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/keynes/ - Escola keynesiana

Grupo de estudo de Keynesianismo e Neo-keynesianismo

Catálogo

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 No.1[Responder]

Sejam bem vindo ao grupo de estudos keynesiano. Fique a vontade para entrar nas discussões

*troll´s serão banidos

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 No.35[Responder]

A ideia de governamentalidade de Foucault é uma poderosa ferramenta conceituai com a qual se pode destrinchar e criticar o neoliberalismo. Este é a política e a economia do pós-guerra e do pós–Estado de bem-estar social do final do século xx, em que o Estado, em muitos aspectos, devolveu suas responsabilidades para com os cidadãos. Em suas palestras, Foucault discutiu o neoliberalisrno em três Estados no pós-guerra: a Alemanha, a França e os EUA. Essa forma de governança tem sido descrita Como o triunfo do capitalismo sobre o Estado, ou como um "anti-humanismo", devido à sua ênfase no indivíduo e na destruição dos laços comunitários. No pensamento neoliberal, o trabalhador é visto corno uma empresa autônoma, e dele se exige que seja competitivo.

O neoliberalismo se baseia na noção de indivíduos responsáveis e racionais que são capazes de assumir responsabilidade por si mesmos, sua vida e seu ambiente, sobretudo através de "tecnologias normalizantes" — as metas e os procedimentos acordados numa sociedade, tão "óbvios" que são vistos como "normais". No século xxi, eles incluem comportamentos como reciclar lixo, perder peso, vigiar coletivamente os bairros e parar de fumar.

Foucault alega que a maneira como pensamos e falamos sobre saúde, trabalho, família etc. nos encoraja a nos comportar de formas particulares. As pessoas governam a si mesmas e aos outros de acordo com o que acreditam ser verdade. Por exemplo, muitas sociedades veem casamento monogâmico e heterossexual como o ambiente "correto" para educar filhos, e essa "verdade" é estabelecida de diversos modos, desde artefatos culturais a discursos governamentais sobre valores familiares. As políticas públicas também podem ser usadas para dar peso a algumas ideias especificas, como a família, através de incentivos como benefícios fiscais.

O acadêmico britânico Nikolas Rose, com base nas principais ideias de Foucault, tem escrito bastante sobre a "morte do social" e as formas pelas quais os indivíduos no Estado neoliberal têm que governar o seu acesso a serviços públicos com pouca ou nenhuma ajuda. É através de perspectivas como essa, diz Foucault, que podemos ver as maneiras como o poder é repressivo, mesmo quando parece estar atuando no interesse do indivíduo. Foucault argumenta que oA postagem é longa demais. Clique aqui para visualizá-la na íntegra.



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 No.34[Responder]

Nos anos 1960 e 70, o matemático franco-americano Benoît Mandelbrot insistiu que os economistas erram ao tentar nivelar os índices econômicos procurando as médias e ignorando os extremos. Para ele, os extremos é que formam um quadro verdadeiro.

A crítica de Mandelbrot visava economistas que embasam os preços de ações e produtos básicos na suposição de que um preço leva direto ao outro e tudo atinge uma média no longo prazo. Ele dizia que os elementos amenos da casualidade incorporados a esses modelos enganam. Os modelos deveriam basear-se na suposição de “casualidade louca” - a ideia de que eventos inusitados importam quando ocorrem mudanças. Para Mandelbrot, os mercados são muito mais voláteis do que acreditam os economistas, e o engano que eles costumam cometer é tentar chegar a leis que atuam do mesmo modo que as leis clássicas da física.

Nos modelos de concorrência perfeita da economia tradicional, os indivíduos não interagem diretamente entre si, mas reagem aos preços, mudando constantemente seu comportamento e preço para obter o melhor resultado. Em um sistema complexo como é a economia, os indivíduos interagem diretamente entre si usando as simples “regras práticas”, em vez de cálculos racionais complexos. Isso acarreta em padrões de comportamento complexo na economia como um todo.



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 No.33[Responder]

John Maynard Keynes analisou especificadamente por que os preços e a mão de obra não revertem para o equilíbrio, ou níveis naturais, nas depressões. A economia clássica diz que isso deveria ocorrer naturalmente com o funcionamento normal do livre mercado. Keynes concluiu que a forma mais rápida de ajudar uma economia a se recuperar seria incentivar a demanda com gastos públicos no curto prazo.

A ideia-chave aqui era a do multiplicador, debatido por Keynes e outros, sobretudo Richard Kahn, e depois elaborada matematicamente por John Hicks. Propõe que, se o investimento em projetos (como construção de um porto ou metrô) durante a recessão, o emprego cresce mais do que o número de trabalhadores empregas diretamente. A renda nacional sobre mais do que a quantidade gasta pelo governo.

Isso ocorre porque os trabalhadores nos projetos do governo gastam parte de sua renda em coisas feitas por outras pessoas ao seu redor, e esse gasto cria mais empregos. Esses trabalhadores novos gastam parte de sua renda, criando ainda mais emprego. Esse processo continua, mas o efeito se reduzirá em cada rodada de gastos, pois cada vez uma parte da renda será poupada ou gasta em produtos estrangeiros. A estimativa- padrão é de que cada $1 de gasto público deve criar um aumento na renda de $1,40 com esses feitos secundários.

A proporção do gasto de todas famílias determina o tamanho do “multiplicador” (a quantia que o gasto do governa aumenta quando executado.). O efeito multiplicador está por trás da maneira como a economia se move no tempo entre crescimento e recessão.

Alguns economistas criticam o preceito do multiplicador keynesiano, dizendo que os governos financiam gastos com tributação ou dívida. Os impostos tiraram dinheiro da economia, criando efeito ao desejado, e a dívida causaria inflação, reduzindo o poder aquisitivo daqueles salários vitais (é o caso mais comum).

Esse problema criou o famoso dilema entre inflação ou desemprego, transportando esse ensaio para os dias atuais vemos que a baixa inflação no Brasil está contrastada pelo alto desemprego.



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 No.32[Responder]

Uma das principais perguntas dos economistas é “como os países pobres ficaram ricos?”. Após a Segunda Guerra Mundial, ela ressurgiu com força. A Europa recuperou-se rápido da guerra, ajudada pelo Plano Marshall – enorme injeção de dinheiro do governo dos EUA que financiou a reconstrução da infraestrutura e das indústrias. O economista polonês Paul Rosenstein-rodan disse que, para a economia progredir, os novos países independentes dos anos 1950 e 60 precisavam de um “grande impulso” de investimento, como a Europa recebera do Plano Marshall.

Outra ideia correlata era de que os países atravessam uma série de etapas que os leva de sociedade tradicionais a economias de consumo de massa. Walt Rostow, economista americano que apresentou essa teoria, disse que as sociedades tradicionais só se desenvolvem com investimentos de capital enorme: é o grande impulso que provoca a decolagem para o crescimento sustentável. Ele acaba transformando o país pobres em grandes economias, com alto padrão de vida para a maioria da população. A questão de como fazer os investimentos necessários para o grande impulso tornou-se primordial no novo campo da economia desenvolvimentista.

Rosenstein-Rodan afirmou que, nos países menos desenvolvidos, o mercado não consegue destinar com eficiência recursos para investimentos benéficos que gerem crescimento. Isso porque grandes projetos, como estradas, portos e fábricas, são complementares: a existência de um torna os outros economicamente viáveis - o que pode originar um dilema: o primeiro investimento só seria lucrativo se um segundo fosse feito, mas este só seria lucrativo se o primeiro tivesse sido feito. Por exemplo, uma fábrica precisa de uma usina de energia por perto para ser viável, mas a usina só é lucrativa se existe uma fábrica que compre a energia. Há dois resultados possíveis: 1, nem fábrica nem a usina existem, 2, ambos existem.

O economista alemão Albert Hirschman usou o termo “encadeamento” para se referir às interligações entre indústria. Por exemplo, uma fábrica de tinta ajuda no progresso de uma fábrica de carros aumentando a oferta de tinta. Hirshman chamou isso de “encadeamento prospectivo”. A expansão da indústria de tinta aumenta a procura de produtos químicos para fazer tintas e assim aumenta a lucratividadeA postagem é longa demais. Clique aqui para visualizá-la na íntegra.



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 No.31[Responder]

Em 1944, o matemático americano John Von Nemann e o economista alemão Oskar Morgenstern criaram a teoria da utilidade esperada para mostrar como as pessoas decidem sob incerteza. A teoria presume que as pessoas são racionais quando diante de opções sem resultado garantido: elas comparam a utilidade obtida de cada resultado possível segundo a probabilidade de ocorrerem e então escolhem a opção que promete maior utilidade.

Contudo, em 1953, o economista francês Maurice Allais contestou a teoria. Assinalou que a teoria da utilidade esperada se baseia em uma suposição, conhecida como axioma da independência, segundo o qual as pessoas olham sem paixão para as possibilidades dos resultados e a utilidade que tirarão de cada um. Elas veem cada opção de maneira independente, ignorando quaisquer fatores em comum em cada opção. Allais disse que raramente isso era verdade, se é que era. Sua opinião se chamaria paradoxo de allais.

Imagine que você pode optar entre uma maçã e uma laranja e escolha a maçã. Agora imagine que lhe dão as alternativas de uma maçã, uma laranja e um pêssego. O axioma da independência pressupões que você escolheria de novo a maçã, ou o pêssego, mas não optaria pela laranja, porque o acréscimo do pêssego não pode mudar sua preferência por maçãs e laranjas.

A violação da independência detectada por Allais, porém, ocorrem situação de incerteza. Suponha que você possa escolher entre duas “loterias”, cada qual com vários resultados possíveis de probabilidade particulares. A primeira loteria lhe dá 50% de chance de uma maçã e 50% de chance de chance de pêssego. A segunda dá 50% de chance de laranja e 50% de chance de um pêssego. Como você prefere maçãs do que laranjas, deve escolher a primeira loteria – pelo axioma de independência, a adição de pêssego na loteria, tornando-a um resultado igualmente provável em ambas as opções, não deveria fazer diferença na escolha da maçã. Mas na prática quase sempre faz.

Em experimentos usando modalidade mais complexas desse tipo de alternativa, as pessoas violam com frequência o axioma a independência, o que conflita com a ideia econômica básica de que elas sempre agem racionalmente. Por algum motivo, existência de outras opções num grupo de altA postagem é longa demais. Clique aqui para visualizá-la na íntegra.



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 No.29[Responder]

Talvez o exemplo mais famoso da teoria dos jogos seja o dilema do prisioneiro. Foi criado por Mervin Dresher e Merrill Flood. O dilema envolve dois criminosos capturados que ficam presos separadamente durante o interrogatório. São oferecidas a eles duas opções: se ambos testemunharem contra o outro, eles serão condenados a uma pena mediana na cadeia que será difícil, mas suportável. Se nenhum testemunhou contra o outro, ambos receberão uma pena curta e que eles cumprirão com facilidade. Contudo, se um testemunhar e o outro não, o primeiro será libertado, e o homem que ficou em silêncio receberá uma pena longa que lhe arruinará a vida. A teoria dos jogos desmente que o “egoísmo” é algo benéfico a todos, em certas situações pode não ser realmente verdade.

Essa ideia foi aplicada à situação em que há uma rede de lojas grandes. Uma rede pode ameaçar baixar os preços. Essa ameaça obrigaria a outra abaixar seu preço, mas ela reponde baixando seu preço mais ainda. Todavia, se a empresa existente for forçada a abaixar o preço toda vez que a outra baixar, os ganhos acumulados seriam muito menores. Assim, as empresas olhando para afrente e raciocinando para trás, veem o conluio e a criação de cartel algo mais lucrativos.

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 No.30

Caso me pergunte, eu sei que a teoria dos jogos pode ser usada como argumento a favor do livre mercado em certas situações, mas quero focar nas que não são.




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 No.28[Responder]

O economista neoclássico americano Kenneth Arrow foi um pioneiro na análise do problema de informação incompleta nos mercados, destacou que, ainda que as partes concordem em assinar um contrato, não existe garantia de que qualquer uma o cumprirá. Se uma parte não observar o comportamento de outra, pode haver um incentivo para a pessoa não observada deixar de cumprir exatamente todas as cláusulas de contrato sem que a outra saiba. Existe um desequilíbrio de informação, porque as ações são ocultas.

Chama-se nessa situação de “risco moral”. No mercado de seguros, por exemplo, uma apólice pode ser um incentivo para o segurado correr mais riscos, por saber que a seguradora cobrirá o custo de quaisquer danos. O resultado é que as seguradoras oferecem cobertura menor, por medo de estimular um risco excessivo e acabar assumindo custos altos. Isso significa que haverá uma falha de mercado: os que compram seguro pagarão caro demais, e muitas pessoas serão excluídas do mercado de seguros. Arrow, da corrente neoclássica, afirma que, em tais circunstâncias, existe justificativas para o governo intervir e corrigir a falha do mercado.

Mais recente, o risco moral tornou-se uma questão crítica após a crise financeira de 2008. Quando se diz que os bancos são “grande demais para quebrar”, pode estar havendo uma versão de risco moral. Como sabem que seu fracasso pode causa uma recessão, os bancos acreditam que o governo vai socorrê-los em qualquer caso. Essa situação pode ser vista como um argumento a favor da não intervenção do estado nos bancos mas na verdade deve ser vista como uma crítica a forma imprudente que os bancos são dirigidos.

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 No.27[Responder]

Os economistas modernos medem a conveniência usando um conceito chamado “ótimo de Pareto”. Pelo ótimo de Pareto, é impossível melhorar a situação de uma pessoa sem piorar a de outra. Ocorre uma melhora na economia se os bens mudam de mãos de tal forma que aumente o bem-estar de pelo menos uma pessoa. Kenneth Arrow e Gerard Debreu ligaram o equilíbrio de mercado ao ótimo de Pareto. Eles chegaram a isso tentando comprovar os chamados “teoremas fundamentais da economia de bem-estar".

O primeiro teorema do bem-estar postula que qualquer economia de livre mercado pura em equilíbrio alcançará necessariamente o “ótimo Pareto” - que ela leva a uma distribuição de recursos em que é impossível melhorar a situação de alguém sem piorar a de outro. Fazem trocas entre si e chegam a um equilíbrio, que o teorema sustentar ser eficaz.

O ótimo de Pareto é um critério ético fraco. Uma situação em que um rico tem tudo de um bem desejado e as outras pessoas não têm nada dele seria ótimo de Pareto porque seria impossível tirar parte do bem do rico sem piorar a situação dele. Então esse primeiro teorema do bem-estar diz que os mercados são eficientes, mas não diz nada sobre a questão crucial da distribuição.

Os resultados de Arrow e Debreu depende de suposições estritas: se não são válidas, a eficiência pode ser comprometida, situação chamada pelos economistas de “falha de mercado”. Para o teorema ser válido, os indivíduos têm de se comportar conforme a racionalidade econômica. Eles precisam reagir com perfeição aos sinais do mercado, algo que sem dúvida não ocorre na realidade. O comportamento das empresas tem de ser competitivo, enquanto na prática o mundo está cheio de monopólios.

Além disso, os teoremas do bem-estar não se sustentam quando há economias de escala, como nas situações em que existem empresas grandes com altos custos de instalação - por exemplo, muitas companhias de utilidade pública. Outra condição importante para a eficácia do equilíbrio é não haver “externalidades” - custo e benefícios não computados nos preços de mercado. Por exemplo, o barulho de uma oficina de motos pode atrapalhar a produção de uma firma de contabilidade ao lado, mas os donos da oficina não levam em conta esse tipo maisA postagem é longa demais. Clique aqui para visualizá-la na íntegra.



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 No.26[Responder]

As primeiras contas nacionais foram criadas nos EUA nos anos 30 pelo economista russo-americano Simon Kuznets. Um PIB crescente significa mais empregos e salários mais altos, enquanto um PIB em queda implica desemprego e incerteza. Após a Segunda Guerra Mundial, os debates sobre política logo se tornaram nada mais que uma série de discussões sobre a melhor maneira de aumentar o PIB.

Contudo, isso ignorou questões significativas. O PIB é apenas um número, e talvez não mais que importante. Não existe uma ligação obrigatória entre o PIB e o bem-estar social real, como assinou o próprio kuznets em palestra no congresso dos EUA. Um PIB crescente pode ser distribuído muito desigualmente, de modo que poucas pessoas têm muito dinheiro, e muitas tem bem pouco. Outros fatores fazem as pessoas felizes, como relações de família ou com amigos, simplesmente não estão registrados nessa escala.

Em 1974, o economista americano Richard Easterlin fez uma contestação direta ao conceito de PIB e renda nacional. Ele analisou pesquisas sobre a felicidade em 19 países relativas às três décadas anteriores e afirmou que a ligação entre PIB e bem-estar não era tão forte quanto se pensava. Easterlin descobriu que a felicidade declarada aumentava com a renda, como era de esperar. Mas, para quem ganhava acima do nível de subsistência, a variação na felicidade em países diversos não se alterava muito, apesar das grandes diferenças na renda nacional. O povo dos países ricos não necessariamente o mais feliz.

Com o passar do tempo, o retrato pareceu ainda mais peculiar. Nos EUA houve aumento contínuo e comparativamente rápidos do PIB no período desde 1946, mas o grau de felicidade declarada nas pesquisas não parecia acompanha-los – na verdade, declinou nos anos 1960. Os resultados das pesquisas de Easterlin ficaram conhecidos como paradoxo de Easterlin.

A explicação veio com o conceito de “rotina hedonista”, proposto em 1971 pelos psicólogos americanos Philips Brichman e Donald Campbell. Eles disseram que as pessoas se adaptam muito rápido a seus níveis correntes de bem-estar, mantendo-o apesar dos acontecimentos, bons ou ruins. Os pesquisadores expuseram a importância do status e das comparações com outras pessoas. Por A postagem é longa demais. Clique aqui para visualizá-la na íntegra.



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 No.23[Responder]

O economista turco Dani Rodrik observou que as opções sobre a direção da globalização estão sujeitas a um “trilema” político. Os países podem querer democracias, Estado independente e integração econômica mundial profunda (livre comércio internacional). Ainda assim, só duas opções podem ser compatíveis ao mesmo tempo. O trilema vem do fato de que uma integração de mercados profunda requer a remoção de variações institucionais entre os países.

Pense em uma empresa multinacional que escolha um país para abrir uma fábrica. Para atrair o investimento dela, o governo pode cortar impostos e abrandar exigência legais. Outros países fazem o mesmo. Com menor arrecadação tributária, os países têm menos capacidade de financiar sistemas assistencialistas e programas educacionais.



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 No.22[Responder]

Os países ricos dizem que não querem manter a pobreza dos países pobres, e sim que as relações entre eles ajudem os dois lados. Todavia, nos anos 60 o economista alemão Andre Gunder Frank afirmou que as políticas de desenvolvimento do mundo ocidental, ao lado de livre comércio e do investimento, perpetuam a divisão do mundo. Preservam o domínio do mundo rico e mantêm a pobreza nos países pobres. Frank chamou a isso de “teoria da dependência”.

Os países ocidentais nunca foram parceiros menores em um bloco de países poderosos e avançados economicamente, como ocorre hoje com países pobres. Por isso certos economistas notaram que as políticas que ajudavam os países avançados a se desenvolver podem não beneficiar os países pobres.

A liberação do comércio internacional costuma ser louvada por economistas como uma maneira infalível de ajudar as economias subdesenvolvidas. Contudo, a teoria da dependência de Frank diz que tais políticas em geral provocam situações em que os países ricos se aproveitam dos pobres. Os países subdesenvolvidos produzem matéria-prima, comprada pelos países ricos, que então fabricam produtos vendidos internacionalmente ou aos outros países desenvolvidos. Isso acarreta em um sistema comercial desequilibrado, no qual a maior parte do comércio dos países pobres é com nações ricas e desenvolvidas. Só uma pequena porcentagem se dá com países desenvolvidos. Em decorrência, os países mais pobres veem-se em posição fraca para negociar – fazem comércio com potências maiores e mais ricas -, e lhes são recusadas as condições comerciais favoráveis de que precisam para prosperar.

Costuma-se dizer que essas forças implicam a separação da economia mundial em um “núcleo” de países ricos para os quais flui a riqueza vinda de uma “periferia” de países pobres e marginalizados. A economia dos países pobres tende também a se organizar de tal modo que não incentiva o investimento, que é um estímulo crucial ao crescimento da economia de qualquer país.

Quando países ricos levam indústria e investimento aos países pobres, eles dizem que ajudam a economia dos países pobres a crescer. Os teóricos da dependência declarem que, na realidade, os recursos nacionais são explorados, os trabalhadoresA postagem é longa demais. Clique aqui para visualizá-la na íntegra.

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 No.21[Responder]

Os seres humanos são racionais e calculistas. Diante de opções diversas e de um futuro incerto, eles atribuem uma probabilidade a cada resultado futuro possível e fazem a escolha condizente. Querem aumentar sua “utilidade esperada” (a quantidade de satisfação que almejam) com base no que creem sobre a probabilidade de resultados futuros diferentes, preferindo a opção com maior utilidade esperada. Contudo alguns futuros possíveis têm uma probabilidade desconhecida por completo e as pessoas se esquivam das ambiguidades e tomam decisões com princípios diferentes, não se importando coma probabilidade ao escolher. Para entender melhor explicarei o paradoxo de Ellsberg.

Ellsberg descreveu um experimento de raciocínio em que se oferecia um prêmio em dinheiro se uma bola de certa cor fosse retirada de uma urna imaginária, veja:

O experimento de probabilidade ofereceu apostas diversas. Os jogadores sabiam que havia 30 bolas vermelhas numa urna e mais 60 bolas amarelas e pretas sem número específico. Tirar uma bola vermelha rendia $100; preta; $100. A maioria dos jogadores apostou na vermelha.

Outro jogo com as mesmas bolas dava a opção de $100 se uma bola vermelha ou amarela fosse retirada, ou $100 se uma bola preta ou amarela fosse retirada. Desta vez, a maioria dos jogadores optou pela bola preta e amarela. Em todos os casos, os jogadores preferiram as chances conhecidas às desconhecidas.

As apostas feitas pelos participantes mostraram que as pessoas tendem a fazer uma escolha pensada quando recebem informações para tirar algum grau de probabilidade e, portanto, risco. Todavia, o comportamento delas muda se um resultado futuro parece ambíguo, e esse é o paradoxo que diverge da teoria da utilidade esperada. As pessoas preferem saber mais sobre as incertezas que enfrentam, e não menos. Ellsberg começou a chamar de “aversão à ambiguidade”, e às vezes “Incerteza knightiana”, por causa do economista americano Frank Knight. Querendo saber mais sobre o desconhecido as pessoas podem agir de modo incoerente em relação a escolhas anteriores mais lógicas e ignorar questões de probabilidade ao fazer uma escolha.

A crise de 2008 provocou um inteA postagem é longa demais. Clique aqui para visualizá-la na íntegra.

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 No.14[Responder]

Quando uma pessoa fica inapta para trabalhar ,que pode ser causado por várias doença incluindo a depressão, em um sistema liberal o rico tem dinheiro guardado para ficar de cama e financia seu tratamento, mas quando o pobre entra em depressão ou fica paralítico no sistema liberal ele é jogado em uma "corda bamba" por não poder si manter em tal situação por muito tempo, em pouco tempo não iria sobrar dinheiro para comer e pagar suas contas, mas por outro lado a sua depressão torna o ato de trabalhar um sentimento de tortura, logo essa angústia induz pessoas pobres ao suicídio.

Em um sistema justo o governo iria subsidia-la para lidar com seu problema e seria uma muleta para não deixar a pessoa desamparada cair.

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 No.18

>>14

>nesse sistema, ele fica na corda bamba que não poderá se manter

Brofix.

Also, gostei do chan. Em breve acrescentarei algum conteúdo relevante sobre o tema. No momento estou sem tempo por conta da facugado.


 No.19

>>18

>e não poderá se manter

Batatei.


 No.20

>>18

Seja bem vindo, já dei uma polida no texto




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 No.17[Responder]

O indiano Amertya Sen cresceu durante a grande fome de bengala de 1943, a lembrança da fome fez Sen pesquisar e escrever em 1881 sobre o tema em “Poverty and Famines”.

Amertya Sen analisou a fome de Bengala de 1943 e fomes mais recentes na África e na Ásia para coletar provas empíricas que confirmassem sua tese. Ele descobriu que em Bengala a produção total de alimentos, embora mais baixa que no ano anterior ao início da fome, havia sido mais alta que nos anos sem fome. Sem concluiu que a principal causa da fome era que o salário dos lavradores não acompanhava o preço crescente dos alimentos em Calcutá. Sua conclusão, ao contrário da crença popular, é de que a fome não é causada por escassez de comida. Safras ruins, estiagem ou redução na importação de alimentos são fatores que contribuem, mas um fator importante é a distribuição de comida.



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