir sua presença na campanha eleitoral está realizando uma verdadeira campanha de terror em que procura assustar uma parcela do eleitorado (principalmente a classe media sensível à campanha terrorista da imprensa golpista, bem como outros setores mais atrasados da população) de que haveria um enorme perigo de que o segundo turno das eleições seja disputado entre dois pólos extremos: a direita, representada pela chapa militar, defensora do golpe militar, bostanazi-boiolão e a esquerda, com o candidato substituto de Lula, indicado pelo PT, Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo.

O objetivo dessa campanha é procurar pressionar os chamados setores de centro-direita, na realizada os mais poderosos aparatos da direita burguesa, golpista e pró-impeirlaista, a se unificarem em torno de uma candidatura que lhes garanta chegar ao segundo turno e eleger, com novas manipulações no segundo turno, o candidato preferencial dos golpistas, que leve adiante os ataques iniciados pelo governo golpista de Temer e toda a quadrilha que ocupa o Executivo e domina o Congresso Nacional e o Judiciário.

Nesta operação, as pesquisas, longe de serem instrumento de medida de opinião, são um instrumento de indução, de manipulação da vontade de uma parcela reacionária e, depois, de uma possível maioria da população.

Dar crédito a tais levantamentos, encomendados, patrocinados, realizados e divulgados por empresas capitalistas, é uma enorme equivoco político da parte de setores da esquerda e significa aprofundar capitulação ocorrida no caso da substituição de Lula, diante das enorme pressões recebidas.

Usam bostanazi e Haddad como espantalhos para atrair votos, principalmente, para a coligação direitista encabeçada pelo governador Geraldo picolé de chuchu, ou seja, buscar convencer que é preciso votar em picolé de chuchu e não em bostanazi para que a esquerda não ganhe no segundo turno; ao mesmo tempo que tentam convencer parte dos eleitores de Haddad, que é preciso apoiar picolé de chuchu ou Ciro, para ter melhores condições de derrotar o espantalho direitista, bostanazi.

A presença desses candidatos usados como espantalhos, na frente das pesquisas, manipuladas pela direita, cumprem esse papel enganador e servem também para impedir que haja uma luta generalizada contra a fraude e contra o golpe, começando com a liberdade de Lula, que só pode ser conquistada como uma mobilização revolucionária, nas ruas.

É preciso desmascarar esta farsa, que busca garantir a fraude total das eleições, já fraudadas com a cassação de Lula, pois eleições sem Lula é fraude.

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Repressão: proibido manifestar opinião política nos estádios

O regime político já é tecnicamente e praticamente uma ditadura. Só falta dar nome.

Repressão: proibido manifestar opinião política nos estádios

A escalada da censura e da repressão no País vem ganhando contornos cada vez mais acentuados. A direita fascista e reacionária, impopular e amplamente rejeitada pelas massas, se vê obrigada a adotar medidas cada vez maiores de ataques aos direitos democráticos da população. O que se vê país afora é uma verdadeira ditadura policial, que busca sufocar a rebelião popular latente entre as massas populares.

O longo braço da repressão e da censura está presente em todos os aspectos da vida social. O direito a livre opinião e manifestação vem sendo constantemente ameaçado pela perseguição policialesca desencadeada pela direita fascistóide, que se utiliza do aparato militar repressivo para aterrorizar não só a população pobre e explorada, mas também a intelectualidade que lida com a cultura e a produção artística nacional.

Em todas as grandes manifestações onde há concentração de massas, a truculência policial tem deixado a sua marca, evidenciando não se tratar de fatos e/ou acontecimentos isolados. Há muito a direita vem tentando impor o controle e a censura ao conjunto da sociedade, com o intuito claro de fazer cessar a crescente rejeição e o repúdio ao regime de terror dos golpistas.

Uma das manifestações de maior apelo e adesão popular, que expressa de forma muito exponencial a cultura de massas, é o futebol. O esporte mais popular do país arrasta multidões, levando grandes contingentes populacionais, em todas as regiões do país aos estádios que, por um claro temor da burguesia e da direita, foram transformados em “arenas”, com o objetivo claro de dificultar e até mesmo impedir o acesso das massas populares aos eventos esportivos.

Com a agudização da crise política e o aumento dos protestos contra a direita golpista, os estádios – ainda que reduzidos em sua capacidade e controlados diretamente pelo aparato policial – se tornaram palco de grandes manifestações de massas. Isso fez com que houvesse um vertiginoso aumento da repressão contra as torcidas, com o banimento das chamadas “Organizadas”, que passaram a ser o alvo preferencial da repressão policial nos estádios.

Neste final de semana, no domingo, dia 16, um fato ocorrido no estádio do Corinthians, o Itaquerão, expõe de forma inequívoca a verdadeira ditadura policial que vem se desenvolvendo a passos largos no país. Uma torcedora corintiana militante do Partido dos Trabalhadores, que se dirigia ao Itaquerão para assistir a partida do seu time, foi brutalmente impedida pela PM fascista de ter acesso ao estádio pelo simples fato de estar portando uma faixa com os dizeres “Lula Livre”, fato que mereceu os insultos e a tradicional e costumeira brutalidade da PM tucana. A professora da rede pública Liliane Roque participou durante o dia do “Festival Lula Livre”, na avenida Paulista, de onde se dirigiu para ver o seu time jogar, em Itaquera. Entretanto, não conseguiu entrar no estádio, pois a repressão e a truculência policial não só a impediram, como a professora foi conduzida a uma delegacia para prestar “esclarecimentos” sobre o seu direito elementar de se manifestar contra a prisão política do ex-presidente.

Este verdadeiro regime de terror contra os direitos democráticos mais elementares da população somente poderá ser barrado e ter fim com a mais ampla mobilização popular, onde deverão entrar em ação o conjunto das organizações de luta dos trabalhadores, como a CUT, os sindicatos, os partidos de esquerda, o MST, o movimento estudantil, sindical e popular.

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Atrás da Venezuela: governo golpista deixa Brasil estagnado no IDH

kkkk vai pra cuba ou venesuela seu petralia mortadela istragada kkkkkkkkkk #bozomito

Atrás da Venezuela: governo golpista deixa Brasil estagnado no IDH

Os golpistas de toda sorte se vangloriam diante da situação de crise econômica da Venezuela, como uma espécie de masoquismo em razão da desgraça alheia. No entanto, os dados divulgados, neste mês, apontam que o Brasil ficou atrás da Venezuela no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), exposto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

A posição do Brasil foi a de 79ª, ao passo que a Venezuela se ficou na 78ª posição. O governo golpista de conde drácula foi o responsável pela péssima colocação brasileira, haja vista que no índice divulgado em 2010, ainda sob o governo Lula, o Brasil ficou na posição 73ª. São três anos consecutivos nesta posição. Na América do Sul, o Brasil fica em 5º lugar, atrás do Chile, Argentina, Uruguai e Venezuela.

É notório que o nosso país está regredindo sob a política de austeridade dos golpistas, especialmente no que diz respeito ao congelamento dos gastos públicos e ao corte orçamentário dos programas de assistência social.

O povo brasileiro tem que derrubar o governo golpista, pois somente assim vai haver melhorias em benefício da população, do contrário as condições de vida da classe trabalhadora irá, inevitavelmente, retroceder.

É preciso intensificar a luta contra o golpe e pela liberdade de Lula.

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São Paulo à venda: Bruno Covas se reúne com cônsul italiano para oferecer a cidade

Atenção, paulistanos:

São Paulo à venda: Bruno Covas se reúne com cônsul italiano para oferecer a cidade

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas do PSDB (que assumiu o cargo após a renúncia de João Doria para concorrer ao governo do Estado de São Paulo), se reuniu com o cônsul-geral italiano Fillipo La Rosa no dia 5 de setembro.

O objetivo da conversa foi oferecer um portfólio de venda da cidade de São Paulo para empresários italianos. A ideia seria privatizar estatais, equipamentos públicos, parques etc e tudo que for possível vender no ano de 2019.

Na reunião também foi apresentado um plano de formação de 200 professores que poderão lecionar italiano nas instituições públicas de São Paulo. E ainda a continuidade do projeto “Italia per San Paolo” onde um grupo de empresários italianos financiam a restauração de praças ligadas à imigração na cidade. Obviamente que essa pauta “caridosa” nada mais é do que uma demagogia para distrair o publico diante do real interesse desses empresários que é a usurpação do patrimônio público paulistano.

O ex-prefeito João Dória já havia defendido a privatização do Pacaembu, do Parque do Ibirapuera, do autódromo de Interlagos e tudo mais que interessar a iniciativa privada (preferencialmente estrangeira). Entretanto, os planos do ex-prefeito playboy de ganhar a eleição para governador do Estado de São Paulo o fizeram adiar o projeto para depois do processo eleitoral de 2018.

O PSDB, assim como a maior parte da burguesia nacional, veem o Brasil como uma colônia que deve ser vendida e entregue para o domínio de grandes empresas estrangeiras em detrimento dos interesses do povo brasileiro. Pouco importa a soberania do país e os interesses da população, desde que eles ganhem a parte menor desse processo de submissão como se fossem senhores coloniais subservientes à metrópole.

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180 dias da morte de Marielle: polícia não acha os assassinos, pois foi ela mesma

180 dias da morte de Marielle: polícia não acha os assassinos, pois foi ela mesma

Passados 180 dias do assassinato da vereadora do PSOL, Marielle Franco, e de seu motorista, Anderson Gomes, as investigações da polícia civil do Rio de Janeiro, responsável pelo caso, encontram-se praticamente na estaca zero.

Marielle foi assassinada em uma emboscada no bairro do Estácio na zona central do Rio, por volta das 21 horas do dia 14 de março, quando retornava de um evento político. Na mesma emboscada foi morto o seu motorista, Anderson Gomes, e uma terceira pessoa, assessora da vereadora, ficou ferida.

Em seguida a execução, o governo federal, estadual e municipal, além do interventor militar, general Braga Netto e o secretário de segurança, Richard Nunes, apressaram-se em condenar o crime e a prometer todo empenho para a solução imediata do caso.

Nos dias seguintes começaram a vir à tona várias denúncias do envolvimento de grupos de extermínio compostos por policiais e ex-policiais. Também foi comprovado que as balas que atingiram a vereadora e seu motorista vinham de armas de uso restrito das Forças Armadas.

Nunca é demais relembrar que Marielle vinha denunciando sistematicamente a escalada da violência de policiais militares nas periferias do Rio de Janeiro, principalmente após a intervenção militar, além de ter assumido, duas semanas antes do seu assassinato, a relatoria da Comissão da Câmara de Vereadores do Rio criada para acompanhar a atuação das tropas na intervenção militar no Estado.

Uma de suas últimas denúncias foi justamente contra policias do 41º BPM (Batalhão da Polícia Militar) de Acari (subúrbio do Rio). Em uma postagem em sua página no facebook, às vésperas do atentado, escreveu: “Precisamos gritar para que todos saibam o está acontecendo em Acari nesse momento. O 41° Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro está aterrorizando e violentando moradores de Acari. Nessa semana, dois jovens foram mortos e jogados em um valão. Hoje a polícia andou pelas ruas ameaçando os moradores. Acontece desde sempre e com a intervenção ficou ainda pior”.

Os fatos não dão margem a dúvidas de que se tratou de um crime político. Crime que está diretamente associado a escalada da violência na cidade como produto direto da intervenção militar. Marielle foi “calada”, porque era uma pedra no calcanhar do golpe de Estado em curso no país e que tem a sua versão mais acabada no Estado do Rio.

Não é por outro motivo que as chacinas na cidade mais que dobraram, após a chegada das tropas do Exército. Em um estado ditatorial, o aparato repressivo legal e ilegal se sentem absolutamente à vontade para promover o extermínio da população pobre e negra da periferia e de todos aqueles, como Marielle, que não se silenciam diante das atrocidades da ditadura imposta pelo golpe.

Não é preciso ir muito longe para identificar os verdadeiros responsáveis pelo assassinato da vereadora carioca. O golpe de Estado escancarou todas as portas para a proliferação do aparato repressivo estatal, que toma conta do Rio de Janeiro.

É justamente por isso, que a solução desse crime monstruoso passa necessariamente pela luta por derrotar o golpe de Estado, pelo fim da intervenção militar no Rio de Janeiro e pela dissolução da PM assassina de trabalhadores.

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Privada privatizada: Dória-Covas vão vender até banheiros públicos

Privada privatizada: Dória-Covas vão vender até banheiros públicos

Bruno Covas atual prefeito da cidade de São Paulo autoriza propagandas até mesmo em banheiros. A instalação que começará neste fim de ano, pretende utilizar 200 painéis de 2 m² cada, para publicidade em espaços públicos.

A abertura dos envelopes das empresas foi remarcada hoje (10) para 21 de setembro. Esse contrato gira em torno de nada mais nada menos do que 57,9 milhões, com 25 anos de duração. Alguns banheiros moveis receberão essas propagandas dos seus amigos empresários.

Em junho Covas (PSDB) publicou um decreto alterando a regulamentação da lei da concessão, liberando a instalação da publicidade fora dos banheiros.

Os analistas burgueses afirmam que a propaganda é requerida pelo mercado publicitário: “havia temor de que anunciantes não se interessariam pelos espaços, caso eles estivessem apenas nos banheiros” diz Renata do site Terra. Nadia Somekh, arquiteta e urbanista, professora da elitizada Mackenzie, afirma que uma mudança nesse sentido “deveria ser para todo o mobiliário urbano”, para evitar que se pense em “um desvio” da Lei Cidade Limpa.

O que fica claro é a intenção da classe burguesa em utilizar dos bens públicos que deveriam receber obras de melhorias para o povo, para propagandas barata das empresas dos amigos de Covas e também de Dória, o coxinha mor.

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Briga de compadres: prisão de Beto Richa atinge Álvaro Dias para favorecer Alckmin nas eleições

Briga de compadres: prisão de Beto Richa atinge Álvaro Dias para favorecer picolé de chuchu nas eleições

Como se sabe, quando o Judiciário e a polícia chegam a algum político da burguesia, trata-se de disputa interna. Não é diferente no caso da Operação Piloto, deflagrada na última terça (11), encarcerando o governador do Paraná, o espancador de professores Beto Richa (PSDB). Um dos alvos da operação é também o bilionário Joel Malucelli – suplente de Álvaro Dias (Podemos) no Senado.

Cabe denunciar, antes de mais nada, o absurdo da prisão preventiva de um governador eleito pelo povo. Tal possibilidade se tornou possível em junho, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) com o aprofundamento do golpe de Estado em curso. O país se aprofunda na ditadura do Judiciário, que outorga poderes ilimitados a si mesmo, aumenta seus privilégios e salários, prende arbitrariamente os políticos eleitos no que resta de processo democrático no Brasil.

A prisão de Beto Richa segue o script usual das ditaduras da burguesia. Atingem primeiro um alvo “de consenso” para em seguida concentram a perseguição nas lideranças populares. Não é improvável que algum governador de esquerda – candidato à reeleição – venha a ser encarcerado nas próximas semanas.

No caso da Operação Piloto – uma fase da Lava-jato –, também foi expedido mandado de prisão para 14 pessoas ligadas ao governador, incluindo sua esposa, Fernanda Richa, e para o megaempresário Joel Malucelli, que é suplente do senador golpista Álvaro Dias. A acusação é de desvios no programa Patrulha no Campo, em que o governo estadual loca máquinas para a conservação de estradas rurais.

Evidentemente há diversos choques internos de interesses entre setores da burguesia que motivaram a ação. Não se trata aqui de uma operação isenta. Trata-se de uma briga de compadres. Dentre os efeitos imediatos identificáveis, está o inevitável reflexo na corrida presidencial.

Como Roberto Requião (MDB) provavelmente vencerá as eleições em primeiro turno, a ala paulista do PSDB aparentemente decidiu rifá-lo, atingindo também candidatura à presidência de Álvaro Dias, cujo eixo de campanha é a chamada “luta contra a corrupção”. Derrubando Dias, seus votos tendem a se transferir para a candidatura de Geraldo picolé de chuchu – candidato à presidência pelo próprio PSDB de Richa.

É claro que, a médio e longo prazo, nenhum desses envolvidos será condenado. Malucelli, por exemplo, está foragido na Itália e tem no seu séquito figuras como Sérgio Moro – o Mazaroppi da Odebrecht: uma das pontas-de-lança da Lava-jato. Provavelmente, Álvaro Dias – que não tem qualquer chance para a Presidência – será convidado para algum ministério no próximo governo golpista, e o bilionário assumirá confortavelmente um assento no Senado Federal.

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Dólar de Temer é maior que o de Dilma, no entanto, ele continua governando. Por quê?

Dólar de Temer é maior que o de Dilma, no entanto, ele continua governando. Por quê?

Durante o processo que levou ao golpe do Governo Dilma Rousseff, a imprensa burguesa procurava criar uma série de fatos que explicariam porque o governo precisaria cair, estimulando o processo de impeachment na câmara, as manifestações fascistas na rua contra o governo ou até mesmo explicando porque Dilma deveria convocar novas eleições, apesar de ter ganho com o voto da maioria dos brasileiros.

Um dos argumentos da época era o valor do dólar perante o real brasileiro. Segundo a imprensa golpista, e os coxinhas reacionários que repetem tudo o que a Globo fala, o dólar estava mais alto do que nunca, e o governo era “insuportável”. Sendo que no seu pior momento, no último ano de seu primeiro mandato, o dólar não passou de 2,70 R$. Durante seu mandato sabotado pela direita, isto é, após as eleições de 2014, a moeda americana nunca chegou a R$ 4,20.

Agora, com o governo Temer, o dólar está atingindo valores estratosféricos. Recentemente, sua cotação chegou a atingir 4,21 R$, e não consegue ser cotada a menos de 4,00R$. E tudo indica um aprofundamento da crise econômica. Entretanto, demonstrando serem subservientes à política dos donos do poder mundial, não vemos a gigantesca campanha da imprensa para derrubar Temer, e muito menos seus manifestoches facilmente manipulados, por conta de sua ignorância, saindo às ruas de verde e amarelo para derrubar o governo.

Isso, apesar do dólar, do gaz de cozinha, da gasolina e o custo de vida, de maneira geral, estar mais caro. Tudo que diziam que era ruim durante o governo Dilma, piorou com o Governo Temer, que foi sustentado justamente pelos setores que faziam oposição ao PT, como o PSDB, o DEM, o PMDB, a imprensa burguesa e as marionetes estúpidas da classe média. Alguns irão dizer que o povo não está se revoltando por conta do processo eleitoral e já sabem que Temer vai sair. Mas isso seria um engodo já que os mesmos que apoiaram o golpe contra o governo Dilma, irão agora votar em políticos que sustentaram o governo Temer, como é o caso do PSDB – de Alckimin, Rodrigo Cunha e João Dória; o Partido Novo de João Amoedo – fundado pelo Itaú, que não só financiou o golpe como também recebeu diversas isenções de dívidas bilionárias; a família bostanazi – que foram ferrenhos apoiadores do Impeachment, e só pularam fora do barco quando o governo entrou na imensa crise política que vive atualmente; enfim, todos os políticos da direita que no fundo tem basicamente o mesmo programa: esmagar a população trabalhadora e favorecer o lucro dos grandes capitalistas.

Ou seja, tudo aquilo que era contado pela imprensa como motivo para queda do governo Dilma não passava de um golpe, as condições econômicas são piores agora que antes, mas ele não cai. Não cai pois não foi a economia que derrubou Dilma, foi imperialismo, e não convém a ele derrubar Temer.

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E o Estado mínimo? Editora recorre à Lei Roaunet para lançar livros de liberais

Mais uma amostra de que liberaleco não dá pra ser levado a sério.

E o Estado mínimo? Editora recorre à Lei Roaunet para lançar livros de liberais

Parte da campanha da direita golpista para derrubar a presidenta Dilma Rousseff consistiu em dizer que todos ps programas do Estado teriam sido criados apenas para que o PT estabelecesse um esquema gigantesco de corrupção e, portanto, mereciam ser acabados. Um deles era o incentivo à Cultura, particularmente simbolizado pela Lei Rouanet, que era acusada de ser uma lei a serviço apenas de artistas “comunistas” e ligados à esquerda.

Os defensores do fim da Lei Rouanet, no entanto, não tinham o menor interesse em combater a corrupção: esse discurso demagógico servia apenas para incentivar o “Estado mínimo”. Adeptos da mais alta repressão estatal, os “gurus” do Estado mínimo passaram a vida toda pregando que o Estado não deveria investir um único centavo em Educação, Cultura, Saúde ou qualquer outro interesse da população.

Mais uma vez, contudo, os “liberais” se contradizeram: uma editora resolveu recorrer à Lei Rouanet para publicar livros de autores liberais. O “Estado mínimo” só convém quando a burguesia quer acabar com os direitos da população…

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Plano Atlanta fio

Depois de ler essa, dá pra ver que nada acontece por acaso.

Plano Atlanta: o golpe judicial-midiático na América Latina

12/07/2017

A conspiração internacional para derrubar os presidentes progressistas do continente com uso da mídia e do Judiciário

Eduardo Vasco, Pravda.Ru

"Como não podemos ganhar desses comunistas pela via eleitoral, compartilho com vocês isto aqui."

Com essas palavras agressivas um ex-presidente sul-americano iniciava a explicação de um plano conspiratório a outros ex-presidentes latino-americanos, em uma suíte do hotel Marriot, em Atlanta (EUA), no final de novembro de 2012.

A primeira etapa da conspiração seria iniciar uma campanha de desprestígio através dos meios de comunicação contra os presidentes progressistas e de esquerda da região para minar sua liderança. A pressão midiática levaria à segunda etapa: a instauração de processos judiciais para interromper o mandato dos governantes.

O Plano Atlanta resultaria nos chamados "golpes suaves" - "encobertos de julgamentos políticos precedidos por escândalos de corrupção, ou campanhas dirigidas a ventilar supostos comportamentos questionáveis da vida íntima dos líderes progressistas; incluindo, se fosse necessário, familiares, amigos ou pessoas próximas".

Quem conta é Manolo Pichardo, deputado dominicano e atual presidente da Conferência Permanente de Partidos Políticos da América Latina e Caribe (COPPAL), em um artigo publicado em março de 2016 no jornal Listín Diario, da República Dominicana, intitulado "El Plan Atlanta", denominação que ele deu à trama continental.

Em entrevista exclusiva à Pravda.Ru, o político diz que presenciou a conversa "por acaso". Não era o tipo de reunião que o agradava. Pichardo, dirigente do Partido da Libertação Dominicana, de centro-esquerda, estava acostumado a participar de encontros do Foro de São Paulo ou da própria COPPAL, mesmo antes de assumir sua presidência.

Graças à amizade com um ex-presidente da América Central, ele começou a frequentar fóruns organizados pela direita e centro-direita latino-americana, com a presença de lideranças a nível mundial e suporte de instituições como Global Peace Foundation, Conferencia Liderazgo Uruguay, Instituto Patria Soñada e Fundación Esquipulas.

O primeiro que participou foi realizado em 2011, em Brasília. Os debatedores, segundo ele, proclamavam "discursos servis" aos Estados Unidos e acusavam os governos latino-americanos de agirem com desconfiança injustificada em relação a Washington. Além disso, "louvava-se a liberdade dos mercados e a diminuição do Estado". As palavras de Pichardo no encontro, criticando a desigualdade social e se referindo à crise estrutural do capitalismo, iam de encontro ao discurso dos outros participantes.

"Lembro-me muito pouco do encontro de 2011 em Brasília, posso dizer que ali estava reunida a liderança continental que corresponde, em sua maioria, aos interesses dos setores conservadores do nosso continente, incluindo ex-presidentes. Eu, por exemplo, expus em uma mesa com dois ex-presidentes da região: um extremamente conservador e um social cristão de centro, de ideias moderadas", recorda.

O outro evento ao qual compareceu foi o que originou a Missão Presidencial Latino-americana (MPL), conferência realizada entre 28 de novembro e 1º de dezembro de 2012 no hotel Marriot, na cidade de Atlanta, que reuniu ex-mandatários de diversos países e líderes de diferentes setores da América Latina e dos EUA. No final da conferência, foi lançada a Declaração de Atlanta, carta de compromisso assinada pelos ex-presidentes que participaram da 1ª Cúpula da MPL.

A Cúpula buscou dar "impulso a uma nova era de relações internacionais entre os Estados Unidos e a América Latina", segundo o comunicado emitido à imprensa em 30 de novembro daquele ano. No mesmo documento, são citados como participantes da 1ª Cúpula da MPL alguns ex-presidentes de países da América Central e do Sul. O ex-presidente brasileiro José Sarney não participou da Cúpula, mas comunicou seu apoio.

Na Declaração de Atlanta os membros da MPL defendem o "estreitamente de laços" entre América Latina e EUA, "fortalecendo o comércio, os investimentos, o intercâmbio de experiências e tecnologia a longo prazo".

A reunião privada em que foi exposto o Plano Atlanta ocorreu antes da assinatura da Declaração. Pichardo resolveu, anos depois, revelar o conteúdo da conspiração ao denunciá-la em fóruns internacionais e meios de comunicação latino-americanos.

"De fato, nunca pensei que falaria sobre esse tema", aponta. "A ideia de fazê-lo surge depois de conversar com alguns amigos e companheiros do meu partido que me convenceram que, pela gravidade do que havia sido revelado, era necessário denunciá-lo. Eu insistia que isso colocaria em apuros os que me convidaram, mas me insistiam que o pior que podia acontecer era o dano à região, a ruptura da ordem democrática e o retrocesso em matéria da institucionalidade que permitiu conquistas econômicas e sociais", completa o ex-presidente do Parlamento Centro-americano (PARLACEN).

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Essa é a baboseira de merda de "Estado mínimo" e "Livre mercado" que os liberotários, liberaloides mimisentos querem importar também para o Brasil.

Fracasso neoliberal: sob Macri, Argentina vive destruição da moeda nacional e saques a supermercados

Como se sabe, o governo de Mauricio Macri na Argentina é o equivalente – na conjuntura internacional – ao governo golpista de Michel Temer no Brasil. Seria como se Aécio Neves houvesse vencido as eleições em 2014: a mesma política chamada de “austeridade”, que nada mais é que colocar o Estado nacional a serviço do pagamento de juros a especuladores internacionais do sistema financeiro.

Antes do Brasil, a Argentina já havia adotado o mesmo receituário de austeridade. Corte de gastos por meio de supressão de serviços sociais, ataque ao estado e ao funcionalismo, privatização generalizada, ataque aos direitos da população em geral: para os banqueiros, tudo, para a população do país, nada. É o receituário neoliberal típico, recomendado pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Mundial desde a década de 1970.

O corte de investimentos do Estado evidentemente prejudica o consumo. A subordinação aos banqueiros mina o setor produtivo. O resultado clássico – já verificado em todo o mundo – é uma forte crise cambial provocada pela facilidade com que os especuladores internacionais tiram dinheiro do país, e isso força os Estados nacionais a afundar-se em dívidas com nada menos que o próprio FMI. Na Argentina não tem sido diferente. O país está mergulhado numa forte crise cambial desde maio.

A solução do governo Macri é um plano para aplicar aos argentinos o mesmo “remédio” que Michel Temer et caterva aplicaram no Brasil nos primeiros dias do governo golpista: brutal reforma administrativa com demissões em massa e extinção indiscriminada de órgãos. Com o tempo – e possivelmente em pouco tempo – chegarão à solução da a Emenda Constitucional 95 – a PEC da morte: impor um novo regime fiscal, em que ficam congelados os gastos públicos com saúde, educação, salário de servidores, e fica assegurado o pagamento de juros aos especuladores estrangeiros. Com tal medida, “acalma-se” o mercado, e reduz-se a evasão de capital.

Esse remédio cura a doença matando o paciente. A crise argentina já vem achacando tão fortemente a população que produziu uma crescente onda de mobilizações dos trabalhadores exigindo a saída de Macri do governo. Com o recente anúncio do “pacote de austeridade”, destruindo o Estado argentino, os servidores públicos já estão nas ruas, tendo feito uma forte manifestação na última segunda (5).

Evidentemente, a imprensa golpista não noticia as convulsões sociais na Argentina nem a hecatombe econômica que as gerou. Afinal, seus “analistas” econômicos foram os grandes entusiastas da eleição de Macri e da política que o golpista argentino anunciava de antemão. São os mesmos “analistas” pródigos em “denunciar” a situação de penúria na Venezuela. Evidentemente, para essas figuras trêfegas, no caso da Venezuela a culpa não é do boicote imperialista à economia nacional, mas do governo de Nicolás Maduro. Espera-se que por um mínimo de coerência atribuam a culpa pela crise argentina a Mauricio Macri e seu gabinete direitista.

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As declarações de guerra contra o povo que partiram de Jair Bolsonaro

Relembrar é viver.

As declarações de guerra contra o povo que partiram de Jair bostanazi

Ao contrário do que a imprensa golpista e seus candidatos falam por aí, Jair bostanazi tem provocado e ameaçado o povo brasileiro o suficiente para sofrer não só um, mas vários ataques por parte da classe trabalhadora, das mulheres, dos estudantes, dos movimentos sociais, dentre outros, em função de suas declarações de apologia à violência e de seu comprometimento de extinguir os direitos de sobrevivência da população.

Seguem alguns exemplos dos insultos que o candidato promove contra o povo brasileiro:

“O grande erro [da ditadura militar] foi torturar e não matar”.

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Os interesses populares, os do ‘mercado’ e a Bolsa de Valores

Os interesses populares, os do ‘mercado’ e a Bolsa de Valores

Róber Iturriet Avila – O discurso do que é bom para a “economia” e para o “mercado” é travestido de “interesse geral”, quando, na verdade, é o interesse específico da minoria rica do país que vive de aplicações financeiras.

Em tempo de disputa política eleitoral, as narrativas do “interesse geral” são explicitadas nas manchetes. O “mercado” tem suas preferências, o qual é traduzido como sintoma da “economia”. O que seria bom para a “economia”? Impõe-se a clarificação de tais conceitos.

Nosso sistema é de economia de mercado: capitalismo. A “economia” envolve preços, lucros, salários, juros, renda, produção, taxa de câmbio, déficit, superávit, exportação, importação etc. O “mercado” é a instituição em que se articulam os negócios. As relações de oferta e de demanda, os preços, a produção, o consumo, são relações de mercado. Há reconhecidamente, nestas relações, interesses contraditórios. Seja quando se analisa pela ótica consumidor/produtor, seja quando se analisa pela ótica trabalhador/empresário.

Entretanto, no discurso comum, a referência ao “mercado” e à “economia” é traduzida como o índice da Bolsa de Valores de São Paulo e a preferência dos investidores no sistema financeiro. O interesse manifesto, nesse caso, é daqueles que vivem de aplicações financeiras, ou seja, de sua propriedade, os rentistas, e também o interesse daqueles que vivem de lucros, os empresários (setor produtivo). Geralmente o que se transmite como o “mercado” é na verdade o “mercado financeiro”.

Há um relativo consenso de que é de “interesse geral” a elevação da atividade econômica, pois ela gera lucros, salários, empregos, juros, impostos, consumo etc. Não é possível ignorar, entretanto, que nos interesses da “economia” há contradições.

Autores de matriz liberal, como o clássico David Ricardo, reconhecem que “aquilo que se pagasse como salário teria a máxima importância em relação aos lucros, pois, evidentemente, estes últimos seriam altos ou baixos, exatamente na proporção em que os primeiros fossem baixos ou altos” (RICARDO, 1996, p.33). “Todo aumento de salários — ou, o que é a mesma coisa, toda queda nos lucros […]” (RICARDO, 1996, p.41). Em assim sendo, nem sempre os interesses são convergentes. A elevação do nível de salários interessa a quem recebe salário, mas não a quem o paga.

A expressão desta contradição é mensurada pelas contas nacionais. A proporção de lucros e salários no PIB é simétrica, conforme expressa o gráfico abaixo. Claramente, há períodos em que a participação dos salários cai e, simetricamente, a dos lucros sobe, sendo o inverso verdadeiro.

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A justiça do capital nunca tarda nem falha: sempre ferra o trabalhador

Vai lá ser terceirizado pra ver o que é bom, direitalha.

A justiça do capital nunca tarda nem falha: sempre ferra o trabalhador

Sorrateiramente, na sombra de tantos fatos ligados ao circo das eleições gerais no Brasil – este alçapão democrático no qual a burguesia e colaboracionistas do capital atraem e mantém desacordado o proletariado – a justiça brasileira mostrou para que e para quem a justiça em geral existe.

Com a aprovação da chamada “terceirização irrestrita” pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta semana, vai piorar muito mais a já altamente desumana condição de sobrevivência da classe trabalhadora.

O fato é que, com essa manobra, o supremo tribunal do capital bateu o último prego da tampa do caixão do processo de integração real da economia brasileira às cadeias globais de produção (CGP).

Esse termo de nome inocente e de aparente neutralidade técnica – alegremente assumido até pela missionária das florestas Marina Silva em debate com candidatos na Band televisão – quer dizer que doravante o Brasil pode retornar sem óbices legais às condições de exploração capitalista que imperaram antes de 1930.

A legalização da “terceirização irrestrita” tem um objetivo claro. Reforçar decisivamente a integração passiva da economia brasileira às CGP. Segue aquele figurino de indústrias montadoras e plataformas de exportação plenamente realizado por China, Índia, México, Turquia, etc. – em que a classe operária sem qualquer direito trabalhista é controlada policialmente (e democraticamente, claro) pelo Estado.

As CGP servem, em primeiro lugar, à necessidade imperiosa do capital continuar se reproduzindo globalmente; em segundo lugar, em seu mundo de contradições, para lutar contra a tendência à queda da taxa geral de lucro internacional e suas periódicas crises cíclicas de superprodução, como a que ora se avizinha, mais uma vez.

Essas observações são estranhas a grandes contingentes de “militantes” de esquerda, para quem o capital ainda não saiu do último período de crise de 2008/2009. Para alguns, com imaginação ainda mais saliente, a acumulação do capital se desdobra monotonamente em uma crise permanente ou estrutural desde os anos 1970, pelo menos.

Entretanto, o que observamos no dia a dia do mercado mundial é que o capital superou globalmente sua crise cíclica de 2008/2009 e voltou a crescer solidamente até a presente data. Não confundir com crises localizadas e parciais (por enquanto) em economias dominadas da periferia, como a brasileira, turca, argentina, etc.

Neste exato momento, o mais importante deste processo cíclico é que o capital marcha globalmente para mais um acerto de contas com sua inabalável lei interna de acumulação, o que ocorre em média a cada oito a dez anos.

Este acerto passará, e já começa a passar, como se presencia na periferia do sistema, por uma grande queima de capital, recessão e desemprego globais. E a retomada posterior da atividade econômica, uma possível superação da crise periódica, só será possível com a exploração da nossa classe em novas bases, muito superiores às do atual período de expansão e acumulação, iniciado exatamente no 2º trimestre de 2009.

É justamente nesta nova encruzilhada do capital global que o STF deu seu ar da graça. E mostrou o verdadeiro espírito do Direito e suas leis. O que ele acaba de fazer é dar sua decisiva contribuição legal e democrática para os retoques finais, no Brasil, desta grande obra preparatória no lombo da classe operária, para ser mais do que tosquiada, para ser profundamente ferida até no osso.

A gravidade deste fato se amplifica ainda mais porque a capacidade de resistência da classe produtiva de capital que vende sua força de trabalho no Brasil continua, por enquanto, mais do que abafada pela repressão política da burguesia e de suas lideranças colaboracionistas – que ataram organizações sindicais, partidárias e movimentos sociais às necessidades e aos projetos globais do capital e do sistema imperialista de dominação.

Desde o ano passado, para ficar apenas no período mais recente, esse trabalho político da burguesia e seus capitães do mato de abafamento das energias proletárias se aprofundou mais do que nunca.

Ao invés, por exemplo, de organizar a natural resistência dos trabalhadores para ir às ruas e aí permanecer até a completa derrota das reformas trabalhistas, tetos de gastos do orçamento da União, reforma da Previdência, etc., a CUT, principal central sindical brasileira, liderou o boicote a essa necessária estratégia de luta classista e atrelou o que ainda sobrava de energias da classe ao movimentos preparatórios para as eleições burguesas, o que persiste e domina até hoje.

É exatamente por causa desta bem sucedida ação da burguesia e suas fileiras de colaboracionistas de classe de desviar todas as energias e atenções das massas para as inúteis eleições para a presidência da República, governos estaduais e respectivos parlamentos que praticamente ninguém se opôs decisivamente a essa sanguinária legalização da “terceirização irrestrita”.

Porém, dialeticamente, como nos ensina a observação da história real da luta de classes, o aprofundamento concreto da exploração da classe proletária no Brasil e no resto do mundo, que ora presenciamos, com ações como essa do STF brasileiro, nesta semana, a impulsionará para os primeiros movimentos em direção à autonomia e à libertação política daquelas organizações criminosas que a controlam a serviço do capital e do imperialismo.

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Eleição de papelão: 9 vezes em que a direita passou vergonha tentando fingir que é popular

Eleição de papelão: 9 vezes em que a direita passou vergonha tentando fingir que é popular

Atualmente, a direita brasileira tem se apresentado tão nociva quanto esteticamente pitoresca. Em momentos como a votação na Câmara dos Deputados do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, a repugnância pela atitude vil dos traidores da prática se misturou com o asco despertado pelo grotesco espetáculo. Episódios desta natureza são cada dia mais comuns, mas, para o consolo da nação, alguns acabam tomando contornos cômicos, de tão aberrantes.

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Esses são os tais "homens de bem".

PARTIDO DO PRÉ-CANDIDATO GENERAL MOURÃO FINANCIOU EMPRESA QUE MANTÉM SITE DE FAKE NEWS FOLHA POLÍTICA

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O PRTB, PARTIDO controlado por Levy Fidelix e que agora tem o general do Exército Antonio Mourão como pré-candidato na chapa à Presidência, transferiu dinheiro para a empresa responsável por três dos maiores divulgadores de boatos e difamações no Brasil: o site Folha Política e as páginas no Facebook Movimento Contra Corrupção e TV Revolta. Além de espalharem notícias falsas, os sites servem como canais de comunicação e divulgação das pautas da nova direita brasileira, amplificando, também, as opiniões de Fidelix e do general Mourão.

Os pagamentos, de ao menos R$ 25 mil, foram feitos à empresa Novo Brasil Empreendimentos entre outubro e dezembro do ano passado e constam na declaração de gastos do partido divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral no último mês. A empresa, administrada por Thais Raposo Chaves e Ernani Fernandes, é responsável pelo Folha Política e pelas páginas de Facebook Movimento Contra Corrupção, que conta com mais de 3,6 milhões de seguidores, e TV Revolta, com 3,4 milhões, além de outros sites e páginas em redes sociais.

Os canais do casal Chaves e Fernandes costumam replicar informações falsas, geralmente repercutindo falas descontextualizadas de famosos ou de pequenos veículos de imprensa. No caso dos atentados à caravana de Lula em março deste ano, por exemplo, a Folha Política publicou uma série de textos que colocava a existência dos tiros em dúvida. Em um deles, replicava um tweet do jornalista de TV Milton Neves, que comparava o atentado ao caso falso da “grávida de Taubaté”. Em outro, afirmava que “policiais experientes” não descartavam que o caso fosse uma armação.

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Se dizer de direita hoje é fazer papel de palhaço.

Hasselman vs. Frota: nem a direita suporta a direita

A direita golpista tem enorme facilidade para realizar suas campanhas nas eleições: os empresários investem aos montes, a imprensa burguesa dá todo o apoio e o Judiciário acoberta todas as falcatruas. Mesmo assim, nem tudo são flores: a polarização política no país, evidenciada na candidatura de Lula, tem feito vários setores da burguesia perderem a cabeça.

Nessa semana, o partido de Jair bostanazi – o PSL – protagonizou mais um “bate-cabeça” entre seus elementos. A fascista Joice Hasselman, que é uma espécie de cabo eleitoral da família bostanazi na imprensa, afirmou que sua candidatura seria uma das duas únicas referendadas pelo seu guru. Imediatamente, vários candidatos a deputado pelo PSL se manifestaram contra a declaração de Hasselman, acusando a pseudo-jornalista de mentir em favor próprio.

A principal expressão da crise que sr abriu no PSL após a declaração de Hasselman foi a reação de Alexandre Frota, que chamou a candidata de “biscate” e disse que ela “não valia nada”.

Frota e Hasselman foram elementos de enorme valor para a burguesia na época em que foi tramado o golpe de 2016. Junto com setores da imprensa como Marco Antônio Villa e Augusto Nunes, ambos realizaram uma campanha intensa contra a presidenta Dilma Rousseff.

O fato de Frota e Hasselman estarem “trocando farpas” mostra o quanto a direita é impopular e a crise em que se encontra o governo golpista. O alto grau de incerteza em a que a situação política está submetida tem levado aos golpistas a mostrar suas contradições a público.

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Toma, fascistinhas!

Acabou o amor: membros do MBL apanham em protesto contra destruição do Museu Nacional

Da redação – Membros ainda não identificados do grupo fascista Movimento Brasil Livre (MBL) tiveram a infeliz ideia de comparecer ao grande ato, predominantemente de esquerda, do dia 3 (segunda-feira) na Cinelândia, que aconteceu em protesto pelo catastrófico incêndio no Museu Nacional, ocorrido um dia antes (domingo, 2) no Rio de Janeiro.

O tumulto teria começado após um dos meliantes infiltrados no ato inadvertidamente pedir a palavra para provocar. Um deles usava luvas, possivelmente na expectativa de agredir alguém. Rapidamente, percebeu que a vida real não oferece a mesma segurança que a Internet, momento em que se viu obrigado a enfrentar a fúria dos presentes, onde acabou sendo expelido pela multidão aos gritos de “racista, fascista, não passarão”.

Não há informações sobre o estado de saúde dos direitistas.

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Temer desconstrói Alckmin: toma que este governo também é seu

Temer desconstrói picolé de chuchu: toma que este governo também é seu

Temer chama campanha do tucano de falsa e ressalta que o bloco do golpe, de seu governo e da coligação e picolé de chuchu são uma coisa só

São Paulo – O presidente Michel Temer divulgou nesta quarta-feira (5) em rede social um vídeo contundente com objetivo de desconstruir a propaganda eleitoral do candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo picolé de chuchu. Diante do esforço do tucano de sair do limbo das pesquisas, com críticas aos problemas decorrentes do golpe que o levou ao poder, com protagonismo do PSDB, Temer partiu para o ataque.

"Geraldo picolé de chuchu, candidato a presidente da República, me dirijo a você, pelas falsidades que você tem colocado no seu programa eleitoral e eu não posso silenciar em homenagem ao povo brasileiro", dispara. Nas redes sociais, o gesto foi interpretado com motivações diversas: Temer estaria tentando dar um impulso a "seu" candidato oficial, Henrique Meirelles, também empacado nas pesquisas? Estaria xingando picolé de chuchu com o objetivo real de favorecê-lo? (Afinal, ser criticado por um presidente com aprovação de 3% pode virar um elogio.) Ou Temer e as forças "ocultas" associadas a ele no golpe estariam, diante da total ausência de um nome habilitado a derrotar a esquerda na eleição, dando uma guinada em direção à campanha de Jair bostanazi (PSL)?

De Temer a picolé de chuchu: "Você diz que a educação foi um desastre. Então você sabe quem foi meu ministro da Educação: o Mendonça Filho, que é do DEM, um partido que apoia a sua candidatura? Segundo ponto, você fala mal da saúde com se fosse um desastre... no nosso governo está com o PP (Ricardo Barros), um partido que apoia a sua candidatura, teve três ministérios e continua com três ministérios".

O presidente não para: "Você critica indevidamente a área de indústria e comércio e sabe quem foi o ministro? O Marcos Pereira, candidato a deputado federal do PRB, que apoia sua candidatura. Estava no meu governo, continua no meu governo e agora é base de apoia da sua candidatura".

Desemprego? "Se você fala de desemprego você sabe quem conduziu o Ministério de Trabalho e outros órgãos conexos? Foi exata e precisamente o PTB, que apoia sua candidatura e está na base do meu governo. E se você vier a ganhar a eleição, essa base será sua base governamental."

E conclui o recado a picolé de chuchu, como quem diz "toma que o filho (este governo) é seu": "Eu me lembro, Geraldo, quando você, candidato a governador, candidato a presidente, nas vezes que eu te apoiei, acho que você era diferente. Não atenda o que dizem seus marqueteiros, atenda apenas a verdade".