Desta vez estão na frente de um bar no meio do nada. Nada parece acontecer, então as deidades resolvem adentrar o bar. Lá dentro está Lian, se aproveitando que aparentemente está tudo congelado para beber uma última dose, mas a bebida não sai da garrafa. Vendo as deidades entrando, Lian fica completamente estático com a garrafa na mão.
-Eu acho que você fez algo errado, velho. O pistoleiro parou também.
-Não é possível.
-Como não é possível? Olha só pra ele, totalmente parado.
-Chega perto dele, ele deve estar fingindo.
-… Os olhos dele não brilham, ele não está respirando, o braço segurando a garrafa sequer se move.
-Tente tocar no peito dele e sentir o coração!
A Sorte estende a mão e em um movimento quase incompreensível, Lian saca sua gloriosa pistola e tenta atirar. Porém, a sorte não estava do seu lado (figurativamente falando) e a arma emperra.
-Pff, e eu achei que tivesse feito a arma perfeita. Bem! Parece que eu não tenho mais nada para fazer aqui. Eu vou indo.
-Para onde?
-A lugar algum, moça. Passar bem. Dá pra descongelar o meu cavalo? Foi uma fortuna, não queria deixá-lo aqui.
Ao que ele ia saindo, o velho abraçando a espada o interrompe.
-Alto, Errante.
-O que é? Quer duelar comigo, velho?
-Você é como o vento, garoto. Implacável, incontrolável, uma força selvagem. Você é como o vento. E o vento é como eu.
Lian para e se vira para o velho.
-Eu já ouvi falar de você.
-Naturalmente.
-O que você quer? O que vocês querem?
-Carregue a minha palavra.
-Heh. Com o seu estandarte comigo, certamente teria muita visibilidade, não?
-Visibilidade não. Onipresença. Você já esteve em todos os lugares, Lian. Como o vento.
-Eu aceito.
A luz acende novamente, e se apaga. Agora os cinco estão juntos.
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