Então, Xandal… Você quer saber o que aconteceu comigo? Bem… Senta aí que eu vou te contar.
Depois de apagar eu… Bem, eu acordei com uma voz me chamando, me pedindo pra acordar. Eu estava preso em um lugar pequeno, mas confortável. A voz me chamava de novo e de novo, e eu logo reconheci aquela maldita voz - Nardul.
Meu espírito ardeu e eu estava pronto pra pular e matá-lo ou morrer no processo. Mas… Eu não consegui. Algo me segurava. Eu toquei o teto do que estava me prendendo e removi uma tampa enorme de cima de mim. Eu estava em um caixão. Tirando a tampa, eu levantei em um pulo e fiquei tonto pra caralho, tive que me segurar pra não cair. Fiquei olhando em volta e era uma puta sala enorme. Cheia de potes, quadros e esses frufrus de frescalhões riquinhos. E então, tinha aquele filho da puta logo ali. Nardul. Eu queria matá-lo. Eu queria estraçalhar a sua carne, moer os seus ossos e queimar o que sobrasse, mas eu não conseguia mover um músculo.
Ele ficou parado me olhando com uma cara de bocó, com um sorriso de viadinho naquela fuça dele. Ele estava vestido igual um viadinho. Eu também estava vestido igual um viadinho. Com essas roupas largas e cheias de boiolagens. Eu tava branco pra porra, e ele também.
Ele ficou "hurr durr tu não consegue falar?"
É claro que não, porra, tu não sabe disso? Seu filho de um bilhão, trezentos e cinquenta milhões, oitocentos e noventa e sete mil, quatrocentos e dezenove putas e meia.
Falhando em falar, pulei nele com a força de mil supernovas. Notei que estou forte pra porra com essa carcaça morta, diga-se de passagem. Ah, mas isso não foi suficiente. O viadinho se protege com mágica ou alguma merda. Não consegui atacá-lo.
Ele mencionou que eu prometi que eu ajudaria o Ianmorn caso ele revivesse ele e a Victoria, e que ele não acreditou em mim. Otário. Ele me teria ao seu lado se me deixasse em paz. Mas não, ele tinha que me matar.
Victoria… Eu… Eu sinto muito, Victoria… Eu não consegui… Eu não consegui te salvar… Mas… Mas eu vou vingar a sua morte… Ela não foi em vão…
Eu olhei bem pra ele, e ele tava com a cicatriz da flechada que eu acertei na cabeça dele. Filho da puta, eu vou enfiar outras cinquenta nessa sua carcaça podre antes de desintegrá-la.
Ele reclamou de eu tê-lo atacado, mas tem muito mais de onde esse veio. Espere só. Ele disse que aquele outro filho da puta socou uma gema na minha cara igual a da Victoria e que eu não ia conseguir sacanear eles. Eu não consegui ver a tal da gema. Tentei me olhar no espelho mas essa merda de corpo morto não tem reflexo. Não faz sentido, eu sou um cadáver ambulante, não um fantasma. Tanto faz. O filho da puta falou um monte de bosta saiu. Depois entrou uma mulher peladona lá. Ela disse alguma coisa mas eu não entendi, só consegui pensar em meter a pica. Mas logo quando o lampejo de excitação começou a surgir na minha mente, eu tava lá, grudado no pescoço dela, chupando o sangue dela como se estivesse mamando numa teta. Acabou rapidinho e ela ficou se retorcendo, aí eu pensei "Caralho, matei a mulher. Não vou deixar ela agonizando aqui, vou terminar o serviço" e cortei o pescoço dela com essas fodendo garras. (eu mostro as garras) Saporra aqui corta pra caralho.
B-Bem, sair por aí matando pessoas não é legal. Mas sei lá, foi mais forte do que eu. Eu pensei em comê-la, MAS DE OUTRA FORMA, aí quando eu vi já tava lá. Você me conhece, sabe que eu não faria isso se estivesse em mim.
Bem, aí eu pensei "vou me deitar aqui de novo, cansei dessa merda".
Acordei de novo e o Nardul tava lá de novo. O filho da puta pensa que é o que, meu despertador? "hurr tu viu que tu tá morto, né?"
MINHA NOSSA, PARECE QUE ALGUÉM AQUI TEM PROFICIENCY EM INVESTIGATION
Levantei de novo. Entrou outra mulher pelada e eu até tentei me segurar mas oh o que a foda lá vou eu de novo e glub glub chup chup CHOP no pescoço dela.
Ele falou umas tourobostas que a gente era diferente dos outros undeads porque o Ianmorn era um nerdão. Ele também falou que antes os deuses faziam as coisas, mas tinham abandonado a gente. Bem, isso é verdade. Fazer o que, né? Mas sei lá, eu não era muito chegado nesse negócio de deuses. Isso era mais coisa da Caelynn, heh. Ele disse que o cara encontrou um livro com um ritual de magia frida que fazia as pessoas enganarem a morte. Pfff. Eu acharia que era tourobosta, se eu não tivesse aqui em carne, osso e vontade de morrer. Ele disse que a gente tava morto por CINCO anos. Caralho, eu só acreditei quando vocês falaram.