Era para ser um texto simples, curto, direto ao ponto. Mas eu autistei.
Duvido que alguém vá ler, mas está aí. Não me julguem para os erros gramaticais, estou chapado de remédios e sem vontade de reler essa porra gigantesca
Pleazure Gris é uma nobre que perdeu suas terras, e hoje luta para reconquistar o que é dela e pelo bem de seus servos.
Mas para entender quem ela é hoje, é necessario aprender quem ela foi - e principalmente o que ela é.
A família Gris era dona de terras imensas e poder político incontestável, mas o destino decidiu compensar sua influencia temorosa com uma saúde mais do que precária.
Os Gris estavam sempre adoecidos. Muitos pereciam em suas camas, agonizando com uma febre alucinógena. Outros enlouqueciam com os cortes e sangramentos repentinos e sem motivo aparente, e acabavam tirando suas próprias vidas.
Tantos foram os Gris mortos que apenas dois núcleos familiares sobraram: o casal Fambilant e Anna, e Iulio com seus filhos Itran e Izam. Não se sabe se Anna sempre foi infertil. Os boatos presumem que a pobre mulher foi inflita por este mau quando se tornou uma Gris.
Fambilant Gris sem dúvidas era o mais poderoso de seu clã, dono de fazendas que preenchem horizontes e servos que o temiam. No entanto, para cada acre de terra em sua posse, maior era a dor de saber que não teria herdeiros que continuassem seu legado. Tal desespero o levou ao ocultismo.
Curandeiros de todos os cantos do mundo viajavam até as fazendas Gris, todos falhavam em curar sua esposa. Dois deles até ousaram supor que os próprios deuses se recusavam a recuperar a saúde de Anna, o que lhes custou a vida. Fambilant negou seu destino. "Se os fiéis aos deuses da bondade não me ajudam, serão seus opostos que resolverão meu problema!".
Fambilant descobriu sobre um grupo de bruxos que viviam do outro lado do oceano. Rumores diziam que o coventículo era capaz de curar qualquer pessoa de qualquer problema, mas existia um preço a ser pago. Além disso, seus poderes só eram realmente eficientes dentro de seu esconderijo, o que impossibilitava Fambilant de simplesmente paga-los para que chegassem em suas terras. Era ele que deveria ir até eles - e assim o fez, junto de sua esposa.
Após semanas de viajem, chegaram em uma caverna escondida em uma floresta, nada amigável. Acostumado com luxúria, aquele local sujo e macabro desafiava o estômago do nobre: paredes e chão pintados de sangue, cadáveres de animais semi-mastigados, crus, jogados pelos cantos. A iluminação vinha de algumas lamparinas fracas e distantes uma das outras, tornando difícil a tarefa de não pisar em nada nojento.
Uma breve caminhada os levou a uma câmara repleta de bruxos devotos, seus corpos e faces escondidos por um manto negro. Sentavam em círculo, ao redor de um símbolo macabro desenhado por sangue e membros mutilados no chão. No centro, um dos bruxos segurava uma moça bem jovem, nua, que balançava o corpo em transe no mesmo ritmo do sons gutural que os bruxos murmuravam.
"EU JÁ LHES ESPEREVA", disse o líder no centro. "SE VOCÊ REALMENTE QUER SER CURADO PELO NOSSO MESTRE, TERÁ QUE PAGAR O PREÇO". Fambilant começou a se pronunciar, iria dizer que trouxe muito ouro com ele, mas foi interrompido. "NÃO QUEREMOS SEU OURO. QUEREMOS SUA ESPOSA. O MESTRE IRÁ CURA-LA, VOCÊS PODERÃO TER QUANTOS FILHOS QUISER, MAS O PRIMOGÊNITO SERÁ DE NOSSO MESTRE".
Fambilant logo entendeu do que se tratava. Perguntou hesitante - para desespero de uma Anna em completa negação - o que o tal "mestre" pretendia fazer com a criança. "VOCÊS CUIDARAM DELE COMO SE FOSSE SEU PRÓPRIO FILHO. QUANDO A HORA FOR CERTA, O MESTRE IRÁ BUSCA-LO". Fambilant concordou.
O bruxo então usou de uma faca para, rapidamente, abrir a barriga da moça hipnotizada. Um corte grande vertical grande, das partes íntimas à garganta. Os bruxos ao redor se levantaram, cantando algo que feria a sanidade do casal. Anna tentou fugir, mas um dos solados de Fambilant que estava lá para garantir sua segurança a impediram de fugir.
O corpo caído da moça, até então inerte, começou a se revirar freneticamente. Dedos começaram a surgir de dentro do corte, empurrando alguns órgãos para fora. Depois saíram os braços, grandes e peludos.
Como se estivesse saindo de um parto natural, um monstro duas vezes maior do que a moça saiu de dentro dela, com uma pelagem negra banhada no sangue da coitada e rosto de javalí. O monstro esticou a mão e agarrou pelo braço Anna, que se debatia contra ele, puxando-a para dentro do círculo. O monstro riu enquanto a forçava em uma posição de coito.