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EUA Se Move Perigosamente Da Guerra Comercial Para A Guerra Das Moedas

EUA Se Move Perigosamente Da Guerra Comercial Para A Guerra Das Moedas

por José Martins, da redação.

Todo mundo sabe que Donald Trump, presidente dos EUA, não para de pressionar o mundo com seguidas ameaças de guerras comerciais. Tarifas e outras formas protecionistas na mão. Agora, ele emite sinais muito claros de que os EUA podem estar se preparando para outra guerra muito mais letal para o funcionamento dos principais mercados mundiais: uma impensável guerra cambial. Uma guerra de moedas nacionais.

Isso é bom ou ruim para a economia mundial? Depende. Para a economia talvez seja ruim, mas, para o capital, nem um pouco. Para as bolsas de valores do mundo e ao mercado financeiro em geral, por exemplo, parece que não existe nada melhor que este crescente belicismo econômico estadunidense sobre o resto do mundo.

Os fatos falam mais alto. O mercado continua empilhando montanhas de capital. Em Wall Street, centro do capital financeiro mundial, o capital festeja níveis de valorização nunca dantes alcançados. Na abertura dos mercados nesta quinta-feira (20 de junho), o índice S&P 500, que engloba as 500 maiores empresas dos EUA, havia superado seu recorde histórico de 2,954.33 pontos, com as empresas tecnológicas e de energia sendo as mais valorizadas.

Na esteira de Wall Street, bolsas de todo o mundo seguem batendo recordes. Até as de maltrapilhas economias dominadas, como a do Brasil, que nem moeda conversível tem, o índice Bovespa da sua bolsa de valores ultrapassou pela primeira vez, nesta semana, os 100 mil pontos. E a economia? Próxima de zero. A bolsa sobe e a economia desce.

Não é só no Brasil. Em algumas outras nações a economia vai mal, mas o capital nem tanto. Esse fenômeno depende da dinâmica global da economia, quer dizer, de qual fase do ciclo se encontra a economia mundial.

Neste final do 3º trimestre/2019, por exemplo, a economia está mal em muitas partes do sistema, mas mesmo nestas últimas os capitalistas continuam aumentando e acumulando mais capital do que nunca. Quando a franco-maçonaria capitalista ganha na totalidade do sistema, todos os capitalistas ganham também nas suas partes.

A euforia desenfreada dos mercados nesta semana foi estimulada por um fato econômico concreto: os capitalistas do mundo todo receberam a garantia que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) diminuirá ainda mais sua taxa básica de juros, para algo em torno de 2% ao ano.

Em termos reais, a taxa de juros do planeta deve cair para zero. Foi o que Gerome Powel, presidente do Fed, prometeu de pés juntos, nesta quarta-feira, na reunião mensal do comitê monetário do banco central do planeta, quer dizer, dos EUA.

Entretanto, ninguém se lembrava mais que na véspera desta reunião, a mais ansiosamente aguardada no mercado mundial, Donald Trump ameaçou publicamente Powel de destituição da presidência do Fed caso ele ousasse indicar elevação ou, a ordem era essa, não reduzisse ainda mais a taxa básica de juros.

Os dirigentes do Fed encenaram certo constrangimento com essa autoritária intervenção do presidente dos EUA na fantasiosa “independência do banco central”. Sem muita convicção. Soltaram apenas um burocrático comunicado lembrando que, legalmente, o presidente dos EUA não tem esse poder de destituir o presidente do Fed. E continuaram calados.

Para os políticos, mais do que uma ilegalidade, trata-se de um problema moral. Para Mrs. Nancy Pelosi, da maioria democrata e presidente da Câmara dos EUA, por exemplo, que no mesmo dia declarou timidamente: “A última coisa que precisamos é de um presidente ameaçando o presidente do Fed para obter as taxas de juros onde ele quiser. Isso é muito, muito errado.” (https://www.bloomberg.com/news/articles/2019-06-19/trump-threatening-fed-chairman-is-very-wrong-pelosi-says)

Bullshit! Só conversa mole! No dia seguinte à ameaça de seu patrão de fato, Powel anuncia urbi et orbi, (para Roma, a cidade e o mundo) que manteria provisoriamente a taxa básica de juros do universo no atual intervalo 2.15 a 2.50% ao ano, com perspectiva de corte na reunião do próximo mês.

Moral da história: quem pode manda, quem não pode obedece! De todo modo, os dirigentes do Fed acabaram fazendo corretamente a única coisa que eles poderiam fazer. Depois da reunião de quarta-feira justificaram sua decisão de manter a taxa de juros dizendo que “o Fed está pronto para combater os riscos econômicos globais e domésticos”. Correto.

Mas nem tudo que é correto é suficiente. O governo dos EUA vai mais longe que o Fed. A preocupação de Trump com as decisões de Powel e sua equipe vai além da atual conjuntura doméstica de emprego, inflação, etc. Estão pensando para depois da gigantesca crise global que se aproxima. Que, aliás, com Fed ou sem Fed, ninguém será capaz de evitar.

Pensamento estratégico é o que não falta na potência dominante do mercado mundial. Enquanto se aguardava a reunião do Fed, a preocupação de Washington era, em primeiro lugar, como a variação da taxa de juros impacta no preço de mercado (câmbio) de sua moeda nacional. Quer dizer, quando impõe ao Fed a tendência de redução da taxa básica de juros, o governo dos EUA está muito mais preocupado com as movimentações monetárias dos seus principais concorrentes externos.

Os EUA estão preocupados com os efeitos dessas movimentações externas sobre o dólar no mercado mundial – as do Banco Central Europeu, principalmente. É por isso que ocorreu um fato inusitado que ampliou aqueles sinais de que os EUA já se preparam para uma guerra internacional de moedas.

E ocorreu o inusitado: depois de ameaçar o presidente do seu próprio banco central, Jerome Powel, Trump partiu para o ataque (com o máximo de publicidade, como de costume) sobre o presidente do Banco Central Europeu, Signori Mario Draghi. Ataque simultâneo sobre os dois principais bancos centrais do mundo e seus trêmulos dirigentes. (https://www.bloomberg.com/news/articles/2019-06-19/trump-adds-currency-wars-to-the-mix-as-trade-tensions-simmer)

Por que este enorme protagonismo dos bancos centrais? Acontece que, além da estabilização das economias domésticas, as políticas monetárias dos bancos centrais são organicamente ligadas ao câmbio, à cotação real da moeda nacional no comércio internacional.

Mas aqui aparece o fato que a guerra cambial de desvalorizações competitivas da moeda nacional para arruinar o vizinho é uma forma mais explosiva do que a própria guerra comercial. Se aproxima perigosamente de uma guerra mundial propriamente dita.

As guerras reais têm armas e as guerras comerciais são combatidas com armas como as tarifas e outras formas burocráticas de protecionismo do mercado interno. Claramente. As guerras das moedas, ao contrário, são batalhas secretas, camufladas – nenhum país admite que está travando uma.

As guerras cambiais surgem quando os bancos centrais, formuladores de políticas monetárias, são acusados ​​de derrubarem deliberadamente as taxas de câmbio – ou de fixá-las muito baixas – para obter uma vantagem competitiva no comércio internacional ou no mercado financeiro global.

Ora, até o Paulo Guedes sabe que uma moeda tornada artificialmente mais fraca significa que as exportações de um país podem ser vendidas mais baratas no exterior, proporcionando um estímulo para sua economia interna. Dane-se o vizinho! O problema é o que este último vai pensar dessa malandragem.

Donald Trump dispara: com uma série de tweets na terça-feira (18) – dirigidos ao anúncio de Mario Draghi de que a Eurozona se prepara para reduzir as taxas de juros abaixo de zero, em resposta à desaceleração do crescimento no velho continente – os EUA fizeram uma rara intervenção presidencial estadunidense na política monetária de outra potência econômica.

Artilharia pesada. Pior do ele já havia feito no mesmo dia com Jerome Powel e o Fed, Trump tratou a capenga União Europeia como os EUA tratam quotidianamente as nações dominadas no sistema global, aquelas citadas acima, sem moeda conversível no mercado internacional de câmbio, etc. – Brasil, Argentina, Turquia, México, Venezuela, Haiti…

“Mario Draghi acaba de anunciar mais estímulos monetários, o que imediatamente desvalorizou o euro em relação ao dólar, tornando injustamente mais fácil eles competirem contra os EUA. Eles estão fazendo isso há anos, junto com a China e outros ” – twittou o intempestivo presidente da maior potência econômica e militar do planeta.

Mais tarde, ele ainda acrescentou: “ O DAX (principal índice da bolsa de valores alemã) está subindo devido às estimulantes notícias anunciadas por Mario Draghi sobre sua política monetária de taxas de juros abaixo de zero.. Isso é muito injusto para os Estados Unidos!”

Não foi a primeira vez que os EUA culpa a manipulação das moedas conversíveis no exterior pela existência de um “dólar forte” – quer dizer, supervalorizado frente às demais divisas internacionais, o que aumenta o preço de mercado e a competitividade das mercadorias exportadas pelos EUA.

Não deixam de ter razão. Mas esta é outra história que não pode ser detalhada neste boletim. Apenas relembrando de passagem que isso tem a ver com a determinação da produtividade sobre o valor da moeda nacional e outras coisas muito importantes da teoria do desenvolvimento econômico. Os economistas deveriam estudar e considerar melhor a teoria do valor-trabalho para saber pelo menos do que estamos falando.

Agora, repetindo, a determinação dos EUA é diferente. Eles afastam-se efetivamente da política de “dólar forte” do período pós-guerra, mostrando ao mundo que doravante agirão agressivamente por um “dólar fraco” visando aumentar suas exportações, diminuir o déficit comercial e garantir os lucros das suas empresas.

Isso é nitroglicerina pura. Observe-se que não se está a tratar o dólar apenas como uma importante moeda mundial. Como são o euro, iene japonês, libra inglesa, franco suíço e outras poucas moedas conversíveis (ou de reserva) do mercado cambial internacional. O dólar não é apenas conversível como as moedas das demais economias dominantes. É mais do que isso.

Trata-se aqui da moeda padrão de reserva internacional. Esta função foi exercida até as primeiras décadas do século passado pelo ouro. A partir do Acordo de Bretton Woods, em 1945, o dólar destitui aquilo que especialista em finanças internacionais John Keynes chamava de “relíquia histórica”. O dólar destitui o ouro e assume a função de ouro abstrato.

O dólar é a primeira moeda nacional na história econômica mundial a assumir essa função de moeda universal. Como um ouro abstrato. Abriu-se assim o caminho para a onipresente lei do valor (em sua forma capital mais desenvolvida) se realizar em toda sua plenitude. Plenamente. Isso só poderia ocorrer no mercado mundial, como ensina Marx. E o mundo nunca mais foi o mesmo.

Em termos práticos: segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), 82% de todas as transações comerciais e financeiras realizadas a cada segundo no planeta são feitas em dólar. E quase dois terços (63%) das reservas internacionais estocadas em todos os bancos centrais do mundo são nomeadas em dólar. Apenas 20% das reservas internacionais são nomeadas em euro. Os 15% restantes são distribuídas em libras, ienes, francos franceses, francos suíços, etc.

As coisas realmente esquentam quando os governos nacionais imperialistas da economia mundial decidem retaliar uns aos outros. Por isso é tão importante não subestimar este fato: depois de anos de tensões deliberadamente abafadas, o governo dos EUA, agora representado pelo seu espalhafatoso relações-públicas Donald Trump, trouxe as hostilidades à tona.

Aumenta a preocupação de capitalistas bem informados das economias dominantes com o desmoronamento de décadas de compromissos globais para evitar uma guerra cambial. Sentem que a nova estratégia estadunidense do “dólar fraco” não é acidental. E nem foi concebida pelo anão Donald Trump. É uma política de Estado. Irreversível.

As escaramuças aumentaram, nesta semana, com aqueles torpedos disparados por Trump nas direções do Fed e do BCE. Para Cesar Rojas, economista global do Citigroup Global Markets Inc., “ainda não estamos em uma guerra cambial, mas os EUA estão preparando o terreno, estão apresentando as armas potenciais que podem ter à sua disposição”.

De fato, essa temida guerra cambial, que derreteria imediatamente as transações internacionais de mercadorias e de capitais, só deve ser detonada efetivamente com o gatilho da próxima crise econômica global. Não é preciso esperar muito tempo.

Por enquanto, as guerras comerciais e cambiais apresentadas pelos EUA são apenas manobras estratégicas. O importante é que com elas o governo estadunidense se antecipa e se prepara para salvar o que puder da sua própria economia na eclosão da iminente crise global. Esta última baliza todas as manobras econômicas dos EUA.

Mas o caráter de todas essas manobras é necessariamente econômico e militar. E imediatamente mundial. A maior potência econômica e militar do planeta sabe que para salvar sua própria pele terá arruinar catastroficamente seus queridos vizinhos europeus e asiáticos. Com tarifas, moedas ou canhões.

Duas almas fundidas graniticamente em um mesmo processo. Por outros meios e outras armas, a nova guerra mundial imperialista será uma continuação das guerras comerciais e das moedas. Hic Rhodus, hic salta!

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Surpreendente queda da produtividade na maior economia do planeta

Surpreendente queda da produtividade na maior economia do planeta

por José Martins, da redação

Um fato instigante aos bons economistas pode ser observado no relatório sobre Produtividade e Custos, 1º trimestre 2019, publicado nesta quinta-feira (06) pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.

Verifica-se que nas esferas improdutivas da economia – agrupadas no relatório nas rubricas Nonfarm business e Business – registra-se elevações tanto da produção (3.9%, em termos anuais) quanto da produtividade do trabalho (3.4%), paralelamente a uma forte queda do custo unitário do trabalho (-1.6%).

Entretanto, nas suas esferas produtivas de mais-valia – agrupadas nas rubricas manufaturas de duráveis e de não duráveis – ocorreu exatamente o contrário. Queda tanto da produção ( – 2.8% anualizado), quanto da produtividade do trabalho (- 2.8%), paralelamente a uma fortíssima elevação do custo unitário do trabalho (2.7%).

É muita discrepância para não ser levada em conta. Uma abissal assimetria entre as duas esferas. Enquanto as improdutivas aumentam o produto quase 4% ao ano, no mesmo período as esferas produtivas desabam quase 3%. Enquanto a produtividade sobe a incríveis 3.4% nas primeiras, desabam pesadamente quase 3% nas segundas.

Há um claro problema teórico por trás deste fenômeno. Nos cursos das faculdades de Economia de todo o mundo a maioria quase absoluta dos economistas do mercado não foram preparados para elucidar este problema.

Os economistas do BLS não devem ser incluídos nesta manada. Não atropelam a teoria. Corretamente, seu relatório não oferece nenhuma “média das duas esferas” (improdutivas ou produtivas).

São duas coisas que não se misturam. Impossível. Seria o mesmo que fazer uma esdruxula média entre produto bruto (PIB) de bens e utilidades em geral, com produção industrial de mercadoria-capital.

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Portanto, recomenda-se fortemente a todo analista com um mínimo de seriedade que não misture alhos com bugalhos quando estiver procurando neste relatório a real evolução da produtividade e medidas correlatas na economia estadunidense.

Uma séria prospecção do ciclo econômico não admite esse tipo de vacilo na análise do mundo real.

Principalmente se estiver procurando descobrir o seguinte: o que vai acontecer no atual ciclo econômico nos próximos trimestres do ano? Qual o cenário mais provável e os menos prováveis para a economia mundial até o final do ano?

É para isto que existem os economistas. Para responder de maneira desinteressada a estas perguntas.

Caso contrário, só engrossarão a manada global de sabujos adestrados nas academias para proteger seus patrões na trágica tarefa de massacrar a classe proletária internacional.

Tomando esta precaução teórica, pode-se então se estabelecer com razoável proximidade a mais provável evolução cíclica do nível de extração da mais-valia da classe operária mundial – e, consequentemente, a dinâmica interna dos preços e lucros na totalidade da economia capitalista.

Os dados de produtividade e custos publicados na data de hoje pelo BLS foram revisados com relação àqueles publicados há mais de um mês. São mais seguros para as conclusões da análise. Não devem mais sofrer mais muita alteração.

E o que se observa é que a abrupta queda da produção e produtividade no setor de bens de consumo duráveis – que inclui os ramos industriais reguladores do sistema, com maior composição orgânica do capital – é acompanhada com a mesma gravidade por outras estratégicas variáveis correlatas.

As horas trabalhadas, por exemplo, caíram 2.2% no 1º trimestre de 2019. Essa é uma variável de força para traçar cenários de emprego da força de trabalho nos trimestres seguintes.

A gravidade deste número fica mais evidente ao se observar que até o último trimestre de 2018 havia um forte e ininterrupto ritmo de crescimento do emprego industrial dentro da atual fase de expansão cíclica, iniciada dez anos atrás.

As horas trabalhadas fecharam o ano passado em forte expansão de 2.2%, depois de crescer 3.8% no 3º trimestre e 2.6% nos últimos três meses do ano.

É por isso que a forte queda no 1º trimestre 2019 pode representar o ponto de reversão do ciclo atual. O mais provável é que, doravante, a geração de novas vagas de trabalho na economia como um todo sofrerá forte desaceleração e, finalmente, queda.

Outra importantíssima variável publicada neste relatório é a do salário real médio dos trabalhadores industriais.

Na economia reguladora do mercado mundial os salários foram praticamente congelados nos últimos nove anos de expansão do capital. Na base 2010=100, a produção industrial de valor e de mais-valia expandiu 10%, enquanto a massa salarial real cresceu 3%.

O arrocho salarial na economia de ponta do sistema acompanhado por uma taxa de virtual pleno emprego da massa de trabalhadores é um fenômeno marcante do atual período de expansão dos últimos dez anos.

Como veremos em próximos boletins, pleno emprego e arrocho salarial destroem tradicionais memes teóricos da economia vulgar (Curva de Philips, por exemplo) e transforma todos os padrões tradicionais de política monetária nas principais economias dominantes do sistema – EUA, União Europeia e Japão.

Nesta sexta-feira (07) o BLS deve divulgar outro importante relatório sobre a evolução do emprego e desemprego da força de trabalho nos EUA nos últimos meses.

Devem ser anunciado outros dados com mudanças importantes para esta nossa prospecção do final de um ciclo econômico que já se prolonga teimosamente por dez longos anos. Continuaremos em cima do lance!

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Brasil: a guerra das culturas

Brasil: a guerra das culturas

(Correspondência Internacional) Philipp Lichterbeck, Alemanha.

Não existe mais muita coisa capaz de me chocar no Brasil – mas uma cena acabou conseguindo. Em Curitiba, apoiadores de Jair bostanazi arrancaram uma faixa com os dizeres Em Defesa da Educação da fachada da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Centenas de pessoas aplaudiram.

Ficou evidente que o Brasil vive uma guerra de culturas. As forças do obscurantismo estão atacando o iluminismo. Este mês, duas grandes manifestações levaram milhões de brasileiros às ruas. Elas não poderiam ter sido mais distintas.

Da primeira, participaram sobretudo pessoas jovens, que protestaram pela educação, há duas semanas. Eram negras e brancas e tudo o que há no meio. São o Brasil do futuro. E é por esse futuro que lutam. Porque, se há algo com que se pode solucionar quase todos os outros problemas do Brasil, é a educação.

Através dela, é possível conter as pragas da violência, da desigualdade, da destruição ambiental e da corrupção. Para fazer mudanças no Brasil, seria preciso começar por aí. Os verdadeiros patriotas, portanto, são os estudantes do ensino médio e universitários que vão às ruas contra os cortes do governo.

Também está claro o motivo pelo qual muitos brasileiros são contra a educação para todos. Esses participaram da outra manifestação, que aconteceu no último domingo (26/05), com o intento de apoiar o presidente bostanazi, cujo governo está ameaçado de acabar em fiasco. Mas os fãs dele só veem o que querem ver. Em vez de um homem medíocre, misantropo, intelectualmente e moralmente fraco, eles reconhecem um “mito”. Nos atos, houve até quem dissesse que bostanazi foi enviado por Deus. Que Deus cruel.

O ideal do movimento bolsonarista é um país no qual os papéis sociais (e sexuais) são claramente distribuídos. É um país onde há uma nítida definição de quem fica em cima e de quem fica embaixo. São os próprios apoiadores brancos de bostanazi que tiram proveito dessa desigualdade. Primeiro, por meio da legião de trabalhadores baratos e sem formação. E segunda, porque a existência dos pobres faz eles se sentirem superiores.

É assim que devem ser interpretadas as fotos sarcásticas tiradas com sem-teto pelos manifestantes. Eles lucram com as estruturas antigas do feudalismo, que ainda existem no Brasil e que só podem ser rompidas com a educação. Por isso, qualquer esforço de criar igualdade de oportunidades é chamado por eles de “socialismo”.

O conflito entre o pensamento esclarecido e o antiesclarecimento fica mais evidente quando se trata de religião e racionalidade. A questão fundamental se debruça sobre o que deve ter mais influência nas decisões políticas. Nas sociedades modernas, a resposta costuma ser: a razão. Os novos direitistas brasileiros acham que isso está errado – desde astrolavo de Carvalho, o ideólogo do antiesclarecimento, passando pelos ministros Damares Alves e Ernesto Araújo, até o próprio presidente (“Deus acima de todos”).

Eles confundem sua fé com conhecimento. Por isso, desprezam o conhecimento dos outros e a ciência, que é complexa e cheia de nuances. Assim, pode-se explicar o fato de bostanazi acusar o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de disseminar “fake news” – apesar de ele não ser um especialista em estatística. A ministra da Família, Damares Alves, afirma que a Teoria da Evolução é errada – mas não tem noção de biologia. E o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, acha que as mudanças climáticas não estão acontecendo – contra o consenso de pesquisadores no mundo todo.

Enquanto isso, nas ruas, os direitistas pedem “o fim de Paulo Freire”, que nunca leram. Esse desprezo por intelectuais e cientistas é uma característica fundamental de regimes autoritários. É ela, na verdade, que está por trás dos contingenciamentos financeiros na área da educação.

O cenário combina com a notícia de que o Brasil entrou para o grupo de 24 países no mundo que vivem uma “erosão” em suas democracias. A avaliação é do Instituto V-Dem (Varieties of Democracy, ou Variedades da Democracia), da Universidade de Gotemburgo, que tem o maior banco de dados sobre democracias no mundo. O Brasil, segundo os especialistas, está sendo afetado severamente por uma onda de autocratização.

Será que as pessoas que aplaudiram quando a faixa a favor da educação foi arrancada em Curitiba aplaudiriam amanhã, se os livros de Paulo Freire, Jorge Amado e Chico Buarque fossem queimados? Temo que a resposta seja “sim”. Essas pessoas acreditam que sua ignorância vale mais do que o conhecimento dos outros. O Brasil está num caminho escuro e perigoso.

Nota sobre o autor: Philipp Lichterbeck queria abrir um novo capítulo em sua vida quando se mudou de Berlim para o Rio, em 2012. Desde então, ele colabora com reportagens sobre o Brasil e demais países da América Latina para os jornais Tagesspiegel (Berlim), Wochenzeitung (Zurique) e Wiener Zeitung. Siga-o no Twitter em @Lichterbeck_Rio. O texto acima foi escrito originalmente na revista Deutsche Welle, Alemanha, em 29/05/2019.

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Depois Do 15 De Maio

Depois Do 15 De Maio

por Fernando Grossman e José Martins, da redação.

Em uma semana plena de coisas boas – o povo de novo lotando e protestando contra o governo capitalista nas ruas e avenidas de mais de 220 grandes cidades brasileiras – muito longe dali uma cena inacreditável mostrava bem a atual situação de apodrecimento da política no maior país da América do Sul.

No exato momento em que milhões de pessoas protestavam contra o obscurantismo de uma burguesia que pretende destruir sumariamente, dentre tantas outras coisas importantes, as Universidades públicas e o que ainda resta de pesquisa científica no país, na cidade estadunidense de Dallas, Texas, Jair Messias bostanazi, digníssimo presidente da Republica do Brasil, prestava solene continência à bandeira dos Estados Unidos.

Pouco antes ele já tinha declarado que “desde criancinha eu amo este país”. Não se tem notícia de que algum outro presidente estrangeiro tenha feito isso em suas visitas aos EUA, que se tenha mostrado tão lambe-botas do imperialismo. Tinha que ser um brasileiro.

O pior é que nada disso é fruto do acaso, de uma trapalhada a mais de um presidente pequeno-burguês que se diferencia dos anteriores apenas pela sua indisfarçável boçalidade. A política, sem dúvida, é a mesma de sempre. Liberalismo e populismo em diversas combinações. Só muda a embalagem.

Há de fato muito mais causalidade do que casualidade na continência de bostanazi à bandeira estadunidense.

Primo, mostra que as classes dominantes brasileiras nunca caíram tão baixo como agora em sua longa história de submissão ao imperialismo estadunidense.

Secondo, e não menos importante, essas manifestações texanas da índole submissa das classes dominantes brasileiras tem tudo a ver com o agravamento da sua ingovernabilidade política interna, neste início de 2019. A descarada prostituição geopolítica externa é mera consequência da podridão política interna.

A economia desce e a ingovernabilidade sobe. O chão que sustenta os capitalistas, a propriedade privada e a política, no Brasil, começa a desaparecer subitamente.

Da euforia à frustração. Em artigo publicado nesta sexta-feira (17) o editor de economia do jornal O Estado de São Paulo escreve em tom de anúncio fúnebre: “Tudo que se esperava da economia brasileira para este ano parece estar indo por água abaixo. A deterioração das expectativas foi rápido demais. Em janeiro, os analistas ouvidos pelo Banco Central na pesquisa Focus imaginavam que o país cresceria 2,5% este ano. Agora, essa mesma pesquisa aponta para 1,45%. Mas mesmo esse número já é considerado otimista. Há gente falando em crescimento da economia abaixo de 1%. Ou seja, mais um ano de estagnação”.

Correto. Mais um ano de estagnação. Não de depressão, como alguns economistas do mercado mais apressados estão prevendo.. A depressão da economia brasileira depende da economia mundial. e esta continua crescendo.

A depressão só ocorrerá, portanto, quando explodir a China e, instantaneamente, a bolsa de valores de Nova York, etc.

A depressão econômica – PIB caindo entre 5% e 10%, desemprego subindo a 25% ou 30%, e outras coisas socialmente inaceitáveis – só ocorrerá no Brasil quando se manifestar concretamente o próximo período de crise periódica de superprodução do capital global.

A crise de Marx e Engels. Não a dos marxistas bastardos da crise permanente, estrutural, longa depressão e outras asneiras. No momento em que eclode a crise de superprodução de capital o tempo da política desaparece e a ingovernabilidade metamorfoseia-se em complexo processo de guerra civil.

Entretanto, esse roteiro nem sempre se realiza com tanta exatidão de tempo e velocidade em todos os lugares. No Brasil, por exemplo, a crise política nacional, que vem desde o segundo mandato de Dilma Rousseff, pelo menos, agravou-se tão profundamente, nesta última semana, como se a própria depressão econômica já estivesse chegando.

Uma consequência importante que se viu na última semana. Antes o único discurso que eles tinham frente à estagnação e ao desemprego era culpar a herança maldita de governos anteriores e o atraso na aprovação da reforma da Previdência como tábua milagrosa e salvadora para escapar da crise e voltar a crescer.

Agora, com o pavor de um PIB negativo neste ano, desemprego crescente e aumento descontrolado do déficit público – mesmo que ocorra a cada vez mais improvável aprovação da reforma da Previdência – esses álibis da herança maldita e outras bobagens já não convencem mais. Desaparecem de cena.

Tudo agora é uma sucessão de apavorantes impossibilidades. Além das inócuas reformas da Previdência de Paulo Guedes e da Tributária de Marcos “imposto único” Cintra, mais nada. Só o vazio, o dilúvio.

Todas as frações das classes dominantes pressionam o ministro da Economia para que ele pare de repetir o nauseabundo velho discurso e faça imediatamente uma política econômica e monetária capaz de estancar a sangria.

Acontece que apenas a perspectiva de continuidade da estagnação da economia já foi suficiente para que a política entrasse em quadro de irreversível instabilidade.

Um fato importante apressou essa instabilidade. Os milhões de estudantes, professores e cientistas que ocuparam as ruas e avenidas dia 15 de Maio foi a espoleta para a explosão desta instabilidade institucional.

A política nacional foi encaminhada nesta semana para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do sistema. E um novo quadro de poder institucional e conspirações que não acabam mais tomam conta do Planalto Central.

Terra em transe. A barra está pesada para os capitalistas. O maravilhoso protesto das camadas e categorias inteligentes da nação, em 15 de Maio, abafou qualquer ilusão de que bostanazi possa continuar governando por muito mais tempo.

A improvável capacidade de Paulo Guedes fazer a necessária política econômica para desviar o país da catástrofe cai junto com a incapacidade de bostanazi continuar governando.

O que eles tentam agora? Para estancar a ingovernabilidade repentinamente aprofundada tentam deslocar funções fundamentais do executivo (bostanazi) para o Parlamento (Rodrigo Maia) e para o Supremo. Tribunal Federal (Roberto Barroso).

Neste acordão neoliberal de combate ao incêndio da ingovernabilidade, o general boiolão seria o presidente de honra. E chefe da ordem política e social. Simples. Resta saber, como diria Garrincha, se o outro time foi avisado deste acordão.

De todo modo, o que se presencia nesta semana é que a velocidade do protagonismo de Maia é impressionante. A burguesia não perde tempo. Em matéria intitulada “ Maia defende ações contra pobreza enquanto reforma não vem”, o jornal Valor Econômico relata discurso de Maia para capitalistas no Rio de Janeiro, no dia 17 (sexta).

“ O país precisa de políticas públicas de curto prazo para enfrentar o desemprego, a pobreza e a fome, enquanto os efeitos da reforma da Previdência não vem, disse hoje o presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia (DEM, RJ), ao participar do Encontro Nacional da Indústria de Construção, em um hotel no Rio de Janeiro.”

Para alcançar seus objetivos o autoproclamado primeiro-ministro do Brasil, Rodrigo Maia, defende a privatização dos serviços públicos. Acabar com o sistema público da Saúde, por exemplo.

No curto prazo, políticas de combate à pobreza e ao desemprego. Quais seriam? Não disse uma palavra.

Na última semana o autoproclamado primeiro ministro chamou para si também todas as funções de formulação da política econômica. Das reformas também. Com Maia, todas estas funções do executivo serão ainda mais neoliberais que com Paulo Guedes. É o plano dos capitalistas para brecar a ingovernabilidade.

Mas está apenas começando a guerra aberta entre as diversas frações e fragmentos da ordem democrática das classes dominantes – extrema direita, direita, centro-direita, centro, centro esquerda e esquerda.

Tão diferenciados no discurso e tão iguais na ação, os programas que separam estes blocos do regime democrático, com variações de cor e radicalidade, serão, inevitavelmente, os seguintes – de um lado, variações em torno do acordão neoliberal e imperialista padrão tipo Maia/Barroso/boiolão atualmente em ativa gestação; de outro lado, mais à frente na conjuntura, mais próximo do choque global, algum tipo de nacionalismo e Keynes/marxismo, também com inúmeras variações e cores de seus respectivos blocos.

Por enquanto, na espreita do fortíssimo protagonismo atual de Maia e seu programa de aprofundamento neoliberal e imperialista, a explosão social pede passagem.

Desemprego, fome, destruição da classe média assalariada, burocracia sindical, etc., faz parte da aposta e do programa desta fração dominante de capitalistas nativos e internacionais.

Não apenas de capitalistas financeiros, como amam demonizar a esquerda democrática, mas principalmente industriais, comércio, rurais, etc. A burguesia industrial é a que puxa a fila desta arquitetura da destruição.

O capital produtivo de lucro e respectivas classes proprietárias predominam sobre o capital produtivo de juros, de renda, etc. e respectivas classes igualmente proprietárias da terra e do capital.

Mas no meio do caminho tem uma pedra. Tem uma pedra no meio do caminho.

Acontece que mudar as condições sociais de exploração da classe operária e de valorização do capital em economias dominadas (mais valia absoluta) para uma integração rigorosa às cadeias produtivas globais de capital é mais perigoso politicamente que em países dominantes (mais-valia relativa).

Existem limites muito rígidos para o ajuste de competitividade no Brasil via destruição de massas de salários. Este é o limite do crescimento econômico nacional.

A contradição entre trabalho necessário e sobre trabalho não pago é muito rígida em economias dominadas. Para arrochar um pouquinho mais a miséria dos trabalhadores, o regime político balança. Toda a superestrutura de dominação entra em convulsão.

Por isso o sistema jurídico é tão frágil nestes países ond predomina a mais-valia absoluta como forma preponderante da produção de capital. Onde não se paga o salario justo não pode existir justiça (Smith).

É por isso que é muito difícil que esse programa do acordão de Maia e consortes alcance qualquer resultado de destravamento da acumulação do capital no Brasil.

E a perspectiva da luta de classes neste cenário pré-histórico e civilizatório tende a ser cada vez mais favorável à emergência da classe proletária absolutamente independente e blindada teoricamente dos viciados protocolos democráticos que comandam a política das diversas classes e frações das classes dominantes acima enumeradas.

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Guerras comerciais no ocaso da globalização

Guerras comerciais no ocaso da globalização

por Fernando Grossman e José Martins, da redação

A guerra comercial entre EUA e China se intensifica perigosamente. Nesta segunda-feira (13) se aproximou de um inacreditável ponto de não retorno. O mais provável é que Washington ainda evite este ponto. Se houver lucidez, uma coisa que nesta semana ficou menos evidente.

Caso contrário, se a coisa for até a definitiva ruptura das negociações entre as duas economias siamesas da economia global o comércio internacional e o mercado mundial entrariam em inédito colapso planetário.

As ações em Wall Street caíram pesadamente durante o dia, depois que a China decidiu retaliar às mais recentes medidas protecionistas dos EUA sobre produtos chineses, elevando em contrapartida as tarifas de produtos importados dos EUA.

A China comunicou ao mundo que aumentará as tarifas de mercadorias importadas dos EUA, no valor de US $ 60 bilhões, a partir de 1º de junho. É praticamente a metade do que ela importa do seu principal parceiro comercial. Não é muita coisa, comparado com o que ela exporta. Veja evolução de longo prazo deste comércio bilateral no gráfico abaixo.

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Produção industrial: um corpo que cai

Produção industrial: um corpo que cai

Redação 03/05/2019 Brasil, Diário do Capital

por Jorge Arnaldo e José Martins, da redação

Boas notícias nesta ensolarada manhã de sexta-feira (03). A tendência de queda da economia brasileira continua mais firme do que nunca.

Um corpo que cai. Os donos da propriedade privada capitalista e seus eunucos economistas não são capazes de reverter esse processo.

Ao contrário. Tudo que eles estão fazendo na política econômica e nas decisões econômicas em geral só reforça o cenário mais provável de uma economia marcada para morrer.

Irreversivelmente. A realidade econômica dá uma surra política nas parasitárias classes dominantes e imperialistas do país. Aqui começa o verdadeiro e decisivo jogo da luta de classes. Por pura necessidade.

Vamos aos fatos do mundo real. Com a queda de 1,3% em março, a indústria nacional levou um tombo de 2,2% no primeiro trimestre/2019, com perdas em três das quatro grandes categorias econômicas e em 16 de 26 atividades investigadas.

A metástase se propaga velozmente. É o que informa a Pesquisa Industrial Mensal (https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/24295-producao-industrial-cai-1-3-em-marco), divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. Abaixo o resumo geral da pesquisa.

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EUA: surpreendente queda da produção industrial nos primeiros três meses do ano

EUA: surpreendente queda da produção industrial nos primeiros três meses do ano

por José Martins, da redação.

Aterrissando no núcleo duro da regulação econômica planetária. Primeira e alvissareira observação: até que enfim a poderosa máquina industrial estadunidense deu o primeiro sinal de fraqueza. Com pompa e circunstância.

Ventos muito favoráveis para o desenlace do longevo e resistente ciclo econômico atual. Há mais de três anos, pelo menos, não ocorria uma perda de altitude tão abrupta como a ocorrida na economia reguladora do sistema neste 1º trimestre de 2019.

Não foi pouca coisa. É o que se verifica na leitura atenta do relatório Industrial Production and Capacity Utlization (G17) do Federal Reserve Bank (Fed), banco central dos EUA, publicado nesta terça-feira (16) (https://www.federalreserve.gov/releases/g17/current/).

Depois de crescer ao ritmo indecente de antigas taxas anuais chinesas nos dois últimos trimestres do ano passado – de 5.8% no 3º trimestre e 5.1% no 4º trimestre/2018 – a maior produção industrial do planeta (quase quatro e meio trilhões de dólares anuais) registrou surpreendente taxa anual negativa de 0.9% no 1º trimestre/2019.

Sobre o mesmo mês de março do ano passado, o crescimento da produção em valor agregado (MVA) recuou para a pequena taxa de expansão 2.4%. Aconteceu pelo súbito desabamento dos principais ramos da produção industrial: automóveis e máquinas.

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Novas projeções dos economistas: o “pibinho 1.0”

Novas projeções dos economistas: o “pibinho 1.0”

por Fernando Grossman e José Martins, da redação.

O jornal Valor Econômico publicou nesta terça-feira (09) um artigo com interessante título: “Analistas já temem PIB próximo de 1%”. Estão jogando a toalha. Já confessam publicamente que, com ou sem suas famigeradas “reformas”, os capitalistas não são mais capazes de fazer a economia funcionar.

Resumo geral da situação. Em queda livre há seis semanas no boletim Focus, do Banco Central, com a mediana das previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,97%, os principais economistas do mercado financeiro já temem que o avanço da economia brasileira este ano fique mais próximo de 1% que de 2%.

Um provável pibinho 1.0 neste ano repetindo o marasmo de 2017 e 2018. A economia não sai do lugar. Agora são os economistas dos capitalistas e consultorias dos banqueiros que estão dizendo.

Ao fim de março, a média de 19 estimativas de consultorias e instituições financeiras colhidas pelo Valor Data apontava para um PIB de 0,3% no primeiro trimestre, com intervalo de -0,2% a 0,6%.

Desde então, a maioria revisa para baixo sua projeção. Caso dos economistas do Bradesco, que começou o ano prevendo um PIB de 0,7% no primeiro trimestre, em janeiro reduziu para 0,3%, ao fim de março para estabilidade e agora vê ligeira queda de 0,1%.

Nada mais do que a aceitação de uma tendência de queda livre das previsões anteriores. E da economia real, por supuesto.

O cenário para mais um ano de pibinho 1.0 – mesmo desconsiderando, sem muito realismo, qualquer explosão cíclica global até dezembro 2019 – torna-se o mais provável à medida que são publicados os dados reais da economia.

As vendas no varejo, por exemplo, ficaram estagnadas em fevereiro, registrando 0% na comparação com o volume de mercadorias comercializadas em janeiro, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) (https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/24172-vendas-ficam-estaveis-em-fevereiro-e-patamar-segue-abaixo-do-recorde-de-2014), divulgada nesta terça-feira (09) pelo IBGE.

O comércio varejista ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, recuou 0,8% nessa mesma comparação. Com o resultado, o total de vendas no varejo permanece 6,6% abaixo do nível recorde alcançado em outubro de 2014.

A coisa não para por aí. O Setor de Serviços também mergulha no mesmo marasmo do comércio varejista. Em fevereiro de 2019, o volume de serviços no Brasil caiu abaixo de zero (-0,4%) frente ao mês anterior.

É o que informa a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) (https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/24216-setor-de-servicos-encerra-fevereiro-em-0-4-e-acumula-segunda-queda-seguida), divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (12). Com isso, o setor acumula nos dois primeiros meses do ano uma queda de 0,9% e elimina a expansão observada em dezembro de 2018 (0,8%).

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Alemanha: novo elo fraco da economia mundial?

Alemanha: novo elo fraco da economia mundial?

por Fábio Magalhães e José Martins, da redação.

Antes de aterrissar na poderosa máquina industrial dos Estados Unidos, uma parada inesperada, de urgência, em Berlim, no coração da economia e da geopolítica europeia.

O motivo é muito sério: uma brusca e contínua queda da produção industrial da segunda economia do mundo aprofunda o sinal de alerta para a área do euro. Segunda economia do mundo em qualidade, lembrando ao renitente pensamento econômico vulgar.

O problema é que este alerta se espalha para além da área do euro. Cria a sinistra imagem que a Alemanha – e por extensão a totalidade da Europa – pode ser o novo elo fraco da economia mundial.

A derrocada produtiva da Alemanha e de outras grandes economias dominantes desta área, como França e Itália, abre um inesperado quadro de crise para a totalidade do sistema capitalista.

A previsão de crescimento da zona do euro é de menos de 1% para este ano. O mesmo que economias periféricas estropiadas como Brasil, Argentina, etc.

Esta previsão deve-se ao fato que a produção industrial nas 19 nações da área do euro está caindo no ritmo mais rápido desde a última crise periódica de 2008/2009. Veja no gráfico abaixo.

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Alemanha, Japão e China desaceleram perigosamente

Alemanha, Japão e China desaceleram perigosamente

por José Martins, da redação

O diagnóstico da Organização para o Comércio e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) para a economia mundial é sombrio.

Em seu mais recente relatório sobre as perspectivas globais a veneranda organização imperialista informa: a expansão global continua a perder força.

Mais rapidamente do que o previsto há alguns meses.

Prevê também que o crescimento global diminua ainda mais: de 3,6% em 2018 para 3,3% em 2019 e de 3,4% em 2020.

O crescimento foi revisado para baixo em quase todas as economias do G20. Mais marcadamente na área do euro em 2019 e 2020, impulsionado por fraqueza na Alemanha e na Itália, mas também no Japão, Inglaterra, Canadá, China, Turquia, etc.

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Economia brasileira na antessala da câmara fria da depressão

Economia brasileira na antessala da câmara fria da depressão

por Fernando Grossman e José Martins, da redação.

A visita do presidente da República do Brasil e destrambelhada comitiva aos Estados Unidos, nesta semana, coincide com a divulgação de novos indicadores de agravamento da situação econômica do país para os próximos doze meses.

O nível de atividade da economia brasileira começou o ano de 2019 com retração, segundo informações divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira (18). Em janeiro, o chamado Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado uma “prévia” do resultado do PIB, registrou um recuo de 0,41%, na comparação com dezembro de 2018.

A economia deslizando para um crescimento anual de 1%. Isso é grave, pois a partir de janeiro começou a imbicar para baixo. A luz amarela piscando no painel da pesada aeronave. O piloto volta os olhos para a evolução do IBC-BR acumulado em doze meses, como no gráfico abaixo preparado pela nossa redação.

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Indústria brasileira: a galinha atropelada

Indústria brasileira: a galinha atropelada

José Martins, da redação.

Brasil urgente: produção industrial cai 0,8% e começa 2019 em ritmo abaixo do início do ano passado Quem informa é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seu mais recente relatório sobre a produção industrial brasileira no mês de Janeiro 2019.

A produção industrial brasileira caiu 0,8% no primeiro mês do ano, com queda em 18 das 26 atividades pesquisadas, de acordo com a série com ajuste sazonal da Pesquisa Industrial Mensal (https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/23962-em-janeiro-producao-industrial-cai-0-8) divulgada hoje pelo IBGE. Já na comparação com o desempenho de janeiro de 2018, na série sem ajuste sazonal, a queda foi de 2,6%.

Apesar disso, a indústria ainda acumula alta residual de 0,5% nos últimos 12 meses. Deve ser seu último resíduo positivo com algum sinal de crescimento. Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo, o perfil do resultado negativo é bem disseminado em toda a indústria. “É uma produção industrial em ritmo abaixo da que encerrou 2018. No acumulado dos últimos 12 meses, ainda estamos no positivo, mas ele vem reduzindo a intensidade dessa expansão. Em julho de 2018, esse crescimento era de 3,4%. Ou seja, até nesse indicador, que está no campo positivo, vemos uma redução da intensidade do crescimento”.

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“Não me lembro desse cara”, diz Bolsonaro sobre vizinho fotografado com ele e suspeito...

"Nem sei quem é..."

“Não me lembro desse cara”, diz bostanazi sobre vizinho fotografado com ele e suspeito de assassinar Marielle

Da redação – Nesta quarta-feira (13), o golpista Jair bostanazi afirmou não se lembrar de Ronnie Lessa, seu vizinho em um condomínio da Barra da Tijuca preso na terça-feira sob suspeito de ter disparado os tiros que mataram a vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes. O delegado que investiga o caso, Giniton Lages, confirmou que o filho mais novo de bostanazi, Jair Renan, teria namorado uma filha de Ronnie Lessa. Os vizinhos, que moram próximos um do outro em um condomínio fechado de 150 casas, também aparecem juntos em pelo menos uma fotografia.

Jair bostanazi declarou “não lembro dessa cara. Meu condomínio tem 150 casas”. E disse ainda, “o que eu tenho a ver com ele? Não tem vida social no meu condomínio”. O delegado que investiga o assassinato de Marielle será tirado do caso pelo governador do RJ, Wilson Witzel, que convidou Giniton Lages para fazer um intercâmbio na Itália.

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10 coincidências que envolvem Bolsonaro e os presos suspeitos de terem matado Marielle

10 coincidências que envolvem bostanazi e os presos suspeitos de terem matado Marielle

A cada dia nota-se a relação do presidente ilegítimo, Jair bostanazi, com os avanços de setores estimulados pela extrema-direita no país, como os suspeitos da morte da vereadora do Psol, Marielle Franco. Nos últimos dias, as notícias demonstram as “coincidências” com o presidente golpista e demais membros da família bostanazi. São tantas que é possível elencá-las:

1. bostanazi sempre foi uma figura política da extrema-direita. Já em 2003, defendia a existência de grupos de extermínio na Bahia, na época afirmou serem úteis na falta da pena de morte no País e portanto seriam eficazes e que tinham seu total apoio. O mesmo assegurou a informalidade dos esquadrões da morte, mas deu os parabéns e se dispôs a expandir a prática em seu estado de origem, o Rio de Janeiro.

2. Em 2007, Flávio bostanazi, deputado estadual do Rio de Janeiro, alinhado à política do pai, já fazia declarações abertas que atacavam o povo, naquele ano afirmou que as milícias deviam ser legalizadas.

3. Logo em seguida, Flávio bostanazi foi o único a votar contra a CPI das milícias e portanto corroborando com sua tese anterior de legalização, o histórico da família com os grupos é antigo.

4. Foi nomeado pelo governo bolsonarista, o membro do esquadrão da morte “Scuderie Le Cocq”, Carlos Humberto Manatto, para o cargo de Secretário Especial da Câmara dos Deputados. Somente no estado onde residia o ex-deputado (Espírito Santo) foram cerca de 1.500 pessoas mortas pelo esquadrão da morte.

5. Flávio bostanazi empregou em seu gabinete mãe e mulher de um chefe de milícia. Posteriormente, foi revelado que a tesoureira de seu partido (PSL), Valdenice de Oliveira Meliga, é irmã de dois milicianos que foram presos por operação da Policia Federal.

6. Durante a campanha eleitoral, candidatos do PSL, partido de bostanazi, quebraram placa em homenagem a Marielle Franco, assassinada há um ano atrás no Rio. A placa fora quebrada sob discurso fascista dos candidatos, onde diziam que havia acabado a esquerda, bem como falou-se da supressão de partidos como PT, Psol e PCdoB etc. O ato demonstrou o escárnio da direita com a morte da vereadora, onde se falou que 60 mil morrem no país, mas não recebem homenagem como Marielle.

7. Foi realizado pela milícia de São Gonçalo campanha eleitoral favorável a candidato do partido do presidente ilegítimo. O candidato, Fernando Salema, era ex-comandante do batalhão de São Gonçalo, evidentemente toda a ligação com a milícia e qualquer tipo de campanha feita e ou encontro foi negado pelo deputado e demais questionados.

8. Estourado o escândalo com o motorista de Flávio bostanazi, Fabrício Queiroz; houve toda uma delonga no desenrolar do caso. Antes de ir para o hospital, Queiroz se refugiou em território de milicianos para não depor sobre o acontecido.

9. Mais uma vez, Flávio bostanazi, foi único a ser contra a concessão da medalha Tiradentes para Marielle Franco. Outra vez a direita fascista mostrando que não há mais demagogia a se fazer, defende-se abertamente seu discurso brutal.

10. Finalmente, mas não o fim das coincidências da família bostanazi com a milícia, a última notícia da semana se deu pela proximidade do presidente golpista com os suspeitos da morte da vereadora do Psol. Um dos suspeitos do assassinato da vereadora, era vizinho de Jair bostanazi e seus filhos já tiveram envolvimento amoroso, mas ainda assim o capacho do imperialismo nega qualquer envolvimento com os suspeitos e qualquer ligação com milicianos.

bostanazi representa a extrema-direita no poder, sua ligação com setores como as milícias é inerente a esse setor obscurantista que quer massacrar o povo e extinguir qualquer organização de luta, características tipicamente fascistas e que denotam que não há coincidência alguma.

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Caso Marielle: Witzel afasta delegado responsável pela investigação e o envia para a Itália

Foi só chegar perto do bostanazi...

Caso Marielle: Witzel afasta delegado responsável pela investigação e o envia para a Itália

Da redação – Quando a Polícia Civil finalmente prende os prováveis responsáveis pela morte de Marielle Franco, nesta terça-feira (12), após um ano de investigações, o que vemos é uma série de indícios que apontam para o possível envolvimento da família bostanazi com a morte da vereadora.

Para aumentar os questionamentos sobre a isonomia do caso, o delegado responsável pelas investigações que culminaram na prisão dos acusados acaba de ser afastado da função de delegado (e automaticamente do caso Marielle) pelo governador bolsonarista do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Isso aconteceu após o delegado Giniton Lages publicizar os fatos da morte de Marielle que apontam para uma provável relação de proximidade com bostanazi, como, por exemplo o fato de o assassino, Ronnie Lessa, morar no mesmo condomínio que Jair bostanazi, e de sua filha ter namorado um dos filhos do presidente fascista .

Segundo Witzel, o delegado “está esgotado” e, portanto, foi “convidado” pelo Governador para ser afastado da função e ir para a Itália em razão de um intercâmbio com a Polícia Italiana. Porém, estranha-se, entre tantos acontecimentos, a quantidade de fatos que já se relacionam. A posição bolsonarista de Witzel, o cansaço do delegado Lages (anunciado pelo Governador e não por ele próprio) após uma operação tão importante e o envolvimento da família bostanazi com os milicianos e os assassinos de Marielle, embora ainda a investigação ainda não esteja concluída, podem não ser meras coincidências.

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Massacre de Suzano: nazismo era inspiração de atiradores, diz portal

Os bandidos mirins que atiraram em gente inocente de graça eram, vejam só, dois nazinguinhas de merda. Aposto que frequentavam o 55câncer e o fórum do batoré também.

Massacre de Suzano: nazinguismo era inspiração de atiradores, diz portal

Da redação – Os dois jovens responsáveis pelo assassinato de oito pessoas na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), na manhã de hoje (13), tinham simpatias pelo nazinguismo e acreditavam que “bandido bom é bandido morto”.

Esse é o relato de estudantes ouvidos pelo portal Jornalista Livres. Além disso, diz o jornal, Guilherme Monteiro (17 anos) e Luiz Henrique (25) defendiam a pena de morte.

Os dois teriam cometido suicídio logo após o massacre, segundo a versão das autoridades policiais.

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Matar os jovens, deixar morrer os velhos

Matar os jovens, deixar morrer os velhos

Em poucos dias o governo de Jair bostanazi proferiu duas sentenças anunciadas de genocídio contra o povo brasileiro. A primeira, com o pacote anticrime de Sérgio Moro, cujo projeto se fundamenta no aumento da violência penal, na desconsideração das causas da criminalidade e na licença para matar dada a polícia, sustentada em critérios subjetivos. A segunda é resultado da extinção da Previdência Social, proposta por Paulo Guedes, retirando nada menos de 40% da renda dos idosos em condição de insegurança social, além de dificultar a aposentadoria rural e diminuir drasticamente as pensões para órfãos e viúvas.

No primeiro caso, a juventude pobre das periferias é colocada literalmente na linha de tiro. No segundo, os mais velhos são abandonados ao relento da falta de políticas de seguridade. O governo oferece à sociedade dois projetos de extermínio deliberado de pessoas, o que é a definição explícita de genocídio. O que une as duas pontas da barbárie é nitidamente um corte de classe, mas que se alimenta de outras determinações fortes da nossa formação social, marcada pelo preconceito e exclusão.

Há outras semelhanças nos projetos de Moro e Guedes. Em primeiro lugar, o descaso com o conhecimento. No caso da segurança pública, em nenhum momento da proposta estão presentes as pesquisas, debates e estatísticas produzidas nos últimos anos. Toda a riqueza e complexidade dos saberes sobre o tema gerados em todo o mundo – inclusive no Brasil – ficam submetidos ao populismo cevado pela popularidade do ex-magistrado. Ao se recusar ao diálogo e ao confronto com outras teses e visões jurídicas, ele se apequena e assume a dimensão real de sua indigência técnica e política. Revela-se o juiz parcial que sempre foi e o ministro vaidoso que se tornou.

O pacote anticrime é perpassado de problemas identificados por especialistas nos campos constitucional, penal, penitenciário, policial e social. Não considera a situação carcerária brasileira – certamente o maior crime em andamento no campo dos direitos humanos -, as causas da violência, as estratégias policiais de enfrentamento, a inteligência do setor, as diferentes formas de atuação da polícia e as alternativas penais. O projeto traz ainda inconsistências constitucionais, como a prisão depois do julgamento em segunda instância, e abertura para práticas correntes de órgãos internacionais que fragilizam o direito brasileiro.

O pacote vinha embalado com medidas para enfrentar a corrupção e o caixa dois eleitoral, que foram em seguida habilmente fatiadas e deixadas para uma nova etapa. A verdadeira mira do projeto está na população pobre e periférica, que será objeto de caçadas policiais chanceladas pela impunidade. Moro já deixou clara sua leniência com o poder e mesmo sua mudança de juízo em temas como posse de armas e desvios eleitorais, perdoando de forma compungida seu colega Lorenzoni após mea-culpa patético. O que ficou intacta até agora foi a licença para matar encomendada pelo presidente.

Já a chamada nova previdência, na verdade a destruição da Previdência como instituição de seguridade social, chegou como uma tempestade de verão. Parecia inevitável, mas foi mais destruidora do que o previsto. A imprensa e os formadores de opinião pelas redes fizeram o serviço prévio. Tornaram o assunto tão inevitável que parecia que tudo era apenas uma questão de definir idade mínima para a aposentadoria e como preservar os militares da degola de seus privilégios. A discussão substantiva, que é o sentido real da seguridade social, não foi colocada em pauta. Quando o pacote chegou, a preocupação foi tentar explicá-lo e não combatê-lo, como merecia.

A tarefa da Previdência é garantir a seguridade dos brasileiros. Prover condições para que todos vivam com saúde, dignidade e assistência devida em todas as fases da vida. A forma de financiar esse direito é outra tarefa. Em nome das finanças públicas e do equilíbrio fiscal não se pode deixar a população insegura. Como são áreas distintas, têm orçamentos também separados. O esforço para a manutenção da seguridade deve, por isso, partir da garantia do bem-estar social e não de sua ameaça ou chantagem geracional. O primeiro dever de casa é resolver tudo no caixa que não diz respeito ao orçamento da seguridade, sobretudo as dívidas com sistema por parte das empresas e as desonerações. O que nunca foi feito.

O que não se pode barganhar são direitos inalienáveis em troca de equilíbrio fiscal. O projeto de Guedes, com a racionalidade própria dos economistas de sua escola, escolheu o segmento mais frágil para atacar de cara. Quem sai perdendo são os mais pobres, os idosos e os pensionistas. Além de aumentar os prazos para a aposentadoria – o que poderia até ser negociado com os trabalhadores e não imposto -, o tempo de contribuição aumentou exatamente no período em que a informalidade deixa de ser exceção para ser regra do mercado. Benefícios inferiores a um salário mínimo se tornarão mais presentes, aumentando a perspectiva de miserabilidade social, sobretudo entre os mais velhos.

Há mais identidades entre os dois projetos. A mais patente é a abertura de novos negócios no campo privado. Incremento do comércio de armas – reuniões de Moro com fabricantes já foram noticiadas – e de segurança patrimonial, que tem tudo para se tornar uma espécie de milícia institucionalizada. No campo da Previdência, com a quase inviabilidade de aposentadoria digna para todos (logo os minions vão sentir na carne), a saída será engordar o sistema financeiro como VGBL, PGBL e assemelhados.

O resultado, nos dois casos, é a diminuição de recursos no mercado com a consequente tendência a contração. Tudo vai ficar mais caro e o salário vai valer ainda menos, já que precisa financiar o futuro desguarnecido. A informalidade vai aumentar, a capacidade de contribuir por 40 anos vai ser uma ficção, a aposentadoria integral uma impossibilidade lógica. A reforma trabalhista completa o ciclo vicioso da fragilidade do trabalho com suas flexibilidades modernas (férias?) e ameaças. Todos perdem. Ou quase todos. As armas vão estar lá. Os bancos também.

A batalha para a aprovação dos projetos já começou. O sistema político se recompõe para voltar a dar as cartas depois do susto da última eleição. As tabelas de valor de votos já circulam entre analistas, a peso de ouro e cargos públicos. A tendência é barganhar para agradar eleitores sem desagradar o governo. Os novos parlamentares estão aprendendo rápido as regras do fisiologismo.

Esse jogo não interessa ao povo. Mais que nunca, a resistência precisa ser determinada e radical. Não há, nesse momento, proposta alternativa ou debate possível. Trata-se de defender a juventude e os idosos. Lutar pela vida. Nas ruas.

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O pibinho dos parasitas (nova atualização)

O pibinho dos parasitas (nova atualização)

por José Martins, da redação.

Os capitalistas brasileiros e seus inúteis economistas são incapazes de fazer a economia funcionar. Por mais que eles aumentem a exploração da classe operária do país a economia do imperialismo que comanda todas as decisões estratégicas destas classes proprietárias internas impede qualquer recuperação da produção nacional.

Por mais que eles aumentem a exploração da única classe produtiva através de reformas trabalhistas; reestruturações produtivas; sindicatos pelegos; neopopulismo de esquerda e, agora, de direita; desemprego em larga escala, destruição da Previdência, dos sistema de Saúde, Educação, etc., o crescimento econômico continua travado.

Querem uma prova deste trágico destino da maior economia do mundo aos sul do equador? Leiam o relatório publicado nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente ao produto interno bruto (PIB) da economia brasileira em 2018.

Resumidamente, o IBGE relata que em 2018 o PIB teve crescimento de mísero 1,1% em relação ao ano anterior, medido em termos de valor adicionado a preços básicos. Repetiu o mesmo crescimento de 1,1% em 2017. Quer dizer, o PIB continuou patinando no fundo do poço. Travado.

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Privatização, uma invenção dos fascistas: conheça a relação entre o neoliberalismo e a extrema-direi

Quem diria... Vivendo e aprendendo.

Se esses (neo)liberalóides, liberotários e corja estudassem história e fossem coerentes quando criticam a CLT por ela ter sido (supostamente) baseada na "Carta di Lavoro", eles também teriam que criticar as privatizações, pois, essas sim, vieram do fascismo.

Privatização, uma invenção dos fascistas: conheça a relação entre o neoliberalismo e a extrema-direita

O pioneiro das privatizações em larga escala foi Benito Mussolini, o líder do fascismo italiano, o fascismo original. Segundo a propaganda do imperialismo, o fascismo teria sido derrotado na Segunda Guerra Mundial pela “democracia”. No entanto, o fascismo, que é uma forma da ditadura da burguesia tanto quanto a chamada “democracia”, modificou para sempre todos os regimes da burguesia no mundo, que incorporaram uma série de aspectos fascistas, incluindo as chamadas democracias.

Entre 1923 e 1925, Mussolini implantou um amplo programa de privatizações. A primeira reunião do governo discutiu e decidiu privatizar a companhia telefônica. Depois disso, Mussolini privatizou a indústria de fósforos e acabou com o monopólio estatal da venda desse produto, o monopólio dos seguros de vida também foi suprimido, e a indústria siderúrgica privatizada. Além disso, Mussolini também terceirizou a execução de uma série de obras públicas e suspendeu uma série de impostos.

Assim os capitalistas, que financiaram e organizaram o movimento fascista para esmagar as organizações da classe trabalhadora, atacando sindicatos e partidos, fizeram a festa quando o fascismo chegou ao poder. O entusiasmo pelo fascismo não se restringiu à Itália. No mundo inteiro a burguesia ficou animada com a possibilidade de esmagar os trabalhadores.

Em 1933, na Alemanha, uma reunião secreta juntou os principais capitalistas do país, que decidiram financiar a campanha eleitoral dos nazingas. Seriam as eleições decisivas para os nazingas. A partir dos cargos conquistados naquela ocasião, bigodinho aproveitaria o incêndio do Reichstag para dar um golpe com o apoio do regime e da burguesia.

Com o poder nas mãos, bigodinho também lançaria seu próprio programa de privatizações, conduzido por Hjalmar Schacht, banqueiro colocado no ministério da Economia entre 1934 e 1937. Schacht privatizaria os grandes bancos alemães que o Estado tinha acabado de comprar, durante a crise de 1929. O investimento dos capitalistas no nazinguismo estava rendendo.

Desde o início, portanto, as privatizações foram uma política central para o fascismo. Por um lado, o fascismo esmagava a classe trabalhadora durante sua ascensão. Por outro, passava uma série de decisões para o controle direto dos capitalistas, por meio das privatizações. Capitalistas privados passaram a controlar setores inteiros do país, que passaram a ser propriedade privada.

Essa experiência fascista, pioneira, moldou a onda neoliberal que assolou países do mundo inteiro nos últimos anos. Com as privatizações, o imperialismo passou o controle de setores essenciais diretamente para os grandes monopólios. Como, por exemplo, setores de energia elétrica, telefonia, petróleo e outros recursos naturais, estradas, ferrovias, hospitais, universidades, escolas etc. O modelo foi seguido por Augusto Pinochet no Chile, por Ronald Reagan nos EUA e por Margaret Thatcher no Reino Unido.

Esse é o modelo seguido também por Jair bostanazi no Brasil, o governo colocado pelos golpistas no poder. Neste momento, a Petrobrás está levando adiante um Plano de Demissão Voluntária, para abrir caminho para a completa liquidação da empresa. Será a entrega do petróleo para os capitalistas, nesse caso estrangeiros. Desse modo, o povo não poderá exercer nenhuma forma de controle democrático sobre um recursos estratégico para o país. O petróleo brasileiro será assunto privado de monopólios estrangeiros.

Assim como está fazendo com a Petrobrás, o governo golpista pretende levar adiante essa política com todas as empresas estatais que restaram, como os bancos públicos e os Correios. É a mesma política de bigodinho e Mussolini, esmagar a classe trabalhadora e colocar grandes fatias da economia nacional sob o controle direto do capital privado, sem nenhuma forma de controle democrático. Como foi feito com a Vale, com os resultados conhecidos.

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7 incidentes forjados pelos EUA para invadirem outros países

7 incidentes forjados pelos EUA para invadirem outros países

A política imperialista dos monopólios financeiros norte-americanos foi sempre farsesca. A tentativa de invasão à Venezuela para derrubar o presidente Nicolás Maduro com “ajuda humanitária” faz parte do conjunto de fraudes que o capital norte-americano apoiou diretamente para que seus interesses fossem defendidos. A teatralidade desta vez se dá na tentativa do imperialismo de alegar que houve violência por parte do governo Maduro nas fronteiras com a Colômbia ou com o Brasil para justificar uma intervenção humanitária e derrubar o governo nacionalista do Maduro à força, contando com o agente do imperialismo, o presidente ilegítimo Juan Guaidó.

Para demonstrar que faz parte da política imperialista forjar motivos para a invasão nos países em que querem saquear, listamos 7 acontecimentos que levaram a invasão norte-americana.

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“Ajuda humanitária” à Venezuela é uma farsa

Quer dizer: depois de os EUA e a elite local a mando deles sabotarem e destruírem a economia da Venezuela, agora eles se dizem preocupados com o povo venezuelano... Contem outra, gringos de merda!

Dale duro, Maduro!

“Ajuda humanitária” à Venezuela é uma farsa

Nas últimas semanas o imperialismo tem reforçado enormemente sua campanha e seus ataques contra a Venezuela. Através do monopólio da imprensa os norte-americanos organizam uma gigantesca onda difamatória e tentam retratar nosso país vizinho como uma uma ditadura sanguinária, o que não corresponde de forma alguma a realidade.

Agora a desculpa utilizada pelos imperialistas é a de que a Venezuela passaria por uma crise humanitária, caracterizada pela falta de remédios e alimentos, e tentam justificar uma intervenção militar no país. Nesse sentido o imperialismo, sobretudo o norte-americano se “voluntariou” para levar uma suposta “ajuda humanitária para a Venezuela, abrindo assim as portas do país para a entrada de seus agentes e de tropas dos países vizinhos que apoiam a derrubada de Nicolás Maduro.

A verdade é que a tal crise é produto do boicote e da sabotagem econômica realizada pelo próprio imperialismo, que aplicou severas sanções aos venezuelanos e inclusive sequestrou ativos ligados ao petróleo. Os EUA incentivam a burguesia local a sabotar ativamente a economia com a não produção e não distribuição de produtos básicos, o que gera um clima de desestabilização do pais. Os únicos culpados das privações do povo venezuelano são os mesmos que querem levar “ajuda humanitária” para o pais: o imperialismo.

A desculpa da ajuda humanitária serve para que o imperialismo posicione suas tropas nas fronteiras de nosso pais vizinho e possam levar adiante uma ocupação militar do país. A única ajuda que os imperialistas oferecem ao povos oprimidos são suas bombam e tanques, que esmagam a população dos países pobres enquanto os capitalistas saqueiam totalmente a economia, no caso da Venezuela seu abundante petróleo.

É preciso deixar claro que todo esse discurso é uma enorme farsa que visa legitimar um Golpe de Estado contra Maduro, que foi legitimamente eleito pelo povo venezuelano. É preciso denunciar que o imperialismo é o maior inimigo dos povos de todo o mundo e que seu interesse e apenas o de escravizar o povo trabalhador na Venezuela e encher os bolsos dos grandes banqueiros com o dinheiro da população.

A presença das tropas nas fronteiras com a Venezuela revela que não há interesse algum com a paz ou mesmo com a ajuda ao povo venezuelano, mas única e exclusivamente uma tentativa de esmagar o país com tanques e bombardeios.

Cabe ressaltar ainda que USAID, organização que pretende levar ajuda humanitária para a Venezuela, é internacionalmente conhecida por orquestrar golpes ao redor do mundo e levar à miséria os países onde atua.

Por isso é preciso dar total apoio ao governo eleito de Maduro e repudiar toda tentativa do imperialismo de intervir no país, não importa qual seja a desculpa. A saída para a crise na Venezuela é o aprofundamento do processo revolucionário com a expropriação de toda a burguesia sabotadora e a derrota do imperialismo!

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Youtube desmonetiza canal de Nando Moura

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Youtube desmonetiza canal de Nando Moura

O Youtube suspendeu a monetização do canal do youtuber da extrema-direita Nando Moura, por propagação de ódio e disseminação de notícias falsas; seu canal foi recomendado pelo presidente Jair bostanazi; Nando Moura mostrou-se visivelmente abalado com a iniciativa da plataforma, que ele chama de "censura"

247 - O Youtube suspendeu a monetização do canal do youtuber da extrema-direita Nando Moura, por propagação de ódio e disseminação de notícias falsas. O seu canal foi recomendado pelo presidente Jair bostanazi.

Considerado o maior youtuber do Brasil, Felipe Neto explicou através de seu Twitter a iniciativa da plataforma de vídeos.

“É pra aplaudir de pé a iniciativa do Youtube em remover os anúncios de canais q propagam o ódio e fake news. O Youtube já tinha avisado q isso seria feito ano passado, desligando anúncios em canais q falam coisas bolóides como “Terra plana’ e ‘nazinguismo de esquerda’. Dentro dessa leva de canais perdendo totalmente a monetização, entrou o canal do Nando Moura! Famoso pelos discursos de profundo ódio e violência, preconceito e MUITA fake news”, tuitou.

Nando Moura, que também é músico, mostrou-se abalado com a iniciativa da plataforma, que ele chama de "censura". Em vídeo publicado nessa quinta-feira (21), ele publicou o vídeo "YouTube pare de censurar meus vídeos". Já nesta sexta-feira (22), postou novo vídeo intitulado "SLIME recheado de Nutella". Neste, Nando Moura aparece imitando um youtuber Nilson Izaías, como forma de "protesto".

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Cara de um, focinho do outro

Cara de um, focinho do outro

Por Fábio Magalhães e José Martins, da redação.

A burguesia brasileira colocou um biruta na presidência da República. Agora está seriamente preocupada em se desfazer dessa besteira. Antes tentou domar a sinistra criatura. Saída, por sinal, das suas entranhas mais cuidadosamente escondidas. Tentava torná-la uma pessoa normal. Pelo menos apresentável ao grande público. Fracassou nas duas tentativas.

O caos governa. Acontece que o descerebrado biruta – bem sucedido e inovador empresário com lucrativos negócios nas comunidades cariocas de Rio das Pedras, Baixada Fluminense e adjacências – já foi devidamente diagnosticado pelo seu próprio alter ego burguês como incapaz mentalmente (e até mesmo protocolarmente) para representar o seu poder no Estado.

O fato mais importante é que a já conhecida crise política brasileira (que se arrasta desde Dilma, Temer…) se aprofundou velozmente nestas escaldantes semanas que antecedem o Carnaval 2019. Sem prazo para terminar.

Uma crise que se aprofunda descontroladamente menos de dois meses depois da posse desta criatura que era vendida pela burguesia ensandecida como capaz de dar pelo menos um pouco de folego ao cambaleante regime. O fim da “velha política”, bradavam orgulhosamente, até as últimas eleições gerais, os paneleiros e golpistas da velha ordem.

Ocorreu exatamente o contrário do prometido. Nos últimos dias ficou provado que quanto mais se tenta consertar as “loucuras” do capitão de milícias cariocas pior fica a situação na capital federal.

A coisa é tão grave que, apesar das aparências, o biruta pode causar mais danos aos planos dos capitalistas do que à pobre vida da esquerda democrática – cuja única função é ser usada como bode expiatório da ingovernabilidade brasileira, junto com o “ditador Maduro”, off course.

É por isso que, nesta semana, já se ouvia pelos corredores de Brasília a fatídica e sonora palavra impeachment. Devidamente repercutida pela grande mídia imperialista. Ou, de maneira mais camuflada, que ele “deixe de atrapalhar”, o que não é muito diferente uma coisa da outra. Na evanescente linguagem da política, a sutileza das palavras vale mais do que elas mesmas.

Neste sentido, vale a pena ler abaixo trechos do editorial de 19 de fevereiro de O Estado de São Paulo, o jornal mais profundo e programático da burguesia e grande propriedade fundiária no Brasil:

“Enquanto o chefe de governo se permite perder precioso tempo com os devaneios de poder dele e dos filhos, inclusive com fantasiosas conexões internacionais para a inclusão do Brasil num movimento “antiglobalista”, alguns ministros buscam tocar o barco, sem ter, contudo, a menor certeza se o “capitão” da embarcação sabe para onde pretende ir. Antes tudo isso fosse método, e não apenas o amadorismo irresponsável tão característico do baixo clero, de onde saíram o presidente bostanazi e seu fanático entorno. Está ficando cada vez mais claro, porém, que bostanazi, em razão de seus limites mais que evidentes, não tem mesmo a menor ideia do que é ser presidente e do que dele se espera num momento tão grave como este. Seria ingênuo acreditar que bostanazi, de uma hora para outra, passará a se comportar como presidente e assumirá as responsabilidades de governo. Mais realista é torcer para que ele, pelo menos, pare de atrapalhar.”

Iludem-se, o que não é o caso do Estadão, claro, aqueles que imaginam o ridículo general três estrelas vice-presidente boiolão enxotando da presidência o capitão de milícias e se oferecendo como um salvador “plano B” para a caótica situação política atual.

Mais um raciocínio de asno que marca a grande imprensa e suas improdutivas coberturas dos fatos. Ou, falando-se mais educadamente, ingênua imaginação de pobres de espírito de que a repetição, mesmo que como farsa, daquela ditadura militar velho estilo dos anos sessenta seria capaz de restaurar um mínimo de estabilidade ao regime em rápido processo de apodrecimento.

Essa ilusão se choca frontalmente com os fatos: o “engraçado” general boiolão não ficaria muito mais tempo na presidência que o nosso evangélico biruta sentando-se apenas em cima de enferrujadas metralhadoras. Existem determinações materiais mais importantes que as personalidades mais ou menos amalucadas dos atuais dirigentes.

Uma das principais causas destas fragilidades analíticas é a ideia zelosamente acalentada de que o biruta presidente é um fato isolado, acidental, uma grande exceção na sucessão dos “grandes homens” da política nacional, um aberrante raio no céu puro e azul (ou rosa, tanto faz) de uma distinta e honorável burguesia tropical.

Nada mais enganoso do que esse tapa-olho de uma opinião pública portadora de inúmeras deficiências cognitivas de reconhecimento do mundo real, da vida como ela é.

Uma camada de analistas do sistema e uma lobotomizada opinião pública, ambas incapazes de reconhecer que o biruta que está aprontando suas maluquices nos corredores palacianos – povoados de Di Cavalcanti, Aleijadinho, Tarsila do Amaral e outras sumidades da cultura macunaímica nacional – é a expressão mais acabada da burguesia brasileira e da dominação imperialista dos EUA na América do Sul. Cara de um, focinho do outro.

O biruta presidente tem a mesma cara e focinho burguês da privatizada Vale do Rio Doce da Samarco e Brumadinho, do agronegócio, agrotóxico, agro transgênico, sistema de saúde (ou doença) pública, (des) educação pública, (in) saneamento básico, moradia popular, política econômica e fiscal de ajuste, teto de gastos, reformas trabalhistas e da previdência, do gigantesco desemprego dos trabalhadores, da inimaginável miséria e fome que ataca a população do país, etc.

Os analistas e estrategistas políticos em geral ignoram que nem a ação do entorno político do biruta presidente nem a dos que entornam o “engraçado” general três estrelas vice-presidente podem explicar ou determinar autonomamente muita coisa na atual e na futura situação da política brasileira.

Todos os dirigentes máximos do país tentarão fazer a mesma coisa que os anteriores, sem nenhuma originalidade. E o mais importante de tudo isso: sem alterar um milímetro a tendência de agravamento da situação.

Uma pequena observação de mais um fato da vida real do país para esclarecer um pouco mais este enigma da atual ingovernabilidade burguesa no Brasil. E concluir este já longo boletim.

Enquanto em Brasília o biruta capitão de milícias e o “engraçado” general continuavam protagonizando uma pornochanchada política da pior categoria, em São Bernardo do Campo (SP) anunciava-se, nesta terça-feira (19) o fechamento da centenária fábrica da Ford Corporation. Mais de 3000 operários mandados para o olho da rua. A Ford deve deslocar a produção para os EUA.

A decisão foi tomada na matriz dos Estados Unidos com a alegação da “necessidade de encontrar retorno à lucratividade sustentável de suas operações na América do Sul”.

A empresa revela que no período 2013 a 2018 já acumula prejuízo de US$ 4,5 na América do Sul. Podem ter aumentado o valor do prejuízo, mas a razão alegada é verdadeira. A taxa de lucro média na indústria brasileira em geral ficou relativamente mais baixa que a média mundial desde o último choque global (2008/2009).

Por isso a economia parou. Encontra-se agora estagnada no fundo do poço. No mais baixo nível desde 2009, como verificamos em boletim recente. No pior ponto do buraco da última crise global, só esperando a próxima para sumir no precipício.

Esse fechamento da fábrica de caminhões da Ford vai gerar um efeito em cascata difícil de mensurar exatamente. Distribuidores e fornecedores da fábrica de São Bernardo vão necessariamente quebrar nos próximos meses, porque as demais empresas do ramo não terão condições de substituir a demanda que vinha da montadora estadunidense.

Isso vai engrossar a fila de desempregados na região do ABC paulista, que já foi o maior polo automotivo do Brasil, gerando mais um grave problema social. Apenas na própria Ford serão cerca de 3 mil operários que serão despedidos.

O sindicato pelego fala em “apenas” 2,8 mil, tentando minimizar o desastre sobre os operários e agradar os patrões. Os capitães do mato da burguesia não estão só nos palácios de Brasília. Estão também nos sindicatos pelegos da CUT e outras centrais sindicais.

Na verdade, o fim das atividades da fábrica em São Bernardo deve desempregar indiretamente até 24 mil trabalhadores, segundo estimativas preliminares do conceituado e sério Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Vão engrossar as dezenas de milhões do exército de desempregados em todo o país.

O pior da situação é que esses novos desempregados voltarão ao mercado de trabalho de mão vazia para vender sua força de trabalho em uma hostil realidade de elevado desemprego e de substituição de empregos formais por vagas intermitentes, rotativas, de acordo com a reforma trabalhista recentemente implantada no país.

O problema não é só na Ford. É de toda a indústria instalada no Brasil. A possibilidade de que as empresas industriais em geral instaladas no Brasil recuperem um nível razoável da taxa média de lucro é altamente remota. Pelo menos até a explosão do próximo choque periódico global nada deve mudar. Só piorar.

Por motivos relacionados à valorização do capital global, apesar do aumento da exploração da classe operária no Brasil, a taxa de lucro nesta economia nacional será cada vez menos atraente para as empresas globais. E a tendência de encolhimento da produção deve persistir agora e agravar significativamente no momento da explosão do próximo choque periódico.

É justamente essa situação claramente verificada pela análise crítica que compõe a base material determinante das diversas possibilidades e cenários políticos no Brasil para a próxima década.

No que se refere à ordem política em Brasília, uma coisa é certa: tanto o atual presidente quanto os próximos que devem substituí-lo (dificilmente por vias civilizadas e institucionais, diga-se de passagem) estarão ocupados o tempo todo como peão de vaquejada tentando se manter o máximo de tempo em cima do touro e ganhar o cobiçado prêmio de ter sido o que mais demorou para cair.

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No caroço do abacate

No caroço do abacate

Por Jairo Magalhães e José Martins, da redação.

A quem quiser saber o que está a adiar indefinidamente a mais esperada explosão cíclica global dos últimos setenta anos recomenda-se observar os números referentes ao 4º trimestre 2018 da produção industrial nos EUA publicados no mais recente relatório (https://www.federalreserve.gov/releases/g17/current/g17.pdf) do Federal Reserve Bank (Fed, banco central dos EUA).

Observe-se inicialmente o gráfico abaixo para uma visão de longo prazo desta produção de valor e de mais-valia no núcleo duro regulador do mercado mundial. No caroço do abacate do sistema capitalista global.

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A cara da escória dos chans br

>VO MATA NEGO

>VO MATA VIADO

>VO MATA JUDEU

>VO MATA MULIER

>VO MATA MINDIGO

>VO MATA ISKERDISTA

>VO MATA MACONHERO

*ri da cara do bolsadebosta se fodendo*

>AAIN BEE TAO RINDO E FALANDO MAU DO MEU BOLSOMITO

>AIIN ISKERDISTA EH PICICOPATA

>AINN MODI BANI ELE

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MORRE, SACO DE BOSTA!!!!!

MORRE, VERME ASQUEROSO!!!

MORRE, PRAGA MALDITA!!!!

MORRE!!!!!!!

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Núcleo bolsonarista preocupado: saúde de Bolsonaro piora pela segunda vez em Hospital

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Núcleo bolsonarista preocupado: saúde de bostanazi piora pela segunda vez em Hospital

Da redação – Segundo o porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros, não há previsão de alta para Jair bostanazi.

“Eu volto a afirmar que [a alta] é o momento que o presidente tiver disponibilidade física e emocional para sair andando pela porta do hospital”

bostanazi está com pneumonia. Trata-se da segunda piora do presidente golpista. Dia 4, “ele apresentou um quadro febril, alterações em exames laboratoriais e acúmulo de líquido ao lado do intestino”.

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Brasil: afundando na lama e flertando com a catástrofe

Brasil: afundando na lama e flertando com a catástrofe

por José Martins, da redação.

Há uma gigantesca lama no meio do caminho do destrambelhado governo Boçalnaro. Muito mais catastrófica que a que se move sem parar da podre e inútil Companhia Vale do Rio Doce, em Brumadinho, símbolo perfeito do parasitismo e da índole criminosa da burguesia brasileira.

Mais além do seus simbolismos, entretanto, a realidade material tem cara ainda mais feia. A produção industrial, por exemplo. Fechou o ano passado no pior nível em 10 anos. Isso é grave.

Acontece que evolução da produção industrial é a variável mais importante para se construir os diversos cenários políticos para este ano. E os números são muito claros.

Esses números cruciais podem ser observados no mais recente relatório da Pesquisa Industrial Mensal (PIM Brasil) do IBGE, publicado na última sexta-feira (01/fev/2019)

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Governo acabará com férias, 13º e FGTS para trabalhadores jovens

E aí, pirralhada escória humana que votou no saco de bosta, toma essa aqui:

Governo acabará com férias, 13º e FGTS para trabalhadores jovens

O governo Jair bostanazi pretende acabar com alguns dos mais importantes direitos trabalhistas, atingindo diretamente os trabalhadores e trabalhadoras jovens; o governo acabará com o direito a férias, ao 13º salário e ao FGTS para os jovens que ingressarem no mercado de trabalho; plano está pronto e será executado

247 - O governo Jair bostanazi pretende acabar com alguns dos mais importantes direitos trabalhistas, atingindo diretamente os trabalhadores e trabalhadoras jovens. O governo acabará com o direito a férias, ao 13º salário e ao FGTS para os jovens que ingressarem no mercado de trabalho. A ideia de Paulo Guedes e sua equipe é usar a reforma trabalhista aprovada no governo Temer como base legal para a supressão dos direitos. Como esses direitos são considerados cláusula pétrea, eles não podem ser suprimidos de uma penada. O governo bostanazi pretende que as empresas forcem os próprios trabalhadores jovens a fazerem a opção, abrindo mão de todos eles, ficando, assim, de fora da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Com os trabalhadores jovens fora da CLT, o governo de extrema-direita pretende liquidar também com a Justiça do Trabalho. Sem amparo da CLT, os jovens serão obrigados a recorrer à Justiça comum. Segundo um membro do governo ouvido pelos jornalistas Geralda Doca e Pedro Paulo Pereira, no jornal O Globo, "a Justiça Trabalhista tenderia a se tornar obsoleta com o tempo".

Os bolsonaristas inspiram-se no que foi feito quando da implantação do FGTS, em 1966, durante a ditadura militar. Os trabalhadores abriram mão da estabilidade no emprego, que era a regra na época, em troca do Fundo -sofreram enorme pressão nas empresas para "optarem". Depois, o FGTS virou obrigatório e a estabilidade foi extinta, existindo apenas no serviço público.

A nova proposta vai constar no projeto de lei complementar que o Executivo enviará ao Congresso Nacional e que vai definir os detalhes do regime de capitalização da Previdência Social, modelo em que o trabalhador abre uma conta individual e faz uma espécie de poupança para ele mesmo contribuir para a sua aposentadoria -com isso, a ideia da solidariedade que estrutura a atual Previdência, na qual a geração atual de trabalhadores contribui para que os aposentados recebam, deixará de existir.

Segundo a minuta da reforma da Previdência, o regime de capitalização será obrigatório, e os trabalhadores serão obrigados a encaminhar seus recursos para os bancos ou conglomerados financeiros. Será a maior transferência de renda da história do país -do setor público para os bancos.

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Aviso:

Qualquer semelhança entre a direita venezuelana, pró-Guaidó, e a direita brasileira e latino-americana em geral não é mera coincidência.

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Os fascistas são todos oportunistas: Frota ganha processo para ter propriedade sobre a logomarca...

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Fascistinhas do MBLixo tomando nos cus botado pelo Alexandre Broxa!

Os fascistas são todos oportunistas: Frota ganha processo para ter propriedade sobre a logomarca do MBL

O oportunismo dos direitistas surpreende a todos, incluindo sua própria corja. Depois de um processo administrativo, que levou cerca de um ano para ser findado, a respeito do registro de marca do Movimento Brasil Livre (MBL), o veredito foi dado: os fascistas Kim Kataguiri (DEM-SP), Alexandre Santos (empresário) e o vereador Fernando Holiday (DEM-SP) não possuem a concessão do registro e nem detenção dos logos do movimento fascista. Eles buscaram ligar o MBL ao Movimento Renovação Liberal (MRL), que pertence à família Santos, mas não funcionou.

Os atuais detentores são, não diferente, fascistas. Os atuais proprietários do MBL são ninguém menos que Vinicius Aquino e Alexandre Frota, que passou de ator pornô a figura de proa do movimento fascista no Brasil. Eles possuem dois meses para pagar todos os valores referentes ao registro e logo do Movimento, bem como para poderem ter propriedade exclusiva sobre todos os direitos da marca.

Vale lembrar a vergonha que é ser um dirigente do Movimento Brasil Livre. Eles, que se intitulam democratas liberais, não passam de um bando de fascistas, amedrontados com o poder de mobilização da classe trabalhadora. Em um ato que ocorreu no último dia 29, por exemplo, os projetos de fascistas da Unelivre -ligados ao MBL- marcaram um ato para atacar a entidade estudantil. O PCO, juntamente a outros partidos de esquerda, foram para cima, defendendo a organização dos estudantes. Os direitistas correram e se esconderam atrás da polícia, esta que cumpre papel de repressão da população.

O papel da classe trabalhadora precisa se defender diante dos ataques da direita fascista através de amplas mobilizações populares. É preciso, concomitantemente, impulsionar a luta contra o golpe, impulsionado a palavra de ordem “Fora bostanazi” e exigindo a liberdade imediata do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Irã: “Apoiamos o governo legítimo de Maduro e estamos convencidos de que o povo da Venezuela...

Baseado Rouhani!

Pau no cu dos EUA!

Irã: “Apoiamos o governo legítimo de Maduro e estamos convencidos de que o povo da Venezuela vai neutralizar o complô dos EUA”

Da redação – O presidente do Irã, Hassan Rouhani, ratificou hoje (02) seu apoio ao governo do presidente Nicolás Maduro e ao povo venezuelano, além de denunciar a intervenção imperialista liderada pelos Estados Unidos, que tentam a todo o custo derrubar o governo por meio de um golpe de Estado.

“Apoiamos o governo legítimo de Maduro e estamos convencidos de que o povo da Venezuela neutralizará este complô dos EUA, assim como fez com os anteriores, por meio da unidade e da solidariedade com o governo”, declarou Rouhani (https://www.hispantv.com/noticias/diplomacia/410182/iran-rohani-maduro-venezuela-relaciones), durante a cerimônia de entrega das credenciais do novo embaixador da Venezuela no Irã, Carlos Cordones.

O líder iraniano disse ainda que “os estadunidenses estão basicamente contra todas as revoluções populares e os países independentes e, os eliminando, pretendem estabelecer sua hegemonia no mundo”.

Desde o início dessa nova ofensiva golpista da direita venezuelana promovida abertamente pelo imperialismo, o Irã tem se mostrado ao lado do governo da Venezuela, denunciando qualquer “intervenção estrangeira ou golpe de Estado” no país sul-americano.

Outros países com governos nacionalistas no mundo todo apoiam Nicolás Maduro e o reconhecem como legítimo presidente da Venezuela, como são os casos de Rússia, China, Turquia, Índia, Síria, Cuba, Bolívia, Coreia do Norte, além de blocos inteiros, como a União Africana (https://www.causaoperaria.org.br/uniao-africana-55-paises-da-africa-enviam-seu-apoio-e-solidariedade-ao-governo-de-maduro/), composta pelos 55 países da África, que têm diversos projetos de cooperação com a Venezuela.

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Brumadinho é obra da privatização criminosa da Vale

Acho que de 2050 a humanidade não passa. Até lá o mundo já irá ter sido destruído pelo capitalismo e por bandidos, criminosos, escória da humanidade como FHC, Schvartsman (oy vey!) e Bostanazi.

Brumadinho é obra da privatização criminosa da Vale

Vinte e dois anos após a sua privatização, a Vale do Rio Doce, atual Vale, é a expressão maior do conteúdo que está por trás das privatizações no Brasil impostas pelo neoliberalismo nos anos de governo FHC e que agora se reapresenta com o golpe de Estado em “nova” versão pelas mãos do fascista Jair bostanazi.

Em 1997 o governo neoliberal de FHC promoveu a entrega de uma das maiores empresas brasileiras em uma das operações mais criminosas até então ocorridas contra o patrimônio do povo brasileiro.

A Vale do Rio Doce foi entregue por R$ 3,3 bilhões em valores da época. Informações daquele período dão conta de que apenas em reservas minerais estimadas a empresa tinha mais de R$ 3 trilhões, ou seja, mil vezes mais do que o valor de sua venda.

Tais dados foram ocultados e apenas, recentemente comprovam que as reservas minerais da Vale superam a casa do trilhão, isso sem contar o fato de que, se considerarmos apenas o boom da venda do minério de ferro no mercado mundial, principalmente para a China, que não por coincidência vai ocorrer a partir da privatização, o lucro “oficial” obtido com essa commodity nos anos seguintes alcançou marcas que evidenciam a falcatrua que foi sua “doação” para os tubarões capitalistas. Já em 1997, seu lucro alcançou 325 milhões de dólares e chegou a 1,5 bilhão, em 2003. O “investimento” feito pelos capitalistas, à época, com financiamento do BNDES sob o comando do PSDB, já se pagou várias vezes em um curto período de tempo.

Foi justamente essa empresa trilionária que acaba de promover o maior assassinato em massa de trabalhadores na história do país. São 65 corpos já encontrados e outras 288 pessoas desaparecidas.

Grandes capitalistas mundiais encheram os cofres de dinheiro e agora jogam o lixo do banquete que fizeram em cima do povo. Essa é a “economia de mercado” apreagoada pelos que defendem a privatização.

O rompimento da barragem de lama em Brumadinho não foi um acontecimento fortuito, foi um crime. O rompimento da barragem em Mariana há três anos já havia denunciado o pouco caso da empresa com a segurança dos seus trabalhadores, com a população e com o meio ambiente.

A canalhice da grande imprensa é a de transformar os acontecimentos em uma grande tragédia. Procura criar os heróis, estimular os atos de fé da população atingida, a prisão desse ou daquele indivíduo que seria o responsável por licenciar as barragens, anunciar supostas sanções financeiras financeiras contra a empresa (que não se concretizarão), tudo com intuito de fazer com que o tempo amenize os fatos e que caiam no esquecimento e que os verdadeiros culpados por esse crime hediondo saiam ilesos ou com multas rebaixadas (que nunca serão pagas) sempre de acordo com os interesses do capital.

A política dos grandes capitalistas nacionais e internacionais para o País é a política de transformar tudo em lama, como já anunciou o atual presidente golpista, que pretende flexibilizar mais ainda as leis ambientais para atender as aves de rapina do capital. Brumadinho é, nesse caso, um símbolo dos “novos” tempos anunciado pelo capitão golpista.

Em que serviu à população a privatização da Vale do Rio Doce? O dinheiro arrecadado em nada amenizou as contas públicas, até porque foi transferido para os banqueiros. Onde foi parar o lucro de bilhões da empresa privatizada? Com certeza não foi na manutenção da sua infraestrutura e muito menos nas garantias da segurança dos trabalhadores e da população das cidades.

O movimento operário e popular, os sindicatos, a CUT e os partidos que se reivindicam de esquerda devem iniciar uma imediata campanha pela reestatização da Vale sob o controle dos trabalhadores. A privatização se mostrou um absoluto desastre.

A única maneira de minimamente remediar os gravíssimos problemas causados ao meio ambiente, dar uma verdadeira assistência às famílias da vítimas e transformar a Vale em um instrumento de desenvolvimento nacional é retirar das mãos dos sangue-sugas da nação essa que é uma empresa do povo brasileiro, por meio da expropriação da empresa e da sua reestatização sob o controle dos trabalhadores.

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Governo Trump confessa que quer roubar o petróleo da Venezuela

Os caras nem se dão ao trabalho de esconder mais. Querem pilhar a Venezuela e roubar tudo o que tem lá, principalmente o petróleo. Eles já dizem na cara dura.

Governo Trump confessa que quer roubar o petróleo da Venezuela

Da redação – Os EUA querem roubar o petróleo da Venezuela. É o que disse em entrevista à FOX News um alto funcionário do governo Trump: John Bolton, o Conselheiro de Segurança Nacional do presidente dos EUA. Segundo Bolton, “vai fazer uma grande diferença para os EUA economicamente se nós pudermos ter companhias norte-americanas investindo e produzindo no potencial petrolífero venezuelano”.

>"We're in conversation with major American companies now...It would make a difference if we could have American companies produce the oil in Venezuela. It would be good for Venezuela and the people of the United States." - John "Chickenhawk" Bolton, servant of Swamp King Trump.

O ladrão confessou, é uma admissão explícita. Que o imperialismo quer o petróleo venezuelano nunca foi segredo, mas não se via o governo dos EUA admitirem isso publicamente dessa maneira. O ladrão confessou seu crime. O petróleo é um dos principais motivos para os ladrões norte-americanos tentarem derrubar o governo eleito da Venezuela. O país vizinho tem a maior reserva comprovada de petróleo de todo o planeta.

Além do roubo em escala industrial praticado contra um país atrasado, os EUA também tentam derrubar Nicolás Maduro para estabelecer um controle mais rígido sobre a região.

A continuação do governo Maduro é um elemento de instabilidade na América Latina, diante do fato de que os governos neoliberais impostos ao continente deverão provocar reação popular no próximo período. Além disso, os EUA vêm perdendo o controle do Oriente Médio, o que levou a uma política mais desesperada e intensificada de domínio em outras regiões, especialmente a América Latina.

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Ministro de Bolsonaro defende Universidade só para ricos

Ministro de bostanazi defende Universidade só para ricos

Da redação – Em mais uma demonstração de que o governo ilegítimo e golpista de bostanazi serve inteiramente aos interesses dos grandes capitalistas, inimigos número um dos interesses da população pobre, da classe trabalhadora e da juventude, o atual ministro da Educação, Ricardo Velez Rodriguez, declarou em entrevista concedida ao jornal Valor Econômico na última segunda-feira (28) que a “ideia de universidade pública para todos não existe”.

Ricardo Velez Rodriguez, o qual é pupilo do guru coxinha astrolavo de Carvalho, tendo sido indicado ao ministério pelo próprio, afirmou ainda que as “universidades devem ficar reservadas para uma elite intelectual”. As declarações ocorreram durante uma entrevista na qual o ministro do governo golpista defendeu a proposta de Reforma do Ensino Médio, reforma esta que abre caminho para a privatização do ensino público no país.

As afirmações do ministro golpista da educação evidenciam o verdadeiro programa do governo ilegítimo de bostanazi para a educação. Ou seja, a entrega do ensino público para os grandes monopólios do ensino privado, a privatização das universidades públicas e das escolas, a imposição das mensalidades, o que levará a exclusão de milhares de jovens, filhos e filhas da classe trabalhadora, dos bancos escolares, seja do ensino básico, ou do ensino superior.

A única maneira de enfrentar esse ataque a um direito fundamental do povo é por meio da mobilização popular, da juventude universitária e secundarista. É necessário organizar os comitês de luta contra o golpe nas universidades e nas escolas, levantar a palavra de ordem de Fora bostanazi e todos os golpistas.

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Mamãe, escapei: fascista é expulso de ato da esquerda e corre para trás da polícia

Mamãe Caguei... cagou!

Mamãe, escapei: fascista é expulso de ato da esquerda e corre para trás da polícia

Da redação – O propagandista de mentiras da extrema-direita, Arthur do Val, mais conhecido pela esquerda pelo apelido de “Mamãe Chorei”, protagonizou mais um episódio que comprova a covardia dos fascistas.

Na noite de ontem (29), ele foi provocar o ato na Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), em São Paulo, em solidariedade ao ex-deputado Jean Wyllys (PSOL), que fugiu do Brasil devido às perseguições da direita, e acabou rechaçado pelos militantes que estavam presentes.

Mamãe Chorei fez provocações à esquerda em pleno ato da esquerda, mas os militantes reagiram e o expulsaram do local. O coxinha teve de se esconder atrás da polícia, onde se sente seguro, uma vez que a polícia sempre está presente para proteger os fascistas.

Esse é mais um caso que mostra que a esquerda deve se organizar para expulsar os fascistas de todos os lugares que eles estejam para provocar e atacar os operários. Não se pode tolerar que a extrema-direita tome conta dos locais, como as ruas e locais públicos, que sempre pertenceram ao povo.

A solução para derrotar o fascismo, antes que ele se espalhe por toda a sociedade, é a organização e mobilização dos trabalhadores e demais setores populares, enfrentando os agrupamentos fascistas para que a besta do fascismo não levante a cabeça nunca mais.

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Governo da censura: Mourão acaba com “transparência” no governo

Agora o governo pode roubar à vontade que ninguém vai ficar sequer sabendo.

Governo da censura: boiolão acaba com “transparência” no governo

Enquanto bostanazi, Guedes, Moro e Araújo dão sumiço na Suíça, o general de plantão na condução da colônia que está se transformando o Brasil, Hamilton boiolão, deu uma canetada e aboliu, na prática, a LAI (Lei de Acesso à Informação), instituída pela presidenta Dilma em 2011.

A LAI, apelidada de lei da transparência, era muito útil para jornalistas investigativos quando eles estavam na ativa para escrafunchar todos os atos do governo do PT. Era uma lei usada como alegação, inclusive, por Sergio Moro, para justificar escutas ilegais a telefonemas da suprema mandatária do País.

Agora isso acabou. Não tem mais nada transparente.

Já circulava um “meme” na internet fazendo piada que o general boiolão oficializou o governo “traz parente”, depois que o filho do vice-presidente galgou um cargo no Banco do Brasil, triplicando seu salário para R$ 36 mil.

Daqui por diante, o governo golpista deu uma solução, por exemplo, para a revelação do Coaf dos milhões de reais suspeitos movimentados pelo laranja dos bostanazi em três anos. Primeiro, demitiu o presidente do Coaf (subordinado ao ex-juiz “anti-corrupção” Moro) pela ousadia de investigar e divulgar a bandalheira. Segundo, garantiu que não aconteça mais.

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ORANGE MAN GOOD

BOLSOMITO

LULA LADRÃO

FORA PT CORRUPTOS

COMUNISMO MATOU 1000 TRILHÕES

VAI PRA CUBA MORTADELA KKKKKK

BRASIL NÃO VAI VIRAR VENEZUELA

NANDO MOURA MITOU

FILÓSOFO OLAVO DE CARVALHO

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Ministro do STF manda suspender apuração sobre movimentação financeira de Fabrício Queiroz

E a corrupção no Brasil que disseram que já acabou? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Ministro do STF manda suspender apuração sobre movimentação financeira de Fabrício Queiroz

Luiz Fux atendeu a pedido do deputado Flavio bostanazi, de quem Queiroz foi assessor. Suspensão é provisória, até que relator do caso, Marco Aurélio Mello, decida após o recesso.

Por Mariana Oliveira, TV Globo — Brasília *

17/01/2019 12h54 Atualizado há 2 horas

Fux manda suspender investigação sobre ex-assessor de Flávio bostanazi

Fux manda suspender investigação sobre ex-assessor de Flávio bostanazi

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou suspender provisoriamente o procedimento investigatório instaurado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para apurar movimentações financeiras de Fabricio Queiroz consideradas "atípicas" pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Vice-presidente do STF e ministro de plantão durante o recesso do Judiciário, Fux atendeu a pedido do deputado estadual e senador eleito Flavio bostanazi (PSL-RJ), de quem Queiroz foi assessor. O Coaf apontou movimentação de R$ 1,2 milhão em uma conta bancária de Queiroz durante um ano sem que houvesse esclarecimento. Flavio é um dos filhos do presidente Jair bostanazi. Ele não é investigado no caso.

Queiroz foi convocado duas vezes a depor pelo Ministério Público do Rio, mas não compareceu, sob o argumento de que tem problemas de saúde. Flavio bostanazi foi chamado, mas também não foi. Familiares do ex-assessor também não compareceram.

A decisão de Fux foi assinada nesta quarta-feira (16). O relator do caso, por sorteio, é o ministro Marco Aurélio Mello, mas, em razão do recesso do Judiciário, Fux, ministro de plantão, decidiu.

Luiz Fux determinou a suspensão da investigação temporariamente, até que Marco Aurélio Mello tome uma decisão, após o recesso, que termina no próximo dia 31.

O ministro entendeu que, como Flávio bostanazi passou a ter foro privilegiado ao ser diplomado – ele tomará posse como senador em fevereiro –, caberá ao relator no STF decidir sobre a continuidade da investigação.

Em maio do ano passado, o STF restringiu o foro privilegiado aos atos cometidos durante o mandato e em razão do cargo, mas também decidiu que cabe ao Supremo analisar o que fica no tribunal e o que vai para instâncias inferiores.

Flavio bostanazi também pediu que as investigações do caso fiquem sob responsabilidade do STF e que as provas coletadas até aqui sejam anuladas. Esses dois pedidos serão decididos por Marco Aurélio.

O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Eduardo Gussem, chegou a dizer que poderia apresentar denúncia mesmo sem os depoimentos de Queiroz e Flavio bostanazi. Com a decisão de Fux, isso não pode mais ser feito.

Argumentos

Segundo a decisão, a defesa de Flávio bostanazi argumentou que, depois de confirmada sua eleição para senador da República, o Ministério Público requereu ao Coaf informações sobre dados sigilosos de sua titularidade.

Para os advogados, o MP-RJ "usurpou" a competência do STF, utilizando-se do Coaf "para criar atalho e se furtar ao controle do Poder Judiciário, realizando verdadeira burla às regras constitucionais de quebra de sigilo bancário e fiscal".

A defesa também alegou "flagrante ilegalidade na instauração do procedimento investigatório", pois baseado em "informações obtidas de forma ilegal", "sem qualquer crivo judicial".

"O procedimento investigatório é baseado em informações obtidas de forma ilegal pelo MPE-RJ junto ao Coaf, informações essas que estão (ou deveriam estar) protegidas pelo sigilo constitucional fiscal e bancário", diz.

O caso

Relatório do Coaf apontou operações bancárias atípicas de R$ 1,2 milhão na conta do ex-motorista e ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio bostanazi.

O documento revelou também movimentação de outros 74 servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A investigação faz parte da Operação Furna da Onça, um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, que levou à prisão dez deputados estaduais.

Queiroz recebia da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro um salário de R$ 8,51 mil e acumulava rendimentos mensais de R$ 12,6 mil da Polícia Militar. Ele foi exonerado do gabinete do deputado Flávio bostanazi no último dia 15 de outubro.

Nota do Ministério Público do Rio

Leia abaixo a íntegra de nota divulgada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro

Nota de esclarecimento

Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informa que em razão de decisão cautelar proferida nos autos da Reclamação de nº 32989, ajuizada perante o Supremo Tribunal Federal (STF), foi determinada a suspensão do procedimento investigatório criminal que apura movimentações financeiras atípicas de Fabricio Queiroz e outros, “até que o Relator da Reclamação se pronuncie”.

Pelo fato do procedimento tramitar sob absoluto sigilo, reiterado na decisão do STF, o MPRJ não se manifestará sobre o mérito da decisão.

* Colaborou Rosanne D'Agostino, do G1, em Brasília

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kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk (<-- risada de coxinha)

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ATENÇÃO

É UMA NOVA ERA

MENINO VESTE AZUL

E

MENINA VESTE ROSAAAAAAA

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Bolsocorno HUE

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Bolsonaro tira R$ 7 bilhões de trabalhadores e aposentados este ano

Esse é o tal "mito" de vocês, jorginhos de merda?

bostanazi tira R$ 7 bilhões de trabalhadores e aposentados este ano

Da Redação – Com a decisão de bostanazi de negar 8 reais, já previstos no Orçamento da União, para correção do valor do salário mínimo, 67 milhões de pessoas, que dependem do salário mínimo para viver, receberão R$ 104 a menos ao longo de 2019. Dessas pessoas, 44 milhões estão em atividade e 23 milhões são aposentados.

O salário mínimo, já previsto no Orçamento para entrar em vigor este ano, deveria subir de R$ 954,00 para R$ 1.006,00. Mal o fascista toma posse, no 1º dia do ano, e, em seu primeiro ato rebaixa todas as expectativas para um reajuste equivalente a 4,6%.

O novo valor, R$ 998,00, o menor reajuste em 24 anos, é cerca de 25% do mínimo “ideal”, de quando foi criado (em 1º de maio de 1938), que permitiria ao trabalhador viver com o mínimo de dignidade, se alimentar, estudar e ter lazer com sua família.

Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) o valor atualizado, para o sustento de uma família de quatro pessoas, seria de R$ 3.959,98.

O valor do novo salário mínimo deveria ter sido publicado ainda no ano passado, na gestão do golpista Temer, que, de maneira inédita, transferiu a decisão para o sucessor no Golpe.

Em sete de cada dez cidades brasileiras, a soma das aposentadorias e pensões pagas pelo INSS a idosos supera o valor do Fundo de participação dos Municípios, repassado pelo Governo Federal. Os idosos que vivem em tais municípios sofrerão mais ainda. Para quem ganha muito pouco, pode significar a compra ou não de um remédio, por exemplo.

Desta maneira, o comércio e serviços de sete em cada dez municípios brasileiros serão afetados.

Os R$ 8 a menos, multiplicados por 12 meses, é igual a R$ 104,00 que, multiplicados novamente por 67 milhões de beneficiários, totaliza R$ 6.968.000.000. Ou seja, perto de 7 bilhões de reais deixarão de circular na economia dos pequenos municípios em 2019.

A mesma mão fascista que tirou dinheiro dos assalariados mais pobres, pretende conceder um perdão de R$ 17 bilhões a ruralistas por dívidas com a União.

De acordo com o secretário de Assuntos Fundiários no Ministério da Agricultura, o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), latifundiário Luiz Antônio Nabhan Garcia, bostanazi garantiu que vai aprovar a Lei 9.525/2017 para conceder perdão das dívidas acumuladas pelos “coitadinhos” dos produtores rurais e agroindústrias com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), com valor estimado de R$ 17 bilhões.

“Isso daí” é mais do que todo o valor que a Operação Lava Jato alega que recuperou para o Brasil, R$ 14 bilhões, dos supostos escândalos de corrupção envolvendo a Petrobras, em quatro anos de destruição do País, quando provocou uma quebradeira geral de empreiteiras, estaleiros, fornecedores e seus empreendimentos e negócios aqui dentro e no exterior, destruindo a economia nacional em benefício do imperialismo, causando um nível de desemprego catastrófico, alicerçando um Golpe de Estado, para entregar o petróleo do Brasil e outros ativos públicos para o imperialismo e desmontar a indústria nacional, o mínimo de desenvolvimento e alianças e parcerias estratégicas globais implementada nos últimos anos.

Pois esse valor recuperado causou prejuízo muito maior e ainda não cobre um terço do que o Brasil gasta com seu Judiciário em um único ano.

O Brasil tem hoje cerca de 18 mil magistrados (juízes, desembargadores, ministros). Eles custam, cada um, em média, R$ 47,7 mil por mês – incluindo salários, benefícios e auxílios. Em 2018, a Justiça Brasileira gastou R$ 41 bilhões, sendo R$ 2 bilhões acima do teto previsto para o ano. Os ministros do STF ganham 16 vezes acima da renda média de um trabalhador do País. Na Europa, um magistrado da Suprema Corte ganha o correspondente a R$ 24 mil mensais e a distância é menor em relação ao salário médio do trabalhador de lá: apenas 4,5 vezes.

Em 2019 a conta vai aumentar. Todo o Judiciário (ministros de tribunais, desembargadores, procuradores, juízes e promotores de Justiça) foi brindado, pelo golpista que saiu, com 16,38% de aumento e ainda mantiveram a mordomia de um escandaloso auxílio-moradia mensal de R$ 4.337,73, mesmo sob regras mais restritivas, para cerca de 180 dos 18 mil juízes.

O dia em que o trabalhador brasileiro, que é a maioria da população, se der conta da opressão que lhe é imposta pela direita golpista, tiver consciência de sua força, se levantar, cruzando os braços, protestando contra todo o esbulho que sofre e reivindicando condições mais dignas de vida, tudo será diferente. Para esse começo, é preciso se organizar imediatamente nos sindicatos, os movimentos populares e a esquerda, no sentido de criar um grande movimento pela derrubada de bostanazi e a expulsão de todos os golpistas.

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Assim como na ditadura, Globo volta a ser órgão oficial do governo Bolsonaro

Assim como na ditadura, Globo volta a ser órgão oficial do governo bostanazi

A rede Globo tornou-se o um dos principais defensores do governo do fascista Jair bostanazi. A cobertura televisiva da cerimônia de posse presidencial exibida neste 1 de Janeiro pelo Jornal Nacional, mas também em outros veículos de comunicação das Organizações Globo, constituem-se, na verdade, em peças de propaganda das ideias, da personalidade e, principalmente, da política antipopular do governo golpista e fascista que está se estabelecendo no país.

Assim como foi porta voz extra-oficial da ditadura militar, também agora a rede Globo se converte em porta voz do governo bostanazi, endossando assim, abertamente, em rede nacional até mesmo as posições mais fascista do mesmo, como o destaque que deu William Bonner, âncora do Jornal Nacional e porta voz das Organizações Globo, a frase do presidente ilegitimamente empossado em seu discurso, na qual fala em “libertar o país do socialismo”.

O apoio aberto a política neoliberal e aos métodos fascistas de bostanazi para implantá-la por parte da rede Globo (que é a liderança da burguesia de conjunto) indica que toda a burguesia nacional passou para Bolsonarismo, para o apoio aberto a posições fascistas, e que estão preparados para apoiar uma solução de força e de tipo fascista, caso julguem necessário. Mostra também a ilusão extremamente prejudicial que é a chamada “frente democrática”, ou seja, procurar apoio na burguesia “democrática” contra o fascismo, uma vez que a burguesia não é democrática, mas se utiliza da democracia e do fascismo a depender do desenvolvimento da luta de classe, e nesse momento a burguesia brasileira, seus partidos tradicionais etc., estão apoiando o fascista Jair bostanazi.

Expressa também a franqueza do governo, pela fraude eleitoral e pela consequente falta absoluta de apoio popular, o novo governo do golpe não adquire a perante a cidadania os ares legitimidade e a normalidade institucional desejada pelos golpistas para evitar crises e convulsões sociais e assim melhor conduzir sua política. Essa é uma das principais tarefas da imprensa capitalista, em especial a Globo, camuflar a ditadura contra o povo sob a aparência de legitimidade, normalidade e popularidade .

O governo bostanazi se inicia suspenso no ar. Um governo fantasma, sem nenhum lastro na vontade do povo, contudo, a rede Globo organiza toda a burguesia nacional a reboque do imperialismo para sustentá-lo contra os trabalhadores; contra o povo. É preciso que os legítimos representantes dos trabalhas e do povo, ou seja, as organizações dos trabalhadores da cidade, campo, da juventude, das mulheres, dos negros, os partidos de esquerda organizem o povo, contando apenas consigo, para a luta intransigente contra os golpistas, antes que destruam o país e as organizações dos trabalhadores.

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Governo de farsantes: redução do salário mínimo e privatizações tiram dinheiro do povo...

Governo de farsantes: redução do salário mínimo e privatizações tiram dinheiro do povo para dar aos magnatas corruptos

O principal cavalo de batalha da direita golpista contra a esquerda e para impor sua política neoliberal foi a denominada “luta contra a corrupção”, um véu de demagogia espúria que encobre a face horrenda da política neoliberal e da ditadura, os verdadeiros objetivo da burguesia. Com esse argumento, uma miragem, que colocou setores da esquerda na defensiva, a direita golpista eliminou o regime político existente, cujo, marco foi a deposição da presidenta eleita, suspendeu os direitos políticos e democráticos da população e passou a um profundo ataque às organizações dos trabalhadores e as condições de vida do trabalhador brasileiro.

A “luta contra a corrupção”, como farsa e parte central do processo golpista, teve como resultado natural a promoção de uma camarilha fascista e corrupta do baixo claro da burguesia brasileira ao poder, já que mesmo sendo feita sob medida para destruir a esquerda, acaba afetando de maneira residual os grandes corruptos, que são os partidos tradicionais da burguesia, abrindo espaço assim para a extrema-direita e seu discurso pseudo-radical.

Também a “luta contra a corrupção” é o argumento sob medida para a burguesia, sobretudo a burguesia identificada como “democrática”, justificar sua completa adesão ao fascismo da camarilha liderada por Jair bostanazi, que chega ao poder. Contudo, em poucos dias de posse o fino véu da “luta contra a corrupção”, para quem ainda tinha crença nela, caiu por terra, o rosto horrendo do neoliberalismo é tudo que sobrou.

O líder da camarilha fascista, bostanazi, em seu primeiro decreto presidencial fixou o salário mínimo abaixo do que constava no orçamento da União já aprovado pelo Congresso. O que já era ruim para o trabalhador, um reajuste que colocaria o salário mínimo no valor de R $ 1.006, como constava no orçamento, tornou-se pior com bostanazi, que interveio para rebaixa-lo, fixando-o em R$ 998. Desde seu primeiro dia o governo bostanazi atua para roubar os trabalhadores brasileiros.

Também em seu primeiro dia como ministro da Economia da camarilha golpista e fascista, Paulo Guedes ao assumir o cargo oficialmente nesta quarta-feira (02), afirmou que os três pilares da nova gestão serão: a reforma da previdência, ou seja, acabar com a aposentadoria e todo o sistema de seguridade social público, as privatizações, quer dizer a entrega ao capital privado, que ele mesmo representa, do patrimônio público, do patrimônio do povo brasileiro, e simplificação, redução e eliminação de impostos, que aqui significa, naturalmente, eliminar as barreiras a atividade comercial e especulativa dos grandes capitalistas internacionais no país.

Fica evidente que nunca houve qualquer luta contra a corrupção, tratou-se apenas de uma manobra da burguesia para encobrir seus crimes, fica evidente também que o governo bostanazi é um governo inimigo do povo brasileiro, um governo de tipo colonial, comprado para atender interesses estrangeiros e que pretende jogar milhões de trabalhadores brasileiro na mais terrível miséria. A camarilha fascista e corrupta que tomou poder, querendo passar-a por mestres da honestidade e do patriotismo, são na verdade e apenas vis traidores da Pátria e inimigos do povo do brasileiro.

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Bolsonaro prepara a volta do salário mínimo de fome de FHC

bostanazi prepara a volta do salário mínimo de fome de FHC

Em um dos seus primeiros atos após a posse, o presidente ilegítimo, Jair bostanazi, assinou Decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União fixando o salário mínimo em míseros R$ 998, a partir de 1 de janeiro.

Esse foi o menor aumento em 24 anos. Ou seja, desde o começo do governo Fernando Henrique Cardoso, não se concedia uma reajuste tão baixo.

Decreto assinado pelo presidente Jair bostanazi — Foto: Reprodução/'Diário Oficial'A medida reduziu o reajuste estabelecido pelo governo golpista de conde drácula – e aprovado no orçamento da União, votado no Congresso Nacional – que determinava o valor de R$ 1.006.

O valor equivale a pouco mais de 250 dólares, depois de ter alcançado cerca de 330 dólares no governo Dilma, após um período de seguido crescimento nos governos do PT.

Além do roubo imediato, a medida aponta a decisão do governo golpista de fazer retroceder o valor real recebido por dezenas de milhões de brasileiros para o equivalente ao que era pago no final da famigerada era FHC: cerca de 80 dólares, um dos mais baixos de todo o mundo.

De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para o rendimento de cerca de 48 milhões de trabalhadores no Brasil e seu valor para atender às necessidades estabelecidas na própria Constituição Federal (Art. 7) e atender às necessidades do trabalhador e de sua família deveria ser de R$ 3.959,98 (em novembro passado), mais de quatro vezes o valor imposto pelo regime golpista.

A redução feita por bostanazi do valor miserável estabelecido por Temer, corresponde a uma verdadeira declaração de guerra contra os trabalhadores e que, de modo algum, pode ser respondida com uma proposta de diálogo e entendimento com o governo ilegítimo, como propõem setores da esquerda burguesa e pequeno burguesa e da burocracia sindical.

Esses outros ataques do regime golpista, que estão sendo preparados, precisam ser enfrentados por meio de uma ampla mobilização, nas ruas, dos sindicatos, da CUT e demais organizações de luta dos trabalhadores e todos os explorados da cidade e do campo.

É preciso realizar uma ampla campanha de agitação e propaganda nos locais de trabalho sobre a política de redução geral dos salários do governo em favor do grande capital, “nacional” e estrangeiro, principalmente norte-americano; relacionar esta luta com a necessária mobilização em defesa da liberdade de Lula e de todos os presos políticos – cuja perseguição é parte fundamental da ofensiva da direita – e da luta pelo Fora bostanazi e todos os golpistas.

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Rebaixar o salário mínimo: para isso serviu a “luta contra a corrupção”

Rebaixar o salário mínimo: para isso serviu a “luta contra a corrupção”

Mal tomou posse no dia 1º de janeiro, e o governo golpista de Jair bostanazi, eleito debaixo de uma das maiores fraudes eleitorais já vistas nesse país, anunciou que o reajuste do salário mínimo para o ano vigente será rebaixado.

O governo golpista anterior havia aprovado um reajuste ridículo que o levaria o mínimo a R$1.006,00 (mil e seis reais), muito aquém das necessidades dos trabalhadores. Mas o direitista Jair bostanazi conseguiu ser pior que Temer, e rebaixou o reajuste a fim do salário mínimo não passar dos mil reais, deixando no valor de R$998,00 (novecentos e noventa e oito reais).

O golpismo no Brasil, que através da imprensa golpista e dos direitistas do Congresso Nacional usou de todo tipo de demagogia para derrubar o governo do PT, a começar pela falsa “luta contra a corrupção”, passando pela necessidade de gerar empregos e melhorar a situação econômica do povo, está mostrando os objetivos do golpe.

Em primeiro lugar, trocar o governo do PT pelos maiores assaltadores dos cofres públicos que o país conhece, a começar pelo ministro da economia, Paulo Guedes, envolvido em vários rombos dos fundos de pensão no Brasil, cifras que passam do 100 milhões de reais. Do golpista conde drácula a Jair bostanazi, o golpe no Brasil juntou no aparelho do Estado brasileiro uma matilha de famintos corruptos envolvidos em pequenos e grandes roubos do dinheiro público.

Esses golpistas corruptos, que gritaram contra o governo de Dilma Rousseff, se juntaram para prender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram assumindo cargos no governo golpista para fazer o trabalho sujo de entregar as riquezas do país para os grandes capitalistas internacionais por um trocado, ao mesmo tempo que pioram a situação dos trabalhadores brasileiros com retiradas de direitos e achatamento salarial.

O rebaixamento do salário mínimo pelo governo golpista de Jair bostanazi é o cartão de visita do próximo governo golpista, a fim de deixar claro que nessa próxima etapa, o governo vai aprofundar os ataques aos trabalhadores, pois será um governo voltado para os patrões e principalmente para os capitalistas internacionais, através da política “liberal” de entrega de todo patrimônio nacional para o Imperialismo. Para o povo a promessa é a fome.

A consequência dessa política será o aumento do desemprego, a fome, a violência policial contra o povo, e ataques a todos que se colocarem contra essa política. Diante desse cenário, a única saída para a classe trabalhadora é se organizar a fim de enfrentar nas ruas, através de grandes mobilizações o golpe de estado no país, agrupando todos os trabalhadores sob a palavra de ordem de Fora bostanazi e todos os golpistas! Pela liberdade de Lula!

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Bolsonaro começa mandato atacando os trabalhadores: salário mínimo fica abaixo...

bostanazi começa mandato atacando os trabalhadores: salário mínimo fica abaixo do aprovado no Orçamento

Da redação – Como já vinha prometendo desde a campanha presidencial, e como sempre fez durante quase 30 anos como deputado, o presidente ilegítimo Jair bostanazi, em seu primeiro dia de governo, já começou os ataques à classe operária.

Em decreto assinado na noite de ontem (01), o governo de extrema-direita estabeleceu o valor do salário mínimo em R$ 998,00, abaixo do que havia sido fixado pelo Orçamento para 2019 aprovado pelos próprios golpistas, que era de R$ 1.006,00.

E esse valor estabelecido no Orçamento já é extremamente baixo. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o salário mínimo, que (antes do ridículo aumento para 2019) era de R$ 954,00, deveria ser, em novembro (sua última estimativa), segundo as necessidades do trabalhador, de R$ 3.959,98.

Em suas primeiras medidas, bostanazi já dá o tom do que será seu governo de extrema-direita: a imposição dos piores ataques aos trabalhadores brasileiros, para salvar e elevar os lucros dos patrões e dos monopólios imperialistas que saqueiam o Brasil. Por isso, a classe operária deve impor uma forte resistência a esse governo, concreta, nas ruas, de maneira organizada e verdadeiramente combativa. É preciso por abaixo o regime golpista!

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Todos golpistas: Bolsonaro vai usar texto de Temer para demolir a Previdência

Todos golpistas: bostanazi vai usar texto de Temer para demolir a Previdência

Da redação – Nesta quarta-feira (2), os ministros do governo golpista de Jair bostanazi tomaram posse. A “eleição” de bostanazi foi uma fraude golpista para continuar o governo da direita. Este governo tem o objetivo de fazer os trabalhadores pagarem pela crise, intensificando a exploração capitalista. Hoje mesmo, o secretário da Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou que o governo poderá usar o texto do governo de conde drácula para aprovar no Congresso uma “reforma da Previdência”.

Ou seja, um governo golpista é a continuidade do outro governo golpista. bostanazi vai usar até as leis de Temer, depois de devidamente piorá-las. O programa dos golpistas para a população é um programa de miséria generalizada, gerando uma pobreza nunca vista antes no país. bostanazi já começou os ataques logo no primeiro dia, tirandop R$8 do aumento que estava previsto para o salário mínimo, que em vez de subir para R$1.006,00, subiu para apenas R$998,00.

A campanha de mentiras em torno da Previdência vai continuar, para justificar o roubo da aposentadorias dos trabalhadores.

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“Privatização da água”: Suposta dessalinização de Bolsonaro vai beneficiar capitalistas israelenses

Isso é um baita dum tapa na cara dos jorginhos retardados do /pol/ brasileiro que vivem repetindo "da joos" em tudo quando é lugar na internet:

“Privatização da água”: Suposta dessalinização de bostanazi vai beneficiar capitalistas israelenses

Da redação – A promessa do presidente eleito pela fraude eleitoral, e, portanto, ilegítimo, Jair bostanazi, de dessalinizar água do mar para levar água do Nordeste, não passa de um projeto imposto pelo imperialismo para beneficiar capitalistas de Israel.

Conforme reportagem da Rede Brasil Atual, ao enviar o ministro Marcos Pontes para “estudar” a dessalinização realizada em Israel, o novo governo golpista estará convidando empresários israelenses para explorarem o suposto projeto de infraestrutura e lucrar com isso.

As companhias instalariam as usinas, fariam a distribuição da água dessalinizada e depois enviariam a fatura cobrando pelo serviço prestado. “É a privatização da água, com certeza. Que chegaria muito cara, porque para além do processo de dessalinizar, é preciso o processo de transporte para levar a água às casas e à agricultura familiar, que está espalhada por todo o semiárido”, disse ao portal um dos coordenadores da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), Antônio Barbosa.

A reportagem lembra ainda que Israel domina a tecnologia mundial de dessalinização e que em março de 2018 mais de dez empresas do país artificial estiveram em Brasília no 8º Fórum Mundial da Água.

bostanazi não passa de um pau-mandado do imperialismo, especialmente do norte-americano. E Israel é associado ao imperialismo norte-americano, sendo um Estado cliente criado artificialmente no Oriente Médio para sustentar o domínio imperialista na região. Ao mesmo tempo, com o apoio dos Estados Unidos, Israel ganhou força para ser um instrumento de dominação imperialista e suporte às ações dos EUA pelo mundo, como, por exemplo, o golpe de Estado no Brasil.

A aproximação de bostanazi ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não tem nada de “ideológica”. É uma “aproximação” imposta pelo imperialismo, assim como com os EUA, para que bostanazi entregue as riquezas naturais e recursos nacionais do Brasil aos monopólios imperialistas, como é o caso do suposto projeto de dessalinização da água do mar para abastecer o sertão nordestino, beneficiando as companhias monopolísticas de Israel.

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Jair Bolsonaro: presidente ilegítimo empossado pela fraude

Jair bostanazi: presidente ilegítimo empossado pela fraude

Assumiu ontem (01), em cerimônia de posse oficial, um presidente cujo mandato é absolutamente ilegítimo, fruto de uma fraude eleitoral sem precedentes e, portanto, não representa a maioria do povo brasileiro.

Jair bostanazi foi “eleito” pelo golpe de Estado, que derrubou Dilma Rousseff em 2016, e é a continuidade do governo golpista de conde drácula. O governo bostanazi é igualmente golpista, ilegítimo e usurpador.

As eleições que levaram o político fascista à Presidência da República foram marcadas pela aberta manipulação e rígido controle dos golpistas. bostanazi só foi eleito porque Lula foi preso e impedido de concorrer, de maneira ilegal, sendo disparadamente o favorito do povo brasileiro para a Presidência.

A prisão de Lula foi a chave fundamental do golpe de Estado e das eleições. Sergio Moro, treinado e promovido pelos Estados Unidos, se encarregou de prender Lula. Assim, foi essencial para eleger bostanazi e, logo em seguida, recebeu seu prêmio ao ser escolhido para o Ministério da Justiça e da Segurança Pública.

Além da prisão e impedimento de Lula concorrer, houve diversas outras fraudes. A imprensa golpista fez uma severa campanha contra o PT e contra o candidato Fernando Haddad, acobertou e apoiou bostanazi, especialmente no segundo turno. A Justiça Eleitoral e a Polícia Federal implementaram um forte esquema de censura e perseguição aos militantes e materiais de campanha da esquerda, impedindo de qualquer maneira que o povo falasse em Lula, tanto nas ruas como nos meios de comunicação.

Foram apreendidos milhares de materiais de campanha da esquerda, militantes foram detidos, manifestantes foram reprimidos pela Polícia Militar. Faltando poucos dias para o segundo turno, uma operação conjunta da Justiça e das forças de repressão invadiu universidades para censurar manifestações de estudantes e professores, muitas delas que nem estavam diretamente relacionadas às eleições.

Mais de 3,5 milhões de eleitores foram impedidos de votar, sendo a maioria no Nordeste, onde o PT tradicionalmente tem muitos votos. As urnas eletrônicas, mais uma vez, foram fraudadas para favorecer o candidato da extrema-direita. A esquerda foi calada e o povo foi impedido de votar nela.

bostanazi foi “eleito” graças a isso, com uma minoria dos votos em relação ao total da população brasileira, cerca de 30%.

As eleições não foram minimamente democráticas. Foram controladas pela burguesia e pelo imperialismo para impor um governo ainda mais antidemocrático do que o de Temer, a fim de implementar um programa de terra arrasada, devastar a economia e entregar os recursos nacionais aos monopólios imperialistas, esmagar a resistência popular e reprimir os movimentos sociais.

Esse governo não tem um pingo de legitimidade. Não representa o povo brasileiro e, portanto, deve ser combatido e derrubado.

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Uma das chaves da fraude eleitoral: Posse de Bolsonaro esvaziada mostra...

Uma das chaves da fraude eleitoral: Posse de bostanazi esvaziada mostra o tamanho de sua popularidade

A posse de Jair bostanazi, nessa terça-feira (01), foi reveladora da escancarada fraude nas eleições presidenciais, que levaram um fascista pau-mandado do imperialismo à Presidência da República.

Como de costume, os bolsonaristas e a imprensa burguesa (que agora não passa de uma rede de propaganda do novo governo golpista) manipularam a estimativa do público que compareceria à sua posse. A equipe de bostanazi anunciou, e seus blogs de notícias falsas e a própria Rede Globo (mestra das mentiras) repercutiram que haveria entre 250 mil e meio milhão de pessoas na posse. Um absurdo com o único objetivo propagandístico de distorcer a realidade.

Na noite de ontem, os números já haviam diminuído, diante do comparecimento muito abaixo do alardeado. A Globo falou em 115 mil pessoas, dizendo cinicamente que “o povo lotou as ruas” na Esplanada dos Ministérios. As imagens, no entanto, em todas elas, mostraram uma realidade muito diferente.

Havia, na verdade, pouco mais de 5 (cinco) mil pessoas. Relatos de analistas afirmam inclusive que as pessoas que assistiram à posse eram familiares de membros das Forças Armadas.

A direita e a extrema-direita não conseguiram levar multidões à posse de seu “líder”. Falavam até mesmo em levar mais gente do que houve na posse do ex-presidente Lula, em seu primeiro mandato, quando 250 mil pessoas estiveram presentes.

Mesmo com todo o apoio da imprensa golpista, do aparato estatal, do empresariado e do conjunto da burguesia, de máquinas estatais, a direita não conseguiu expressar a suposta “força popular” que tanto os bolsonaristas dizem ter.

Se bostanazi fosse tão popular, tivesse verdadeiro apoio do povo, se realmente tivesse tido quase 58 milhões de votos, haveria muito mais gente em sua posse. Ela estava claramente esvaziada e revela o real tamanho de sua popularidade.

O público ridículo em sua posse denuncia o caráter abertamente fraudulento das eleições que levaram bostanazi ao cargo que ocupa atualmente. Da prisão e impedimento de Lula concorrer, até o controle para que as urnas eletrônicas fossem fraudadas e computassem mais votos para o candidato fascista, as eleições foram a maior farsa do período dito “democrático”.

Trata-se de uma ampla propaganda enganosa, difundida pelos meios de comunicação da burguesia e pela extrema-direita, a fim de aparentar uma falsa legitimidade de bostanazi. Ele, na verdade, é um presidente tão ilegítimo quanto conde drácula, sendo, na realidade, uma continuidade e um aprofundamento do golpe de Estado.

bostanazi foi imposto pela burguesia e pelo imperialismo, contra a vontade da maioria da população, para implementar os mais severos ataques contra o povo brasileiro. bostanazi, que não tem verdadeiro apoio popular, vai implantar um regime de aberto terror contra os direitos do povo, de políticas absolutamente antipopulares.

Por isso deve ser combatido, sem trégua, pelas classes populares. A esquerda e os movimentos sociais devem se organizar, se unir, de maneira independente da direita e da burguesia, a fim de colocar abaixo o governo ilegítimo de bostanazi e o golpe de Estado.

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Varrer o lixo bolsonarista

Varrer o lixo bolsonarista

Amanhã é ano novo, apesar de tudo. Por mais que o novo governo se esforce para voltar o calendário para 1964, esse retrocesso com que a direita sonha ainda não está garantido. Essa é a razão de o ditador bostanazi declarar guerra todos os dias contra a população. Hoje, véspera do espetáculo grotesco da posse do presidente “eleito”, o aspirante a bigodinho voltou a atacar os professores pelo Twitter, prometendo o combate ao “lixo marxista” que teria se “instalado” nas “instituições de ensino”.

Compreende-se o ódio da burguesia contra o marxismo desde o primeiro momento. O marxismo deu à humanidade a compreensão científica da história e do funcionamento da sociedade. E identificou como motor da história a luta de classes. Todo o esforço intelectual da direita desde que essa conquista intelectual da civilização veio à luz é dirigido, em última instância, a ocultar a luta de classes. bostanazi, como empregado dos capitalistas, está reproduzindo esta campanha com as palavras que ele consegue juntar, ajudado por assessores ligeiramente menos limitados que ele próprio.

É justamente a luta de classes que explica o embate que continua a partir de amanhã. A tarefa de bostanazi será ampliar os ataques às condições de vida de milhões de trabalhadores em proveito dos interesses de meia dúzia de capitalistas estrangeiros. Ir muito mais longe do que Temer foi. Caso tenha sucesso em sua empreitada direitista, provocará uma miséria para o povo brasileiro sem precedentes na história do Brasil. Isso é luta de classes.

De um lado a miséria dos trabalhadores com salários baixos e sem direitos trabalhistas em um mercado desregulado, de outro a opulência para um punhado de ricaços. Como fez a ditadura militar, ao reduzir o poder de compra do salário mínimo quase pela metade durante seus desastrosos 21 anos, antes de abandonar o poder deixando uma inflação de três dígitos. É isso que a direita é, resumindo.

Por isso a direita ataca o “marxismo”, embora na quase totalidade dos casos um direitista não faça a mínima ideia do que seja marxismo. Incluindo-se nessa conta o coprolálico presidente “eleito”. O alvo na verdade são os trabalhadores, de todas as categorias. No caso do combate ao “marxismo” nas escolas, trata-se de um ataque aos professores. Não se trata simplesmente de um problema ideológico, mas de um problema bastante prático: esmagar os educadores.

A cidade de São Paulo, com a prefeitura bolsonarista de Doria (continuada agora por Bruno Covas), já deu uma amostra de como isso irá funcionar. Dia 26 os vereadores de direita aprovaram uma alíquota maior a ser paga pelos professores para a Previdência municipal. Os educadores da cidade terão que desembolsar 14% de seus salários. É uma redução dos salários. A direita está roubando o salário dos professores. Essa é a política da direita.

A sessão que aprovou esse roubo foi marcada pela repressão do lado de fora de Câmara. Policiais da Guarda Civil Metropolitana jogaram bombas de efeito moral e de gás em cima dos professores, além de agredi-los com cassetetes. Esse é o prólogo do que está por vir a partir de amanhã. Uma imagem do que será o próximo governo golpista: trabalhadores perdendo salário e direitos, e além disso apanhando da polícia. Luta de classes.

O lixo dessa história é a própria direita, que representa um caminho inviável. Esse lixo precisa ser varrido o quanto antes. Quanto mais tempo a direita estiver no poder, maior será o estrago para o país e para os trabalhadores. Embora a direita golpista tenha tido muitas vitórias até aqui, a situação permanece indefinida. A classe que tem sido derrotada até o momento ainda pode se organizar e reunir força o suficiente para derrotar o golpe, porque é composta de uma gigantesca maioria. Enfrentar o golpe continua sendo fundamental. Antes que o salário mínimo perca outra vez metade de seu poder de compra.

Encerro esta coluna citando o poema “Lixo humano”, de Celso de Alencar, escolhido pelo autor para integrar a coletânea Lula Livre – Lula Livro:

LIXO HUMANO

Desde a infância

desde o tempo da escola primária

venho me alimentando

de lixo humano.

Por vezes sinto-me um rato.

Um desses que passeiam pelos bueiros.

Um desses que são vistos à noite

caminhando pelas mais desertas ruas.

Meu pai dizia-me:

Cuide bem de sua alimentação, filhinho.

Não coma lixo humano.

Eu dizia à minha professora de francês,

a irmã Celine do Sagrado Coração de Jesus,

não estou me sentindo bem.

Não estou respirando bem.

E ela com ternura falava: acalme-se, acalme-se.

Eu nunca quis viver

de lixo humano, nunca.

Mas tenho vivido.

Ele me alimenta constantemente.

Existe tanto lixo humano.

E às vezes emerge

de dentro de mim.

Como se eu tivesse útero

como se eu parisse.

Como se eu desgraçadamente

gerasse minha própria alimentação.

Não há nenhuma vitamina c.

Nenhuma fibra para proteger o intestino.

Nenhuma vitamina b-12 para proteger o fígado.

Cálcio para a proteção dos ossos.

Antioxidante para se resguardar

dos mais diversos cânceres.

Venho me alimentando

de lixo humano.

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Inexplicável caso Queiroz mostra o apoio escancarado da imprensa a Bolsonaro, ao menos por enquanto

Inexplicável caso Queiroz mostra o apoio escancarado da imprensa a bostanazi, ao menos por enquanto

bostanazi nunca foi o favorito da burguesia, mas um parlamentar do “baixo clero” que se prontificava a fazer o trabalho sujo de reprimir as organizações populares e a esquerda. Portanto, a burguesia sempre precisou lançar mão de expedientes para mantê-lo sob controle.

No início de dezembro, a imprensa começou a veicular notícias sobre investigação do Ministério Público sobre movimentações financeiras de um assessor de Flávio bostanazi. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COAF – identificou o valor de R$1,2 milhão, ao longo de 2017, incluindo um cheque de R$24 mil para Michelle bostanazi. Nestas movimentações estavam incluídos depósitos mensais de parte do salário dos servidores do gabinete de Flávio. Queiroz atuava como um tradicional laranja, dirigindo a verba parlamentar de funcionários fantasmas para o clã.

Estes valores são poeira perto dos prejuízos bilionários que o golpe tem produzido dia após dia, mas suficientes para criar constrangimento sobre os bostanazi e chantageá-los quando for preciso.

Fabrício Queiroz, o assessor investigado, que também é motorista da família, não apareceu para depor no Ministério Público. Para pressionar a entidade a abafar o caso, Sergio Moro anuncia que demitirá o presidente do COAF. Logo após o Natal, a emissora SBT veicula entrevista exclusiva com Queiroz, na tentativa de justificar seu não comparecimento por motivo de saúde.

A discrição com que a imprensa trata o caso envolvendo os bostanazi em nada se compara com a espetacularização policial em torno de Lula e das lideranças petistas. Nada de chamadas no Jornal Nacional, capas na IstoÉ, manchetes no Estadão. Nada de operações policiais de surpresa, conduções coercitivas e prisões preventivas. Nada de telefones grampeados e vazamentos de conversas em horário nobre.

Tudo isso é mais uma evidência da hipocrisia do chamado “combate à corrupção”. Seu paladino – Sérgio Moro – que posava como herói, vai revelando sua verdadeira face. Por um lado, o “Mussolini de Maringá” tem agora mais poderes para atacar a oposição sindical e partidária. Por outro, o Ministério da Justiça lhe dará poderes para atuar como o novo engavetador dos processos contra seus aliados.

Mesmo havendo divergências entre Ministério da Justiça e Ministério Público, os dois estão sob controle de setores do grande capital e jamais irão defender os interesses do povo. Não podemos ter ilusões. Tanto a Lava Jato quanto o governo bostanazi precisam ser desmascarados e combatidos.

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Finalmente encontrei o tal vídeo da futura ministra do Embustenaro que diz que viu Jesus no pé da goiabeira.

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Eleitores de Bolsonaro já se arrependem pelo voto e viralizam nas redes...

LOLOLOLOLOLOLOL

Gente desinformada é foda...

Eleitores de bostanazi já se arrependem pelo voto e viralizam nas redes; confira as melhores postagens

Dois dias após a eleição de Jair bostanazi (PSL), eleitores do novo presidente já demonstram “arrependimento” pelo voto dado ao ex-capitão do Exército, após sinalizações e declarações do futuro chefe de Estado, como a fusão entre o Ministério do Ambiente e o da Agricultura e as possíveis nomeações de Alberto Fraga, condenado pela Justiça, e Onyx Lorenzoni, ambos do DEM para serem titulares da Secretaria de Governo e da Casa Civil, respectivamente.

Bastaram as notícias começarem a circular e, poucas horas depois, dois perfis no Twitter foram criados para reunir as declarações de eleitores criticando as decisões já antecipadas pelo futuro presidente.

Boa parte das críticas miram a nomeação de Alberto Fraga, condenado, em setembro deste ano, por concussão, ou seja, uso do cargo público para obter vantagem indevida. “O Alberto Fraga não é um puta corrupto? Eu votei em você para acabar com isso (…) A população está do seu lado, não cospe na cara da gente”, tuíta um internauta mencionando Jair.

O perfil Jair Me Arrependi – que até o meio-dia de hoje (31) já tinha 54,8 mil seguidores – recebe os “arrependimentos diários de eleitores de Jair bostanazi”. Destaque para uma eleitora que mandou vídeo direcionado para seu candidato, na qual se diz “magoada” com a possível nomeação de Onyx Lorenzoni (DEM) para a Casa Civil. O democrata já admitiu ter recebido R$ 100 mil por meio de caixa 2 do frigorífico JBS.

“bostanazi, ajuda aí, você está colocando gente envolvida em corrupção. Poxa, cadê a diferença? Esse Onyx aceitou dinheiro da JBS. Sentindo magoada. Desse jeito não dá. Isso não está correto”, disse outra internauta.

Nesta terça-feira (30), bostanazi confirmou que vai promover a fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. A medida é criticada por entidades de defesa do meio ambiente, que alertam para os riscos de submeter as políticas de preservação ambiental aos interesses do agronegócio.

No perfil Bolsominions Arrependidos – 33 mil seguidores até o mesmo horário – foram publicadas manifestações negativas de bolsonaristas sobre a unificação dos ministérios. “Será o lobo cuidando do galinheiro”, comenta um internauta.

Outra eleitora faz uma crítica mais incisiva, direcionada ao senador Flavio bostanazi (PSL-RJ). “Apenas me diga como nosso presidente @jairbostanazi vai explicar dois investigados na equipe e essa usurpação do Ministério do Meio Ambiente? Mal chegou e já começo a me preocupar. Já se venderam para a bancada ruralista?”, questiona.

Um eleitor diz que, 48 horas depois do voto, já está “indignado com a postura” de seu candidato. “Eu tive a ingenuidade de acreditar que o cargo de Presidente (não só importante, mas honorável) traria maior compostura ao senhor em questão. Normalmente é assim, mas o normal não se aplica a ele”, disse. “Votei no senhor acreditando que corruptos iriam presos, não serem ministros!”, finaliza outro.

OPINIÃO THIAGO DOS REIS: A destruição do meio-ambiente e a exploração da Amazônia (exploração sem preservação) foram propostas de campanha de bostanazi. Estava no plano de governo dele, nu e cru. Ele falou diversas vezes. Por que esse pessoal acha que ele foi eleito com apoio de agropecuários, agricultores bilionários e madeireiros?

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Allons Enfants… De La Révolution!

Allons Enfants… De La Révolution!

Os dirigentes franceses têm uma estranha maneira de apresentar a evolução da sua sociedade de classes. Tudo de cabeça para baixo. Invertendo na imaginação a sequência correta dos fenômenos. Para monsieur Bruno Le Maire, por exemplo, ministro das Finanças da França, os protestos dos “coletes amarelos” provocaram “uma catástrofe” para a economia francesa.

Ele inverte a ordem dos fatores. E aqui esta inversão não é nem um pouco neutra. Para o proletariado, ao contrário, é a catástrofe capitalista da exploração e miséria planetária ameaçando a vida da população trabalhadora que está na origem das atuais manifestações dos “coletes amarelos” por todo o território da França.

Nota bene: de maneira não programada este boletim é uma continuação do anterior: O salário do medo (ou do Armagedom (http://criticadaeconomia.com.br/o-salario-do-medo-e-do-armagedom/)). Agora podemos observar um exemplo de peso de como aquela ameaçadora catástrofe econômica em avançado processo de putrefação do Estado-capital explode nas ruas da segunda maior economia da Europa.

Mais do que simples manifestações contra o aumento dos preços dos combustíveis ou a diminuição conjuntural do poder de compra dos salários. Os movimentos iniciais contra o aumento do preço dos combustíveis foram apenas a gota de gasolina que, como veremos mais abaixo, na avaliação do proletariado, “incendiou a planície”. Que agora já transborda para a Holanda, Bélgica e amedronta os dirigentes da ordem.

“Nestas últimas três semanas, vimos o nascimento de um monstro que escapou de seus criadores”, afirmou nesta sexta-feira (07/12) outro ministro francês. Desta vez foi o ministro do Interior, monsieur Christophe Castaner, referindo-se a esses maciços protestos que surgiram embrionariamente com motoristas vestindo coletes amarelos e irritados com um aumento de impostos sobre combustíveis e que gradativamente assumiu dimensões imprevistas se transformando num movimento generalizado contra o governo e ameaçando a própria existência do Estado.

A França assistiu a quatro finais de semana consecutivas de gigantescas manifestações contra o governo e o regime capitalista. No último sábado (08/12) saíram às ruas de toda a França aproximadamente 130 mil manifestantes. Cifras divulgadas pelas forças da ordem. Façamos de conta que são corretas.

Foram mobilizados em todo o território nacional aproximadamente 90 mil policiais militares! Quer dizer, quase um militar para um manifestante! Esse aparato militar armado pelo Estado francês para reprimir seus próprios cidadãos foi o maior já realizado na história do país. Talvez na Comuna de Paris tenha sido maior. Somando aos soldados alemães de Bismarck. A conferir.

Foram encarcerados de mais de 1700 cidadãos. Mais gente que na Bastilha. Ou seja, 1,30% do total de manifestantes. Dados oficiais. Não foi divulgado até agora nenhuma notícia de mortes e nem mesmo o número de feridos na batalha de classes ocorrida sábado.

As cenas de violência da polícia sobre cidadãos desarmados (mulheres em grande parte) documentadas em raras fotos e vídeos são muitíssimo mais fortes do que estamos acostumados a ver em manifestações à população de outros países do centro e mesmo periferia do sistema.

Para o governo e sua corrupta imprensa foi uma manifestação menor e “mais pacífica” que a da semana anterior.

Entretanto, alguém duvida que se trata de uma verdadeira guerra de classes que se avoluma neste momento na Europa? Isso ainda pode parecer inverossímil porque é um fenômeno ainda em expectativa de ação ou revelação.

Além do mais, neste início de século 21 o real demora mais do que antes para ser revelado e ainda mais para ser divulgado. Nas ultimas décadas as informações da luta de classes são rigidamente controladas e escondidas no totalitário Estado-capital – ou devidamente distorcidas, o que ocorre mais frequentemente. Nem as cenas de guerras externas escapam a esse rígido ocultamento. As do Iraque, Afeganistão, Síria, por exemplo.

A imprensa e demais aparelhos ideológicos burgueses participam organicamente deste aparato de desinformação, repressão e morte. Quase não se divulga, por exemplo, que desde que foram deslanchadas as recentes manifestações populares na França o proletariado já tomou importantes iniciativas para formalizar órgãos próprios de deliberação e organização política para enfrentamento com a burguesia.

Assembleias populares e independentes da ordem burguesa e de qualquer Estado começam a ser instaladas no país. Alternativa proletária ao regime de representação democrática do Estado e de seus manipuladores dirigentes.

Vejamos um desses casos concretos de nascimento do “monstro que escapou de seus criadores”, a que se referiu acima o ministro do Interior da França, monsieur Christophe Castaner.

Os coletes amarelos de Commercy, comunidade autônoma do departamento de Meuse, já fizeram apelo geral por conselhos populares por toda a França. Propõem uma solução política para o movimento: comitês territoriais locais autônomos, democracia direta, assembleia geral soberana, delegados com mandato preciso, revogável a qualquer momento, rotatividade de responsabilidades.

Fazem o chamado também para a federação de conselhos territoriais dessas bases locais para evitar a colaboração política da burocracia sindical, líderes autoproclamados ou delegados sem um mandato imperativo das bases.

A Crítica da Economia fez rigorosa e fiel tradução deste manifesto dos trabalhadores de Commercy, tornado público em 17 de Novembro 2018, divulgado em seguida no site independente Manif-Est.Info

Clique aqui (https://www.youtube.com/watch?v=dfLIYpJHir4) para assistir o vídeo deste manifesto do proletariado de Commercy.

A hora da Comuna soa novamente!

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O Salário Do Medo (E Do Armagedom)

O Salário Do Medo (E Do Armagedom)

por José Martins, da redação.

A evolução dos salários mundiais no decorrer dos ciclos econômicos mais recentes mostra melhor a natureza depredadora da economia do imperialismo. Não como um mero problema de desigualdade de rendimentos, como é costumeiramente salientado pelos reformadores sociais de direita ou de esquerda – mas como uma questão de crescente exploração das diferentes classes capitalistas nacionais sobre a classe operária internacional.

Nos últimos dois ciclos econômicos de superprodução, o mundo do capital desenfreado mudou de forma surpreendente as perspectivas políticas e sociais em todas as nações do globo. Sem exceção.

A miséria se potencializa na esteira da exploração. Aumento de produtividade da força de trabalho assalariado e diminuição dos salários torna-se uma tenebrosa unidade que convive harmoniosamente na totalidade do mundo produtor de capital. Nitroglicerina pura.

Em 2017, por exemplo, o crescimento do salário real global foi não apenas menor que em 2016, mas caiu para sua mais baixa taxa de crescimento desde 2008, mantendo abaixo dos níveis obtidos em 2006/7, imediatamente antes da última crise cíclica global. Uma sorte de congelamento relativo dos salários reais.

Quem dá o recado é a própria Organização Internacional do Trabalho (OIT), sediada em Genebra, Suíça, em seu mais recente relatório anual Global Wage Report 2018/19.

De acordo com o relatório, existe no mundo cerca de 3.3 bilhões de pessoas no mercado de trabalho. É a chamada população economicamente ativa. Deste total, aproximadamente 54%, quer dizer, 1.8 bilhões de pessoas são trabalhadores assalariados. Há vinte e cinco anos eram 1.04 bilhão. Houve um acréscimo de 760 milhões de trabalhadores assalariados. Aproximadamente 42% de acréscimo da massa de trabalhadores assalariados em um quarto de século.

Alguém já ouviu falar de algum outro período histórico mais disruptivo do que este? Nem as grandes guerras realizaram tamanha façanha.

Os últimos vinte e cinco anos foi o período mais intenso de globalização do capital na história do regime capitalista de produção. Completou-se a globalização do exército industrial de reserva.

A lei geral da acumulação capitalista nunca foi tão livre para ser praticada. E isso mudou dramaticamente todas as circunstâncias tradicionais de funcionamento do mercado mundial.

Não existe mais espaço territorial virgem no globo terrestre. Estupro capitalista planetário. Agora, em todos os cantos do globo o que existe é trabalhador livre de qualquer propriedade de meio de produção a vender sua força de trabalho no mercado em troca de um salário (uma quantidade de moeda) para, no final do processo, ser explorado nas linhas de produção de valor e de mais-valia (capital).

A principal mudança provocada pela plena realização do exército industrial de reserva foi um novo desenvolvimento desigual e combinado dos diferentes salários entre as nações. Veja no gráfico abaixo essa evolução no longo prazo.

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Fracasso do sistema chileno atesta que previdência deve proteger os mais pobres

Uma prévia do que está para acontecer no Brasil, já que a quadrilha de bandidos do Exército, Bostanazi, Guedes e Moro querem transportar o modelo chileno pra cá:

Fracasso do sistema chileno atesta que previdência deve proteger os mais pobres

Para professor e especialista chileno, situação no país é dramática, com maioria recebendo menos que o salário mínimo. É preciso preservar o modo solidário, evitando o domínio total do poder financeiro

São Paulo – O debate sobre a reforma da Previdência esfriou, mas deve voltar com a posse do novo governo. Especula-se sobre as propostas que serão apresentadas. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, por exemplo, gosta do sistema implementado no Chile em 1981, durante a ditadura Pinochet. Ajudou a implementá-lo, inclusive. Mas para o economista Andras Uthoff, especialista no tema, do ponto de vista social o sistema, totalmente privado, mostrou-se um fracasso, com a maioria dos trabalhadores recebendo menos do que o salário mínimo e quase metade abaixo da linha de pobreza. Trata-se de um modelo que depende da capacidade de poupança do trabalhador.

Professor da Faculdade de Economia e Negócios da Universidade de Chile, Uthoff esteve recentemente no Brasil para falar do assunto, inclusive em seminário organizado pelo escritório do advogado trabalhista Ericsson Crivelli. Chegou a chamar o sistema em vigor de "monstro", na medida em que o mercado passa a ter poder praticamente absoluto sobre os direitos sociais.

Ele acredita que qualquer sistema precisa considerar que boa parte da população não está em condição de contribuir, e a previdência deve proteger essa parcela da sociedade. "O que estamos notando no mundo inteiro é que o mercado de trabalho não se formaliza", diz Uthoff, citando fatores como robotização, automação e empreendedorismo, que afastam enormes contingentes do trabalho formal e, consequentemente, da capacidade de poupar. Por isso, imagina que é preciso haver um piso para os mais necessitados, um sistema solidário para quem tem condições um pouco melhores e, como complemento, permitir a capitalização individual, em que se baseia o modelo chileno.

Lá, o trabalhador, ao se aposentar, receberá uma pensão mensal vitalícia com base no dinheiro investido pela administradora do fundo de pensão (AFP) escolhido. "A situação para os trabalhadores do Chile é de certo modo dramática", diz Uthoff, lembrando que a acumulação de ativos financeiros corresponde a aproximadamente 75% do Produto Interno Bruto (PIB), dando grande poder econômico ao setor. Mas quem chega à aposentadoria está recebendo pensões, em sua maioria – 79%, informa o professor – abaixo do mínimo, que lá corresponde a US$ 420. E há 44% abaixo da linha da pobreza, ganhando em torno de US$ 220.

A conta varia, mas segundo o economia um trabalhador que contribui para o sistema, hoje, recebia em torno de US$ 1.000, considerando a mediana (a metade que ganha mais e a metade que ganha menos). E a pensão, também mediana, é de aproximadamente US$ 200. Ou seja, em torno de 20% do rendimento da ativa. Enquanto isso, metade dos ativos de propriedade dos trabalhadores está investida no exterior, na maior parte em títulos. No Chile, fica "em instrumentos financeiros que não têm respaldo significativo na economia real".

Comandado pelo mercado

Um sistema injusto, que embute riscos para o trabalhador. "O que há por trás na ideologia que se implementou em 1981 é um modelo neoliberal, que privilegia a liberdade individual", observa Uthoff. Mas o trabalhador não tem opção, ao contrário do sistema antigo. "Quando chega à aposentadoria, ele não pode comprar um apartamento e viver de renda, só pode usar (o dinheiro poupado) para uma renda vitalícia. É mentira que há uma liberdade." Trata-se, conclui, de um mercado comandado pelo setor financeiro. Instalado durante uma ditadura, esse modelo, que incluiu um alto custo em termos sociais, poderia ser implementado em um regime democrático? Impossível, assevera o professor, que também já foi conselheiro regional da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

No Chile, o empregador ficou de fora – não contribui para o sistema. Isso é parte do modelo neoliberal, diz o professor. "É um conto lindo: baixemos os custos de contratação de mão de obra, só 10% para a previdência (pelo sistema, o trabalhador recolhe 10% do salário, além de uma comissão para a administradora), e o empresário não contribui. Deixemos que esses 10% vão para o setor financeiro. Isso permite que o empresário possa investir, e como tem mão de obra barata vai contratar muito mais. Essa é a história que convenceu os militares. Mas nada disso, muito pouco aconteceu no Chile."

Há um movimento em curso no país, No más AFP, que defende o fim dos fundos de pensão. Como lembra Uthoff, prega uma "transformação radical, fechar tudo e começar de novo", o que ele considera difícil de se viabilizar. Uma mudança ocorreu 10 anos atrás, no governo de Michelle Bachelet, quando foi criado o chamado Pilar Solidário, que instituiu uma pensão básica para quem está fora do sistema de capitalização e um complemento para quem conseguiu manter uma poupança. Mas, para ter direito, a pessoa precisa comprovar que não tem renda suficiente para sobreviver.

"Quando você que a grande maioria está muito abaixo do salário mínimo, significa (que o sistema) é um fracasso", conclui o economista. "(Diziam que) as pessoas iam melhorar sua pensão por causa da formalização do mercado de trabalho, mas isso não ocorreu."

Atento ao debate que ocorre no Brasil, ele observa que não existe uma receita e cada país tem de fazer seus ajustes, preocupando-se, em primeiro, com a capacidade de poupança da população, garantindo uma abordagem coletiva da situação e preservando garantias gerais. "Há um risco demográfico, mas há também na capitalização", lembra Uthoff. "É preciso ir adaptando seu sistema às necessidades do país, definir parâmetros e ajustar às condições financeiras do país. O que estamos notando no mundo inteiro é que o mercado de trabalho como tal não se formaliza. Boa parte da população não está em condição de contribuir."

Assim, ele volta a defender um sistema de certo modo misto, mas que preserve direitos do que têm menos condições – ou nenhuma – de contribuir: um benefício o mais universal possível para a faixa mais pobre, um sistema solidário (incluindo trabalhadores, empregadores e governo). A modalidade de poupança seria complementar. "Creio que o sistema brasileiro tem muitas coisas boas. Pode melhorar. Mudar totalmente não é a solução."

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Moro tenta abafar escândalo de corrupção de família Bolsonaro e demite atual presidente do Coaf

Moro tenta abafar escândalo de corrupção de família bostanazi e demite atual presidente do Coaf

Logo após o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) publicar relatório apontando movimentações financeiras completamente anormais envolvendo a família bostanazi; Sérgio Moro anuncia a demissão de presidente do Coaf,Antônio Carlos Ferreira de Sousa .

No último mês, o Conselho em questão revelou documento que descreve transações de R$ 1,2 milhão em um ano na conta bancária de Fabrício Queiroz, ex-motorista de Flávio bostanazi (PSL-RJ), filho de Jair bostanazi.

A mesma conta pagou em cheque R$ 24 mil para Michelle bostanazi, esposa de Jair bostanazi. A conta também recebeu depósitos de uma assessora de J. bostanazi, que depositava 99% do próprio salário. Além disso, a conta em nome Fabrício Queiroz também recebeu dinheiro de nove servidores do filho de bostanazi.

Em seguida a essas revelações, na última semana, Sérgio Moro, que foi recompensado com o Ministério da Justiça pelo futuro presidente golpista Jair bostanazi por ter conseguido afastar Lula da eleição, anunciou que o novo presidente do Coaf será o auditor fiscal Roberto Leonel, coordenador da área de investigação da Receita Federal no Paraná, ou seja, vai afastar o cidadão que revelou o escândalo de corrupção a família bostanazi.

O “herói”, que salva o país da corrupção, Sérgio Moro, ainda anunciou que vai apresentar projeto de lei ao Congresso para transferir o Coaf para a sua pasta, o que vai permitir um maior controle desse tipo de investigação.

O governo bostanazi é uma máfia a serviço dos monopólios dos EUA, a verdadeira pátria de bostanazi, país que ele ama e bate continência.

Moro, a cada dia, deixa mais claro que ele é um vendido, mais um serviçal dos capitalistas norte-americanos. E que a luta contra a corrupção na verdade é a luta para impor um governo que coloca os brasileiros como totalmente escravos do capital estrangeiro.

Esse acontecimento é mais um, entre tantos, que deixa claro que bostanazi é continuação do golpe, que só chegou à presidência devido fraude eleitoral que colocou na cadeia e impediu de participar das eleições o verdadeiro candidato da maioria da população, Luiz Inácio Lula da Silva..

Fora bostanazi e todos os golpistas! Todos ao réveillon vermelho em Curitiba! Dia primeiro de janeiro de 2019 todos juntos com o verdadeiro presidente Lula!

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Comando do Exército cancela decisão do STF: país está refém dos militares

Agora não têm mais lei nem justiça, só a vontade dos milicos "patriotas" capachos dos EUA.

Quanto tempo até confessarem que já é uma ditadura?

Comando do Exército cancela decisão do STF: país está refém dos militares

Logo após o anúncio da decisão liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, de cumprir a Constituição Federal e determinar a soltura de todos os presos que cumprem pena, ilegalmente, sem terem ainda uma sentença final, o trânsito em julgado, o Alto Comando do Exército se reuniu em videoconferência, na própria tarde de quarta-feira (dia 19) para “discutir as possíveis consequências da decisão que pode libertar condenados na segunda instância da Justiça e beneficiar, entre outros presos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)” (https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2018/12/19/alto-comando-do-exercito-se-reune-e-analisa-decisao-que-pode-soltar-lula.htm).

Dessa feita os chefes militares, que tiveram papel decisivo no golpe de Estado, no governo Temer e na eleição da chapa do golpe militar de bostanazi-boiolão, sequer disfarçaram sua ingerência e anunciaram publicamente que estavam reunidos, bem como sua rejeição à decisão do ministro. Segundo informou à própria imprensa golpista “um oficial ligado ao Alto Comando”, a reunião não teria um suposto “caráter reativo, mas sim proativo“. Membros do alto Comando disseram ainda que o Exército discutia “possíveis cenários” que poderia ser gerados no país pela decisão – “inclusive eventuais manifestações ou distúrbios populares”, assinalaram.

Os generais e a imprensa golpista lembraram as intervenções (ou mais claramente, ameaças) dos militares, feitas em outros momentos em que a possibilidade de Lula esteve colocada em debate, no STF, mesmo como possibilidade remota, diante da maioria golpista e pró-imperialista formada naquela Corte.

De acordo com outro general, “o clima de ‘tensão’ é o mesmo da véspera da prisão de Lula em abril, quando o comandante do Exército, general Villas Bôas, chegou a fazer um tuíte em tom de ameaça para que não fosse concedido um habeas corpus ao petista“ (https://www.revistaforum.com.br/jornal-nacional-globo-usa-mensagem-do-comandante-do-exercito-para-ameacar-stf/).

A diferença é que desta vez, os militares não precisaram fazer as ameaças por meio da imprensa golpista, pois desde a posse do ministro Dias Toffoli, na presidência do STF, estes nomearam um general de exército para “assessorar” (de fato controlar) o Supremo e assim, informar diretamente àquela corte qual é a vontade dos militares e o que eles desejam que seja aprovado.

Assim, os militares se reuniram, tomaram sua decisão e a encaminharam para que o presidente do STF, súdito dos militares, cancelasse a liminar, violando abertamente o que estabelece a Constituição.

O ocorrido evidencia que não só o STF, mas todo o País está, de fato, refém dos militares, que nada vale a Lei ou a vontade popular. Vale apenas a vontade dos militares, colocados a serviço dos interesses dos donos do golpe, os grandes capitalistas estrangeiros e “nacionais”.

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Paraíso capitalista: 30% dos norte-americanos atrasaram busca por atendimento médico...

Se os coxinhas soubessem a maravilha que é os Estados Unidos...

Paraíso capitalista: 30% dos norte-americanos atrasaram busca por atendimento médico por não terem dinheiro para pagar

Washington, Prensa Latina – Quase três em cada 10 estadunidenses atrasaram a busca de tratamento médico no último ano, em muitos casos com doenças graves, devido aos altos custos, assinalou ontem (17) uma sondagem do instituto de pesquisas Gallup.

A pesquisa anual de saúde e cuidados médicos da assinatura indicou que 29 por cento dos entrevistados disse estar nessa situação, uma cifra muito similar à registrada a cada ano desde 2005, mas superior à média de 24 por cento que se informou de 2001 a 2004.

De acordo com o Gallup, mais da metade de que atrasou o tratamento médico no último ano, equivalente a 19 por cento de todos os adultos da nação, indicaram que procederam desse modo quando padeciam de uma doença muito grave ou algo grave.

As pessoas sem seguro médico são as que têm mais probabilidades de renunciar a um tratamento como resultado do total que teriam que desembolsar, seguidas as quais possuem um seguro privado, entretanto os inscritos em programas governamentais como Medicare ou Medicaid enfrentam esses problemas em menor medida.

Assim mesmo, a taxa de norte-americanos que devem atrasou um tratamento médico aumentou mais entre quem contam com um seguro privado, ao passar de uma média de 21 por cento de 2001 a 2004, a 30 por cento a partir de 2005.

Enquanto, entre quem empregam os programas do Governo, o incremento foi de quatro pontos percentuais (de 18 a 22 por cento), e entre as pessoas sem seguro manteve-se quase igual, ao passar de 53 a 54 por cento.

A sondagem realizada telefonicamente de 1 a 11 de novembro entre mil e 37 adultos mostrou que os estadounidenses em três grupos de rendimentos familiares (menos de 30 mil dólares anuais, de 30 mil a 75 mil, e mais de 75 mil) se viram afetados pelo aumento dos custos da atenção de saúde.

Após pagar as altas primas dos seguros, ou em alguns casos financiar suas próprias contas de despesas médicas, os quais possuem cobertura com frequência seguem sendo responsáveis por grandes deducíveis e pagos que lhes impedem visitar a um médico pela cada sintoma, sustentou Gallup.

Segundo a pesquisa, esse pode ser um controle apropriado da demanda pública de serviços de atenção médica, mas também impede que alguns estadounidenses procurem tratamento para afecciones médicas mais graves.

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Dois terços dos russos lamentam o fim da União Soviética, 27 anos depois de seu colapso

Dois terços dos russos lamentam o fim da União Soviética, 27 anos depois de seu colapso

Da redação – Às vésperas de completar 27 anos do fim da União Soviética, dois terços dos cidadãos russos expressam lamentação sobre o colapso da primeira república socialista da história.

Pesquisa divulgada hoje (19) pelo Instituto Levada da Rússia mostra que 66% dos russos afirmaram que lamentam o desmoronamento da União Soviética em 1991, maior percentual desde 2004.

Ano passado, 58% dos russos haviam dado a mesma resposta à pesquisa, o que demonstra um crescimento do sentimento de nostalgia dos tempos soviéticos, quando não havia desemprego e a todos os cidadãos eram oferecidos serviços básicos de maneira gratuita, como saúde, educação e moradia.

Ainda segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados disseram que lamentam principalmente a destruição do “sistema econômico único”, no qual a desigualdade social era pequena e todos tinham uma vida minimamente digna.

Com o colapso da URSS, após décadas de intensa pressão militar, econômica e política sofrida do imperialismo, a Rússia e as outras 14 repúblicas que formavam o país caíram em uma imensa crise econômica que devastou a economia nacional em benefício das aves de rapina do imperialismo.

Os índices de desemprego, consumo de drogas, mortalidade infantil, suicídio, prostituição, miséria, fome, etc. elevaram-se espantosamente na década de 1990, com a aplicação da chamada “terapia de choque” neoliberal. Os russos, até hoje, têm pesadelos quando lembram dessa época, da qual a Rússia ainda não conseguiu se recuperar.

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Cuba fez em cinco anos muito mais pelo Brasil do que a direita parasitária fez em 500

Cuba fez em cinco anos muito mais pelo Brasil do que a direita parasitária fez em 500

Os pobres do Brasil sempre foram tratados como animais pela direita. Em 500 anos, nunca tiveram um tratamento decente, especialmente em relação ao sistema de saúde.

Os médicos cubanos do programa Mais Médicos, criado pela ex-presidenta Dilma Rousseff em 2013, vieram fazer o trabalho que os médicos brasileiros sempre se recusaram a fazer: servir ao povo em suas necessidades mais elementares.

(cont.)

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Capitalismo funciona? Refinaria privatizada pega fogo no Rio de Janeiro

Da série "Maravilhas da privataria privatização defendida pelos liberotários aloprados leite-com-pêra do mimimises ponto org".

Uma hora dessas a Petrobrax pega fogo também.

Capitalismo funciona? Refinaria privatizada pega fogo no Rio de Janeiro

Da redação – Um incêndio de grandes proporções atingiu hoje a Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. O fogo começou por volta das 13h30, ainda não se sabe como. O desastre obrigou a prefeitura a restringir a circulação de carros. Não há informações sobre vítimas, enquanto os bombeiros tentam evitar que o fogo se espalhe, em um local cheio de combustível inflamável. Uma enorme fumaça preta podia ser vista de diversos pontos da cidade.

Esse cenário de guerra no Rio de Janeiro não é acidental. É consequência de uma política de direita: a privatização de tudo. Em 1998, quando o Congresso aprovou o fim do monopólio da Petrobrás durante o governo FHC, a argentina YPF comprou 50% da refinaria. Posteriormente, a imperialista espanhola Repsol compraria a YPF e ficaria com o controle de Manguinhos, até que em 2008 o grupo Andrade Magro comprou todas as ações da refinaria.

Atualmente, Manguinhos opera sob recuperação judicial. A iniciativa privada faliu a refinaria, que agora está pegando fogo, correndo o risco de explodir e espalhando fumaça sobre toda a cidade. Assim, a política neoliberal tem consequência parecidas com as de um desastre natural ou um ataque a bomba. É uma política de direita que destrói os países atrasados em proveito de meia dúzia de especuladores. Essa é a política que o golpista bostanazi pretende aprofundar, e por isso os trabalhadores devem se mobilizar para derrotá-lo e impedi-lo.

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Trabalhar até morrer: direita golpista faz com que aposentados voltem a trabalhar para poder pagar a

E aí, coxinhada, preparada para não se aposentar nunca mais? kkkkkkkkkkkk

Trabalhar até morrer: direita golpista faz com que aposentados voltem a trabalhar para poder pagar as contas

A crise econômica provocada pelo golpe de Estado; pela política neoliberal dos golpistas criou rapidamente índices assustadores. Um deles trata dos aposentados, de sete a cada 10 idosos no país está aposentado, destes 21% continuam no mercado de trabalho para poder viver. Essa é a política da direita golpista, destruir as condições de vida do povo e impor a população o trabalho ininterruptamente até a morte.

O trabalho na velhice, para além da aposentadoria tende a tornar-se uma constante e o normal sê depender dos golpistas, seja pela baixa remuneração da maioria dos aposentados, seja pela destruição da economia, que muitas vezes impõe as famílias como única renda regular a aposentadoria, devido ao desemprego, seja pela avanço dos golpistas no sentido de roubar a aposentadoria dos trabalhadores brasileiros e acabar com a previdência.

O levantamento feito SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) em conjunto a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) mostrou ainda que a casa dez aposentados, nove contribuem financeiramente com o orçamento familiar, sendo que 46% deles são os principais provedores da família.

De maneira cínica a imprensa golpista apresenta este aspecto nefasto da política golpista, a cassação ao direito de aposentadoria, apresentando como um elemento positivo da economia, mais renda para a família, ao mesmo tempo que ocupa a mente e faz se sentir produtivo.

O fato é que a política neoliberal dos golpistas quer escravizar o trabalhador brasileiro, eliminando-o até mesmo o direito historicamente conquistado de descanso após uma vida de trabalho.

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Bolsonaro não quer ter que ler muito

bostanazi não quer ter que ler muito

Da Redação – A inaptidão do novo governador geral da colônia – sobre quase tudo que não seja bater continência para qualquer pessoa ou símbolo estadunidense que veja pela frente – já é pública e notória. A capacidade de articulação verbal dele vai pouco além de “tá oquei” e “isso daí”.

Você deve se lembrar que ele precisava escrever “Lula” na palma da mão esquerda – se é que não foi um assessor que escreveu para ele – para lembrar o que falar nos debates para o primeiro turno da “eleição”, transmitidos pela televisão.

Já para os debates marcados antes do segundo turno, fugiu. Alegou dificuldades de saúde que não se manifestaram para a atividade de levantar a taça do Palmeiras ou fazer flexões com oficiais da Polícia Federal. Daí se percebe que as dificuldades de saúde dele não são de ordem física.

Pois agora, que todo esse talento mental está prestes a assumir oficialmente (extra-oficialmente, o Temer voltou a ser decorativo há meses) o governo pós golpe de ocupação, desconstrução e anexação, já baixou uma ordem para simplificar a comunicação no Palácio do Planalto ao seu nível intelectual e cultural. Também por isso, possivelmente, ele tenha escolhido ministros que não fiquem aquém da sua caricatura.

A ordem no governo bostanazi é abolir os longos relatórios e criar tabelas com metas numéricas que ficarão reunidas numa espécie de “war room” no Palácio. Gustavo Bebianno será o responsável por coordenar a iniciativa. E, talvez, escrever uns tópicos na palma da mão do capitão América, para ele balbuciar diante de câmeras e microfones que, eventualmente, interpuserem a sua marcha.

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>Onyx chuveiro Lorenzetti confirma extinção do ministério do trabalho no governo Bostanazi

E aí coxinhas de merda, prontos para viver de bico sem direito a nada ano que vem, nem de reclamar?

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

E se dar um pio vai ser enquadrado como comunista e mofar no xadrez igual o cachaceiro do Lula! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Onyx delata Moro: falso juiz planejou prender Lula desde 2005

Onyx delata Moro: falso juiz planejou prender Lula desde 2005

Da Redação – O amigo Lorenzoni revelou, em entrevista a Roberto D’Ávila, na GloboNews, que Moro não se comporta como juiz faz tempo. Ele nunca julgou o Lula coisa nenhuma. Desde muito tempo ele tinha como meta prender o Lula e cumprir a “agenda” do imperialismo, conforme apregoou o oligarca Jorge Bornhausen (então presidente do PFL, hoje DEM): “a eliminação dessa raça (petistas) pelos próximos 30 anos”. Por isso, Moro nunca sequer prestou atenção em uma única peça da defesa do Lula. Não interessava. Lula estava condenado por antecipação, não importava o que dissesse ou apresentasse. Moro tinha sua missão, só precisava inventar um “crime”.

Lorenzoni, que confessou receber caixa 2 (“o pior dos crimes”, como declarou Moro, quando não se referia a nenhum amigo) da JBS e recebeu o perdão “divino” de Moro, dizendo ter “total confiança” no amigo de longa data, soltou as seguintes declarações bombástica na GloboNews, displicentemente, como se se gabasse de uma relação, e sem perceber o potencial acusatório. Ou não dar à mínima a qualquer existência de algum poder punitivo contra seu amigo que se fingiu de juiz, com o corpo fechado e as costas super largas:

A minha relação com Sérgio Moro vem de dezembro de 2005. Eu era sub-relator das Normas de Combate à Corrupção da CPI dos Correios, e convidei o Moro […] naquela época porque a 13ª Vara de Curitiba era – e continua sendo – a única que cuida de lavagem de dinheiro no Brasil”.

“Ele [Moro] trouxe 1 série de contribuições e 2 muito relevantes, que o pessoal de casa vai entender agora: a primeira que ele pediu, em 2005, foi a atualização da Lei de delação premiada, que levou 7 anos pra fazer. A outra [contribuição], a transformação do crime de lavagem de dinheiro de crime acessório para crime principal”.

Os 2 fatores – a lavagem de dinheiro como crime principal, e a revisão da lei de delação premiada – foram a diferença entre no ‘mensalão’ não ter chegado no Lula, e no ‘petrolão’ ter chegado no Lula [assistir entrevista aqui, a partir do minuto 6:50 (https://globosatplay.globo.com/globonews/v/7201286)].

Então o indicado para chefe da Casa Civil, sem cerimônias, deixou claro que o tal Moro e ele fazem parte de uma máfia, que fizeram a Dilma de boba para assinar modificações na legislação arquitetadas pelos conspiradores premeditadamente objetivando a caçada contra os dirigentes do Partido dos Trabalhadores.

O juiz e o deputado, juntos, a mando dos seus chefes golpistas, trabalharam pela subversão das leis do País para concretizar o plano de prender Lula. Só precisavam inventar um motivo que pudesse ser divulgado na imprensa golpista. Valia qualquer coisa, até grampear as ligações telefônicas pessoais entre a primeira-dama Marisa Letícia e seus próprios filhos, as ligações telefônicas de todo um escritório de advocacia entre 25 profissionais e seus 400 clientes e entre a chefe de Estado do País e um ex-presidente.

A lei do crime de lavagem de dinheiro foi alterada em 2012, no governo Dilma; e a Lei de Organização Criminosa, de 2013, que inclui a “colaboração premiada” teve, ironicamente, como autora a senadora petista Serys Slhessarenko e foi sancionada pela Presidente Dilma.

Entendeu por que Moro tem plena confiança em Onyx Lorenzoni e o perdoa por ser corrupto e receber R$ 200 mil da Odebrecht? Eles são parceiros no crime. Manobraram para prender Lula fraudulentamente e tirá-lo da disputa eleitoral. Agora ganharam cargos como prêmio. E tiveram apoio externo em todo o complô e conivência interna dos golpistas de sempre.

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Palocci ganhou prisão domiciliar por mentir em delação premiada

Palocci ganhou prisão domiciliar por mentir em delação premiada

Da redação – Dois dos três desembargadores da 8° turma do TRF-4 (Tribunal Regional Federal) sediado em Porto Alegre, decidiram que a pena de Antônio Palocci deverá ser reduzida e transformada em domiciliar. Esses benefícios foram concedidos graças à instituição da delação premiada. Palocci está preso preventivamente em Curitiba desde setembro de 2016. O tempo que o ex-ministro permaneceu na prisão será abatido do resto da pena. Caso a prisão domiciliar seja confirmada, Palocci não deverá deixar a carceragem da polícia federal de imediato. As partes deverão entrar com embargos de declaração que é um tipo de recurso que pede esclarecimento sobre uma decisão judicial. Palocci está sendo processado por interferir em licitação para encomenda de navios sonda em negócio que envolvia a Petrobrás e Odebrecht.

Esse é mais um episódio que demonstra o caráter golpista da operação Lava Jato. A Justiça prendeu arbitrariamente Palocci e depois chantageou o ex-ministro a delatar seus ex-colegas de partido. Diante do caráter dessa investigação devemos condená-la mais uma vez.

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Caiu?

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Em breve no Netflix®.

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Oi.

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Brasil, Um País Do Passado

Brasil, Um País Do Passado

Na foto acima, partidários de bostanazi comemoram vitória eleitoral no fim de outubro, Rio de Janeiro.

por Philipp Lichterbeck, Alemanha.

É sabido que viajar educa o indivíduo, fazendo com que alguém contemple algo de perspectivas diferentes. Quem deixa o Brasil nos dias de hoje deve se preocupar. O país está caminhando rumo ao passado.

No Brasil, pode ser que isso seja algo menos perceptível, porque as pessoas estão expostas ao moinho cotidiano de informações. Mas, de fora, estas formam um mosaico assustador. Atualmente, estou em viagem pelo Caribe – e o Brasil que se vê a partir daqui é de dar medo.

Na história, já houve momentos frequentes de regresso. Jared Diamond os descreve bem em seu livro Colapso: Como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso. Motivos que contribuem para o fracasso são, entre outros, destruição do meio ambiente, negação de fatos, fanatismo religioso. Assim como nos tempos da Inquisição, quando o conhecimento em si já era suficiente para tornar alguém suspeito de blasfêmia.

No Brasil atual, não se grita “herege!”, mas “comunismo!”. É a acusação com a qual se demoniza a ciência e o progresso social. A emancipação de minorias e grupos menos favorecidos: comunismo! A liberdade artística: comunismo! Direitos humanos: comunismo! Justiça social: comunismo! Educação sexual: comunismo! O pensamento crítico em si: comunismo!

Tudo isso são conquistas que não são questionadas em sociedades progressistas. O Brasil de hoje não as quer mais.

Porém, a própria acusação de comunismo é um anacronismo. Como se hoje houvesse um forte movimento comunista no Brasil. Mas não se trata disso. O novo brasileiro não deve mais questionar, ele precisa obedecer: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

Está na moda um anti-intelectualismo horrendo, “alimentado pela falsa noção de que a democracia significa que a minha ignorância é tão boa quanto o seu conhecimento”, segundo dizia o escritor Isaac Asimov. Ouvi uma anedota de um pai brasileiro que tirou o filho da escola porque não queria que ele aprendesse sobre o cubismo. O pai alegou que o filho não precisa saber nada sobre Cuba, que isso era doutrinação marxista. Não sei se a historia é verdade. O pior é que bem que poderia ser.

A essência da ciência é o discernimento. Mas os novos inquisidores amam vídeos com títulos como “Feliciano destrói argumentos e bancada LGBT”. Destruir, acabar, detonar, desmoralizar – são seus conceitos fundamentais. E, para que ninguém se engane, o ataque vale para o próprio esclarecimento.

Os inquisidores não querem mais Immanuel Kant, querem Silas Malafaia. Não querem mais Paulo Freire, querem Alexandre Frota. Não querem mais Jean-Jacques Rousseau, querem astrolavo de Carvalho. Não querem Chico Mendes, querem a “musa do veneno” (imagino que seja para ingerir ainda mais agrotóxicos).

Dá para imaginar para onde vai uma sociedade que tem esse tipo de fanático como exemplo: para o nada. Os sinais de alerta estão acesos em toda parte.

O desmatamento da Floresta Amazônica teve neste ano o seu maior aumento em uma década: 8 mil quilômetros quadrados foram destruídos entre 2017 e 2018. Mas consórcios de mineradoras e o agronegócio pressionam por uma maior abertura da floresta.

Jair bostanazi quer realizar seus desejos. O próximo presidente não acredita que a seca crescente no Sudeste do Brasil poderia ter algo a ver com a ausência de formação de nuvens sobre as áreas desmatadas. E ele não acredita nas mudanças climáticas. Para ele, ambientalistas são subversivos.

Existe um consenso entre os cientistas conhecedores do assunto no mundo inteiro: dizem que a Terra está se aquecendo drasticamente por causa das emissões de dióxido de carbono do ser humano e que isso terá consequências catastróficas. Mas bostanazi, igual a Trump, prefere não ouvi-los. Prefere ignorar o problema.

Para o próximo ministro brasileiro do Exterior, Ernesto Araújo, o aquecimento global é até um complô marxista internacional. Ele age como se tivesse alguma noção de pesquisas sobre o clima. É exatamente esse o problema: a ignorância no Brasil de hoje conta mais do que o conhecimento. O Brasil prefere acreditar num diplomata de terceira categoria do que no Instituto Potsdam de Pesquisa sobre o Impacto Climático, que estuda seriamente o tema há trinta anos.

Araújo, aliás, também diz que o sexo entre heterossexuais ou comer carne vermelha são comportamentos que estão sendo “criminalizados”. Ele fala sério. Ao mesmo tempo, o Tinder bomba no Brasil. E, segundo o IBGE, há 220 milhões de cabeças de gado nos pastos do país. Mas não importa. O extremista Araújo não se interessa por fatos, mas pela disseminação de crenças. Para Jared Diamond, isso é um comportamento caraterístico de sociedades que fracassam.

Obviamente, está claríssimo que a restrição do pensamento começa na escola. Por isso, os novos inquisidores se concentram especialmente nela. A “Escola Sem Partido” tenta fazer exatamente isso. Leandro Karnal, uma das cabeças mais inteligentes do Brasil, com razão descreve a ideia como “asneira sem tamanho”.

A Escola Sem Partido foi idealizada por pessoas sem noção de pedagogia, formação e educação. Eles querem reprimir o conhecimento e a discussão.

Karl Marx é ensinado em qualquer faculdade de economia séria do mundo, porque ele foi um dos primeiros a descrever o funcionamento do capitalismo. E o fez de uma forma genial. Mas os novos inquisidores do Brasil não querem Marx. Acham que o contato com a obra dele transformaria qualquer estudante em marxista convicto. Acreditam que o próprio saber é nocivo – igual aos inquisidores. E, como bons inquisidores, exortam à denúncia de mestres e professores. A obra 1984, de George Orwell, está se tornando realidade no Brasil em 2018.

É possível estender longamente a lista com exemplos do regresso do país: a influência cada vez maior das igrejas evangélicas, que fazem negócios com a credulidade e a esperança de pessoas pobres. A demonização das artes (exposições nunca abrem por medo dos extremistas, e artistas como Wagner Schwartz são ameaçados de morte por uma performance que foi um sucesso na Europa). Há uma negação paranoica de modelos alternativos de família. Existe a tentativa de reescrever a história e transformar torturadores em heróis. Há a tentativa de introduzir o criacionismo. Tomás de Torquemada em vez de Charles Darwin.

E, como se fosse uma sátira, no Brasil de 2018 há a homenagem a um pseudocientista na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que defende a teoria de que a Terra seria plana, ou “convexa”, e não redonda. A moção de congratulação concedida ao pesquisador foi proposta pelo presidente da AL e aprovada por unanimidade pelos parlamentares.

Brasil, um país do passado.

Nota sobre o autor: Philipp Lichterbeck queria abrir um novo capítulo em sua vida quando se mudou de Berlim para o Rio, em 2012. Desde então, ele colabora com reportagens sobre o Brasil e demais países da América Latina para os jornais Tagesspiegel (Berlim), Wochenzeitung (Zurique) e Wiener Zeitung. Siga-o no Twitter em @Lichterbeck_Rio. O texto acima foi escrito originalmente na revista Deutsche Welle, Alemanha, em 28/11/2018.

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Para liberais, fome, miséria e extermínio em massa humaniza o ser humano

Para liberais, fome, miséria e extermínio em massa humaniza o ser humano

Em texto publicado no site dos mais retrógradas neoliberais, Mises Brasil, em que a teologia ilusionista de Ludwing Von Mises, que nunca se comprovou no mundo concreto, é reproduzida, encontramos uma tese no mínimo curiosa, para não dizer completamente absurda: é o capitalismo quem “humaniza” a nossa sociedade.

Não causa espanto que nestes textos do chamado liberalismo econômico, estejam presentes verdadeiras pérolas de falsificação histórica e conceitual, produzidas em um esforço quase heróico para esconder o óbvio mundo de superexploração em que vivemos, na inglória tarefa de nos fazer acreditar que habitamos em um verdadeiro paraíso capitalista.

Defendem os autores que não foram os sindicatos que levaram ao que chamam de “humanização do capitalismo”, seja lá o que isto quer dizer, mas sim justamente a acumulação de capital que teria sido o protagonista desta maravilha da natureza econômica em que vivemos hoje, um mundo fantástico e incrível, talvez um pouco injustiçado por nós não termos a acuidade necessária em reconhecer sua grandeza.

Dizem, os autores, que quem acredita que os sindicatos e a luta do movimento operário em geral foram os reais autores de algumas melhorias observadas em nossa sociedade, como a limitação de jornadas de trabalho, proibição de trabalho infantil etc, teriam “invertido as relações de causa e efeito”.

Não! Não foram os sindicatos a causa, a causa real é surpreendente. Para os liberais imaginativos do texto em questão, a acumulação de capital – que é produzida pela exploração de uma classe pela outra – é justamente o que reduz a exploração de uma classe pela outra.

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Coisas em que Olavo de Carvalho acredita

Coisas em que Olavo de Carvalho acredita

A Pepsi usa células de fetos abortados como adoçante

E que, se você toma Pepsi, você é um “abortista terceirizado”.

A Teoria da Relatividade de Einstein trata da relatividade de referencial

E que a Relatividade de Einstein é uma relatividade “geométrica e perspectivista”. [comete o erro primário de confundir a relatividade de referencial de Newton (onde é possível se descrever um sistema físico a partir de qualquer referencial), com a idéia da relatividade de Einstein (onde as medidas de espaço e tempo são relativas a velocidade de um observador e a velocidade de luz é invariante, independente de referencial)].

Geocentrismo é ver as coisas do ponto de vista da Terra e, portanto, é tão valido quanto o Heliocentrismo

Também acha completamente errado o Heliocentrismo ter sido uma idéia revolucionária para a visão cosmológica, antropologica e teocêntrica da humanidade.

Além disso, acredita que “Geocentrismo” significa “do ponto de vista da Terra”. Como também não entende a Teoria da Relatividade de Einstein, conclui que o Geocentrismo não está errado: “pergunta pro Einstein se é errado. Não tem errado. Dentro do cosmos, qualquer ponto de partida que você toma pra descrever é certo”.

Niels Bohr é um charlatão

E introduziu na física a subjetividade, a idéia de que a física varia com a cabeça de cada pessoa, e inventou (como argumento legitimador) o relativismo cultural e o desconstrucionismo. As teorias de Bohr só são conhecidas por lobby.

Os EUA é o país onde os negros vivem melhor no mundo

Porque os negros dos EUA não fazem macumba.

Macumba é uma gozação satânica, e onde tem isso todo mundo se ferra

As tragédias no Haiti (terremoto), São Luiz do Paraitinga (enchente) e Louisiana (furacão) são sentenças divinas pois esses lugares são centros de macumba.

A legalização das drogas fará os traficantes serem a nova classe dominante na América Latina

Trará a criação de um comércio ilegal de drogas mais intenso, e como eles também terão o monopólio do comércio legal, serão a nova classe dominante.

30% da população da Holanda está inutilizada pelo consumo de drogas

As drogas também levaram ao crescimento do banditismo na Holanda.

A bebida só causa comportamento anti-social em casos patológicos

Ao contrário das drogas, que causam comportamento anti-social desde o primeiro consumo e sempre.

A ONU controla o governo de todos os países do mundo

Através de uma rede de ONGs bilionárias que pressionam governo federal, estadual, municipal e distrital. Através de ONGs pressionando, iludindo, mentindo, dando propina e as vezes intimidando, eles passam as leis que a querem para controlar o mundo.

Piadinha não é humilhação

Esse “pessoal homosexual” tem que entender que fazer piadinhas de gays não é perseguir. É sempre possível você cultivar nas pessoas uma sensibilidade artificial histérica — fazer a pessoa se sentir ofendida com qualquer coisinha.

A rejeição da conduta homosexual é universal

Em milênios de civilização, não há nenhuma sociedade onde o homossexualismo fosse aceito como normal. Casamento gays vão contra a ordem da realidade e o movimento foi criado para aumentar o poder de entidades revolucionárias que querem dominar a sociedade.

Quando o movimento gay adquirir autoridade, o passo seguinte é legalizar a pedofilia

E em menos de 10 anos vão existir leis que “se você fizer piadinha ou reclamar que um cara está comendo o seu filho de 8 anos, você vai preso”. Isso é fundamental para a Nova Ordem Mundial, que precisa substituir os valores humanos por valores artificialmente absurdos, para fins de controlar as pessoas.

Astrologia é um problema científico

Estudos estatísticos mostraram que existe correlação entre as posições planetárias e as escolhas de profissões.

O Foro de São Paulo não é uma ficção

É uma articulação dos movimentos de esquerda para restaurar o movimento comunista na América Latina. Essa organização foi escondida pela mídia brasileira para ajudar o Foro a crescer [apesar das atas de reunião serem publicadas na internet].

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5 processos contra Lula: entenda por que são uma farsa

5 processos contra Lula: entenda por que são uma farsa

O juiz Sérgio Moro, o Mazzaropi da Odebrecht, foi enviado para diversos treinamentos junto à Central Intelligence Agency (CIA) nos Estados Unidos, retornando com a missão de destruir os principais agentes da economia nacional e de perseguir as organizações populares e suas lideranças, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Moro, o Mussolini de Maringá, um mero juiz provinciano que sequer aprendeu inglês em sua estadia na América do Norte, acabou por atingir seus objetivos com a ajuda do imperialismo e da imprensa golpista. Como recompensa, foi investido de mais poder, não pela ascensão na carreira de magistrado, mas pela nomeação ao Ministério da Justiça dentro de um eventual governo de Jair bostanazi (PSL).

Somente a brutal manipulação dos fatos e o arbítrio no julgamento, porém, explicam tal sucesso. Moro encarcerou Lula até aqui, mas não logrou produzir credibilidade no conjunto de suas ações. Com diversas obras paradas e empresas interditadas, operação Lava-Jato e suas congêneres geraram prejuízos multibilionários à economia nacional, sobretudo no ramo da exploração petrolífera e da construção civil pesada. Eram justamente os setores em que o Brasil vinha crescendo no mercado internacional.

Moro sempre agiu como advogado de acusação, e não como juiz. Associou-se a outros agentes de interesses externos como alguns promotores do Ministério Público e agentes da Polícia Federal para promover a perseguição e a criminalização das organizações populares. Mais especificamente, Moro travou uma verdadeira guerra contra o Partido dos Trabalhadores e contra Lula. Quando da nomeação do ex-presidente por Dilma Rousseff à Casa Civil, em março de 2016, o Mazzaropi da Odebrecht deu ordem de condução coercitiva de Lula para depor no aeroporto de Congonhas.

Duas semanas depois o Mussolini de Maringá divulgaria o áudio de conversas telefônicas da presidente da República com Lula, por ocasião de sua nomeação à Casa Civil. Tanto a gravação fora feita sem autorização judicial quanto sua publicização foi, evidentemente, crime contra a segurança nacional. Moro porém já fora blindado pelo imperialismo e seguiria praticando arbitrariedades.

Suas ações culminariam no encarceramento ilegal de Lula em março de 2018, e no seu impedimento de concorrer à Presidência da República. Terminado o pleito, Moro seria recompensado com a nomeação ao Ministério da Justiça. Todas as cartas foram colocadas na mesa. Ficou clara a parcialidade política de Moro e a ilegalidade flagrante de sua ação como advogado de acusação. Em nenhum dos casos em que Lula é réu, são apresentadas provas materiais de sua culpa. Todas as acusações são baseadas em delações premiadas obtidas junto a réus encarcerados. Recorrentemente, perícias e provas de inocência são rejeitadas por Moro (http://www.justificando.com/2018/01/20/o-espectro-das-ilegalidades-de-moro-do-cerceamento-de-defesa-aos-acordos-de-delacao/). Em todos, porém, Lula é culpado a priori, condenado pelo juiz, pela imprensa golpista, pela imprensa em geral. Em praticamente todos os casos, mesmo que fosse culpado, Lula teria tido benefícios ridículos para a posição de chefe de Estado que ocupou. Vejamos cinco deles.

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Nova equipe econômica: Bolsonaro cria esquadrão para destruir bancos públicos

Nova equipe econômica: bostanazi cria esquadrão para destruir bancos públicos

A equipe econômica do próximo governo, eleito por uma das maiores fraudes da história do nosso país após retirarem o ex-presidente Lula do pleito, candidato com o qual a classe trabalhadora mais se identifica, é o indicativo da prevista política entreguista que será imposta ao Brasil.

O notoriamente incompetente e despreparado para o cargo de ministro da Fazenda do governo ilegítimo, o banqueiro Paulo Guedes, que há poucos dias demonstrou desconhecer os processos de elaboração e aprovação do orçamento do governo, indicou os nomes para as presidências do Banco do Brasil (BB), da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Trata-se de três economistas que farão papel de lacaios do sistema financeiro internacional e nacional cuja função no governo será “privatizar tudo que for possível”, segundo afirmou em entrevista o futuro presidente do BB, economista Rubem de Freitas Novaes.

Para a presidência da CEF, Paulo Guedes indicou um “especialista” em privatizações, Pedro Guimarães, com passagens por instituições do mercado financeiro e que terá a “nobre” função de transferir para seus verdadeiros patrões, banqueiros nacionais e internacionais, todas as cartelas de investimentos mais lucrativas da instituição.

Para fechar o time neoliberal do futuro governo bostanazi, foi escolhido para presidir o IPEA, Carlos Von Doellinger, ex-secretário do tesouro nacional durante a ditadura militar brasileira.

É a retomada dos planos de privatizações do ex presidente FHC, que deram origem ao maior escândalo de corrupção da nossa história, a “Privataria Tucana”, responsável pela transferência, entre outras empresas nacionais, do BANERJ (Banco do Estado do Rio de Janeiro) para o ITAÚ por um valor muito inferior ao valor de mercado do banco e com prejuízo para centenas de milhares de trabalhadores.

Os nomes escolhidos estão relacionados com as teorias privatistas da “Escola de Chicago”, aplicadas ao Chile durante a ditadura de Pinochet e que atualmente tem levado sua população mais velha aos maiores índices de suicídio do mundo devido à precariedade das condições materiais impostas à população.

A extrema direita fascista está posta no governo do Brasil com a intenção de esmagar a classe trabalhadora e transferir para os grandes capitalistas mundiais todas as nossas riquezas naturais e estratégicas.

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Como funciona a ecologia do imperialismo: noruegueses tinham duto para jogar dejetos na Amazônia

Esse é o programa do Temer, do Bostanazi, dos milicos, dos capitalistas e da direita em geral para o Meio Ambiente:

Como funciona a ecologia do imperialismo: noruegueses tinham duto para jogar dejetos na Amazônia

DA REDAÇÃO – ALÉM DE UM VAZAMENTO DE RESTOS TÓXICOS DE MINERAÇÃO, QUE CONTAMINOU DIVERSAS COMUNIDADES DE BARCARENA, NO PARÁ, A MINERADORA NORUEGUESA HYDRO USOU UMA “TUBULAÇÃO CLANDESTINA DE LANÇAMENTO DE EFLUENTES NÃO TRATADOS” EM UM CONJUNTO DE NASCENTES DO RIO MURIPI.

Após negar irregularidades, a Hydro admitiu, em nota, a existência do canal encontrado por pesquisadores.

A multinacional produtora de alumínio, cujo acionista majoritário e controlador é o governo da Noruega, confirmou o vazamento de uma barragem que continha soda cáustica e metais tóxicos, após chuvas fortes na região.

Após denúncias feitas por moradores de comunidades próximas sobre o vazamento, a Hydro divulgou a seus clientes uma nota em que classificava o episódio como “boato”, afirmando que “não houve vazamentos ou rompimentos” nos depósitos. Depois, voltou atrás e admitiu, depois de flagrados.

Essa situação é parte dos planos do imperialismo para usar a Amazônia brasileira como se fosse um lixão do mundo e nos tomar o nosso território. É preciso denunciar e se opor a esse crime ecológico e desnacionalização de partes do território brasileiro.

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Fora Bolsonaro: golpista exige auditoria para colocar o povo na miséria

BostaNazi mais uma vez fazendo jus ao apelido...

Fora bostanazi: golpista exige auditoria para colocar o povo na miséria

Após participar do aniversário da Brigada Infantaria Paraquedista, bostanazi marchou com os militares no Rio de Janeiro. Depois, em entrevista declarou que não pretende acabar com os projetos sociais e sim passar por auditorias. “Logicamente, ninguém será irresponsável a ponto de acabar com qualquer programa social, mas todos serão submetidos a auditoria para que aqueles que podem trabalhar entrem no mercado de trabalho e não fiquem dependendo do Estado a vida toda”, disse bostanazi.

Esta é mais uma forma mascarada que Jair encontrou para acabar os programas sociais, usando declarações demagógicas para aparentar uma competência. A bandeira que Jair levantou todo esse tempo foi a da anti-corrupção mas bastou ele “vencer” as eleições para indicar ministros envolvidos em investigações por corrupção. Como no caso da indicação do futuro ministro da Saúde Luiz Mandetta que está sendo investigado por tráfico de influência e caixa 2.

Jair bostanazi nada mais é do que a continuação do governo golpista de conde drácula. E a política do futuro governo será a de fazer com que o Brasil entre novamente no mapa da fome. As pessoas já estão sem dinheiro para comprar, a inflação sobe e o desemprego é cada vez maior.

bostanazi é a expressão viva da fraude e sua política comandada pelo imperialismo fará com que o Brasil volte ao mapa da fome. Com o argumento de que não “queremos nenhum brasileiro dependendo do estado”, os golpistas vão acabar com os programas sociais criados no governo Lula (PT). Esses projetos foi o que até agora trouxeram um minimo de dignidade para o povo mais pobre.

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A Apple (e seu iPhone) no olho do furacão

A Apple (e seu iPhone) no olho do furacão

por José Martins, da redação.

Há um crescente mal estar no mercado mundial. Ninguém mais entre os capitalistas e economistas em geral procura esconder a preocupação com a aproximação de uma forte desaceleração da economia mundial.

Quando ela deve ocorrer? As opiniões variam muito. A maioria, entretanto, aposta que a brecada deve ocorrer em 2019 ou, no mais tardar, em 2020 (https://www.cnbc.com/2018/11/21/trump-economy-expected-to-slow-down-in-2019-before-possible-recession-in-2020.html). A maioria também não dá nenhuma justificativa para essa datação.

E qual será o tamanho da mais anunciada crise em todos os tempos? Aqui, os economistas do mercado convergem incrivelmente na avaliação de que não será mais do que uma nova “recessão”. Nada mais do que o estouro de mais uma “bolha”. Talvez uma “grande recessão”, para os mais preocupados com a situação.

Essa crença no automatismo natural e de eternas sucessões dos ciclos econômicos – e, não menos importante, no caráter divino do Estado regulador e salvador do capital em momentos de crise – está presente na quase totalidade dos economistas e no espírito dos capitalistas de várias plumagens.

Mas impactantes fatos reais já se apresentam para desfazer essas veleidades dos economistas. Uma crise totalmente nova já mostra sua cara (sinais prodrômicos) nas principais praças financeiras do mundo. Por isso cresce o mal estar no mercado mundial. Nos EUA, em particular.

Depois das ações caírem acentuadamente no mês passado, em meio a preocupações crescentes com o aumento das taxas de juros, a desaceleração do crescimento econômico e as tensões comerciais globais, os mercados em Wall Street continuam caindo perigosamente neste mês de Novembro.

O Dow Jones Industrial Average e o S & P 500 caíram acentuadamente na terça-feira (20) e ficaram negativos no ano. Ou seja, na média, quem comprou ações em 1º de Janeiro deste ano já está no prejuízo.

Destaque para a queda das ações da gigante rede varejista Target pressionando as demais ações do setor comercial, enquanto algumas das mais populares ações de tecnologia caíram novamente, como veremos com mais detalhe mais abaixo. A queda de terça-feira vem depois que o Dow já havia caído 395 pontos na segunda-feira.

A Target caiu 10,5% depois de divulgar lucros mais fracos que o esperado no trimestre anterior. A empresa também divulgou vendas de suas lojas mais fracas do que as previstas.

Essa anemia das vendas não é um problema isolado da Target. Trata-se de forte declínio do varejo nos EUA. Acompanhado por uma redução geral das encomendas no atacado na maior economia do mundo. Isso pode ser comprovado pelo relatório mensal do US Census Bureau, publicado nesta quarta-feira (21), sobre as novas encomendas aos fabricantes de bens duráveis nos EUA no mês de Outubro (https://www.census.gov/manufacturing/m3/adv/pdf/durgd.pdf).

Os novos pedidos de bens duráveis apresentaram surpreendente queda de 4.4% no último mês. Houve queda em três dos últimos quatro meses, depois de queda de 0.1% em Setembro. Os embarques também estão em queda. As encomendas para bens de capital das indústrias também caíram fortemente (4,2%) no último mês.

Os fortes sinais de uma demanda anêmica para os bens de consumo duráveis aparecem de maneira alarmante para as mercadorias “computadores e produtos correlatos”. De acordo com o relatório do US Bureau apresentam uma fulminante queda anual (sobre o mesmo mês de 2017) de 8,7%.

É neste subsetor da indústria de bens duráveis que se localizam grandes empresas tecnológicas, como a Aple, com negócios das chamadas ações tecnológicas registrados com o índice Nasdaq, na Bolsa de Nova York.

Veja no gráfico abaixo essa evolução das encomendas de bens duráveis nos últimos ciclos econômicos.

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Está mais caro andar de ônibus depois do golpe

Está mais caro andar de ônibus depois do golpe

Após o golpe de 2016, os empresários do ramo de transportes conseguiram condições mais favoráveis para aumentar a intensidade da exploração sobre a população brasileira. Em todas as capitais e grandes cidades, a única forma de os trabalhadores conseguirem se deslocar é através de ônibus e metrôs controlados por grupos mafiosos, que impõem tarifas altíssimas e frotas capengas.

As condições terríveis do transporte público são justificadas pelos patrões com as mais frágeis desculpas. O preço da tarifa, por exemplo, é muitas vezes justificado pela necessidade de pagar os funcionários – motorista, cobrador etc. No entanto, isso não condiz com a realidade: motoristas e cobradores recebem uma miséria em comparação as bolsas de dinheiro que vão diariamente para os cofres dos empresários.

Uma suposta preocupação com a “Segurança” também é repetidamente utilizada como justificativa pelos empresários. Por meio de campanhas moralistas e sensacionalistas, a burguesia vem adotando uma série de medidas para ampliar o massacre sobre os trabalhadores. Milhares de catracas, biometria e utilização de câmeras, entre tantas outras coisas, constituem o repertório de equipamentos para vigiar e reprimir a população.

No plano dos empresários, está um aumento gigantesco da tarifa dos ônibus e metrôs. Afinal, o transporte público é essencial para largas camadas da população, de modo que, mesmo se o preço da tarifa for abusivo, ainda haverá demanda. Com o golpe de 2016, a tendência é ficar cada dia mais difícil de andar de ônibus ou metrô no Brasil.

Recentemente, uma juíza em Minas Gerais exigiu que os aumentos nos metrôs e VLTs de algumas cidadeas fossem suspensos. No entanto, não se deve ter nenhuma ilusão de que isso bastará para barrar a ofensiva dos empresários. É preciso ir para as ruas, lutar contra o golpe e, por meio da mobilização revolucionária dos trabalhadores, colocar a burguesia contra a parede.

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Bolsonaro mente sobre o Mais Médicos e já provocou um desastre na Saúde

bostanazi mente sobre o Mais Médicos e já provocou um desastre na Saúde

Da redação – Ontem (14), o golpista apresentado como vencedor da fraude eleitoral, Jair bostanazi, tornou impossível a permanência no Brasil dos médicos cubanos contratados pelo programa Mais Médicos, implantado por Dilma Rousseff em 2013. O governo anunciou em uma nota que teria que deixar o programa: “O presidente eleito do Brasil, Jair bostanazi, com referências diretas, depreciativas e ameaçando a presença de nossos médicos, disse e reiterou que vai modificar os termos e condições do Programa Mais Médicos, com desrespeito para a Organização Pan-Americana da Saúde e o que foi acordado por ela com Cuba, ao questionar a preparação de nossos médicos e condicionar sua permanência no programa à revalidação do título e como única forma a contratação individual.”

A nota lembrava também, em números, alguns feitos do programa: “Nestes cinco anos de trabalho, cerca de 20 mil colaboradores cubanos atenderam 113,3 milhões de pacientes (113.359.000) em mais de 3.600 municípios, chegando a ser atingidos por eles um universo de 60 milhões de brasileiros, constituindo 80% de todos os médicos participantes do programa. Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história.”

Para tentar justificar a situação caótica que vai criar, deixando milhões de pessoas sem médicos nas regiões mais pobres do país, bostanazi foi para uma rede social justificar o desastre fabricado por ele contra o povo brasileiro. Segundo o político de extrema-direita, Cuba não teria aceitado que seus médicos recebessem o próprio salário.

O argumento, que em qualquer caso não vai trazer médicos de volta para os locais que voltarão a ficar desassistidos, é mentiroso. Como mostrou em sua conta no Twitter o médico Thiago Silva, em um texto que reproduzimos abaixo:

“Cuba faz cooperação com 66 países em todo o globo, inclusive europeus. Sabe como isso começou?

Com a brigada Henry Reeve, criada em 2005, como forma de ajuda humanitária pra atender as vítimas do Furacão Katrina nos EUA.

Fidel chamou centenas de médicos e pediu que se organizasse a brigada. EUA negaram a ajuda.

A brigada permaneceu mobilizada pois em pouco tempo haveria a crise em Angola e terremoto no Paquistão.

Na maioria dos países que faz parceria, Cuba envia médicos e medicamentos de graça, sem cobrar dos países.

Isso aconteceu em Angola, no Nepal, Haiti, Congo, e tantos outros países pobres do mundo.

Quem arcava com os custos? O próprio governo cubano.

E como o governo cubano fazia, já que é vítima de um bloqueio econômico há décadas, uma ilha pequena do Caribe que não consegue nem produzir a própria energia, pelas características de seu território?

Alguns países começaram a oferecer trocas pela Força de Médicos. A Venezuela ofereceu petróleo.

Alguns países europeus começaram a pagar mesmo diretamente pro governo Cubano. E essa parceria virou uma fonte de renda pra ilha, com impacto em suas contas públicas, dado o volume de médicos atuando no mundo todo.

E como funciona o pagamento?

Cuba abre edital via uma empresa estatal para contratar os médicos. Eles podem se oferecer ou não.

As condições salariais e os países são conhecidos previamente por todos antes de assinarem contrato. Contrato, conhecem? Pois é.

A maior parte do “salário” pago fica com o governo cubano? Sim e não.

Sim porque se você pegar o total de recurso destinado ao programa e dividir pelo número de médicos vai ser menor. Mas não porque não são os governos contratantes os responsáveis pelo salário dos cubanos.

Quem é responsável pelo salário dos cubanos é a estatal com a qual eles assinaram contrato! Simples!

Ela é responsável por lesão corporal, por invalidez , por seguro, por assistência a família em caso de morte, etc .

Cubanos morreram aqui, sabiam? E sabe o que fez o governo brasileiro? Nada. Pois é.

Quem cuida das familias e repassa dinheiro para famílias é a estatal.

Além disso, a “diferença salarial” não vai pra financiar outra coisa que não a Saúde e Educação de todo povo cubano.

Detalhe, eles tem isso DE QUALIDADE e de GRAÇA pra todos lá ,viu?

Ou seja, o “salário” dos médicos fora de Cuba (quando estão em países que pagam, que não são a maioria) sustenta os direitos sociais de todos os moradores da ilha.

É uma fonte de renda pro povo. Impacta o PIB. Como vender nióbio a preço de banana pra canadense, saca?

Sabe quantos médicos Cubanos saíram do programa revoltados com o que é feito com o salário? Um total de …. 1!

Isso mesmo. Uma cubana que foi comprada e sustentada pela AMB [Associação Médica Brasileira] numa certa época pra criar uma campanha vergonhosa contra o mais médicos.

Houve algumas deserções, como sempre há, já que tem médicos cubanos que acham que vão enriquecer de medicina nos EUA. Claro que tem.

Em todo canto do mundo tem gente que não se importa em pensar apenas no próprio umbigo. Mas foram uma minoria irrisória.

Revalidação de diplomas: Essa é uma piada.

Cuba manda médicos pra 66 países, sabe o único que teve gente cobrando isso? Pois é, o Brasil.

Ainda tem o disparate de dizer que eles não são médicos, quando tem norte-americano pegando lancha e indo pra Cuba se tratar.

Mesmo assim, por conta dessa pressão, os Cubanos foram avaliados quando chegaram aqui, com a aprovação da lei.

Avaliados pela fluência no Português e questões de Medicina.

Foram avaliados por professores e preceptores de medicina brasileiros, a maioria de universidades federais

É claro que teve gente reprovada. É claro que vieram no meio dos 14 mil médicos, tipos ruins, medianos, bons e excelentes.

Mas você acha que entre 14 mil brasileiros viriam apenas médicos bons? Anham…

*Sou Chefe de um pronto socorro do SUS onde só tem brasileiro, e vejo isso todo dia …

Impacto do término do programa: 700 municípios brasileiros não tinham uma alma de lençol branco nem pra confundir com médicos.

Os números do Mais Médicos são acachapantes: 63 milhões de pessoas cobertas. 4 mil municípios

Hoje em mais de 1.500 municípios só tem cubano.

Lembram do escândalo das digitais de ponto, em que médicos falsificavam a entrada nos serviços de Saúde?

Muitos pequenos municípios no interior vão voltar a depender deste tipo de colega, infelizmente.

Parabéns aos envolvidos.”

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Quem são os apoiadores de Bolsonaro: Onyx “Caixa 2” Lorenzoni

Quem são os apoiadores de bostanazi: Onyx “Caixa 2” Lorenzoni

Toda campanha da direita para dar o golpe de estado no Brasil, através do impeachment de Dilma Rousseff do PT em 2016, teve como base a denúncia cínica de corrupção, com o argumento de que o povo não aguenta mais a corrupção do governo do PT.

Os “guerreiros” contra a corrupção propunham um governo “limpinho”, no entanto o resultado que apresentaram com o golpe foi a constituição de um dos governos mais corruptos da história sob a liderança do golpista e corrupto conde drácula.

O governo golpista de conde drácula se desmoralizou completamente, nomeou vários corruptos, como o ministro José Serra do PSDB conhecido por ter milhões de dólares em paraísos fiscais, além de outros vários políticos que saqueiam os cofres públicos, a exemplo de Geddel Vieira da Bahia, o homem das malas de dinheiro em seu apartamento.

Mesmo com essa desmoralização pública, os golpistas, como bostanazi, continuaram apoiando o governo golpista de conde drácula sem tratar o presidente golpista como criminoso.

Com o início das eleições de 2018, o candidato Jair bostanazi voltou a carga com a campanha demagógica de luta contra a corrupção, apresentando inclusive a luta contra a corrupção como um dos seus principais programas presidenciais.

Mas o discurso hipócrita de bostanazi na campanha eleitoral não sustentou a primeira indicação política do seu governo golpista, eleito através de uma eleição fraudulenta.

Ao principal cargo de seu governo golpista, que é o cargo para chefiar a Casa Civil, bostanazi indicou Onyx Lorenzoni, deputado do DEM/RS, um político golpista que frequenta a lista de deputados que usaram o “Caixa 2” de campanha para se eleger em 2014.

Segundo a lista que está sob o controle da PGR (Procuradoria Geral da República), Onyx Lorenzoni teria recebido 200 mil reais de empresários para sua campanha e esse dinheiro foi sonegado, não entrou na prestação de contas de sua campanha eleitoral. Crime eleitoral.

Diante dos fatos, Onyx Lorenzoni confessou ser culpado, ou seja, criminoso, e pediu desculpas, o que foi atendido prontamente pelos juízes golpistas da Operação Lava Jato.

Porém, quando os golpistas já achavam que haviam “passado um pano” no caso Onyx Lorenzoni, eis que surge mais uma denúncia de “caixa dois” contra ele.

Agora a denúncia é de que Onyx teria realizado “caixa dois” também nas eleições de 2012.

Apareceu nova delação, afirmando que Onyx não praticou “caixa dois” somente em 2014, mas também em 2012, quando sequer era candidato, mas mesmo assim recebeu 100 mil reais da Odebrecht naquela campanha, e esse dinheiro nunca foi declarado.

Os paladinos “contra a corrupção” são corruptos profissionais, mostrando que bostanazi e sua campanha contra a corrupção não passa de mais uma forma de enganar o povo para poderem roubar mais os trabalhadores e o país a serviço dos interesses capitalistas internacionais.

É por isso, que os trabalhadores não devem acreditar nas instituições do regime burguês, mas na sua própria mobilização, a única maneira capaz de derrotar o golpe e os golpistas.

Pelo fora bostanazi e todos os golpistas!

Pela imediata liberdade de Lula!

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Com o “Plano Real” dos golpistas, a estabilidade da economia é promessa; mas a fome é real

Com o “Plano Real” dos golpistas, a estabilidade da economia é promessa; mas a fome é real

Após a vitória fraudulenta do candidato do golpe Jair bostanazi, a imprensa golpista se esforça para convencer a classe trabalhadora que o crescimento do PIB valeria o sacrifício dos seus direitos sociais.

Economistas de nome difícil, como o ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartzman, defensor inconteste da burguesia, criam uma narrativa na qual as reformas, extremamente prejudiciais ao conjunto da classe trabalhadora, seriam necessárias para promover o desenvolvimento econômico do país.

A política de estado mínimo para classe trabalhadora, já desprovida de direitos básicos mínimos como saúde, educação, segurança, saneamento, moradia, etc., e estado máximo para os ricos, está sendo levada a frente de maneira brutal e impiedosa pela equipe de transição do próximo governo.

O aprofundamento da reforma trabalhista, que inclui, dentre outras aberrações, o aumento da jornada de trabalho configurando hora extra apenas o que exceder às 10 horas diárias e a aprovação da reforma da Previdência, que aumenta o tempo de contribuição e a idade mínima para aposentadoria, são apontados pelos economistas representantes da classe burguesa como a solução para os problemas econômicos do país.

A relação lógica determina que quanto mais tempo um trabalhador trabalhe, menos trabalhadores as empresas precisarão contratar. Também é lógico que quanto mais demorar para um trabalhador se aposentar, menos vagas de trabalho se abrirão. A primeira medida provocará desemprego imediato, enquanto a segunda, desemprego em longo prazo.

O aumento do desemprego provocado por essas medidas reduzirá o valor do salário e consequentemente seu poder de compra.

Deve ficar claro para a classe trabalhadora que o incremento na economia ao qual os economistas estão se referindo, significa fundamentalmente uma redução nas condições materiais das classes sociais mais pobres, incluindo amplos setores da classe média.

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A Infeliz Causa De Fraqueza Da Economia Chinesa

A Infeliz Causa De Fraqueza Da Economia Chinesa

por José Martins, da redação.

O Dow Jones Industrial, principal índice da bolsa de Nova York desabava mais de 250 pontos no meio da tarde de sexta-feira (09) devido a preocupações sobre desaceleração do crescimento econômico global. Da China, em primeiro lugar.

Novos dados decepcionantes da produção de automóveis na China revelados durante o dia esfriaram o ânimo dos capitalistas em Wall Street. O Shanghai Composite caiu 1,4 por cento. As ações da Caterpillar caíram 4,2% nos EUA, enquanto as da General Motors caíram 3,2%.

A Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM) a principal associação da indústria automobilística da China, informou ao mercado que as vendas de automóveis no país caíram 11,7 por cento em outubro, marcando a quarta queda mensal consecutiva e a maior desde o início de 2012.

As quedas das vendas de automóveis da China (https://uk.reuters.com/article/uk-china-autos/china-car-sales-fall-11-7-percent-in-october-down-fourth-straight) estão levando o maior mercado de carros do mundo para perto de uma contração anual não vista desde pelo menos 1990. A CAAM destaca que a queda está ligada à fraca demanda do consumidor e ao impacto de uma economia em desaceleração.

Nos meses anteriores, a CAAM também disse que a guerra comercial estava afetando as vendas. Os preocupantes indicadores da economia real da China são potencializados pela disputa comercial com os Estados Unidos que se arrasta desde o ano passado.

Os dois países impuseram tarifas sobre bilhões de dólares em bens uns dos outros enquanto os EUA buscam um acordo comercial totalmente a seu favor com a China. “Se houver um acordo… será sobre os termos do presidente Donald J. Trump. Não os termos de Wall Street “, disse o assessor comercial da Casa Branca, Peter Navarro, na mesma sexta-feira.

Mas o entrevero comercial de Washington e Pequim é apenas uma das manifestações mais recentes de um longo processo de enfraquecimento produtivo. Não é o fundamento da doença chinesa. Nem será da crise que se aproxima. Logo no início do atual período de expansão cíclica global, meados de 2009 – bem antes, portanto, de Donald Trump se eleger presidente dos EUA – a totalidade da produção chinesa já estava derrapando para fora da pista.

A fraqueza atual da produção de capital na China está relacionada à mais-valia absoluta – aquela forma mais grosseira de valorização do capital caracterizada pelo prolongamento sistemático da jornada de trabalho e de pagamento do salário abaixo do valor da força de trabalho.

A rigidez do aumento da exploração (produtividade) nas economias dominadas deve ser compensada pelo aumento desmesurado da miséria do seu exército industrial de reserva. Não se trata de “superexploração”. Trata-se apenas de exploração relativamente baixa e miséria assombrosamente elevada na periferia do sistema.

A infeliz causa de fraqueza da economia chinesa encontra-se nesta necessidade de seus capitalistas de contínuo aprofundamento da miséria da sua classe operária para a economia nacional continuar circulando pelo mercado mundial.

O aumento da exploração através de “reformas” e desregulamentações do mercado em economias dominadas como China, Brasil, Argentina, México, Turquia, etc., para compensar sua produtividade relativamente inferior à média do mercado mundial implica, necessariamente, em desproporcional aprofundamento da miséria da sua população trabalhadora.

Sabemos desde Smith, pelo menos, que sem salário real justo não pode haver justiça, em seu sentido mais amplo de um aparato jurídico estável de coesão social. A ingovernabilidade aumenta. A superestrutura política balança. A democracia assume formas institucionais mais grosseiras (ou mais reais) que no Estado de direito.

Devido a essas pressões de ingovernabilidade da luta de classes internas – e a consequente dificuldade política de elevar adequadamente a miséria da classe operária – a produção chinesa patina no decorrer do atual período de expansão cíclica global. Observemos este mórbido processo no gráfico abaixo.

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Urnas fraudadas! Hackers invadiram sistema da urna eletrônica durante as eleições

Urnas fraudadas! Hackers invadiram sistema da urna eletrônica durante as eleições

Da redação – Nesta quinta-feira (08), foi divulgada uma denúncia gravíssima: segundo informações, a Justiça Eleitoral sofreu uma invasão de hackers ao sistema GEDAI-UE das urnas eletrônicas e teve o código do sistema de carga do software vazado durante a semana anterior ao segundo turno das eleições presidenciais, que o Partido da Causa Operária (PCO) alertou serem completamente fraudadas por diversos motivos.

A notícia é do site TecMundo, que recebeu os documentos por meio de duas fontes anônimas e os enviou ao TSE, que está investigando o caso. A presidência, juntamente com a área técnica, ficaram até tarde da noite de terça tratando desse assunto.

Segundo a investigação, os invasores teriam entrado remotamente em equipamentos ligados à rede do TSE e tido acesso, entre outras coisas, a documentos sigilosos e ao login do ministro substituto Sérgio Banhos e do chefe de TI do TSE, Giuseppe Janino.

O sistema Gedai-EU, é, segundo o site do TSE, o “gerenciador de dados, aplicativos e interface com a urna, que fornece às equipes dos cartórios eleitorais e dos tribunais Regionais Eleitorais (TREs)”. Foi esse sistema que foi invadido pelos hackers.

Conforme informação relatada por um dos hackers ao site TecMundo, a invasão ocorreu devido à vulnerabilidades nas aplicações desenvolvidas pelo próprio Tribunal. Segue abaixo a conversa do hacker com o site:

“Tive acesso à rede interna (intranet) e, por vários meses, fiquei explorando a rede, inclusive entrando em diversas máquinas diferentes do TSE, em busca de compreender o funcionamento dos sistemas de votação”, escreveu a fonte. “Com isso, obtive milhares de códigos-fontes, documentos sigilosos e até mesmo credenciais, sendo login de um ministro substituto do TSE (Sérgio Banhos) e diversos técnicos, alguns sendo ligados à alta cúpula de TI do TSE, ligado ao pai das urnas.”

Segue abaixo descrição do Hacker em relatório ao TecMundo:

“Passadas algumas semanas em que estive utilizando os equipamentos de rede do TSE, notei via emails dos técnicos da STI que os mesmos notaram tráfego suspeito (porque utilizei programas de scan na rede)”. E mais: “Fizeram uma perícia para detalhar como o invasor conseguiu obter acesso ilegal à rede, mas mesmo com todos estes procedimentos de segurança que dotaram, incluindo a alteração de senhas de todas as contas, acabou não sendo suficiente para interromper meu acesso aos emails e também para a rede interna”.

Esse caso gravíssimo mostra que as urnas eletrônicas são muito frágeis à manipulação. O TSE fez uma ampla campanha durante as eleições garantindo que as urnas seriam invioláveis. Isso já está provado que não passa de uma mentira. A invasão de hackers mostra que elas são perfeitamente fraudáveis e foram fraudadas.

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Pagamento pelo golpe: senadores golpistas aumentam salário de juizes golpistas

Pagamento pelo golpe: senadores golpistas aumentam salário de juizes golpistas

Não é só Moro que está recebendo o pagamento pelos serviços prestados ao golpe.

O Senado aprovou nesta quarta-feira (7) um aumento de 16% para os salários de juízes e promotores de justiça, que passarão a receber algo em torno de quarenta mil reais, ou seja, aproximadamente 42 vezes mais que o salário mínimo, que é o valor recebido pela grande maioria dos trabalhadores brasileiros.

O aumento dos juízes também resultará no aumento dos vencimentos dos parlamentares e dos chefes do poder executivo.

São mais R$ 4 bilhões gastos com esta classe de golpistas, cuja imensa maioria, se sentem muito mais próximos aos anseios da burguesia do que do povo, e julgam com muito mais rigor os pobres do que os ricos.

Não é para menos. O nível de vida de um juiz proporcionado pelos seus R$ 40 mil mensais, não é algo casual. Pelo contrário, a burguesia calcula, e o faz com muito acerto, que a vida luxuosa e privilegiada de magistrados e promotores os levarão a identificarem-se com a vida da alta burguesia, e, com isto, naturalmente serão muito mais simpáticos às suas demandas e à sua ideologia, passando a ver com grande antipatia tudo o que representa a luta da classe operária e de todos os explorados.

A casta de juízes e promotores servirão como uma verdadeira muralha a proteger a burguesia contra a luta de classes, transformando-se em um exército jurídico sem o qual o regime de superexploração em que vivemos seria inviável ou até mesmo impossível de existir e se manter.

Com o golpe, ficou claro de que lado está o judiciário brasileiro, julgando contra todas as pautas favoráveis ao povo e blindando os golpistas, mesmo que isto signifique passar por cima de todas as leis, princípios jurídicos ou normas constitucionais, rasgando o Estado de Direito que deveria haver no Brasil.

E agora chegou a hora do pagamento: para o golpe, não há dinheiro para Minha Casa Minha Vida ou Luz Para Todos. O dinheiro vai mesmo é para os juízes e as máfias políticas que controlam o Estado, à serviço dos grandes capitalistas. E o povo, que viva nas ruas.

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Eles faliram o país: golpistas geram maior inflação dos últimos três anos

Eles faliram o país: golpistas geram maior inflação dos últimos três anos

Uma das maiores preocupações da burguesia é o aumento da inflação. Como disse Lenin, principal líder da primeira revolução proletária da história, a inflação é o fator mais revolucionário da situação política. Isso porque a inflação é responsável pela diminuição exponencial da qualidade de vida dos trabalhadores.

O problema, para o golpe, sempre foi esse. Entregavam o país, destruíam os direitos, atacavam as organizações populares, mas o problema sempre era de segurar a inflação. Isso porque sabem que com seu aumento, a situação pode desandar. Mas mesmo assim, apesar de todos os artifícios, não conseguiram controlar.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (INPCA), que é considerado inflação oficial do país ficou em 0,45%, no mês de Outubro, tendo registrado 0,48% no mês de Setembro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se do maior índice para o mês desde 2015, quando o governo Dilma por conta da sabotagem política e econômica da burguesia golpista, estava sendo impedida de governar. Com isso, fica claro a idiotice dos setores de classe média que apoiaram o golpe para resolver as contas do país. Os golpistas faliram o país. Não só a inflação está aumentando, como também o desemprego, tudo isso enquanto os trabalhadores empregados têm seus salários estagnados. Ou seja, estão criando uma situação de miséria no país, e não é por nada que o país está voltando para o Mapa da Fome da ONU. Além disso está aumentando os trabalhadores ambulantes, os moradores de rua, os trabalhos informais, os empregos paralelos, e assim por diante.

Foi pra isso que deram o golpe.

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boceta fede!

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Golpe tirou 327 mil vagas com carteira assinada dos trabalhadores em um ano

O que o Tiririca falou não é verdade: a verdade é que pior do que tá pode ficar, sim.

Golpe tirou 327 mil vagas com carteira assinada dos trabalhadores em um ano

Da redação – A economia brasileira perdeu 327 mil vagas com carteira assinada nos últimos doze meses. O total de postos de trabalho formais encolheu 1,0% no trimestre encerrado em setembro em relação ao mesmo trimestre de 2017, segundo dados da pesquisa nacional por amostra de domicílio contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O emprego sem carteira assinada no setor privado teve um aumento de 5,5% em um ano com 601 mil empregados a mais. O total de empregadores cresceu 4,3% ante o trimestre com encerramento em setembro com 184 mil pessoas a mais. O trabalho por conta própria cresceu 2,6% no mesmo período com o aumento de 586 mil pessoas.

Essa é exatamente a política dos golpistas neoliberais que estão no governo. Diminuir os empregos com proteção social e fazer com que a população “se vire”, para salvar e aumentar os lucros dos patrões. Diante da crise capitalista temos de denunciar esse política econômica neoliberal nefasta que tem um verniz de libertação mas que no fundo é a precarização do trabalho e da vida do trabalhador.

Lembramos que o governo bostanazi, eleito pela direita e pelo imperialismo para massacrar o povo, será um aprofundamento dessa política e é preciso combatê-lo desde já, criando comitês de luta contra o golpe nos locais de trabalho, fábricas, sindicatos, etc.

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“Presidente super popular”: Bolsonaro terá mais de 800 seguranças

Toma aí o seu presidente machão...

“Presidente super popular”: bostanazi terá mais de 800 seguranças

A matéria de capa divulgada pelo site “O Tempo” nesta segunda-feira, dia 5 de novembro, aponta que o novo presidente da República, Jair bostanazi, fará uma cerimônia de posse inédita, diferente do procedimento realizado pelos presidentes anteriores. Trata-se da possibilidade de cancelamento do tradicional desfile aberto na cerimônia de posse.

O rumor mencionado acima partiu de Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do recém-instalado Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que encomendou um estudo para reforçar as medidas de segurança para bostanazi e sua família a partir de 1º de janeiro. Segundo Etchegoyen, diversas ameaças têm sido identificadas, inclusive partindo de facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) e, por esse motivo, o esquema de segurança “será muito mais severo do que qualquer outro titular do Planalto já viu ou teve”. Lembrando que bostanazi sofreu um suposto atentado (facada) no dia 6 de de setembro em Juiz de Fora (MG), enquanto realizava sua campanha de rua durante o 1º turno das Eleições.

Ainda de acordo com “O Tempo”, além da possibilidade de se extinguir o desfile de posse em carro aberto, estuda-se também a adoção de medidas utilizadas para protegerem os presidentes norteamericanos, como o fim das entrevistas nas quais o presidente fica rodeado por repórteres (o “quebra-queixo”, no jargão jornalístico), e reformulação e viagens e contatos com o público. A equipe do GSI, formada por soldados do Exército, passarão a tomar conta de bostanazi na virada de ano. Caso seja solicitado, há possibilidade de serem convocados mais de 800 seguranças para fazer o reforço durante o processo de tomada de posse do cargo à presidência.

Só esse fato demonstra o quanto esse governo já é impopular antes mesmo de ele ter se iniciado. Um presidente que foi “eleito” por meio de um processo totalmente fraudado pela burguesia, que retirou o líder em todas as pesquisas, Luís Inácio Lula da Silva, prendendo-o injustamente e retirando-o da corrida eleitoral, fazendo com que houvesse o maior número de brancos, nulos e abstenções desde 1989 e fazendo com que bostanazi fosse “escolhido” pela “maioria” de forma artificial.

bostanazi é o mesmo que têm ameaçado amplos setores da classe trabalhadora (homossexuais, negros, mulheres, moradores de periferia, quilombolas, indígenas, etc.), prometeu retirar uma série de direitos sociais e dos trabalhadores, conquistas essas obtidas com muita luta e sacrifício do povo. Agora, está reforçando a sua segurança com medo de retaliações desses mesmos setores que ameaça e ataca.

Por isso, não é possível acreditar nas Eleições super fraudadas. É necessário rejeitar esse futuro governo e fortalecer a luta contra os golpistas e exigir a liberdade para Lula urgentemente.

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Fraude: até a imprensa internacional destaca a podridão do governo Bolsonaro

Fraude: até a imprensa internacional destaca a podridão do governo bostanazi

O político colocado no poder por meio da fraude eleitoral, Jair bostanazi, anunciou Sérgio Moro, como ministro da justiça e futuramente como ministro do Supremo Tribunal Federal.

Sérgio Moro ficou conhecido politicamente por ter sido o juiz que colocou Lula, por meio de um processo totalmente anti-democrático e fraudulento, na prisão, onde ele se encontra até os dias atuais, na superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

A prisão de Lula e sua retirada das eleições, através da capitulação absurda de seu partido (PT) diante das ameaças dos generais do exército e das manobras da justiça eleitoral, foi o ponto central da fraude eleitoral, já que a candidatura de Lula, por conta de sua alta popularidade e apoio na população brasileira, dificultaria o jogo dos golpistas de colocarem um candidato impopular do bloco golpista no poder.

Então, fica claro que o juiz Sérgio Moro foi um elemento decisivo do golpe de estado e da fraude eleitoral. Tanto é que a própria burguesia teve de anunciar a podridão de jogada, de forma simulada e confusa como sempre.

O jornal inglês, The Times, anunciou que “Jair bostanazi promete função primordial para juiz que prendeu seu rival”. Isso demonstra que nem mesmo a burguesia está sendo capaz de esconder o absurdo que é a participação de Moro no futuro governo, pois vale lembrar mais uma vez que bostanazi só está no poder porque tiraram Lula das eleições.

O fato é que tudo isso esclarece ainda mais o fato que já era óbvio: tirar Lula das eleições e prendê-lo era um ponto central do golpe. E por isso, a campanha de que as eleições sem o Lula são uma fraude total continua sendo atual.

As eleições foram fraudadas, e colocaram bostanazi em um lugar que pertence, legitimamente, a Lula. E por isso, é preciso fazer uma intensa mobilização contra bostanazi, inclusive contra sua posse no governo, em 2019. E se chegar a governar, a esquerda precisa lutar intensamente contra o governo ilegítimo de bostanazi até derrubá-lo, e forem chamadas novas eleições, com Lula em liberdade e podendo concorrer.

É preciso continuar com as mobilizações contra o golpe, e realizar grandes atos nacionais contra bostanazi e pela liberdade de Lula. Ir às fábricas, colocando em pauta a Greve Geral para derrubar o regime golpista, pois só a força da classe operária e do povo organizado com seus tradicionais instrumentos de luta podem colocar em xeque o regime golpista.

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Vitória da Fraude e do golpe

Vitória da Fraude e do golpe

Não foi bostanazi que venceu esta eleição, e nem foi esta eleição uma eleição normal. Venceu nesta eleições os poderosos interesses imperialistas, os bancos, empresários, a burguesia em geral, venceu a Globo, venceram os golpistas. Mas não venceram pois eram eles a escolha do povo brasileiro, povo este que nunca é perguntado o que quer, eles não foram a escolha.

O que ocorreu nestas eleições foi a vitória da fraude, dos que cancelaram mais de 3 milhões de títulos de eleitores, é a vitória campanha relâmpago, do TSE que acabou com a campanha de rua. Esta eleição mostra que, no Brasil, a urna eletrônica fala mais alto que o eleitor, é preciso denunciar, no Brasil existe voto de cabresto e existe fraude no sentido mais literal da palavra.

A imprensa controlou cada movimento dos candidatos, não fosse pela isenta rede Globo e seus asseclas, como a Folha e o Estado de S. Paulo, nem saberíamos que estava havendo campanha.

O tempo de televisão foi reduzido a meros 12 minutos a meio, a maior parte do povo foi negado mesmo o desprazer de ver os candidatos da direita mentir ao povo.

O PT, erroneamente, está reconhecido derrota onde deveria estar reconhecido jogo sujo e desonestidade e conspiração.

Tudo isso fica cristalino quando a imprensa golpista, mesmo odiando o PT, reconhece que Lula venceria qualquer candidato nesta eleição, sua cassação foi o maior golpe na tal “festa da democracia”, bem pode ter tornado-a seu velório.

É preciso dizer neste momento, e para que todos ouçam, bostanazi é um presidente ilegítimo, surgido de uma eleição fraudulenta, e precisa ser contestando nas ruas pelo povo!

Fora bostanazi e todos os golpistas!

Abaixo a fraude eleitoral!

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Fraudaram e não conseguiram a maioria: apenas 39% votaram em Bolsonaro

Fraudaram e não conseguiram a maioria: apenas 39% votaram em bostanazi

Do total do eleitorado, Jair bostanazi conquistou apenas 39% dos votos. Fernando Haddad ganhou 32%. Votos nulos, brancos e abstenções chegaram a 29%. Somando-se os votos do candidato petista com os nulos, brancos e abstenções, resulta que 61% do eleitorado não votou em bostanazi.

E isso, segundo os dados oficiais divulgados pela própria Justiça Eleitoral golpista, controlada totalmente pela direita e pela burguesia, que fraudou as eleições para derrotar o PT e levar bostanazi à presidência da República.

A imprensa burguesa, que apoiou bostanazi, faz a propaganda de que ele foi escolhido pelo povo, tentando, como sempre, esconder a fraude e legitimar as eleições mais fraudulentas da história da República.

No entanto, como demonstram os próprios números da burguesia, bostanazi não foi legitimado em hipótese alguma pelo povo. A maioria da população não votou em bostanazi, mas, pelo contrário, rechaçou, repudiou, condenou o candidato golpista.

O povo não quer bostanazi. Seu apoio vem da burguesia, que, após um período de discordância, finalmente entrou em acordo para elegê-lo, a fim de derrotar o PT. O imperialismo, vendo que seu principal candidato – Geraldo picolé de chuchu – não conseguiria emplacar, apostou em bostanazi para dar continuidade ao golpe e aprofundar os ataques aos trabalhadores e ao saque às riquezas nacionais.

bostanazi é impopular. O povo não se sente representado por ele. Sente, ao contrário, que bostanazi é um perigo às conquistas democráticas mais elementares. Entretanto, esse repúdio à extrema-direita ainda não se transformou em um amplo movimento de massas que busque enfrentá-lo e derrotá-lo.

Para que isso se concretize, a esquerda e os movimentos populares, como a CUT e o MST, devem organizar os trabalhadores para derrubar bostanazi. O PCO, muito antes da oficialização da vitória fraudulenta nas eleições, já vem fazendo uma campanha para enfrentá-lo. “Fora bostanazi e todos os golpistas!” é o nosso lema. Unida de maneira independente da burguesia, a esquerda deve entrar em um debate imediato, democrática, para conceber um plano de luta e organização dos trabalhadores a fim de levar adiante essa campanha. O PCO chama à convocação de um Congresso do Povo para discutir essa questão. Além disso, nos dias 8 e 9 de dezembro, será realizada em São Paulo a 2ª Conferência Nacional Aberta de Luta Contra o Golpe.

A hora é de transformar o repúdio popular a bostanazi em ações concretas no sentido da organização das massas populares para derrotar o golpe e a extrema-direita.

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Presidente dos bancos, não do povo: Bradesco comemora vitória fraudulenta de Bolsonaro

Bostanazi e Boiolão, nada mais que putinhas dos banqueiros, do grande empresariado e das multinacionais.

Presidente dos bancos, não do povo: Bradesco comemora vitória fraudulenta de bostanazi

Da redação – Nessa segunda-feira (29) um dia após a eleição presidencial mais fraudada da história do Brasil que elegeu o golpista Jair bostanazi, o atual presidente do Bradesco lançou nota em que se diz otimista com a vitória da extrema-direita. Octavio Lazari Junior veio a público através de uma nota que deixa claro que quem agiu para eleger bostanazi não foi o povo brasileiro, mas sim os banqueiros que são os maiores representantes do imperialismo no Brasil.

Octavio Lazari afirma, em nome dos banqueiros, que “a partir deste cenário, nos sentimos revigorados para dar início a um novo ciclo de reformas estruturais no sentido de modernização do Brasil”. A verdade é que os próprios banqueiros financiaram a campanha de bostanazi e a fraude nas eleições para que pudessem levar adiante o programa neoliberal de ataques aos direitos da população brasileira, como é o caso da reforma da previdência que já vem sendo anunciada como a primeira medida do governo de bostanazi.

O pronunciamento deixa muito clara a posição da burguesia e do imperialismo que se sente a vontade com um regime que assume contornos cada vez mais ditatoriais, ou seja, a burguesia fará de tudo para levar seus interesses adiante mesmo que isso exija um fechamento do regime político. Em outro ponto, Lazari afirma que a vitória do candidato de extrema-direita “ampliou bastante a carga de expectativas em relação à ampliação dos investimentos e criação de novos empregos”, ou seja, os banqueiros escolheram bostanazi como seu candidato para poder atacar cada vez mais as condições de vida da população.

Outro representante do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi (presidente do Conselho de Administração do banco), afirmou ainda que a eleição teria sido a mais democrática do Brasil e que o país estaria agora na posição ideal para aprovar as reformas que os banqueiros e a burguesia querem. Na eleição mais fraudada da história do país os banqueiros financiaram a fraude eleitoral e elegeram uma das suas marionetes que irá atacar todos os direitos da classe trabalhadora para encher os bolsos dos patrões.

Não devemos reconhecer as eleições fraudadas, seu resultado é totalmente ilegítimo e o governo que tem origem da fraude é um governo golpista. É preciso dizer desde já: Fora bostanazi e todos os golpistas!

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Os Ratos Que Saem Dos Porões Da Civilização

Excelente boletim do Crítica da Economia pós-eleição.

Os Ratos Que Saem Dos Porões Da Civilização

por José Martins, da redação.

As classes dominantes brasileiras e imperialistas estão em festa. Mandaram muito bem no espetáculo da democracia e da eleição encerrada na data de ontem.

Mais do que eleger o candidato com a sua cara, seu nível mental e cultural, elas conseguiram outras importantes vitórias. Efêmeras, é verdade. Mas pouco importa. Na política, muito mais que na economia, é o imediato que conta.

E exatamente neste imediato do processo que os parasitas conseguiram a grande vitória política de transformar uma eleição totalmente irrelevante para a solução dos problemas nacionais em um alucinante espetáculo de alienação da sociedade civil. Com cenas chocantes para os espíritos menos preparados para a realidade democrática.

A burguesia impôs sua agenda política a todos os partidos democráticos e demais organizações burocráticas da sociedade civil. Inclusive seus notórios colaboracionistas da esquerda, que sempre legitimam bovinamente a agenda burguesa.

Por mais de seis meses, desde a grande greve dos caminhoneiros, em Maio, a luta de classes ficou abafada por imunda e inócua disputa eleitoral.

Mas, no final da trama, que prometia à família burguesa pelo menos a esperança de recuperação de sua dilacerada governabilidade, a montanha pariu um rato.

O espetáculo da eleição do novo presidente da República foi na verdade uma armadilha para controlar os movimentos da classe trabalhadora, mas que ainda dará incontornáveis contrariedades para as próprias classes que a montaram.

O custo será alto para a burguesia. Seus próprios ideólogos melhor preparados confessam que o folclórico candidato vencedor das eleição para presidente da República foi uma surpresa altamente indesejável.

Um salto no escuro. Esse foi o título do editorial, no dia seguinte à eleição, de O Estado de São Paulo, o mais tradicional e mais programático jornal brasileiro das classes dominantes imperialistas e nacionais.

Veja uma ilustrativa passagem de má consciência burguesa frente ao nascimento desse mais novo filho bastardo da democracia:

“Se há um ano alguém dissesse que Jair bostanazi tinha alguma chance de se eleger presidente da República, provavelmente seria ridicularizado. Até pouco tempo atrás, o ex-capitão do Exército era apenas um candidato folclórico, desses que de tempos em tempos aparecem para causar constrangimentos nas campanhas – papel cumprido mais recentemente pelo palhaço Tiririca, aquele que se elegeu dizendo que “pior do que está não fica”. Pois a “tiriricarização” da política atingiu seu ápice, com a escolha de um presidente da República que muitos de seus próprios eleitores consideram completamente despreparado para chefiar o governo e o Estado. O eleitor escolheu bostanazi sem ter a mais remota ideia do que ele fará quando estiver na cadeira presidencial. Não é um bom augúrio, justamente no momento em que o País mais precisa de clareza, competência e liderança.” (editorial de O Estado de São Paulo, 29/10/2018)

Defrontamo-nos aqui com um problema de ponto de vista de classe. Embora os ideólogos do jornal procurem esconder em seu editorial, a verdade é que o rebento Jairzinho nasceu com a cara da burguesia brasileira, seu mesmo nível mental e cultural.

De Macunaíma a Tiririca, a alma burguesa brasileira sempre será representada com muita distinção. Principalmente a sua incontrolável índole autoritária entranhada geneticamente em todas as elites cucarachas (e brancas, por supuesto) da América Latina.

Entretanto, o problema dos poucos analistas políticos sérios da burguesia, como os que escreveram o editorial do Estadão acima, é saber, neste momento, as possibilidades de sobrevivência do governo desse novo Tiririca com cara de miliciano fascistóide.

Melhor dizendo, o escroto grupo de milicianos eleito democraticamente no último domingo e que ocupará o Palácio do Planalto poderá se manter na nova residência por muito tempo? Esse é o problema central da situação política.

Se o problema fosse apenas político, ideológico, etc., a resposta seria sim. Imaginando – como fazem os “analistas políticos” e seus fantasiosos cenários para o novo governo – que o processo político atual fosse mera sucessão de governos, como ocorria desde 1988, esse “novo governo” poderia curtir o palácio real pelo menos até o fim do seu mandato, sem grandes rupturas institucionais.

Acontece que a realização dessa possibilidade absolutamente irreal de normalidade politica depende de duas coisas solidamente materiais. A primeira é o que fará (ou não fará) esse indivíduo “completamente despreparado para chefiar o governo e o Estado”, para usar a mesma avaliação do Estadão, para tirar a economia do buraco.

O fato determinante para quem vê criteriosamente a economia brasileira é que o ministro da Economia do novo governo aplicará exatamente a mesma política econômica de austeridade dos governos Dilma/Levy e Temer/Meirelles. Uma mera e trágica continuidade.

Sem tirar nem por. Apenas, talvez, com algumas pitadas a mais de requintes de crueldade. No resto, apenas o conhecido saco de maldades já conhecido de todo mundo.

Reforma da Previdência; reforma tributária para aumentar a taxação sobre os assalariados pobres e para diminuir sobre a alta classe média e grandes fortunas; manutenção do teto de gastos correntes da União; mais cortes de gastos sociais e de infraestrutura; mais arrocho salarial no setor público e privado; mais privatizações (na verdade doações) do que ainda restam de empresas estatais como Petrobras, Caixa, Banco do Brasil, etc. Esse saco de maldades não tem fim…

Entretanto, até os próprios generais que já tutelam o novo governo – começando pelo seu vice-presidente eleito pelo voto democrático e popular – já afirmaram que sua governabilidade dependerá dramaticamente da solução do problema econômico.

Concretamente falando: a economia precisa voltar a crescer bastante e o desemprego diminuir muito mais. Senão a ingovernabilidade política aumentará celeremente. E a impopularidade do novo presidente cairá em menos de doze meses para os mesmos níveis do simpático, elegante e admirado Sr. conde drácula.

É exatamente por isso que os meios de comunicação (imprensa, comentaristas econômicos, instituições econômicas imperialistas, sindicatos patronais, grandes consultorias, bancos, financeiras, etc.) já aumentaram o volume de suas desafinadas bandas, da sua barulhenta torcida organizada pela recuperação da economia.

A partir dos resultados da eleição recomeça a batalha midiática para propagandear que “a economia já apresenta sinais de recuperação”, que “a confiança dos investidores externos está voltando” e toda aquela ladainha de bobagens que todo mundo já conhece de outros carnavais.

Tudo exatamente igual ao sangrento carnaval que fizeram no atual governo dos falastrões Temer e Meirelles. De novo teremos que travar a mesma batalha teórica e prática para demonstrar que não conseguirão tirar a economia do buraco que essa tenebrosa dupla meteu.

A Crítica da Economia, com o claro, preciso e invariante ponto de vista da classe operária, já venceu essas batalhas teóricas nos dois últimos governos. Vencerá também agora.

Comprovaremos mais uma vez que os economistas dos parasitas do sistema são incapazes teórica e praticamente de recuperar a economia brasileira. Que eles vão continuar quebrando a cara ao aplicar as mesmas diretivas econômicas dos dois últimos governos. E que a economia continuará estagnada, aguardando outros acontecimentos externos para então desabar profundamente.

Não há nenhuma possibilidade que qualquer governo garanta a governabilidade do Estado brasileiro aplicando essa inevitável e parasitária política econômica. Uma política de muita simplicidade: arrocho sobre a população trabalhadora e de “austeridade fiscal” para salvar o pagamento dos juros da dívida pública aos trinta milhões de parasitas (menos de 15% da população do país) que compõem as famílias das classes dominantes brasileiras.

Como se essa barreira material à ingovernabilidade ainda fosse insuficiente, a segunda coisa também solidamente material que impedirá a hospedagem do grupo de milicianos no Palácio do Planalto por muito tempo é que a explosão dos mercados externos está mais madura do que nunca.

É aquele acontecimento externo que mencionamos acima. É por isso que, não por acaso, portanto, analisamos continuamente em nossos boletins essa situação do mercado mundial. Nos dois últimos, por exemplo.

A aproximação deste robusto choque global do capital, que deve ser o mais devastador dos últimos setenta anos, fechará a tampa do caixão do podre Estado brasileiro.

E interromperá crucialmente o esporte favorito da burguesia brasileira de continuar matando a classe operária que é empregada nas fábricas, minas e plantações, que é desempregada na noites e noites do trágico vazio da civilização, que passa fome com seus filhos, que morrem de “balas perdidas” dos guardiões da ordem e do progresso.

A impotência das classes dominantes brasileiras escapar à vingança da sua própria economia – exatamente neste momento em que a “tiriricarização” da política brasileira atingiu seu ápice, para repetir o conceito perfeitamente elaborado no editorial do Estadão – abrirá reais e promissoras possibilidades de que os verdadeiros revolucionários possam abandonar para sempre as ilusões democráticas burguesas, e cerrar fileira em pelotões de proletários unidos no caminho da revolução.

Resumindo o que foi escrito, transcrevemos abaixo mensagem recebida de uma jovem revolucionária, na noite de ontem, que, evidentemente, nos inspirou bastante para escrever este boletim:

“Os ratos hoje estão em festa por terem armado a ratoeira…

…só aguardando esses risos na hora em que eles caírem na própria armadilha.” (Caroline Franco)

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Livro Chutando a Escada: Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço

Livro bastante interessante que ajuda a combater as falácias e argumentos furados de gente como MBL, mamãecaguei, o mágico do ideias abissais, o mimimises.org e toda a escória neoliberaloide.

Livro Chutando a Escada: Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço

Da redação – Chutando a Escada, do escritor Ha-Joon Chang, é um livro bem interessante para rebater a falácia do neoliberalismo, política econômica defendida pelos golpistas que vão de Temer, FHC, MBL até bostanazi.

O livro mostra, ao contrário do que é divulgado, como os países desenvolvidos enriqueceram, através da proteção de seus mercados (protecionismo) até serem poderosos o suficiente para adotarem o liberalismo (laissez-faire).

Esses países imperialistas assim que alcançaram seu amadurecimento industrial, começaram a impedir que países subdesenvolvidos como o Brasil entre outros adotassem as mesmas medidas de proteção estatal de sua indústria, impedindo o desenvolvimento da economia.

“Atualmente, os países em desenvolvimento estão sofrendo uma enorme pressão, por parte das nações desenvolvidas e das políticas internacionais de desenvolvimento controladas pelo establishment, para adotar uma série de “boas políticas” e “boas instituições” destinadas a promover o desenvolvimento econômico. Segundo essa agenda, “boas” são as políticas prescritas pelo chamado Consenso de Washington em geral. Entre elas figuram políticas macroeconômicas restritivas, a liberalização do comércio internacional e dos investimentos, a privatização e a desregulamentação.”

Desta forma esses países simplesmente impedem, através da pressão política ou da força, que haja um desenvolvimento industrial robusto que ameasse os países desenvolvidos. Os países subdesenvolvidos são obrigado a adotarem uma política econômica neoliberal, que acaba por enfraquecer ou mesmo a arruinar a indústria local, como podemos ver hoje em dia com os países da América Latina como exemplo da Argentina e do Brasil.

Chang usa como exemplo a Grã-Bretanha, um dos países centrais e mais importantes do liberalismo econômico, para mostrar que no começo da sua indústria as barreiras protecionistas foram decisivas para o fortalecimento da sua indústria.

“Em 1700, impôs-se uma barreira a importação dos produtos de algodão da índia (o morim), também de qualidade superior, debilitando aquele que, na época, era considerado o setor manufatureiro de algodão mais eficaz do mundo. Subsequentemente, em 1813, a indústria indiana de algodão acabou sendo destruída, com o fim do monopólio comercial da Companhia das índias Orientais, quando a Grã-Bretanha passou a ser uma produtora mais eficiente do que a índia.”

Sendo assim Chang mostra que:

“Qualquer nação que, valendo-se de taxas protecionistas e restrições à navegação, tiver levado sua capacidade industrial e sua navegação a um grau de desenvolvimento que impeça as outras de concorrerem livremente com ela não pode fazer coisa mais sábia do que chutar a escada pela qual ascendeu à grandeza, pregar os benefícios do livre-comércio e declarar, em tom penitente, que até recentemente vinha trilhando o caminho errado, mas acaba de descobrir a grande verdade.”

O livro é pequeno, pouco mais de duzentas páginas, que com uma abordagem histórica mostra claramente a sabotagem dos países imperialistas em impedirem o desenvolvimento capitalista completo das nações subdesenvolvidas o que explica, em parte, as crises políticas e econômicas e o domínio imperialista em países como o Brasil.

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As pesquisas comprovam: golpistas organizam a fraude eleitoral para colocar Bolsonaro no poder

As pesquisas comprovam: golpistas organizam a fraude eleitoral para colocar bostanazi no poder

As eleições brasileiras de 2018 estão se revelando como uma das mais fraudadas da história. A burguesia utilizou-se da censura, da repressão, da mentira e da alteração das urnas para conseguir os resultados mais desfavoráveis para esquerda, em eleições, desde o fim da ditadura militar.

As pesquisas são uma das principais maneiras de justificar a fraude eleitoral. A burguesia, por meio de seus institutos de pesquisa, comprados pelos capitalistas para favorecer seus interesses, “cria” uma realidade de mentira para não gerar surpresas na hora do resultado final.

Isso ficou revelado nas diversas pesquisas que saíram ontem (27/10), no dia antes das eleições, em que ficou claro a farsa preparada pelos golpistas para colocar o candidato de extrema-direita Jair Messias bostanazi na presidência da república.

O instituto de pesquisa da Folha de São Paulo, um dos principais jornais que defendem o interesse dos golpistas, o DataFolha, revelou uma pesquisa onde bostanazi ganha do candidato do PT, Fernando Haddad, de 55% a 45% – 10% de diferença. Um resultado claramente mentiroso, tendo em vista a grande rejeição que a população tem pelo candidato do golpe; fato que ficou demonstrado pelas declarações das torcidas organizadas, que refletem a opinião de uma grande parte da classe operária e dos setores populares.

Sem falar também nos atos esvaziados a favor de bostanazi e no fato de que ficou comprovado que o “grande apoio” do candidato direitista nas redes sociais (que a burguesia apresenta como sendo definitivo) é, em sua maioria, um apoio artificial, feito por robôs e com uma grande estrutura financiada pelos capitalistas, ao estilo da campanha de Donald Trump nos Estados Unidos.

Já no instituto de pesquisa do 247, da esquerda, aponta um empate de 50% entre os dois candidatos. Mesmo assim, é preciso dizer que a pesquisa do Vox 247 também é distorcida, pois diversos fatores definidos como padrão, pela burguesia, para fazer uma pesquisa distorcem a realidade de fato. Porém, de qualquer forma, são pesquisas muito mais confiáveis que as feitas pelo imperialismo.

De qualquer forma, todas as pesquisas dos golpistas estão apontando uma vitória, apertada de bostanazi. Resultado este que favorece a vitória do golpe nas eleições, ao mesmo tempo em que criam um clima para enfraquecer o futuro governo federal do político do PSL, no momento em que o imperialismo (como revelou o The Economist, jornal dos banqueiros especuladores) já está fazendo campanha para uma união “democrática” contra bostanazi, como um forma de unir a esquerda e os golpistas “democráticos” e acabar com a luta contra o golpe polarizada.

As eleições fraudadas pelos golpistas, em que o principal candidato da população, Luiz Inácio Lula da Silva, foi retirado das eleições, irão favorecer os interesses daqueles que colocaram Temer na presidência para atacar os direitos da população e aumentar a repressão e a censura contra todos os trabalhadores e suas organizações.

Por isso, não se deve apresentar o futuro governo como legítimo, e é preciso começar a campanha contra ele desde já, através das palavras de ordem “Fora bostanazi e todos os golpistas” e “Liberdade para Lula e todos os presos políticos˜. Abaixo o Golpe!

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11 motivos que mostram que essa eleição é uma fraude total

11 motivos que mostram que essa eleição é uma fraude total

A desconfiança do povo sobre as eleições tem base no real, na experiência. E não é um problema brasileiro apenas, a democracia como ideia não é boa para o capitalismo em decadência, o imperialismo dos tempos modernos, por isso ela é controlada, tutelada, pela burguesia, seja por meio da legislação, do judiciário, da imprensa, por meio da polícia, que adquire uma função política muito clara, inclusive nos momentos de eleição.

Não podia ser diferente com essas eleições no Brasil, aliás muito menos agora, em que vivemos num Estado de Exceção mal disfarçado, resultado do golpe de 2016. Na ânsia por querer vencer o golpe, grande parte da esquerda entrou de cabeça nas eleições, com uma fé sem sentido na sua lisura e na sua capacidade de derrotar o golpe ou de deter a direita.

Não precisamos entrar no mérito dos erros de tal avaliação, coisa que já foi feita de forma incansável pelo Partido da Causa Operária, vamos apenas listar 11 dos motivos pelos quais podemos afirmar categoricamente que essa eleição é uma fraude total:

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Bolsonaro é mais entreguista que Temer: vai doar todas as estatais para o imperialismo

Só falta o Bostanazi e o Boiolão se fantasiarem de Tio Sam e gritarem em rede nacional: "USA! USA!"

bostanazi é mais entreguista que Temer: vai doar todas as estatais para o imperialismo

Dia após dia a burguesia golpista, vestida de patriota, aprofunda a política de terra arrasada sobre o Brasil. O anseio do grande capital para os próximos meses é dar continuidade ao pacote de maldades iniciados por conde drácula. E os bolsonaristas são os delinquentes que, hoje, se prontificam para este trabalho sujo.

Seu economista, Paulo Guedes, cotado para o Ministério da Fazenda, já anunciou que pretende agudizar as privatizações (https://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/7702646/guedes-diz-que-proposta-e-focar-privatizacao-das-distribuidoras-da-eletrobras), a começar pelo sistema Eletrobrás. Os golpistas, que contam com o avanço repressivo policial-militar e a investida imperialista sobre a América Latina, querem um governo ainda menos nacionalista do que Temer tem sido. A imprensa golpista dá o recado, pressionando pela venda das estatais e aplicação de reformas “mais radicais” (https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/02/politica/1538508720_526769.html), tarefa que confia a Guedes.

O economista tem, no currículo, formação pela Universidade de Chicago, berço do neoliberalismo, fundação do Instituto Millenium, do Banco Pactual, entre outros. É um agente do mercado financeiro, sem elos com o setor produtivo nacional. Foi convidado para lecionar na Universidade do Chile em plena ditadura de Pinochet. Que não se espere dele posições minimamente nacionalistas.

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Economista de Bolsonaro está envolvido no rombo do Postalis

Economista de bostanazi está envolvido no rombo do Postalis

Com o acirramento ideológico em torno das eleições presidenciais de 2018, o assessor econômico do candidato golpista Jair bostanazi, Paulo Guedes, foi denunciado como um dos responsáveis pelos investimentos “furados” que os fundos de pensão no Brasil fizeram nos últimos anos.

Os rombos dos fundos de pensão, como o da Funcep (Caixa Econômica Federal), Postalis (dos Correios) entre outros têm as digitais de Paulo Guedes.

Segundo denúncia, mais de 50 milhões dos investimentos foram parar nas mãos de Guedes, enquanto que ações compradas pelos fundos deram prejuízos astronômicos.

Nos Correios, o Postalis teve prejuízo de 8 bilhões de reais, e está sob intervenção federal do governo golpista a mais de um ano, e nem cogita em indiciar Paulo Guedes.

Enquanto Lula foi preso injustamente, em um processo farsesco, sem nenhuma prova, impedido de ser candidato, os golpistas que derrubaram o governo do PT estão envolvidos em roubos bilionários do dinheiro dos trabalhadores, e mesmo assim se preparam para assumir o controle geral da economia no país.

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Assassinos de negros norte-americanos, Ku Klux Klan apoia Bolsonaro: “Eles soa como nós”

Lixo humano se identifica com lixo humano. É incrível.

Assassinos de negros norte-americanos, Ku Klux Klan apoia bostanazi: “Eles soa como nós”

Como tem se visto na prática o fascismo tem ascendido no cenário político e isso se deve preferencialmente pelo estímulo da candidatura do representante da extrema-direita, Jair bostanazi. Nos últimos dias, isso se demonstrou pelo apoio de setores tão pérfidos quanto o candidato, em defesa de sua campanha.

Por mais que o presidenciável tente amenizar seu discurso e fazer a boa e velha demagogia, o discurso cai por terra quando se aparece desde a assassino de mulheres o apoiando e até mesmo organizações fascistas e racistas como o Ku Klux Klan. Esta é uma das mais recentes declarações a favor de bostanazi. Uma das principais figuras que compôs o grupo racista, David Duke, declarou seu fiel apoio ao candidato da direita fascista.

Em sua fala, o defensor da supremacia branca afirmou “ele soa como nós”, quer dizer, o ex-membro deixa muito claro o que representa o boneco de ventrículo da extrema-direita. É um verdadeiro defensor do massacre da população negra e que não mede esforços para espalhar sua política totalmente antipopular que vai de encontro diretamente com a população mais pobre que é composta majoritariamente por negros.

Portanto, receber este tipo de apoio não seria mera coincidência. A todo momento Duke, afirma que o candidato está aliado àquilo que o mesmo compartilha, que é um nacionalista e se assemelha com o homem branco americano e europeu. Ou seja, o antigo líder do grupo racista derrama elogios a Jair bostanazi.

O ex-membro do Ku Klux Kan, também foi um dos articuladores das manifestações supremacistas e nazingas que aconteceram em Charlottesville, onde houve concentração da extrema-direita fascista que promoveu um cruel massacre na região.

Nesse sentido, é preciso ter uma pronta reação ao candidato da direita fascista, impedir o avanço de setores que vêm sendo estimulados por sua campanha. É com o povo nas ruas que se combate o fascismo e impede a ascensão de grupos como os que declaram seu apoio a bostanazi.

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O que os Bolsonaristas estavam fazendo no show de Roger Waters?

O que os Bolsonaristas estavam fazendo no show de Roger Waters?

O dia de hoje foi recheado de notícias sobre o show do ex Pink Floyd Roger Waters, um ícone do rock nos anos 1970 e 1980, cujas músicas contém inúmeras criticas à sociedade de consumo.

Waters é conhecido por suas posições antissistema e preocupações com questões geopolíticas, além da ascensão do neofascismo no mundo todo. Sendo assim, é pertinente perguntar: o que os Bolsonaristas estavam fazendo em seu show?

Muitos desses bolsonaristas são endinheirados e pagaram até R$700,00 para assistir ao Show do eterno líder do Pink Floyd em São Paulo, não parece razoável que tivessem ido a um mega show para tentar vaiar ou conturbar um evento com uma celebridade de peso como Roger Waters. Que foram fazer lá então? não leram nada sobre o show antes? não conheciam o artista e sua trajetória?

Provavelmente são exemplos típicos da sociedade do espetáculo, que vivem de aparências e do que é raso, não porque necessariamente sejam fãs nem dominem a língua inglesa, apenas porque podem pagar e depois postar em suas redes sociais dezenas de fotos para comprovar que participaram do evento. São limitados sim, apesar da classe social, da conta bancária recheada.

Ao se depararem com as projeções antifascistas, os bolsominions ficaram atordoados, e quando perceberam que bostanazi era citado como o exemplo neofascista no Brasil, ficaram enlouquecidos. Quem participou do show ou pode ver filmagens do momento em que os seguidores do Capitão reagirem à denuncia de Waters, pode ver claramente que havia uma divisão entre os manifestantes, pois houve reação favorável a Roger Waters: na pista Premium, bolsonaristas gritavam Fora, PT; nas arquibancadas, ouvia-se Ele Não.

Houve abandono do show, mais gritos, revolta. A pergunta permanece: que estavam fazendo ali?

Nas redes sociais, seguiu-se uma onda de ataques ao artista, coisas patéticas e infantis, chavões, e a mostra de uma ignorância profunda sobre tudo: sobre quem é Roger Waters, sobre sua trajetória, sobre o sentido de suas críticas, sobre geopolítica, sobre política, sobre história, sobre os perigos pelos quais o país passa, sobre o golpe que sofremos e que continua produzindo desgraças para os trabalhadores, para as mulheres, para as minorias, para todos que se coloquem contra os golpistas.

A conclusão é que os bolsonaristas não sabem o que estavam fazendo no show de Roger Waters, mas pelo visto não sabem de muita coisa e nem querem saber. Para eles, como para qualquer fascista, basta o uso da força para impor sua vontade e sua (falta de) ideia. Essa é a cara de nossas elites, da burguesia tupiniquim? ignorante, violenta, ressentida, cheia de ódio e com profunda aversão à verdade e ao povo.

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Capitalistas disseminam propaganda milionária ilegal contra o PT e pró-Bolsonaro

Recebeu uma mensagem no grupo de zapzap que o PT manipulou as eleições (sendo que ele nem está mais no governo há tempo) e que o partido vai dar um "golpe comunista" ano que vem? Olha só quem está inventando, financiando e espalhando essas baboseiras:

Capitalistas disseminam propaganda milionária ilegal contra o PT e pró-bostanazi

Da redação – Empresas como a Havan, cujo dono é bolsonarista declarado e coage seus empregados a votarem em bostanazi, estão em uma campanha milionária no WhatsApp disseminando centenas de milhões de mensagens manipuladas a favor de seu candidato de extrema-direita e contra Fernando Haddad, candidato do PT.

Cada contrato de serviço de disparo em massa de mensagens chega a custar 12 milhões de reais, segundo o jornal golpista Folha de S. Paulo. Os capitalistas envolvidos, e, como já foi noticiado, muitos deles sendo estrangeiros e estando fora do País (imperialistas), compram serviços de outras empresas. Segundo a legislação eleitoral aprovada há cerca de dois anos, é proibido doação de empresas a campanhas de candidatos, e essas, além disso, não são declaradas.

Outra violação, da privacidade de dados de usuários da rede, é que as empresas vendem ilegalmente contatos de milhões de usuários sem sua autorização.

Fica claro que quem está por trás de bostanazi são os capitalistas, a burguesia e o próprio imperialismo, que bancam a campanha do candidato de extrema-direita para que este chegue ao poder e implemente uma política de ataques brutais aos trabalhadores, entregando os recursos públicos e nacionais aos tubarões capitalistas e ao imperialismo.

Além disso, a legislação que impede doações de empresas privadas a candidatos se mostra também muito débil, uma vez que os candidatos da burguesia encontram diversos meios diferentes de receberem dinheiro dos capitalistas para atacar o povo.

Também, as ações judiciais contra as chamadas “fake news” não adiantam de nada para barrar a disseminação de mentiras por parte da direita. Ela tem carta branca para manipular e divulgar informações, tanto nas redes sociais como no monopólio da imprensa burguesa. O suposto combate às notícias falsas serve apenas para censurar a esquerda, como a direita já vem fazendo de maneira mais profunda nos últimos meses.

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Gaviões da Fiel diz que associados eleitores do Bolsonaro 'podem se retirar' da torcida

Um exemplo para o resto dos outros times.

Gaviões da Fiel diz que associados eleitores do bostanazi 'podem se retirar' da torcida

Presidente da organizada do Corinthians, que conta com 112 mil sócios, diz que apoio ao candidato de extrema-direita vai contra a luta por democracia que marca o passado da torcida

São Paulo – Em nota assinada pelo presidente Rodrigo Gonzalez Tapia, o Digão, a Gaviões da Fiel – maior torcida organizada do Corinthians – se posicionou contra o candidato Jair bostanazi (PSL), afirmando que os associados que sejam apoiadores do presidenciável de extrema-direita vão contra a ideologia e história da própria agremiação. Digão lembra que a torcida foi criada em 1969, durante a ditadura civil-militar. "Você sabe que no período da nossa fundação tínhamos como principal objetivo derrubar um ditador dentro do nosso clube? Você sabe que os nossos fundadores sofreram muita opressão por levantar a bandeira em favor da democracia e dos direitos do povo?", questiona.

Atualmente, a Gaviões conta com 112 mil associados. De acordo com o presidente, apesar de a entidade abrigar associados "de diversas classes sociais", a luta continua. "Somos uma torcida que defende os direitos do nosso povo. Não podemos deixar que o nosso maior representante seja contra nós e tudo aquilo que lutamos", acrescenta.

O presidente da torcida sugere até que os associados apoiadores de bostanazi saiam da torcida. "Vocês que apoiam um cara que vai contra todas as nossas ideias e jogam no lixo o nosso passado de muitas lutas, por favor, repensem sobre sua caminhada dentro da torcida. Se está na Gaviões por interesse pessoal, se retire. Pode passar lá no vip e assinar a carta de saída", diz.

A Gaviões da Fiel participou ativamente de mobilizações sociais ligadas à democracia, como pelo direito de votar para presidente (Diretas Já), pela anistia de presos e exilados políticos da ditadura civil-militar, por uma gestão democrática dos clubes de futebol e contra o monopólio das coberturas esportiva em TV aberta pela Rede Globo. Mais recentemente, a organizada corintiana ergueu faixas no estádio que cobravam apuração e punição para os responsáveis por desvios relacionados ao chamado "escândalo da merenda escolar". O caso envolve o candidato à Presidência Geraldo picolé de chuchu (PSDB),

Leia a íntegra da nota da Gaviões:

GAVIÃO NÃO VOTA EM bostanazi

Rapaziada é o seguinte... não queria entrar no debate de política, mas o que estou acompanhando nas nossas redes sociais, de Gavião apoiar bostanazi - fez eu vir aqui pra passar um papo reto pra vocês... vocês aceitando ou não, eu como presidente dos Gaviões, tenho que passar o que a gente carrega na nossa ideologia dentro desses quase 50 anos de história.

Você que é associado dos Gaviões, sabe da história da sua Torcida? Você sabe que na nossa fundação, em 1969, vivíamos em plena Ditadura Militar? Você sabe que no período da nossa fundação tínhamos como principal objetivo derrubar um ditador dentro do nosso clube? Você sabe que os nossos fundadores sofreram muita opressão por levantar a bandeira em favor da democracia e dos direitos do povo?

Sei que hoje nos Gaviões da Fiel, uma torcida com mais de 112 mil sócios, tem sócios de diversas classes sociais, da hora, cada um fez por onde pra chegar onde está... só que é o seguinte rapaziada, vocês que apoiam um cara que vai contra todas as nossas ideias e joga no lixo o nosso passado de muitas lutas, por favor, se forem seguir apoiando esse cara, repense sobre sua caminhada dentro da Torcida. Ou seja, se está no Gaviões por interesses pessoais, status, para ostentar apenas uma camisa ou se beneficiar atrás de ingresso e pagar nas redes sociais que faz parte da maior torcida do Brasil, por favor, se retirem. Pode passar lá no Vip e assinar a carta de saída.

Somos uma torcida que defende os direitos do nosso povo e não podemos deixar que o nosso maior representante seja contra nós e contra tudo aquilo que lutamos.

Digão – Presidente

GAVIÕES DA FIEL TORCIDA

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Lava Jato entregou 70% dos investimentos privados em infraestrutura ao imperialismo

Pra quem ainda não sabe para o que a Operação Lava Jato realmente serve:

Lava Jato entregou 70% dos investimentos privados em infraestrutura ao imperialismo

Da redação – A Operação Lava Jato, criada pelo imperialismo como um dos mecanismos fundamentais do golpe de Estado, tem como um dos principais objetivos entregar os recursos nacionais aos monopólios estrangeiros.

Segundo um estudo da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), em 2010 a percentagem dos investimentos privados em infraestrutura no País era de 27%. Com o início do golpe, em 2012, e o começo oficial da Operação Lava Jato, em 2014, as empresas brasileiras foram sendo perseguidas e sucateadas até que, atualmente, os monopólios estrangeiros já controlam 70% dos investimentos privados nesse setor.

O crescente domínio imperialista, alimentado pela Lava Jato, é visto especialmente nos setores de petróleo e gás, eletricidade, água, transporte e comunicações.

A própria imprensa golpista reconhece que foi o golpe de Estado, com a Lava Jato e a destruição da economia nacional, que levaram ao cenário de profunda espoliação das riquezas brasileiras.

Empresas nacionais, como as construtoras, principalmente a Odebrecht, foram destruídas a mando do imperialismo, que não quer nenhum tipo de concorrência. Em 2010, os investimentos nacionais em infraestrutura eram de US$ 142 bilhões, e hoje eles não passam de 49,3%.

Em um provável governo de Jair bostanazi a tendência é que a espoliação dos recursos nacionais aumente de maneira dramática, com a entrega total das riquezas aos seus patrões imperialistas. O movimento popular, principal prejudicado pelo saque imperialista, deve se mobilizar imediatamente com a palavra de ordem “Fora bostanazi e todos os golpistas”, já que seu governo será o aprofundamento do golpe e da dominação imperialista.

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OEA volta ao Brasil para validar a fraude no 2º turno das eleições

OEA volta ao Brasil para validar a fraude no 2º turno das eleições

Da redação – A missão de acompanhamento eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) voltou ao Brasil para legitimar a fraude no 2º turno das eleições mais farsescas da história do País.

O órgão confirmou ontem (21) sua participação na segunda volta dos comícios, que ocorrerá no próximo domingo (28).

No 1º turno a OEA acompanhou o processo pela primeira vez na história do Brasil, convidada pelo governo golpista, com o claro objetivo de validar a fraude nestas eleições, legitimando assim o golpe de Estado e seu aprofundamento.

Naquela ocasião, a instituição afirmou que as eleições foram limpas e que não é possível questionar a urna eletrônica. Nada foi dito da prisão e impedimento do ex-presidente Lula, principal candidato do povo à presidência. Nada foi dito das inúmeras ocorrências de manipulação das urnas eletrônicas por todo o País. Nada foi dito da impossibilidade de 3,5 milhões de brasileiros votarem, entre muitas outras irregularidades já listadas por este diário.

É preciso lembrar que a OEA é um órgão criado pelo imperialismo norte-americano para que este controle política e diplomaticamente os países da América Latina. A mando dos EUA, Cuba foi expulsa da organização logo após a Revolução de 1959, por, supostamente, violar os princípios democráticos da Carta.

Antes disso, a OEA havia apoiado o golpe de Estado na Guatemala, em 1954, que derrubou o presidente nacionalista Jacobo Arbenz, e depois apoiou todas as ditaduras do continente. Mais recentemente, a OEA é um dos mecanismos mais utilizados pelo imperialismo para pressionar e, possivelmente, intervir militarmente na Venezuela, justamente com a desculpa de que as eleições naquele país seriam farsescas.

Percebe-se a quem a OEA serve, e sua hipocrisia. Trata-se, em última instância, de uma evidente intervenção imperialista no processo eleitoral brasileiro. Ou seja, a presença da OEA para validar a fraude das eleições em meio a um golpe de Estado, em si só já é um novo episódio de fraude.

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EUA: Produção Industrial Avança Tão Celeremente Quanto Um Poderoso Titanic

EUA: Produção Industrial Avança Tão Celeremente Quanto Um Poderoso Titanic

José Martins, da redação

O que seria da crítica da economia (e da poesia que necessariamente a acompanha) se as relações sociais de produção não se assentassem em um preciso sistema de contradições?

A comprovação deste fato pode ser presenciada diariamente no movimento prático das diversas esferas deste regime social de produção. Observemos as duas principais.

O que acontece, por exemplo, neste momento, na esfera improdutiva dos mercados financeiros e de capitais, de um lado e, de outro, na esfera da produção industrial?

Exatamente uma contraditória unidade de duas diferentes esferas de valorização do capital.

De um lado, a esfera do capital produtor de juros, dividendos e de outras incontáveis formas de capital fictício, os populares “ativos financeiros”, etc.

De outro lado, no chão duro das fábricas, minas e plantações, a esfera do capital produtor de lucro (mais-valia). A primeira improdutiva, a segunda produtiva.

Nesta quinta-feira (19) essa unidade desdobrou-se em uma persistente continuidade daquelas turbulências no mercado de capitais que tratamos no boletim anterior (http://criticadaeconomia.com.br/alerta-wall-street-apertem-o-cinto-o-federal-reserve-enlouqueceu/).

As ações voltaram a cair drasticamente. O índice Dow Jones Industrial caiu 314 pontos, liderada por quedas na Caterpillar e na Apple. O S & P 500 caiu 1,4%. O Nasdaq Composite recuou 1,9 por cento.

Os declínios de quinta-feira aumentaram as perdas acentuadas do mercado no mês. O Dow e o S & P 500 caíram mais de 4% cada, enquanto o Nasdaq caiu mais de 6,5% em outubro.

No exterior, o Shanghai Composite da China também caiu fortemente. O índice caiu 2,9 por cento na quinta-feira, em meio a preocupações com os níveis de empréstimos no mercado de ações e, de maneira mais ampla, sobre a desaceleração do crescimento da maior economia dominada do sistema.

As ações na bolsa de Xangai estenderam suas quedas no início do pregão na sexta-feira (19), atingindo o nível mais baixo desde novembro de 2014.

Na segunda parte do dia o governo entrou pesadamente no mercado comprando tudo que via pela frente. Conseguiu abaixar um pouco a febre do paciente.

A preocupação do mercado de que a economia chinesa está à beira do abismo aumentou mais, na quinta-feira, depois que Pequim anunciou a desaceleração do PIB no terceiro trimestre/2018 para 6,5% ano a ano. Todo mundo sabe que o governo falsifica esses dados, mas mesmo fraudada, a taxa é preocupante.

Acontece que esse é o ritmo mais fraco desde o primeiro trimestre de 2009, exatamente quando a economia mundial ainda se debatia com no ponto mais baixo da maior crise periódica global dos últimos setenta anos. Estamos preparando boletim especial sobre a vulnerável situação da esfera da produção industrial na China.

Enquanto na China a produção cai e arrasta para baixo os preços das ações, nos Estados Unidos a esfera produtiva de valor e de mais valia continua subindo fortemente. Como um sólido e inexpugnável Titanic.

De acordo com o mais recente relatório do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) (https://www.federalreserve.gov/releases/g17/current/), divulgado nesta terça-feira (16), a produção das manufaturas de bens de consumo duráveis da maior economia do planeta subiu robusto 5% ao ano no terceiro trimestre deste ano.

No primeiro e segundo trimestres anteriores já tinha subido 4% e 2%, respectivamente. Para se ter uma ideia melhor, veja a evolução de dois ramos altamente cíclicos da economia. Exprimem de maneira perfeita a elevada temperatura do ciclo e da superprodução.

No mesmo terceiro trimestre/2018 a produção de máquinas cresceu o absurdo de 8,5% ao ano.

A produção de veículos automotores registrou um absurdo maior ainda, registrando expansão de 10,4%.

Nunca se produziu tantas máquinas e tantos automóveis na história do universo. Lembrando que a totalidade da indústria dos EUA produz anualmente mais de três trilhões e setecentos bilhões de dólares.

Esse valor da produção é medido em termos de valor agregado (massa de valor e de mais-valia). É disparadamente a maior produção industrial do mundo.

A brasileira, que é a décima do mundo, ou algo próximo, não chega a um décimo dessa imensa máquina estadunidense.

Como, ou onde a contradição se manifesta nesta exuberância produtiva de mais-valia? Exatamente na fonte do valor agregado produzido pela indústria. Na dependência do capital ao emprego da classe operária assalariada.

Na composição orgânica do capital o trabalho e as máquinas produzem no processo de trabalho o produto (massa de utilidades ou riqueza), mas só o trabalho produz no processo de valorização o valor e mais-valia (massa de capital).

Pois é exatamente o mercado dessa fonte do valor que está cada vez mais comprador e menos vendedor nos EUA.

Cada vez menos operários assalariados ofertando força de trabalho para ser consumida pelos “empresários” (privados ou estatais, tanto faz) no processo de valorização do capital.

A taxa de desemprego da classe operária na economia de ponta do sistema já está abaixo de 4%. Na prática isso é quase pleno-emprego do estoque disponível de força de trabalho.

O exército industrial de reserva está perigosamente (para o capital, off course) esvaziado. A lei geral da acumulação mostra sua cara e complica a seriamente a situação.

Soa então o sinal de alerta para os capitalistas. Sem trabalho, nada de lucro!

Quando, no ciclo econômico, a máquina capitalista se aproxima do pleno emprego da classe operária pode-se aumentar à vontade a produção de mercadorias simples (produto).

Pode-se produzir muitos automóveis, máquinas, smartphones, eletrodomésticos, aviões, etc., aumentando a quantidade de moeda e de crédito, mas quase nada de capital será produzido.

Não basta produzir coisas úteis para serem consumidas, há que se produzir capital, essa coisa absolutamente inútil (e altamente hostil) para a população.

Há que se conhecer corretamente a natureza da lei do valor-trabalho (e, não esqueça, do duplo caráter do trabalho contido na mercadoria) para entender essa contradição especificamente capitalista.

Foi justamente essa contraditória relação social de produção do capital que andou preocupando, nesta semana, até os mais prestigiados oráculos do sistema.

Como nosso velho conhecido Allan Greenspan, ex-presidente do Fed por quase vinte anos, que, em entrevista nesta quinta-feira (18), ao Squawk Box (https://www.cnbc.com/video/2018/10/18/alan-greenspan-tightest-labor-market-ive-ever-seen.html), declara solenemente que “este é o mercado de trabalho mais apertado que já vi”.

Greenspan, de 92 anos, afirma que a taxa de desemprego mais baixa em 50 anos, justamente quando as empresas clamam por mais e mais trabalhadores, forçará a elevação dos salários e, “naturalmente”, a inflação.

Diz também que “ a economia dos EUA está experimentando algo que ele nunca viu antes. Em última análise, os preços tomarão conta da economia”.

É essa fatalidade da Curva de Philips, essa bobagem ideológica criada pela economia vulgar, que serve de justificativa para o presidente do Fed, Jerome Powell – aquele que anda fugindo de Trump nos últimos dias como o diabo foge da cruz – anunciar que a taxa básica de juros do universo, quer dizer, dos EUA, vai continuar subindo.

De acordo com as minutas divulgadas na mais recente reunião de política monetária do Fed, os dirigentes do banco central do planeta continuam convencidos de que “continuar aumentando gradualmente as taxas de juros é a melhor fórmula para preservar uma economia estável”.

Essa trajetória é suicida. Fará explodir a economia. É por isso que o presidente Donald Trump tem repetidamente criticado o presidente do Fed, Jerome Powell, nas últimas semanas, dizendo que o Fed está aumentando as taxas muito rapidamente e que um crescimento econômico mais forte não levará a uma inflação problemática.

O espalhafatoso presidente dos EUA está tecnicamente correto. Ele poderia acrescentar aos seus economistas, incluindo o venerando Greenspan, que o problema da economia estadunidense não é inflação, é deflação.

O problema não é uma simples inversão de fenômenos. Acontece que a deflação é uma doença muito mais fatal que os surtos inflacionários que ainda ocorriam sem maiores consequências até o grande choque parcial de 2000/2002.

Bastava praticar o catecismo keynesiano para resolver o problema.

Agora não mais.

Nas condições de uma fulminante tendência à deflação dos preços, aumentar as taxas reais de juro só vai agravar a verdadeira doença que ataca os preços (e a taxa geral de lucro neles embutida) em todo o mundo civilizado.

Na entrevista à Squawk Box, Greenspan deu a Powell um voto de confiança, dizendo que ele não está preocupado para onde o Fed liderado por Powell está se dirigindo com a política monetária.

O esclerosado economista, que já viveu momentos de mais lucidez, acrescentou que a melhor maneira de os banqueiros centrais lidarem com as lamúrias presidenciais, que, para ele, acontece durante todas as administrações, é colocar “protetores de ouvido”.

A contradição básica do regime capitalista explode no salão oval da Casa Branca. Trump disse em nova entrevista, nesta quinta-feira, que “o Fed e sua política de elevação dos juros é meu maior problema”.

Na verdade, seu maior problema é como evitar o choque do invencível Titanic econômico com o iceberg mais à frente.

Acontece que este ser corroído até à medula pelas suas próprias contradições e, portanto, absolutamente incontrolável, acelera cada vez mais na direção do seu inescapável destino.

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Na Argentina do desarmamento, empresário tem até granada, e o povo está desarmado

Convém esclarecer aqui que a direita nunca foi a favor do armamento do povão: apenas da classe média, da burguesia e do aparato repressivo estatal que serve aos interesses da burguesia. A maior parte da esquerda se esquece disso, ou simplesmente não sabe.

Na Argentina do desarmamento, empresário tem até granada, e o povo está desarmado

Na argentina, o empresário Alfredo Coto, dono de uma famosa cadeia de supermercados foi indiciado, juntamente com seu filho Alemão, por ser proprietário nada menos do que um legítimo arsenal de guerra. Dentre as acusações, contam: “posse ilegal de materiais explosivos”, “coleção de armas de fogo, partes e munições” e adulteração ou supressão de registro de arma.

O empresário foi responsabilizado penalmente por cometer graves delitos, tendo por consequência perdido o direito ao uso de armas, assim como sua empresa (que pode não tem permissão para uso coletivo). Ao que tudo indica, o empresário estava se preparando para uma verdadeira guerra, visto que: mais de 200 granadas, 41 projéteis de gás lacrimogêneo, 27 armas de fogo, sprays de pimenta, 3800 munições, silenciador, 14 coletes à prova de balas, 22 capacetes, entre outras coisas foram encontradas. Dentro da profusa armaria, havia inclusive armamento de uso exclusivo das forças de segurança – cujo uso é proibido para qualquer cidadão que não os integre. Diversas armas raspadas e com licenças expiradas também foram encontradas. Dentre as várias explicações dadas por Coto em suas apresentações judiciais, ele afirmou que não tinha como controlar tudo em sua empresa, que poderia haver um “excesso de confiança” nas “agências de segurança” e que, de qualquer forma, ele havia sofrido violência o que o levou a se armar.

De acordo com a resolução assinada pelo juiz federal Sebastián Ramos, Coto terá que desembolsar três milhões de pesos, além do fato de que seus crimes podem colocá-lo anos encarcerado. Na questão do arsenal bélico, por exemplo, a previsão da pena é de 4 a 10 anos de reclusão, e a adulteração da numeração, pode leva-lo ao cárcere por 3 a 8 anos. Num ensaio oral, eles poderiam implicar sentenças de conformidade efetiva. Embora tenha provas cabais, o juiz não encontrou “perigo processual para justificar suas prisões”. O magistrado apenas ordenou que notificassem a Agência Nacional de Materiais Controlados (Anmac) sobre a desqualificação de ambos para ter armas individualmente, e como um “usuário coletivo” através da empresa. Um agente da Prefeitura, Cristian Javier Oscar González, também foi processado porque parte do armamento que apareceu em Coto estava próximo dele. A inspetora, Estelita Eufrasia Herrera, será a responsável por investigar o porquê de as armas encontradas no mercado fazerem parte de uma série que vinham de um concurso na província de Buenos Aires. Vale aqui, salientar, que boa parte do armamento encontrado pertencia à Polícia Federal e à Prefeitura.

Diante dos fatos, Alfredo Coto deu distintas explicações. Uma delas foi, um “excesso de confiança” da empresa que forneceu a segurança, embora Coto possua sua própria segurança pessoal. Ao mesmo tempo, dissera que não poderia ter cometido nenhum crime, pois devido a estrutura de sua empresa, seria impossível conhecer todos os movimentos. De qualquer forma, havia armas tanto em seu nome quanto no de seu filho Alemão. Todavia, disse que certamente agentes da Prefeitura, da Polícia Federal e da Gendarmaria haviam deixado suas armas lá. Por fim argumentou que algumas armas estavam lá há pelo menos três anos por causa de “atos sérios e repetidos de violência que foram gerados contra as premissas e dependências da empresa”. Ele estava se referindo, às últimas duas décadas e às organizações sociais e aos desempregados.

Diante da crise causada pelo golpista Macri, a Argentina vem passando por um caos social que tem levado a população à exasperação máxima. Para contornar as mobilizações contra – a entrega da nação, subjugando o país ao FMI (Fundo Monetário Internacional), o lacaio presidente, tem colocado seus cães de guarda armados até os dentes para acossar a população; sobretudo a classe trabalhadora, que tem feito diversas greves. Nesse sentido, fica claro que a política do desarmamento serve apenas aos interesses da direita, que não mede esforços para esmagar a população em virtude de seus espúrios interesses de classe. Sem o direito à posse de armas – a população pode ser facilmente aniquilada pelas forças de repressão do Estado, que por sua vez – prestam serviço aos capitalistas. A política do desarmamento serve para evitar a reação popular aos ataques da direita.

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O “ídolo popular” que não sai de casa

O “ídolo popular” que não sai de casa

As fraudes nas eleições no segundo turno também estão se completando. O candidato mais votado ou que mais apareceu nas urnas eletrônicas, Jair bostanazi, registrou mais de 40 milhões de votos.

Este resultado, fictício, fez com que ele aparecesse como o candidato mais popular do país. É uma fraude, uma manipulação que não é corroborada de maneira prática pela própria campanha dele.

bostanazi, o popular, não faz campanha de rua, não vai ao encontro “das enormes massas populares” que o apoia. Já declarou que não vai aos debates.

Sua campanha eleitoral se resume a publicar frases no Twitter e aparecer em vídeos gravados em sua residência no Rio de Janeiro.

Em suma é uma campanha artificial, é um “ídolo” popular artificial, fabricado pela máquina de manipulação das eleições que começa com a imprensa golpista e é justificada pelos votos que aparecem na urna eletrônica, manipulados direta ou indiretamente.

O frenesi que é provocado pelas eleições cegou boa parte do eleitorado, em especial a esquerda pequeno burguesa. O principal candidato das eleições, este sim, o mais popular, o candidato que de fato ganharia as eleições, não está participando.

Lula sim, levava multidões por onde passava e de fato tem dezenas de milhões de votos. bostanazi não passa de um fantoche da burguesia que está sendo utilizado de última hora porque o candidato do golpe não deu conta do serviço.

O que vale é a mobilização popular. O voto é uma formalidade que para ter validade precisa ter o respaldo popular. A popularidade de Lula não acabou porque ele não está participando das eleições. Voto em si, não garante popularidade.

O frenesi eleitoral acaba logo após o voto digitado na urna.

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Bolsonaro não tem apoio popular: maioria de menções sobre ele no Twitter é feita por robôs

bostanazi não tem apoio popular: maioria de menções sobre ele no Twitter é feita por robôs

As eleições foram totalmente fraudadas. O candidato que possivelmente irá ganhar as eleições, Jair Messias bostanazi, não tem apoio popular real, ao contrário de Lula por exemplo.

Grande parte do “apoio” à bostanazi nas redes sociais é realizada por robôs. Segundo a Diretoria de Análise de Políticas Públicas (DAPP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), na semana entre o dia 10 e 16 deste mês, foram avaliadas mais de 850 mil publicações de robôs.

Foi o mesmo esquema utilizado por Donald Trump nos Estados Unidos, mas também pela grande maioria dos políticos burgueses. A força dele está no dinheiro, então elaboram esquemas do tipo para fingir uma “popularidade”.

Isso só comprova: as eleições são uma farsa, e foram fraudadas. Os políticos que ai estão não foram colocados pelo voto, nem muito menos por apoio popular, mas por conta de todas as manobras elaboradas nas eleições do golpe.

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Com golpe, patrões estão mais a vontade para coagir trabalhadores

Seguro-desemprego? Vai acabar. Demissão por justa causa? Vai acabar também. Seu chefe poderá te demitir sem razão nenhuma. Não tem dinheiro guardado? Você que se foda passando fome. Ministério do Trabalho? Já era, agora será Ministério do Patronato. Você passa fome e fica quietinho sem poder recorrer. E se reclamar, tem ainda a polícia e os milicos pra te espancar (ou até mesmo te matar) por ser "comunista".

Thanks bozonaristas!

Com golpe, patrões estão mais a vontade para coagir trabalhadores

Da redação – A vida dos trabalhadores brasileiros já não era fácil, pelo contrário, estão sempre sujeitos aos mais diversos tipos de abuso e opressão.

Advertências, descontos indevidos do salário, sobrecarga de trabalho, jornadas de trabalho exaustivas, ambientes insalubres, assédio moral e sexual, até agressões físicas, isso era regra antes do golpe de 2016 contra a presidenta eleita Dilma Roussef.

Mas agora com o avanço do golpe o que era terrível esta ficando pior, pode ficar pior? Infelizmente pode.

As denuncias de abuso por parte de empresários contra seus empregados aumentou 1.500%, eles agora se sentem mais a vontade para arrancar o couro de seus empregados, pois Ministério do Trabalho, Polícia e Judiciário estão dominados por agentes de seu interesse.

O descaramento é tão grande que eles inclusive fazem vídeos do abuso, tentando passar a impressão de que os próprios trabalhadores estão apoiando o interesse que é exclusivo do empresário, veja o caso do dono das lojas Havan, conhecido sonegador de impostos e carrasco de seus empregados.

A única forma de deter esses abusos é através da união dos trabalhadores em uma frente operária para derrotar os golpistas, nas ruas, nas fábricas, em todo lugar, eles só iram parar quando sentirem o peso da mão do trabalhador sobre suas cabeças.

Vamos a luta!

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Se tem uma imagem que resume a direita brasileira, é essa aqui.

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Alerta Wall Street: Apertem O Cinto, O Federal Reserve “Enlouqueceu”

Novo boletim da Crítica da Economia.

Alerta Wall Street: Apertem O Cinto, O Federal Reserve “Enlouqueceu”

por José Martins, da redação

As bolsas de valores em todo o mundo começaram a semana dando voltas, sem direção. Isso levou o experiente Art Cashin, diretor de operações do União de Bancos Suíços (UBS) na Bolsa de Valores de Nova York, a observar que “nesta semana as ações estão como um homem em um quarto escuro. Apenas procurando descobrir de que maneira ele pode andar e não tropeçar.”

O mercado de ações em todo o mundo tenta cegamente recuperar alguma valorização depois de um desempenho devastador na semana passada. As maiores quedas em uma semana para os três principais índices de Nova York desde as fortes turbulências no mês de março deste ano.

Agora, no fechamento do primeiro dia de negócios na semana, as cotações do S&P 500 e Nasdaq continuavam no vermelho com ações de tecnologia como Apple e Netflix puxando o índice Nasdaq para baixo. Down Jones e S&P 500 também fecharam com tendência de queda.

Fato importante: as ações em Nova York estão caminhando de lado há mais de trinta dias. Isso é muito importante. Sintomas de esclerose múltipla remitente-recorrente. Veja como isso acontece observando a evolução do Dow Jones Industrial nos dois últimos ciclos econômicos.

(cont.)

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Mesmo programa golpista: Alckmin e Temer estão no segundo turno e se chamam Bolsonaro

Acha o governo do Temer ruim? Segura a onda que vem coisa pior por aí:

Mesmo programa golpista: picolé de chuchu e Temer estão no segundo turno e se chamam bostanazi

O programa econômico de Jair bostanazi torna claro a que vem sua candidatura: fazer do Brasil uma terra arrasada, com um povo miserável e completamente desassistido, fornecedor de matéria-prima e mão-de-obra barata. Desde que foi devidamente “centralizado” pelos norte-americanos no final de 2017, o ex-capitão do exército trouxe a tiracolo o Chicago Boy Paulo Guedes: um banqueiro discípulo direto de pais do neoliberalismo, como Milton Friedman.

Há décadas o imperialismo tem uma cartilha bastante bem definida, destinada a combater os Estados de bem-estar social formados no pós-guerra: privatização irrestrita, redução do estado, fim da saúde e educação públicas, fim da previdência, fim dos direitos trabalhistas, entrega do patrimônio nacional ao estrangeiro. Tais princípios foram firmados institucionalmente no chamado Consenso de Washington, adotado pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional desde 1989, traduzidos nos seguintes eufemismos: disciplina fiscal; redução dos gastos públicos; reforma tributária; juros de mercado; câmbio de mercado; abertura comercial; investimento estrangeiro direto, com eliminação de restrições; privatização das estatais; desregulamentação (afrouxamento das leis econômicas e trabalhistas); direito à propriedade intelectual.

Tal receituário já foi em grande medida implementado nos governos brasileiros da década de 1990: Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso. Com os governos do Partido dos Trabalhadores, foram mantidos em larga medida apenas os aspectos financeiros no neoliberalismo. Na via inversa, a crise econômica global de 2008 levou a uma pressão do imperialismo por implementar ainda com mais radicalismo sua política – sobretudo nos países periféricos, como os da América Latina. Embora o segundo governo Dilma Rousseff já apresentasse uma certa dose de concessão a essa pressão, ela não se mostrou suficiente.

Por meio do PMDB, os golpistas apresentaram a cartilha neoliberal em outubro de 2015, num programa (https://www.fundacaoulysses.org.br/wp-content/uploads/2016/11/UMA-PONTE-PARA-O-FUTURO.pdf) chamado Ponte para o futuro. Nas palavras (https://theintercept.com/2016/09/22/michel-temer-diz-que-impeachment-aconteceu-porque-dilma-rejeitou-ponte-para-o-futuro/) do próprio Temer, a recusa de Dilma em assumir a proposta levou ao seu impeachment fraudulento.

O governo de Temer buscou seguir à risca o Ponte para o futuro – e portanto o Consenso de Washington: implementou um novo regime fiscal, destruiu a legislação trabalhista, desmantelou vários setores da Administração Pública Federal, quer acabar com a previdência pública, com a educação e a saúde públicas e gratuitas, quer vender a preço de banana a Petrobras e a Eletrobrás a investidores estrangeiros.

Nesse sentido, a equipe econômica agrupada pelo imperialismo em torno à candidatura de Jair bostanazi promete aprofundar ainda mais os ataques à população. O militar teria a seu lado alguns dos brucutus parlamentares que ajudaram a empurrar as reformas de Temer no Congresso, como Onyx Lorenzoni (DEM) e o próprio Carlos Marun (MDB) – atual ministro da Secretaria de Governo de Temer – que declarou ver “similaridades entre a agenda e bostanazi e o governo Temer”. Para o desenvolvimento dessa agenda, o imperialismo teria destacado o ex-presidente do Banco Central no governo de Fernando Henrique Cardoso, Armínio Fraga.

O desenvolvimento imediato (https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/10/paulo-guedes-trabalha-na-criacao-de-uma-reforma-fiscal-mais-abrangente.shtml) do programa de governo não poderia ser mais sombrio. Segundo divulgado nos últimos dias, Guedes e Fraga pretendem cortar completamente os investimentos em saúde e educação, desvinculando as receitas para esse fim dos orçamentos municipais, estaduais e federais. Pretendem ainda aumentar a carga tributária do consumidor, desonerando o grande empresariado. Pretendem extinguir a previdência pública quase que completamente, adotando um “sistema de capitalização” provavelmente privado.

Esse feroz ataque à população não pode ser detido na esfera institucional, completamente dominada pelos golpistas. Sabedores de que a reação popular tende a intensificar-se, eles apressam-se em apontar para o endurecimento do regime em curto prazo, rumo a uma ditadura militar – quer seja pelo governo de bostanazi, quer seja por um novo golpe. Somente com mão de ferro será possível ao imperialismo levar a cabo sua agenda. Por isso, é dever de todas as lideranças da classe trabalhadora organizar imediatamente a população para reagir nas ruas ao golpe com seus instrumentos tradicionais de luta: a agitação popular, a realização de atos, os “trancaços”, os piquetes, as greves etc. Todo local de trabalho, toda comunidade, deve constituir um comitê de luta e mobilizar-se, independentemente da campanha ou do resultado eleitoral. É preciso ter claro que essas eleições são completamente fraudadas, e que só um candidato aprovado pelos golpistas pode vencê-las. É preciso ter claro que a necessidade de mobilização popular é imediata.

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Venezuela anuncia exclusão do dólar de transações cambiais oficiais

Venezuela faz mais do que certo. Que eu me lembre a Turquia fez algo parecido a não muito tempo atrás. Uma pena que os nossos milicos capachos dos EUA nunca iriam fazer, pois servem aos norteamericanos e não ao Brasil.

Venezuela anuncia exclusão do dólar de transações cambiais oficiais

Da redação – O vice-presidente setorial da Economia da Venezuela, Tareck El Aissami, anunciou na terça-feira que todas as transações no mercado de câmbio venezuelano serão referenciadas no euro e não no dólar, como foi feito até agora.

O funcionário explicou que as sanções mais recentes feitas pelo governo dos EUA contra o país sul-americano “bloqueiam a possibilidade de continuar a negociar no mercado cambial venezuelano com o dólar”. É uma “proibição ilegal, arbitrária, contrária ao direito internacional”, advertiu ele.

O vice-presidente da área econômica informou que nos 57 dias do programa de recuperação econômica promovido pelo governo venezuelano para aliviar a crise econômica foram realizadas transações de 60 milhões de dólares através do sistema de leilões Dicom para pessoas físicas e jurídicas.

No entanto, os setores agroindustrial e farmacêutico afirmaram que, quando os pagamentos em moeda estrangeira são emitidos do país sul-americano, as transações são imediatamente bloqueadas. Por esse motivo, a partir de agora as transações serão em euros e outras moedas internacionais.

Aissami disse que “o bloqueio financeiro imposto pelos EUA” afeta o setor público e privado venezuelano. “Isso é para ver até onde a loucura do imperialismo vem”, disse ele.

Na conferência de imprensa que ele deu com o presidente do Banco Central da Venezuela, Calixto Ortega, e o ministro da Economia e Finanças, Simon Zerpa, o vice-presidente econômico disse que “continuam a tentar impor taxas de câmbio que não correspondem a fórmulas econômicas racionais”. ”

El Aissami também informou que todo o sistema bancário nacional será incorporado ao sistema de mercado de câmbio Dicom. Anteriormente, apenas bancos estatais e um grupo privado podiam transacionar.

Ele também anunciou que uma resolução foi emitida para elevar a reserva legal de 31% para 40%, “para evitar que o soberano bolívar acabe no mercado especulativo”. A reserva legal é a porcentagem de recursos que os intermediários financeiros devem manter congelados.

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The CIA Has Its Fingerprints on Brazil's Election

É uma pena que está em inglês, mas esclarece muito da campanha do bostanazi e dessa direitalha nas eleições. Inclusive mostra por A + B que existe o dedo de agentes dos EUA na eleição, como sempre houve. 1964 que o diga.

The CIA Has Its Fingerprints on Brazil's Election

Editor’s note: Far-right candidate Jair bostanazi won the first round of Brazil’s presidential election with 46 percent of the vote. A runoff will be held Oct. 28.

The growth of Bolsonarian fascism in the final stretch of the election campaign, turbo charged by an avalanche of fake news disseminated on the internet, is not surprising. It is an old tactic developed by American and British intelligence agencies, with the goal of manipulating public opinion and influencing political processes and elections. It was used in the Ukraine, in the Arab Spring and in Brazil during 2013.

There is science behind this manipulation.

Some people think that elections are won or lost only in rigorously rational debates about policies and proposals. But things don’t really work that way. In reality, as Emory University Psychology Professor Drew Weston says in his book “The Political Brain: The Role of Emotion in Deciding the Fate of the Nation”, feelings are commonly more decisive in defining the vote.

Weston says that, based on recent studies in neuroscience on the theme, contrary to what is commonly understood, the human brain makes decisions mainly based on emotions. The voters strongly base their choices on emotional perceptions about parties and candidates. Rational analysis and empirical data normally plays a secondary role in this process.

This is why there is great manipulative power in the production of information with strong emotional content and fake news.

The documents revealed by Edward Snowden prove that the US and UK intelligence services have specialized and sophisticated departments that are dedicated to manipulating information that circulates on the internet to change the direction of public opinion. For example, the Joint Threat Research Intelligence Group of the Government Communications Headquarters (GCHQ), a British intelligence agency, has a mission and scope that includes the use of “dirty tricks” to destroy, negate, degrade and run over its enemies.

The tactics are, in short: 1) To disseminate all kinds of false information on the internet to destroy the reputation of its targets; and 2) Use social sciences and other psycho-social techniques to manipulate the online discourse and activism, with the goal of generating desirable results.

But this isn’t just any type of information. The information is chosen to cause great emotional impact, not to promote debate or rebut concrete information. One of the most common techniques is the manipulation of photos and videos, which has a strong and immediate emotional effect and tends to quickly go viral. Vice Presidential candidate Manuela D’Àvila, for example, has been the constant target of these manipulations. Fernando Haddad has also been a constant victim of absolutely false declarations and manipulated images and discourse.

The abject manipulation of images of “erotic baby bottles” that were supposedly distributed to toddlers in the São Paulo public pre-school system by the PT, is an example of how low a campaign of the kind of dirty tricks recommended by the North American and British intelligence agencies can sink.

Although this manipulation can seem very low and, to the eyes of a rational person, unbelievable, its has a great and strong penetration of the emotional political brain of vast segments of the population.

Nothing is done by accident. Before they are produced and disseminated, these crude manipulations are studied in order to provoke the greatest damage possible. They are specifically directed to internet groups which, in having little or no fact checking apparatus and strong conservatism, tend to be shocked by and believe in these grotesque manipulations.

The truth is that what is happening in Brazil today reveals a sophisticated level of manipulation, which requires training and larges sums of money. Where did all of this come from? National capital? Or could there be financial, technical and logistical resources also coming from abroad?

It is obvious that this issue requires a serious investigation that will, apparently, not happen.

National and international financial capital, as well as sectors of the productive business class, have already sided with bostanazi in the second round. A large part of the media oligarchies have backed him as well. The poorly denominated “center”, which is, in truth, a group of angry, coup-mongering conservatives faced with the threat of political disappearance have also started to partially adhere to Brazilian fascism, trying to survive from the political crumbs it can obtain if bostanazi, or “the Thing” as he is known, and boiolão, the “Aryan”, win the election.

This can be viewed as the definitive suicide of Brazilian democracy and a bet on conflict, confrontation, authoritarianism and fascism, which will cause a profound deepening of the Brazilian political and economic crises.

However, the aggravation of the political-institutional and economic crisis, which will inevitably be brought about by the victory of the proto-fascist bostanazi, could be useful for those who want to take over Brazil’s strategic resources and companies.

Chaos and insurgency can be useful, mainly to those who are from the outside. We see this frequently in the Middle East. Taken to its farthest extension the coup can be deepened to a “solution of power”, supported by the military and the judiciary. In this manner the door will be opened for much greater rollbacks than those achieved by conde drácula, mainly from the point of view of national sovereignty.

From the point of view of geopolitical strategy, the promoted automatic alignment between bostanazi and Trump would be of great interest to the USA in the region. As we know, one current strategic priority of the USA is a great power game against China and Russia. bostanazi, who has already promised to donate the Alacantara rocket launching base to the Americans and to privatize everything, could serve as a focal point of US interests in the region, intervening in Venezuela and countering Russian and Chinese interests in South America.

For this reason, it seems obvious that there is a finger – or an entire hand – of foreign intelligence agencies at work, mainly North American, in the Brazilian elections. The modus operandi shown in this final stretch is identical to that used in other countries and requires technical and financial resources and a level of manipulative sophistication that the bostanazi campaign does not seem to have on its own.

The CIA and other agencies are here, acting in an extensive manner.

The progressive forces have to now coordinate to counter this manipulative process. The response cannot merely be to use rational argument to counter manipulative hatred. The response in the dispute for the political brain has to also be emotional.

The anti-PT, anti-left, anti-democratic, anti-human rights, and anti-equality that drives bostanazi and was created by coup agents and their fake media, has to be fought through a project of antagonistic feelings like hope, love, solidarity and happiness.

They are projecting a past of exclusion, violence and suffering. We have to project a future of security and realization.

Faced with a sordid campaign of defamation and manipulation, guided from abroad, our strategy should be the same as Adlai Stevenson, the great Democratic politician of the US, who said to the Republicans, “you stop lying about the Democrats and I’ll stop telling the truth about you.”

bostanazi, his running mate and his followers communicate through shocking statements and hate speech. This is not fake news, its easy to confirm. Therefore, all we have to do is expose them for what they are and they will melt like vampires in sunlight.

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Fantoche do imperialismo: Bolsonaro diz que vai privatizar estatais criadas por Lula

Fantoche do imperialismo: bostanazi diz que vai privatizar estatais criadas por Lula

Em vídeos postados nas redes sociais de Jair bostanazi, o candidato de extrema-direita afirma que fará uma reforma administrativa para cortar “gastos desnecessários” e que as estatais criadas pelos governos de Lula e Dilma serão os primeiros e principais alvos.

Em seu programa eleitoral, divulgado nas redes de televisão e na imprensa burguesa, nesta sexta-feira (12), o direitista falou também que “o vermelho é um sinal de alerta para o que não queremos no país. A nossa bandeira é verde e amarela e nosso partido é o Brasil”, demonstrando um falso nacionalismo enquanto pretende vender o Brasil aos países imperialistas.

É preciso deixar claro que bostanazi é um capacho da burguesia e, como já demonstrou em seus discursos antes e durante a campanha à presidência da república, entregará nosso patrimônio público aos capitalistas, com uma política de ataque brutal ao povo.

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General ameaça caso haja “fraude” nas urnas, mas são os militares controlam as urnas

Como diz o Quico, "Que coisa, não?".

General ameaça caso haja “fraude” nas urnas... mas são os militares que controlam as urnas

Da redação – Os militares que organizaram o golpe no Brasil contra Dilma Rousseff (PT) e ameaçaram o povo e as instituições no caso de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguir um habeas corpus no STF, seguindo as ordens do imperialismo norte-americano com a finalidade de roubar as empresas nacionais, vem à público, na pessoa do general da reserva Paulo Chagas, candidato ao governo do Distrito Federal pelo PRP, da posição dos que declararam que controlariam as urnas, para afirmar que talvez haja uma fraude no processo eleitoral.

O general golpista fez uma postagem no Twitter em tom de ameaça neste sábado (13), dizendo: “Se, nos próximos dias, houver mudança nas pesquisas, teremos que por as barbas de molho. Será o prenúncio da fraude. A opinião pública não muda de uma hora para outra, assim como um ateu não se converte ao Catolicismo e, num átimo, se transforma em um papa-hóstias!”.

Como se pode ver por todo o Twitter do general, a campanha de mentiras contra o PT é constante, com acusações sem fundamento algum, chamando de organização criminosa e mantendo ataques constantes de todas as formas possíveis.

''General Paulo Chagas

@GenPauloChagas

Se, nos próximos dias, houver mudança nas pesquisas, teremos que por as barbas de molho. Será o prenúncio da fraude. A opinião pública não muda de uma hora para outra, assim como um ateu não se converte ao Catolicismo e, num átimo, se transforma em um papa-hóstias!

19:41 - 13 de out de 2018

19,3 mil

7.913 pessoas estão falando sobre isso''

É preciso uma denúncia ampla contra esses generais que estão ameaçando os trabalhadores e suas organizações, pois, nenhum golpe de Estado é organizado sem a participação do Alto Comanda do Exército do país e no Brasil não é diferente. Os militares já disseram, na pessoa de Hamilton boiolão, que controlariam as urnas, colocando um grande contigente em diversas cidades e ameaçando na televisão os partidos de esquerda. O Partido dos Trabalhadores deve denunciar essa situação, pois a campanha desses generais é aberta nas redes, mantendo uma campanha gigantesca de calúnias e ataques para destruir um partido de tem imensa base operária e camponesa.

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Guilherme de Pádua, assassino de mulheres, é exemplo de “cidadão de bem” apoiador de Bolsonaro

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Guilherme de Pádua, assassino de mulheres, é exemplo de “cidadão de bem” apoiador de bostanazi

Da redação – De acordo com a matéria divulgada hoje, dia 15 de outubro, no site “Catraca Livre”, o ator Guilherme de Pádua declarou ontem, dia 14, o seu apoio à bostanazi, candidato à presidência pelo PSL.

Vale lembrar que, em 1992, ele assassinou Daniella Perez, filha da conhecida dramaturga Glória Perez. Na época, Daniella fazia parte do elenco da novela “De Corpo e Alma”, exibida pela Rede Globo, e interpretava a personagem “Yasmin”. Guilherme também era do elenco e fazia um par romântico com ela. Ele queria se aproveitar da proximidade que tinha com a filha da autora da novela para ter certo destaque na trama. Como a atuação dele junto ao seu par não teria a relevância que ele queria, assediou e assassinou Daniella à punhaladas. A notícia da morte dela gerou forte comoção e grande repercussão em todos os principais meios de imprensa à nível nacional, tendo a notícia sido divulgada inclusive no exterior, dada a brutalidade com a qual o crime ocorreu.

Agora, Guilherme de Pádua se apresenta como um eleitor com uma linha ideológica “centrista” e “moderada”, e segundo ele, quem decidirá as eleições não serão “os radicais, nem de direita, nem de esquerda”. Serão os “moderados” é que “farão um país melhor e pacificado”. Ele ainda alega que bostanazi não irá perseguir os grupos mais explorados e oprimidos da classe trabalhadora, como os homossexuais e os negros, e que são os ditos “radicais” é que estão colocando essas “loucuras” na cabeça das pessoas.

É preciso se atentar para o cinismo da Direita de um modo geral, como também dos bolsonaristas, que se dizem defensores da “moral” e dos “bons costumes”, quando, na verdade, muitos dos apoiadores de bostanazi estão envolvidos em casos de estupro, agressão de mulheres, envolvimento com o crime organizado, etc.

Tudo isso precisa ser denunciado e combatido, sem cair no discurso vazio do “combate à corrupção”, como fizeram alguns setores da esquerda pequeno-burguesa. É necessário denunciar a farsa das Eleições, com a compreensão de que elas não são, de modo nenhum, um meio de derrotar o Golpe de Estado e garantir as conquistas dos trabalhadores e de todo o povo. O caminho é a ampla mobilização contra o Golpe, formar comitês de auto-defesa, para combater de forma efetiva o Golpe e o avanço do fascismo.

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Bolsonaro, entreguista capacho dos EUA, quer privatizar empresas nacionais

bostanazi, entreguista capacho dos EUA, quer privatizar empresas nacionais

Da redação – Enquanto engana parte da população com discurso nacionalista, bostanazi sinaliza claramente para investidores e capitalistas internacionais que será verdadeiramente seu capacho, caso assuma a presidência da República.

Recentemente, em entrevista a um músico, bostanazi declarou que “a Amazônia não é mais nossa” (https://www.youtube.com/watch?v=4cxe2wks3e8) e em discurso para moradores brasileiros de um bairro nobre de Miami, prestou continência a bandeira dos EUA em sinal de subserviência ao seus patrões (https://www.youtube.com/watch?v=bI-_P6K8YXU).

Em entrevista nessa terça-feira (09) ao Jornal Nacional, o deputado fascista afirmou que pretende privatizar as empresas nacionais, incluindo a continuidade da entrega da Petrobras aos tubarões capitalistas internacionais, fazendo de tudo para que o imperialismo e a burguesia o aceitem como seu vassalo. Contra o PT, embora bostanazi não fosse seu candidato predileto, a burguesia apoiará o capitão reformado, apesar de haver a possibilidade de que, tão logo assuma a presidência, ele seja descartado pelos donos do golpe para que implementem uma política estável de ataque ao povo.

Para nos defendermos do entreguismo da direita brasileira, que visa a transferência total das nossas riquezas para as potências capitalistas, submetendo nossa classe trabalhadora a péssimas condições materiais, precisamos nos organizar em comitês de auto defesa, em nossos sindicatos, organizações sociais e sobretudo no PCO.

Não iremos alterar as relações de exploração da burguesia sobre a classe operária por meio das eleições burguesas, fraudadas desde o princípio quando foi imposto ao povo que não teria direito de votar em Lula, que era o candidato favorito para ganhar o pleito eleitoral.

Só a mobilização revolucionária dos trabalhadores pode derrotar o golpe, os fascistas, a política neoliberal de entrega do Brasil ao imperialismo, libertar Lula e impor um governo da classe trabalhadora.

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JUDICIÁRIO E MENTIRAS FORTALECERAM BOLSONARO NA RETA FINAL DA ELEIÇÃO

JUDICIÁRIO E MENTIRAS FORTALECERAM bostanazi NA RETA FINAL DA ELEIÇÃO

João Filho

7 de Outubro de 2018, 21h27

APÓS ANOS penando com uma grave crise econômica e política, o país chega ao fim do primeiro turno da eleição presidencial mais violenta da história da nova república. Facada, tiros, mentiras em proporções inimagináveis e um completo desrespeito às leis marcaram o período de campanha eleitoral. O Brasil virou um faroeste.

As urnas confirmaram as pesquisas que colocavam bostanazi e Haddad no segundo turno. Qualquer que seja o resultado final, a certeza é de que tempos ainda mais sombrios estão por vir. bostanazi passou a campanha inteira avisando que não aceitaria qualquer resultado que não fosse a sua vitória. Aceitar a derrota nas urnas é um pressuposto elementar da democracia, algo que bostanazi sempre fez questão de desprezar. Caso seja vitorioso, bem, não precisa ser vidente para saber como serão as coisas. As pistas foram dadas por sua campanha. Será um governo trágico sob qualquer ponto de vista de qualquer democrata.

Parte relevante do judiciário brasileiro e integrantes do Ministério Público abandonaram os preceitos básicos de suas funções e entraram de sola no jogo eleitoral. Há uma infinidade de casos que atestam esse disparate. A começar pelo descaramento com que Lula foi alijado da disputa. Ele era o candidato preferido dos brasileiros, com chances de ganhar no primeiro turno. O TRF-4 trabalhou com a agenda eleitoral debaixo do braço, atropelando (https://theintercept.com/2018/04/07/a-prisao-de-lula-e-politica/) todos os ritos jurídicos possíveis e imagináveis com o intuito claro de impedir sua candidatura. E não se trata de opinião dizer que o Judiciário atuou para influenciar as eleições, mas da realidade dos fatos. Enquanto outras oito determinações de prisão de réus da Lava Jato do Paraná levaram entre 18 e 30 meses (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/04/ordem-de-prisao-de-lula-e-a-mais-rapida-entre-reus-soltos-da-lava-jato.shtml) para serem expedidas, a de Lula levou apenas nove.

O judiciário influenciou esta eleição especialmente na reta final. Toffoli e Fux driblaram as regras internas do STF e rasgaram a Constituição para impedir que a Folha entrevistasse Lula na prisão, em um caso evidente de censura (https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/10/proibir-entrevista-de-lula-a-folha-e-censura-previa-diz-relator-da-oea.shtml) prévia à imprensa. Na mesma semana, Toffoli aproveitou (https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2018/10/03/golpe-militar-de-64-nao-e-simples-movimento-dizem-juizes.htm) também para chamar o golpe militar de “Movimento de 64″ — um rebatismo que envergonha qualquer democrata e enche de orgulho qualquer cabo eleitoral de bostanazi.

Faltando poucos dias para a eleição, às vésperas do debate da Globo, Sérgio Moro resolveu quebrar o sigilo da delação de Antonio Palocci — aquela que havia sido rejeitada pelo MP por falta de provas. As sucessivas ações estratégicas de Sérgio Moro, com evidente intenção política, não espantam mais ninguém. Quem ousará contestar o juiz de primeira instância que, assim como bostanazi, se tornou um dos heróis dos nossos tempos?

Integrantes do Ministério Público também militaram firme nessa eleição. A três dias da eleição, na boca da urna, o MPF pediu a condenação de Lula na ação penal envolvendo o Instituto Lula. O procurador do Power Point Deltan Dallagnol não viu problema em divulgar nas suas redes o site Ranking dos Políticos, uma plataforma que supostamente ajuda a escolher candidatos que não estão envolvidos em corrupção, mas que, como já contei aqui (https://theintercept.com/2018/08/05/atencao-eleitor-nao-caia-no-engodo-chamado-ranking-dos-politicos/) nesta coluna, usa critérios que colocam apenas políticos de direita nas primeiras posições do ranking. A TV Band chegou a veicular uma propaganda do ranking nas vésperas da eleição.

Tudo isso seria tratado como escândalo em qualquer democracia séria, mas nós já estamos acostumados com esse faroeste tropical. Boa parte da mídia, inclusive, trata com naturalidade esse ativismo judicial. O fato inegável é que esse conjunto de ações por parte do Judiciário e do MP na reta final favoreceram de algum modo a candidatura bostanazi. Parece que a Lava Jato tem um candidato para chamar de seu. Não deve ser à toa que Marcelo Bretas curte os posts de bostanazi (https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,marcelo-bretas-curte-publicacoes-de-bostanazi-nas-redes-sociais,70002425863), enquanto a esposa de Moro faz uma militância bolsonarista velada (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/10/mulher-de-moro-faz-campanha-nas-redes-pelo-voto-consciente.shtml), que não engana nem os mais bobinhos.

Major Olímpio, braço direito de bostanazi, deputado federal e candidato ao Senado pelo PSL, estava preparando um golpe (https://oglobo.globo.com/brasil/comando-do-exercito-informou-agu-sobre-plano-de-juiz-de-recolher-urnas-na-vespera-das-eleicoes-23117106) em conluio com um juiz federal para que as urnas eletrônicas fossem recolhidas na véspera da eleição. O secretário popular de Olímpio propôs uma ação popular questionando a segurança das urnas e pedindo que “seja declarado inválido o atual sistema de votação”. O juiz que participou da armação chegou a ir ao Quartel General do Exército em Brasília para explicar como seria o plano aos militares. O golpe foi descoberto, e o juiz afastado pelo Conselho Nacional de Justiça. O caso era para ter sido tratado como um gravíssimo atentado contra a democracia, mas passou apenas lateralmente na grande imprensa. Em nome de uma suposta neutralidade, boa parte do jornalismo se omitiu diante de tantos absurdos e deixou de defender a democracia. Nós estamos mesmo nos acostumando com isso.

Empresários não pensaram duas vezes antes de descumprir a lei para conseguir votos para o candidato do PSL. Além do caso explícito do dono da Havan (https://theintercept.com/2018/10/02/havan-voto-cabresto/), que constrangeu seus funcionários e praticamente os obrigou a votar em bostanazi, há diversos outros relatos de prática de voto de cabresto por parte de empregadores em todo o país. Parece que a lei no Brasil existe para ser descumprida. É admirável que o principal argumento desses empresários para apoiar bostanazi seja o combate à corrupção.

Depois de ficar um tempo estagnado nas pesquisas, bostanazi voltou a crescer a partir do último fim de semana. Ao que parece, essa retomada de crescimento das intenções de voto se deve à intensificação das fake news (https://blogs.oglobo.globo.com/bernardo-mello-franco/post/mentirada-que-influencia-urna.html) no WhatsApp — que virou uma espécie de deep web brasileira — e também ao apoio de Edir Macedo, que colocou as igrejas para pedir voto para bostanazi e mobilizou a TV Record em seu favor.

Boatos sempre existiram em tempos de eleição, mas a forma com que a candidatura de bostanazi se dedicou a isso difere de qualquer outra coisa que já vimos no Brasil. Tendo a campanha de Donald Trump como referência, a campanha bolsonarista não apenas alimentou indiretamente a indústria de fake news (https://blogs.oglobo.globo.com/bernardo-mello-franco/post/mentirada-que-influencia-urna.html) contra os adversários, mas os próprios integrantes da campanha foram porta-vozes das notícias falsas, sem nenhum constrangimento de mentir publicamente.

Carlos bostanazi publicou em suas redes sociais uma notícia falsa que dizia que o TSE enviou os códigos de segurança das urnas eletrônicas para a Venezuela, colocando uma nuvem de dúvida na cabeça do eleitor sobre a lisura da votação. O filho de bostanazi teve tanta certeza da impunidade que nem apagou a mentira. No dia da votação, Flávio bostanazi publicou (https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/eleicoes/2018/10/07/tse-esta-apurando-denuncia-de-filho-de-bostanazi-sobre-fraude-em-urna.htm) um vídeo que mostrava uma urna votando automaticamente em Haddad. No debate da Rede TV, o senador Magno Malta falou (https://www.youtube.com/watch?v=wTaG8AGQbHY) em rede nacional que o filho de Lula é proprietário de uma lancha R$ 32 milhões enquanto falava sobre corrupção. Não estamos falando apenas de robôs virtuais contratados para espalhar mentiras, mas da própria campanha do bostanazi que faz isso de forma pública, sem disfarces. São políticos com mandato, candidatos à reeleição, que mentem com a intenção de prejudicar adversários e desestabilizar a democracia.

Um levantamento da Agência Lupa (https://epoca.globo.com/cristina-tardaguila/dez-noticias-falsas-com-865-mil-compartilhamentos-lixo-digital-do-1-turno-23129808) aponta que as 10 notícias falsas mais populares tiveram juntas 865 mil compartilhamentos no Facebook desde agosto. Todas elas são a favor de bostanazi ou contra seus concorrentes. Portanto, parece que não houve uma guerra de disseminação de boatos entre as candidaturas, mas um massacre por parte da campanha do candidato do PSL.

O TSE, que devia zelar pela credibilidade do processo eleitoral, se calou diante de todos esses absurdos. Em junho deste ano, o presidente do tribunal Luiz Fux anunciou (http://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2018-06/fux-defende-combate-noticias-falsas-e-diz-que-podem-anular-eleicoes) que seria implacável com os boatos durante a campanha: “Por que fiscais podem tirar propagandas infamantes do meio da rua e nós não vamos combater as fake news? Ninguém tem liberdade de expressão para publicar notícia falsa que cause dano irreparável a uma candidatura”. Ao que parece, o próprio anúncio se trata de uma fake news (https://theintercept.com/2018/10/05/fake-news-tse/), já que pouco ou quase nada foi feito para impedir a pororoca de mentiras desta eleição. À época, Fux disse ainda que a eleição poderia ser anulada se ficasse comprovado que “ela foi objeto de massificação de fake news”. Não há dúvidas que ela foi, mas é mais fácil acreditar na declaração de bens de bostanazi para a justiça eleitoral do que na anulação do pleito.

Fux foi um leão para impedir a entrevista de Lula, mas dificilmente repetirá a postura quando for tratar da indústria de mentiras que influenciaram o processo eleitoral. É que, ao que parece, nossos togados interpretam a Constituição “em sintonia com o sentimento social”, como diria Barroso. E nós sabemos qual é o espírito dos nossos tempos.

bostanazi começou a campanha isolado politicamente, mas terminou o primeiro turno agregando forças importantes da sociedade. A possibilidade cada vez mais real de uma vitória trouxe muita gente para o seu barco. bostanazi não é mais o bufão solitário que conta apenas com apelo popular e de meia dúzia de militares. As forças conservadoras que gravitavam em torno do PSDB migraram para ele.

O establishment aos poucos foi abraçando o candidato do antiestablishment. Basicamente as mesmas forças que se uniram para apoiar o golpe de 1964 estão hoje ao lado de bostanazi. Fiesp (https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,skaf-declara-apoio-a-bostanazi-no-segundo-turno-contra-o-pt,70002532747), mercado financeiro (https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/02/politica/1538432558_436000.html), igrejas (https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,bostanazi-recebe-apoio-de-lideres-evangelicos,70002527014), Forças Armadas (https://gauchazh.clicrbs.com.br/politica/noticia/2018/10/apoio-a-bostanazi-nas-forcas-armadas-cresce-mas-com-ressalvas-cjmtkle8201uz01pi6xcg0h17.html) e setores da mídia (https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/05/politica/1538709789_434443.html) estão apoiando a candidatura que se vendia como a única com condições morais de lutar contra tudo-o-que-está-aí. É mais uma fake news. bostanazi é, entre todos os candidatos, o que tem a carreira política mais marcada pelo fisiologismo. O cara que se apresenta hoje como o messias que nos livrará do fantasma do comunismo já defendeu Hugo Chávez, apoiou um comunista no comando das Forças Armadas e já pediu voto para Ciro e Lula. Tudo em nome de interesses partidários. Trata-se de uma farsa com alto potencial para destruir o que resta da nossa já combalida democracia.

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Receita para fraudar uma eleição

Vai uma receita de bolo aí?

Receita para fraudar uma eleição

As eleições brasileiras são um jogo de cartas marcadas, onde os interesses da burguesia sempre prevalecem. Mas as eleições 2018 são um caso a parte que merecem um destaque.pelo requinte da fraude. Foram várias as medidas aplicadas pelos golpistas para legitimar a fraude. Aqui vai a receita para os interessados.

Passo a passo:

Primeiro você retira da disputa eleitoral o principal candidato, o mais votado, o mais popular, aquele que ganharia a eleição, mas que não é o “seu” candidato. A ausência dos votos dele facilitará e muito a manipulação de transferência dos votos no candidato do “seu” interesse.

É importante que para isso você contrate uma série de profissionais de diversas áreas como policiais, juízes, promotores, jornalistas, deputados e senadores para ajudarem na operação de maneira que tudo parece que foi feito dentro da lei.

Cancele o título eleitoral de alguns milhões de pessoas por motivos quaisquer com o objetivo de impedir que votos indesejados sejam transferidos para outros candidatos.

Convide para a “festa da democracia” uma instituição internacional para que ela ratifique a aparência de legalidade, pois quando a fraude for aplicada opiniões desse tipo são importantes. Não deixe de utilizar em seu favor os mesmos juízes e jornalistas que foram extremamente importantes para a operação de afastar o principal candidato.

Para garantir que nada saia do controle é extremamente importante a presença de uma força bruta que coloque ordem na operação fraudulenta. Para isso a presença de militares é indispensável. Caso alguma parte da operação saia do controle eles garantem a “lei e a ordem” da maneira que for necessária.

E para finalizar utilize um método de contagem de votos que seja facilmente manipulável, neste caso, indicamos um método eletrônico que pode ser fraudado sem que ninguém possa fiscalizar e controlar.

Boa fraude!

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Banqueiro, empresário e latifundiário: ministério de Bolsonaro é golpista e corrupto como o de Temer

Bostanazi = Temer piorado + Picolé de Chuchu 2.0

Banqueiro, empresário e latifundiário: ministério de bostanazi é golpista e corrupto como o de Temer

As críticas a Jair bostanazi, do PSL, não param. Contudo, a equipe de governo dele parece ser bem pior do que qualquer pessoa muito pessimista poderia imaginar. A composição é de banqueiros, empresários e latifundiários para “tocar” a gestão bostanazi.

Não se trata de gerir o País, mas de vendê-lo a preço de banana, como sonham alguns direitistas. Para isso foram escalados Alexandre Bettamio, que é presidente do Bank Of America como executivo da América Latina, João Cox (os sobrenomes entregam o objetivo) que é presidente do conselho de administração da empresa de telefonia TIM, além de Sérgio Eraldo de Salles Pinto, que faz parte da Bozanno Investimentos.

Por outro lado, Paulo Guedes será o responsável para tocar os planos econômicos dos golpistas que assumirão o Poder Executivo, caso bostanazi vença. Guedes deve colocar em prática o fim dos direitos trabalhistas, como vem sendo anunciado por políticos golpistas e por empresários interessados na volta da escravidão.

A equipe de bostanazi parece vinda de algum filme de horror, onde a cada passo alguém se depara com um monstro. Também por isso é preciso lutar contra o golpe de Estado, antes e depois das eleições, contra as medidas dos golpistas, pela liberdade imediata de Lula.

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Pra que eleição? FMI já tem seu próprio programa de governo para o Brasil

Pra que eleição? FMI já tem seu próprio programa de governo para o Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) já tem o seu programa para os brasileiros. O imperialismo; os bancos internacionais que deram o golpe no Brasil ainda estão descontentes com o governo Temer pois este falhou em implementar a reforma da Previdência, no entanto, já deixaram claro que realizar essa reforma não será uma escolha para o próximo governo, mas uma obrigação.

A crise econômica que vêm sofrendo os países desenvolvidos está cada vez mais crítica, por isso as medidas impostas para os países atrasados estão cada vez mais duras, e sua política cada vez mais golpeada pela burguesia internacional. Para firmar ainda mais a necessidade de acelerar a política de drenagem dos recursos brasileiros, o FMI lançou ontem o Panorama Econômico Mundial. O documento põe uma enorme ênfase na reforma da Previdência. Embora o monopólio da imprensa capitalista tente mascarar o óbvio – que o FMI está impondo as regras para o próximo governo – fica claro o aviso que o Fundo Monetário deixou. Devemos lembrar que os militares estão em cargos estratégicos do governo para entrar em ação caso o programa imperialista não entre em vigor imediatamente no Brasil.

Já ficou claro, por A mais B, que essas eleições não têm nada de democráticas, isso já era um fato quando Lula foi preso, porém continuamos com mais evidências de que o Brasil já não pode se dar o luxo de mascarar as ambições da burguesia com ares democráticos: perseguição e agressão de candidatos petistas, fechamento de sedes do PT e do PCdoB, apreensão de material de campanha, chantagens com o Fundo Eleitoral, restrição de campanha de rua, diminuição do tempo de televisão e duração da campanha eleitoral, cassação do Título de Eleitor de 3,4 milhões de Brasileiros, e agora uma imposição direta de qual deverá ser o programa para o próximo governo.

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Efeitos do golpe: extrema pobreza é recorde em 9 estados

Efeitos do golpe: extrema pobreza é recorde em 9 estados

Com o aprofundamento do golpe, ficam cada vez mais perceptíveis as mazelas que afetam a classe trabalhadora, oriundas de um governo golpista, controlado pela direita. Um exemplo é o avanço da condição de extrema pobreza em pelo menos nove estados do país, entre 2014 e 2017.

Segundo dados levantados pela empresa de consultoria Tendências, houve um aumento de 3,2 para 4,8% nos índices de pobreza. O embasamento de valores foi retirado do Plano Brasil Sem Miséria, que é referência do Programa Bolsa Família. O Nordeste é a região com maior número de famílias vivendo em situação de extrema pobreza, sendo os piores casos registrados no Maranhão. Os números são assustadores: mais de 12% da população local vive com renda domiciliar per capita inferior a R$85,00.

O crescimento mais rápido deste índice foi na Bahia. A região passou de 12ª no ranking para 3ª colocada. Percentualmente, o número de famílias que vivem em condições de extrema pobreza passou de 4,8 para 9,8%. Em Sergipe os valores também dobraram, passando de 4,1 para 8,9%.

De 2004 a 2013 os resultados eram consideravelmente mais positivos. Uma das razões era o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que aumentava, em média, 4% ao ano. Já com a consolidação do golpe, a piora a condição de vida da população foi notável. De 2014 a 2017 os índices e extrema pobreza alavancaram de 5,3 para 10,9%.

Outra situação alarmante também foi perceptível no Rio de Janeiro. Em 2014 as famílias em situação de extrema pobreza representavam 1,4% da população local. Depois do golpe, em 2017, o número passou para 3,5%. É importante lembrar que o inferno vivido pelos cariocas só aumenta, principalmente com a intervenção militar, que massacra a classe trabalhadora.

Os índices apresentados são apenas um reflexo do quanto o golpe afeta a classe trabalhadora, favorecendo apenas a burguesia. Nesse sentido a mobilização popular se faz fundamental para que a atuação dos golpistas seja barrada definitivamente.

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A próxima depressão

Importante artigo sobre a próxima crise mundial que está por vir.

A próxima depressão

10 de Outubro de 2018, por Chris Hedges

Durante a crise financeira de 2008, os bancos centrais do mundo inteiro, incluindo o Federal Reserve dos EUA, injetaram milhares de milhões de dólares no sistema financeiro mundial. Este dinheiro falsificado criou uma dívida mundial de 325 mil milhões de dólares, ou seja, mais do triplo do PIB mundial. Este dinheiro falsificado foi entesourado pelos bancos e pelas grandes empresas, emprestado por esses bancos a taxas de juro usurárias, utilizado para o serviço de dívidas insustentáveis ou para resgatar ações, para grande benefício das elites que arrecadaram milhões. O dinheiro assim falsificado não foi investido na economia real. Não foram fabricados nem vendidos quaisquer produto. Os trabalhadores não acederam à classe média com receitas, assistência social e reformas vitalícias. Não foi lançado nenhum projeto de infraestruturas. O dinheiro assim fabricado alimentou novas bolhas financeiras colossais, criadas sobre a dívida e cobertas por um sistema financeiro em ruínas e condenado ao fracasso.

O que é que desencadeará o próximo colapso? Os 13,2 mil milhões de dólares de dívidas insustentáveis das famílias americanas? A dívida insustentável de 1,5 mil milhões de dólares dos estudantes? Os milhares de milhões que Wall Street investiu na fracturação hidráulica, setor que gastou mais 280 mil milhões de dólares do que o gerado nas suas operações? Quem sabe. O que é certo é que é inevitável uma derrocada financeira mundial, que eclipsará o colapso de 2008. Desta vez, com taxas de juro próximas do zero, as elites não têm nenhum plano de salvação. A estrutura financeira vai desintegrar-se. A economia mundial vai entrar numa espiral mortífera. Receio que o furor duma população traída e empobrecida vá reforçar os demagogos de direita que prometem a vingança contra as elites mundiais, a renovação da moral, o regresso às raízes duma época mítica em que os imigrantes, as mulheres e as pessoas de cor sabiam o seu lugar e, por fim, um fascismo cristão.

A crise financeira de 2008, como sublinha Nomi Prins, economista e colaboradora de Truthdig , "transformou os bancos centrais numa nova classe de mandatários do poder". Pilharam as riquezas nacionais e amontoaram biliões para se tornarem política e economicamente imprescindíveis. No seu livro – Collusion: How Central Bankers Rigged the World [ Conluio: Como os banqueiros centrais defraudaram o mundo , NT] – ela escreve que os banqueiros centrais e as maiores instituições financeiras do planeta se dedicam a manipulações fraudulentas nos mercados mundiais e fabricam o que ela chama "moeda falsa", para encher bolhas especulativas e delas retirar um lucro a curto prazo, empurrando-nos para um "perigoso precipício financeiro".

"Antes da crise, andavam 'em piloto automático', em especial o Federal Reserve, que, supostamente, é o principal regulador dos grandes bancos nos Estados Unidos", declarou Nomi Prins aquando do nosso encontro em Nova Iorque. "Com este comportamento, o Federal Reserve tem a terrível responsabilidade da crise financeira. Passou a ser desreguladora em vez de reguladora. No rescaldo da crise financeira, a solução que foi proposta para salvar a economia de uma grande depressão ou de uma recessão, qualquer que fosse a terminologia do momento, foi fabricar dólares virtuais aos biliões".

De acordo com investigadores da Universidade do Missouri , o Federal Reserve confiou cerca de 29 bilhões de dólares desse dinheiro falsificado a bancos americanos. Vinte e nove bilhões de dólares ! Teríamos podido oferecer escolaridade gratuita a todos os estudantes ou serviços de saúde gratuitos universais, restaurar as nossas infraestruturas em ruínas, fazer a transição para uma energia limpa, anular a dívida dos estudantes, aumentar os salários, salvar proprietários super endividados, criar bancos públicos para investir com juros baixos nas nossas coletividades, garantir um rendimento mínimo para toda a gente, criar um vasto programa de criação de empregos para os desempregados e para as pessoas com subempregos. Dezasseis milhões de crianças deixariam de ir para a cama de barriga vazia. Os doentes mentais e os sem-abrigo – calcula-se que há 553 742 norte-americanos sem abrigo , todas as noites – não ficariam na rua ou fechados nas prisões. A economia recuperaria. Em vez disso, 29 bilhões de dólares de dinheiro fabricado foram entregues a escroques da finança que estão em vias de os fazer desaparecer na quase-totalidade e de nos mergulhar numa depressão comparável à do colapso mundial de 1929 .

Kevin Zeese e Margaret Flowers escrevem no sítio da Internet Popular Resistance: "Um sexto deste montante podia oferecer um rendimento de 1000 dólares por mês, o que custaria 3,8 bilhões de dólares por ano, duplicar as prestações da segurança social para as elevar a 22 000 dólares por ano, o que custaria 662 bilhões, oferecer 10 000 dólares de prémio aos professores do ensino público americano – 11 bilhões – instituições de ensino superior gratuitos para todos os diplomados do secundário – 318 bilhões – assim como jardins de infância para todos – 28 bilhões. A melhoria da segurança na doença e a sua abertura a toda a gente permitiria à nação economizar milhares de milhões de dólares em 10 anos".

Uma cláusula de emergência da Lei do Federal Reserve, de 1913, permite que o Federal Reserve (FED) forneça liquidez a um sistema bancário em dificuldade. Mas a Reserva Federal não se limitou à criação de algumas centenas de milhares de milhões de dólares. Inundou os mercados financeiros por uma criação monetária insensata. Teve como efeito dar a impressão de que a economia havia sido relançada. Foi o caso para os oligarcas, que, ao contrário de nós, tiveram acesso a esse dinheiro.

O FED pôs as taxas de juro quase a zero. Certos bancos centrais europeus instauraram taxas de juro negativas , ou seja, pagavam aos emprestadores para que estes aceitassem endividar-se. A Reserva Federal, com um hábil jogo de contabilidade, até permitiu aos bancos em dificuldade que contraíssem empréstimos a juros zero, para comprar Títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Depois, os bancos restituíam esses títulos ao FED que lhes pagava 0,25% de juros. Em resumo, o FED emprestou dinheiro aos bancos a uma taxa de juro praticamente nula, e depois o FED pagou-lhes juros sobre o dinheiro que lhes tinha emprestado. O FED também resgatou ativos hipotecários sem valor e outros ativos tóxicos aos bancos. Como as autoridades do FED podiam fabricar todo o dinheiro que quisessem, pouco importava como é que o gastavam.

"É como ir a uma venda de garagem e dizer: "Quero aquela bicicleta sem rodas. Pago 100 000 por isso. Porquê? Porque o dinheiro não é meu", disse Prins.

"Esta gente viciou o sistema", disse ela, em relação aos banqueiros. "Há dinheiro fabricado no topo. É utilizado para inflacionar os ativos financeiros, incluindo as ações. Isso deve vir de qualquer parte. Como o dinheiro é barato, há mais empréstimos para as empresas e pelo governo".

"Onde vão buscar dinheiro para o reembolso?" perguntou ela. "À nação, à economia. São vocês que captam o dinheiro da economia real e dos programas sociais. São vocês que impõem a austeridade".

Dado o montante estarrecedor da criação monetária que terão de reembolsar um dia, os bancos não têm outra hipótese senão emprestar de qualquer modo. É por isso que, quando estamos a descoberto no nosso cartão de crédito, a taxa de juro salta para 28%. É por isso que, se declaramos falência pessoal, ficamos responsáveis pelo empréstimo a estudantes, isto enquanto um milhão de pessoas por ano deixam de pagar os seus empréstimos a estudantes, e a taxa de incumprimento destes empréstimos deverá atingir 40% daqui a 2023. É por isso que os salários estagnam, ou mesmo baixam, enquanto os preços, quer se trate de cuidados de saúde, de produtos farmacêuticos, de despesas bancárias ou de serviços públicos de base, sobem em flecha. A dívida imposta cresce para alimentar a besta até que, como no caso da crise hipotecária dos subprimes , o sistema predador sucumba devido a falências de grande dimensão. Por exemplo, como para todas as bolhas financeiras, um dia as previsões extremamente otimistas dos benefícios de indústrias como a da fracturação hidráulica, deixarão de ser uma justificação aceite para continuar a injetar fundos nas empresas em dificuldade, oprimidas por dívidas que nunca poderão reembolsar.

"As 60 maiores sociedades de prospeção e de produção não geram receitas de vendas suficientes para cobrir as suas despesas de exploração e de investimento", escreve Bethany McLean no artigo intitulado The Next Financial Crisis Lurks Underground [A próxima crise financeira espreita debaixo do chão, NT] publicado no New York Times, a propósito desta indústria em declínio. "Em média, entre meados de 2012 e meados de 2017, registaram em conjunto um défice trimestral de 9000 milhões de dólares".

O sistema financeiro mundial é uma bomba-relógio. A questão não é saber se ela vai explodir, mas quando é que vai explodir. Quando isso acontecer, os especuladores mundiais já não poderão utilizar a criação monetária para fazer face ao cataclismo, o que provocará um desemprego generalizado, preços caros para os produtos importados e para os serviços mais essenciais, assim como uma desvalorização que fará com que o dólar não sirva para quase nada, porque será abandonado enquanto divisa de reserva mundial. Esse tsunami financeiro transformará os Estados Unidos, que são já uma democracia em bancarrota, num estado policial autoritário. A vida não valerá grande coisa, sobretudo a dos mais vulneráveis – trabalhadores sem documentos, muçulmanos, pobres de diversas etnias, raparigas e mulheres, anticapitalistas e anti-imperialistas que serão catalogados como agentes de potências estrangeiras – que vão ser diabolizados e perseguidos enquanto responsáveis pelo colapso. As elites, numa tentativa desesperada de se agarrar ao seu poder sem freios e à sua riqueza obscena, desmantelarão o que restar dos Estados Unidos.

[*] Chris Hedges é jornalista, vencedor do Prémio Pulitzer.

O original encontra-se em www.truthdig.com/articles/conjuring-up-the-next-depression/ .

Tradução de Margarida Ferreira.

Este artigo encontra-se em https://resistir.info/ .

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Urnas eletrônicas colocam bolsonarista desconhecido no Senado para atacar o patrimônio nacional

Urnas eletrônicas colocam bolsonarista desconhecido no Senado para atacar o patrimônio nacional

As eleições se demonstraram claramente fraudulentas. A burguesia conseguiu, por meio das manobras mais mafiosas, por meio do controle totalmente arbitrário da burguesia sobre o processo, que teve o judiciário, a polícia e a extrema-direita como setores mais atuantes para reprimir todo tipo de crescimento eleitoral da esquerda durante todo esse processo. Além disso, houveram várias denúncias de pessoas impedidas de votar, de urnas que não haviam determinados candidatos, urnas que não funcionavam de forma normal e assim por diante – tudo isso indicando uma gigantesca fraude orquestrada pela burguesia.

Em São Paulo, essa manobra ficou muito clara quando a direita tirou do senado o candidato petistas Eduardo Suplicy, um político altamente conhecido em São Paulo que agrada tanto os setores mais pobres da população quanto a classe média alta, inclusive de direita. O candidato petista que estava em primeiro colocado nas pesquisas eleitorais da própria burguesia conseguiram colocá-lo atrás de dois políticos golpistas, da direita tradicional do PSDB e o Major Olímpio, do partido do bostanazi (PSL).

O tal Major Olímpio, colocado no Senado – e é preciso bater na tecla – por meio de uma gigantesca fraude nacional, que inclusive colocou-o como senador mais votado de São Paulo, já deu declarações típicas de um bolsonarista – um fascista totalmente vendido ao imperialismo e aos interesses da grande burguesia estrangeira. O futuro senador bolsonarista disse que a prioridade de seu mandato no congresso serão: a redução da maioridade penal, a venda de reservas indígenas e a retomada de um projeto para extinguir as torcidas organizadas.

Quer dizer, no quesito das terras indígenas, o projeto dele é vender as terras do território brasileiro para setores da burguesia estrangeira que explora o país de forma parasitária, no sentido de esfolar as terras e a economia brasileira, entregando-a para setores cujo próprio lucro no ajuda em nada o desenvolvimento brasileiro pois o lucro será investido nos países de onde pertencem essa própria burguesia, isto é, os Estados Unidos, a Alemanha, a Itália, a França e assim por diante, os principais exploradores dos povos e países oprimidos.

Os outros pontos comentados pelo Major, a redução da maioridade penal e das torcidas organizadas, também são profundamente reacionários e contrários aos interesses da população brasileira. Primeiro, pois tratam-se de maneiras de atacar profundamente a população brasileira, aumentando a repressão contra a população pobre, trabalhadora e negra, ou seja, a maior parte da sociedade. O programa dele, abaixando a idade para a pessoa ser presa, é uma forma de prender ainda mais gente, em um país onde mais da metade da população é presa sem nenhum tipo de provas, de forma totalmente arbitrária e ilegal.

Já na questão do futebol, um dos maiores patrimônios culturais da população brasileira. A ideia do Major vai em total convergência com a política do imperialismo de destruição do futebol brasileiro, em defesa dos interesses da máfia européia sobre o futebol. Justamente nesse momento, existe uma unificação do imperialismo para atacar o futebol brasileiro, como foi visto na copa do mundo, com as manobras para impedir a melhor seleção da copa de ganhar a taça, as campanhas na imprensa burguesa contra Neymar e Tite e assim por diante. No cenário nacional, estes ataques se dão justamente pelos políticos da direita que atacam as organizações no estádios de futebol, de forma a impedir as manifestações políticas, a festa das torcidas e esvaziando os estádios, por meio não só de repressão, como também aumentando o preço dos ingressos e etc.

Portanto, vê-se bem de qual forma os “patriotas” da extrema-direita e dos fascistas que se vendem totalmente aos interesses daqueles que mais querem a exploração e destruição do patrimônio brasileiro: o imperialismo. Não é de se espantar já que o próprio bostanazi e os bolsonaristas batem continência à bandeira norte-americana, apoiam o golpe no Brasil de 1964, financiado pelos imperialistas, além também de todas essas destruições e o atual golpe que também é financiado pelo imperialismo. Estes são os “patriotas” brasileiros, que usam as cores da bandeira do país que eles tanto odeiam.

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Especialista da ONU: campanha enganosa sobre direitos humanos é pretexto para derrubar Maduro

Especialista da ONU: campanha enganosa sobre direitos humanos é pretexto para derrubar Maduro

Da redação – Alfred-Maurice de Zayas, especialista independente da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgou análise da situação social, política e econômica da Venezuela em entrevista à jornalista Madelein García (Telesur), publicada no Twitter nessa segunda-feira (9).

Ele deixa bem claro que o alarde criado contra o governo venezuelano e uma suposta “crise humanitária” é, na verdade, um pretexto para a destruição do governo Nicolas Maduro por parte do imperialismo representado pela posição oficial da ONU, por ONGs associadas ao governo dos EUA, pelo próprio governo norte-americano e pela imprensa internacional.

“Aqui vemos uma situação de um assédio incrível (…) quer dizer, usam o pretexto dos direitos humanos para derrubar o senhor Maduro, sem perceber que esse uso dos direitos humanos como uma arma, implica a destruição da dignidade humana, implica a destruição do mesmo conceito dos direitos humanos” denuncia Zayas após passar catorze dias em solo venezuelano, no final de 2017.

(cont.)

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São Paulo não é de direita, isso é uma mentira para justificar a fraude

São Paulo não é de direita, isso é uma mentira para justificar a fraude

Após o balanço das eleições, a imprensa burguesa vem tentando disseminar a ideia de que o Estado de São Paulo é de direita e que seus eleitores têm uma certa adoração aos governos espoliadores do povo. Diante desse propósito, vale aqui, expor as verdadeiras contradições acerca dos resultados eleitorais, da subsequente ramificação da direita no aparato eleitoral e na superestrutura do Estado.

Na década de 1970, São Paulo foi o palco do movimento sindical operário que surgira de intensas lutas no seio da luta de classes, culminando no chamado Novo Sindicalismo; – tentativa essa de pôr a cabo o sindicalismo amarelo da Era Vargas, e, buscando desta forma, romper com a burocracia do Estado e elevar a luta de classes sob uma perspectiva independente.

Nos anos subsequentes, os resultados da intensificação da luta de classes tiveram como fruto a criação do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em 1983, e a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), em 1986.

Em 1978, foi deflagrada em São Bernardo do Campo – SP a primeira greve deste período, quando 100 operários de uma fábrica de ônibus e caminhões, cruzaram os braços em frente às máquinas. Uma semana depois, todos os 1800 operários da Saab-Scania já haviam aderido à greve, além de outros operários de 23 outras empresas.

No decurso das mobilizações impulsionadas pela classe operária, o governo militar foi dando sinais de enfraquecimento, e – mostrando-se incapaz de conter o avanço da mobilização popular; caído em 1985. Neste ínterim, justamente no ABC paulista, surge a figura mais popular do movimento sindical brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, o líder mais carismático da esquerda brasileira, – que por consequência de seu próprio poder de mobilização –, está encarcerado em Curitiba; tudo para garantir os abjetos planos da direita que desde sempre apoiou a ditadura militar, aliando-se ao imperialismo no intuito de colocar em marcha todos os projetos de entrega das riquezas da nação em troca de migalhas perante suas pretéritas condições de vassalagem.

Por consequência dos resultados eleitorais, a direita vem afirmando copiosamente que São Paulo tem um caráter direitista, justamente para encobrir toda a panaceia articulada nos bastidores da corrida pela posse do trono burguês, a fraude.

Além do conluio com os principais meios de comunicação – que não escondem o seu espúrio proselitismo, e com os grandes capitalistas – que transferem enormes somas de capital para os partidos direitistas, a intelligentsia burguesa goza de pleno apoio do Estado (TSE, STF, TRE) – onde através de chicanas jurídicas, impedem os setores mais combatentes de denunciarem as eleições mais fraudulentas da história.

O plano engendrado pelos golpistas, visa apenas, a superexploração da força de trabalho e a imposição da carestia aos mais oprimidos. Não obstante, mesmo com a gigantesca máquina burocrática na mão, a burguesia tem tido muita dificuldade em consolidar seus representantes, como é o caso de Geraldo picolé de chuchu (PSDB), que em São Paulo atingiu míseros 9,53%, perdendo mesmo para Fernando Haddad (PT), que angariou 16,39% dos votos.

Considerando a projeção do plano golpista e a intensificação da propaganda anti-petista, o saldo para os algozes tucanos não têm sido nada positivo. Segundo pesquisa realizada pelo Datafolha (6/10), quase metade do eleitorado do tucano diz que apoiará Haddad no 2º turno contra o filisteu Jair bostanazi (PSL).

Devido ao fato do eleitorado de São Paulo ser muito grande, a tentativa de dissimular a realidade – que consiste na fraude eleitoral –, representa para a direita uma possibilidade de recrudescer a política à direita, uma vez que o centro financeiro do país pode desequilibrar as eleições.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), frente ao total de 147.302.354 eleitores brasileiros, o Estado de São Paulo se configura como o maior colégio eleitoral do país, concentrando cerca de 33.040.411 de eleitores, ou seja, 22,4% do total nacional, sendo a maior parte formada por mulheres. Liderando a concentração de eleitores, destaca-se a capital, responsável por mais de 9 milhões de eleitores; em seguida vem Campinas, com quase 850 mil.

Com a criação do meme de que São Paulo seria “de direita”, esconde-se o verdadeiro caráter do movimento político – encabeçado pelos golpistas. Uma vez que a base material de sustentação do golpe demonstra sua clara debilidade e profunda contradição, sua expressão ideológica repete as mesmas condições.

Nesse sentido, a mobilização popular, denunciando toda a fraude eleitoral, consiste – para a classe trabalhadora –, na ferramenta mais imprescindível para a derrubada do golpe. Enquanto os golpistas se esmeram em aprofundar os ataques ao povo – colocando em primeiro plano as exigências do capital internacional, a classe trabalhadora tem sido covardemente acossada pelas instituições burguesas e pelo aparato repressivo do Estado. Sendo assim, resta a classe trabalhadora a utilização da arma mais eficiente contra a burguesia, a organização.

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Fraude a jato no RJ: candidato de Moro e Bolsonaro salta 30 pontos em 24 horas

Fraude a jato no RJ: candidato de Moro e bostanazi salta 30 pontos em 24 horas

Os resultados das eleições para governador no Rio de Janeiro confirmam que as eleições burguesas não são confiáveis, para dizer o mínimo.

O candidato que passou para o segundo turno em primeiro lugar, Wilson Witzel (PSC) esteve apagado nas pesquisas e longe dos holofotes da imprensa e da opinião pública durante toda a campanha. Embora essas pesquisas também não sejam confiáveis, são utilizadas pela direita para nortear suas estratégias de ação na tentativa de manipular as pessoas e canalizar os votos de acordo com seus interesses.

Na última semana antes das eleições, o candidato do PSC, ex-juiz Witzel, reafirmou seu apoio à candidatura de bostanazi, participando dos atos pró bostanazi, posando para fotos ao lado de fascistas e candidatos ao congresso federal pelo PSL que quebraram a placa com o nome da Rua Marielle Franco (https://www.terra.com.br/noticias/eleicoes/witzel-estava-ao-lado-de-politicos-do-psl-que-rasgaram-homenagem-a-marielle,cc18937597ba07f0eaff279d307850111pdyx630.html) e recebeu um imenso apoio dos candidatos do PSL e fundamentalmente dos filhos do candidato Jair bostanazi.

Além desse apoio de “última hora”, Wilson Witzel também teve seu nome veiculado nos meios evangélicos, e em diversas igrejas os pastores passaram orientação explícita para que o voto fosse feito no que apelidaram de “W20” e “B17” em nome da família e dos bons costumes.

Todas essas manobras criam junto aos eleitores uma tentativa de explicar o crescimento exponencial do candidato, que viu as intenções de votos em sua candidatura passar de 4% no dia 20/09 segundo o instituto data folha, para 42% dos votos válidos após a apuração dos votos.

O fato que precisamos denunciar é que essa virada no cenário eleitoral em tão pouco tempo, desnuda uma enorme fraude, deixando claro o papel decisivo do judiciário no processo das eleições no Rio de Janeiro.

O ex-juiz Witzel é amigo pessoal do braço forte da lava jato no Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, e do juiz Sérgio Moro, responsável pela condenação arbitrária e injusta do companheiro Lula no caso do triplex.

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Análise: “surpresas” na eleição sempre tiram votos da esquerda e dão votos para a direita

Análise: “surpresas” na eleição sempre tiram votos da esquerda e dão votos para a direita

Os “analistas” contratados pela imprensa golpista estão até agora tentando explicar as “surpresas” direitistas que as urnas eletrônicas indicaram como vencedores nas eleições de 2018.

Em Minas Gerais, o candidato do partido Novo, Romeu Zema, que um dia antes da eleição estava em terceiro lugar nas pesquisas, terminou em primeiro, aumentando em mais de 20% a quantidade de votos, em relação a pesquisa de intenção de votos.

Dilma Rousseff do PT, que liderou as pesquisas de intenção de votos para o Senado em Minas Gerais desde o dia que anunciou sua candidatura, perdeu mais de 20% de votos na boca de urna, ficando em quarto lugar nas eleições, sendo que não existiu campanha de boca de urna nas eleições desse ano.

No Rio de Janeiro, outra “surpresa” foi o desconhecido direitista Wilson Witzel do PSC (Partido Social Cristão) que quase ganha a eleição ao governo do Estado carioca no primeiro turno, com 41,28% dos votos, sendo que até o dia da eleição, o candidato “surpresa” nunca foi apontado pelas pesquisas eleitorais como um possível vencedor do pleito, sempre atrás de outros candidatos mais conhecidos, como Garotinho e Romário, outro “fenômeno” eleitoral que vence 24 horas antes das urnas eletrônicas serem abertas.

Em São Paulo, que já é tradicional os candidatos da direita ganhar as eleições no dia da eleição, tendo desafiando até as pesquisas eleitorais mais favoráreis as suas candidaturas, a fraude eleitoral aprontou novamente contra o PT e o conhecidíssimo ex-senador Eduardo Suplicy, em favor da direita.

Eduardo Suplicy do PT, que liderou as pesquisas de intenção de votos desde o primeiro dia de sua candidatura, perdeu a eleição no Senado, no dia da eleição, para dois desconhecidos direitistas, Mara Gabrilli do PSDB e Major Olimpio do PSL, um resultado impossível de até os “analistas” golpistas da imprensa venal brasileira conseguir apresentar qualquer tipo de explicação.

Em 2014, as urnas eletrônicas desafiando as pesquisas eleitorais, conseguiram derrotar Eduardo Suplicy, colocando-o atrás do odiado José Serra do PSDB, mas nesse caso, ainda poderia se confundir, pois era apenas uma vaga e apresentar a vitória de José Serra como expressão da máguina eleitoral do PSDB, no entanto em 2018, com duas vagas em disputa, o resultado “surpresa” que tirou o petista Eduardo Suplicy do Senado, não dá para engolir.

É obvio que os “analistas” golpistas apresentaram uma explicação para a fraude, que vai desde a vontade do povo votar no político novo, que não está “envolvido” com corrupção, apesar de seus partidos serem os partidos da corrupção, do golpe, da venda do país.

Também tem explicações para desmoralizar a esquerda nacional como a de que o eleitor brasileiro é direitista, e de que em São Paulo, os trabalhadores são os mais direitistas do país, ou seja, gostam de privatização, apoiam a retirada de seus direitos etc. O que é um verdadeiro absurdo.

No final, analisando as “surpresas” eleitorais que desafiaram até os institutos de pesquisas que são controlados pelos próprios capitalistas, somente promoveram surpresas à favor dos candidatos de direita, e que sempre são os votos da esquerda que desaparecem, um fenômeno que se aprofundou com o aparecimento das urnas eletrônicas.

Para quem já participou de qualquer tipo de eleição, seja no movimento estudantil, sindical ou popular, sabe que não se muda a tendência de voto da esquerda para direita de um dia para o outro, na véspera de uma eleição, e que a variação é bem pequena, portanto a única explicação racional é que os votos da esquerda foram transferidos para direita através da fraude, do roubo e nada mais.

As eleições de 2018, que apresentaram os resultados mais absurdos de toda história, elegendo candidaturas desconhecidas, aberrantes, como Alexandre Frota, Janaína Paschoal, Major Olimpio, Romeu Zema etc, é a comprovação de que houve fraude eleitoral em todo país, a começar pela votação do fascista Jair bostanazi, que mesmo possuindo o maior índice de rejeição de todos os candidatos, cerca de 50% de rejeição, quase se elege no primeiro turno das eleições.

Diante disso, o população trabalhadora no Brasil não pode dar autoridade para esses verdadeiros inimigos do povo se apresentarem como representantes de seus interesses nas instituições do país, é necessário continuar a luta contra o golpe, pois o golpe continua acelerado e com a finalização dessa eleição fraudada, os ataques aos trabalhadores serão muito agressivos.

Lembrar sempre que o principal líder político do Brasil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi preso e proibido, de forma arbitrária, de ser candidato a presidência da República, pois tinha mais de 40% de intenções de voto em todos os Institutos de pesquisas, e por isso, a luta pela Liberdade de Lula faz parte da luta geral contra os golpistas.

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Não existe “onda bolsonarista”, existe onda de abstenções, nulos e brancos: 40 milhões não votaram

Não existe “onda bolsonarista”, existe onda de abstenções, nulos e brancos: 40 milhões não votaram

Depois do resultado do primeiro turno eleitoral, muitos têm afirmado acerca de uma suposta “onda bolsonarista” que teria contaminado a população, mas a verdade é que não existe tal onda no mundo real. bostanazi obteve 49 milhões de votos ao passo que as abstenções, votos nulos e votos em branco atingiram o patamar de 40 milhões de eleitores. Verificamos, pois, que se trata de mais uma falácia criada pela imprensa burguesa.

Em outras palavras, a maioria da população não votou em bostanazi ou não viu nele um candidato atrativo. Em verdade, nenhum dos candidatos foi capaz de atrair a maioria dos eleitores, posto que o único candidato que tem essa envergadura foi arbitrariamente excluído por um conjunto de medidas ilegais. Lula despontava com quase metade das intenções de voto quando foi preso antes do trânsito em julgado processual. Tinha enormes condições de ganhar no primeiro turno com o transcorrer da campanha.

Lula defendia um nacionalismo, tornando-o intragável aos golpistas, porém com amplo respaldo popular. Não à toa que as abstenções, votos nulos e votos em branco quase venceram o primeiro turno do certame eleitoral. Destarte, a denuncia da fraude eleitoral se torna cada vez mais imperiosa nesse vácuo eleitoral.

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Fraude: Aécio, odiado, é eleito; Dilma, com enormes comícios, não é

Fraude: cheirécio, odiado, é eleito; Dilma, com enormes comícios, não é

As eleições deste ano reforçaram aquilo que já se sabe: a fraude dos processos eleitorais, controlados pela burguesia.

Um dos exemplos desta fraude pode ser visto em Minas Gerais. A líder das pesquisas e ex-presidenta, democraticamente eleita por mais de 54 milhões de votos, Dilma Rousseff, perdeu a disputa ao senado, ficando em 4° lugar. Ela, que era cotada com 27,9% das intenções de voto, recebeu, supostamente, 2.658.852 votos.

Os vencedores foram Rodrigo Pacheco (DEM), com 20,54% dos votos e Carlos Viana (PHS), com 20,28%.

A burguesia elegeu, porém, o impopular cheirécio Neves a deputado federal na mesma região. Ele foi, supostamente, o 18° candidato mais votado no pleito, com, mais ou menos, 106 mil votos. O golpista, que visivelmente não foi escolhido pelo povo, foi inclusive hostilizado pela população quando foi votar, na tarde deste domingo, no Bairro de Lourdes, em Belo Horizonte.

Quando questionado sobre quem apoiaria no 2° turno das eleições, entre Fernando Haddad (PT) e Jair bostanazi (PSL), cheirécio disse que não iria se pronunciar, mas que jamais apoiaria o Partido dos Trabalhadores.

É importante ressaltar, mais uma vez, a fraude que é o processo eleitoral. Os resultados deste domingo demonstram o avanço da direita golpista no país, que só poderá ser derrubada através de amplas mobilizações populares, que são a única forma de garantir a conquista e o mantimento de direitos da classe trabalhadora.

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Fraude: não foi a vontade dos eleitores que prevaleceu, mas a “vontade” das urnas

Fraude: não foi a vontade dos eleitores que prevaleceu, mas a “vontade” das urnas

O resultado apresentado pela justiça eleitoral para as eleições do último domingo, se contrapuseram, e muito, até mesmo às pesquisas fraudulentas apresentadas poucas horas antes do pleito que, mesmo com toda a manipulação costumeira do processo eleitoral, chegar a mostrar variações de até 70% de diferença em relação ao que foi divulgado nas pesquisas apresentadas na véspera, pelos órgão que são vinculados aos principais monopólios da imprensa golpista como o Ibope/Globo-Estadão e o Datafolha/Folha de S. Paulo.

Com mil piruetas os “analistas”procuram explicar na TV tamanha “margem de erro”, alegando mudanças bruscas no estado de ânimo do eleitor, diante de uma campanha que – praticamente – não existia ou ainda atribuindo o resultado a um suposto apoio do candidato direitista Jair bostanazi, que praticamente não fez campanha nem para si mesmo, mas teria sido decisivo na eleição de supostos aliados.

Como mágica, elementos sem qualquer popularidade, sem campanha colossais, sem nada, saltaram da quarta ou quinta colocação para a liderança nas urnas.

Assim, elementos reacionários e que tinha dificuldade até para se elegerem deputados em eleições anteriores (não eram portanto “novos”ou elementos “de fora da politica” etc.) tornaram-se recordistas de votos como o ultra reacionário major Olímpio, senador eleito com mais de 9 milhões de votos, em São Paulo.

Não faltaram a ultrapassagem, sem qualquer motivação excepcional, de candidatos da esquerda que haviam se oposto ao golpe de estado, como a presidenta Dilma Rousseff, em Minas Gerais, do vereador Eduardo Suplicy, em São Paulo, e do senador Roberto Requião, no Paraná, todos com derrotas acachapante e na reta final, nas eleições para o Senado.

No Rio de Janeiro, mesmo com o apoio do ex-governador que figurou no segundo lugar das pesquisas, por mais tempo, e que se encontrava 48 h antes do pleito na segunda colocação na disputa para o governo, o senador Romário (Pode), foi ultrapassado por dois candidatos que ocupavam a terceira e quarta colocações, sendo que um deles, Wilson Witzel, de forma inesperada, assumiu a dianteira no dia da eleição, obtendo mais de 40% das eleições; o dobro do percentual de votos do segundo colocado, Eduardo Paes (DEM), que liderou as pesquisas até a noite anterior.

Fenômeno semelhante se deus em Minas Gerais, onde o candidato do Novo, Romeu Zema, ultrapassou o governador petista, Fernando Pimentel e, até mesmo o tucano Anastasia, chegando na frente com cerca de 43%. Um crescimento mágico de cerca de 30 pontos percentuais, em pouco mais de 24 horas. Uma “mágica” sem igual.

Nesses e muitos outras casos, a “vontade das urnas”, se impôs à suposta vontade das ruas expressa pelas pesquisas e a tudo que se poderia supor. Sem explicações reais, que nua sejam a mais deslavada fraude.

O silêncio da esquerda diante desse processo fraudulento evidencia a enorme capitulação política que se teve como ato principal a aceitação da cassação de Lula, aprovada pelo TSE golpista e clamada pelos militares, contra a qual a direção do PT não se insurgiu, aceitando a politica dos setores mais direitistas que defenderam por meses a fio – contra a vontade das bases do partido e da militância das organizações de luta dos explorados – a substituição de Lula por um “plano B”.

A crença cega no regime democrático, que nunca existiu de fato no País, e cujo arremedo existente desde o fim do regime militar, virou pó com o golpe de Estado de 2016, fez a esquerda fica calada e, ainda agora, manter a ilusão que é possível derrotar os golpistas nesse campo minado, em que a “vontade das urnas” reflete os interesses – ainda que conflitantes – das principais alas da burguesia golpista.

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Após a farsa eleitoral, mercado apresenta alta

Após a farsa eleitoral, mercado apresenta alta

Da redação – Nesta segunda-feira, dia 08 de outubro, um dia após as eleições fraudulentas do último domingo, a Bolsa de valores operou em forte alta, acima dos 85 mil pontos. Segundo a imprensa burguesa, porta voz oficial dos interesses do imperialismo no Brasil, a alta estaria associada a divulgação do resultado eleitoral que colocou o candidato fascista Jair bostanazi no segundo turno na frente do candidato petista Fernando Haddad.

A alta da Bolsa de valores também foi acompanhada de uma leve queda no valor do Dólar americano em relação à moeda brasileira, aproximadamente 10 centavos abaixo do fechamento da última sexta-feira, dia 05 de outubro. De acordo com representantes da burguesia e do imperialismo, não apenas a potencial eleição de bostanazi para o segundo turno, mas também a expressiva bancada que a direita obteve no Congresso e no Senado promoveriam um ambiente propício para que os golpistas aprovem as reformas que retiram os direitos da população, como por exemplo a reforma da previdência que o governo golpista de Temer foi incapaz de levar adiante. A agência Moody’s por exemplo, declarou que “Independentemente de quem vença, o novo presidente terá que formar alianças no Congresso que permitam a aprovação de reformas fiscais —especialmente a da Previdência— para que se encaminhe uma fragilidade fundamental no perfil de crédito do Brasil”.

Outro representante do mercado e, sobretudo dos banqueiros, Alejandro Hardziej, “O primeiro turno da eleição presidencial deixou bostanazi em uma surpreendente boa posição para se tornar o próximo presidente brasileiro. bostanazi é o candidato mais pró-mercado, defendendo reformas necessárias e privatizações no país. Enquanto continuamos acreditando que a economia brasileira seguirá em recuperação lenta apesar do resultado da eleição, o resultado do primeiro turno será positivo para a dívida brasileira”.

O que fica claro é que a ausência do candidato preferencial da burguesia e do imperialismo no segundo turno das eleições, coloca bostanazi como uma opção possível aos olhos dos golpistas. Para o Golpe de Estado, independentemente de qual candidato, o mais importante é a destruição dos direitos do povo trabalhador e a entrega do patrimônio nacional para os capitalistas estrangeiros.

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Ataque a urna é revolta contra a fraude eleitoral

Ataque a urna é revolta contra a fraude eleitoral

Que as eleições fraudadas estão gerando uma grande insatisfação não é algo novo, mas a cada etapa do aprofundamento do golpe, novos fatos são produzidos, e um deles foi em Santa Catarina.

Eleitor levou uma marreta para a votação e destruiu uma urna eletrônica. O fato que é apresentado como algo isolado, sustentado pela tese de que o rapaz fez isso por possuir problemas psicológicos, é apenas uma tentativa de camuflar um sentimento mais amplos das massas com o processo fraudulento.

Não é conhecido se o eleitor possui alguma preferência política, mas definitivamente, o ataque a urna representa a decadência do sistema político para grande parte da população, que até a renuncia sob pressão dos militares do ex-presidente Lula, estavam esperançosos com sua candidatura.

É importante compreender que ações como esta demonstram um sintoma, mas que o problema somente será resolvido mediante uma luta organizada dos trabalhadores nas ruas, pois as eleições são uma ferramenta da burguesia para garantir o poder e não será por intervenções individuais que conseguiremos derrubar o regime golpista que massacra o país.

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Abstenção nas urnas demonstra reação do povo contra o golpe de Estado

Abstenção nas urnas demonstra reação do povo contra o golpe de Estado

Da redação – Apesar de todas as fraudes que ocorreram nas urnas e das manobras para impedir a população mais pobre de votar, ao final das apurações em todo o país, o número de abstenções indicava mais de 20%, isto é, a cada cinco eleitor brasileiro, um decidiu não votar. No total, mais de 30 milhões de eleitores nem compareceram nas urnas. É o maior número desde 1998, quando 21,5% do eleitorado não foi votar.

Em estados como Mato Grosso do Sul, quase 1/4 da população não foi votar. Mas o que vale ressaltar é que em todos os estados, tirando Roraima, a abstenção foi maior que 15%. Os dados demonstram que a população está reagindo ao golpe de estado, desacreditados com as eleições fraudadas pelos golpistas.

O início desse descrédito ocorreu quando impediram o principal candidato do povo de se candidatar, Luiz Inácio Lula da Silva, que na pesquisa aparecia com quase 60% dos votos válidos. Depois, a ofensiva da direita ficou ainda mais fácil. Centenas de candidatos foram impugnados, outros milhares não puderam fazer campanha política e assim se arrastaram as eleições do golpe, fazendo com que a população, que supostamente deveria participar da “festa da democracia”, ficou totalmente à parte do processo eleitoral.

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Queima tudo e vende o que sobrar: golpistas criam “agência reguladora” para vender os museus do país

Queima tudo e vende o que sobrar: golpistas criam “agência reguladora” para vender os museus do país

A politica do golpe de estado é a política de choque, ou seja, de venda de todo patrimônio público e cultural brasileiro, nem que para isso os golpistas tenham que se utilizar de uma tragédia para concretizar seus interesses. Menos de dez dias após uma dos maiores atentados contra a cultura nacional brasileira, o incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro, o governo golpista já anuncia, por meio de uma medida provisória, a criação de uma nova agencia reguladora dos museus nacionais, vinculada diretamente com as empresas, a chamada iniciativa privada.

O governo golpista extinguiu o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAN), vinculado diretamente ao Ministério da Cultura, ao Estado, para criar a ABRAM, Agência Brasileira de Museus, gerida pelas empresas privadas, a qual será responsável por administrar s museus nacionais. A Abram ficará responsável pela reconstrução do museus nacional, além da sua administração. Desse modo, a Universidade federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, que antes era responsável pela administração do Museus, perderá espaço na gerencia da entidade. A proposta do governo é repassar o controle integral do Museu a Abram.

A ABRAM será organizada como um Sistema Social Autônomo, o Sistema S. A Agência contará com R$200 milhões repassados pelo Sebrae, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e pequenas empresas. Ligada diretamente ao empresariado, portanto, a Abram gerenciará os museus do país atendendo os interesses do capital privado, ou seja, o lucro, um passo decisivo para a privatização do setor.

É necessário denunciar mais esse ataque à cultura nacional promovido pelo golpe. Para os golpistas, tudo é um pretexto para impor a política de terra arrasada do neoliberalismo, mesmo que seja utilizando uma tragédia como a ocorrida no Museu nacional.

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Eleições Brasileiras: De Susto, De Bala Ou Vício

Eleições Brasileiras: De Susto, De Bala Ou Vício

por Dóris Castro e Ana Araújo, da redação.

Pouca gente imaginava que a manifestação das mulheres brasileiras no sábado passado fosse tão avassaladora. Meio milhão de pessoas (ou bem mais?) inundaram ruas e cidades de norte a sul do país. Nenhuma cidade importante ficou fora. Por algumas horas o Brasil ficou bonito. Alegre, colorido, inteligente.

Com seu incisivo #EleNao as mulheres balançaram a roseira da abjeta sociedade civil brasileira. Devolveram a política para as ruas. Tencionaram os limites do Estado democrático brasileiro. Os efeitos foram imediatos.

A crise voltou para as ruas. O #EleNao que contagiou a sociedade civil foi um contundente recado político jogado na cara da protoburguesia brasileira: não adianta ficar fazendo de conta que um novo presidente poderá restabelecer a governabilidade deste país irremediavelmente falido.

Depois de terem aparentado, dias antes, certo desprendimento de soluções políticas suicidas, como observado em nosso último boletim (http://criticadaeconomia.com.br/situacao-politica-brasileira/), as volúveis convicções da protoburguesia de Fernando Henrique et caterva sofreram um giro de 180 graus. Resolveram eleger o candidato que a revista The Economist definira ela mesma como a “a mais recente ameaça para a América Latina”.

Com ações incrivelmente articuladas, como uma verdadeira quartelada, a burguesia e proprietários fundiários em peso jogaram todas suas fichas de apoio ao #EleSim. E decidiram eleger a estranha criatura para comandar os destinos da nação.

Acionaram propaganda super concentrada para a criatura na grande mídia, agiram na descarada manipulação das pesquisas eleitorais Data Folha e Ibope, renovaram emergencialmente novos ataques da ditadura do Judiciário – Aldo Moro, Supremo Tribunal Federal, etc.

O espectro da rebelião popular assustou os parasitas. Em dois dias a franco-maçonaria burguesa mudou totalmente seus planos eleitorais. Nada de um “Macri brasileiro”. Nada de picolé de chuchu, de Ciro, de Haddad ou qualquer outro genérico.

Os dados de uma perigoso processo foram lançados. Trata-se agora de eleger presidente da República alguém da própria milícia de torturadores profissionais da ordem política e social para organizar a reação policial sobre a indefesa sociedade civil em geral, de maneira reforçada e ideologizada ao máximo. Tudo dentro da lei, é claro. Democraticamente. Constituição existe para isso.

No decorrer desta última semana, com medo de mínimos sinais de rebelião popular nas ruas, a democracia brasileira não só definiu antecipadamente o resultado das eleições de Outubro como mostrou melhor sua verdadeira face para sua distinta plateia de cidadãos. Mais feia do que de costume. Com cara de “fascismo”, como caracteriza apressadamente grande parte da esquerda democrática do país.

Mas então seria uma espécie de fascismo transgênico. Ao contrário do fascismo natural dos integralistas “galinhas verdes” de antigamente, seria um fascismo neoliberal, antinacional, antiprotecionista, antissindicalista, etc. Com a cara “d’Ele”, um guardinha de esquina que está sendo promovido a presidente da República e comandante das forças armadas nacionais.

Essa aplicação de uma cara supostamente fascistóide para a democracia brasileira se apresenta à luz do dia no corpo de duas impiedosas irmãs siamesas que já reinam há alguns anos na ordem burguesa nacional– violência policial na política e “responsabilidade fiscal” na economia.

O que causa grande desconforto a essa desforme criatura é que enquanto a burguesia faz de tudo para que as eleições de Outubro ainda pareçam uma coisa séria, a economia nacional exaure. Enferruja. Cronicamente inviável. E o pior, seu candidato antecipadamente eleito pelas fajutas pesquisas eleitorais do Ibope e Datafolha diz que não entende nada de economia!

Todas as pessoas bem informadas sabem que sem economia funcionando não pode haver governabilidade. E os dados econômicos mais recentes são muito elucidativos a respeito. Dados cada vez mais frágeis para sustentar a nova ordem política que virá depois das eleições.

Veja, por exemplo, o relatório da produção industrial (https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/22688-em-agosto-producao-industrial-varia-0-3) que o IBGE publicou nesta terça (02/outubro). Queda da base produtiva nacional pelo segundo mês seguido. Essa sequência não acontecia desde o final de 2015. Passados oito meses de 2018, a indústria está 1,1% abaixo do patamar de dezembro do ano passado.

Tem que crescer bastante neste último quadrimestre do ano para recuperar aquele patamar do ano passado, quer dizer, apenas para ficar patinando no mesmo lugar. O pior, mais uma vez, é que não há nenhum indício para apostar que isso será conseguido.

É bom lembrar que no Brasil os capitalistas não têm a mínima autonomia para fazer política econômica anticíclica. Isso é só para economia dominante. Por isso a economia patina. Por enquanto. Quando estourar o próximo choque global, o mergulho será profundo. Mas nem estamos considerando esse choque global nas observações deste boletim. Já temos material abundante.

Aliás, enquanto burguesia dominada na ordem imperialista, os economistas da “responsabilidade fiscal” são convictamente contra qualquer política anticíclica, qualquer política econômica de defesa da economia nacional frente as turbulências do mercado mundial.

Limitam-se a seguir a cartilha do FMI. Bovinamente. Contentam-se, como comportados cucarachas da economia do imperialismo, com um regime capitalista produtor predominantemente de juros e renda fundiária, incapaz de produzir lucro, como nas economias dominantes do sistema.

Entretanto, com essa passividade política, nos próximos anos os problemas sociais só tenderão a acumular. A níveis insuportáveis para a governabilidade política. Neste sentido, em outro relatório recente do IBGE (https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/22665-pnad-continua-taxa-de-desocupacao-e-de-12-1-e-taxa-de-subutilizacao-e-de-24-4-no-trimestre-encerrado-em-agosto) é relatado que no trimestre de junho a agosto de 2018, havia aproximadamente 27,5 milhões de pessoas desempregadas ou subutilizadas no Brasil.

Dados oficiais. Tratando-se de governo Temer essas estatísticas podem estar falseadas. Esses números podem ser muito mais elevados. De todo modo, já são números suficientemente assombrosos para qualquer análise política da situação.

A miséria aumenta. A fome absoluta e imediata é uma ameaça concreta para grandes contingentes do exército industrial de reserva brasileiro. Os capitalistas negam à população trabalhadora o direito de participar do mercado e trocar sua força de trabalho por um salário, por menor que seja. A fome absoluta ameaça imediatamente quase trinta milhões de pessoas. Repita-se, são estatísticas oficiais.

O desespero aumenta. O desemprego dos mais pobres sobe e seus salários reais caem. A vida nas favelas, onde se amontoam multidões de proletários é o próprio inferno na terra.

Os jovens proletários amontoados nas favelas brasileiras procuram sobreviver do jeito que der. Fugir da polícia militar. E dos tanques do exército. De alguma “bala perdida”. Caso contrário vira mais um número dos recordes brasileiros estampados nas estatísticas mundiais de homicídios.

Estou aqui de passagem, sei que adiante, um dia vou morrer de susto, de bala ou vício.

Se a fome, as doenças de todas as formas e a violência policial é o maior problema dos trabalhadores que habitam guetos urbanos como o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, Capão Redondo, em São Paulo, etc. – a segurança dos bairros capitalistas e o “combate ao banditismo” por todos os cantos das cidades tornou-se a grande cruzada da burguesia e demais parasitas do regime.

As cidades mais violentas do mundo estão no Brasil. Dentre as vinte mais violentas do mundo, sete (35% do total) são brasileiras. Ganha disparado de países vizinhos como Venezuela, Colômbia, Argentina, etc.

O número de pessoas mortas de forma violenta no Brasil é semelhante ao de países em guerra. É o que revelam os números do Atlas da Violência 2018 (http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=33410&Itemid=432), publicação do Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em junho/2018.

Segundo o documento, 553 mil pessoas foram assassinadas no país nos últimos 11 anos. O total de mortos é um pouco maior que o ocorrido na Síria, país árabe que enfrenta sete anos de conflito armado (inclusive com armas químicas de destruição em massa, utilizadas principalmente pelos aliados de Washington e Tel Aviv) e já contabiliza um saldo de 500 mil mortos, de acordo com estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU).

Outra comparação dimensiona a explosão da repressão armada em território nacional. Os poucos mais de 553 mil mortos são mais da metade do número de soldados ingleses, franceses e italianos que perderam a vida na 2ª Guerra Mundial (1945-1949).

O relatório do Atlas da Violência confirma que no ano de 2016 o país bateu novo recorde de homicídios, com 62.517 mortes, o que traduz em uma taxa também recorde de 30,3 mortes para cada 100 mil habitantes –30 vezes a taxa de homicídios da Europa.

Em 2007 essa taxa nacional era de 25,5.

Em 2013 pulou para 28,6.

Em 2016 já alcançava 30,3.

Mas isso não é tudo. O que mais comprova atualmente a enorme fratura política e social no Brasil é que as vítimas mais afetadas pelos homicídios no país é a juventude perdida no turbilhão desta ordem estatal de repressão armada.

Segundo o Atlas da Violência, entre as vítimas, os mais afetados são os jovens entre 15 e 29 anos. De 2006 a 2016, aproximadamente 324.967 pessoas dessa faixa etária morreram de forma violenta.

Fazendo outra pertinente comparação com outros históricos conflitos armados, o número é quase sete vezes o total de 47.434 soldados estadunidenses mortos em ação em 20 anos da Guerra do Vietnã (1955-1975).

A inimaginável taxa de homicídios da população jovem (65,5 mortos por 100 mil habitantes) também é o dobro da média nacional e mais de seis vezes a taxa média mundial de homicídios de jovens (10,4), segundo a Organização Mundial da Saúde.

Estou aqui de passagem, sei que adiante, um dia vou morrer de susto, de bala ou vício.

As taxas dessa carnificina capitalista no Brasil não param de crescer. De maneira inversamente proporcional àquela queda da produção da economia nacional e aumento do desemprego e subutilização da classe trabalhadora, como observado pelos números dos relatórios do IBGE acima destacados.

Discorremos longamente sobre essas tenebrosas relações porque isso tem que necessariamente ser levado em conta em qualquer avaliação política do que vem pela frente na luta de classes no Brasil. Quer dizer,0 o problema político insuperável da burguesia brasileira é que ela não é capaz de resolver esse grave encadeamento de estagnação da economia, de um lado, explosão do desemprego dos trabalhadores, de outro, e, fechando o triangulo da morte, a matança generalizada executada pelas forças armadas do capital sobre a classe proletária espalhada por todo o território nacional.

Essa é a base material que comanda os acontecimentos políticos nacionais, incluindo as eleições gerais marcadas para este domingo (7).

A governabilidade no fio da navalha. Qualquer movimento de rebeldia mais incisivo da sociedade civil brasileira sobre esta base material putrefata do Estado nacional, que ilustramos com alguns poucos dados, causa grandes e incontornáveis transtornos para as classes proprietárias.

A democracia brasileira não tem mais suficiente elasticidade para suportar qualquer manifestação de rua da sociedade civil. Foi o que ficou demonstrado uma semana antes das eleições deste mês de outubro com a poderosa manifestação das mulheres brasileiras. Um criativo abalo na fragilíssima paz dos cemitérios da política nacional. Uma ameaça à segurança nacional!

A burguesia foi obrigada a se mexer. E o fez tirando em definitivo sua máscara de abstrata imparcialidade democrática e mostrando sua verdadeira cara policial. Os dados foram lançados. Abriu-se (ou consolidou-se) uma nova etapa na luta de classes no país, com características institucionais absolutamente novas.

A decisão do conjunto das classes parasitas brasileiras de eleger Boçalnaro presidente da República e torná-lo seu novo dirigente com a missão precípua de aprofundar a violência policial na política e a “responsabilidade fiscal” na economia vai intensificar simultaneamente a luta de classes e a ingovernabilidade dessas mesmas classes proprietárias e de grandes fortunas.

Esta reveladora decisão dos parasitas da ordem e do progresso de aumentar a militarização da violência política (estatal) e aprofundar a carnificina social, os homicídios sobre o proletariado, é antes de tudo a demonstração da sua enorme fragilidade política atual.

Os parasitas de todas as plumagens infringiram inadvertidamente uma antiga regra de poder político teorizada brilhantemente pelo Grand Empereur e que ficou definitiva na ciência politica em geral: nenhum soberano pode se manter em equilíbrio por muito tempo sentando-se só na ponta do fuzil. Hic Rhodus, hic salta.

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Nova pesquisa do Datafolha comprova manobra eleitoral

Quem acredita em "pesquisa" eleitoral é TROUXA, com todas as letras.

Nova pesquisa do Datafolha comprova manobra eleitoral

Da redação - Ontem a noite (04/10) saiu a mais nova pesquisa do Datafolha, o instituto da “pesquisa” da Folha de São Paulo. Nela, Jair bostanazi e Fernando Haddad se mantêm na liderança. O primeiro, do PSL, sobe para 35% e o segundo, do PT, se mantém estável em 22%. Além disso, os outros candidatos continuam com mais ou menos o mesmo resultado.

- Jair bostanazi: 35%

- Fernando Haddad: 22%

- Ciro Gomes: 11%

- Geraldo picolé de chuchu: 8%

- Marina Silva: 4%

Ou seja, percebe-se que os espantalhos do imperialismo continuam sendo inflados. Haddad se mantendo estável a muito tempo, o que indica que ele será desinflado e cairá nas pesquisas, para legitimar a manobra eleitoral orquestrada pela direita.

No segundo turno entre Haddad e bostanazi, Haddad não ganharia de bostanazi, o que foi apresentado de forma diferente nas outras pesquisas da burguesia. Essa confusão é para gerar um conflito nos setores que apoiam os chamados “extremos”; para que alguns setores de esquerda, com medo de bostanazi, não votem no Haddad, que ao contrário de Ciro Gomes, não ganha em do espantalho direitista do PSL em todas as pesquisa.

Da mesma forma, bostanazi não ganha de PT, espantalho usado para amedrontar a direita, em todas os cenários das pesquisas. E por isso seria preciso votar em um outro candidato de direita para barrar o PT.

Ou seja, a “pesquisa” da burguesia cai perfeitamente para manipular os votos da forma que convém aos golpistas. Juntando os candidatos nanicos da direita (Amoedo, Meireles e Marina) com Geraldo picolé de chuchu, o tucano chegaria a 18%, chegando perto de Haddad, cujos ataques contra ele e a estagnação dele indicam que ele irá cair, e picolé de chuchu poderia facilmente ir pro segundo turno. Lembrando que Ciro Gomes também pode ser uma alternativa para os golpistas.

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Representar ideias viola os “Termos” do Facebook

Ainda bem que eu nem tenho mais esse troço de facemerda. Nem sinto a mínima falta.

Representar ideias viola os “Termos” do Facebook

Da redação – O Facebook está em campanha para interferir nas eleições brasileiras. As redes sociais na Internet acabaram servindo para que as pessoas comuns pudessem fazer um contraponto, ainda que modesto, aos monopólios capitalistas das comunicações. Agora as próprias empresas privadas responsáveis por essas redes estão tratando de bloquear esse efeito de servir para vozes dissonantes se expressarem. É o caso do Facebook, que nos últimos dias vem bloqueando em massa perfis de militantes de esquerda e simpatizantes de partidos de esquerda.

Ao tentar fazer login em suas contas, os usuários são informados de que tiveram a conta bloqueada. Ao clicar em um link para ter mais informações sobre o motivo, o usuário se depara com um texto informando os “Termos” do Facebook. Entre outras regras, o Facebook apresenta o seguinte: “As contas do Facebook são apenas para uso individual. Usar um perfil pessoal para representar qualquer coisa além de si mesmo é uma violação de nossas políticas (por exemplo, celebridades, animais, ideias, objetos etc.).”

Ou seja, segundo o próprio Facebook, a rede social não pode ser usada para expressar ideias. Geralmente a empresa ignora essa “condição”, pois grande parte de seus usuários violam esse termo. Agora essa regra está sendo aplicada em massa. O Facebook, uma empresa estrangeira, está buscando interferir no processo eleitoral brasileiro. O eleitor brasileiro já é obrigado a ver uma eleição dominada pela Globo. Agora não pode sequer expressar determinadas ideias (de esquerda) na rede social. Enquanto os EUA acusam a Rússia de interferir em suas eleições, o que é uma acusação ridícula, empresas e ONGs norte-americanas interferem nas eleições nacionais e fomentam campanhas golpistas no país.

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Campanha contra o PT: donos do golpe manobram para tirar Haddad do segundo turno

Campanha contra o PT: donos do golpe manobram para tirar Haddad do segundo turno

Os últimos dias da campanha eleitoral estão sendo marcados por uma grande ofensiva dos “donos do golpe” contra o Partido dos Trabalhadores e o seu candidato à presidência, Fernando Haddad, com o objetivo de tirá-lo do 2º turno.

Os principais meios de comunicação da imprensa golpista estão impulsionando uma série de denúncias forjadas nos porões da Lava-jato. Por um lado, Sérgio Moro, o Mussolini de Maringá, vazou para a rede Globo parte do depoimento do ex-ministro Antônio Palocci, onde este denuncia um suposto esquema de caixa-dois nas duas campanhas eleitorais que levaram à vitória de Dilma Roussef. Como tem sido a marca registrada da operação, são depoimentos absolutamente desprovidos de qualquer materialidade.

Em outra frente de atuação, o Ministério Público apresentou novo requerimento a Moro solicitando nova condenação de Lula por “corrupção passiva e lavagem de dinheiro”, por recebimento da Odebrecht de vantagens indevidas de um terreno em São Paulo, que serviria como sede para o Instituto Lula.

Já contra Haddad estão sendo requentadas denúncias de recebimento de caixa-dois, também da Odebrecht, nas eleições de 2012, ano em que foi eleito prefeito de São Paulo, e de superfaturamento nas obras de trechos da ciclovia na capital paulista.

Para coroar o caminho da fraude eleitoral, além de apresentar Haddad como um elemento radical, que não pode ser eleito de nenhuma forma, os principais jornais da imprensa golpista apontam a estagnação do candidato petista nas pesquisas e o crescimento da sua rejeição.

“Os donos do golpe” têm uma meta: retirar a possibilidade de Haddad chegar ao 2º turno. Isso não quer dizer que conseguirão. Mas temos que ter presente que foram bem sucedidos na exclusão de Lula das eleições e que a chegada do candidato petista ao segundo turno nunca esteve garantida. Até domingo a burguesia golpista não medirá esforços para ter dois candidatos de sua confiança com o claro propósito de legitimar o golpe com a empulhação do “respaldo popular” pelas urnas.

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Braço do imperialismo: OEA vem ao Brasil para legitimar a fraude eleitoral

Braço do imperialismo: OEA vem ao Brasil para legitimar a fraude eleitoral

Para os que ainda tinham dúvidas quanto a ingerência norte-americana mundo afora, uma missão de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) pode ser considerada a demonstração mais acabada do intervencionismo imperialista no Brasil. O grupo – a serviço do imperialismo norte-americano – será composto por 48 observadores e chefiado pela ex-presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla. O comitê de espionagem e ingerência acompanhará a votação em 15 estados brasileiros, enquanto outros seis integrantes irão monitorar o processo em outros países. Ademais, os serviçais foram convidados pelas autoridades golpistas brasileiras e montarão acampamento até o segundo turno.

Em entrevista ao canal de notícias DW, a chefe da comissão confirmou o caráter legitimador do golpe por parte da OEA. “Confiamos que o processo ocorra dentro da maior solidez, respeitando a legitimidade das instituições eleitorais, sem descartar a possibilidade, sempre, de implementar melhorias.”, disse. Quando perguntada quais foram os motivos do convite feito pelas autoridades golpistas brasileiras, a ex-presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, respondeu: “elaborar um conjunto de reflexões a partir de uma observação rigorosa que realizamos, para passar às autoridades eleitorais do país. Assim elas podem fortalecer, melhorar, aprofundar os processos de democracia eleitoral”.

Vale ressaltar, que será a primeira vez que a OEA acompanhará as eleições no Brasil. Essa mesma organização que se posicionou contra as eleições venezuelanas e nicaraguenses, dará todo o suporte aos lacaios que perpetraram a derrubada da presidenta Dilma e através de um estratagema jurídico, mantém o ex-presidente Lula, encarcerado – sem quaisquer provas. Enquanto o candidato preferido do povo está preso – sob a alegação de provas indeterminadas, a direita se contorce para extrair do caldo do golpe, todas as intrujices das quais gozam de pleno suporte; para tal feito, necessitam de um aparato burocrático a nível internacional que, como já denunciamos nesse diário, é oferecido pelos Estados Unidos da América (EUA).

Diante da escalada golpista e do completo controle das instituições pela burguesia, as eleições mais fraudulentas da história do Brasil passarão por um processo de legitimação, e, deveras, pois todo o processo eleitoral golpista necessita do carimbo “democrático” dos donos do golpe. Está mais do que claro que a direita precisa dar uma – aparência “democrática” às eleições – e para isso sempre poderão contar com o apoio dos imperialistas; tudo para assegurar as condições de vassalagem da burguesia nativa perante o capital internacional. No cabedal de patifarias da direita golpista, – as manipulações e propagandas enganosas tem buscado ludibriar a população, dizendo que as urnas são invioláveis e fazendo campanha massiva contra o voto nulo. Nesse sentido, cabe aos que lutam contra o golpe, denunciar mais essa investida imperialista, colocando para a classe trabalhadora, de forma clara, quais são os reais interesses dos missionários do golpe.

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Não, pera, só mais um pouquinho...

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Mais de 100 mil demitidos: a CLT não foi “modernizada”, ela foi destruída!

Vai lá ser empregado e direitista ao mesmo tempo...

Mais de 100 mil demitidos: a CLT não foi “modernizada”, ela foi destruída!

Da redação – O fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), perpetuada pelos golpistas em novembro do ano passado, mesmo com pouco tempo de práticas contra os trabalhadores e suas organizações, nos mostra sua verdadeira face através dos números atuais de demissões por “acordo”: 109.508 mil demitidos pela “modernização” escravocrata, segundo o Ministério do Trabalho.

A imprensa burguesa, venal como sempre, trata do número assustador, e que na verdade revela a falta de estabilidade para a classe trabalhadora, como algo positivo. A “beleza” da situação toda, está no fato de que na “nova CLT”, o trabalhador que pede a demissão “nesses termos”, recebe metade das verbas trabalhistas apenas, além de seguir os ritos do contrato individual.

Como o PCO alertou amplamente, está sendo extinto, por exemplo, o seguro-desemprego (https://www.causaoperaria.org.br/acervo/blog/2017/07/21/reforma-trabalhista-e-o-refluxo-da-classe-operaria/), pois agora tudo é feito pela pressão econômica do patrão, como anteriormente aos sindicatos serem organizados para usar a força contra a situação de escravidão que havia. Os casos onde os patrões oferecem salários miseráveis, condições de trabalhos absurdas, horários reduzidos para aumentar o lucro, e assim, o trabalhador tem que ter mais de dois ou três empregos, aumentam a cada dia. Sem contar que a mesma não serve ao “grande escalão” da sociedade, os juízes e tantos outros (https://www.causaoperaria.org.br/reforma-trabalhista-nao-vale-a-maioria-dos-trabalhadores-dizem-700-juizes/).

A campanha do PCO denunciou desde antes do golpe contra Dilma que essa situação aconteceria:

Afinal, os chamados “acordos”, são muito bons para a burguesia, para os patrões, que não precisam mais negociar com as organizações operárias, os sindicatos, pagando as taxas mais básicas para manter uma dignidade mínima aos trabalhadores. Agora, os patrões que detém o controle econômico da sociedade, dominando os meios de produção, criando monopólios para destruir os pequenos negócio, além de pagar salários de fome – como já noticiado neste diário -, não precisam mais pagar todas as antigas conquistas dos trabalhadores, estando livres para contratar funcionários por algumas poucas horas, sem 13º salário, sem férias remuneradas, sem todos os direitos conquistados com muito suor e sangue no último século e que eles destruíram com o golpe.

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Vice da onça: Mourão orienta esquerda a votar no PSDB para derrotar sua própria chapa

É sério isso?

Quer dizer, eu sei a resposta. Essa eleição obviamente é de mentirinha. Ninguém leva a sério.

Vice da onça: boiolão orienta esquerda a votar no PSDB para derrotar sua própria chapa

O candidato a vice na chapa de Jair bostanazi, general Hamilton boiolão disse na segunda-feira, que o candidato do PT, Fernando Haddad, é o concorrente “mais fácil” de derrotar no segundo turno. “Eu acho que não tem mais fuga. Se o bostanazi não vencer no primeiro turno, o segundo será disputado com Haddad”, disse.

Ao desembarcar em Brasília, o general declarou a jornalistas: “é bom porque vamos capitalizar o sentimento que existe no País, que não quer a volta desse grupo à Presidência da República.” Dessa forma, como é amplamente rejeitado, bostanazi aparece para a população como um candidato mais forte do que realmente é e, assim, torna-se um espantalho nessas eleições.

A manipulação, com o auxílio das pesquisas eleitorais encomendadas pelas grandes empresas da imprensa golpista, leva o eleitor a crer que é preciso votar qualquer candidato que hipoteticamente vença bostanazi no segundo turno.

Para o eleitor comum, se o general diz que se sente tranquilo supondo que Haddad perderia fácil para o bostanazi, seria preciso uma outra pessoa para derrotar o fascista do PSL.

Ao mesmo tempo, boiolão sabota a própria chapa ao fazer declarações impopulares sobre as mulheres, os negros, o décimo terceiro salário e as férias remuneradas

O próprio bostanazi mandou o vice ficar quieto. Num encontro nesse domingo, 30, no Rio de Janeiro, bostanazi pediu para que o ele evitasse declarações polêmicas.

A figura de bostanazi é muito rejeitada. Há uma eminente resistência popular a ele que o incapacita a assumir o governo na situação atual, no sentido de aplicar o programa dos golpistas. Por esse motivo, há uma manipulação no sentido de transferir seus votos para um candidato que ao mesmo tempo é mais comprometido com a política imperialista e aparece nesse quadro como um “mal menor”.

O bombardeio midiático contra bostanazi às vésperas do dia da votação canaliza a natural repulsa que a população sente pela direita não para enfrentar o fascismo e a ameaça de golpe militar, mas para uma solução eleitoral onde até o governador fascista Geraldo picolé de chuchu, do PSDB, aparece como uma alternativa a ser apoiada.

O fascismo e a ameaça de golpe militar continuam após as eleições, mas os investidores preferem que ela ainda seja disfarçada na figura de um presidente menos confesso. Ao contrário de combater o fascismo, isso prepara ainda mais o terreno para um golpe militar mais profundo.

Quando o general boiolão age no sentido de sabotar a candidatura de bostanazi com suas declarações e ao mesmo tempo empurra a esquerda a votar em qualquer candidato que não seja o PT, está contribuindo para uma transferência de votos tanto da direita quanto da esquerda para o candidato do PSDB. Significa também que as aproximações sucessivas para o golpe militar continuam a todo vapor.

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No “democrático” EUA, governo continua campanha de censura à imprensa russa

Vai lá achar que os USA é "the land of freedom". Só coxinha pra acreditar nessa balela.

No “democrático” EUA, governo continua campanha de censura à imprensa russa

Da redação – A Secretaria de Segurança Interna do Governo dos Estados Unidos emitiu um comunicado nessa terça-feira (02) exigindo que a população norte-americana não leia ou assista a imprensa russa em inglês.

“Encorajo a todos, se vocês estão lendo alguma coisa […] e de repente passam para a RT ou a Sputnik, que estejam cientes. Quero dizer que esses são canais de notícias patrocinados pelo governo. Não são independentes”, disse a secretária da pasta, Kirstjen Nielsen.

Nos Estados Unidos, desde as eleições presidenciais de 2016 em que Donald Trump foi eleito (contra a vontade do imperialismo), há uma campanha feroz de acusações contra o governo russo, de todos os tipos, sobre alegada interferência no pleito, a fim de socavar o regime político norte-americano.

Uma das diversas acusações recai sobre a RT e a agência Sputnik, considerados pelo imperialismo, de maneira cínica, como instrumentos de propaganda controlados pelo presidente russo, Vladimir Putin.

Há mais de um ano esses veículos têm sido censurados por diferentes meios, desde a imposição de barreiras burocráticas para o trabalho de seus jornalistas até a censura crua e fria de suas contas em redes sociais.

Os Estados Unidos são considerados uma democracia vibrante há pelo menos um século, mas fatos como este demonstram que isso não passa de pura propaganda enganosa. E, dentre os meios pelos quais essa propaganda enganosa sempre foi disseminada pelo mundo, está a própria imprensa norte-americana.

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Merkel reconhece que a vida dos alemães piorou com a unificação capitalista

A República Democrática Alemã (RDA) com certeza era melhor do que muito país capitalista hoje em dia.

Merkel reconhece que a vida dos alemães piorou com a unificação capitalista

Da redação – Às vésperas do Dia da Unidade Alemã, Angela Merkel, chanceler federal alemã, pediu compreensão, quase se desculpando, para a grande quantidade dos alemães do leste que estão insatisfeitos com a unificação. A grande insatisfação dos alemães no leste do país, se dá por conta da decadência que ocorreu no vida dos alemães desta área por conta da mudança do regime político.

Até a crise final da União Soviética,em 1990, a Alemanha era divida em dois países: a República Democrática Alemã (RDA), a Alemanha Oriental, e a República Federal da Alemanha (RFA), a Alemanha Ocidental. A Alemanha Oriental era a parte do Leste onde havia um regime de esquerda, um Estado Operário burocratizado, aos moldes da própria URSS. Na época, existia diversos serviços públicos para o bem comum, que melhoravam a qualidade de vida da população.

Com a crise dos anos 80, os capitalistas se utilizaram da ofensiva neo-liberal e da crise política para derrubar o muro que separava as duas Alemanhas e assim iniciar o processo de reunificação capitalista, que piorou consideravelmente o bem estar da população, como afirmou a própria líder conservadora da Alemanha: “Muitas pessoas perderam seus empregos, tiveram que começar de novo. O sistema de saúde, o sistema de aposentadorias – tudo mudou”.

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Manobra eleitoral: contra Bolsonaro, imprensa tira da cartola um “escândalo” de 2011

Quando o bozonazi é útil para a burguesia, dizem que ele é "ilibado" e "honesto".

Quando ele atrapalha os interesses deles, dizem que ele é um "monstro" e uma parte da esquerda repete que nem papagaio.

Manobra eleitoral: contra bostanazi, imprensa tira da cartola um “escândalo” de 2011

Na reta final das eleições, mais uma notícia escandalosa assombra a campanha de bostanazi. Nesta terça-feira (25), a Folha de S. Paulo revelou que Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair bostanazi (PSL), teria ido morar na Noruega em função de ter sofrido ameaças de morte. De acordo com a imprensa, o caso foi relatado em 2011 através de um telegrama reservado e subsequentemente arquivado no Itamaraty – ao qual somente a Folha teve acesso.

Já na quarta-feira (26), o mesmo jornal publicara que Ana Cristina Valle havia utilizado as redes sociais para negar o fato. A ex-mulher de bostanazi afirmou não ter sofrido qualquer tipo de ameaça, respondeu à imprensa, e defendeu a candidatura do troglodita.

O jornal divulgou o depoimento de cinco pessoas, todas próximas de Ana Cristina. Dentre elas somente uma decidiu se identificar; enquanto as outras quatro disseram que só falariam sob anonimato. Os depoimentos de Ana Cristina e das pessoas que falaram sobre o caso são contrastantes. Por parte das pessoas que deram entrevista, ouviu-se:

“Ela tentou asilo político aqui, o que foi negado pelo departamento de imigração local. Dizia que estava sendo ameaçada pelo ex-marido, o Jair bostanazi, que ele havia tirado a guarda do filho dela”.

“Todo mundo aqui em Oslo sabe que o discurso dela era: estou aqui por medo do meu ex-marido e, se você quiser, a gente pode fazer uma lista de pessoas daqui que sabem dessa história”.

Todavia, em um vídeo publicado para rebater a reportagem da Folha, Ana Cristina diz: “Venho aqui muito indignada desmentir a suja Folha de S. Paulo, que publica que o Jair me ameaçou de morte. Nunca.”

O que nos estranha é: a direita mais tradicional e a imprensa burguesa estavam guardando essa denúncia até agora? Num consórcio liderado pela direita golpista – cujo objetivo final é transferir votos “antipetistas” para Geraldo picolé de chuchu (PSDB) –, todos os esforços estão concentrados para alavancar a campanha #EleNão. Embora picolé de chuchu apareça muito atrás nas pesquisas, a burguesia mantém firme o curso dessa política. Com efeito, todas as manobras serão executadas para levar para o segundo turno picolé de chuchu contra bostanazi.

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Temer entrega parte da Eletrobrás por menos da metade do valor

E a privataria e o entreguismo comem solto...

E como seria diferente? Esse foi justamente um dos motivos pelos quais tiraram a Dilma. Não foi por causa das "pedaladas fiscais" não, coxinhada.

Temer entrega parte da Eletrobrás por menos da metade do valor

Para ser constituída, a empresa brasileira Eletrobras contou com o investimento maciço do dinheiro público pertencente ao povo brasileiro, com vistas de obter energia e se desenvolver econômica e tecnologicamente, mas agora os golpistas querem entregar todo este patrimônio público ao capital estrangeiro por menos da metade do valor.

Nesta quinta-feira, dia 27, 18 lotes do sistema elétrico da Eletrobras, localizado por todo o país, foram postos em leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), e as ofertas renderam apenas 42% do valor anteriormente “avaliado” pelo governo entreguista. Sete lotes não foram vendidos por ausência de compradores, em função de questões burocráticas e trabalhistas.

Para se ter ideia, conde drácula, com a anuência dos militares, está pretendendo vender por R$ 118 milhões um dos três lotes da Eletrosul, o Hermenegildo, de geração eólica, que custou mais de R$ 500 milhões dos cofres públicos para ser criado.

Fabiola Latino, secretária de Energia da Confederação dos Urbanitários e diretora-executiva da entidade no Distrito Federal, alerta que os leilões representam uma verdadeira “entrega do patrimônio público” e pondera que “Ainda bem que não teve comprador. Mas não sabemos ainda se os lotes não foram vendidos porque os compradores não tiveram tempo de organizar a documentação (o leilão foi marcado com prazo de apenas um mês entre o anúncio e sua efetivação), ou eles estão preocupados com as ações que os trabalhadores entraram junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e que ainda aguardam posicionamento dos ministros”.

Fabiola informa também que “Eles pegam empreendimentos rentáveis e entregam ao setor privado. A grande maioria dos lotes colocados à venda é de empreendimentos já praticamente pagos, e se forem vendidos quem comprar vai ter somente lucros que deveriam ser revertidos para o povo brasileiro”.

Os funcionários do sistema Eletrobras confirmam o fato de que quem mais perde com o leilão é o povo brasileiro, porque os milhões investidos estão sendo entregues ao capital especulador financeiro e porque, futuramente, as contas de luz ficarão cada vez mais caras na mão da iniciativa privada.

Tudo isto corresponde à verdadeira intenção do golpe que derrubou Dilma Rousseff da Presidência da República em abril de 2016. Sob as ordens do imperialismo, os entreguistas do Brasil tomaram conta do poder para poder dilapidar o patrimônio público nacional e destruir os direitos trabalhistas do povo brasileiro, buscando proporcionar cada vez mais lucro ao sistema financeiro internacional.

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A “união nacional” com a direita é justamente o que o golpe quer

A esquerda pequeno-burguesa desorientada e a reboque da direita: a menina dos olhos da mídia e da burguesia.

A “união nacional” com a direita é justamente o que o golpe quer

Estamos na reta final das eleições, momento oportuno para a burguesia concretizar o golpe e fechar o pacote com aparências democráticas. Estamos diante de um cenário que para muitos pode parecer promissor, um candidato de esquerda no segundo turno, e um de direita que, apesar de liderar no primeiro turno, no segundo tem que enfrentar uma forte rejeição. Também pode ser curioso, para aqueles que vêm tentando acompanhar ao panorama da política nacional, a calmaria entre os setores burgueses que deram o golpe. Porém não devemos nos ludibriar com o atual cenário, há muitas manobras sendo dissimuladas. Não seria nesse momento crucial para concretizar o golpe que a direita se retrairia.

O panorama se pinta com bostanazi liderando, Haddad em segundo, Ciro Gomes em terceiro, picolé de chuchu, o candidato escolhido pelo capital internacional, logo atrás, e em quinto, sexto, sétimo e oitavo temos respectivamente Marina Silva, João Amoedo, Alvaro Dias e Henrique Meirelles. bostanazi, que depois da retirada de Lula das eleições virou o candidato com mais intenções de voto, nas duas últimas semanas vem sofrido fortes ataques midiáticos e da sua própria retaguarda, com tentativas de golpes e divergências no discurso de seu candidato a vice e seu patrono político, General boiolão e Paulo Guedes. Esses ataques, sobretudo vindo da mídia, tem por objetivo específico de abater o novo líder nas pesquisas. Não devemos ficar surpresos se após o ato do dia 29 ele aparecer com uma porcentagem muito menor. Esses votos tendem a ir para o candidato que também tem em seu discurso ser contra o petismo, Geraldo picolé de chuchu, que juntando os votos dos demais candidatos da direita, poderia facilmente ir por segundo turno contra o fascistoide.

O maior esforço da direita nesse momento e apresentar o candidato do PSDB como o candidato contra os “extremismos” e candidato do voto útil, basta ler os editorais e as principais colunas do G1, Folha de São Paulo e Estadão. Não é atoa que o ato está sendo inflado pelos setores golpistas como Globo, Miguel Reale, Fernando Henrique Cardoso, por figuras fascistas como Ana Amélia do PP, partido oriundo da Ditadura, Raquel Sheherazade e MBL, e pelos principais financiadores do fascismo no mundo, a burguesia imperialista, como a revista The Economist, a revista dos banqueiros ingleses, que tirou uma capa para atacar Jair.

Essa união em torno do ato do dia 29 que a burguesia quer criar nada mais é do que uma falsa luta contra o fascismo e uma maneira de ofuscar a luta contra o golpe, pois esquerda e golpistas estariam lutando em conjunto por uma causa em comum, a democracia. Uma maneira rasa de apresentar a situação nacional, fascismo contra democracia, sendo que a verdadeira ameaça vem daqueles que querem propor essa união.

É importante entender que a direita golpista não tem real interesse em acabar com fascismo, ele lhe é muito útil na hora de caçar e amedrontar a esquerda, mas sim manobrar para poder crescer nas eleições e preterir a luta contra o golpe.

O fenômeno do fascismo se manifesta em setores da classe média e da classe trabalhadora marginalizados pelas crises econômicas, e menos mobilizados politicamente, ou seja, setores desempregados ou com uma menor organização sindical. Essas parcelas da população são enganchadas pelo discurso radicalizador, moralista e antissemítico, e são aproveitadas pela burguesia para atacar a esquerda. Essa é mais uma das razões pela qual a esquerda nunca deve se alinhar e ser vista fazendo frente ou união com a burguesia, impossibilitando-se de politizar esse setor da população atingido diretamente pelo sistema capitalista.

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Preparando a fraude: imprensa golpista já coloca Alckmin em 3º em pesquisa

Sem querer estragar a surpresa de ninguém, mas...

Esperem ver isso na TV e na net nos próximos dias:

Preparando a fraude: imprensa golpista já coloca picolé de chuchu em 3º em pesquisa

As engrenagens da fraude eleitoral por parte dos golpistas estão a todo vapor. Pesquisa do instituto Brasilis divulgada nessa quarta (27) pela agência de notícias InfoMoney, vinculada ao Banco Itaú, apontam que o candidato dos “donos do golpe”, Geraldo picolé de chuchu, já se encontra em 3º lugar, com 10% nas intenções de voto. O candidato do PT, Fernando Haddad, está em 2º, com 22% e bostanazi em 1º, com 27%.

Aparentemente, os dois primeiros colocados estariam em uma situação confortável a apenas 10 dias do primeiro turno, mas é justamente aí que está embutida a grande manipulação eleitoral a ser sacramentada nos próximos dias.

Os donos do golpe atacam em duas frentes. Contra Haddad, o STF acaba de cancelar 3,3 milhões de títulos de potenciais eleitores do então candidato Lula. Além disso, acentuou-se os ataques de Ciro Gomes contra Haddad, um tradicional candidato da burguesia sempre pronto a prestar serviço contra o PT, na perspectiva de dividir o eleitorado de Lula. Tem ainda que se considerar a possibilidade de uma denúncia bomba contra o PT e seu candidato.

Em outra frente, os golpistas manobram com a profunda rejeição popular a bostanazi. Para impulsionar a queda do candidato espantalho e possibilitar uma transferência de votos para o o verdadeiro candidato do golpe, a Rede Globo impulsiona o ato do próximo dia 28, “Mulheres unidas contra bostanazi”, colocando em ação seus artistas globais e todo uma plêiade de golpistas na campanha para reforçar a demonização do candidato cão raivoso. Há ainda as declarações absolutamente impopulares do vice de bostanazi, o general boiolão, um “fogo amigo” sempre disposto a acentuar o caráter direitista de um eventual governo do capitão.

Os próximos dias serão de definição. A burguesia, desde antes das eleições, já preconizava o que seria uma disputa ideal, uma disputa no centro, entre picolé de chuchu e Ciro Gomes, mas o fator Lula “melou” seus objetivos.

Os tribunais e o Exército entraram em cena e fizeram cada um a sua parte para excluir o candidato do povo das eleições. Sem Lula as manobras foram facilitadas. As eleições foram transformadas em um verdadeiro circo mambembe, chegando ao ponto da própria esquerda entrar de cabeça no alçapão do dia 29. O dia em que “mortadelas” e “coxinhas” se unirão contra o mal maior, “contra o monstro que ameaça o país com o nazinguismo”.

E assim, os donos do golpe que não conseguiram emplacar o seu candidato contra o cordato Ciro, terão agora uma oportunidade muito mais vantajosa de “unificar” o país em torno do seu candidato contra o diabo em forma de gente.

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#EuSim: Alckmin “adere” a si mesmo, em campanha contra Bolsonaro

Picolé de chuchu se supera em pilantragem a cada dia...

#EuSim: picolé de chuchu “adere” a si mesmo, em campanha contra bostanazi

Recentemente a imprensa anunciou que picolé de chuchu tinha “aderido” à campanha do #EleNão. Uma coisa realmente muito inusitada, pois a campanha foi criada pelo próprio PSDB, e inflada pela imprensa burguesa que é aliada ao mesmo setor político que controla o PSDB. Supostamente, picolé de chuchu teria se juntado à campanha de forma “espontânea”, junto com o “movimento democrático das mulheres”. De forma que picolé de chuchu seria um grande democrata ao estar defendendo este “grande movimento popular das mulheres contra o fascismo”, que é justamente a campanha que a imprensa está procurando orquestrar para colocar picolé de chuchu no segundo turno.

O objetivo desta mobilização obviamente que é de transferir os votos contra o PT, isto é, os votos da direita, de bostanazi para picolé de chuchu. Mesmo que não aparece sob a forma de um movimento liderado pelo PSDB, o #EleNão já foi usado pela imprensa burguesa de diversas formas, através de seus artistas, seus porta-vozes (como a ultra-direitista Rachel Sheherazade) e seus políticos, como os dois da chapa presidencial do imperialismo, Geraldo picolé de chuchu e Ana Amélia, que não enganam ninguém em sua demagogia em defesa das mulheres.

Para levar picolé de chuchu para o segundo turno, estão fazendo uma série de manobras, como a divulgação de pesquisas fraudulentas, que aos poucos vêm apresentando um crescimento de picolé de chuchu, que já aparece em terceiro lugar, atrás dos “dois extremos” contra quem a burguesia faz uma intensa campanha, o PT e bostanazi, apresentando picolé de chuchu como o indivíduo racional e democrático que poderia vencer estes dois elementos “golpistas” contra a democracia.

O uso do ato do dia 29 contra bostanazi, o possível resultado do inquérito da facada de bostanazi e os indícios (muito provavelmente, falsos) de que 41% das mulheres não sabem em quem votar são as cartas que a burguesia está usando para justificar uma inflação da votação picolé de chuchu, nas pesquisas e nas eleições. Não se encontra eleitor de picolé de chuchu em lugar nenhum, só o esforço da direita golpista para fazer acreditar que realmente este é um candidato popular e necessário para combater o fascismo de bostanazi. Logo ele, o tucano que bate em professores e estudantes…

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Primeiro-ministro de Israel acusa Irã de ter depósito nuclear usando power point de Dallagnol

Esse Netanyahu é uma piada, igual ao Dallagnol. HUE.

Primeiro-ministro de Israel acusa Irã de ter depósito nuclear usando power point de Dallagnol

Da redação – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, como bom capacho do imperialismo norte-americano, se alinhou aos ataques dos patrões na Assembleia Geral da Organização das nações Unidas (ONU), atacando o Irã com a denuncia de que os mesmos teriam um “depósito atômico” secreto, em Teerã, com 300 toneladas de “material nuclear”.

Netanyahu levou um documento com fotos, revelando “uma nova informação”, que na verdade, não diz nada, tudo ao estilo dos agentes serviçais da CIA, como vimos no caso de Lula, onde o procurador da República brasileira, Deltan Dallagnol apresentou como “provas” um power point vergonhoso.

“O que estou prestes a dizer não foi compartilhado publicamente antes.[…] Estou divulgando pela primeira vez que o Irã tem outra instalação secreta em Teerã” , apresentando uma foto do “complexo de aparência inocente”.

Aproveitou ainda para criticar a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que, após relatórios de Israel sobre o “arquivo secreto” não teria tomado nenhuma ação. Por que, finalmente, apenas os governos assassinos podem ter bombas nucleares. Já a classe operária deve se ajoelhar e aceitar todo o genocídio de seus povos, calados.

As acusações do serviçal, reafirmam mais uma vez o imenso cinismo desses países, pois, como se sabe, são esses que detém um grande poderio nuclear enquanto acusam os países explorados com a finalidade de invadi-los, organizando golpes e infiltrando agentes para criar a situação.

Como este diário alertou (https://www.causaoperaria.org.br/eua-e-israel-conspiracao-imperialista-contra-o-ira/), a saída dos EUA do acordo nuclear (entre o Irã e o Grupo 5+1), estava levando a cabo uma política de criar pressão sobre o Irã através do estado genocida de Israel. O rompimento do acordo, somado à guerra econômica, em que Trump ameaçou investidores para boicotarem o país, explicitam que a ofensiva dos EUA são para roubar as riquezas do Irã.

A cúpula da ONU aparenta estar abrindo ainda mais a grande crise do imperialismo (https://www.causaoperaria.org.br/assembleia-da-onu-imperialismo-ataca-o-ira-que-reage-a-altura/), esclarecendo os planos de dominação contra os governos nacionalistas, organizando a invasão da Venezuela, guerras no Oriente Médio, e, com ataques de Trump e seu “cão de guarda” no Oriente Médio, os trabalhadores devem acompanhar os próximos passos de ofensivas.

Veja a Análise Internacional sobre o tema:

https://www.facebook.com/causaoperariatv/videos/an%C3%A1lise-internacional-n%C2%BA9-ir%C3%A3-no-centro-dos-acontecimentos-mundiais/1910357925675133/

https://www.youtube.com/watch?v=KmEc2tOJ_F0

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“Antibolsonarismo” não é antigolpismo, é campanha para os tucanos

O antibolsonarismo aqui é mais humorístico que político. picolé de chuchu e bostanazi, no final das contas, são igualmente desprezíveis.

“Antibolsonarismo” não é antigolpismo, é campanha para os tucanos

Assim como em junho de 2013, proliferam nas redes sociais as adesões à campanha antibolsonarista do #EleNão / #EleNunca. Mas, afinal, em quem votariam os eleitores do nazinga Jair bostanazi (PSL) e seu vice, o general golpista Hamilton boiolão (PRTB), senão neles? Certamente, não em algum candidato que se apresenta como esquerda. Não em Fernando Haddad (PT), nem em Guilherme Boulos (Psol), nem em Vera (PSTU). A campanha, portanto, se destina a converter os votos bolsonaristas em votos de outros candidatos da direita. A depender das diretrizes do imperialismo, os votos bolsonaristas do primeiro turno devem ser transferidos para Geraldo picolé de chuchu (PSDB), a partir da campanha do #EleNão.

Há outros fortes indícios de que se trata de uma campanha de direita. O grupo no Facebook que originou o movimento, Mulheres Unidas contra bostanazi, foi fortemente alavancado pela imprensa golpista, tendo atingido 2 milhões de membros há dez dias. Aderiram à campanha alguns dos porta-vozes da direita, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a apresentadora direitista Raquel Sheherazade e até mesmo o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton. A pauta foi devidamente amplificada pela imprensa internacional, tendo sido capa da principal revista neoliberal do mundo, a inglesa The Economist. A campanha antibolsonarista vem vestida com o manto do “antiextremismo”, em que se pede o voto em candidatos “de centro”. Nessa visão distorcida do cenário político, o PT de Haddad estaria na extrema esquerda, do mesmo modo que bostanazi estaria na extrema direita.

Para acrescentar um elemento de confusão a mais, os fascistas do Movimento Brasil Livre (MBL) passaram a adotar na quarta (19) a hashtag #EleNão em referência a Luiz Inácio Lula da Silva, e não a bostanazi.

Na linha auxiliar a esse movimento, a revista Época se juntou ao blog Cafezinho e à Carta Capital na campanha pela candidatura de Ciro Gomes (PDT) – destinada a dividir os votos da esquerda. O apoio ao pedetista seria o complemento da campanha da direita pela alavancagem de picolé de chuchu, e ainda uma espécie de “Plano B” para os golpistas, caso o Picolé de Chuchu não seja capaz de granjear votos suficientes.

picolé de chuchu é o candidato preferencial do imperialismo. É a ele que a imprensa e os golpistas se referem ao mencionar uma saída “de centro”, que seria capaz de conseguir apoio ainda no primeiro turno de Amoedo (Novo), Álvaro Dias (Podemos) ou Henrique Meirelles (MDB). Uma coligação prematura com os três poderia elevar picolé de chuchu à casa dos 20% de intenções de voto, o que pode colocá-lo no segundo turno com bostanazi.

É evidente que o ex-governador de São Paulo nada tem de centrista. Ao contrário: picolé de chuchu – membro da organização religiosa franquista Opus Dei – é o candidato preferencial da direita. No campo do fascismo, as ações dos tucanos no poder em muito superam a verborragia de bostanazi. O capitão fala em equipar a Polícia Militar para exterminar a população pobre: o PSDB de fato equipou as forças de repressão para a violência contra a população. Foi picolé de chuchu, por exemplo, quem ordenou à PM a repressão brutal aos movimentos da esquerda pequeno-burguesa em 2013. Foi João Dória (PSDB), como prefeito de São Paulo, que mandou demolir prédios com gente dentro e desalojar moradores de rua com jatos de água gelada. Foi a PM de Beto Richa (PSDB-PR) que espancou professores num ato em Curitiba. Foi a PM de Marconi Perillo (PSDB-GO) que rachou os crânios dos estudantes em 2016. O que bostanazi bravateia no campo da teoria e no teatro parlamentar, picolé de chuchu e o PSDB já praticam há anos em suas administrações.

Frente à ação fascista, mais que discursos de repúdio e hashtags, cabe a ação de autodefesa resoluta dos trabalhadores. Membros do MBL que invadem atividades de esquerda e escolas devem ser repelidos à base da força. Só assim é possível fazer o fascismo retroceder. Frente ao golpismo que visa a usar as eleições para legitimar um recrudescimento do regime ditatorial em que o Brasil entrou após o impeachment de 2016, é preciso mobilizar e organizar os trabalhadores, de modo a propiciar uma real mudança na relação de forças políticas em jogo. Nenhuma ilusão nas eleições golpistas. Nenhuma unidade com a direita. Eleição sem Lula é fraude.

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#AlckminSim: Manifesto contra Bolsonaro faz parte da fraude eleitoral

Nesses tempos de eleição tem-se que tomar muito cuidado com as ratoeiras colocadas pela equipe de marqueteiros contratados e muito bem pagos pelo PSDB.

#picolé de chuchuSim: Manifesto contra bostanazi faz parte da fraude eleitoral

No último domingo (23) foi lançado um manifesto intitulado Pela Democracia, pelo Brasil – ou DemocraciaSim, assinado por “artistas, advogados, ativistas e empresários”, contra a candidatura à Presidência da República de Jair bostanazi (PSL) e Hamilton boiolão (PRTB). O movimento surgiu na esteira daquele iniciado pelas Mulheres unidas contra bostanazi no Facebook, com 2 milhões de participantes e as hashtag #EleNão / #EleNunca, e alavancado pela imprensa golpista brasileira e internacional. Principal órgão de divulgação do pensamento neoliberal, a revista inglesa The Economist chegou a lançar uma edição em que estampava em sua capa uma foto de bostanazi com a manchete: bostanazi presidente: a última ameaça da América Latina. Personalidades como a apresentadora direitista Raquel Sheherazade, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton também se manifestaram contra a candidatura dos militares.

A defesa é da “democracia”, como se esta fosse um valor abstrato, como se não fosse fruto de uma contínua luta dos trabalhadores direitos mínimos frente ao poder do imperialismo e das burguesias nacionais. Tais valores, cultivados tanto pela classe dominante quanto por amplos campos da própria esquerda, nada mais fazem que escamotear a luta diária de vida ou morte entre as classes sociais pelo poder. Numa fantasia idealista, acreditam que as eleições burguesas seriam o ideal de participação popular. O voto na urna, forjado por campanhas publicitárias milionárias e por currais eleitorais que concedem favores paroquiais, se sobreporia como valor à organização da classe trabalhadora e à elevação de sua consciência.

Cinicamente, apoiadores do golpe de Estado que financiaram e promoveram o impeachment ilegal de Dilma Rousseff em 2016 e a prisão de Lula em 2018 se dizem a favor da suposta “democracia”. Não é diferente no caso do movimento DemocraciaSim.

Seus organizadores são justamente os barões do rentismo, os financiadores do golpe em curso no Brasil, como a banqueira Neca Setúbal – da família dona do Banco Itaú – ou José Marcelo Zacchi, Secretário-Geral do Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife), e parceiro da Fundação Lemann (do banqueiro Jorge Paulo Lemann). Após afundarem o país no governo de conde drácula (MDB), após alimentarem o crescimento do fascismo no Brasil por meio de grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL) e congêneres, agora se voltam contra uma de seus cães de guarda afirmando prezar “a democracia. A democracia que provê abertura, inclusão e prosperidade aos povos que a cultivam com solidez no mundo. Que nos trouxe nos últimos 30 anos a estabilidade econômica, o início da superação de desigualdades históricas e a expansão sem precedentes da cidadania entre nós”.

(cont.)

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Ciro mostra bico de tucano e acusa Lula de ser corrupto

O Ciro "Dá bilhão?" Gomes às vezes deixa escapar a sua verdadeira face.

Ciro mostra bico de tucano e acusa Lula de ser corrupto

O vale tudo na reta final das eleições mais fraudulentas de todos os tempos vem se intensificando dramaticamente. A direita e seus representantes, totalmente desmoralizados e com altas taxas de rejeição da população, protagonizam cenas do mais completo desespero, buscando algum bote salva-vidas que lhes garanta um oxigênio adicional diante do iminente naufrágio de suas candidaturas.

Uma das retóricas mais agressivas no espetáculo circense eleitoral vem sendo verbalizada pelo candidato do PDT, o camaleão Ciro Gomes, que, sabe-se lá porque – ou por razões que só ele mesmo poderia explicar – se apresenta ao pleito como candidato de “centro-esquerda”. Se houvesse um mínimo de seriedade e rigor nesta verdadeira torre de babel em que as eleições foram transformadas pelas instituições golpistas, Ciro Gomes deveria ser processado por estelionato político-ideológico, pois seu programa e seu plano de governo estão há anos luz de distância de um governo que se pretenda de centro-esquerda. A candidatura de Ciro Gomes é, neste sentido, mais uma farsa grotesca, somando-se ao conjunto das outras que buscam se legitimar diante das ilegalidades, abusos e arbitrariedades impostas pelo judiciário golpista aos partidos e candidatos.

Com a aproximação do momento mais crucial e decisivo do pleito, Ciro Gomes vem intensificando seus ataques contra o candidato que julga ser o seu principal concorrente, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad, candidato substituto do ex-presidente Lula. Haddad, por ter sido homologado como o substituto do ex-presidente vem colhendo os benefícios da transferência de parte dos votos de Lula, o que levou a que – em algumas pesquisas – apareça na frente do candidato “falastrão de centro-esquerda”, assumindo a segunda posição.

Isso parece ter despertado a ira do “nordestino cabra macho” do PDT, que decidiu partir para o tudo ou nada e passou a atacar também o governo do ex-presidente Lula, com acusações ao melhor estilo dos tucanos e da famigerada e persecutória ‘Lava Jato”, operação inquisitorial de perseguição à esquerda, que Ciro Gomes – não nos esqueçamos – nunca perde a oportunidade de elogiar.

Na segunda-feira, dia 17, participando de um programa de entrevista na mais golpista das emissoras nacionais, a Rede Globo, Ciro Gomes foi entrevistado pela âncora do Jornal da Globo, a pérfida Renata Lo Prete sobre a relação dele (Ciro) com o ex-presidente Lula. Declarando-se “amigo” do ex-presidente, o candidato do PDT não poupou o “amigo” das mesmas acusações que vêm sendo dirigidas a Lula por todos os seus inimigos e que serviram de esteio para a maior campanha de calúnias a que um ex-chefe de Estado já esteve submetido no País. Ciro afirmou durante a entrevista que Lula tinha pleno conhecimento do “esquema de corrupção na Petrobrás”, atacando frontalmente o ex-presidente, para delírio da entrevistadora golpista.

“No mensalão, eu estava lá [no governo, como ministro]. De fato, ele não sabia. Eu tenho razões genuínas para acreditar que, de fato, ele falou a verdade quando disse que não sabia. No ‘petrolão’, não dá. No ‘petrolão’, simplesmente não dá porque não é que ele sabia que as pessoas estavam roubando, mas ele sabia que as pessoas estavam procurando as indicações para roubar. Isso aí, infelizmente, eu por exemplo falei pra ele várias vezes do Sérgio Machado [ex-presidente da Transpetro]” (G1, 18/09), disparou o muy “amigo” Ciro sobre o ex-presidente.

A verdade que precisa ser dita, sem tergiversações e sem meias palavras é que candidatura e a campanha de Ciro Gomes está alinhada às demais candidaturas golpistas, embora em sua retórica o camaleão Ciro ensaie críticas (sempre muito vagas) ao golpe de 2016 que derrubou a presidente Dilma Rousseff. Setores de esquerda, inclusive do próprio PT, o enxergam como um aliado, um representante das “forças progressistas”, que poderia compor no “campo da esquerda”. O que se opõe ao que foi dito pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, quando alguns setores da esquerda “namoravam” Ciro como um possível “plano B” para substituir Lula: ö Partido não apoiará Ciro Gomes nem com reza brava”.

Segundo Ciro, ele e Lula são amigos “há mais de 30 anos” e o ex-presidente, que está preso em Curitiba após ser condenado, sem provas, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, “nem é satanás, como os coxinhas e os radicais de direita no Brasil, querem fazer [parecer], e nem é esse deus que certa fração religiosa radicalizada do PT quer, também, transformar”.

Cinicamente Ciro também afirmou que “Lula escolheu o [Antonio] Palocci, que está preso, para comandar a economia brasileira por oito anos. Será que ele mesmo, Lula, acha que foi uma escolha acertada? O Lula escolheu a Dilma [Rousseff], que é uma pessoa honrada, mas desastrou o país. O Lula escolheu conde drácula. Com a popularidade farta e generosa, merecida, escolheu conde drácula e cravou conde drácula na linha de sucessão do Brasil. E tudo isso eu protestei na hora. O Lula escolheu o Haddad recentemente. Eu não falo mal do Haddad. O Haddad é um amigo meu. Estou discutindo porque estamos num debate. […] É razoável que a gente exponha o Brasil a esse risco?”, explicou.

Logo depois, Ciro Gomes foi questionado sobre as responsabilidades que, para ele, Lula teve nos escândalos do mensalão do PT e na Petrobras. Segundo o candidato do PDT, o ex-presidente “não sabia” do esquema de compras de voto em seu governo, mas sabia que os partidos políticos buscavam indicações na Petrobras “para roubar”.

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Greve geral na Argentina: trabalhadores param o país contra Macri

It's happening!

Espero que tenha uma aqui no brbr também, pois está mais que precisando.

Greve geral na Argentina: trabalhadores param o país contra Macri

O segundo país mais importante da América do Sul, literalmente parou nesta terça-feira, dia 25 de setembro. A Argentina amanheceu com uma vigorosa greve geral onde a quase totalidade de seus serviços, bancos, repartições públicas, comércios, postos de gasolina, escolas, universidades, trens, metrôs, portos e aeroportos não funcionaram. É a quarta greve geral contra a política econômica do governo burguês-neoliberal e entreguista do presidente Mauricio Macri, convocada pela principal central sindical do país, a CGT.

A greve geral desta terça-feira e todos os grandes protestos anteriores levados adiante pelos trabalhadores é o resultado da reação dos explorados portenhos ao profundo ataque do grande capital e do imperialismo às condições de vida das massas, que praticamente recolonizou a Argentina depois do golpe “democrático-eleitoral” que derrotou o governo da ex-presidente Cristina Kirchner, neste momento acusada e perseguida pelos tribunais golpistas do país vizinho.

O receituário neoliberal imposto ao pais pela banca internacional esfacelou a economia do país, impondo um enorme retrocesso na produção, com aumento da inflação e disparada do dólar. As medidas de destruição da economia argentina afetaram não só a produção do país, mas atingiram em cheio quase todos os segmentos sociais da nação, particularmente os setores mais vulneráveis, as massas exploradas e pauperizadas do país vizinho.

Vale recordar que no início do século, entre os anos 2000 e 2001, a Argentina foi sacudida por violentos protestos contra as mesmas medidas que neste momento estão sendo implementadas pelo governo Macri. Naquela ocasião – também a soldo do Fundo Monetário Internacional (FMI) – o governo de Fernando de la Rúa impôs um conjunto de medidas que atacavam frontalmente os trabalhadores. A reação das massas foi imediata e enérgica e os gigantescos protestos acabaram precipitando a queda do presidente, que renunciou em dezembro de 2001.

A burguesia continental e o imperialismo têm perfeita consciência que as duras medidas de ataque à economia dos países sul-americanos e às condições de vida das massas irá desencadear uma forte reação dos explorados. É inevitável que isso ocorra, daí a movimentação da burguesia no sentido de impedir a luta dos explorados. Os golpistas em, todo o continente, trabalham para destruir e esmagar as organizações de luta das massas, perseguindo sindicatos, centrais de luta dos trabalhadores, partidos de esquerda e movimentos populares.

O imperialismo, a direita e os golpistas somente poderão ser derrotados através de grandes mobilizações e da ação direta das massas em defesa das suas condições de vida.

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Mourão, o espantalho 2.0?

boiolão, o espantalho 2.0?

No começo desta semana foi publicada uma pesquisa eleitoral da CNT/MDA, na qual o candidato fascista Jair bostanazi (PSL) apareceu em primeiro lugar, com 28,2% das intenções de voto. Em segundo, Fernando Haddad (PT) chegou a 17,6% e o candidato abutre Ciro Gomes (PDT) ficou com 10,8%, na terceira posição.

A imprensa golpista, ao contrário do que em outras ocasiões, parece estar muito tranquila, mesmo com um candidato do PT chegando agora na vice-liderança da pesquisa. Os comentaristas da imprensa burguesa sinalizam a importância do chamado “voto útil”, ainda mais em um cenário que pode ser de polarização entre a esquerda, representada por Haddad, e a extrema-direita, representada por bostanazi.

Neste caso, ainda que as pesquisas sejam em certa medida manipuladas e não representem a realidade, teríamos um segundo turno entre o PT, cuja direita histérica e a burguesia não querem de jeito nenhum, e o fascista bostanazi – ou pior, o general boiolão –, cuja maioria da população despreza completamente.

Como foi discutido em artigo recente deste diário (>>2146), o que teríamos seriam dois espantalhos: um da esquerda, em que parte da esquerda votará mas não tem apoio das ordas de direita e da burguesia, e outro da extrema-direita, em que tanto a população como as organizações de esquerda não votariam de forma alguma, especialmente no segundo turno.

Percebe-se, pela análise da imprensa burguesa, que bostanazi/boiolão não é o candidato da burguesia e do imperialismo – embora estes dois personagens façam de tudo para tentar ganhar a confiança dos burgueses e imperialistas, incluindo a venda do País. Um exemplo disso são as declarações de boiolão, que não esconde (pelo contrário, propagada por todos os cantos) seu ponto de vista reacionário, o que não seria de agrado da burguesia, cuja imprensa trata de demonstrar o caráter tresloucado de suas palavras.

boiolão, muito pior do que bostanazi – um troglodita completamente solto, atirando com balas de canhão contra todos os consensos impostos pela burguesia, atacando brutalmente as mulheres, negros, homossexuais, indígenas, pobres, brasileiros como um todo, afirmando que invadirá a Venezuela e causará uma guerra – serve diretamente ao jogo da burguesia.

“Não podemos votar neste monstro! Será um caos um segundo turno entre ele e o PT!”. Eis a cartada da burguesia para eleger justamente alguém de “centro”, fora da polarização e do extremismo. E quem aparece como o candidato desse “centro” é justamente o principal representante burguês, Geraldo picolé de chuchu.

Nesse sentido, a subida de Haddad nas pesquisas e a liderança de boiolão (que tomou de assalto a cabeça da chapa) favorece picolé de chuchu, que corre por fora. O político do PSDB sempre foi o favorito da burguesia e do imperialismo para governar o Brasil e entregá-lo completamente para os tubarões imperialistas.

picolé de chuchu, visto a polarização entre “extremos” – de esquerda e direita –, está sendo apresentado como o “centro” no cenário eleitoral. Com medo de bostanazi e Haddad, os setores menos convencidos ideologicamente por suas candidaduras – ou, supostamente, mais moderados – estão sendo pressionados a votar em outro candidato, fora de tal polarização.

picolé de chuchu, com todo o apoio da imprensa burguesa e de candidaturas artificiais da direita (Meirelles, Alvaro Dias e Amoêdo), favorecido pelo suposto cenário de caos com a polarização no segundo turno que, inevitavelmente, levaria a esquerda ou a extrema-direita ao governo, se beneficiaria dessa campanha.

A burguesia tem diversos mecanismos para fraudar as eleições (o mais importante deles, a prisão e impedimento da candidatura do líder mais popular do Brasil, Lula). Ela fará de tudo para colocar seu candidato no segundo turno. E este segundo turno poderá ser entre picolé de chuchu e bostanazi/boiolão, pois o PT não pode ter a menor chance de vencer a eleições, para a burguesia. E boiolão não se pode suportar. Essa é a grande oportunidade da burguesia para emplacar seu candidato “puro sangue”, Geraldo picolé de chuchu.

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Moro confessa: “não há prova” contra Lula

Juizeco de 2ª instância da cidade da puta que pariu admite o que todo mundo já sabe (menos os coxinhas reaças que só assistem a Globosta):

Moro confessa: “não há prova” contra Lula

Da Redação – O juiz da 13º Vara da Justiça Federal de Curitiba, Sérgio Moro, também conhecido popularmente como “Mussolini de Maringá”, reafirmou novamente em despacho emitido nesta terça-feira (19), que mantém o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encarcerado na Superintendência da Polícia Federal, desde 7 de abril, na capital paranaense, por conta do processo pelo “Triplex do Guarujá”, mesmo sem provas.

No despacho, Moro diz não haver provas, embora insista na tese de que a suposta vantagem indevida teria sido resultado de corrupção. Moro diz: “Não há prova de que os recursos obtidos pela OAS com o contrato com a Petrobrás foram especificamente utilizados para pagamento ao Presidente. Mas isso não altera o fato provado naqueles autos de que a vantagem indevida foi resultado de acerto de corrupção em contratos da Petrobrás”.

Na verdade, não há provas que sustentem nenhuma condenação e processo contra Lula. Os golpistas sabem disso. A função de Moro é justamente esta: treinado pelo imperialismo, como mostrado em documentos vazados pela Wikileaks, o juiz foi colocado como um dos principais agentes do golpismo com a grande missão de prender Lula, custe o que custar.

A manifestação do juiz paranaense vem para reforçar o caráter político da prisão de Lula, preso há 166 dias em Curitiba. Não há lei e nem instituição capaz de reverter o processo de perseguição implacável promovido pela Justiça contra os direitos de Lula e de milhões de brasileiros que gostariam de votar no ex-presidente. Apenas uma mobilização das massas, com trabalhadores, estudantes e movimentos operários e sociais pode derrotar o golpe, que instituiu um regime inconstitucional e prendeu Lula para que este não concorra nas eleições e para entregar todos os recursos do País ao imperialismo, reprimindo todas as classes populares e organizações de esquerda.

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Situação Política Brasileira

Esses boletins da Crítica da Economia são muito bons.

Tive que dividir em várias partes porque o boletim é extenso.

Situação Política Brasileira

por Jorge Arnaldo e José Martins, da redação.

Afinal, o que pensam os capitalistas e demais classes proprietárias da atual situação política do maior país ao sul do equador e o que planejam para o seu futuro? Nesta última semana, eles abriram um pouco mais o jogo e deram algumas pistas a respeito. Analisando-as mais de perto, todos os sensatos cidadãos brasileiros poderão agora votar com mais fundamentos nas próximas eleições de outubro

Do exterior, uma didática matéria de capa da revista inglesa The Economist. Do interior, direto da Avenida Paulista, uma bombástica entrevista do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (FHC), principal ideólogo da protoburguesia nacional. Além de outras figurinhas carimbadas do mercado.

Houve inúmeras manifestações sobre o futuro da democracia no Brasil, mas sem grandes diferenças. Primeira constatação: essas avaliações políticas dos capitalistas de fora e de dentro coincidem milimetricamente. Na forma e no conteúdo. Uma verdadeira internacional do capital sem fronteiras. Se o Estado sempre é nacional, o capital é crescentemente internacional.

A The Economist trata Jair Messias Boçalnaro – forte candidato da rica classe média branca e da lumpen-burguesia a presidente da República nas próximas eleições gerais de Outubro – como a mais recente ameaça para a América Latina.

Considera que um eventual governo Boçalnaro seria “desastroso” para o Brasil e toda a região. Acabou a semana sendo chamada pelos fervorosos adeptos da velha ditadura militar de “The Comunist”.

Para a “The Comunist”, alias, The Economist, o pano de fundo dos perigosos descaminhos da política no Brasil é a desastrosa situação econômica e social do país. As condições materiais na frente do processo. É um método correto de se analisar a política. O problema é que o método não resolve tudo. Veja pequenos trechos da matéria:

“A economia é um desastre, as contas públicas estão sob pressão e a política está bastante apodrecida. A violência urbana também tem crescido. Entre as 20 cidades mais violentas do mundo, 7 são brasileiras. As eleições presidenciais do mês que vem dão ao Brasil a chance de um recomeço. Apesar disso, se a vitória for de Jair bostanazi, um populista de direita, os brasileiros correm o risco de tornar tudo pior. O senhor bostanazi, cujo nome do meio é Messias, promete a salvação; na verdade, ele é uma ameaça para o Brasil e para a América Latina… Caso seja eleito, ele poderá colocar a própria sobrevivência da maior democracia da América Latina em risco… Além de suas visões não liberais no campo do comportamento, bostanazi tem uma admiração preocupante por ditaduras. Ele dedicou seu voto pelo impeachment de Dilma Rousseff ao comandante de uma unidade responsável por 500 casos de tortura e 40 assassinatos durante o regime militar, que governou o Brasil entre 1964 e 1985. O vice de bostanazi é Hamilton boiolão, um general reformado, que no ano passado sugeriu uma intervenção militar para solucionar os problemas do país. A resposta de bostanazi à criminalidade é, com efeito, matar mais criminosos, apesar de, em 2016, a polícia no Brasil ter matado mais de 4 mil pessoas.”

Se fosse nos anos sessenta do século passado, a implantação de uma ditadura militar estrito senso seria certamente a solução imperialista para essas áreas dominadas. O golpe de 1964, e todos os demais na America Latina, na época, foram comandados por Washington. E executados por boçais como Jair e Hamilton.

Os atuais dirigentes do Estado terrorista estadunidense até gostariam que isso fosse possível novamente. Mas as coisas materiais mudaram. E as velhas ditaduras e seus antigos gorilas tornaram-se totalmente insuficientes para as novas tarefas. Muito mais complexas.

É por isso que nestes últimos momentos dos anos 2010 a mensagem do império é muito clara a seus vassalos brasileiros: nada de Médici e Pinochet novamente! Essa inócua solução deve ser descartada por certas frações da protoburguesia brasileira que ainda engordam as projeções de voto no capitão Boçalnaro nas pesquisas eleitorais.

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Cartas na mesa: burguesia revela seu plano para as eleições

Por mais que o Bostanazi seja uma figura desprezível, o pior no final das contas é, ironicamente, o Picolé de chuchu, justamente porque ele é o candidato preferido da elite burguesa; isto é, ele teria mais facilidade em executar os ataques contra os trabalhadores e reprimir a população. Boa parte da esquerda se esquece disso.

Cartas na mesa: burguesia revela seu plano para as eleições

Nesses últimos dias de campanha presidencial, estabeleceu-se uma espécie de consenso suprapartidário anti-bostanazi. Na convergência das mais diversas forças políticas, de Fernando Henrique Cardoso a Guilherme Boulos, todas as vozes parecem se erguer contra o “monstro”. Manchetes de jornais estrangeiros, porta vozes dos interesses do “mercado”, como The Economist, afirmam que o candidato de extrema-direita representa uma grande ameaça à América latina. Um movimento de mulheres contra bostanazi cresceu quase instantaneamente, de forma exponencial, e através das redes sociais, todo mundo passou a enxergar no candidato do PSL a “grande ameaça” à estabilidade política e social do país. De uma hora para outra, o grosseiro ex-capitão do exército, que convalesce no hospital de uma facada, surgiu como um perigo a ser debelado a todo custo. Movimentos como o “Ele-não”, impulsionados pela esquerda psolista e petista, roga-se evitar sequer pronunciar o nome do “Coiso”.

Mas algo de malicioso talvez se esconda por detrás de toda essa construção fantasmagórica de uma personagem hedionda, um “ser supremo em maldade”, de estupidez inomeável: a legitimação do voto no candidato da direita, e na verdade muito mais perigoso: Geraldo picolé de chuchu.

Antes de mais nada, é preciso estar ciente de que a direita não costuma expor suas intenções abertamente. Ela solta aqui e ali indícios, insinuações, para que o eleitor infira “por si mesmo”, como se fosse uma conclusão sua, aquilo que ela quer que ele pense. Aconteceu assim durante o golpe de estado que retirou Dilma do poder. O mesmo se passa com a campanha direitista contra bostanazi. Estão fazendo de B um espantalho, uma figura horrível, um facínora, a fim de se justificar qualquer voto contrário a ele.

As pesquisas indicam que 40% dos eleitores ainda não decidiram em quem votar. Nesse sentido, o “Coiso” teria apenas 30% de 60 %. Diante dessa indeterminação, o PSDB, partido com mais tempo de televisão, apoiado por um conjunto de partidos golpistas, ainda teria condições de apresentar seu candidato, picolé de chuchu, como a solução intermediária, um ponto de equilíbrio entre o fascismo extremista arrasa quarteirão e o PT como esquerda “corrupta”.

Na verdade, picolé de chuchu é o verdadeiro candidato do Temer, o candidato da continuidade, elemento que apoia e aprofundaria todas as reformas implementadas pelo governo golpista. Em sua trajetória como governador de São Paulo, ele já deu mostras contundentes de ser um candidato direitista, capaz de privatizar a rodo, fechar hospitais e escolas, reprimindo violentamente funcionários públicos a golpes de cassetete. Trata-se de um legítimo representante dos banqueiros, do grande capital, que atua de modo contumaz à revelia dos anseios e necessidades da população, principalmente da mais pobre e habitante das periferias.

A direita manobra hoje para converter o voto de protesto que elevou o extremista bostanazi nas pesquisas, num voto de continuidade das reformas que hoje esmagam, e esmagarão muito mais ainda, os direitos dos trabalhadores. A própria crise com seu vice e os problemas que tem enfrentado como a facada, etc, parecem revelar a presença de inimigos internos em sua campanha, que visam prejudicá-lo, abrindo espaço para um outro candidato.

A conclusão é que enquanto todos parecem tomar como fato consumado a eliminação de picolé de chuchu, o “picolé de chuchu”, para fora da disputa eleitoral, um chamado à esquerda anti-fascista se faz urgente: abram o olho, pois por detrás do “monstro” bostanazi, pode se esconder algo muito pior.

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Sabotagem interna? Bolsonaro manda Mourão e economista pararem de fazer campanha

Será que eles vão mesmo parar de fazer? HUE.

Sabotagem interna? bostanazi manda boiolão e economista pararem de fazer campanha

Logo após a facada dada em bostanazi, o general boiolão queimou a largada e praticamente deu um golpe na candidatura do capitão, assumindo a dianteira e pleiteando a participação nos debates eleitorais. A intervenção militar do general boiolão causou uma crise essa semana na campanha do candidato do PSL. O capitão fascista mandou, quebrando a hierarquia militar, o general parar de fazer campanha em seu lugar.

Ao mesmo tempo a imprensa imperialista internacional lançou um ataque contra bostanazi. A capa da revista The Economist dessa semana, ligada aos grandes bancos e aos monopólios empresarias que comandam a economia capitalista e organizaram o golpe no Brasil, apresentou o retrato de bostanazi e logo embaixo uma caracterização da candidatura da extrema-direita, como sendo desastrosa e uma ameaça para o Brasil e a América Latina.

A campanha impulsionada nas redes sociais, de caráter apartidário e com colaboração da esquerda-pequeno Burguesa, com a palavra de ordem “Ele não”, também evidencia a operação do imperialismo contra bostanazi para favorecer o seu candidato de preferência, Geraldo Alckimin. O que mostra a farsa da campanha é a participação de elementos da direita, inclusive de setores da extrema-direita contra bostanazi, como é o caso da apresentadora Rachel Scherazade.

Conforme se aproxima a data do primeiro turno, as manobras do imperialismo vão ficando cada vez mais claras no que diz respeito aos seus verdadeiros interesses políticos. Com a impugnação arbitrária da candidatura da principal liderança popular do país, o ex-presidente Lula, o imperialismo aprofunda a sua operação para garantir que o seu candidato vença as eleições.

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Dilma era impopular? Presidenta eleita lidera isolada eleição em MG

Essa é para os reaciotários que acreditaram na conversa do impítiman de bunda ardendo:

Dilma era impopular? Presidenta eleita lidera isolada eleição em MG

Um dos argumentos usados pelo monopólio da imprensa burguesa para justificar o golpe que levou ao impeachment da presidenta, democraticamente eleita, Dilma Rousseff, seria uma suposta impopularidade. Como “embasamento”, mostravam imagens das manifestações realizadas por coxinhas, onde os direitistas levavam cartazes e faixas pedindo a saída da governante. Essas manifestações eram totalmente artificiais, convocada pela imprensa e por grupos criados com dinheiro do imperialismo.

Dilma, todavia, não era, e não é, impopular. Quando reeleita, a presidenta recebeu 54 milhões de votos. Após sua retirada, realizada pela direita, as mobilizações populares pela luta contra o golpe demonstraram isso. Atualmente ela concorre ao senado pelo Partido dos Trabalhadores, em Minas Gerais. A petista lidera as intenções de votos entre os mineiros. Na última pesquisa, realizada pela DataTempo, a candidata aparece em primeiro lugar, com 27,9% dos votos. Comparada com agosto, o crescimento foi de 1,1 ponto percentual.

Dilma foi retirada pelos golpistas e, atualmente, está no poder conde drácula, o presidente fantoche. O seu governo é, na verdade, controlado pelos militares, que ditam os rumos do país, atendendo aos interesses burgueses, que vão de oposto aos da classe trabalhadora. E não tem absolutamente nenhum apoio popular.

Assim como o golpe se expressou na retirada da presidenta democraticamente eleita, por 54 milhões de brasileiros, hoje se expressa na prisão política de Lula e em sua retirada das eleições. Ele, que é o maior líder de massas da América Latina, é o escolhido do povo para assumir a presidência. Todavia seu direito foi vetado e ele não apenas não pode concorrer, como sua figura também não pode ser utilizada nas propagandas eleitorais gratuitas, expostas nas emissoras de TV e rádio.

Nesse sentido lutar contra o golpe é fundamental. Todavia é importante ter a clareza de que a luta não deve ser nas urnas. Apostar nas eleições burguesas é um caminho trágico para a derrota. Apenas a mobilização popular, nas ruas, será capaz de barrar aos retrocessos impostos pela direita, bem como acabar com todas as medidas do governo fantoche, que atacam diretamente os interesses da classe trabalhadora.

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Voto útil é parte da fraude eleitoral

Vale sempre a pena recordar os erros do passado para não repetir os mesmos erros no presente.

Voto útil é parte da fraude eleitoral

As últimas pesquisas sinalizam claramente que a direita golpista que derrubou a presidenta Dilma Rousseff e condenou, sem provas, e mantém preso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está preparando um novo golpe nas eleições, depois de ter cassado a candidatura do candidato que o povo queria na presidência, violando para isso a Constituição Federal, mais uma vez.

Trata-se da velha e conhecida tática do “voto útil”, que consiste em induzir, principalmente por meio da divulgação de pesquisas manipuladas, parte do eleitorado a votar em um candidato sem apoio popular real, para – supostamente – evitar a vitória de um candidato apresentado como o “mal maior”, ou até mesmo como a encarnação do capeta.

Esse truque já foi usado um sem número de vezes em eleições nacionais e regionais, nas últimas décadas. No final da ditadura militar, por exemplo, depois de derrotar a mobilização popular em favor das eleições diretas, a direita lançou a campanha que era preciso apoiar a eleição de Tancredo Neves e José Sarney, no Colégio Eleitoral, para impedir a vitória eleitoral de Paulo Maluf, do PDS, partido oficial da ditadura militar. O resultado é conhecido: a derrota de Maluf com o apoio de certos setores da esquerda, resultou concretamente no governo do ex-presidente do partido da ditadura, isso mesmo do PDS, José Sarney, dando sequência e aprofundando uma série de ataques do regime militar contra o povo brasileiro.

Em várias outras oportunidades, a tática do “voto útil” foi usada para dar a vitória a um candidato do grande capital, capacho do imperialismo e defensor da política “neoliberal” contra o povo, supostamente, para impedir a vitoria de um candidato conservador e direitista, mas que – de fato – representava um perigo menor para o povo. Foi assim, por exemplo, que o PSDB conquistou vários mandatos em São Paulo; lançando mão dessa tática para derrotar o PT. Em algumas oportunidades, inclusive, conquistando o apoio do partido ou de algumas alas de sua direção, em favor de verdadeiros carrascos do povo.

Agora, o “espantalho” principal da vez, aquele contra quem, supostamente, deveria ser usado o “voto útil” é o candidato reacionário e defensor da ditadura e do golpe militar, Jair bostanazi (PSL). Em torno dele, se montou toda uma operação para aprofundar a fraude da vontade popular, em eleições já comprometidas pelo golpe da retirada da candidatura de Lula. A unidade em torno da campanha contra bostanazi (“ele não!”), evolve desde setores da esquerda “radical”(a mesma que apoiou o golpe de estado) como o PSTU e setores do PSOL, até o PSDB, passando pelo PT e o PP de Maluf.

A manobra consiste, em primeiro lugar, em convencer uma parte do eleitorado de esquerda a apoiar Ciro Gomes, que teria – supostamente – melhores condições de derrotar o candidato petista, de acordo com vários pesquisas. Isso permitiria que parte dos votos que iriam para Lula, que representava nas eleições a rejeição da imensa maioria do povo brasileiro ao golpe de Estado e à sua ofensiva contra o povo trabalhador, fosse desviada para um candidato apoiado por importantes setores do regime golpista e que até poucas semanas antes do golpe de estado, atuava como executivo do vice-presidente golpista da FIESP e presidente da CSN, Benjamin Steinbruch. Assim, Ciro Gomes, o candidato-abutre que buscou desde o primeiro momento tirar proveito da perseguição e prisão de Lula e defendeu que o Brasil não aguentaria um outro governo de esquerda, ajudaria os golpistas a evitar essa “tragédia”.

Essa operação, não teria como objetivo final dar a vitoria ao próprio Ciro, mas fazer com que Geraldo picolé de chuchu, candidato ainda mais identificado com o regime golpista, presidente do golpe de estado por excelência, 100% à serviço dos interesses do grande capital norte-americano que patrocinou o golpe de estado e dá as ordens – de fato – no regime que está levando a economia nacional à falência e promovendo o maior retrocesso nas condições de vida do povo brasileiro de todos os tempos.

Enquanto os votos da esquerda, que se concentrariam em Lula, seriam divididos entre Haddad, Ciro e uma grande leva de votos nulos e abstenções, os votos da minoria conservadora se deslocariam para o candidato capaz de evitar a vitoria do “mal maior”, bostanazi, criando-se condições para uma possível vitória do candidato com experiência em privatizações, cortes nos gastos públicos, repressão à luta dos trabalhadores etc. e tudo mais que interessa aos “donos do golpe”, efetivando-se uma fraude eleitoral na qual possa ganhar as eleições um candidato amplamente rejeitado pela maioria da população e apoiado por uma minoria do eleitorado, tal como se deu com João Dória e outros prefeitos, nas eleições passadas.

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Pela 1ª vez desde 1989, líder na pesquisa Datafolha tem menos de 30%

Os bolsominions piram.

Also, todo o mundo sabe onde estão o resto dos 26%, os outros 74%: pelo menos a metade (37%) vota em Lula (que é censurado pela mídia e pela "justiça") e a outra metade (37%) são brancos e nulos.

Sem Lula a eleição é uma farsa.

Pela 1ª vez desde 1989, líder na pesquisa Datafolha tem menos de 30%

Faltando 19 dias para o primeiro turno das eleições, a última pesquisa Datafolha de intenção de votos para presidente, divulgada nesta sexta-feira (14), aponta que o cenário atual é um dos mais disputados desde a redemocratização do país.

O UOL analisou os levantamentos feitos pelo Datafolha faltando entre três e quatro semanas para o primeiro turno das últimas sete eleições. Este ano, a eleição será no dia 7 de outubro.

Pela primeira vez desde a eleição em 1989, a primeira pelo voto direto desde o fim da ditadura, o líder das pesquisas tem menos de 30% das intenções de votos. A última pesquisa Datafolha mostra o candidato Jair bostanazi (PSL) na liderança com 26%.

Em 1989, Collor tinha 26%. Naquele ano, as eleições foram realizadas em novembro e, portanto, a pesquisa considerada para a comparação foi a do mês de outubro.

Nunca um candidato que esteve no topo das pesquisas a menos de um mês da votação deixou de ser eleito.

Apesar das diferenças históricas, a relação entre o pleito deste ano e o de 1989 é a mais próxima, segundo o cientista político Rafael Cortez, doutor em ciência política pela USP (Universidade de São Paulo).

Entre as semelhanças, Cortez destaca a avaliação dos governos – do presidente conde drácula (MDB) agora e de José Sarney (MDB), em 1989.

"Essa é uma eleição com um governo mal avaliado e que, de alguma maneira, gera impacto no eleitorado. Não tem sentimento de continuidade, uma espécie de 'sarneyzação', ou seja, contamina negativamente campanhas associadas. Foi assim com Ulysses Guimarães (MDB) e Mário Covas (PSDB), que eram ligados ao Sarney e ficaram fora da disputa. Temer representa isso para [Henrique] Meirelles [MDB] e [Geraldo] picolé de chuchu [PSDB]", diz.

Apesar de concordar com a afirmação de que a disputa deste ano está mais acirrada, o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, diz não acreditar que ela possa ser comparada com qualquer outra. Para ele, as características são diferentes.

"Em 1989, era a primeira eleição após a ditadura, uma festa, todos queriam votar. Nesta eleição o nível de repúdio aos políticos é inédito, o ambiente de insatisfação e desesperança é maior, com características diferentes e tempo curto de campanha. Houve a indefinição da candidatura do [ex-presidente] Lula [PT]. [A eleição] começa de fato agora", afirma.

Desde 2002 não se viam tantos candidatos na briga pelo 2º turno

Outro fator importante na eleição deste ano é a maior divisão das intenções de votos entre os candidatos. Nas últimas disputas, no máximo três candidatos apareciam com 10% ou mais a menos de um mês da votação.

Hoje, o cenário se repete com três candidatos com 10% ou mais das intenções de votos, mas o número pode chegar a cinco se considerarmos a margem de erro. Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT) têm 13% cada. Geraldo picolé de chuchu (PSDB) está com 9% e Marina Silva (Rede), 8%, mas na margem de erro (dois pontos percentuais para mais ou para menos), eles podem estar até com 11% e 10%, respectivamente.

A última vez que isso aconteceu foi em 2002. Na ocasião, Lula (40%), José Serra (21%), Ciro Gomes (15%) e Anthony Garotinho (14%) dividiam a preferência dos eleitores. Em 1989, o cenário era semelhante ao atual, com Collor (26%), Brizola (15%), Lula (14%), Maluf (9%) e Covas (8%).

"É bastante provável que esse cenário continue até o final, a disputa acirrada por vaga no segundo turno significa uma campanha mais quente, veremos tentativas de desconstrução de candidaturas, não só do primeiro colocado, mas nos embates pelo segundo lugar", analisa Paulino.

"O picolé de chuchu precisa tirar votos do bostanazi, que 'roubou' votos tradicionais do PSDB. Ele [picolé de chuchu] tem mais tempo de TV e a possibilidade de pegar votos do bostanazi. Ciro, Haddad e, talvez, Marina [Silva] brigam por um mesmo tipo de eleitorado, especialmente Ciro e Haddad, vai ser interessante ver como as campanhas vão se portar", afirma.

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O corte de gastos dos golpistas vai destruir a educação

Ei, você, foi lá na praça da sua cidade vestido de verde-amarelo pra servir de massa de manobra e pedir pra tirar a Dilma, o PT e os corruptos e pensando que iria ter mais saúde, educação e emprego? Toma essa, coxinha:

O corte de gastos dos golpistas vai destruir a educação

A política de austeridade institucionalizada no Brasil pelo governo golpista, seguindo os princípios econômicos do neoliberalismo, definidos por organizações imperialistas como o FMI; Banco Mundial, tem desde já causado profundo impacto negativo à vida social brasileira. A enorme taxa desemprego, a volta da miséria, o rebaixamento das condições de vida do brasileiro etc., já atestadas por estudos e pesquisas, podem ser colocadas na conta da chamada política de austeridade. Um de seus resultados é a destruição total de ensino básico público que se processa.

A principal política de austeridade que os golpistas impuseram ao país é a emenda 95, conhecida como PEC da morte, que congela os investimentos estatais por 20 anos. De todas as áreas da vida nacional profundamente afetadas por esta a monstruosidade, a educação, talvez, esteja na situação mais dramática.

Pouco mais da metade (52%) da população brasileira adulta, de 25 a 64 anos, não concluiu o ensino básico, ou seja, não terminou ou mesmo chegou a cursar o ensino médio. No ensino superior apenas 17% dos jovens entre 24 e 34 anos atingem o ensino superior. Os dados desalentadores constam em uma pesquisa divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Somando se a esses resultados as pesquisas que apontam que há no país cerca de 38 milhões de analfabetos funcionais dentre outros enormes problemas, pode-se concluir que para avançar na educação formal do povo será necessário enorme esforço e investimento.

A depender dos golpistas, não só não haverá nenhum esforço e investimento, como as parcas conquistas na área irão retroceder. O Plano Nacional de Educação, por exemplo, aprovado em 2014, cujo objetivo é de dar uma resposta, ainda que tímida, aos imensos problemas educacionais do país, e que determina diretrizes, metas e estratégias para a política educacional para os próximos 10 anos, está, na prática, totalmente anulado.

Com a chamada política de austeridade o Plano esvaziou-se por completo, dois dos elementos fundamentais para sua aplicação eram o aumento do PIB nacional destinado à educação, de 5% para 10%, e o custo aluno/qualidade, que visava investir por aluno um valor que possibilite que se cumpra o previsto em lei. A emenda 95 eliminou a base material que possibilitaria uma avanço educacional , tornando o PNE uma mera carta de intenções.

Os princípios democráticos e republicanos, onde se assentam as bases do Plano, vem sendo atacados sistematicamente pela direita golpistas, a perseguição a professores, a escola sem partido, tentam eliminar a discussão política e democrática do âmbito escolar.

Os cortes de gastos nas esferas municipais e estaduais vem fechando salas de aula, inviabilizando o acesso ao ensino. O caso do EJA é um exemplo, muitas salas de Educação de Jovens e adultos já foram fechadas em todo o país, com a cínica alegação de falta de procura. A situação econômica nacional é também o ingrediente importante para esta sopa amarga, na medida em que a população empobrece, menos condições têm de se dedicar à educação formal.

O país sob os golpista ficará sem nenhum plano educacional, sem nenhuma perspectiva de desenvolvimento da educação pública, elemento importante para o desenvolvimento econômico. A educação do povo para os golpistas é gasto, que deve ser eliminado e os recursos destinado aos banqueiros e grandes capitalistas internacionais, deixando para o povo apenas a ignorância e a miséria.

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