>>271Use frases mais simples ou traduza a conversa, assim o
>>250 pode participar…
>Não, a diferença é mais no nível holandês/africâner.Veja isso:
http://en.wikipedia.org/wiki/Comparison_of_Afrikaans_and_Dutch#Grammar_differencesCompare essas diferenças gramaticais com as diferenças entre os dialetos europeus e sul-americanos do português (a+infinitivo vs. gerúndio, onde colocar os pronomes e… …só).
>O Brasil é um país diglóssico, a língua oficial não é falada por ninguém, ela é apenas escrita. Já ouvi compararem com a situação do alemão na suíça.Sim e não.
Diglossia ocorre quando uma mesma população usa dois dialetos do mesmo idioma. Por exemplo [as an example], quando a norma culta [educated speech] e a fala popular [folk speech] são muito diferentes entre si [sich].
Há pequenas diferenças entre as falas cultas (sim, plural: há mais de uma fala culta) e as falas populares, mas não são suficientes para dizer que há diglossia.
O que é muito diferente da fala popular é o dialeto que a gramática normativa prescreve [that the normative grammar prescribes]… mas essa, ninguém usa. Nem mesmo as pasqualetes*.
*Pasqualete = mocking name for someone who takes Pasquale seriously. Pasquale is some bozo who fails at Linguistics and yet gets some media attention.
Outra coisa: diglossia não tem a ver com variação dialetal
regional.
[Another thing: diglossy has nothing to do with dialectal variations.]
>Camões morreu há quase 500 anosSim, e? Citando esse texto, mostrei que o uso do gerúndio já era bem-estabelecido no idioma há muito tempo e que não é uma invenção sul-americana. A mudança gerúndio > a+infinitivo ocorreu no século XVIII em Portugal.
>Machado de Assis…um escritor muito bom, mas que já era considerado difícil de ler e pedante em seu próprio tempo devido ao seu estilo.
[…a very good writer, but already considered hard to read and pedantic in his own time due to his style.]
Em compensação, ninguém reclama de Memórias de um Sargento de Milícias ser difícil para ler… mesmo que o Manuel Antônio de Almeida seja da mesma época que o Machado.
[On the other hand, nobody complains about Memoirs of a Police Sergeant being hard to read… even if Manuel Antônio de Almeida was from the same times as Machado.]