Depois de toda a tourobosta na cidade dos elfos, finalmente partimos pro maldito barco.
O Roland estava estranhamente quieto o tempo todo. Apesar de ser bastante arrogante, irritante, idiota e de eu ter que exercer constantemente uma força gigantesca para não matá-lo, você meio que se acostuma com ele depois de um tempo
Eu já estou me acostumando com esse negócio de enterrar meu caixão pra dormir. Eu já faço o buraco em uns cinco minutos, sabe? Isso tem sido útil. Ainda bem que os outros tem cooperado e trocado o dia pela noite comigo. São bons amigos.
Bem, estamos indo na carroça do anão em direção ao barco. Xandal e os outros estão quietos, mente seus próprios negócios, e a Caellyn ainda está dormindo. Estou cuidando da guria, já que… Bem, ficar até 10ft perto dela me faz sentir mais forte, ágil e confiante.
Ela de repente acorda num salto e nem percebe que estava no meu colo. Menos mal, poderia pensar que eu queria me alimentar dela ou algo assim. Eu não sei como eles estão lidando com essa coisa toda de vampiro.
Ela diz algo sobre espíritos Fey e ter sido salva por Corellon e ter encontrado vários elfos fantasmas brilhantes nos seus sonhos. Eu não sou muito envolvido com religião, então você faria melhor perguntando à própria sobre isso.
Depois de tudo isso, finalmente chegamos no porto e avistamos o navio dos anões. Puta navio gigante de ferro. O anão que veio com a gente diz que a gente ia ter que dar um monte de itens mágicos em troca de favores, que eles não aceitariam dinheiro. Depois disso ele sai. Seguimos e encontramos os anões trabalhando pra reconstruir a cidade.
O pessoal até tenta conversar com um dos anões trabalhadores, mas ele não se mostra muito prestativo. Diz que é pra gente ir falar com o líder deles no barco e é isso aí. Fazemos isso, então. No caminho a gente dá uma parada e um anão esbarra no Xandal. Ele grunhe alguma coisa incompreensível e segue o seu trabalho. Aí esse baixinho irmão do Roland resolve xingar o tal do anão. Porra, baixinho, se você não pretende morder, não ouse ladrar. Dá uma muvuca e no final das contas o líder dos anões resolve se pronunciar e diz pra todo mundo largar mão de ser vadio e ir trabalhar. Ofendido, aquele anão fica, mas logo é dissuadido pelo seu superior. O líder nos convida para subir no navio para falar com ele, então vamos - Mas sem antes discutir o que poderíamos dar em troca. No caminho eu noto que o oceano está congelado até onde os olhos podem ver - exceto imediatamente ao redor do navio. Resolvemos dar a ele as três espadas da maldita Marilith e um manto que o Xandal tinha. Ele fica de boa e diz que partiríamos em três dias, a não ser que eles avistassem os tal de "gêmeos". Eu perguntaria o que era essa merda ali mesmo, mas não estou me sentindo muito sociável, ainda mais para com estranhos. O pessoal resolve dormir no navio mesmo, mas eu tenho que sair e enterrar o meu glorioso caixão e dessa vez deixá-lo lá. O Xandal prontamente fez outro pra mim. 5 anos de reclusão tem seus benefícios. Algum tempo depois o anão líder chama a gente de volta pro navio, pois iríamos partir. Hah. Três dias é o caralho.
O irmãozinho do Roland toca um rock rural gaita foderosamente. Ele só não conseguiu superar a Caellyn que também estava festando duro. A primeira vez que ela subiu na mesa foi tão bonito que eu tive que ir me esconder num cantinho pra chorar pelo pênis umas três vezes. Confesso que fiquei com um pouco de ciúme mas não posso fazer nada. Fiquei na minha. Sou um elfo sensato. Depois incrível demonstração de perfeição, os anões ficaram tão maravilhados com a performance 10/10 de Sandy e Júnior que deram uma cerveja preta pros dois que apagou eles na hora. Depois eles acordaram e ficaram dopadões tocando seus instrumentos. Depois de festar duro, o pessoal acordou e avistou lá na puta que pariu um dragão branco voando e gritando. Eles fizeram o navio correr mais que a gente correu do Balor naquela vez.